Ouro Estabiliza Próximo dos 3.700 Dólares com Dólar em Pausa
O preço do ouro recuou ligeiramente nas primeiras negociações de quarta-feira, mas manteve-se próximo do máximo histórico alcançado na sessão anterior. As pequenas perdas registadas esta manhã estão associadas à tomada de mais-valias após chegar aos 3.700 dólares, bem como a uma recuperação modesta do dólar norte-americano, que recuperou de mínimos de mais de dois meses. Este movimento ocorre na expectativa da decisão da Reserva Federal sobre as taxas de juro, com os investidores que vinham a apostar numa maior fraqueza do dólar a adotarem uma posição de cautela antes do anúncio. É amplamente esperado um corte de 25 pontos base, embora persistam dúvidas quanto às projeções económicas atualizadas e às orientações futuras da Fed, que irão influenciar o desempenho do dólar e dos rendimentos do Tesouro e, por consequência, o preço do ouro. Apesar da pausa de hoje, a tendência mais ampla mostra que, nas últimas semanas, os investidores têm vindo a posicionar-se para uma orientação mais dovish por parte da Fed. Com as tensões geopolíticas e a incerteza económica a sustentarem a procura pelo metal precioso como ativo de refúgio, qualquer confirmação dessa inclinação dovish da Fed que possa emergir da decisão e declarações de hoje poderá reativar a valorização do ouro, com a próxima resistência significativa a surgir no horizonte em torno dos 3.750 dólares.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
EUA
Ouro Aproxima-se dos $3700 com Desvalorização do Dólar
O preço do ouro atingiu um novo máximo histórico nas primeiras negociações de terça-feira, aproximando-se dos 3.700 dólares. O metal precioso está a ser apoiado pela forte queda do dólar — com o índice que mede o seu desempenho face às principais moedas a recuar para o mínimo de dois meses — e pela descida dos rendimentos das obrigações do Tesouro. A fraqueza do dólar e a queda dos yields, que favorecem a valorização do ouro devido à correlação inversa com este ativo sem rendimento, refletem a mudança das expectativas dos investidores para uma postura mais dovish por parte da Reserva Federal. Os mercados esperam amplamente que a Fed anuncie na quarta-feira um corte de 25 pontos base, embora permaneçam incertezas quanto às orientações futuras e às projeções económicas, numa altura em que os responsáveis pela política monetária procuram equilibrar uma inflação persistentemente elevada com sinais de abrandamento do mercado de trabalho. Neste contexto, os últimos movimentos de mercado sugerem que a maioria dos investidores antecipa uma orientação mais dovish da Fed, visão reforçada pela confirmação, na segunda-feira, por parte do Senado, da nomeação de Stephen Miran — escolhido por Trump — para o conselho da Reserva Federal. Esta dinâmica poderá aumentar a pressão sobre o dólar e os yields das obrigações do Tesouro, criando espaço adicional para ganhos no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro Consolida Perto dos Máximos Históricos
O preço do ouro mantém-se estável nas primeiras negociações desta segunda-feira, próximo do máximo histórico alcançado na semana passada e a consolidar o suporte em torno do nível dos 3.640 dólares. A perspetiva para o metal precioso permanece positiva, com os mercados a esperarem que a Reserva Federal reaja aos sinais recentes de abrandamento do mercado de trabalho norte-americano, anunciando um corte de 25 pontos base — e eventualmente deixando em aberto a possibilidade de novos cortes — na reunião de quarta-feira. Tais medidas pressionariam o dólar em baixa e apoiariam o ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos. A inflação continua também longe de estar controlada — como demonstrou a subida dos preços no consumidor registada na semana passada — e o ouro mantém-se como um ativo de refúgio contra a subida dos preços. A este contexto juntam-se as tensões geopolíticas em curso, a incerteza relacionada com tarifas e os receios de que a interferência política possa comprometer a independência da Reserva Federal. Em conjunto, estes fatores reforçam o apelo do ouro como ativo de refúgio, criando margem para novas valorizações e, potencialmente, uma quinta semana consecutiva de ganhos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Apostas em Cortes da Fed Sustentam Rally do Ouro
O ouro negociou acima dos 3.650 dólares com a abertura da sessão europeia desta sexta-feira, mantendo-se próximo do máximo histórico alcançado na passada terça-feira e a caminho da quarta semana consecutiva de ganhos. Os números da inflação dos EUA, divulgados na sessão anterior, registaram uma ligeira subida face ao mês anterior, mas não foram suficientes para travar a fraqueza do dólar desencadeada pelos dececionantes dados do mercado laboral. A deterioração do emprego aumentou as apostas em cortes agressivos das taxas da Fed, provocando perdas no dólar e uma descida nos rendimentos das obrigações do Tesouro — uma dinâmica que beneficia o metal precioso. Neste contexto, a instabilidade política em França e no Japão, as guerras em curso no Médio Oriente e na Ucrânia, a incerteza económica relacionada com tarifas e os receios de que a interferência política possa comprometer a independência da Reserva Federal acrescentam apoio adicional ao preço do ouro, reforçando o seu apelo como ativo de refúgio e criando espaço para novos ganhos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Trégua EUA-China e dados da inflação nos EUA
Os Estados Unidos e a China acordaram prolongar por mais 90 dias a trégua tarifária, diminuindo temporariamente a tensão entre as duas maiores economias e proporcionando algum alívio aos importadores americanos, que poderão preparar os seus stocks para a temporada de fim de ano sem enfrentar aumentos abruptos nos custos de importação. Apesar de serem boas notícias, os mercados não reagiram de forma particularmente positiva ao anúncio, com o Nasdaq a cair 0,56% no dia, refletindo o descontentamento dos investidores face à incerteza em torno do comércio global. O relatório do índice de preços no consumidor (IPC) será divulgado hoje ao início da tarde e poderá influenciar significativamente as expectativas sobre a política monetária da Reserva Federal. Uma leitura acima do esperado poderá reacender as apostas em taxas de juro mais elevadas por mais tempo, pressionando os índices americanos, cujas valorizações atuais assentam na expectativa de um crescimento sustentável apenas com condições de financiamento mais acessíveis. Por outro lado, qualquer número dentro do esperado reforçaria a probabilidade de cortes adicionais ainda este ano, beneficiando os ativos de risco.
