Posso estar completamente enganadoeu posso estar corredo para o lado errado.
O que quero dizer é que eu não estou vendo o que os demais investidores estão vendo na economia americana. A estratégia "buy the dip" — comprar o fundo — imperou desde Junho do ano passado, todavia, é uma estratégia injustificada para o cenário que temos.
As ações seguem caras e com lucros decrescentes principalmente a partir de outubro de 2022, analistas estimam que os rendimentos da empresas ainda vão cair em média 5% em 2023. Isso não é mistério, basta abrir e ler os balanços das principais empresas e observar o provisionamento pessimista dessas companhias, não é a toa que vemos tantos layoffs para enxugar a operação.
Olhando para a política monetária, vemos o mercado com um leve platô se formando nas leituras de inflação nos EUA, mas sobretudo, vemos os membros do FOMC alertando que o mercado de trabalho segue muito forte, o que dificulta acabar com a inflação por completo, por na cadeia economica emprego gera renda, renda gera consumo e consumo gera inflação.
As leituras de inflação dessa semana ainda se mostram que a inflação está recuando fraca, mas recuando, será que apenas isso justifica comprar risco?
O Membro do board no FOMC, Williams de NY, falou ontem que para vermos um inicio no relaxamento monetário o desemprego precisa recuar para 4,5%. Isso significa quase 1milhão de americanos desempregados. Enquanto eu não ver um arrefecimento no mercado de trabalho americano, saliento, os investidores estão alucinando que está tudo bem, não está, e as perspectivas futuras seguem sendo ruins.
CPI
Custo Da Dívida Americana DisparaCom a elevação da inflação ao maior nível dos últimos 40 anos e a consequente subida dos juros o custo nominal da dívida americana disparou 18% desde a mínima relativa em maio de 2021, atingindo a máxima histórica.
Em termos comparativos com o GDP (o PIB americano) americano ainda está longe da máxima mas considerando que o déficit orçamentário americano em 2021 foi -16% (!) essa subida pode significar um aumento ainda maior na dívida americana que já está em 120% do GDP.
Agora considere que os dados de custo de dívida são de abril e que de lá pra cá a inflação só subiu os yields de 2 anos saltaram mais de 1%. Se a subida de juros continuar, onde a dívida americana pode parar? E se houver recessão? Teremos uma Dívida/PIB americana de 150%? Como isso afeta a posição dos Estados Unidos como devedor mais confiável do mundo?
Ethereum no MENOR NÍVEL em 15 meses! E agora?Ethereum no menor nível em 15 meses, segurando o suporte da EMA 200 semanal.
OBV mostrando queda contínua desde final de Março, demonstrando Bearish.
Volume de venda pequeno, porém continuo.
Último Pivot de baixa havia sido em 1700 e estamos nesse nível.
Isso demonstra uma preocupação em relação a recessão mundial.
No gráfico anterior havia dito que se a notícia do CPI fosse maior inflação,
iria afetar negatividade.
Se o suporte aguentar e houver fôlego na economia mundial pro próximo mês,
podemos mirar a volta do nível superior em 2.000 USD.
A tendência atual é baixa.
- EMA 50 e 200
- Pivot
- OBV
- Volume
IPCA americano será divulgado amanhã. Como agir?O CPI (Consumer Price Index), é o IPCA americano. Esse índice mede o preço
ao consumidor mostrando a inflação.
Esse índice sempre está em crescimento, pois em um sistema fiduciário atual, com
impressão monetária e sem lastro para parar essa impressão, sempre crescerá.
No gráfico mostra como ele subiu assustadoramente após 2020, onde 4,4 trilhões
de dólares foram impressos no final de Março.
A economia momentaneamente se estabilizando em Abril de 2020 pelo maior poder aquisitivo,
mas com a inundação de papel moeda no mercado ele se desvaloriza pelo Princípio da Escassez
na Economia.
Amanhã, 10 de Junho de 2022 haverá divulgação dos dados do CPI.
