Ouro Estável Antes dos Dados do Emprego nos EUA
O preço do ouro mante-se estável com a abertura dos mercados europeus, negociando ligeiramente abaixo dos máximos de várias semanas atingidos no início da semana. Este comportamento reflete uma postura cautelosa por parte dos investidores, que já estão focados na divulgação dos dados do emprego nos EUA (non-farm payrolls) referente ao mês de maio, marcada para esta sexta-feira. O metal precioso continua a beneficiar de suporte, impulsionado pela incerteza em torno da política tarifária norte-americana, por uma perspectiva económica global pouco animadora e por tensões geopolíticas persistentes — fatores que reforçam o apelo do ouro como ativo-refúgio. Neste contexto, os dados de emprego nos EUA a divulgar amanhã poderão ser determinantes para moldar as expectativas em relação à próxima decisão da Reserva Federal. Com sinais de arrefecimento no mercado laboral norte-americano, cresce a convicção entre os investidores de que o banco central poderá iniciar cortes nas taxas de juro antes do final do verão, sendo provável que se siga pelo menos mais um corte até ao final do ano. Este cenário deverá exercer pressão sobre o dólar norte-americano e, devido à correlação inversa entre ambas as classes de ativos, proporcionar apoio adicional aos preços do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
EUA
Ouro Acima dos $3.350 em Clima de Incerteza
Os preços do ouro tocaram máximos de várias semanas antes de recuar, durante as negociações da manhã de terça-feira, mantendo-se atualmente ligeiramente acima do nível dos $3.350. Sinais de fadiga começam a surgir nos mercados financeiros, após um primeiro semestre marcado por elevada volatilidade. Os fatores subjacentes a esta instabilidade mantêm-se praticamente inalterados — incerteza contínua em torno das tarifas globais, tensões geopolíticas elevadas, perspectivas económicas pouco animadoras e crescentes preocupações fiscais nos Estados Unidos. Neste cenário, é expectável que o ouro continue a encontrar suporte acima do patamar dos $3.300. No entanto, o potencial de valorização poderá estar limitado, a curto prazo, por um renovado apetite pelo risco, à medida que os mercados ponderam a possibilidade de que as ameaças tarifárias mais extremas da administração Trump não se concretizem totalmente. Outro fator determinante na trajetória do ouro é o comportamento do dólar norte-americano, que continua intimamente ligado às expectativas sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal. O consenso atual entre os investidores aponta para dois cortes de 25 pontos base nas taxas de juro até ao final do ano. Ainda assim, é pouco provável que haja maior clareza antes do verão, altura em que o impacto económico da incerteza atual poderá começar a refletir-se em menor crescimento e maior inflação. Caso este cenário se confirme, poderá verificar-se um regresso à volatilidade nos mercados durante a segunda metade do ano — um contexto que tenderia a favorecer novas subidas no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai Abaixo dos $3.300 com Foco na Inflação nos EUA
O preço do ouro caiu abaixo do nível dos $3.300 nas primeiras horas de negociação desta sexta-feira, devolvendo grande parte dos ganhos registados na sessão anterior. As perdas são, em grande parte, atribuídas ao fortalecimento do dólar norte-americano durante a madrugada, embora esse movimento pareça ter perdido força com os mercados à espera da divulgação dos dados do índice PCE — a medida de inflação preferida da Reserva Federal dos EUA. A ata mais recente do FOMC confirmou que a Fed continua a adoptar uma abordagem dependente dos dados, o que significa que os números da inflação divulgados hoje poderão influenciar as expectativas quanto ao momento e à magnitude dos próximos cortes nas taxas de juro. Esta conjuntura poderá ter impacto no dólar e, devido à correlação inversa entre os dois ativos, também poderá afetar o preço do ouro. No entanto, a pressão descendente sobre o metal precioso permanece limitada devido à incerteza persistente em torno das tarifas comerciais, ao agravamento das tensões geopolíticas e às crescentes preocupações com a conjuntura económica global. A juntar a estes fatores, os riscos orçamentais associados à proposta de cortes fiscais apresentada pela administração norte-americana estão a alimentar a cautela dos investidores. Num contexto marcado por tantas incertezas, a posição do ouro como ativo refúgio deverá continuar a proporcionar suporte em torno do patamar dos $3.300.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai com Subida do Apetite pelo Risco e Dólar Forte