Henrique Valente - ActivTrades
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**Estados Unidos: O Titanic Modificando a Rota aos Gritos****17 de julho de 2025**
**Estados Unidos: O Titanic Modificando a Rota aos Gritos**
por Rafael Lagosta...
A superfície ainda brilha. Wall Street ostenta seus dígitos inflados, os relatórios de emprego dançam conforme a música da temporada eleitoral, e o dólar ainda circula como sangue artificial em 80% das transações globais. Mas o cheiro de ozônio queimado não engana ninguém que sabe farejar potência em declínio. Os Estados Unidos seguem navegando — mas o casco já raspou no iceberg. E em vez de recalcular rota com estratégia, o império grita. Berra em sanções, ruge em guerras por procuração, grita em cúpulas diplomáticas. Um Titanic geopolítico que tenta virar o leme com base em gritaria.
A dívida federal já ultrapassa os **US\$ 35 trilhões**. O déficit anual dos EUA — só em 2024 — foi de **US\$ 1,7 trilhão**. Isso não é mais um rombo. É uma sangria institucionalizada. Os juros da dívida consomem cerca de **US\$ 1 trilhão por ano**, quase o mesmo que os gastos com defesa. O país que antes emitia dívida para crescer, agora emite para respirar. O Fed compra o que o Tesouro emite. O Tesouro emite porque o Congresso gasta. O Congresso gasta para manter a ilusão de estabilidade. E a população segue alimentada por créditos fiscais, cheques emergenciais, e uma bolha acionária baseada em recompras, não em produtividade real.
Mas enquanto o dólar ainda reina, o império consegue sobreviver. Só que o reinado é mantido por mecanismos que estão rachando. BRICS, CBDCs, acordos bilaterais em moedas locais, o fortalecimento de blocos como ASEAN e União Africana, todos sinalizam o mesmo: o mundo está buscando rotas alternativas ao sistema baseado no petrodólar e nas bolsas americanas. O eixo comercial global já não gira exclusivamente em torno de Nova York. Xangai, Abu Dhabi e Mumbai entraram no jogo.
E o que os EUA fazem diante disso? Duplicam sua aposta no domínio invisível: **a infraestrutura digital do planeta**.
Washington já percebeu que o próximo “petróleo” é o dado, e a próxima “arma nuclear” é a inteligência artificial. E isso, hoje, ainda é território americano. Os cinco maiores sistemas de linguagem do planeta estão sob propriedade direta ou indireta de empresas dos EUA. As redes sociais globais mais influentes, os sistemas operacionais, os servidores DNS raiz da internet, os cabos submarinos de dados, a computação em nuvem — tudo ainda fala inglês binário.
Isso dá aos EUA um poder que nenhum império anterior jamais teve: o de manipular a percepção da realidade em tempo real. Podem banir vozes, promover narrativas, inflar ou soterrar ideias antes mesmo que ganhem massa crítica. É um poder orwelliano, mas disfarçado de inovação.
Só que isso cobra um preço: **a perda de autoridade moral**. Ninguém mais acredita que os EUA sejam os “policiais do mundo” ou os “guardiões da democracia”. Depois do Afeganistão, do Iraque, da Líbia, da Ucrânia, do apoio a ditaduras históricas, o discurso humanitário virou sketch de comédia. Aliados europeus já demonstram cansaço. França, Alemanha e Itália articulam seus próprios caminhos, buscando independência energética, militar e até informacional.