E na prática, como agir?
Se os juros aumentarem, short.
Se diminuírem, long.
Cryptos como Ethereum estão em um triângulo descendente que pode ser rompido com
notícias boas.
Fiquem com Deus!
A importância do calendário econômicoSe você não conhece o calendário econômico está provavelmente perdendo oportunidades no mercado. Oportunidades de operar ou até mesmo de preservar o seu capital.
Os eventos no calendário econômico são os responsáveis pelos maiores momentos de volatilidade do mercado há anos, principalmente quando se trata de dados de Emprego, Juros e Inflação Americana, e o melhor de tudo, eles tem data e hora marcada para acontecer. Conhecer os indicadores é o primeiro passo para estar bem preparado para operar o mercado financeiro, mas entende-los e interpreta-los é o caminho para se tornar um Trader profissional.
Veja minha breve explicação dos momento de volatilidade que tem hora marcada no mercado.
Core CPI americano e o que será de nós? Isso faz preçoATENÇÃO! ESTE É UM CALL ECONÔMICO (macroeconômico, que considero para esse ano todo desde meus relatórios em fim de 2021).
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A inflação nos EUA é a mais alta desde 1980! Desde há 40 anos atrás...
Neste período o FED fez umas das altas de juros mais fortes dos últimos 60 anos da história recente americana. Esta alta pelo então banqueiro central Paul Volcker, deu o que falar, e desde minha graduação em economia não lia nada sobre isso. Deixou principalmente emergentes em apuros. Atento que as condições hoje são diferentes das de 1980, mas a história RIMA.
Hoje o CPI bateu 7,5% ao ano, o núcleo 4,5%, mesmo nível do núcleo de 1991 quando juros estavam em 8%! Em 1981 qdo o núcleo do CPI era de 10% os juros (fed funds) foram a 19% ao ano! Em 1991 quando o núcleo foi em torno do que é agora (4,5% aa) os juros foram em média 8%aa. Hoje os juros são 0-0,25% aa !!!!!!!!
Um dos principais riscos que eu estava achando aqui, isso desde dez21 quando montei o call trimestral e anual de 2022 era de que Biden talvez fosse pressionado a diminuir seus PACOTES EXPANSIONISTAS FISCAIS pela inflação americana. Não deu outra, saiu um congressista da oposição já falando hoje ao Bloomberg.
Afim de que o FED não acelere tanto os juros como fez em 1991 pelo menos, logo agora após tantos anos de juros ZERO (essa aventura que relembra o Japão em 1990), o governo Biden pode ser forçado a rever seu Build Back Better, para menor ou quase zero, isso depois de um pacotão de 1,9 tri do Pandemic Relif Bill.
Lembrando que é difícil a um presidente incumbente se reeleger com tanta inflação nas costas, certamente isso será uma questão importante agora neste primeiro semestre. Então vejo que o risco aqui é uma diminuição da expansão fiscal, o que despressiona a política monetária também, podendo ser uma nova variável a ser aventada pelos investidores, podendo também fazer apostas de que ainda poderia ser gradual uma alta de juros do FED, assim respaldando correções leves dos ativos de mercado para frente. Pelo menos isso que vejo que poderá ocorrer.
Abraços
Lyu
Bitcoin deve seguir o mercado de risco com CPI CoreO banco central Americana estará de olho no principal dado de inflação dos Estados Unidos nessa quinta-feira, onde temo um dado projetado para vir acima do anterior, isto é, inflação mais alta.
O cenário econômico que estamos vivendo, é o que todos os dados que representam inflação causada por crescimento nos EUA forçam cada vez mais o FED a ser agressivo com o aumento do Juros. O mercado entende e espera para Março um aumento em 250bp, tomando como certo o aumento na próxima reunião. O pulo do gato é entender o quanto o FED estará pressionado a subir mais, por exemplo, 500bp, sendo esse o dobro do projetado.