O preço do ouro recuou nas primeiras horas da sessão de quinta-feira, prolongando a tendência negativa dos últimos três dias. O metal precioso voltou a ser pressionado por um renovado apetite pelo risco por parte dos investidores, na sequência da decisão de um tribunal federal dos EUA de bloquear as tarifas do chamado "Dia da Libertação", propostas pelo Presidente Trump. A decisão impulsionou os mercados acionistas e reduziu a procura por ativos de refúgio, como o ouro. A pressão sobre o metal aumentou ainda com a divulgação, na quarta-feira, da ata mais recente da reunião da Reserva Federal, que reiterou a abordagem dependente dos dados por parte do banco central norte-americano. A ausência de sinais claros quanto ao momento de um eventual corte das taxas de juro reforçou o dólar, o que penalizou ainda mais o ouro. Neste contexto, o preço do ouro caiu abaixo do nível psicológico dos 3.300 dólares. No entanto, as persistentes incertezas em torno do comércio global, a fragilidade da conjuntura económica internacional e as tensões geopolíticas em curso deverão oferecer algum suporte ao metal precioso, podendo contribuir para um eventual regresso a valores acima dos 3.300 dólares num futuro próximo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Ouro Sobem Antes de Dados dos EUA
Os preços do ouro registaram uma ligeira subida esta quarta-feira, situando-se ligeiramente acima dos 3.300 dólares. Os mercados mantiveram-se globalmente calmos, com os investidores a adoptarem uma postura cautelosa antes da divulgação de vários dados económicos relevantes. Entre os destaques estão as atas mais recentes da Reserva Federal (FOMC), a serem divulgadas ainda hoje, bem como os números do PIB dos EUA e o índice PCE de inflação — o indicador de inflação preferido da Fed — ambos com publicação prevista até ao final da semana. Apesar da quietude nos mercados, a recente trégua comercial entre os EUA e a China continua a gerar algum optimismo, ajudando a equilibrar os riscos geopolíticos persistentes e a incerteza económica, fatores que tradicionalmente favorecem o ouro. Neste contexto, a atenção dos investidores está centrada nas atas do FOMC. A comunicação da Reserva Federal continua a desempenhar um papel crucial na gestão das expectativas do mercado e qualquer sinal de uma postura mais restritiva ou acomodatícia poderá desencadear uma reação imediata. Como é habitual, alterações na expectativa de taxas de juro afetam a procura pelo dólar norte-americano e, consequentemente, influenciam o preço do ouro, dada a relação inversa que normalmente existe entre ambos os ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Petróleo WTI Caem com aumento da oferta
Os preços do petróleo WTI recuaram nas negociações desta quinta-feira de manhã, mantendo-se ligeiramente acima dos 60 dólares por barril. O mercado continua atento às negociações em curso entre Washington e Teerão, que visam alcançar um acordo para pôr fim ao programa nuclear iraniano. As notícias desta manhã sobre o agendamento de uma nova ronda de conversações entre as duas partes contribuíram para a pressão descendente sobre os preços, já que o sentimento dos investidores tinha vindo a ser afetado por rumores de um possível ataque israelita às instalações nucleares do Irão. Caso tal ataque se concretize, é provável que as negociações sejam interrompidas, o que agravaria a instabilidade na região e dificultaria significativamente o regresso total do petróleo iraniano aos mercados internacionais. A pressionar ainda mais os preços está o mais recente relatório sobre os inventários de petróleo bruto nos Estados Unidos, que revelou um aumento superior a um milhão de barris. Paralelamente, as notícias de que os países da OPEP+ poderão prolongar os atuais limites de produção contribuem igualmente para o cenário de sobre oferta. Neste contexto — marcado pela perspetiva de uma oferta abundante e pela incerteza persistente quanto à evolução da economia global e das previsões de procura — os preços do petróleo deverão continuar sob pressão no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Sobe Com Queda do Apetite pelo Risco
