Morning Call - 01/12/2025 - Iene Cai com Exp. de Queda de JurosAgenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
10:00 – BRA – PMI Industrial
11:45 – USA – PMI Industrial S&P Global
12:00 – USA – PMI Industrial ISM
14:00 – USA – PIB do Fed de Atlanta
Agenda de Autoridades:
10:00 – BRA – Gabriel Galípolo, presidente do BCB, palestra na XP Fórum Político & Macro 2025.
22:00 – USA – Jerome Powell, presidente do Fed (Vota)
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLZ2025
Inflação: A Aneel anunciou na tarde de sexta-feira que, em dezembro, a bandeira tarifária da conta de luz passará de vermelha para amarela, após seis meses de cobrança extra mais elevada. O custo adicional cairá de R$ 4,46 para R$ 1,88 a cada 100 kWh, trazendo alívio para os consumidores. Segundo estimativas, essa mudança pode contribuir para que o IPCA encerre 2025 em torno de 4,2%, abaixo do teto da meta do Banco Central, de 4,5%.
Fiscal: Em Brasília, o governo acelera a articulação para aprovar ainda nesta semana a proposta de corte linear nos benefícios tributários, medida que pode elevar a arrecadação em R$ 20 bilhões. A pauta inclui também a taxação de fintechs e casas de apostas, com potencial de arrecadar mais R$ 10 bilhões, totalizando cerca de R$ 30 bilhões em 2026. A votação da LDO na Comissão Mista de Orçamento está marcada para esta terça-feira, com possibilidade de análise pelo plenário do Congresso já na quarta-feira.
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — operam em baixa moderada nesta segunda-feira, com os traders aguardando a fala do presidente do Federal Reserve e a divulgação de indicadores importantes, como o PMI industrial.
O presidente do Fed, Jerome Powell, fará um discurso hoje às 22h (horário de Brasília) — sua última manifestação pública antes da reunião de política monetária marcada para 10 de dezembro.
Na CME, os contratos futuros seguem indicando 87% de probabilidade de um corte na taxa de juros do Fed nesta reunião, movimento reforçado por uma série de declarações mais conciliadoras de autoridades americanas nos últimos dias.
No front do consumo, as atenções se voltam para o desempenho das vendas de fim de ano. Os gastos online na Black Friday atingiram US$ 11,8 bilhões, um recorde e alta de 9,1% em relação a 2024, segundo dados da Adobe Analytics, que monitora o tráfego e as transações no varejo digital.
Ao longo da semana, o mercado acompanhará uma bateria de indicadores, incluindo os PMIs de serviços e o índice de preços PCE, medida de inflação preferida do Fed. Segundo Matt Simpson, da StoneX, se os dados mostrarem uma desaceleração controlada — sem sinais de recessão — o sentimento deve permanecer favorável ao risco, enquanto o dólar tende a se enfraquecer, um padrão comum nesta época do ano.
Europa
As ações europeias — ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — iniciam a semana em baixa, pressionadas pelo recuo do setor de defesa e pela forte queda da Airbus. A divulgação de PMIs industriais abaixo do esperado também pesou sobre o sentimento dos traders.
Airbus: As ações da fabricante europeia despencam mais de 3% após a empresa anunciar um recall imediato de 6.000 aeronaves, mais da metade da frota global, devido a um problema de software.
O setor de defesa também registra quedas expressivas depois de autoridades americanas e ucranianas classificarem como “produtivas” as conversas realizadas no domingo sobre um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
No campo macroeconômico, os PMIs industriais da zona do euro mostraram uma contração mais profunda do que o previsto. Com a taxa de juros do BCE já próxima do limite inferior e sem expectativa de cortes adicionais relevantes além dos 2%, a percepção é de que uma desaceleração econômica mais forte pode pesar ainda mais sobre o desempenho das ações da região.
Ásia/Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram dezembro com um desempenho misto. No lado positivo, os principais índices chineses — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — avançaram de forma moderada, após o PMI industrial voltar a indicar contração, o que reacendeu as expectativas de novos estímulos econômicos por parte de Pequim.
Já o sentimento negativo veio principalmente do Japão. O índice Nikkei TVC:NI225 liderou as perdas, caindo cerca de 2%, após o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, dar o sinal mais claro até agora de que um aumento da taxa de juros pode estar próximo. Em discurso a líderes empresariais, Ueda afirmou que o BC avaliará os “prós e contras” de elevar os juros na próxima reunião de política monetária, daqui a duas semanas.
As declarações fortaleceram o iene, pressionaram o mercado acionário e impulsionaram os rendimentos dos títulos do governo japonês para as máximas em 17 anos. Os JGBs de 2 anos — mais sensíveis à taxa básica do BOJ — subiram para 1,02%, enquanto os de 10 anos avançaram para 1,87%, ambos nos maiores níveis desde junho de 2008.
Comentário de Fred Neumann (HSBC): As falas de Ueda mostram que o Banco do Japão está cada vez mais preocupado com o impacto negativo da contínua desvalorização do iene sobre o consumo doméstico.
No restante da região, os mercados recuaram de forma moderada, com quedas nos índices Kospi TVC:KOSPI , TWSE e ASX $ASX:XJO.
Títulos do Governo
Títulos americanos — deve ser daqui para baixoO mercado americano começa esse setembro no ritmo de corte de juros com dados macroeconômicos justificando o corte, e com um certo cenário de softlanding, olhando para a foto de hoje - minha opinião, e a confirmação disso está no preço do Título do Tesouro de 10 anos que atingiu o seu menor valor desde o liberation day (2 de Abril).
Para recapitular, quando o Trump veio a púpito mostrar quais seriam as tarifas, o mercado pirou. Nos primeiros dois dias após 2 de abril, 3 e 4, o mercado de títulos caiu, mas na fatídica segunda-feira 07, os treasuries subiram para ficar um bom tempo em preços altos. Neste dia, o T10 particularmente subiu 5% em variação diária, o que é bem expressivo para um ativo de segurança.
Isso é importante lembrar porque agora o título de 10 anos voltou ao mesmo nível de preço do dia 2 de abril - 6 meses depois.
Corte em setembro é base. Futuros de Fed funds apontam corte de 25 bps como cenário principal, com chance não nula de 50 bps após o payroll fraco. O preço do ouro já denuncia uma antecipação desse corte, reiterando mais ainda o embasamento do corte.
Mais de um corte em 2025 está no preço implícito (casas como BofA falam em dois cortes). Isso é consistente com a queda das taxas longas. Por isso, inclusive, devemos agora olhar mais para os cortes de outubro e dezembro.
A queda nos títulos reflete início de ciclo de afrouxamento + desaceleração de atividade; 30 anos carrega prêmio de prazo >10 anos (emissão/supply e incerteza de inflação de mais longo prazo).
O título de 30 anos não perdeu a região relevante de 4,75% (ainda) pois carrega toda a incerteza de longo prazo, bem como o peso das tarifas que ainda têm uma precificação incerta, se será derrubada ou se ficar em vigor.
