AN030: Ataque em Sydney, Chile e Moedas de Refúgio
Esta semana, os mercados cambiais foram impactados por uma combinação de eventos geopolíticos e políticos globais que geraram volatilidade nos principais pares de moedas. Analisamos as principais notícias e seu impacto nos movimentos do mercado.
Massacre em Sydney – Choque Geopolítico e Sentimento Negativo para Ativos de Risco
Nas últimas horas, um grave ataque em massa atingiu a praia de Bondi, em Sydney, causando inúmeras vítimas e chocando os mercados globais. A polícia indicou que o ataque foi inspirado por grupos extremistas, resultando em promessas políticas de endurecimento das regulamentações de segurança interna.
AP News
Impacto nos Mercados e no Forex:
Aversão ao Risco Dominante: Os investidores tendem a reduzir a exposição a ativos de maior risco; os fluxos para o USD, JPY e CHF como refúgios seguros podem se fortalecer.
Dólar Americano: Aumento da demanda pelo dólar como moeda de refúgio, especialmente contra moedas de alto rendimento.
AUD – Nova Zelândia: A volatilidade no mercado australiano e a percepção de risco regional podem enfraquecer o AUD e o NZD no curto prazo.
O sentimento global permanece instável, e eventos desse tipo — especialmente quando afetam economias avançadas — podem amplificar os movimentos típicos de "busca por segurança".
Eleições Presidenciais no Chile – Vitória Conservadora e Reação do Mercado
O Chile elegeu José Antonio Kast como seu novo presidente com aproximadamente 58% dos votos, derrotando a candidata de esquerda Jeannette Jara. Esse resultado marca a maior guinada à direita na política chilena desde o retorno à democracia.
O que mudou no mercado:
Peso chileno (CLP): A moeda apresentou valorização imediata em relação ao dólar americano, sugerindo que os investidores veem a vitória de Kast como um potencial impulso econômico e maior estabilidade macroeconômica.
Yahoo Finanças
Moedas de Mercados Emergentes da América Latina: Efeito de contágio positivo em moedas como o MXN e o BRL, dado o tom pró-mercado e orientado à segurança jurídica entre os investidores.
Moedas atreladas a commodities: O Chile é um grande exportador de cobre e lítio; sua política mais favorável ao investimento privado pode sustentar os preços das commodities e, indiretamente, as moedas dos países produtores.
Os investidores percebem a vitória de Kast como um sinal de potencial reformismo econômico e de uma aliança mais forte com os Estados Unidos e os mercados ocidentais, reduzindo o risco político percebido na região e impulsionando os fluxos de capital para ativos chilenos e regionais.
Temas de risco global e reações cruzadas do mercado
Além de eventos específicos:
As tensões geopolíticas persistem em outras regiões (Oriente Médio, Ucrânia/Rússia), o que continua a influenciar os preços das moedas com movimentos de aversão ao risco.
Os dados macroeconômicos dos EUA e da Europa desta semana serão cruciais para confirmar o recente fortalecimento do dólar americano e influenciar as expectativas de taxas de juros.
Fatores técnicos de curto prazo:
Um Índice de Volatilidade (VIX) ligeiramente mais alto reflete o aumento da incerteza.
Os fluxos para moedas consideradas refúgio seguro (USD/JPY, USD/CHF) mostram rompimentos intradiários em momentos de tensão geopolítica.
A correlação entre os preços do cobre e as moedas de mercados emergentes reforça a narrativa positiva do carry trade em MXN e CLP.
Além da Análise Técnica
Pode a Prata Tornar-se o Metal Mais Crítico da Década?O iShares Silver Trust (SLV) encontra-se na convergência de três forças de mercado sem precedentes que estão a transformar fundamentalmente a prata de uma proteção monetária num imperativo industrial estratégico. A designação da prata como "Mineral Crítico" pelo USGS em novembro de 2025 marca uma mudança regulatória histórica, ativando mecanismos de apoio federal, incluindo quase mil milhões de dólares em financiamento do DOE e créditos fiscais de produção de 10%. Esta designação posiciona a prata ao lado de materiais essenciais para a segurança nacional, desencadeando uma potencial acumulação governamental que competiria diretamente com a procura industrial e dos investidores pelas mesmas barras físicas detidas pelo SLV.
A equação oferta-procura revela uma crise estrutural. Com 75-80% da produção global de prata a provir como subproduto de outras operações mineiras, a oferta permanece perigosamente inelástica e concentrada em regiões voláteis da América Latina. O México e o Peru representam 40% da produção global, enquanto a China está a assegurar agressivamente linhas de fornecimento direto no início de 2025. As exportações de prata do Peru aumentaram 97,5%, com 98% a fluir para a China. Este reposicionamento geopolítico deixa os cofres ocidentais cada vez mais esgotados, ameaçando o mecanismo de criação-resgate do SLV. Entretanto, persistem défices crónicos, prevendo-se que o equilíbrio do mercado piore de -184 milhões de onças em 2023 para -250 milhões de onças até 2026.
Três revoluções tecnológicas estão a criar uma procura industrial inelástica que poderia consumir cadeias de abastecimento inteiras. A tecnologia de bateria de estado sólido de compósito de prata-carbono da Samsung, planeada para produção em massa até 2027, requer aproximadamente 1 kg de prata por bateria de VE de 100 kWh. Se apenas 20% dos 16 milhões de VEs anuais adotarem esta tecnologia, consumiria 62% da oferta global de prata. Simultaneamente, os centros de dados de IA exigem a condutividade elétrica e térmica inigualável da prata, enquanto a mudança da indústria solar para células TOPCon e HJT utiliza 50% mais prata do que as tecnologias anteriores, com a procura fotovoltaica projetada para exceder 150 milhões de onças até 2026. Estes superciclos convergentes representam um bloqueio tecnológico onde os fabricantes não podem substituir a prata sem sacrificar o desempenho crítico, forçando uma reavaliação histórica de preços à medida que o mercado transita a prata de um ativo discricionário para uma necessidade estratégica.
Morning Call - 16/12/2025 - Especial de PayrollAgenda de Indicadores:
8:00 – BRA – Ata do Copom
10:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
10:30 – USA – Relatório de Emprego Não-Agrícola Payroll
10:30 – USA – Ganho Salarial Médio por Hora
10:30 – USA – Taxa de Desemprego
11:45 – USA – PMIs da S&P Global (Prévia)
18:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto API
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLF2026
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — prolongam o movimento de queda das últimas sessões, enquanto os traders aguardam a divulgação dos relatórios de emprego (Payroll) de outubro e novembro, que podem trazer maior clareza sobre a trajetória do mercado de trabalho nos EUA.
No mercado de crédito, os contratos negociados na CME indicam que 73% dos traders apostam na manutenção da taxa básica do Fed na reunião de 28 de janeiro, reforçando a percepção de uma pausa no ciclo de cortes no curto prazo.
Especial: Relatório de Empregos Não-Agrícola Payroll
O Bureau of Labor Statistics (BLS) divulga hoje o relatório de emprego referente a novembro, além de uma atualização parcial de outubro, que não trará a taxa de desemprego. A ausência desse dado ocorre devido ao shutdown de 43 dias que impediu a coleta completa das informações naquele mês.