E o maior sintoma dessa decadência é o uso crescente da coerção. Quando a diplomacia falha, vem a chantagem: sanções econômicas, exclusão do SWIFT, congelamento de reservas estrangeiras, perseguição jurídica a empresas rivais (como a Huawei ou a TikTok), e o incentivo a golpes e rebeliões onde interesses americanos estão ameaçados.
Não por acaso, vimos nos últimos anos a explosão de guerras por procuração. Ucrânia virou trincheira da OTAN. Taiwan virou peão de xadrez. O Sahel africano está em ebulição. América Latina vive entre revoltas e intervenções silenciosas. A lógica é antiga: incendiar o quintal do outro para evitar que notem a bagunça no seu próprio porão.
Mas há um ponto cego gigantesco nessa estratégia: **o carisma geopolítico**. No mundo atual, o poder não depende só de armas ou algoritmos. Depende de atratividade. E aí, os EUA estão perdendo feio. A China, com sua diplomacia silenciosa, oferece infraestrutura em troca de comércio. A Rússia vende gás com pragmatismo. A Turquia negocia com todos. O Irã se reposiciona como líder religioso e técnico. E os EUA? Vendem vigilância, dependência e crise institucional disfarçada de liberdade.
Mesmo internamente, o império sangra. A polarização política chegou a níveis histéricos. Cada eleição parece uma guerra civil prestes a eclodir. O sistema eleitoral é questionado por metade do país, seja quem for o vencedor. As grandes cidades enfrentam uma crise de segurança, os sistemas de saúde colapsam sob obesidade, vício em opioides e doenças mentais. O que antes era potência cultural agora é distopia urbana.
E como reagir a isso? Com arrogância. A ilusão de invulnerabilidade é o que impérios em declínio carregam antes da queda. Roma construiu coliseus enquanto saqueava suas províncias para pagar dívidas. O Império Britânico envenenava a China com ópio enquanto cantava Deus Salve a Rainha. Os EUA fazem vigilância em massa enquanto falam de “liberdade de expressão”.
Mas não se trata apenas de crítica — é um alerta estratégico. O império americano, mesmo em queda, **ainda é perigoso**. Como um tigre ferido. E, talvez, até mais perigoso agora, porque age por desespero. E quando não consegue comprar, tenta destruir. Quando não consegue impor respeito, tenta incutir medo. Quando o medo não basta, apela para o caos.
Por isso, a metáfora do Titanic gritando é perfeita. Não é a calmaria antes da tempestade — é o barulho da tripulação tentando recalibrar o leme com os olhos vidrados no painel de controle, enquanto o casco já rompeu a integridade da soberania. O capitão já não tem plano. Só voz. O rádio do navio ecoa alertas em todas as frequências, mas os icebergs geopolíticos estão em toda parte.
E enquanto os EUA gritam, outros constroem. China redefine o comércio com a Rota da Seda. Rússia costura alianças energéticas com a Ásia e a África. Índia negocia em todas as mesas. O Oriente Médio reinventa seu papel estratégico entre petróleo e religião. Até o Brasil começa a acordar para sua posição no tabuleiro multipolar.
A pergunta é: quando os gritos cessarem, o que restará flutuando?
Porque poder real não se impõe pelo volume da voz, mas pela densidade da visão. E nisso, os EUA esqueceram que hegemonia não é feita de propaganda — é feita de propósito. O império pode até manter o comando dos cabos, mas perdeu o fio da história.
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A Moeda e o Último Refúgio(Israel em momentos ruins)🗓️ 14/07/2025
📉 O Capital Está Correndo de Algo que Ninguém Está Nomeando**
por Lagosta
O movimento atual do par da moeda não é sobre ruído intraday nem sobre padrão técnico isolado. O toque perfeito em 3,28608 foi mais do que técnico — foi simbólico. Um Fibonacci tocado com essa precisão, nesse momento exato de rearranjo global, mostra que o capital grande está falando. Não com palavras, mas com fluxo. Esse ponto virou base da operação e, mais do que suporte, é trincheira. Ele sinaliza que o preço está sendo defendido por gente que sabe o que está por vir. A próxima faixa, 3,43866, é resistência técnica, mas também psicológica. Se esse ponto for rompido com força, temos um gatilho que libera a próxima pernada — e aí não estamos mais discutindo scalp: estamos falando de uma realocação em andamento.
A meta seguinte, 3,70476, já começa a encostar nas zonas onde o capital institucional começa a reorganizar suas carteiras. E 4,08451 é a linha que separa o rebote de curto prazo de uma tendência estruturada. Esse número é divisor de águas porque, ao ser rompido, obriga quem ainda está fora a entrar. O alvo final em 4,73039 não é mais apenas uma projeção — é o destino que o fluxo está apontando, caso a estrutura geopolítica continue nessa rota de distorção.