Sobretudo, o que é importante vermos aqui é que olhando para a curva longa (10 e 30), o 10 está precificando mais rápido o otimismo, e o sinal do título de 30 anos reflete um otimismo real e duradouro. Isso quer dizer que por enquanto o investidor grande está cautelosamente otimista.
**O Brasil como Chave Estratégica — Visão de quem está desperto***17 de julho de 2025**
**O Brasil como Chave Estratégica — Visão de Rafael Lagosta**
O Brasil vive o ponto de inflexão. Está posicionado como peça central no tabuleiro multipolar que se redesenha no pós-ordem americana. Detém três chaves: alimento, energia e dados. Quem domina essas três camadas no século XXI, determina influência global sem precisar disparar uma bala. Mas o país ainda está cercado por sabotadores internos e interesses estrangeiros que, desde a chegada das caravelas, vendem patrimônio por cargos e convites. O solo fértil sempre foi disputado, a diferença é que agora os algoritmos também se alimentam dele. O jogo não é mais só de commodities — é de infraestrutura digital, controle das matrizes limpas e biotecnologia aplicada. Quem entendeu isso está codando soberania.
Começando pela energia: o Brasil encerrou 2024 com 88,2% da eletricidade oriunda de fontes renováveis — sendo 56% hidrelétricas, 24% entre solar e eólica, e 5,6% de geração distribuída. Isso o coloca entre os cinco países com maior taxa de energia limpa no mundo, numa realidade em que China e Índia ainda operam massivamente com carvão. Essa matriz energética oferece uma vantagem assimétrica para o país se tornar destino de data centers, produção de hidrogênio verde e bases computacionais de inteligência artificial. Em janeiro de 2025, Lula sancionou uma lei que autoriza parques eólicos offshore, priorizando consulta às comunidades tradicionais e proibindo subsídios a termelétricas fósseis. Uma ruptura sutil, mas poderosa, com os modelos energéticos do século XX. Ao mesmo tempo, gigantes como Amazon e Microsoft já iniciaram instalações de servidores no Brasil — pela segurança energética e pelo fator ESG. Não é filantropia: é geopolítica da eficiência.
No campo alimentar, o Brasil exportou US\$ 164,4 bilhões em produtos do agronegócio em 2024, representando 49% de tudo que saiu do país para o mundo. Em 2025, esse número se projeta para até 30% do PIB. E aqui mora o paradoxo: mesmo sendo celeiro global, seguimos exportando produtos in natura — soja, carne, milho — e importando fertilizantes, defensivos e biotecnologia. Quase 85% dos fertilizantes vêm de fora, com Rússia, China e Canadá liderando. As principais sementes são patenteadas por empresas estrangeiras. A balança é positiva em dólar, mas negativa em soberania. E mais grave: apenas 46% das exportações agro são manufaturadas aqui dentro, quando esse número já foi de 65% no ano 2000. Perdemos complexidade, perdemos tecnologia embarcada, ganhamos apenas escala — que sozinha não constrói civilização. A vantagem comparativa virou armadilha colonial.
Já no campo dos dados, o país é território ocupado. Mais de 60% dos serviços de cloud computing e infraestrutura digital consumidos por empresas brasileiras vêm de fora. Isso significa que a maior parte dos algoritmos que processam dados brasileiros não está sob jurisdição nacional. Em 2025, Haddad anunciou um programa para criar um cinturão de data centers verdes, aproveitando a matriz energética limpa e a posição geográfica privilegiada. A ideia é transformar o Brasil em um hub de dados para a América Latina. Mas isso só funcionará se o país tiver também um projeto de software soberano, de educação massiva em IA e de infraestrutura digital pública. Caso contrário, será só mais um backend de Big Tech, agora movido a hidrelétrica.
A Petrobras, criada em 1953 sob o lema “O petróleo é nosso”, permanece como peça crítica. Mas também foi infiltrada. O episódio mais recente foi a demissão de Jean Paul Prates em maio de 2024, após embate com setores do governo que queriam maior alinhamento com projetos de curtíssimo prazo. Nos bastidores, vozes como a de Pedro Parente ainda ecoam: privatização, abertura total ao capital estrangeiro e foco em dividendos. O petróleo deixou de ser apenas energia: é instrumento de controle industrial, estratégico e político. E o pré-sal, mesmo após 15 anos, segue sendo explorado em regime de partilha com cláusulas que diluem a inteligência energética brasileira. Há agentes interessados em entregar até a transição energética às mesmas multinacionais que drenaram as commodities fósseis. A história repete os ciclos.
Fora das estatais e dos gabinetes, um novo exército cresce. São engenheiros, cientistas de dados, biólogos de precisão, analistas de mercado, jovens fundadores de startups agrícolas, fintechs ecológicas, laboratórios de energia solar impressa. Trabalham em polos como Recife, Campinas, Porto Alegre, Brasília. Utilizam blockchain para rastrear alimentos, usam IoT no campo, criam algoritmos para otimizar microgeração solar. Montam hardware agrícola com impressora 3D. Estão longe das câmeras da Faria Lima, mas criam valor real. Não querem cargo, querem código. E não estão sozinhos. A união entre universidade, campo e base produtiva começa a ganhar estrutura — e esse é o germe de soberania mais forte já visto no país em décadas.
A nível internacional, o Brasil assumiu papel protagonista no G20 ao lado do Reino Unido, com o lançamento da Global Clean Power Alliance, uma proposta de triplicar a capacidade de energia limpa mundial até 2030. Essa iniciativa coloca o país na mesa de desenho do futuro. Mas presença não é protagonismo. O protagonismo virá quando, além de liderar a produção limpa, liderarmos também a indústria limpa, o crédito limpo, o dado limpo, o software limpo. E, principalmente, quando essas tecnologias estiverem conectadas à realidade social do país — onde 30 milhões ainda vivem em insegurança alimentar e 65% dos jovens em idade universitária estão fora do ensino superior.
O recado é direto. Os que vendem o futuro nacional por jantares com CEOs de corretoras, por cargos públicos ou por selfies com banqueiros serão varridos. O ciclo está virando. Não é mais sobre ideologia — é sobre inteligência histórica. O que era mercado financeiro virou infra de soberania. O que era agro virou foodtech. O que era energia virou poder. E o que era Brasil colônia agora tem tudo para virar Brasil pivô. Desde que quem pensa e age, assuma o controle.
É energia limpa, agro com valor, dados com base, ciência com projeto e soberania como premissa. Ou então é Brasil vendido — de novo. A escolha é agora.
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**Estados Unidos: O Titanic Modificando a Rota aos Gritos****17 de julho de 2025**
**Estados Unidos: O Titanic Modificando a Rota aos Gritos**
por Rafael Lagosta...