Os preços do ouro subiram na manhã desta quarta-feira, mantendo-se acima dos 3.300 dólares — um nível que não era atingido há mais de uma semana. Após uma reação inicial contida, os investidores parecem agora dar maior peso à recente descida do rating de crédito dos Estados Unidos por parte da Moody’s. Com o Presidente Trump a pressionar o Congresso para aprovar a sua proposta de cortes fiscais, aumentam os receios de que a já elevada dívida pública americana possa crescer ainda mais — um cenário que levanta novas dúvidas sobre as perspetivas da maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o otimismo que marcou o início da semana em torno da trégua comercial entre os EUA e a China dissipou-se, depois de Pequim ter acusado Washington de violar acordos comerciais anteriores. Esta escalada de tensão fez aumentar a procura por ativos de refúgio, beneficiando o ouro, num momento em que o apetite pelo risco nos mercados financeiros diminui. Neste contexto — e com o dólar norte-americano a enfraquecer, o que tende a apoiar o ouro devido à correlação inversa entre ambos — o nível dos 3.300 dólares deverá manter-se como zona de suporte no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Otimismo Geopolítico Contém Preços do Ouro
Os preços do ouro abriram a sessão europeia praticamente inalterados, mantendo-se firmes acima do patamar dos 3.200 dólares. O sentimento dos mercados continua fortemente influenciado pelo otimismo em torno da trégua comercial entre os Estados Unidos e a China, bem como pelas esperanças renovadas de progressos no caminho para a paz entre a Rússia e a Ucrânia. A recente descida do rating de crédito dos EUA por parte da Moody’s foi largamente ignorada pelos investidores, tal como a desvalorização do dólar — fatores que, em circunstâncias normais, tenderiam a favorecer o ouro, um ativo que não gera rendimento. No entanto, com o apetite pelo risco ainda em níveis elevados, o metal precioso tem dificuldade em atrair forte interesse comprador. Por outro lado, o sentimento nos mercados parece, para já, indiferente às crescentes expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, depois de os dados de inflação e vendas a retalho da semana passada terem ficado aquém do esperado. Embora cortes nas taxas costumem ser positivos para o ouro, o atual ambiente de maior tolerância ao risco tem limitado o seu potencial de valorização. Neste contexto, é provável que o preço do ouro continue a enfrentar ventos contrários no curto prazo. Ainda assim, o potencial de queda parece limitado, uma vez que a incerteza continua a ser a palavra-chave entre os investidores. A pausa nas tarifas entre os EUA e a China é vista como temporária, e o capítulo iniciado com o chamado "dia da libertação" ainda está longe de estar encerrado. Ao mesmo tempo, a turbulência geopolítica persiste, com os conflitos em Gaza e na Ucrânia a manterem-se como motivos de preocupação e a oferecerem suporte a ativos de refúgio como o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Recupera com Queda do Rating dos EUA
Os preços do ouro recuperaram terreno nas primeiras horas da sessão de segunda-feira, impulsionados pela crescente procura por ativos de refúgio, na sequência da decisão da Moody’s de retirar à economia dos Estados Unidos a sua classificação de crédito máxima (triplo A). Esta decisão reflete preocupações crescentes com o volume da dívida americana e levou a uma venda generalizada de ativos norte-americanos — o que se traduziu numa queda do dólar face às principais moedas e numa descida dos preços das obrigações do Tesouro, com as yields a 30 anos a atingirem os 5%. A pressão sobre os mercados foi agravada pela aprovação, durante a noite, de uma proposta de redução de impostos apresentada por Donald Trump, que ultrapassou um obstáculo no Congresso com o apoio de republicanos fiscalmente conservadores. A conjugação da descida do rating devido ao aumento da dívida e da aprovação iminente de cortes fiscais deverá continuar a alimentar a procura por ouro como valor-refúgio. Outros fatores de suporte incluem as persistentes tensões geopolíticas, a incerteza quanto ao crescimento da economia global e a fraqueza do dólar norte-americano. No entanto, o potencial de valorização permanece, para já, limitado pela trégua comercial de 90 dias entre os EUA e a China, bem como pelo otimismo quanto a novos acordos tarifários que Washington poderá anunciar em breve com outros parceiros comerciais. Neste contexto, os preços do ouro deverão manter-se sustentados acima do nível dos 3.200 dólares, com margem para novas valorizações até aos 3.300 dólares.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preço do Ouro Cai com Redução de Riscos Geopolíticos