A leitura dos números tende a ser complexa, como resume Brian Bethune, professor de economia do Boston College: “Estamos em um ambiente em que as empresas não querem contratar mais pessoas, mas também não há demissões em massa como em uma recessão. Quando grandes empresas enfrentam choques inesperados o plano de contingência mais simples é congelar contratações.”
Uma pesquisa da Reuters com economistas aponta para a criação de cerca de 50 mil vagas fora do setor agrícola em novembro. Para outubro, embora não haja consenso, a ampla maioria dos economistas espera uma queda no número de empregos, com o BNP Paribas projetando uma redução de até 100 mil vagas.
As demissões estimadas para outubro refletem, em grande parte, a saída de mais de 150 mil funcionários federais que aceitaram o adiamento de seus contratos como parte da iniciativa da administração Trump para reduzir o tamanho do governo. A maioria desses trabalhadores deixou a folha de pagamento no fim de setembro.
Em setembro, a economia havia criado 119 mil empregos, e alguns economistas estimam que o ritmo subjacente de geração de vagas em 2025 esteja próximo de 20 mil por mês, sinalizando uma desaceleração estrutural do mercado de trabalho.
Os ganhos de emprego em novembro devem se concentrar novamente nos setores de saúde e assistência social, além de lazer e hotelaria, mantendo o padrão recente. Em contrapartida, setores como serviços profissionais e empresariais, transporte, comércio atacadista, varejo e manufatura provavelmente registraram perdas líquidas de postos de trabalho.
Na semana passada, o Federal Reserve sinalizou que os custos de empréstimo dificilmente cairão no curto prazo, enquanto a autoridade monetária busca maior clareza sobre a trajetória do mercado de trabalho e da inflação. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o mercado de trabalho “parece apresentar riscos significativos de queda”, um cenário que, caso confirmado pelos dados de hoje, pode acelerar o debate sobre novos cortes de juros.
A fragilidade do emprego tende a ser reforçada por uma taxa de desemprego elevada, estimada em 4,4% em novembro, com risco de vir acima do esperado. A percepção das famílias sobre o mercado de trabalho também se deteriorou ao longo do mês. Já a taxa de desemprego de outubro, por conta do shutdown, nunca será conhecida.
Segundo Marc Giannoni, do Barclays: “Se o BLS tivesse divulgado os dados de outubro, esperaríamos uma taxa de desemprego entre 4,6% e 4,7%, considerando que funcionários federais afastados temporariamente estavam recebendo seguro-desemprego durante a paralisação.”
A desaceleração na criação de empregos tem contribuído para moderar o crescimento dos salários — um fator positivo para o combate à inflação —, mas representa um desafio para o consumo, principal motor da economia americana. A expectativa é de que os ganhos médios por hora tenham crescido 3,6% em 12 meses até novembro, abaixo dos 3,8% registrados em setembro.
Segundo analistas do Deutsche Bank: "A questão mais importante é se o relatório abre caminho para mais cortes nas taxas de juros no início do próximo ano. Até o momento, o Fed sinalizou apenas um corte nas taxas de juros para 2026 no gráfico de pontos, mas vimos repetidamente neste ciclo como um mercado de trabalho mais fraco os levou a adotar uma postura mais branda."
Europa
As ações europeias — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — sem direção única nesta terça-feira, com os ganhos dos setores financeiro e de saúde sendo parcialmente compensados por quedas expressivas nos segmentos de defesa e tecnologia, enquanto os traders adotam uma postura cautelosa antes da divulgação de dados cruciais sobre o mercado de trabalho dos EUA.
A semana será marcada por uma agenda carregada, com a divulgação de indicadores econômicos atrasados nos Estados Unidos — incluindo o Payroll hoje — além de importantes decisões de política monetária na Europa e no Japão.
No continente europeu, a expectativa é de que o Banco da Inglaterra reduza a taxa de juros em 25 pontos-base, para 3,75%, enquanto o Banco Central Europeu deve manter as taxas inalteradas. O mesmo cenário de estabilidade é projetado para o Riksbank, da Suécia, e para o Norges Bank, da Noruega.
No campo corporativo, o setor de defesa lidera as perdas, após os Estados Unidos oferecerem à Ucrânia garantias de segurança semelhantes às da OTAN, enquanto negociadores europeus relataram avanços nas conversas para um possível acordo que encerre a guerra entre Rússia e Ucrânia, reduzindo o prêmio de risco geopolítico embutido nos ativos do setor.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico recuaram nesta terça-feira, acompanhando a queda de Wall Street na sessão anterior, à medida que os traders continuam reduzindo exposição às ações de tecnologia.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI voltou a liderar as perdas na região, com queda de 2,2%, retornando para abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez em duas semanas. Entre os destaques negativos, a SK Hynix recuou 4,3%, enquanto a Samsung Electronics caiu 1,9%.
Em Taiwan, a TSMC perdeu 1%, pressionando o índice TWSE 50 FTSE:TW50 , que encerrou em baixa de 1,1%.
Na China, os principais índices — Shenzhen SZSE:399001 , Hang Seng HSI:HSI , China A50 FTSE:XIN9 e Shanghai SSE:000001 — registraram quedas de até 1,5%, seguindo a aversão ao risco regional.
No Japão, o Nikkei TVC:NI225 caiu 1,6%, fechando abaixo dos 50.000 pontos pela primeira vez desde 3 de dezembro. Das 225 empresas que compõem o índice, 188 encerraram em queda, 36 subiram e uma terminou estável.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO recuou 0,4%, pressionado principalmente pelo desempenho fraco das mineradoras.
No campo macroeconômico, os PMIs da Austrália e do Japão indicaram desaceleração do setor de serviços, ao mesmo tempo em que mostraram aceleração da atividade industrial, um sinal misto para o crescimento regional no curto prazo.
Negociações de Paz na Ucrânia Pressionam o Ouro
Após várias sessões em terreno positivo, os preços do ouro recuaram no início da negociação desta terça-feira, pressionados pela realização de lucros e por algum otimismo em torno de possíveis negociações de paz na Ucrânia. No entanto, as perdas do metal precioso mantêm-se limitadas devido à perspetiva negativa para o dólar norte-americano. Neste contexto, os investidores em ouro estarão atentos à divulgação adiada dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos relativos aos meses de outubro e novembro. Durante um período prolongado, a Reserva Federal operou com visibilidade reduzida devido ao encerramento do governo norte-americano, fase em que adotou uma postura mais dovish. Esse período culminou num corte das taxas de juro na semana passada, mantendo ainda em aberto a possibilidade de novos cortes em 2026. As divulgações de hoje deverão trazer maior clareza sobre o estado do mercado laboral dos EUA e poderão influenciar as expectativas em torno da política monetária da Reserva Federal. Dados melhores do que o esperado deverão reforçar o dólar e poderão exercer pressão negativa sobre os preços do ouro. Por outro lado, números dececionantes aumentariam as expectativas de novos cortes das taxas de juro, enfraqueceriam o dólar e beneficiariam o metal precioso, dada a relação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Será que está a fazer o mesmo que padraõ de continuação de alta.Esta é apenas a minha visão do preço do BTC e não é nenhuma recomendação finaceira,
Neste momento avho que o Preço do BTC está a ou poderá estar a fazer o mesmo padrão grafico que fez la em 2023 para depois dar contiunação de alta... vejam e percebama idea
Regiões Importantes para o WINZ25 – HOJE, 15/12/2025Planejamento e Organização
-Com base em métricas autorais estabeleço regiões para que sejam observadas em suas operações, de acordo com o seu operacional. Respeite sempre o seu operacional (o seu setup)!