E essa distorção tem nome: **Israel**. O modelo de inovação israelense, que um dia foi símbolo de agilidade tecnológica, hoje está esfarelado. Não foi a guerra que destruiu o ciclo, ela só revelou o que já estava podre por dentro. O que antes era promessa virou carcaça com valuation. Startups vazias, fuga de cérebros, fundos estrangeiros em retirada, e bolsas tentando manter viva uma narrativa que já morreu. O ETF ITEQ sangra, o TA-35 engana com repiques frágeis. O investidor comum nem sabe que já ficou sozinho num salão vazio. O capital inteligente já saiu — agora só resta a sombra do que um dia foi um polo de inovação.
Enquanto isso, o SPXM nasce nos EUA como um índice ideológico, excluindo empresas com práticas progressistas. Isso obriga uma mudança silenciosa e profunda nos portfólios institucionais. E esse capital, em busca de ativos líquidos e que não estejam ideologicamente “contaminados”, se espalha por novos vetores. A moeda, nesse contexto, vira o corredor silencioso de fuga. Não há discurso ESG que segure um portfólio em pânico por liquidez. Quando os fundos decidem sair, eles precisam de velocidade e profundidade. A moeda oferece os dois.
Esse fluxo técnico é só o reflexo de algo maior. Os grandes fundos estão se posicionando antes da mídia, antes dos analistas e bem antes do investidor de varejo. Estão migrando para longe do risco reputacional, do risco geopolítico, do risco ESG. Estão fugindo de ativos com “identidade” e indo para ativos com função. E a função da moeda, neste momento, é absorver esse pânico institucional de forma limpa, sem ruído. O toque em Fibonacci só foi a confirmação matemática de algo que os gestores já decidiram: **não dá mais para ficar onde estamos**.
Então não é só uma compra técnica. É um deslocamento sistêmico. O rompimento de 3,43866 abre a trilha para essa migração virar avalanche. E o 4,08451 é onde o sistema vai ser forçado a reagir. Não porque quer, mas porque não tem escolha. A narrativa vai ser reconstruída, os relatórios vão ser reescritos, e os gestores que perderem esse movimento vão ser expostos.
E não é só Israel. É o mundo inteiro que é afetado. O investidor brasileiro que comprou uma cota de fundo local, que por sua vez investe em fundos globais, que por sua vez seguem índices americanos, já está indiretamente exposto a tudo isso. Se o dinheiro está saindo de fundos baseados no S\&P500 tradicional e migrando para índices como o SPXM, há uma onda silenciosa de vendas técnicas em ativos “antigos” e uma pressão de compra artificial em ativos “aceitáveis”. Isso bagunça o mercado global e, inevitavelmente, respinga em quem nem sabe que está envolvido.
Esse movimento de moeda é a superfície de um oceano que está se movendo. E quem ficar só olhando os gráficos, sem escutar o que o fluxo diz, vai afundar com o casco. A moeda aqui é só o barômetro. Mas o furacão já começou.
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Minutas da Fed Reforçam Política Monetária Conversadora
Esta manhã, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho do dólar face a um cabaz de moedas principais, registou uma ligeira valorização de cerca de +0,06%, fixando-se em aproximadamente 97,35. Esta valorização modesta surge na sequência da publicação das minutas da Fed, na quarta-feira.
A maioria dos membros do FOMC mantém uma postura cautelosa e antecipa uma descida dos juros de, no máximo, 1 ponto percentual até ao final de 2025. O consenso dentro da Fed é que a taxa atual já está próxima do nível neutro, o que limita a margem para cortes relevantes. Por agora, o mercado não está a precificar alterações em julho, mas tudo dependerá dos dados económicos que forem divulgados nas próximas semanas.
Apesar da postura restritiva da Fed, o diferencial de juros face a outras economias desenvolvidas não tem sido suficiente para sustentar o dólar. Desde o início do ano, o índice DXY recuou 11%, refletindo uma menor confiança na moeda americana e uma tendência crescente para a diversificação por ativos noutras geografias.
Henrique Valente – ActivTrades
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Preços do Cobre Registam Maior Subida Diária Desde 1968
O anúncio de Donald Trump sobre potenciais tarifas de 50% sobre o cobre apanhou o mercado de surpresa e provocou uma reação imediata nos preços. Os contratos futuros de cobre nos EUA dispararam 12% numa só sessão, registando a maior subida diária desde 1968. Este movimento reflete o grau de dependência externa dos Estados Unidos: mais de 50% do cobre refinado consumido no país é importado, com 35 a 40% proveniente da América do Sul.
Apesar de os EUA terem reservas significativas de cobre, a produção interna já se encontra próxima da sua capacidade máxima. Qualquer expansão exigiria, pelo menos, uma década, devido a restrições ambientais, processos de licenciamento demorados e forte oposição local, como tem acontecido ao longo dos anos nos EUA. Tendo em conta a importância do cobre para a economia americana, torna-se difícil justificar o racional por detrás desta medida, mesmo através das lentes de uma política protecionista.