O preço do ouro registou uma queda nas primeiras horas da sessão de sexta-feira e, com a abertura dos mercados europeus, mantinha-se ligeiramente acima dos 3.200 dólares. A redução das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China — a par de uma postura americana menos agressiva face a outros parceiros comerciais — tem vindo a aumentar o apetite pelo risco nos mercados financeiros, penalizando o estatuto do ouro como ativo de refúgio. Paralelamente, a expectativa de um possível acordo entre os EUA e o Irão está a alimentar esperanças de uma menor turbulência no Médio Oriente. As negociações em curso entre a Rússia e a Ucrânia, embora ainda sem progressos significativos, também contribuem para uma pressão descendente sobre o metal precioso. Por outro lado, dados económicos norte-americanos abaixo do esperado reforçaram as apostas numa redução das taxas de juro por parte da Reserva Federal, levando a uma desvalorização do dólar e a uma descida dos rendimentos da dívida pública — fatores que tendem a favorecer ativos sem rendimento, como é o caso do ouro. Apanhado entre estas forças opostas, o preço do ouro poderá continuar a enfrentar obstáculos. Ainda assim, é pouco provável que caia muito abaixo dos níveis atuais, já que, apesar do tom mais positivo da administração norte-americana em relação ao comércio e das perspetivas de menor tensão geopolítica, a incerteza continua a ser a palavra-chave para os investidores.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo WTI recua com perspetiva de possível acordo com Irão
Os preços do petróleo WTI recuaram nas primeiras horas de negociação desta quinta-feira, prolongando a tendência negativa iniciada na sessão anterior. O principal fator por detrás das perdas desta manhã é a crescente expectativa de um excesso de oferta no mercado.
Este sentimento foi reforçado pelas declarações de Donald Trump, feitas esta quinta-feira, nas quais afirmou que um acordo com o Irão, relativo ao programa nuclear do país do Médio Oriente, está próximo. Caso se confirme, tal entendimento poderá levar ao levantamento das sanções sobre as exportações de petróleo de Teerão, permitindo o seu regresso aos mercados internacionais.
A pressionar ainda mais o preço do barril estão os dados mais recentes sobre os inventários de crude nos Estados Unidos, que superaram largamente as previsões dos analistas. Foi registado um aumento de 3,5 milhões de barris na última semana, elevando as reservas totais do país para cerca de 442 milhões de barris.
Neste contexto, com as perspetivas de oferta a superarem a procura, os preços do petróleo poderão continuar sob pressão no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Ouro Recuam, Mas Mantêm-se Acima dos $3.200
Os preços do ouro recuaram ligeiramente nas negociações desta quarta-feira de manhã, anulando os ganhos da sessão anterior, mas mantendo-se confortavelmente acima do patamar dos $3.200. A progressiva redução das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continua a alimentar o otimismo dos investidores, incentivando uma maior apetência pelo risco e reduzindo a procura por ativos de refúgio, como o ouro. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano enfraqueceu face às principais divisas, após a divulgação de dados de inflação ligeiramente abaixo do esperado na terça-feira. As expectativas quanto ao rumo da política monetária da Reserva Federal mantêm-se praticamente inalteradas, com o consenso do mercado a apontar para dois cortes nas taxas de juro até ao final do ano. O primeiro deverá ocorrer após o verão. No plano geopolítico, há esperanças de que as conversações diretas entre a Rússia e a Ucrânia possam abrir caminho para um cessar-fogo, embora as tensões no Médio Oriente se mantenham elevadas. Neste cenário, o ouro enfrenta alguma pressão devido ao aumento do apetite pelo risco nos mercados. No entanto, o suporte acima dos $3.200 deverá manter-se firme, numa conjuntura em que a incerteza continua a ser a palavra-chave, tanto em relação às negociações comerciais como aos desenvolvimentos geopolíticos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro recupera enquanto investidores aguardam dados dos EUA
O preço do ouro registou uma ligeira recuperação nas primeiras horas de negociação desta terça-feira, compensando parte das perdas da sessão anterior. Na segunda-feira, o metal precioso sofreu uma queda significativa após o anúncio de um acordo temporário entre a China e os Estados Unidos para uma redução substancial das tarifas sobre as importações mútuas. Este entendimento contribuiu para aliviar os receios de abrandamento económico global, impulsionando o apetite pelo risco nos mercados financeiros e favorecendo os ativos de risco em detrimento dos chamados ativos refúgio, como o ouro.