-As regiões não são recomendações! Não façam compras ou vendas nas regiões apresentadas neste artigo. Elas servem como estudo de mercado para auxiliar o seu entendimento do momentum.
-Operações intraday (que iniciam e encerram no mesmo pregão) são de altíssimo risco e com bastante volatilidade. Além dos movimentos do ativo fique atento(a) as principais notícias durante o pregão.
REGIÕES IMPORTANTES:
Leia todo o conteúdo acima!
-Ponto CENTRAL: 160.880
-Zona Média SUPERIOR: 162.805
Região Superior: 163.640 até 161.965
-Zona Média INFERIOR: 158.955
Região Inferior: 159.795 até 158.120
Fibonacci _ Retrações:
160.455 (≈23.6%)
157.160 (≈38.2%)
154.495 (≈50.0%)
-151.825 (≈61.8%)
148.035 (≈78.6%)
Disclaimer
Planejar e executar uma operação no contrato de WIN requer atenção aos detalhes, uma estratégia bem definida e o comprometimento com o seu operacional. Os aspectos mencionados acima são elaborados com o intuito educacional e não são uma recomendação deste analista. Os estudos realizados neste artigo refletem, única e exclusivamente, as opiniões pessoais do analista. Reforço, turma, que não são recomendações de compra e(ou) venda de qualquer ativo. Este estudo foi feito pelo Analista de Valores Mobiliários - Pessoa Natural (Autônomo) - José Nazaré Alves Neto (CNPI-T 9820), nos termos da Resolução CVM no 20/2021 conforme previsto no art. 3o, inc. I. O conteúdo deste estudo não é garantia ou promessa de desempenho real, pois dados e retornos passados não são garantia de resultado futuro. Importante ressaltar que operar no mercado financeiro envolve riscos e não há nada que possa garantir rentabilidade.
Quedas nas tecnológicas mantêm pressão nos mercados
Na sexta-feira, os mercados acionistas fecharam a semana em baixa, com a tecnologia a liderar as quedas e a contaminar o sentimento global. Nos EUA, o S&P 500 caiu 1,07%, para 6.827 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,69%, para 23.195. O corte de 0,25% na taxa diretora da Reserva Federal, a meio da semana, deu algum suporte aos índices, com o S&P 500 a atingir um máximo histórico na quinta-feira. Depois disso, a atenção voltou-se rapidamente para a sustentabilidade do investimento em infraestruturas de inteligência artificial. Na sexta-feira, um relato da Bloomberg indicou que alguns data centers da Oracle destinados à OpenAI poderiam ver a sua conclusão adiada de 2027 para 2028, devido a constrangimentos de mão de obra e materiais. A Oracle negou atrasos, mas o episódio pesou sobre o sentimento e contribuiu para o fecho semanal em terreno negativo. Esta semana, os investidores estarão atentos aos dados de inflação nos EUA, bem como aos indicadores do mercado de trabalho, que poderão ajudar a clarificar o ritmo de abrandamento económico e as próximas decisões da Reserva Federal.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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Morning Call - 15/12/2025 - Última Semana de LiquidezAgenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:00 – BRA – IBC-Br
10:30 – USA – Índice Empire State de Atividade Industrial
Agenda de Autoridades:
11:30 – USA – Stephen Miran, governador do Fed (Vota), discursa sobre as perspectivas da inflação em um evento organizado pela Universidade Columbia.
12:30 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), participa de uma discussão sobre crescimento econômico no evento organizado pela Associação de Banqueiros de Nova Jersey
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLF2026
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — voltam a operar em alta nesta segunda-feira, após a forte correção do setor de tecnologia observada na última sexta-feira.
No pregão anterior, o dólar interrompeu sua sequência de quedas, apoiado pela alta nos rendimentos dos Treasuries. O movimento ganhou força após declarações dos presidentes do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, e de Chicago, Austan Goolsbee — ambos votantes em 2025 — que reiteraram posição contrária ao corte de juros na última reunião, citando a inflação ainda elevada. Goolsbee afirmou que aguardar até o primeiro trimestre de 2026 pode trazer maior segurança quanto à desaceleração dos preços, embora siga otimista com cortes relevantes ao longo do próximo ano.
Em contraponto, Mary Daly, do Fed de São Francisco, avaliou que o corte recente foi necessário para equilibrar riscos e cumprir plenamente o mandato duplo do banco central.
Na sexta-feira, os traders realizaram lucros nas principais ações ligadas à inteligência artificial, revertendo o movimento de máximas recentes e pressionando os mercados globais. O Nasdaq 100 chegou a cair 1,7%, enquanto a Broadcom NASDAQ:AVGO despencou 11,5% após divulgar um guidance considerado fraco, reacendendo dúvidas sobre a sustentabilidade do rali em IA.
A Oracle NYSE:ORCL também contribuiu para o mau humor ao adiar a conclusão de parte dos data centers destinados à OpenAI de 2027 para 2028, levando suas ações a uma queda de 4,5%, enquanto a Nvidia NASDAQ:NVDA recuou 3,3%.
Ao longo da semana, uma bateria de indicadores econômicos — incluindo Payroll, IPC e PCE — será divulgada, oferecendo uma leitura mais clara sobre o ritmo da economia americana e ajudando a orientar tanto os mercados quanto as próximas decisões do Federal Reserve.
Europa
As ações europeias — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em alta nesta segunda-feira, com o índice espanhol Ibex 35 ACTIVTRADES:ESP35 renovando sua máxima histórica.
A semana será marcada por uma agenda carregada, com a divulgação de dados econômicos atrasados dos Estados Unidos, incluindo Payroll, IPC e PCE, além de importantes decisões de política monetária na Europa e no Japão.
No continente europeu, o Banco da Inglaterra deve reduzir a taxa de juros em 25 pontos-base, para 3,75%, enquanto o Banco Central Europeu tende a manter os juros inalterados. A expectativa de estabilidade também se estende ao Riksbank, da Suécia, e ao Norges Bank, da Noruega.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados acionários da Ásia-Pacífico iniciaram a semana em queda, acompanhando o movimento negativo observado em Wall Street, em meio à persistente preocupação dos traders com os níveis elevados de valuation das empresas de tecnologia.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI liderou as perdas na região, com recuo de 1,8%. As ações das fabricantes de chips de memória SK Hynix e Samsung Electronics caíram 3% e 3,8%, respectivamente. Em Taiwan, a TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, recuou 2%, pressionando o TWSE 50 FTSE:TW50 , que caiu 1%.
No Japão, o Nikkei TVC:NI225 caiu 1,3%, apesar de 130 das 225 empresas do índice terem fechado em alta. Ainda assim, as quedas foram mais concentradas e intensas em empresas de tecnologia: SoftBank Group recuou 6% e Advantest despencou 6,4%, respondendo juntas por cerca de 560 pontos da queda total de 668 pontos do índice. Para Fumika Shimizu, da Nomura Securities, “não se trata de uma fraqueza generalizada em todos os setores, mas sim de um movimento claro de rotação setorial”.