A superfície ainda brilha. Wall Street ostenta seus dígitos inflados, os relatórios de emprego dançam conforme a música da temporada eleitoral, e o dólar ainda circula como sangue artificial em 80% das transações globais. Mas o cheiro de ozônio queimado não engana ninguém que sabe farejar potência em declínio. Os Estados Unidos seguem navegando — mas o casco já raspou no iceberg. E em vez de recalcular rota com estratégia, o império grita. Berra em sanções, ruge em guerras por procuração, grita em cúpulas diplomáticas. Um Titanic geopolítico que tenta virar o leme com base em gritaria.
A dívida federal já ultrapassa os **US\$ 35 trilhões**. O déficit anual dos EUA — só em 2024 — foi de **US\$ 1,7 trilhão**. Isso não é mais um rombo. É uma sangria institucionalizada. Os juros da dívida consomem cerca de **US\$ 1 trilhão por ano**, quase o mesmo que os gastos com defesa. O país que antes emitia dívida para crescer, agora emite para respirar. O Fed compra o que o Tesouro emite. O Tesouro emite porque o Congresso gasta. O Congresso gasta para manter a ilusão de estabilidade. E a população segue alimentada por créditos fiscais, cheques emergenciais, e uma bolha acionária baseada em recompras, não em produtividade real.
Mas enquanto o dólar ainda reina, o império consegue sobreviver. Só que o reinado é mantido por mecanismos que estão rachando. BRICS, CBDCs, acordos bilaterais em moedas locais, o fortalecimento de blocos como ASEAN e União Africana, todos sinalizam o mesmo: o mundo está buscando rotas alternativas ao sistema baseado no petrodólar e nas bolsas americanas. O eixo comercial global já não gira exclusivamente em torno de Nova York. Xangai, Abu Dhabi e Mumbai entraram no jogo.
E o que os EUA fazem diante disso? Duplicam sua aposta no domínio invisível: **a infraestrutura digital do planeta**.
Washington já percebeu que o próximo “petróleo” é o dado, e a próxima “arma nuclear” é a inteligência artificial. E isso, hoje, ainda é território americano. Os cinco maiores sistemas de linguagem do planeta estão sob propriedade direta ou indireta de empresas dos EUA. As redes sociais globais mais influentes, os sistemas operacionais, os servidores DNS raiz da internet, os cabos submarinos de dados, a computação em nuvem — tudo ainda fala inglês binário.
Isso dá aos EUA um poder que nenhum império anterior jamais teve: o de manipular a percepção da realidade em tempo real. Podem banir vozes, promover narrativas, inflar ou soterrar ideias antes mesmo que ganhem massa crítica. É um poder orwelliano, mas disfarçado de inovação.
Só que isso cobra um preço: **a perda de autoridade moral**. Ninguém mais acredita que os EUA sejam os “policiais do mundo” ou os “guardiões da democracia”. Depois do Afeganistão, do Iraque, da Líbia, da Ucrânia, do apoio a ditaduras históricas, o discurso humanitário virou sketch de comédia. Aliados europeus já demonstram cansaço. França, Alemanha e Itália articulam seus próprios caminhos, buscando independência energética, militar e até informacional.
E o maior sintoma dessa decadência é o uso crescente da coerção. Quando a diplomacia falha, vem a chantagem: sanções econômicas, exclusão do SWIFT, congelamento de reservas estrangeiras, perseguição jurídica a empresas rivais (como a Huawei ou a TikTok), e o incentivo a golpes e rebeliões onde interesses americanos estão ameaçados.
Não por acaso, vimos nos últimos anos a explosão de guerras por procuração. Ucrânia virou trincheira da OTAN. Taiwan virou peão de xadrez. O Sahel africano está em ebulição. América Latina vive entre revoltas e intervenções silenciosas. A lógica é antiga: incendiar o quintal do outro para evitar que notem a bagunça no seu próprio porão.
Mas há um ponto cego gigantesco nessa estratégia: **o carisma geopolítico**. No mundo atual, o poder não depende só de armas ou algoritmos. Depende de atratividade. E aí, os EUA estão perdendo feio. A China, com sua diplomacia silenciosa, oferece infraestrutura em troca de comércio. A Rússia vende gás com pragmatismo. A Turquia negocia com todos. O Irã se reposiciona como líder religioso e técnico. E os EUA? Vendem vigilância, dependência e crise institucional disfarçada de liberdade.
Mesmo internamente, o império sangra. A polarização política chegou a níveis histéricos. Cada eleição parece uma guerra civil prestes a eclodir. O sistema eleitoral é questionado por metade do país, seja quem for o vencedor. As grandes cidades enfrentam uma crise de segurança, os sistemas de saúde colapsam sob obesidade, vício em opioides e doenças mentais. O que antes era potência cultural agora é distopia urbana.
E como reagir a isso? Com arrogância. A ilusão de invulnerabilidade é o que impérios em declínio carregam antes da queda. Roma construiu coliseus enquanto saqueava suas províncias para pagar dívidas. O Império Britânico envenenava a China com ópio enquanto cantava Deus Salve a Rainha. Os EUA fazem vigilância em massa enquanto falam de “liberdade de expressão”.
Mas não se trata apenas de crítica — é um alerta estratégico. O império americano, mesmo em queda, **ainda é perigoso**. Como um tigre ferido. E, talvez, até mais perigoso agora, porque age por desespero. E quando não consegue comprar, tenta destruir. Quando não consegue impor respeito, tenta incutir medo. Quando o medo não basta, apela para o caos.
Por isso, a metáfora do Titanic gritando é perfeita. Não é a calmaria antes da tempestade — é o barulho da tripulação tentando recalibrar o leme com os olhos vidrados no painel de controle, enquanto o casco já rompeu a integridade da soberania. O capitão já não tem plano. Só voz. O rádio do navio ecoa alertas em todas as frequências, mas os icebergs geopolíticos estão em toda parte.
E enquanto os EUA gritam, outros constroem. China redefine o comércio com a Rota da Seda. Rússia costura alianças energéticas com a Ásia e a África. Índia negocia em todas as mesas. O Oriente Médio reinventa seu papel estratégico entre petróleo e religião. Até o Brasil começa a acordar para sua posição no tabuleiro multipolar.
A pergunta é: quando os gritos cessarem, o que restará flutuando?
Porque poder real não se impõe pelo volume da voz, mas pela densidade da visão. E nisso, os EUA esqueceram que hegemonia não é feita de propaganda — é feita de propósito. O império pode até manter o comando dos cabos, mas perdeu o fio da história.
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Global Review e Comentário Técnico Semanal 31/03/2025Fechamento de mês é o momento de fazer o Global Review, onde analiso os principais mercados do mundo e em busca de um panorama abrangente. Compreender o big picture traz insights para ajudar nos desdobramentos de curto prazo.
Também vamos fazer o comentário técnico semanal, onde observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
"US10Y a região de 3,999% de formar rápida só vem com RECESSÃO"Título Americano de 10 Anos (T10 / US10Y): O Barômetro da Economia Global
O Título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos é um dos instrumentos financeiros mais observados e influentes do mundo. Sua taxa de rendimento (yield) serve como um indicador-chave da saúde econômica global, influenciando decisões de investimento, políticas monetárias e até mesmo o humor dos mercados financeiros.