Hoje, os mercados mostram-se mais contidos, com os investidores a adotar uma postura de expectativa antes da divulgação, ainda durante o dia, dos dados da inflação nos Estados Unidos. As previsões apontam para uma taxa de inflação ainda bem acima do objetivo de 2% definido pela Reserva Federal. Se tal se confirmar, ganha força a perspetiva de que a Fed manterá as taxas de juro inalteradas durante o verão, com o primeiro corte a surgir apenas em setembro.
Em paralelo, sinais positivos em alguns dos principais focos de tensão geopolítica — nomeadamente na Ucrânia e na região da Caxemira — contribuem igualmente para reduzir a procura por ouro como ativo de proteção.
Num contexto marcado por um aparente reaproximar entre Washington e Pequim, um dólar mais forte e um arrefecimento das tensões internacionais, o ouro poderá continuar sob alguma pressão. Ainda assim, a perceção de que a atual estabilidade dos mercados poderá ser temporária tende a manter algum suporte para o metal precioso.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro cai quase 2% com regresso do apetite pelo risco
O preço do ouro recuou cerca de 2% nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira, após o anúncio de um acordo entre a China e os Estados Unidos para a redução mútua de tarifas durante um período de 90 dias. A notícia foi bem recebida pelos investidores, que reagiram com uma maior procura por ativos de risco, impulsionando os mercados acionistas a nível global. Esta trégua temporária entre as duas maiores economias do mundo reduz a probabilidade de uma recessão nos EUA e melhora as perspetivas para a economia global, diminuindo, assim, o apelo do ouro enquanto ativo de refúgio. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano voltou a ganhar força, apoiado pelo otimismo em torno do acordo tarifário provisório e pela postura restritiva da Reserva Federal em relação às taxas de juro, manifestada na semana passada. A correlação inversa entre o dólar e o ouro contribuiu para acentuar as perdas no metal precioso. A pressionar ainda mais o ouro esteve o abrandamento das hostilidades entre a Índia e o Paquistão, bem como o aumento das expectativas de uma evolução positiva no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com sinais de que ambos os países poderão avançar para negociações diretas. Neste contexto, o preço do ouro poderá continuar a corrigir em baixa e vir a testar a linha de suporte na zona dos 3.200 dólares.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Diálogo EUA-China Pressiona Ouro
Os preços do ouro recuaram nas primeiras negociações desta quarta-feira, caindo abaixo dos 3.400 dólares à medida que se iniciava a sessão europeia. Esta queda surge após o metal precioso ter atingido um máximo de várias semanas na sessão anterior. O anúncio de futuras negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, previstas para o fim de semana na Suíça, reduziu a procura por ativos considerados refúgios seguros, como o ouro. A perspectiva de um novo diálogo entre as duas maiores economias do mundo — em contraste com a troca de tarifas a que temos assistido — animou o sentimento dos mercados e aumentou o apetite pelo risco entre os investidores. No entanto, o potencial de queda para o ouro permanece limitado, sustentado pelas persistentes tensões geopolíticas e pela incerteza económica global. As atenções do mercado voltam-se agora para a conclusão da reunião deste mês da Reserva Federal dos EUA. Embora seja amplamente esperado que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, os investidores estarão atentos à declaração de política monetária e à conferência de imprensa subsequente, em busca de pistas sobre a trajectória futura das taxas. Qualquer indicação nesse sentido poderá provocar movimentos no dólar norte-americano e, consequentemente, impactar o preço do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Sobe com Tensões Geopolíticas e Antes da Decisão da Fed
Os preços do ouro subiram durante a manhã de terça-feira, tocando brevemente um máximo de duas semanas. A procura pelo metal precioso mantém-se forte, uma vez que os investidores continuam inquietos com as políticas tarifárias erráticas dos Estados Unidos e com os receios persistentes de que a guerra comercial entre Washington e Pequim possa desencadear uma desaceleração económica global. A sustentar os preços do ouro estão também as tensões geopolíticas persistentes e o enfraquecimento contínuo do dólar norte-americano. Até agora, esta semana, o dólar perdeu ainda mais terreno face às principais moedas, apesar da divulgação de dados positivos do índice PMI dos serviços dos EUA na segunda-feira. A desvalorização do dólar — que tende a favorecer os preços do ouro, devido à correlação inversa entre os dois ativos — resulta da contínua redução, por parte dos investidores globais, da sua exposição a ativos denominados em dólares. Neste contexto, todas as atenções estarão voltadas para a decisão da taxa de juro da Reserva Federal, marcada para amanhã, e para a declaração de política monetária que a acompanha, seguida da habitual conferência de imprensa de Jerome Powell. Apesar de ser amplamente esperado que o banco central mantenha as taxas inalteradas, os investidores estarão atentos a quaisquer sinais sobre o possível percurso de cortes nas taxas por parte da Fed — pistas que poderão influenciar tanto o dólar como o preço do ouro.