Uma subida agressiva nos juros Americanos deve desacelerar o crescimento econômico e reduzir a inflação deste crescimento. Além disso, tomar dinheiro dinheiro do mercado risco, como Ações, países emergentes, criptomoedas e derivativos.
Esse é o cenário que embasa meu olhar pessimista para o preço do Bitcoin nesse momento. Eu acredito que se dado vier em linha ou superior, veremos um mercado buscando 38600 ou até mesmo o fundo em 35300. Isso também corrobora pelo fato do BTC estar em um ponto de defesa vendedora confluente com 61% da Fibonacci.
Não vejo motivos (no momento) para uma continuação na baixa caso busque o fundo.
Análise de todos os mercados Esta análise irá esclarecer alguns pontos sobre o curtíssimo prazo dos mercados de risco, especialmente do BTC, SPX, DAX e XAUUSD. É também abordada a relacao entre a movimentacao dos precos e os fundamentos de dados economicos, bem como da conjuntura fundamentalista como um todo, especialmente da visao do FED e do BCE sobre a saída do CPI e do Payroll. O DXY também entra na equacao e é utilizado como base para previsoes.
Inflação é o hot-topic de 2022Aproveitei muito minhas férias e meus dias fora do mercado, sabendo que teria pouca liquidez e seria um tanto difícil encontrar boas oportunidades, procurei ficar longe do intra-day mas me mantive informado. Entre viagens, passeios e The Witcher 3, também usei o tempo pra estudar o mercado vindouro, e temos aqui um dos principais tópicos que carregou 2021 e ainda não está resolvido para 2022, a inflação no mundo.
A inflação não é um assunto localizado no Brasil, mas sim um problema mundial e os motivos da inflação são diversos, que foram engatilhados e escalados pela crise do COVID.
Nos EUA e mundo
Temos um dado histórico para os EUA onde o país tem a leitura de Índice de Preço ao Consumidor com maior alta em mais de 30 anos, marcando fortemente a geração e os excessos que estamos vivendo. Dentre os principais motivadores da alta, então os preços dos combustíveis, os preços de carne de boi e aves e a falta de produtos genéricos nas prateleira, muito agravada pela crise dos microchips e principalmente a crise dos containers.
Essa altas nos preços é uma bola de neve, a comida afeta o bolso diretamente das pessoas, causando uma percepção de perda de valor na moeda de forma imediata, ainda mais quando se tratam de artigos de consumo básicos. Já o combustível, não só afeta o consumidor final, mas também afeta a indústria que acaba encarecendo na ponta final outros produtos manufaturado não relacionados ao setor de alimentação ou transporte, contribuindo para a inflação em de outros bens de consumo.
Os saltos nos dados de IPC são de níveis superiores ao da Crise de 2008 e podem ser mais difíceis de conter. Vale ressaltar que ainda temos faltas de semicondutores nas industrias e que a demanda não foi 100% suprida dentro dos níveis normais. Ao mesmo passo que a entrega de produtos também fica reduzida com os problemas de carregamento de containers nos portos e as filas de descarregamento.
Em certa medida esses problemas na cadeia de produção ajudam e pioram a inflação ao mesmo tempo. Ajudam no que tange a redução da produção e consequentemente as vendas de produtos acabados, diminuindo o consumo e forçadamente diminuído a inflação. Ao mesmo passo que piora o cenário uma vez que os produtos básicos serão cada vez mais demandados com uma oferta menor, e você já sabe onde vai parar essa história.
Para finalizar
Para 2022 eu vejo uma bolsa bem menos acalorada, com ganhos menores e mais dias de realizações, talvez se mantendo nos níveis recordes. O mercado confia muito no FED e tem plena clareza na política de Powell, está ciente da retirada de estímulos e tem um mapa claro para a subida de juros sabendo que não vai ter surpresas no meio do caminho. O mercado gosta é de previsibilidade. Porém trago à atenção o balanço do FED que segue em alta quando mesmo com o tapering aumentando, isso pode causar um certo desconforto nos grandes investidores sinalizando que mesmo retirando estímulos o FED ainda acumula muitos ativos (podres).