Título americano de 10 anos (T10)
Cotação: 4,251% (-2,09%) US10Y
O principal título do mundo caiu forte após ter feito a figura gráfica ombro-cabeça-ombro. Fez a queda projetada em 100% de sua magnitude e, de quebra, buscou o suporte relevante em 4,14%.
Hoje penso que a taxa do T10 só procura a região de 3,999% se houver a certificação de recessão. Isto estou falando se for de maneira rápida.
Pois se no médio prazo ou longo prazo os Estados Unidos estiverem com taxa de desemprego equilibrada e inflação dentro da meta, aí sim pode buscar esta faixa de juros para o título antes já trabalhada.
O Que é o T10?
O T10 é um título de dívida emitido pelo governo dos Estados Unidos com prazo de vencimento de 10 anos. Em termos simples, é um empréstimo que o governo toma dos investidores, com a promessa de pagar juros periodicamente e devolver o valor principal no vencimento.
Por Que o T10 é Tão Importante?
Taxa Livre de Risco: O T10 é considerado um ativo de baixo risco, pois é garantido pelo governo americano. Sua taxa de rendimento serve como referência para precificar outros ativos, como hipotecas, empréstimos corporativos e outros títulos de dívida.
Termômetro da Economia: A taxa de rendimento do T10 reflete as expectativas do mercado em relação ao crescimento econômico, inflação e política monetária. Um aumento na taxa pode indicar expectativas de crescimento e/ou inflação mais alta, enquanto uma queda pode sinalizar preocupações com a desaceleração econômica ou deflação.
Impacto Global: O T10 influencia as taxas de juros em todo o mundo, pois muitos países e empresas utilizam a taxa do T10 como referência para seus próprios títulos de dívida.
Indicador de Sentimento: A taxa do T10 também pode refletir o sentimento dos investidores em relação ao risco. Em tempos de incerteza, os investidores tendem a buscar a segurança dos títulos do governo americano, o que pode levar a uma queda na taxa de rendimento.
Fatores que Influenciam o T10
Política Monetária do Federal Reserve (Fed): As decisões do Fed sobre taxas de juros e compra de ativos têm um impacto significativo no T10.
Inflação: A inflação corrói o poder de compra dos pagamentos futuros do T10, o que pode levar a um aumento na taxa de rendimento.
Crescimento Econômico: Um crescimento econômico forte geralmente leva a um aumento na demanda por crédito, o que pode impulsionar a taxa do T10.
Eventos Geopolíticos: Incertezas geopolíticas, como guerras ou crises políticas, podem levar a uma fuga para a segurança dos títulos do governo americano, impactando a taxa do T10.
Análise Técnica do T10
A análise técnica do T10 envolve o estudo de gráficos e padrões de preços para identificar tendências e potenciais pontos de entrada e saída. No artigo original, menciona-se a figura gráfica "ombro-cabeça-ombro", que é um padrão de reversão de tendência.
O Que o Futuro Reserva para o T10?
As perspectivas para o T10 dependem de uma variedade de fatores, incluindo a trajetória da inflação, o ritmo do crescimento econômico e as decisões do Fed. No entanto, é seguro dizer que o T10 continuará sendo um indicador crucial da economia global e um importante fator a ser considerado por investidores e formuladores de políticas em todo o mundo.
Conclusão
O Título de 10 anos do Governo Americano é muito mais do que apenas um título de dívida. É um barômetro da economia global, um indicador de sentimento e uma ferramenta essencial para investidores e formuladores de políticas. Ao acompanhar de perto o T10, podemos obter insights valiosos sobre a saúde da economia global e tomar decisões de investimento mais informadas.
Análise para o Payroll – 07/03/2025 Minha projeção para o Payroll baseia-se na dinâmica recente da curva de juros nos Estados Unidos:
1. Curto prazo: A curva de juros de curto prazo está fortemente invertida desde 31/12/2024, sugerindo uma possível desaceleração econômica no curto prazo.
2. Médio prazo: A curva de juros de médio prazo começou a perder força de expansão em 14/01/2025 e inverteu efetivamente em 25/02/2025, acompanhando a tendência da curva de curto prazo.
3. Longo prazo (10 anos): Em expansão desde 02/12/2024, a curva atingiu seu pico em 14/02/2025 e, desde então, iniciou um movimento de desaceleração até 26/02/2025.
Resumo:
A inversão simultânea das curvas de curto e médio prazo, aliada à desaceleração da curva de longo prazo, indica um enfraquecimento econômico. Apesar da curva de longo prazo ainda estar em expansão, sua perda de fôlego reforça o cenário de ajuste nas expectativas.
Expectativas para o Payroll:
1. Redução nas contratações (queda no Payroll)
2. Taxa de desemprego estável ou em alta
3. Aumento das horas trabalhadas devido à menor oferta de mão de obra
4. Queda no emprego privado
O comportamento das curvas sugere um mercado de trabalho menos aquecido, refletindo os sinais de desaceleração econômica.
Expectativa para o DOLFUT:
Caso os dados venham conforme nossa análise, o Dólar deve inicialmente apresentar um movimento de queda brusca (Downside), e em seguida, há uma tendência de recuperação (Upside), refletindo um cenário de possível "stagflação" com as expectativas de inflação elevadas e sinais de fraqueza no mercado de trabalho.
Esse contexto pode levar a uma busca por proteção nos mercados globais, ativando um movimento de "Risk Off", onde os investidores migram para ativos mais seguros.
"será que o "OCO" previu a queda ou foi coincidência?""será que o "OCO" previu a queda ou foi coincidência?"
Há dias atrás percebemos esta figura baixista no titulo de 10 anos nesta loucura de Mercado que estamos vivendo.
Com o desenhar dos últimos dias estamos percebendo que a figura gráfica formada já de certa forma demonstrava o sentimento do mercado.
Que pode atingir o máximo da figura ou não que seria na região de 4,26%.
O mercado é dinâmico e pessoas mudam de opinião de acordo com as mudanças. O mercado Macro se tornou um hospício.
Mas fica ai o registro do impacto de uma figura gráfica tão falada e contestada como tem que ser , mas é inegável o impacto gerado no gráfico.
Qualquer figura formada em gráfico revela o que fizeram os agentes de mercado , como se fossem pegadas. Tem muita crítica neste tipo de análise que acaba colocando-a como uma grande bola de cristal para prever o futuro.
Ninguém prevê o futuro , mas trabalha em cima de modelos que sim tem falhas , porque somos imprevisíveis e previsíveis em uma boa parte do tempo.
US10Y perde suporte em 4,4%Rendimento do título de 10 anos do tesouro dos EUA perde ponto de suporte em 4,4% e toca média móvel de 100 dias.