Ricardo Evangelista - ActivTrades
Petróleo WTI recua com perspetivas económicas em deterioração
Os preços do petróleo WTI caíram na abertura do mercado, sendo negociados abaixo dos 56 dólares por barril. O crude tem sido pressionado pelo agravamento das perspetivas para a economia global, em grande parte devido às disputas comerciais iniciadas pelo Presidente Trump, que levaram a uma revisão em baixa das expectativas de procura. Neste contexto, o anúncio por parte da OPEP+ de um aumento planeado da produção exerceu uma pressão adicional sobre os preços. Aumentar a oferta numa altura em que se espera uma quebra da procura conduz, normalmente, a uma descida dos preços — e é precisamente isso que estamos a observar hoje. Por outro lado, a turbulência geopolítica no Médio Oriente — que voltou a intensificar-se no fim de semana, quando rebeldes Houthi no Iémen, apoiados pelo Irão, lançaram um míssil em direção a Israel — poderá levar a uma nova escalada e limitar as perdas no preço do petróleo.
Ricardo Evangelista - ActivTrades
Petróleo Reage a Sinais de Retoma nas Relações Comerciais
Os preços do crude WTI subiram no início da sessão de sexta-feira, aproximando-se da marca dos 60 dólares por barril.
O mercado do petróleo tem estado sob pressão nas últimas semanas, à medida que os investidores começaram a incorporar nos preços os efeitos das políticas comerciais dos Estados Unidos e do agravamento do conflito comercial com a China — uma disputa que se prevê venha a travar a atividade económica e, consequentemente, a reduzir a procura por petróleo.
Simultaneamente, há também pressão do lado da oferta, com especulações de que a OPEP+ poderá antecipar os aumentos de produção previamente planeados.
Neste contexto, não surpreende que os preços estejam a recuperar dos mínimos recentes, impulsionados por um crescente optimismo em torno de uma possível resolução do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China. Sendo os dois maiores consumidores de petróleo do mundo, qualquer abrandamento das tensões entre ambos deverá melhorar as perspetivas para a procura global de crude e poderá abrir caminho para novas subidas nos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Estável Antes da Publicação de Dados Importantes dos EUA
O preço do ouro recuou nas primeiras horas de negociação desta terça-feira, mantendo-se dentro do intervalo estreito observado nas últimas sessões, com suportes em torno dos 3.320 dólares e resistências nos 3.350 dólares. A evolução do preço do metal precioso está a ser impulsionada pelo otimismo em relação a uma possível desaceleração na guerra comercial em curso entre a China e os Estados Unidos, bem como por um ligeiro fortalecimento do dólar norte-americano face às principais moedas, o que pressiona o valor do ouro. Por outro lado, a imprevisibilidade da administração norte-americana acrescenta uma dose significativa de incerteza às perspetivas de longo prazo para a economia global. Esta dinâmica é ainda agravada pela instabilidade geopolítica persistente e pela possibilidade de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, fatores que, em conjunto, dão apoio ao preço do ouro. Neste contexto, a divulgação dos dados de inflação PCE e do PIB dos EUA, marcada para amanhã, assim como os números do mercado laboral, agendados para sexta-feira, serão acompanhados de perto pelos investidores em ouro, já que poderão fornecer indicações mais claras sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Recuo dos EUA Nas Tarifas Impulsiona o Ouro
O preço do ouro registou uma ligeira valorização com a abertura da sessão europeia, recuperando parte das perdas da véspera — um movimento que reforça a zona de suporte em torno dos 3.300 dólares. As perdas do dia anterior seguiram-se a uma mudança abrupta de posição por parte de Washington, com os Estados Unidos a recuarem em algumas tarifas aplicadas à China e o Presidente Trump a voltar atrás nas declarações que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal — desenvolvimentos que anteriormente haviam agitado os mercados. Esta inversão repentina levou a uma rápida reorientação dos investidores para ativos de maior risco, impulsionando uma forte