O mercado já espera o aumento dos juros que deve iniciar após o fim do Tapering, muitos dos membros do FED se mostram um tanto Hawkish (a fim de tomar medidas duras), que eu até diria que podemos ter mais que 3 altas nesse ano, ainda mais se o IPC continuar apertando. Novamente, o mercado espera por isso, então a bolsa já está precificada.
Quanto a inflação recorde, ela deve ser contornada, e os dados de emprego, PPI e CPI são de algo valor para 2022, pois são eles que vão "caguetar" a eficiência do trabalho do FED. Do oposto, veremos um grande caos e novas regras no jogo. Nessa versão acredito que a bolsa não tem um final feliz.
Versão Brasileira
Muito do que falei acima se aplica aqui, principalmente no que refere-se a inflação no combustível, transportes e alimentos. A única maneira do Banco Central contornar a inflação é subindo os juros acima de 10% e segurando firme, porque a recessão já é garantida.
Brasil vai sofrer muito com a alta de juros Americana nos próximos 3 anos, o movimento de saída de capital estrangeiro para ativos de maior segurança até que nosso país de recupere um pouco, projeções para 2023 são um pouco mais animadoras, porém agora é olhar para 2022;
Relatório FOCUS hoje segue com o desânimo que acabou 2021, nada mudou para 2022, cambio alto (5,65), PIB (com sorte) positivo e SELIC dois dígitos (11,5).
Vale mencionar que temos um ano eleitoral, e isso significa volatilidade. Não da pra esperar uma bolsa muito estável, tampouco o cambio. Vai ser um ano muito especulativo e com 0 resoluções políticas. O que foi feito nos últimos 3 anos está feito e é isso, esse ano é morto para a política e será investido em campanha eleitoral. Prestem muita a atenção no jogo político, nas pesquisas e entendam o que mercado acha bom e ruim e sobretudo, aproveitem!
Com dólar perdendo valor você vai correr para onde?Os preços ao consumidor dos EUA subiram no mês passado no ritmo anual mais rápido desde 1990, consolidando a alta inflação como uma marca da recuperação da pandemia e diminuindo o poder de compra, mesmo com o aumento dos salários. Preços mais altos de energia, moradia, alimentação e veículos alimentaram a sobrecarga do IPC e indicaram que a inflação está se ampliando para além das categorias associadas à reabertura "pós-pandemia".
Tudo isso faz o FED repensar o ritmo do Tapering e a retomada da Taxa de Juros que até o presente momento está prevista para o fim de 2022. Os atuais padrões estão definidos pensando em uma inflação transitória que já mostra sinais claros que não é tão transitória assim.
Isso não é um fenômeno apenas Americano, na China, a inflação no nível de fábrica no mês passado aumentou mais em 26 anos, enquanto os preços ao consumidor (IPCA) no Brasil aceleraram mais do que o previsto mais um mês, e sabemos bem que o COPOM já contratou uma nova alta de (ao menos) 150bps para Dezembro.
Com o dinheiro perdendo valor temos uma corrida para ativos que reservam valor, vale ressaltar aqui que até o dólar está ameaçado pela inflação nesse cenário. O ativo mais forte para reserva sem dúvida é o Ouro e a demanda por ele já vem crescente desde 2020.
Outros ativos como Bitcoin também vem sido bem quistos para reserva de valor ainda mais com possibilidade de montar posições "hedgeadas" em ETFs na bolsa Americana para se proteger da alta volatilidade.
Ouro se mantém acima de USD1800 e deve buscar a resistência em USD1900 onde a região de liquidez começa a minguar. Eu operaria comprado nessa alta realizando as posições conforme os dados de inflação vão saindo. Lembrando que quando mais gasolina, mais fogo.
Resistência de USD2000 é um divisor de aguas para operar no ouro e para a inflação mundial.