Para a próxima sexta-feira, cresce a expectativa de que o Banco do Japão eleve a taxa de juros em 25 pontos-base, de 0,50% para 0,75%. O cenário foi reforçado pela pesquisa Tankan, que mostrou a confiança das grandes indústrias no maior nível em quatro anos. Em antecipação, as ações do setor bancário japonês subiram cerca de 2%, beneficiadas pela perspectiva de margens mais elevadas.
Na China, os principais índices — Shenzhen SZSE:399001 , Hang Seng HSI:HSI , China A50 FTSE:XIN9 e Shanghai SSE:000001 — recuaram até 1,3%. O movimento veio após dados fracos de atividade: as vendas no varejo desaceleraram para 1,3%, ante 2,9% anteriormente, enquanto a produção industrial avançou 4,8% em novembro, abaixo dos 4,9% do mês anterior e aquém da expectativa de 5%.
Dados oficiais divulgados hoje na China mostraram que os preços de imóveis novos voltaram a cair em novembro, reforçando a avaliação de que a recuperação da demanda segue frágil, apesar das reiteradas promessas do governo de estabilizar o setor imobiliário.
No front corporativo, a incorporadora estatal China Vanke anunciou que convocará uma assembleia de detentores de títulos após não conseguir a aprovação dos acionistas para prorrogar, por um ano, o vencimento de bônus que expiram hoje. O episódio elevou o risco de inadimplência e reacendeu as preocupações em torno de um setor que continua em crise.
Para Jeff Zhang, da Morningstar, um eventual default da Vanke teria implicações relevantes: “Se a empresa entrar em inadimplência, as ramificações para o setor imobiliário chinês podem ser significativas. Os investidores tenderiam a ficar ainda mais cautelosos com a saúde dos balanços e, sobretudo, com a disposição do governo em promover resgates, mesmo no caso de empresas consideradas ‘seguras’.”
Na Austrália, o ASX ASX:XJO caiu 0,7%, em um pregão marcado por forte comoção após o país registrar o pior ataque com arma de fogo em mais de 30 anos, que deixou ao menos 16 mortos.
O Gigante do Aço Japonês Vencerá a Guerra Verde?A Nippon Steel Corporation encontra-se numa encruzilhada crítica, executando uma transformação radical de produtor doméstico japonês para uma potência global de materiais. A empresa visa 100 milhões de toneladas de capacidade global de aço bruto sob o seu "Plano de Gestão de Médio a Longo Prazo 2030", buscando 1 trilhão de ienes em lucro comercial subjacente anual. No entanto, essa ambição colide com obstáculos formidáveis: a aquisição politicamente contestada da U.S. Steel por US$ 14,1 bilhões enfrenta oposição bipartidária, apesar do status de aliado do Japão, enquanto a retirada estratégica da China, incluindo a dissolução de uma joint venture de 20 anos com a Baosteel, sinaliza um pivô decisivo de "de-risking" em direção às estruturas de segurança ocidentais.
O futuro da empresa depende da sua expansão agressiva na Índia através da joint venture AM/NS India, que planeja triplicar a capacidade para 25-26 milhões de toneladas até 2030. Simultaneamente, a NSC está usando como arma o seu domínio de propriedade intelectual em aço elétrico, crítico para motores de VE, através de litígios de patentes sem precedentes, processando até mesmo o grande cliente Toyota para proteger tecnologia proprietária. Esse fosso tecnológico, exemplificado por marcas como "HILITECORE" e "NSafe-AUTOLite", posiciona a NSC como um fornecedor indispensável na revolução global de eletrificação e redução de peso automotivo.
No entanto, ameaças existenciais pairam. A estratégia de descarbonização "NSCarbolex" requer despesas de capital massivas de 868 bilhões de ienes apenas para fornos elétricos a arco, enquanto tenta a transição para a tecnologia não comprovada de redução direta de hidrogênio até 2050. O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) da Europa ameaça taxar as exportações da NSC até a inviabilidade. O ataque cibernético de março de 2025 à subsidiária NSSOL expôs vulnerabilidades digitais à medida que a tecnologia operacional converge com os sistemas de TI. A NSC enfrenta um trilema estratégico: equilibrar o crescimento em mercados protegidos, garantir a segurança através da dissociação da cadeia de suprimentos e fazer investimentos em sustentabilidade que ameaçam a solvência a curto prazo.
Comentário Técnico Semanal 12/12/25Fechamento de mês é o momento de fazer o Global Review, onde analiso os principais mercados do mundo e em busca de um panorama abrangente. Compreender o big picture traz insights para ajudar nos desdobramentos de curto prazo.
Também faço o comentário técnico semanal, onde observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
Trading by the Calendar: Patterns That Repeat Year After YearSazonalidade no Trading: Quando o Calendário Importa Mais que as Notícias
Os mercados não se movem apenas por notícias e macroeconomia. Existem padrões que se repetem ano após ano na mesma época. Os traders chamam isso de sazonalidade, e ignorá-la é como operar de olhos vendados.
A sazonalidade funciona em todos os mercados. Ações, commodities, moedas e até criptomoedas. As razões variam: ciclos fiscais, condições climáticas, relatórios financeiros, psicologia das massas. Mas o resultado é o mesmo — movimentos de preço previsíveis em meses específicos.
Efeito Janeiro: Ano Novo, Dinheiro Novo
Janeiro frequentemente traz crescimento aos mercados de ações. Especialmente para ações de pequena capitalização.
A mecânica é simples. Em dezembro, investidores cristalizam perdas para otimização fiscal. Vendem posições perdedoras para compensar prejuízos. A pressão de venda empurra os preços para baixo. Em janeiro, essas mesmas ações são recompradas. O dinheiro retorna ao mercado, os preços sobem.
As estatísticas confirmam o padrão. Desde os anos 1950, janeiro mostra retornos positivos com mais frequência que outros meses. O índice Russell 2000 supera o S&P 500 em média 0,8% em janeiro. Não é uma diferença enorme, mas consistente.
Tem um porém. O efeito janeiro está enfraquecendo. Muita gente sabe sobre ele. O mercado precifica o padrão antecipadamente, espalhando o movimento entre dezembro e janeiro. Mas não desaparece completamente.
Venda em Maio e Vá Embora
Um velho ditado do mercado. Venda em maio, volte em setembro. Ou outubro, dependendo da versão.
Os meses de verão são tradicionalmente mais fracos para ações. De maio a outubro, o retorno médio do mercado americano fica em torno de 2%. De novembro a abril — mais de 7%. Quase quatro vezes mais.
Existem várias razões. Os volumes de negociação caem no verão. Traders tiram férias, investidores institucionais reduzem atividade. Baixa liquidez amplifica a volatilidade. O mercado fica nervoso.
Além da psicologia. O verão traz um clima relaxado. Menos atenção aos portfólios, menos compras. O outono traz atividade empresarial. Empresas publicam relatórios, investidores retornam, o dinheiro flui de volta.
O padrão não funciona todo ano. Existem exceções. Mas nos últimos 70 anos, as estatísticas são teimosas — os meses de inverno são mais lucrativos que o verão.
Rally do Papai Noel
A última semana de dezembro frequentemente agrada os touros. Os preços sobem sem razões óbvias.
O efeito é chamado de Santa Claus Rally. O mercado americano mostra crescimento durante esses dias em 79% dos casos desde 1950. O ganho médio é pequeno, cerca de 1,3%, mas estável.