AVISO: Estudo gráfico do ativo aplicando-se price action, volume profile e VWAPs ancoradas. As regiões identificadas apenas sinalizam possibilidades de reação do preço no curto e médio
prazo. Este estudo não é uma recomendação de compra ou venda do ativo.
Deu a louca nos Juros AmericanosA situação ficou complicada para o FED. O rendimento dos títulos de 10 anos dos Estados Unidos ultrapassou o nível crítico de 4,73%, marcado como o pior momento de 2024 após a divulgação dos dados de emprego nesta sexta-feira.
Embora o NFP (Nonfarm Payroll) venha consistentemente diminuindo, como podemos observar na média linear, ele encontrou um patamar de estabilidade na geração de novos empregos. Em contrapartida, o mercado financeiro espera que o mercado de trabalho esfrie, e não se estabilize.
Apesar de as novas vagas (JOLTs) estarem em queda, a taxa de desemprego estabilizou em 4,1%, indicando que a população está empregada e que há cada vez menos novas vagas disponíveis. Alerta!
Mas, falando sobre os títulos americanos de 10 anos, vamos recapitular. Nos últimos dois anos, o pior momento foi em outubro de 2023, quando o rendimento dos títulos atingiu 5,021%. A última vez que o título foi negociado nesse nível foi em julho de 2007. Em 2023, a preocupação girava em torno da possibilidade de taxas de juros mais altas por um período prolongado, impulsionada pela postura do Federal Reserve de admitir que havia subestimado a inflação, desconsiderando sua natureza persistente.
Os principais fatores que preocupavam os mercados na época eram:
Inflação resiliente;
FED atrasado na resposta;
Mercado de trabalho forte;
Risco de recessão.
Já em 2024, tivemos o segundo pico na nossa janela de análise. Naquele momento, a alta nos juros foi impulsionada por uma combinação de dados econômicos divergentes e incertezas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve. As características que preocupavam o mercado eram:
Inflação persistente em alguns setores;
Divergências no discurso entre membros do FED;
Mercado de trabalho forte;
Sinais de enfraquecimento econômico.
Hoje, estamos ultrapassando o pico de abril, impulsionados pela preocupação com uma economia muito aquecida, mas com novos alertas ligados à situação fiscal. Os pontos-chave são:
Inflação persistente em alguns setores;
Incertezas sobre as políticas do novo governo;
Mercado de trabalho forte;
Reversão dos sinais de enfraquecimento econômico.
O que mudou?
Pouquíssimo. O mercado de trabalho nunca desacelerou expressivamente, a economia – particularmente o setor de serviços – esteve em alta nos últimos três anos, com os EUA gerando PIB e lidando com uma inflação acomodada em um nível mediano, acima da meta.
Se isso não bastasse, o petróleo voltou a ser negociado na casa dos 80 dólares por barril, o que reflete diretamente nos preços ao consumidor.
O problema fiscal decorre de uma política agressiva de emissão de dívida, trazendo novamente a preocupação fiscal para o debate nos EUA. Já não se precificam cortes de juros para 2025. O FED deve manter os juros no nível atual e, quem sabe, até retomar as altas.
Brasil puxando o carro de novo?
Cenário Econômico: Destaques do Brasil e dos Estados UnidosNo Brasil, os indicadores de destaque incluem o PPI (Índice de Preços ao Produtor) e a divulgação da Ata do Copom. Apesar de não haver estimativas de mercado para o PPI, espera-se que a política monetária contracionista, voltada ao controle da inflação, tenha impacto negativo no indicador, refletindo os esforços do Banco Central em mitigar pressões inflacionárias.
Nos Estados Unidos, a atenção inicial recai sobre o Índice Redbook (Anual), que mede as vendas no varejo. Apesar de não haver previsão para o dado, ele possui defasagem por ser anual e reflete um período de ciclo contracionista, o que pode impactar negativamente o resultado do varejo.
Em seguida, o mercado foca no PMI (Índice de Gerentes de Compras) e no relatório de Oferta de Empregos JOLTS, divulgados no mesmo horário. A expectativa para o PMI é de expansão de 52,1 para 53,5, sugerindo melhora nas condições econômicas. Essa visão é sustentada pela curva de juros de longo prazo dos Treasuries, que sinaliza estímulos econômicos. Um ciclo expansionista pode fortalecer o PMI e aumentar as ofertas de emprego, mas tais projeções estão sujeitas a variáveis conjunturais.
Agenda de Eventos
09h00 – Brasil/BC: Gabriel Galípolo participa de reunião do BIS.
13h30 – Brasil: Fernando Haddad concede entrevista à GloboNews.
15h00 às 18h00 – Presidente Lula e Fernando Haddad participam de duas reuniões
Olhem para este grafico da nossa LTN de 10 aninhosVoces, ja pararam para pensar porque nao temos um livro de ordens completo para este ativo. Temos so um "top of the book"? Eu acredito que nao. Na verdade temos uma quantidade enorme de ofertas de compra e venda se interagindo. Porem tudo oque temos sao uma oferta de compra igual a uma oferta de venda. Ora, compra e venda iguais temos um match e pronto, negocia fechado.
Mas isso nao e oque parece estar acontecendo. Em todos os mercados organizados e desenvolvidos, temos um mercado secundario, robusto, transparente e bem desenvolvido. Porque nao temos o mesmo por aqui no nosso querido Brasil. Onde o maior, pra nao dizer o melhor, mercado que e o de renda fixa, nao temos ferramentas disponiveis para a negociacao desses instrumentos.
Comentário Técnico Semanal 16/11/2024Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
Curva de Juros AmericanaO que é a Curva de Juros?
A curva de juros mostra o rendimento (yield) dos títulos do Tesouro em diferentes prazos, desde curto até longo prazo. O rendimento reflete a taxa de retorno que os investidores exigem para emprestar dinheiro ao governo por determinado período. A forma da curva revela as expectativas do mercado sobre crescimento econômico, inflação e decisões futuras de política monetária.
Curva Ascendente: Normalmente, quanto mais longo o prazo, maior o rendimento. Isso reflete a incerteza e o risco associados a prazos maiores. Uma curva ascendente sugere expectativas de crescimento econômico e inflação no futuro.
Curva Invertida: Ocorre quando os títulos de curto prazo têm rendimentos maiores que os de longo prazo. Isso é visto como um sinal de alerta para recessão, pois os investidores esperam uma desaceleração econômica e que o Fed reduza as taxas de juros no futuro.
Títulos de 2 anos e 10 anos: Por que são importantes?
1. Treasury de 2 anos:
- O rendimento dos títulos de 2 anos está intimamente ligado às expectativas sobre as ações do Federal Reserve em relação às taxas de juros de curto prazo. É o mais sensível às mudanças nas decisões do Fed, já que reflete as expectativas de mercado sobre as condições econômicas e inflação para os próximos anos.