Ainda assim, e tendo em conta o historial de Trump, é possível que o valor de 50% seja apenas um ponto de partida para as negociações, sujeito a revisão nos próximos dias. A incerteza, no entanto, já está a refletir-se nos preços do cobre e nas ações das empresas do setor.
Henrique Valente – ActivTrades
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Tarifas de Trump com Efeito Limitado nos Mercados
O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas entre 25% e 40% sobre importações de 14 países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, com entrada em vigor a 1 de agosto. A reação dos mercados foi contida, apesar de um pico de volatilidade após o anúncio, e esta manhã os principais índices bolsistas já recuperaram das quedas registadas ontem.
Esta resposta tímida dos mercados deve-se ao facto de Trump ter afirmado que o prazo é “firme, mas não 100% firme”, bem como ao ceticismo generalizado face à atual política comercial dos EUA. Tendo em conta prazos anteriores e tarifas já estabelecidas, os mercados já se habituaram a uma certa margem interpretativa em relação aos anúncios do presidente americano.
Na Europa, o euro continua a ser um dos grandes beneficiários da perda relativa de confiança nos EUA, a subir 40 pontos base esta manhã. Os responsáveis europeus continuam a apontar esta quarta-feira como prazo para as negociações comerciais, mas, face ao adiamento aplicado aos restantes países, não surpreenderia que a UE viesse também a beneficiar da extensão até 1 de agosto.
Henrique Valente – ActivTrades
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Euro em Alta com Expectativas de Corte de Juros nos EUA
O euro valorizou face ao dólar norte-americano nas primeiras horas da sessão de quinta-feira, aproximando-se novamente dos máximos de vários anos atingidos no início da semana. Esta dinâmica é, em grande parte, impulsionada por uma narrativa centrada no dólar, à medida que os investidores aumentam as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal num futuro próximo. Estas expectativas foram reforçadas na quarta-feira, após a divulgação dos dados de emprego do sector privado nos EUA, que — pela primeira vez em mais de dois anos — revelaram uma queda no número de postos de trabalho, sinalizando uma perspectiva negativa para a economia norte-americana. Neste contexto, os negociadores de Forex estarão atentos à divulgação de mais dados de emprego Americanos (Non-Farm Payrolls) relativos a junho, agendada para hoje. O consenso entre os analistas aponta para números que confirmem o arrefecimento do mercado laboral nos EUA. Caso tal se verifique, este cenário poderá exercer uma pressão adicional sobre o dólar e impulsionar o euro para a região dos 1,20 — um nível que a moeda única não atinge há quatro anos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Dólar Recupera de Mínimos na Abertura da Sessão Europeia
O índice do dólar norte-americano recuperou esta manhã de mínimos de mais de três anos, no arranque da sessão europeia. O índice, que mede o desempenho do dólar face a um cabaz de moedas principais, registou uma queda de aproximadamente 11% desde o início do ano. Esta tendência reflete o esmorecimento do chamado “Excecionalismo Americano” — uma expressão usada nos últimos anos para descrever uma dinâmica de mercado global em que os ativos dos EUA se destacavam como os grandes vencedores, aparentemente imunes aos ventos contrários enfrentados noutras geografias. Neste contexto, a aprovação ontem da “Big Beautiful Bill” pelo Senado norte-americano poderá ser mais um passo para agravar os desequilíbrios fiscais da maior economia do mundo e contribuir para um maior afastamento dos investidores em relação aos ativos dos EUA. Ao mesmo tempo, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal a curto prazo continuam a penalizar o dólar, aumentando a pressão descendente sobre a moeda.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro Recupera entre Cortes do Fed e Menor Procura por Refúgio
Os preços do ouro recuperaram dos níveis mais baixos registados em junho durante as primeiras negociações desta segunda-feira, sendo atualmente negociados ligeiramente abaixo dos 3.300 dólares. O metal precioso tem estado sob pressão devido ao aumento do apetite pelo risco nos mercados financeiros, na sequência do cessar-fogo entre Israel e o Irão, que ajudou a aliviar as tensões geopolíticas no Médio Oriente. O optimismo do mercado foi ainda reforçado pelo acordo entre os EUA e a China sobre comércio e exportações de terras raras, bem como por relatos que apontam para a assinatura iminente de vários outros acordos entre os EUA e países terceiros, antes do prazo de 9 de julho — desenvolvimentos que melhoraram as perspectivas para a economia global. Neste contexto, não é surpreendente assistir a uma menor procura por ativos de refúgio, como o ouro, que tende a enfrentar ventos contrários quando a confiança dos investidores aumenta e os receios diminuem. Com a melhoria do panorama económico e geopolítico, muitos investidores estão a realizar lucros nas posições em ouro e a redirecionar capitais para ativos de risco, como as ações, com os principais índices dos EUA a atingirem máximos históricos. Embora a perspectiva de curto prazo para o ouro pareça negativa, vários fatores continuam a limitar o potencial de queda. Entre eles, destacam-se a incerteza persistente quanto à evolução da economia global e as crescentes expectativas de que a Reserva Federal venha a cortar as taxas de juro várias vezes este ano — sendo cada vez mais provável que o primeiro corte ocorra já em julho. Tal medida deverá pressionar o dólar norte-americano e, devido à correlação inversa entre ambos os ativos, oferecer suporte ao ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Recua com Aumento do Apetite pelo Risco
O preço do ouro caiu nas primeiras negociações desta sexta-feira, situando-se agora no nível mais baixo registado em junho, abaixo dos 3.300 dólares. O sentimento do mercado tornou-se mais optimista após o anúncio de um cessar-fogo no conflito entre Israel e o Irão. Este clima de maior apetite pelo risco impulsionou os principais índices bolsistas para máximos históricos, ao mesmo tempo que reduziu a procura por ativos de refúgio, como o ouro.
