Títulos do Governo
IM: razão de curto-prazo do Tesouro EUA em alta, medinho no arIndicadores do Marcado
Fala Traders! Direto de São Paulo|Brasil deixo a minha opinião em mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
A razão dos Títulos do Tesouro Nacional dos EUA de 10Y/2Y anos, que nos mostra o sentimento doo mercado para o curto prazo (novidade aqui pra nós) está em alta, portanto, para o curto prazo o mercado está com medinho. Futuros EUA prometem abrir em alta (magrela) e com a agenda pesada, principalmente após o almoço, acho que vai dar ziriguidum hoje. Muita calma nessa hora. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível também em vídeo.
IM: está cada vez mais difícil puxar esse mercadão, é ou não é?Indicadores do Marcado
Olá! Marcelo Torres direto de São Paulo|Brasil com mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
"Está difícil arrancar leite dessa placa de titânio". Cada vez mais fica difícil puxar os mercados lá fora, enquanto isso quem é a bola da vez é o Brasil, mas daí o desinformado acha que estamos num mar de rosas. "Think again!". Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível também em vídeo.
IM: mercado em compasso de espera, Ásia e UE realizando lucroIndicadores do Marcado
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Futuros EUA avermelhado ontem a noite e madrugada toda. Ásia e Europa na realização de lucro. Agenda forte, reuniões do BRAXIS, OPEC+ e mais na agenda dessa semana. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível também em vídeo.
IM: grande agenda da semana é hoje, tá explicada a alta de ontemIndicadores do Marcado
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Hoje teremos a agenda mais pesada da semana, está explicada a grande alta ontem. Das 10h30 às 12h30 tem muito número importante para sair, e se vier ruim, aí vai ser "ziriguidum", "realization". Fique atendo com as notícias do mercado para saber o que vai ser divulgado. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível.
IM: agenda com fortes emoções e mercado c/ preocupação crescenteIndicadores do Marcado
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Conforme projetado, o índice de Ganância e Medo cai e a razão 30/10 dos Títulos do Tesouro Americano sobem, ambos mostrando, portanto, preocupação do mercado. Futuros EUA caindo e UE no vermelho, hoje promete mais queda. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível.
IM: Futuros EUA no positivo, mas UE num positivo magreloIndicadores do Marcado
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Hoje a agenda do mercado tem tópicos pesados a partir das 10h30 (BRA), então vamos ficar de olho pra ver se irão afetar o nosso mundo. IBOV ontem ficou nas alturas graças, principalmente, à VALE e PETRO (aí não conta, né!!!). Futuros EUA no positivo, mas UE se mantém num positivo magrelo, com foco na fala do ECB (banco central europeu) hoje às 12h BRA). Portanto, hoje é olho na agenda. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião já disponível.
IM: UE puxa queda nas bolsas mundiais e Ásia fecha mista e preoc
Indicadores do Marcado
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Mercados europeus amanheceram preocupados com o COVID e conflitos internos dos países membros da UE. Ásia preocupada com o desenrolar das coisas nos países desenvolvidos frente ao COVID. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
IM: mundo igonora COVID 2.0 e foca nas infos positivasIndicadores do Marcado
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Pegando o ânimo da 6a feira, o mercado hoje fez de uma coletânea de notícias boas o seu driver para o dia (diria que deve perdurar até 4a feira, pois na 5a feira já teremos dados importantes na agenda). Portanto, o que se vê na mídia é alta para hoje, mas a razão 30/10 anos dos Títulos do Tesouro Americano, está subindo... opa!!! Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
IM: COVID oficialmente é o problema, mas Biden oficial parece anIndicadores do Marcado
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Agora é oficial nos mercados, COVID é o problema do dia. Por outro lado, a pré-oficialização do Biden como novo presidente dos EUA (e parece que o Trump já aceitou, mas ainda não oficializou a derrota), os índices futuros dos EUA estão animados, mas eu não, pois acho que pode ser uma pegadinha. Muita calma nessa hora. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
A dívida é o menor dos nossos problemasDurante esta crise, a maioria dos países desenvolvidos recorreram a alguma forma de estímulo fiscal para combater a recessão. Aliada à forte queda das receitas e a uma contração económica sem precedentes, a dívida pública de praticamente todos os países acabou por crescer substancialmente.