- Impacto das taxas do Fed: Quando o Fed aumenta ou sinaliza que aumentará as taxas de juros de curto prazo (como a Fed Funds Rate), o rendimento dos títulos de 2 anos tende a subir rapidamente. Isso reflete a expectativa de taxas de juros mais altas no curto prazo.
2. Treasury de 10 anos:
- Termômetro da economia e inflação de longo prazo: O rendimento dos títulos de 10 anos reflete as expectativas de crescimento econômico e inflação para um horizonte de tempo mais longo. Ele é amplamente utilizado como referência para definir as taxas de hipotecas, empréstimos de longo prazo e investimentos.
- Sinal de expectativas de crescimento: Se o rendimento dos títulos de 10 anos está subindo, isso indica que os investidores esperam crescimento econômico e, possivelmente, maior inflação no longo prazo. Se o rendimento cai, pode sinalizar expectativas de crescimento fraco ou recessão futura.
Curva 10 anos x 2 anos: A relação entre o rendimento dos títulos de 10 anos e de 2 anos é usada para prever recessões. Se o rendimento de 2 anos ultrapassa o de 10 anos (curva invertida), o mercado está indicando que espera uma recessão e cortes de juros no futuro.
Como acompanhar e interpretar os rendimentos dos títulos de 2 e 10 anos?
1. Diferença entre o rendimento de 2 anos e 10 anos (Spread 2s10s):
O diferencial entre os rendimentos dos títulos de 2 anos e 10 anos é um importante indicador de confiança na economia.
Spread positivo (Curva normal): Quando o rendimento de 10 anos é maior que o de 2 anos, isso reflete expectativas de crescimento econômico estável ou inflacionário no longo prazo.
Spread negativo (Curva invertida): Quando o rendimento de 2 anos é maior que o de 10 anos, isso sinaliza que os investidores esperam uma desaceleração econômica no curto prazo, possivelmente uma recessão, levando a possíveis cortes de juros.
2. O que afeta os rendimentos dos títulos?
Expectativas de inflação: Quando os investidores esperam que a inflação suba, eles exigem rendimentos mais altos para compensar a perda de valor do dinheiro ao longo do tempo.
Crescimento econômico: Em tempos de crescimento forte, os rendimentos tendem a subir, pois há maior demanda por capital e maiores expectativas de inflação.
Ações do Fed: Decisões de política monetária, como aumentos ou cortes de juros, têm impacto direto nos rendimentos dos títulos, especialmente nos de curto prazo como o de 2 anos.
Fluxos de capital global: A demanda por títulos dos EUA como investimento seguro pode aumentar ou diminuir os rendimentos, conforme os investidores globais buscam proteção em momentos de incerteza.
3. Inversão da Curva de Juros:
A curva invertida entre os títulos de 2 e 10 anos (quando o rendimento de 2 anos é maior) é um indicador amplamente monitorado, pois historicamente tem sido um forte prenúncio de recessões nos EUA. Quando a curva inverte, o mercado acredita que o Fed precisará cortar juros no futuro devido a um crescimento econômico mais fraco.
"SUPER-QUARTA": VOCÊ REALMENTE ACREDITA NISSO?Bom dia a todos, escrevi esse artigo para vocês ficarem sabendo o que eles já sabem, eu já sei a muito tempo e não paguei adesão!!!
espero que gostem...
# O Efeito do Volume nas Decisões de Grandes Players no Mercado: Juros e Outras Medidas como Fatores Secundários
Resumo
Este artigo explora por que as decisões de juros e outras medidas econômicas não são os principais fatores de referência na montagem de posições de grandes players no mercado financeiro. Ao contrário da crença popular, a liquidez e o volume das posições tornam inviável a entrada ou saída completa desses players em um único dia. O processo de montagem e desmontagem de posições é prolongado, muitas vezes estendendo-se por meses. A análise considera fatores como o impacto das decisões econômicas, a relação entre liquidez e volume de operações e como os grandes players gerenciam sua exposição no mercado.
Introdução
As decisões de juros, assim como outras medidas macroeconômicas, são frequentemente tratadas como grandes catalisadores nos mercados financeiros, principalmente para traders individuais e de médio porte. No entanto, para os grandes players — instituições como fundos de hedge, fundos soberanos e grandes bancos de investimento — essas medidas não são a principal referência para suas operações. Esse artigo examina as razões pelas quais o volume de operações dessas entidades faz com que elas precisem adotar estratégias prolongadas de posicionamento, tornando as decisões de juros fatores secundários.
O Papel dos Grandes Players no Mercado
Antes de explorar o impacto das decisões econômicas, é fundamental entender o papel que os grandes players desempenham no mercado. Essas instituições controlam vastos recursos financeiros e, portanto, suas operações envolvem volumes muito maiores do que os de traders comuns. Em contraste com investidores individuais, que podem movimentar facilmente uma posição completa em resposta a um anúncio de política monetária, os grandes players enfrentam restrições significativas de liquidez.
O Dilema da Liquidez
O principal desafio enfrentado por grandes players é a liquidez. A liquidez do mercado se refere à capacidade de comprar ou vender um ativo sem afetar significativamente seu preço. Quando um grande player tenta entrar ou sair de uma posição de forma muito rápida, pode causar uma variação substancial no preço do ativo, prejudicando o retorno da operação. Por isso, ao contrário dos pequenos investidores, essas instituições precisam adotar estratégias de montagem e desmontagem de posições ao longo de semanas ou até meses.
Exemplo Prático
Para ilustrar esse ponto, imagine que um fundo de hedge deseje comprar ações de uma empresa que tenha um volume médio de negociação diário de 1 milhão de ações. Se o fundo quiser adquirir 10 milhões de ações, equivalente a 10 dias de volume de negociação, não poderia simplesmente executar essa compra em um único dia. Isso causaria um pico no preço da ação, que acabaria tornando a operação muito mais cara. Em vez disso, o fundo distribuiria suas compras ao longo de semanas para não afetar o preço de mercado significativamente.
Montagem e Desmontagem de Posições
Essa limitação de liquidez obriga os grandes players a realizar suas operações em fases. Na montagem de posições, esses players adquirem ativos de forma incremental, aproveitando diferentes condições de mercado e períodos de maior liquidez, como nos pregões com maior volume. No desmonte de posições, a estratégia é semelhante, com as vendas sendo realizadas gradualmente para evitar impacto no preço.
Essa abordagem contrasta diretamente com a narrativa comum de que os grandes players agem com base em eventos pontuais, como uma decisão de taxa de juros. Embora esses eventos possam alterar a direção geral do mercado, a magnitude das posições dessas instituições é tal que elas não podem simplesmente reagir instantaneamente. Elas precisam antecipar movimentos com antecedência e se ajustar ao longo do tempo.
Decisões de Juros: Fator Secundário para Grandes Players
As decisões de juros, geralmente anunciadas pelos bancos centrais, são tratadas por muitos como o principal driver dos mercados financeiros. No entanto, para os grandes players, essas decisões funcionam mais como um pano de fundo para suas operações do que como um gatilho imediato para a montagem ou desmontagem de posições.