Neste contexto, os investidores estarão atentos à divulgação, ainda hoje, dos dados sobre o Índice de Despesas com Consumo Pessoal (PCE) nos EUA — o indicador de inflação preferido da Reserva Federal. O consenso entre os analistas aponta para uma ligeira subida nos dados de maio, face à leitura anterior, cenário que se considera já refletido nos preços de mercado. No entanto, uma divergência significativa em relação a estas expectativas poderá alterar as previsões quanto à trajetória das taxas de juro da Fed, com impacto no valor do dólar e, por consequência, nos preços do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Índice do Dólar Afunda com Receios Sobre a Independência da Fed
O índice do dólar caiu para o nível mais baixo dos últimos três anos nas primeiras horas da sessão de quinta-feira. Este índice, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz de seis principais divisas, acumula uma perda superior a 10% desde o início do ano — reflexo do enfraquecimento da principal moeda de reserva mundial face aos seus pares. A mais recente queda ocorreu após o testemunho de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA, durante o qual o presidente da Reserva Federal afastou a hipótese de um corte nas taxas já em julho. No entanto, reconheceu que o impacto inflacionista das tarifas impostas pela administração norte-americana poderá ser de curta duração — comentário que aumentou as apostas dos mercados num eventual corte de juros ainda durante o verão. Em paralelo, cresce a especulação em torno do desagrado de Donald Trump relativamente a Powell e da possibilidade de o substituir por alguém cujas posições sobre política monetária estejam mais alinhadas com as do Presidente. Um cenário deste tipo comprometeria a credibilidade do banco central, levantando dúvidas sobre a sua independência — uma dinâmica que poderá provocar nova desvalorização do dólar, à medida que os mercados ajustam expectativas a uma Fed mais “submissa” e dovish, e a um enfraquecimento da confiança institucional.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
WTI Recupera Ligeiramente, mas Ainda Perto das Mínimas Recentes
Os preços do petróleo WTI registaram uma ligeira recuperação nas primeiras horas da sessão de quarta-feira, mantendo-se, no entanto, próximos dos mínimos de várias semanas atingidos na sessão anterior. O preço do barril caiu mais de 15% face ao máximo de 78 dólares registado na segunda-feira, à medida que os receios em torno da oferta se foram dissipando, impulsionados pela crescente esperança de um fim ao confronto armado entre Israel e o Irão. Durante mais de uma semana, os preços do crude subiram devido à incorporação de um prémio de risco, motivado pelo receio de que o Irão encerrasse o Estreito de Ormuz — uma passagem estratégica por onde circula cerca de 25% do transporte marítimo mundial de petróleo. Com esse cenário a parecer cada vez mais improvável, os mercados respiraram de alívio, levando os preços a recuar para um valor ligeiramente acima dos 65 dólares — praticamente o mesmo nível registado antes do ataque de Israel ao Irão, a 13 de junho. Com os receios relativos à oferta a esmorecerem, os operadores voltam agora a focar-se na conjuntura económica global, procurando antecipar os níveis de procura futura. O impacto das tarifas na inflação e no crescimento económico mundial permanece incerto, o que dificulta a previsão da procura. Neste contexto, o testemunho de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, perante o Congresso dos EUA, deixou a impressão de que o banco central norte-americano não deverá cortar as taxas de juro em julho. Esta perceção penalizou as expectativas de procura e, consequentemente, pressionou em baixa o preço do barril.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai com Aumento do Apetite pelo Risco
O preço do ouro caiu nas primeiras negociações na Europa, aproximando-se do nível dos 3.320 dólares, à medida que o apetite pelo risco aumentou nos mercados financeiros. O otimismo em torno da possibilidade de um cessar-fogo e de uma solução permanente para o conflito entre Israel, Irão e EUA — que reduziria o risco de uma escalada adicional — impulsionou ganhos generalizados nos mercados bolsistas e penalizou os ativos de refúgio, como o ouro, cuja procura está agora a diminuir. Neste contexto, é possível que o metal precioso registe novas perdas caso o otimismo se mantenha elevado, sendo que o nível dos 3.300 dólares surge como o próximo suporte significativo. No entanto, o potencial de queda é limitado pela persistente incerteza em torno do possível impacto estagflacionário das tarifas sobre a economia global, pelas compras contínuas de ouro por parte dos bancos centrais, pela turbulência geopolítica na Europa de Leste e pela expectativa de que a Reserva Federal poderá iniciar em breve cortes nas taxas de juro. Os investidores estarão atentos ao testemunho de Jerome Powell no Congresso dos EUA, mais tarde hoje, em busca de pistas sobre a trajetória futura da política monetária da Fed. Caso Powell adopte um tom mais dovish, aumentarão as probabilidades de um corte nas taxas já em Julho — o que poderá enfraquecer ainda mais o dólar e oferecer suporte ao preço do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo Recua na Abertura da Sessão Europeia