A realidade é que é muito pouco provável que este aumento ponha em causa a sustentabilidade das dívidas que apenas depende de taxas de crescimento económico acima do juro que se paga por esses empréstimos – assim a sua trajetória de longo-prazo é então de uma queda do valor da dívida em percentagem do produto interno bruto (PIB). Muitas organizações e economistas também concordam. Em concreto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) – que historicamente tem sido um forte defensor da contenção e responsabilidade fiscal – recomenda que a austeridade não deve ser utilizada e que poderá ser contraproducente. Como disse um funcionário do FMI, “o rácio da dívida pública nas nossas projeções estabiliza e até diminui ligeiramente no final, o que mostra que o COVID-19 é um salto pontual da dívida e, com as baixas taxas de juro, a dinâmica da dívida estabiliza.”
Assim, não há necessidade de uma política de austeridade que implique a consolidação da dívida através de impostos mais elevados e de redução da despesa. Isso, por sua vez, pode ter efeitos negativos no crescimento. Para além disso, o FMI preocupa-se com o facto de os estímulos orçamentais poderem ser retirados demasiado cedo, sufocando assim a atual recuperação. Mas o FMI não está sozinho nesta avaliação. O Banco Mundial, a OCDE, os principais bancos centrais e conhecidos académicos já manifestaram também um sentimento semelhante. Jason Furman, do Peterson Institute, nota que, apesar de um aumento acentuado da dívida, os pagamentos do serviço da dívida em percentagem do PIB não aumentaram nos países mais ricos durante esta crise devido às taxas de juro muito baixas. As previsões sugerem ainda que os custos da dívida continuarão historicamente baixos, apesar de um nível de dívida invulgarmente elevado.
No que se refere à política, existe um crescente consenso entre instituições internacionais de que é necessário um maior estímulo económico e que, a longo prazo, não será necessário recorrer-se a políticas de austeridade. Estas políticas foram destrutivas para o crescimento económico na Europa há uma década. Pelo contrário, existe também um consenso quanto ao facto de que o foco da política deve ser a criação de um crescimento mais forte da produtividade, a fim de impulsionar os padrões de vida de cada país. Isto poderá implicar mais investimento público em infraestruturas, especialmente em infraestruturas digitais e verdes; mais investimento em capital humano para que a mão de obra possa estar melhor preparada para a transição entre diferentes tipos de empregos; liberalização de fluxos comerciais e de capitais para que a economia possa obter os benefícios da eficiência do comércio; e um melhor quadro regulamentar para a implementação de novas tecnologias. No entanto, não é claro que líderes políticos aceitem esta agenda. Em vários países, subsiste o apoio ao protecionismo e à austeridade.
IM: os sinais de reversão de topo se intensificam e com arrastãoIndicadores do Marcado
Olá! Marcelo Torres direto de São Paulo|Brasil com mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
Conforme dito ontem, os sinais de reversão de topo se intensificam mundo afora. Estamos aproximando do meio do mês e nada mais adequado do que uma realização para uma retomada posterior e fechar o mês de novembro nas estrelas. Note também que ontem já rolou arrastão, conforme eu também havia dito. COVID está no foco novamente com duas grandes farmacêuticas prometendo eficiência, enquanto o CORONAVAC apresentou problemas graves, mas isso a mídia financeira brasileira não diz. Fica esperto! Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
IM: indicadores sugerem indecisão do movimentoIndicadores do Mercado
Olá! Marcelo Torres direto de São Paulo|Brasil com mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
Ontem não teve post porque estou reformando a fachada aqui de casa e a batucada estava infernal, IMPOSSÍVEL fazer a gravação.
Quanto aos indicadores do mercado para hoje, me parecem um tanto quanto incertos. Zona do Euro operou no negativo na abertura, mas agora reverteu, assim como os futuros EUA estavam bem caídos, mas agora uma queda leve. Portanto, ainda incerteza quanto ao pacote de ajuda do governo americano à economia, mas hoje, como ontem cedo e ao contrário de ontem à noite, o otimismo voltou (acho que por conveniência). Como hoje é 5a feira, mais arrastão pode acontecer. Olho vivo!!! Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
IM: sinais de reversão de topo continuam, outros sem forçaOlá! Marcelo Torres direto de São Paulo|Brasil com mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
Os principais índices mundiais continuam gerando seus sinais de reversão de topo, porém, aqueles outros índices que reforçam a queda também não estão muito animados, pelo menos por enquanto. Portanto, olho vivo nos índices de sentimento do mercado (Fear & Greed Index e Razão Yields 30/10 anos). Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
IM: índices e indicadores sugerem alta, mas hoje tem Mr. PowellOlá! Marcelo Torres direto de São Paulo|Brasil com mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
Ontem me parece que o mercado puxou bem já precificando a fala do FED, na voz do Mr. Powell hoje às 11h40, portanto, muita calma nessa hora, pois agora cedo os números sugerem calma. Se tivermos mais altas essa semana, provavelmente veremos mais sinais de reversão de topo. Quer mais detalhes? A análise completa com a minha opinião que já disponível.