A Natureza Previsível das Decisões de Juros
Uma das razões pelas quais as decisões de juros têm um impacto limitado nas operações dos grandes players é sua previsibilidade. O mercado financeiro está constantemente monitorando indicadores macroeconômicos, discursos de autoridades econômicas e tendências inflacionárias para antecipar as decisões de bancos centrais. Assim, mesmo que uma decisão de juros influencie a direção do mercado, os grandes players já incorporam essa expectativa em suas estratégias muito antes do anúncio formal.
Impacto Diluído no Tempo
Como resultado, o impacto de uma decisão de juros é diluído ao longo do tempo para esses grandes participantes. Eles podem já estar ajustando suas posições semanas ou meses antes de uma decisão de juros ser anunciada oficialmente. A reação dos grandes players, portanto, não é imediata ou concentrada em um único dia, como pode ocorrer com investidores individuais ou menores. A decisão de juros apenas confirma ou ajusta levemente uma trajetória que já havia sido antecipada.
Outros Fatores Determinantes para Grandes Players
Enquanto as decisões de juros têm um impacto moderado, outros fatores podem ter um papel mais relevante na tomada de decisão dos grandes players. Entre os principais estão:
1. Liquidez do Mercado
Como mencionado anteriormente, a liquidez é o principal limitador das operações de grandes players. Isso significa que, para esses participantes, a análise de volume e a disponibilidade de contrapartes dispostas a negociar são fatores críticos para decidir como e quando entrar ou sair de uma posição.
2. Eventos Globais e Geopolíticos
Além das decisões de juros, eventos geopolíticos, crises econômicas ou mudanças regulatórias podem ter um impacto significativo nos mercados. Esses eventos geralmente são menos previsíveis que decisões de política monetária e podem criar oportunidades ou riscos que exigem ajustes rápidos de posição.
3. Rebalanceamento de Portfólios
Os grandes players muitas vezes precisam rebalancear seus portfólios para cumprir seus objetivos de longo prazo ou atender a requisitos regulatórios. O rebalanceamento pode exigir ajustes significativos de posição, que são feitos de forma estratégica ao longo do tempo, independentemente de decisões macroeconômicas pontuais.
4. Fluxos de Caixa e Captação de Recursos
O fluxo de caixa dos fundos, seja pela captação de novos recursos de investidores ou pela necessidade de resgates, também influencia as decisões de grandes players. Um grande volume de novas captações pode levar um fundo a expandir sua exposição ao mercado, enquanto grandes resgates podem forçar a venda de ativos, independentemente de decisões econômicas.
Ficou claro???
Ao longo deste artigo, ficou claro que as decisões de juros e outras medidas econômicas têm um papel secundário na montagem de posições de grandes players no mercado financeiro. Devido ao volume expressivo de seus ativos, essas instituições não podem simplesmente reagir instantaneamente a essas decisões. Elas precisam adotar estratégias de longo prazo, distribuindo suas operações ao longo de semanas ou meses para evitar influenciar o mercado de forma adversa.
Embora as decisões de juros possam servir como um pano de fundo importante, os grandes players já antecipam essas mudanças com bastante antecedência, e suas operações estão mais atreladas à gestão de liquidez, eventos globais e objetivos estratégicos de longo prazo. Compreender essa dinâmica é crucial para os investidores que desejam interpretar corretamente o comportamento desses players e a evolução dos mercados financeiros como um todo.
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### Referências
1. Black, F., & Scholes, M. (1973). The Pricing of Options and Corporate Liabilities. *Journal of Political Economy*.
2. Harris, L. (2003). *Trading and Exchanges: Market Microstructure for
Practitioners*. Oxford University Press.
3. Kyle, A. S. (1985). Continuous Auctions and Insider Trading. *Econometrica*.
4. Brunnermeier, M. K., & Pedersen, L. H. (2009). Market Liquidity and Funding Liquidity. *The Review of Financial Studies*.
5. Chan, L. K., & Lakonishok, J. (1995). The Behavior of Stock Prices Around Institutional Trades. *The Journal of Finance*.
6. Andrade, S. C., & Chhaochharia, V. (2010). Large Investors, Price Manipulation, and Market Efficiency. *The Review of Financial Studies*.
7. Engle, R. F., & Patton, A. J. (2001). What Good is a Volatility Model? *Quantitative Finance*.
8. Thurner, S., Farmer, J. D., & Geanakoplos, J. (2012). Leverage Causes Fat Tails and Clustered Volatility. *Quantitative Finance*.
9. Scholes, M. S. (2000). Crisis and Risk Management. *American Economic Review*.
10. Haugen, R. A., & Baker, N. L. (1996). Commonality in the Determinants of Expected Stock Returns. *Journal of Financial Economics*.
Este conjunto de referências oferece uma visão abrangente sobre a dinâmica da liquidez, a relação entre volume e preços e o comportamento de grandes players no mercado financeiro.
É SOBRE ISSO!!!
Um grande abraço Rafael "Lagosta" Diniz.
FOMC vai cortar — para onde vai o dinheiro?Depois da desinverção na curva de juros , as pessoas que acompanham o macro do mercado estão todas aguardando o primeiro corte de juros nos EUA, e o mercado tem quase certeza de que isso acontecerá agora em setembro (também tenho alta convicção). A discussão gira em torno de se esse corte será de 0,25 ou 0,50 pontos percentuais.
Nesta semana, no dia 18 de setembro, teremos o FOMC, e os diretores de política monetária dos EUA vão votar por um corte de 25 bps ou 50 bps, além de apresentarem suas perspectivas no famoso dot plot. O dot plot é um relatório no qual os membros do comitê indicam suas projeções para a taxa de juros nos meses subsequentes, fornecendo uma direção sobre como eles veem o futuro da curva de juros.
Nas Opções de Juros da CME, as apostas são ainda mais agressivas, precificando três cortes de 50 bps até o final do ano, o que significa uma redução de 1,5% nas taxas de juros ainda este ano. É importante mencionar que a ferramenta FedWatch da CME reflete apostas no mercado de opções, amplamente utilizadas para hedge, e não necessariamente representa a realidade.
Contudo, nesse cenário, temos um estímulo mais forte na economia, o que pode ser um choque significativo para revitalizar o mercado de small caps americanas.
Mas o que isso significa na prática?
Como mencionei anteriormente, o mercado profissional estava aguardando esse momento para intensificar a rotação entre os setores, dado que o ciclo de corte de juros está prestes a começar. Podemos ver isso claramente nos Futuros do Dow Jones, onde o mercado está operando renovando máximas acima de 41.600, acompanhado pelo Índice S&P 500, que está operando muito próximo de sua máxima. Enquanto isso, o índice que teve o melhor desempenho recentemente, o NASDAQ de tecnologia, opera em 19.400, ainda distante de sua máxima de 21 mil.