Os preços do petróleo WTI recuaram com a abertura da sessão europeia desta quarta-feira, corrigindo parte dos ganhos registados na véspera, quando atingiram máximos de várias semanas. A queda deveu-se à reação dos investidores a um anúncio da administração norte-americana, que indicou um prazo de duas semanas para tomar uma decisão sobre uma eventual intervenção dos Estados Unidos no conflito em curso entre Israel e o Irão. Este adiamento por parte da Casa Branca faz lembrar episódios anteriores durante a presidência de Donald Trump, em que as pressões dos mercados influenciaram decisões de política tarifária — fenómeno que alguns apelidaram de “TACO”. Uma intervenção militar direta dos EUA neste conflito teria consequências geopolíticas imprevisíveis e poderia perturbar gravemente o fornecimento de petróleo a partir do Golfo Pérsico. Um cenário desse tipo provocaria, muito provavelmente, uma fuga acentuada de ativos de risco, levando a quedas nos mercados acionistas e podendo impulsionar o preço do petróleo para níveis acima dos 100 dólares por barril. Apesar da subida superior a 20% nos preços do WTI desde o início de junho, os mercados ainda não incorporaram totalmente o risco de uma intervenção americana ou de uma guerra regional alargada. Neste contexto, espera-se volatilidade no mercado petrolífero, à medida que os investidores acompanham de perto os acontecimentos — em especial quaisquer sinais provenientes de Washington sobre a posição da administração relativamente a uma eventual ação militar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Petróleo WTI Aliviam após Fortes Ganhos
Após uma valorização superior a 6% na sessão anterior, os preços do petróleo WTI recuaram ligeiramente nas primeiras horas da sessão de quarta-feira, fixando-se um pouco acima dos 74 dólares por barril. As atenções do mercado continuam centradas no conflito em curso entre Israel e o Irão, que poderá vir a comprometer o fornecimento de petróleo a partir do Golfo Pérsico. Este risco para a oferta tem sido um dos principais impulsionadores da recente subida dos preços — uma dinâmica que poderá agravar-se em caso de nova escalada, especialmente se as exportações de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz forem interrompidas. Ainda assim, tendo em conta a gravidade do conflito, a reação dos mercados tem sido, até agora, relativamente contida. Uma possível explicação reside nas previsões de abrandamento da economia global, que estão a pesar sobre as expectativas de procura por petróleo. Outro fator em destaque é a política monetária dos Estados Unidos. A decisão de hoje sobre as taxas de juro por parte da Reserva Federal, bem como a intervenção pública de Jerome Powell que se seguirá, deverão ser acompanhadas de perto pelos operadores de petróleo. Caso o banco central adote um tom mais cauteloso e dovish face aos recentes desenvolvimentos geopolíticos — sinalizando maior predisposição para cortar juros — tal poderá impulsionar as expectativas de crescimento, melhorar as perspetivas para a procura de petróleo e oferecer suporte adicional aos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo Sobe com Tensões no Médio Oriente e Receios de Oferta
O preço do petróleo bruto WTI atingiu um máximo de dois meses nas negociações da manhã de quinta-feira, antes de recuar ligeiramente face a esses ganhos. As tensões no Médio Oriente reacenderam-se, com relatos a sugerirem que Israel poderá estar a preparar um ataque ao Irão — uma escalada que poderá ameaçar o fornecimento a partir da região mais importante do mundo em termos de produção petrolífera. Os preços também encontraram suporte na mais recente ronda de negociações entre os Estados Unidos e a China. Embora o resultado tenha sido ambíguo, não foi abertamente negativo, o que contribuiu para melhorar as perspectivas quanto à procura global de petróleo. Adicionalmente, os dados mais recentes sobre os inventários nos EUA revelaram uma queda nas reservas de crude superior ao esperado, reforçando os receios sobre um possível aperto na oferta. Neste contexto — marcado por um risco acrescido de interrupções no fornecimento e por uma ligeira melhoria nas projecções de procura — o caminho de menor resistência para os preços do petróleo parece ser ascendente.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Estável com Tensões Geopolíticas e Enfraquecimento do Dólar