recuperação dos principais índices bolsistas a nível global. Com o regresso do apetite pelo risco, os ativos tradicionais de refúgio, como o ouro, foram penalizados, tendo muitos investidores aproveitado para realizar mais-valias. Contudo, a queda abaixo dos 3.300 dólares foi de curta duração. No início da sessão de quinta-feira, o ouro recuperou terreno, com os investidores a interpretarem o recuo como uma oportunidade de compra. O apelo do metal precioso enquanto valor-refúgio continua a atrair investidores, num ambiente de negociação dominado pela incerteza. As mudanças rápidas e imprevisíveis na política dos EUA dificultam o planeamento económico de longo prazo, contribuindo para um clima de maior cautela nos mercados e inclinando os riscos para o preço do ouro no sentido ascendente.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai 6% Após Máximos com Retorno do Apetite pelo Risco
O preço do ouro recuou nas primeiras horas da sessão europeia, à medida que o apetite pelo risco voltou a ganhar força nos mercados. Depois de atingir um novo máximo histórico e testar a importante barreira psicológica dos 3.500 dólares, o metal precioso caiu momentaneamente abaixo dos 3.300 dólares esta manhã — uma descida de 6% desde o pico registado ontem até ao mínimo de hoje. O atual clima de incerteza tem provocado uma acentuada volatilidade nos mercados, impulsionada por decisões erráticas e reviravoltas inesperadas na política da administração norte-americana. As duas últimas sessões ilustram bem esta dinâmica. Na véspera, os investidores reagiram com nervosismo às declarações do Presidente Trump, que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal, minando a confiança nos ativos norte-americanos. Em resposta, registou-se uma venda generalizada de ações, obrigações do Tesouro e dólares, com os fluxos de capital a dirigirem-se para o ouro. Contudo, mais tarde nesse mesmo dia, Trump recuou, negando publicamente qualquer intenção de demitir o presidente da Fed. Esta declaração, aliada aos comentários do Secretário do Tesouro dos EUA, que colocou em causa a lógica da guerra comercial com a China, contribuiu para restaurar a confiança dos investidores. A inversão do sentimento deu origem a uma recuperação dos ativos de risco, enquanto a realização de mais-valias pressionou o preço do ouro em baixa. Num contexto de crescente pessimismo económico e incerteza, o nível dos 3.300 dólares começa agora a afirmar-se como uma zona de suporte relevante — com potencial para desencadear movimentos de compra sempre que os preços recuam abaixo desse patamar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro atinge novo recorde com incertezas políticas nos EUAO preço do ouro atingiu um novo máximo histórico no início da sessão de terça-feira, mantendo-se agora ligeiramente abaixo dos 3.500 dólares. O apelo de valor-refúgio do metal precioso continua a atrair investidores inquietos com as políticas comerciais erráticas da administração norte-americana e, mais recentemente, com as tentativas de interferência na independência da Reserva Federal — incluindo a pressão para cortes imediatos nas taxas de juro e alegadas discussões sobre a possível substituição do presidente do banco central. Um dos principais motivos pelos quais os ativos norte-americanos têm dominado os mercados financeiros globais nas últimas décadas é a perceção de estabilidade e boa governança. No entanto, os acontecimentos recentes começaram a desgastar essa reputação, levando a uma saída de capitais dos EUA. Num contexto de enfraquecimento do dólar — que, curiosamente, ocorre em paralelo com a descida dos rendimentos das obrigações do Tesouro — e de incerteza económica e geopolítica, não surpreende que o preço do ouro esteja a subir. Apesar de tecnicamente parecer sobrecomprado, poucos traders se atreveriam a apostar contra o ouro no atual ambiente de elevada incerteza e perda de confiança nos ativos norte-americanos — o que sugere que poderá ainda haver margem para novas valorizações.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Ultrapassa os 3.300 Dólares com Fuga Global ao Risco
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades






