A importância do subsídio de desemprego para a economiaNuma altura em que democratas e republicanos estiveram em conflito durante o fim de semana sobre o novo pacote de estímulos à economia, importa abordar aqui o tema principal que tem estado em discussão – a extensão dos subsídios de desemprego que expiraram na sexta-feira passada.
Benefícios e limitações desta medida (aplicada aos Estados Unidos)
A grande vantagem do subsídio de desemprego tem que ver essencialmente com o efeito do benefício na procura agregada uma vez que apoia o aumento do consumo e, portanto, a atividade económica global. Esta medida tem diversos benefícios macroeconómicos que ajudam a limitar a gravidade de uma recessão apoiando também empregos e rendimentos de milhões de trabalhadores e empresas que não receberam diretamente quaisquer benefícios. Nesta crise em específico, o subsídio de desemprego representou 6,4% do rendimento pessoal disponível no mês de maio, superando largamente o seu pico pré-epidémico de 1,5%. O efeito multiplicador (impacto da medida em variáveis endógenas) é muito alto, uma vez que dá dinheiro às pessoas quando os seus rendimentos são temporariamente baixos, ajudando-as a suavizar o seu consumo e, assim, impulsionando o consumo total.
A existência deste estabilizador automático (que entra em vigor quase de forma mecânica quando uma pessoa se torna desempregada) protege e tem protegido efetivamente a maioria dos trabalhadores de grandes perdas de rendimento. Na sua ausência, o agregado familiar que tenha experienciado ter uma pessoa desempregada tipicamente reduz o gasto em alimentos em 22% em vez da queda de 7% geralmente observada (Gruber 1997). Ganong e Noel (2019) referem também que a propensão marginal para consumir serviços e bens não duradouros é de 0,27 na ausência do subsídio e de 0,83 na presença do mesmo.
O lado da oferta da economia também é afetado através da mão de obra existente, com efeitos ambos positivos e negativos.
O subsídio de desemprego pode ajudar a oferta de mão de obra uma vez que mantém as pessoas ligadas ao mercado laboral. Aqueles que se encontram ao abrigo do subsídio de desemprego tipicamente têm de estar ativamente à procura de trabalho. Já aquele desemprego que não usufrui deste benefício pode deixar de pertencer à força de trabalho, tornando o mercado laboral mais rígido dificultando assim o encontro entre entidades empregadoras e trabalhadores.
Por outro lado, contra os benefícios da medida está o facto do subsídio poder desencorajar a procura por trabalho. Vários estudos demonstram que existe um pico nas saídas daqueles que gozam do subsídio de desemprego quando os mesmos benefícios se esgotam (Moffit 1985, Katz e Meyer 1990, Feldstein 2005). Parte deste pico é o resultado de pessoas desistirem de procurar emprego passando assim de desempregados para fora do mercado de trabalho (Card, Chetty, e Weber 2007). No entanto, a mais recente e melhor evidência dos Estados Unidos, de Ganong e Noel (2019), mostra que o último mês em que os trabalhadores têm direito ao benefício é precisamente aquele onde existem mais pessoas a encontrar trabalho – há um aumento de 76% de empregabilidade relativamente ao penúltimo mês. Existem então uma grande maioria de pessoas que esperam pelo último mês de subsídio para encontrar trabalho bem como outros que chegam ao fim sem o conseguir. O grande desafio é por isso encontrar o melhor subsídio que simultaneamente ajude a economia e impeça que certas pessoas esperem pelo último mês para encontrar emprego.
Qual é a medida certa para o tempo atual?