Isso ocorre porque os setores mais sensíveis às taxas de juros estavam sendo impactados negativamente pelo aumento dos juros nos EUA, já que a alta dos juros encarece o custo operacional de muitas empresas. Agora, os ativos que superaram o mercado desde 2022, principalmente aqueles expostos à mania da Inteligência Artificial, devem começar a perder parte do prêmio adquirido por suas performances espetaculares.
Por fim, a sinalização é clara: o corte de juros está a caminho, mas não sou capaz de prever com precisão o tamanho desse corte. Apenas fique atento aos novos ativos do momento, como CBOT_MINI:YM1! e CME_MINI:RTY1! , que prometem ótimas oportunidades no novo ciclo de política monetária.
US10Y - OLHO VIVO! - "SERÁ O COMEÇO DO FIM?"Boa tarde, traders e entusiastas do mercado!
Hoje, vamos mergulhar no emocionante mundo das taxas de juros americanas, que parecem estar fazendo uma dança contínua na pista de dança do suporte da retração de Fibonacci. E quando falamos em longo prazo, não estamos brincando – estamos falando de um longo prazo que faria até mesmo as tartarugas se sentirem jovens, com ciclos que vão de meses a anos, e até décadas!
Então, abram bem os olhos, porque podemos estar presenciando o início do que poderia ser o fim... ou talvez apenas um repique do dia a dia? o futuro nos dirá!
Se a taxa de juros decidir fazer uma nova performance de estresse, o mercado americano poderá finalmente ceder sob o peso de seu próprio drama e desconfiança – um enredo que já está se desenrolando há algum tempo.
Será que hoje, finalmente, os ursos e abutres do mercado financeiro terão sua chance de brilhar?
Afinal, nos últimos atos desta peça, foram os touros – fortes, bonitos e idolatrados – que dominaram o palco. Mas como em qualquer bom drama, o final é sempre incerto.
Fiquem ligados!
Um grande abraço Rafael "Lagosta" Diniz🦞🦞🦞
O mercado inicia a desinverter a curva de jurosDurante o ano todo, vimos o Federal Reserve americano lutando para convergir a inflação para a meta de 2%, apostando em manter os juros na faixa de 5,25% a 5,50%. O fato é que observamos um mercado de trabalho muito resistente ao abrandamento.
O contexto disso é que, quanto maior a taxa de emprego de um país, mais dinheiro circula na economia, e mais as pessoas gastam. Com a maior demanda e oferta constante, os preços sobem. Economia básica: renda > consumo > inflação.
Todo esse cenário de juros altos e combate à inflação levou os investidores a "desacreditarem" nos EUA no longo prazo, exigindo um prêmio maior para os títulos de curto prazo. Isso significa que os títulos do governo com vencimento de 2 anos pagam mais do que os títulos de 10 anos. Afinal, por que você alocaria seu dinheiro por 10 anos em um título que paga menos do que uma alocação de 2 anos, sendo que o risco é o mesmo?
Porque o mercado tinha preocupações de curto prazo que obrigavam o governo a buscar financiamento e pagar mais para prazos menores, e essas preocupações estão relacionadas à inflação, conforme mencionado anteriormente.
À medida que a inflação desacelerou, a curva de 10 anos subtraída pela curva de 2 anos voltou a "desinverter", ou seja, no gráfico abaixo, voltou a se aproximar de um valor positivo. Observe nesse gráfico que o valor do spread da curva (T10 - T02) é negativo, significando a diferença positiva que o título curto paga a mais .
No entanto, no dia 05/08, o mercado de juros ficou por alguns minutos desinvertido, e os agentes passaram a exigir mais prêmio para a alocação de longo prazo em comparação com a de curto prazo causando a famosa desinverção. Mas o que aconteceu no dia 05 de agosto?
Yield Steepen e o Bank of Japan
Em 5 de agosto, o Banco do Japão inesperadamente encerrou a política de juros negativos (a banda), que durou oito anos, elevando sua taxa de juros e tornando o custo de empréstimo no Japão positivo. A reação imediata foi a repatriação do dinheiro usado para carry trade em mercados estrangeiros e o pagamento dos empréstimos dessa operação.
Carry trade (ou carrego) é a operação onde dinheiro de emprestimo de juro baixo que é usado para rentabilizar onde o juro é maior, ou seja, pegou emprestimo no Japão a 0,01% de juro para render 4%a.a. nos EUA ou em lugares de maior risco.
Essa decisão foi parcialmente motivada pela crescente pressão inflacionária no Japão e pela necessidade de ajustar a política monetária para lidar com as expectativas de inflação futura. Além disso, a política de YCC estava começando a gerar distorções no mercado, como a redução da liquidez nos mercados de JGBs e o aumento da pressão sobre o iene.
O steepening (inclinação) da curva de juros americana também foi motivado pela preocupação com o emprego nos EUA, que parece estar desacelerando um pouco mais rápido do que o previsto. A volatilidade foi tremenda, e o mercado entrou em selloff, acionando o mecanismo de parada de negociações (circuit break) no Nikkei 225 e quase acionando os mecanismos nos EUA, onde vimos o S&P 500 caindo mais de 6% no início da sessão europeia. A alavancagem no mercado e a centralização em IA foram significativas, criando um cenário de correria em que a saída era estreita.
Hoje, o mercado retoma a estabilidade após o BOJ anunciar que descarta a possibilidade de um forte aumento dos juros, retirando a pressão sobre a curva de juros japonesa, em um claro blefe após as falas anteriores.
Sobretudo, a desaceleração abrupta na economia americana trouxe à tona a possibilidade de cortes mais intensos nos juros americanos, mantendo a curva muito próxima da desinversão e aumentando as chances de um pouso suave em vez de uma recessão severa. Agora, resta observar as próximas leituras de inflação e, principalmente, de emprego.
Sugestões para leitura e fact check
www.infomoney.com.br
www.bloomberg.com
www.bloomberg.com
www.reuters.com
www.bloomberglinea.com.br
Estudo pessoal
Hoje o mercado acha que o FED está atrasado nos cortes de jurosHoje o mercado acha que o Fed está atrasado nos cortes de juros- com o dado de atividade industrial de ontem o PMI e o Payroll de hoje o mercado acha que o FED está atrasado, já que o movimento feito na taxa de juros tem um atraso para fazer efeito.
Mas os Estados Unidos vieram produzindo dados completamente divergentes um dos outros e fez com que as mudanças nos juros nunca tivessem mais convicção.
Estamos no meio de um movimento e isto muda se o próximo dado vier mostrando que o fantasma da recessão não passou de um grande delírio.
"O Brasil não está no planeta Terra""O Brasil não está no planeta Terra"- já tinha ouvido esta frase antes e tinha achado estranho, mas com o que está acontecendo hoje com boa parte das bolsas do mundo no mínimo surfando estabilidade ou subindo timidamente, nós aqui no Brasil com bolsa caindo forte e juros futuros escalando ainda mais.






