O preço do ouro manteve-se estável nas negociações da manhã de quinta-feira, consolidando-se acima do nível dos 3.350 dólares e preservando os ganhos registados na sessão anterior. O apetite pelo risco nos mercados financeiros abrandou ligeiramente após declarações de Donald Trump, feitas na quarta-feira, nas quais afirmou que a sua administração se prepara para aplicar tarifas unilaterais sobre parceiros comerciais. Estas declarações atenuaram o otimismo gerado pelo aparente acordo de princípio alcançado entre os Estados Unidos e a China, após dois dias de negociações, no qual ambas as partes concordaram, para já, em manter as tarifas inalteradas. Ao mesmo tempo, as tensões geopolíticas estão a intensificar-se. Relatos sugerem que Israel poderá estar a preparar um ataque ao Irão, enquanto a Rússia intensificou a campanha de bombardeamentos sobre cidades ucranianas. Este aumento da incerteza global está a dar suporte ao ouro, reforçando o seu apelo como ativo de refúgio. Entretanto, os dados de inflação nos Estados Unidos relativos ao mês de maio, divulgados na quarta-feira, revelaram uma subida em relação à leitura anterior, mas ficaram aquém das expectativas. Esta dinâmica aumentou a especulação de que a Reserva Federal poderá cortar as taxas de juro em setembro, pressionando o dólar, que perdeu terreno face a outras moedas de referência. Dado o efeito de correlação inversa entre o ouro e o dólar, esta conjuntura está a favorecer o metal precioso. No curto prazo, poderá haver espaço para novas valorizações do ouro, especialmente se os dados da inflação dos preços no produtor, que serão divulgados hoje nos EUA, também ficarem abaixo das previsões, o que poderá provocar novas perdas para o dólar e aumentar ainda mais o apelo do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Sobe Antes da Divulgação dos Dados de Inflação dos EUA
Os preços do ouro subiram durante as primeiras horas da sessão europeia desta terça-feira, antecipando a divulgação, ainda hoje, dos dados de inflação nos Estados Unidos. O metal precioso tem registado uma negociação dentro de um intervalo estreito ao longo desta semana, refletindo a influência de forças opostas nos mercados. Por um lado, as tensões geopolíticas e as incertezas em relação às perspetivas económicas globais a longo prazo têm reforçado o apelo do ouro como ativo de refúgio. Por outro, o apetite pelo risco tem aumentado, impulsionado pelo otimismo renovado em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China, que poderão evitar uma guerra comercial em larga escala entre as duas maiores economias do mundo — uma dinâmica que favorece ativos de risco, como as ações, em detrimento do ouro. A acrescentar pressão sobre o metal precioso, os dados do mercado de trabalho norte-americano, divulgados na passada sexta-feira e acima das expectativas, vieram evidenciar a resiliência da economia dos EUA, reduzindo a probabilidade de um corte das taxas de juro pela Reserva Federal no final do verão. Esta leitura sustentou o dólar, cuja valorização tende a penalizar o preço do ouro, devido à correlação inversa entre ambos os ativos. Neste contexto, os investidores estarão atentos à publicação dos dados de inflação norte-americanos referentes ao mês de maio. Os analistas continuam divididos quanto ao momento e à dimensão do impacto das tarifas nos preços. Surpresas em alta poderão reduzir ainda mais as expectativas de cortes nas taxas de juro da Fed, fortalecendo o dólar e gerando potencial de queda para o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Estabiliza Com Foco na Fed e Tensões Globais
Os preços do ouro oscilaram nas primeiras horas de negociação desta terça-feira e, após uma recuperação, mantêm-se agora em torno do nível dos 3.300 dólares por onça. Os investidores encontram-se divididos entre o otimismo em relação ao desfecho das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China e as persistentes preocupações com a conjuntura económica global, as tensões geopolíticas e a possibilidade de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal. Um resultado positivo nas negociações entre as duas maiores economias do mundo poderia ajudar a evitar uma guerra comercial em grande escala. Esta perspetiva está a reforçar o apetite pelo risco nos mercados financeiros, o que tende a penalizar o preço do ouro. No entanto, os riscos geopolíticos contínuos sustentam a procura pelo metal precioso como ativo de refúgio, enquanto as expectativas de cortes nas taxas da Fed pressionam o dólar em baixa — outro fator de apoio ao ouro, dada a relação inversa geralmente observada entre os dois ativos. Neste contexto, a divulgação amanhã dos dados da inflação nos EUA relativos ao mês de maio poderá ter um impacto relevante nas expectativas do mercado quanto à trajetória da política monetária da Fed, influenciando tanto o desempenho do dólar como, consequentemente, o preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades






