O equilíbrio ideal entre estas duas considerações depende essencialmente da taxa de desemprego (Baily 1978, Chetty 2008). Quando o desemprego é alto, como é agora, o maior problema é o número total de empregos (uma vez que a ausência do benefício teria um brutal impacto na economia) e não se as pessoas os querem ou não ter. Assim, o subsídio de desemprego pode e deve ser generoso, tanto em termos dos níveis de benefício como da sua duração.
Em contraste, quando as taxas de desemprego são baixas – como eram antes desta crise – é importante colocar mais peso em não desencorajar as pessoas de aceitar empregos, baixando então o valor e a duração do subsídio.
A economia nacional na presença de uma segunda vagaIndependentemente de vir a existir uma segunda vaga da pandemia do coronavírus, a recessão é uma certeza. A força do choque começou com as medidas de contenção social, mas prolonga-se no tempo pela incerteza relativamente ao futuro. A confiança das pessoas e as suas expectativas relativamente ao desenvolvimento do vírus são o principal contribuidor para o prolongamento do atual ciclo recessivo. É possível observar que os países (por exemplo: Estados Unidos e Suécia) onde a crise sanitária foi mais difícil e o vírus mais se espalhou, foram precisamente aqueles em que a economia mais retraiu. Por isso, uma segunda vaga irá sempre tornar a recessão mais profunda independentemente de se voltar a ter um aumento das medidas de confinamento.
O possível impacto na economia nacional
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que a economia portuguesa pode cair 11,3% em 2020 e o desemprego aumentar para 13%, se houver uma segunda onda de contágios, antecipando uma retoma lenta da economia e a possibilidade de serem necessárias medidas de apoio adicionais. Esta previsão é consideravelmente pior se existisse apenas uma vaga onde a instituição aponta para uma recessão de 9,4% este ano e um desemprego de 11%. Apesar ambas as previsões serem as mais pessimistas entre as principais organizações internacionais bem como do governo português, a diferenças entre as duas é considerável.
Esta mais lenta recuperação é multifatorial onde também é relevante possíveis segundas vagas noutros países. O aumento significativo de casos em Espanha – um dos principais parceiros comerciais portugueses - é visto como uma situação crítica e até descontrolada na Europa, mas não é o único país no mundo que poderá estar a entrar numa segunda onda de infeções. Também a rapidez da epidemia no continente africano tem sido significativa e tem por isso também preocupado a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Estou muito preocupado com o facto de começarmos a assistir a uma aceleração da doença em África, e todos devemos levar isto muito a sério e mostrar solidariedade" com os países afetados, disse esta semana Michael Ryan, diretor de Emergências de Saúde da OMS.
Com uma detioração da condição destas economias, o impacto direto nas exportações nacionais seria prolongado e certamente afetado por possíveis segundas vagas. Depois, a procura interna sofreria também com isso através da maior incerteza, aumento de falências e desemprego duradouro. Para além disso, no caso limite de uma nova necessidade de confinamento poderão ser necessárias medidas fiscais adicionais onde o prolongamento do lay-off permitiria dar maior suporte ao rendimento familiar como possivelmente substituir outras existentes.
A nível orçamental também existiriam alterações. A OCDE estima agora que Portugal tenha um défice de 9,5% em 2020 e de 7,4% em 2021 no cenário de uma segunda vaga de contágios e necessidade de novo confinamento. Na ausência de nova vaga da doença, o défice seria de 7,9% este ano e de 4,7% em 2021. Como consequência disso e da quebra do produto, a dívida pública sofre também um aumento de cerca de 15%.
Basicamente tudo se torna pior caso uma segunda vaga realmente aconteça. Infelizmente, não basta tentar evitar uma segunda vaga em território nacional, sendo claro que o alastrar do número de casos noutros países terá um claro impacto a nível nacional.
Frederico Aragão Morais, Market Analyst Teletrade Portugal
Qual é a previsão para a temporada turística em Portugal?O Airbnb vê um aumento na procura após o bloqueio do coronavírus em Portugal. Qual é a previsão para a temporada turística deste ano em Portugal?
A atual crise em que o mundo se encontra, está a meter diversas empresas em dificuldades financeiras obrigando estados a terem de ajudar de forma a impedir que os setores mais atingidos entrem numa situação ainda menos favorável.
Os setores estratégicos dos serviços e do turismo têm sido os mais afetados. A grande maioria dos desempregados vem de atividades ligadas ao turismo tendo representado cerca de 73% da subida verificada logo no mês de março. Também os últimos dados revelam que a região do Algarve foi a que registou o maior aumento homólogo do desemprego nos meses de abril e maio.
O rápido impacto da pandemia no mercado laboral já fazia prever o deteriorar da economia nacional. Na passada semana, a Comissão Europeia reviu em baixa as projeções macroeconómicas para o conjunto da zona euro e da UE, e mostrou-se particularmente mais pessimista relativamente a Portugal, ao agravar a projeção de recessão em três pontos percentuais. Esta diferença deve-se a um desempenho pior do que o esperado no primeiro trimestre e a uma recuperação mais lenta do que o previsto no turismo estrangeiro, particularmente no número de voos, e também no atraso da reabertura da fronteira com Espanha.
Apesar do turismo ter sido o setor mais afetado, com as visitas a colapsarem quase 100% em abril relativamente ao ano anterior, a procura começa agora a crescer, mas desta vez de forma diferente. O turismo vai ser praticamente nacional e os preços praticados terão possivelmente de sofrer ajustamentos. Segundo um artigo do ECO, os pedidos de baixa de preços são muitos chegando por vezes aos 80% do valor inicial.
A procura agregada não só é menor do que antes da pandemia, como é também mais fraca a nível de poder de compra. Sendo grande parte do turismo nacional proveniente do Reino Unido, o facto de Portugal constar na lista negra do Governo britânico como um país onde não é seguro viajar – obrigando os ingleses que regressem ao seu país a partir de Portugal a terem de cumprir um período de quarentena de 14 dias à chegada - não ajuda certamente o setor. A magnitude do quão o setor será afetado é difícil de prever, mas será certamente um ano difícil e diferente dos últimos.
Frederico Aragão Morais, Market Analyst
Teletrade Portugal
Poderá a intervenção do Estado na TAP afetar o setor do turismo?A atual crise em que o mundo se encontra, está a meter diversas empresas em dificuldades financeiras obrigando estados a terem de ajudar de forma a impedir que os setores mais atingidos entrem numa situação ainda menos favorável. Estas possíveis dificuldades ou até mesmo falências que poderão existir, podem ser tanto por problemas de solvência como de falta de liquidez (e.g. redução substancial da procura) levando então a um pedido de empréstimos e consequente aumento dos seus passivos.
Este é certamente o caso do setor aéreo português, onde a companhia aérea TAP não é exceção. Depois de uma fase de confinamento social onde não existiu qualquer tráfego, a companhia a anunciou a estratégia de retoma das suas operações para os próximos dois meses.
O plano comunicado tem sido substancialmente criticado por membros de diversos partidos políticos bem como por representantes regionais do setor do turismo. A unânime crítica prende-se à redução do número de voos entre os aeroportos nacionais do país. Do outro lado da razão, vem uma recomendação sensata da União Europeia referindo que não é aconselhável voos vazios de forma a que reduzir um possível aumento de custos desnecessários.
O que falta, no entanto, é compreender o porquê da redução do número de voos. Se a razão for consequente de uma esperada redução da procura, então a decisão da companhia aérea parece adequada; caso contrário, pode afetar o desempenho do setor do turismo e da economia portuguesa. O objetivo tem de ser em alinhar a oferta à futura procura e se isso for realizado de forma apropriada não existirá nenhuma perda para a sociedade nem se poderá dizer que a intervenção do Estado na companhia poderá ter impacto negativo de curto-prazo (o que não invalida que não exista um aumento de impostos como consequência disso no médio e longo-prazos).
Poderá a intervenção do Estado na TAP afetar o setor do turismo?A atual crise em que o mundo se encontra, está a meter diversas empresas em dificuldades financeiras obrigando estados a terem de ajudar de forma a impedir que os setores mais atingidos entrem numa situação ainda menos favorável. Estas possíveis dificuldades ou até mesmo falências que poderão existir, podem ser tanto por problemas de solvência como de falta de liquidez (e.g. redução substancial da procura) levando então a um pedido de empréstimos e consequente aumento dos seus passivos.
Este é certamente o caso do setor aéreo português, onde a companhia aérea TAP não é exceção. Depois de uma fase de confinamento social onde não existiu qualquer tráfego, a companhia a anunciou a estratégia de retoma das suas operações para os próximos dois meses.
O plano comunicado tem sido substancialmente criticado por membros de diversos partidos políticos bem como por representantes regionais do setor do turismo. A unânime crítica prende-se à redução do número de voos entre os aeroportos nacionais do país. Do outro lado da razão, vem uma recomendação sensata da União Europeia referindo que não é aconselhável voos vazios de forma a que reduzir um possível aumento de custos desnecessários.
O que falta, no entanto, é compreender o porquê da redução do número de voos. Se a razão for consequente de uma esperada redução da procura, então a decisão da companhia aérea parece adequada; caso contrário, pode afetar o desempenho do setor do turismo e da economia portuguesa. O objetivo tem de ser em alinhar a oferta à futura procura e se isso for realizado de forma apropriada não existirá nenhuma perda para a sociedade nem se poderá dizer que a intervenção do Estado na companhia poderá ter impacto negativo de curto-prazo (o que não invalida que não exista um aumento de impostos como consequência disso no médio e longo-prazos).
Até onde poderá ir o desemprego no turismo?Apesar das medidas de contenção social se terem iniciado apenas a meio do mês de março, existiram 52.999 novos inscritos nos centros de emprego, o que representa um crescimento de 34% face ao mesmo mês de 2019. Curiosamente, no mês em que se deu o maior confinamento da população existiu também uma diminuição do crescimento do número de desempregados relativamente ao mês anterior. No entanto, os números não são animadores uma vez que acabaram por ficar sem emprego mais de 48 mil pessoas, o que dá uma média de 1.618 pessoas por dia que ficaram sem trabalho.
Os setores estratégicos dos serviços e do turismo foram os mais afetados. Uma vez que o setor dos serviços representa a maior parte da economia portuguesa, seria então esperado que parte do desemprego tivesse então essa origem.
No entanto, segundo o Instituto de Emprego e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a grande maioria dos desempregados vem de atividades ligadas ao turismo representando cerca de 73% da subida verificada logo no mês de março. Os últimos dados revelam também que a região do Algarve foi a que registou o maior aumento homólogo do desemprego tendo subido 41% no mês de abril.
A incerteza inicial do começo da pandemia levou a uma provável antecipação por parte de algumas empresas relativamente a um futuro menos previsível, justificando então o rápido aumento do desemprego.
Previsões Futuras
Daqui para a frente não é, no entanto, fácil de antecipar. Praticamente 90% da economia algarvia é dependente do turismo. Também 70% do setor é de nacionalidade estrangeira e se as viagens continuarem limitadas, serão certamente tempos muito difíceis para a região. Para além disso, as várias pessoas que se encontram num regime de lay-off simplificado não podem ser despedidas por um prazo de dois meses depois do início da cobertura do mecanismo. É possível que quando esse período acabar, empresas que não tenham uma retoma consistente do seu negócio, se vejam por ventura forçadas a despedir pessoas – contribuindo para um maior aumento do desemprego.
Frederico Aragão Morais,
Market Analyst na Teletrade Portugal
Quanto poderá aumentar a taxa de desemprego em Portugal até ao fAs previsões relativamente ao desemprego em Portugal para o ano de 2020 variam substancialmente nas diversas instituições nacionais e internacionais.
É factualmente raro observar o governo nacional e a comissão europeia em consonância relativamente a previsões económicas, no entanto isso está a acontecer relativamente à taxa de desemprego anual portuguesa – ambos apontam para um valor de 9,7%. Apesar de representar um aumento de aproximadamente 33% do desemprego, esta é a previsão mais otimista quando comparada com as restantes existentes.
A instituição que indica o mais fraco desempenho do mercado laboral português é o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê uma recessão de 8,0% da economia portuguesa e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.
Um possível consenso de analistas de um cenário base relativamente à previsão da taxa de desemprego ronda aproximadamente um valor de 10,5%, podendo variar consoante a alteração de fundamentais económicos utilizados nos pressupostos destes cálculos. No que concerne a um cenário pessimista, uma taxa de desemprego de 12% seria o mais consensual, onde a evolução projetada em ambos os cenários dependem essencialmente da magnitude das medidas de estímulo económico e da sua implementação no curto-prazo.
Frederico Aragão Morais,
Market Analyst na Teletrade Portugal






