Existem muitas explicações. Otimismo pré-feriado, baixos volumes de negociação, compras com bônus de fim de ano. Investidores institucionais entram em férias, traders de varejo tomam a iniciativa. O clima é festivo, ninguém quer vender.
Existe uma estatística interessante. Se não houver rally do Papai Noel, o ano seguinte frequentemente começa mal. Os traders percebem a ausência de crescimento como sinal de alerta.
Commodities e Clima
Aqui a sazonalidade funciona com mais força. A natureza dita as regras.
As culturas de grãos dependem do plantio e da colheita. Os preços do milho geralmente sobem na primavera, antes do plantio. A incerteza é alta — como será o clima, quanto será plantado. No verão, a volatilidade atinge o pico, qualquer seca ou inundação move os preços. No outono, após a colheita, a oferta aumenta, os preços caem.
O gás natural segue o ciclo de temperatura. No inverno, a demanda por aquecimento empurra os preços para cima. No verão, a demanda cai, os estoques de gás se enchem, os preços caem. Agosto-setembro frequentemente dão um mínimo local. Outubro-novembro — crescimento antes da temporada de aquecimento.
O petróleo é mais complexo. Mas padrões existem aqui também. No verão, a demanda por gasolina aumenta durante a temporada de férias e viagens rodoviárias. Os preços do petróleo geralmente se fortalecem no segundo trimestre. No outono, após o pico do verão, a correção frequentemente segue.
Mercado de Moedas e Fim de Trimestre
O Forex é menos sazonal que commodities ou ações. Mas padrões existem.
O fim de trimestre traz volatilidade. Empresas repatriam lucros, fundos hedge fecham posições para relatórios. Os volumes de conversão de moedas disparam. O dólar frequentemente se fortalece nos últimos dias de março, junho, setembro e dezembro.
Janeiro é interessante para o iene. Empresas japonesas iniciam seu novo ano fiscal, repatriam lucros. A demanda por iene cresce, USD/JPY frequentemente cai.
Os dólares australiano e neozelandês estão atrelados a commodities. Sua sazonalidade espelha os padrões do mercado de commodities.
Criptomoedas: Mercado Novo, Padrões Antigos
O mercado cripto é jovem, mas a sazonalidade já está emergindo.
Novembro e dezembro são frequentemente altistas para o Bitcoin. Desde 2013, esses meses mostram crescimento em 73% dos casos. O retorno médio é cerca de 40% em dois meses.
Setembro é tradicionalmente fraco. Nos últimos 10 anos, o Bitcoin caiu em setembro 8 vezes. A perda média é cerca de 6%.
As explicações variam. Ciclos fiscais, fechamentos trimestrais de fundos institucionais, âncoras psicológicas. O mercado é jovem, os padrões podem mudar. Mas as estatísticas funcionam por enquanto.
Por Que a Sazonalidade Funciona
Três razões principais.
Primeira — ciclos institucionais. Relatórios, impostos, bônus, rebalanceamento de portfólio. Tudo está amarrado ao calendário. Quando bilhões se movem conforme o cronograma, os preços seguem o dinheiro.
Segunda — psicologia. As pessoas pensam em ciclos. Ano novo, novos objetivos. Verão, hora de descansar. Inverno, hora de fazer balanço. Esses padrões influenciam decisões de trading.
Terceira — profecia autorrealizável. Quando traders suficientes acreditam na sazonalidade, ela começa a funcionar por conta própria. Todo mundo compra em dezembro esperando um rally — o rally acontece.
Como Usar a Sazonalidade
A sazonalidade não é uma estratégia, é um filtro.
Você não precisa comprar ações só porque janeiro chegou. Mas se você tem uma posição comprada, o vento sazonal nas costas adiciona confiança. Se você planeja abrir uma venda em dezembro, as estatísticas sazonais estão contra você — vale esperar ou procurar outra ideia.
A sazonalidade funciona melhor em índices amplos. ETFs do S&P 500 ou Russell 2000 seguem padrões mais confiavelmente que ações individuais. Uma única empresa pode disparar ou despencar em qualquer mês. Um índice é mais previsível.
Combine com análise técnica. Se janeiro é historicamente altista mas o gráfico mostra rompimento para baixo — confie no gráfico. A sazonalidade dá probabilidade, não garantia.
Considere as mudanças. Os padrões enfraquecem quando todos sabem sobre eles. O efeito janeiro hoje não é tão brilhante quanto 30 anos atrás. Os mercados se adaptam, a arbitragem estreita.
Armadilhas da Sazonalidade
O erro principal é confiar apenas no calendário.
2020 quebrou todos os padrões sazonais. A pandemia virou os mercados de cabeça para baixo, as estatísticas do passado não funcionaram. Eventos extremos são mais fortes que a sazonalidade.
Não faça média. "Em média, janeiro cresce 2%" parece bom. Mas se 6 de 10 anos viram crescimento de 8% e 4 anos viram queda de 10%, a média é inútil. Olhe mediana e frequência, não apenas média.
Comissões comem a vantagem. Se um efeito sazonal dá 1-2% de lucro e você paga 0,5% pela entrada e saída, resta pouco. Estratégias sazonais funcionam melhor para investidores de longo prazo.
Ferramentas para Trabalhar
Dados históricos são a fundação. Sem eles, sazonalidade é apenas rumor.
Backtests mostram se um padrão funcionou no passado. Mas o passado não garante o futuro. Os mercados mudam, a estrutura muda.
Calendários de eventos econômicos ajudam a entender as causas da sazonalidade. Quando relatórios trimestrais são publicados, quando dividendos são pagos, quando períodos fiscais fecham.
Muitos traders usam indicadores para rastrear padrões sazonais ou simplesmente acham conveniente ter a visualização de dados históricos diretamente no gráfico.
How to Spot Reliable Support and Resistance LevelsComo Encontrar Níveis de Suporte e Resistência Que Funcionam de Verdade
O preço nunca se move em linha reta. Ele salta de barreiras invisíveis, pausa, reverte. Essas barreiras são chamadas de níveis de suporte e resistência.
Parece simples. Mas traders frequentemente traçam linhas onde elas não existem. Ou perdem zonas verdadeiramente fortes. Vamos descobrir como encontrar níveis onde o preço reage repetidamente.
O Que São Suporte e Resistência
Imagine uma bola jogada em uma sala. Ela bate no chão e no teto. O chão é suporte, o teto é resistência.
O suporte funciona de baixo. Quando o preço cai para essa zona, compradores se ativam. Eles consideram o ativo barato e começam a comprar. A queda desacelera ou para.
A resistência funciona de cima. O preço sobe, alcança uma certa altura, e vendedores acordam. Alguns realizam lucros, outros acham o ativo supervalorizado. O crescimento desacelera.
Por Que os Níveis Funcionam
Milhares de traders olham para o mesmo gráfico. Muitos veem os mesmos pontos de reversão no passado.
Quando o preço se aproxima dessa zona novamente, traders lembram. Alguns colocam ordens pendentes de compra no suporte. Outros se preparam para vender na resistência. Isso se torna uma profecia autorrealizável.
Quanto mais pessoas notaram o nível, mais forte ele é.
Onde Procurar Suporte e Resistência
Comece com gráficos semanais ou diários. Diminua o zoom para ver histórico de vários meses ou anos.
Procure lugares onde o preço reverteu várias vezes. Não um salto, mas dois-três-quatro. Quanto mais vezes o preço reagiu a um nível, mais confiável ele é.
Olhe para números redondos. A psicologia do trader funciona de forma que níveis como 100, 1000, 50 atraem atenção. Ordens se acumulam ao redor dessas marcas.
Procure máximas e mínimas antigas. Um pico de 2020 pode se tornar resistência em 2025. Um fundo de crise se transforma em suporte um ano depois.
Desenhando Níveis Corretamente
Um nível não é uma linha fina. É uma zona de vários pontos ou porcentagem de largura.
O preço raramente salta de uma marca exata. Ele pode romper um nível por alguns pontos, coletar stop-losses e retornar. Ou parar um pouco antes.
Desenhe uma linha horizontal através dos corpos das velas, não através dos pavios. Pavios mostram picos emocionais de curto prazo. O corpo da vela é onde o preço fechou. Onde traders concordaram em um compromisso.
Não bagunce seu gráfico com cem linhas. Mantenha 3-5 níveis mais óbvios. Se você desenhou 20 linhas, metade delas não funciona.
Como Verificar a Força do Nível
Conte os toques. Três saltos são mais confiáveis do que um. Cinco saltos - essa é uma zona poderosa.
Olhe para o volume. Se há muita negociação em um nível, isso confirma sua significância. Grande volume mostra que grandes jogadores estão ativos aqui.
Preste atenção ao tempo. Um nível que funcionou cinco anos atrás pode perder força. Níveis frescos geralmente são mais fortes do que antigos.
Quando um Nível se Rompe
Um rompimento acontece quando o preço fecha além do nível. Não apenas tocou com um pavio, mas fechou.
Após um rompimento, suporte se torna resistência. E vice-versa. Isso é chamado de mudança de polaridade. Traders que compraram no suporte antigo agora sentam em perdas e esperam retorno ao ponto de entrada para sair sem perdas.
Um rompimento deve ser confirmado. Uma vela além do nível ainda não é um rompimento. Espere o dia fechar, verifique o volume, confirme que o preço não retornou.
Rompimentos falsos acontecem o tempo todo. Grandes jogadores deliberadamente derrubam stops para coletar liquidez.
Erros Comuns
Traders desenham níveis em pequenos prazos. Um gráfico de cinco minutos está cheio de ruído. Níveis de gráficos horários ou diários funcionam melhor.
Traders ignoram contexto. Suporte em uma tendência de alta é mais forte do que em uma tendência de baixa. Resistência em um mercado em queda rompe mais facilmente.
Traders entram exatamente no nível. Melhor esperar por um salto e confirmação. O preço pode romper um nível por vários pontos, derrubar seu stop, depois reverter.
Níveis Diagonais
Suporte e resistência não são apenas horizontais. Linhas de tendência funcionam como níveis dinâmicos.
Em uma tendência de alta, desenhe uma linha através das mínimas. O preço saltará dessa linha para cima.
Em uma tendência de baixa, conecte as máximas. A linha se torna resistência dinâmica.
Linhas de tendência se rompem assim como níveis horizontais. Um rompimento de linha de tendência frequentemente sinaliza uma reversão de tendência.
Combinando com Outras Ferramentas
Níveis não funcionam isoladamente. Sua força cresce quando coincidem com outros sinais.
Um nível em um número redondo + aglomerado de saltos passados + zona de sobrecompra em um oscilador - essa é uma combinação poderosa para encontrar reversões.
Traders frequentemente adicionam indicadores técnicos aos seus gráficos para ajudar a confirmar a reação do preço nos níveis. Isso torna a análise mais confiável e reduz sinais falsos.
Ouro Mantem Tendencia Altista com Fed Mais Dovish
Os preços do ouro subiram e atingiram um máximo de várias semanas nas negociações da manhã de sexta-feira, ultrapassando o nível dos 4.300 dólares. O metal precioso está a encontrar suporte na fraqueza do dólar norte-americano, que na quinta-feira caiu para o valor mais baixo das últimas sete semanas. A moeda americana encontra-se sob pressão, à medida que a perspetiva para a Reserva Federal se torna cada vez mais dovish, em meio a sinais de desaceleração económica, pressão política por parte da Casa Branca para baixar juros e ao reconhecimento, por parte do presidente Jerome Powell, no final da reunião desta semana, de que o mercado laboral dos EUA enfrenta riscos significativos em baixa. O ouro continua a beneficiar desta dinâmica devido à correlação inversa entre os dois ativos. Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica na Ucrânia e as fissuras cada vez mais visíveis na aliança transatlântica estão a reforçar o apelo de refúgio seguro do metal precioso. Neste contexto, o caminho de menor resistência para o ouro continua a ser em sentido ascendente, com os investidores atentos aos discursos públicos agendados para esta sexta-feira por membros sénior do FOMC.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Zones for WINZ25 Today 12-12-25
Regiões Importantes:
-Ponto CENTRAL: 159.620
-Zona Média SUPERIOR: 161.405
-Zona Média INFERIOR: 157.830
Fibonacci _ Retrações:
160.455 (≈23.6%)
157.160 (≈38.2%)
154.495 (≈50.0%)
-151.825 (≈61.8%)
148.035 (≈78.6%)
Disclaimer
Planejar e executar uma operação no contrato de WIN requer atenção aos detalhes, uma estratégia bem definida e o comprometimento com o seu operacional. Os aspectos mencionados acima são elaborados com o intuito educacional e não são uma recomendação deste analista. Os estudos realizados neste artigo refletem, única e exclusivamente, as opiniões pessoais do analista. Reforço, turma, que não são recomendações de compra e(ou) venda de qualquer ativo. Este estudo foi feito pelo Analista de Valores Mobiliários - Pessoa Natural (Autônomo) - José Nazaré Alves Neto (CNPI-T 9820), nos termos da Resolução CVM no 20/2021 conforme previsto no art. 3o, inc. I. O conteúdo deste estudo não é garantia ou promessa de desempenho real, pois dados e retornos passados não são garantia de resultado futuro. Importante ressaltar que operar no mercado financeiro envolve riscos e não há nada que possa garantir rentabilidade.
BTC Em formação de OCO ? Só eu que ainda não usava esse gráfico?No gráfico semanal do Bitcoin, é possível visualizar uma possível formação de ombro-cabeça-ombro, embora isso ainda dependa dos próximos movimentos. O ombro esquerdo e o topo da cabeça parecem já ter se formado, mas como se trata de um gráfico semanal, o desenvolvimento é lento e requer paciência para confirmação. Não se trata de torcer para que a figura se confirme ou não. Quando interpretamos candles e padrões gráficos, é essencial manter a neutralidade e evitar que expectativas pessoais ou o ego influenciem a leitura.
Analisar gráficos não é um jogo de acertos ou erros, mas sim um exercício de interpretação que envolve avaliar cenários, traçar possibilidades e, principalmente, saber como agir caso um padrão se confirme ou falhe. É isso que diferencia uma leitura madura: o que fazemos quando o mercado valida o que vemos e o que fazemos quando ele segue outro caminho. Fico aberto a interpretações divergentes, observações críticas ou contribuições construtivas. O importante é manter o respeito e o aprendizado. Acompanhemos juntos a próxima movimentação do Bitcoin no gráfico semanal, atentos às possibilidades e conscientes das incertezas que fazem parte do mercado.
Como essa metodologia de plotagem da cotação me é novidade, resolvi compartilhar o link onde explica sobre o gráfico.
Mais uma vez sou grato a essa excelente plataforma que até nisso, pensou
www.tradingview.com
Disclaimer : Esta análise tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Faça sempre sua própria avaliação antes de investir.
Platinum Market 2025: Deficit and Hydrogen BoomEstará o mundo a caminhar sonâmbulo para uma catástrofe da platina?
A economia global está a entrar numa era precária definida pelo nacionalismo de recursos, onde a aliança BRICS+ consolidou efetivamente o controlo sobre minerais críticos, incluindo a vasta maioria da produção primária de platina. À medida que a fragmentação geopolítica se aprofunda, o Ocidente enfrenta uma vulnerabilidade estratégica severa, dependendo fortemente de adversários como a Rússia e a China para os metais essenciais à sua transição verde. Esta dependência é agravada pela transformação do comércio em arma, com controlos de exportação sobre outros minerais estratégicos a sinalizar que a platina — um metal crítico para células de combustível de hidrogénio e eletrólise — poderá ser o próximo alvo numa iminente estratégia de "cartel de mercadorias".
Simultaneamente, o mercado debate-se com um défice de oferta severo e estrutural, projetado para atingir umas críticas 850.000 onças até 2025. Esta escassez é impulsionada pelo colapso da produção primária na África do Sul, onde uma infraestrutura energética em ruínas, instabilidade laboral e falhas logísticas estão a estrangular a produção. A situação é exacerbada por um "abismo na reciclagem", à medida que as pressões económicas reduzem o abate de veículos antigos, secando as linhas de fornecimento secundário precisamente quando os inventários de superfície estão a ser rapidamente esgotados.
Apesar destes choques na oferta, a procura está preparada para um tsunami impulsionado pela economia do hidrogénio, onde a platina é o catalisador indispensável para eletrolisadores de Membrana de Troca de Protões (PEM) e veículos pesados a célula de combustível. Embora os investidores tenham historicamente visto a platina através da lente estreita dos motores de combustão interna, a procura resiliente de veículos híbridos e as rigorosas regulamentações de emissões Euro 7 garantem que a utilização automóvel permanece robusta. Além disso, prevê-se que o setor do hidrogénio cresça a uma impressionante taxa anual composta (CAGR) de 32% até 2030, criando uma procura estrutural inteiramente nova que a cadeia de abastecimento atual não consegue satisfazer.
Em última análise, o artigo argumenta que a platina está drasticamente mal avaliada, sendo negociada com um desconto profundo apesar do seu imperativo estratégico e valor monetário como ativo real. A convergência da destruição da oferta, alavancagem geopolítica e procura verde exponencial sinaliza a chegada de um "Superciclo da Platina". Com a guerra cibernética a representar um risco invisível adicional para a infraestrutura mineira e a China a assegurar agressivamente o domínio de patentes na tecnologia do hidrogénio, a janela para adquirir este ativo subvalorizado está a fechar-se, posicionando a platina como a potencial "negociação de topo" da próxima década.
Morning Call - 11/12/2025 - Oracle Despenca 11%Agenda de Indicadores:
BRA – O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do TCU, Vital do Rego, participam de seminário na Câmara sobre arcabouço fiscal.
9:00 – BRA – Vendas no Varejo
10:30 – USA – Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego
10:30 – USA – Balança Comercial
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 30 anos
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLF2026
Copom Mantém Cautela e Segue Sem Sinalizar Corte em Janeiro
O Copom manteve a taxa Selic em 15%, conforme amplamente esperado, e o comunicado divulgado após a reunião reforçou uma postura conservadora, sem qualquer indicação de que o ciclo de cortes possa começar já no encontro de 28 de janeiro.
A mensagem central permaneceu praticamente inalterada. O Comitê descreve um ambiente de expectativas desancoradas, projeções de inflação ainda elevadas, atividade econômica mais resiliente e pressões persistentes no mercado de trabalho. Diante desse quadro, reforça a necessidade de manter a política monetária em “patamar significativamente contracionista por um período bastante prolongado” — mantendo o “bastante”, que o mercado monitora de perto.
O comunicado também preservou o alerta de que o Copom “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste” caso julgue apropriado, deixando explícito que o viés segue hawkish.
Apesar do tom rígido, o Banco Central reconheceu alguns pontos que jogam a favor de uma postura menos restritiva adiante. O texto menciona o PIB do 3º trimestre, que mostrou estagnação do consumo e desaceleração dos serviços, indicando perda de ímpeto da economia, um fator tipicamente dovish. O conjunto de novas projeções de inflação também vai nessa direção:
IPCA 2T/2027 (Horizonte relevante): projeção recua de 3,3% para 3,2%, muito próximo da meta de 3%.
IPCA 2025: revisado de 4,6% para 4,4%, agora abaixo do teto da meta (4,5%).
IPCA 2026: queda de 3,6% para 3,5%.
Dólar projetado para 2025: baixa de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Essas revisões reforçam a percepção de que a inflação está convergindo, ainda que de forma gradual.
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — operam em queda nesta quinta-feira, pressionados pelo desempenho fraco do setor de tecnologia após o balanço decepcionante da Oracle e pela crescente percepção de que o Federal Reserve poderá interromper o ciclo de cortes de juros.
No mercado de juros, os contratos futuros de Fed Funds apontam para cerca de 80% de probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto parte dos traders passa a enxergar abril como o mês mais provável para um eventual reinício das reduções.
Balanço da Oracle Decepciona e Ação Despenca no Pré-Market
As ações da Oracle recuam quase 11% no pré-market em Nova York, após a companhia divulgar um balanço que frustrou as expectativas, apesar do lucro reportado ter vindo acima do consenso.
No segundo trimestre, a Oracle apresentou um lucro ajustado de US$ 2,26 por ação, superando com folga os US$ 1,64 esperados. Porém, esse resultado foi impulsionado por um ganho extraordinário de US$ 2,7 bilhões antes dos impostos, decorrente da venda de sua participação na desenvolvedora de chips Ampere Computing.
A receita total somou US$ 16,06 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção média de US$ 16,21 bilhões, reforçando a percepção de desaceleração.
No entanto, o que realmente provocou a forte reação negativa foi o anúncio de que os investimentos de capital (capex) para o ano fiscal de 2026 devem ser US$ 15 bilhões maiores que os US$ 35 bilhões estimados em setembro. Esse salto no capex, combinado a uma projeção de lucro e receita futura abaixo do esperado, sinaliza que o pesado investimento para competir no mercado de computação em nuvem com IA não está se traduzindo em rentabilidade no ritmo que Wall Street esperava.
Na prática, a Oracle está gastando muito mais para tentar ganhar escala em IA e cloud, mas a conversão disso em lucro parece mais lenta, colocando em dúvida a capacidade da empresa de acompanhar rivais como Microsoft, Amazon e Google.
Fed sinaliza pausa no ciclo de cortes de juros
Após três cortes consecutivos, o Federal Reserve enviou ontem o sinal mais claro até agora de que pode interromper o ciclo de afrouxamento monetário. A decisão acrescenta incerteza ao cenário de 2026, especialmente em um ambiente de inflação ainda resistente, dados econômicos distorcidos e uma iminente troca na liderança do banco central.
Na reunião desta quarta-feira, o Fed decidiu reduzir a taxa básica em 25 pontos-base, mas em uma votação bastante dividida:
9 votos a favor do corte de 25 pb
2 votos pela manutenção
1 voto defendendo corte de 50 pb
O recado final, porém, foi de que novas reduções não são garantidas. O comunicado e o gráfico de pontos indicam apenas um corte de 25 pb em 2026, o que deixaria a taxa na faixa de 3,25% a 3,50%.
O mercado, por outro lado, segue mais dovish, precificando dois cortes e encerrando 2026 entre 3,00% e 3,25%.
No dot plot, 6 dos 19 membros do Comitê votariam por não cortar na reunião de ontem, e 7 defendem manter a taxa atual em 2026, na faixa de 3,50%–3,75%. A distribuição reforça o racha interno e a perda de consenso dentro do FOMC.
O Fed destacou que parte dos indicadores recentes ainda carrega os efeitos do shutdown de 43 dias ocorrido entre outubro e novembro. A leitura dos próximos dados será crucial para determinar se a economia caminha para uma desaceleração do emprego, ou uma nova pressão inflacionária.
Essa incerteza se combina com a aproximação das eleições de meio de mandato, em que o presidente Donald Trump já pressiona publicamente por cortes mais agressivos.
Trump criticou o corte de ontem e o considerou “pequeno”, afirmando que a redução deveria ter sido maior. Em linha, Kevin Hassett, favorito para suceder Powell em 2026, afirmou na terça-feira que há “bastante espaço” para diminuir ainda mais os juros, o que reforça a expectativa de que a liderança do Fed pode se tornar tema central na política americana.
Comentários:
Brent Schutte, Northwestern Mutual: Sobre a política monetária “é extremamente imprevisível para onde iremos nos próximos seis a nove meses… Estamos vivendo um período atípico, com pressões de ambos os lados do mandato do Fed.”
Alex Morris, F/m Investments: Diante das incertezas, "vocês vão presenciar uma enorme volatilidade financeira entre agora e o final do ano que vem". Neste caso, Morris tem defendido posições em títulos, estendendo o prazo de seus investimentos.
Boa parte dos traders, porém, não vê a possível pausa como um risco imediato, desde que a economia continue resiliente.
Chris Grisanti, MAI Capital: "Espero que NÃO haja cortes nas taxas de juros em 2026, porque isso significaria que a economia está enfraquecendo. Prefiro uma economia sólida e nenhum corte adicional",
Europa
As ações europeias — ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam com desempenho moderado nesta quinta-feira, em um pregão marcado por movimentos assimétricos entre setores.
O segmento de tecnologia recua, refletindo o impacto do balanço fraco da Oracle, que contaminou o sentimento global para empresas ligadas à computação em nuvem e inteligência artificial. Por outro lado, companhias de outros setores apresentam desempenho mais resiliente, mesmo com os traders ajustando as apostas para uma possível manutenção dos juros pelo Federal Reserve em janeiro, após o sinal recente de pausa no ciclo de cortes.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico — Kospi TVC:KOSPI , TWSE 50 FTSE:TW50 , Shenzhen SZSE:399001 , Hang Seng HSI:HSI , China A50 FTSE:XIN9 , Shanghai SSE:000001 e Nikkei TVC:NI225 — fecharam em baixa nesta quinta-feira, refletindo o tom mais cauteloso após o Federal Reserve indicar uma pausa no ciclo de cortes de juros. O sentimento negativo foi reforçado pelo balanço abaixo das expectativas da Oracle, que voltou a pressionar as ações de tecnologia em toda a região.
O setor foi destaque entre as quedas. No Japão, as ações do SoftBank Group despencaram 7,69%, liderando as perdas no Nikkei. Em Taiwan, a TSMC recuou 2,3%, enquanto na Coreia do Sul a SK Hynix caiu 3,7%, em meio ao enfraquecimento do apetite por empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
A única exceção positiva no continente foi a Austrália: o índice ASX ASX:XJO fechou em leve alta, apoiado pela taxa de desemprego que permaneceu estável em 4,3%, contrariando a expectativa de deterioração no mercado de trabalho local.
Pressao Sobre o Dolar Aumenta Apos Decisao Dividida da Fed
O dólar norte-americano caiu durante as últimas 24 horas, perdendo mais de meio por cento face a um cabaz de outras divisas principais. A quedas seguiu-se à conclusão da reunião do FOMC da Reserva Federal que, como amplamente esperado, resultou num corte de 25 pontos base na taxa de juro. A decisão não foi unânime, com alguns responsáveis da Fed a adotarem uma postura hawkish e a votarem contra a redução dos custos do crédito. Falando após o anúncio, Jerome Powell salientou riscos significativos em baixa no mercado laboral dos EUA, mantendo em aberto a possibilidade de novos cortes em 2026. Após as suas declarações, os mercados monetários passaram a incorporar expectativas de pelo menos mais um corte de juros no próximo ano, embora os traders considerem improvável que tal aconteça na reunião de janeiro. Este cenário mantém o caminho de menor resistência para o dólar inclinado para a desvalorização, sendo que quaisquer dados económicos dececionantes poderão aprofundar as perdas da moeda. Neste contexto, os investidores estarão atentos à divulgação, ainda hoje, dos pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA. Um número abaixo do esperado poderá ajudar a limitar as perdas do dólar, enquanto um aumento de novos requerentes acima da leitura anterior poderá reforçar a perspetiva dovish para a Fed e exercer maior pressão sobre a moeda norte-americana.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Regiões Importantes para o WINZ25 – HOJE (10/12/2025)!Planejamento e Organização
• Com base em métricas autorais estabeleço regiões para que sejam observadas em suas operações, de acordo com o seu operacional. Respeite sempre o seu operacional (o seu setup)!
• As regiões não são recomendações! Não façam compras ou vendas nas regiões apresentadas neste artigo. Elas servem como estudo de mercado para auxiliar o seu entendimento do momentum.
• Operações intraday (que iniciam e encerram no mesmo pregão) são de altíssimo risco e com bastante volatilidade. Além dos movimentos do ativo fique atento(a) as principais notícias durante o pregão.
Regiões Importantes
• Leia todo o conteúdo acima!
• Ponto CENTRAL | 157.775 |
• Zona Média SUPERIOR: |160.920|
• Zona Média INFERIOR: |154.630|
Fibonacci _ Retrações [- swing | week -]
• 160.455 (≈23.6%)
• 157.160 (≈38.2%)
• 154.495 (≈50.0%)
• 151.825 (≈61.8%)
• 148.035 (≈78.6%)
Disclaimer
Planejar e executar uma operação no contrato de WIN requer atenção aos detalhes, uma estratégia bem definida e o comprometimento com o seu operacional. Os aspectos mencionados acima são elaborados com o intuito educacional e não são uma recomendação deste analista. Os estudos realizados neste artigo refletem, única e exclusivamente, as opiniões pessoais do analista. Reforço, turma, que não são recomendações de compra e(ou) venda de qualquer ativo. Este estudo foi feito pelo Analista de Valores Mobiliários - Pessoa Natural (Autônomo) - José Nazaré Alves Neto (CNPI-T 9820), nos termos da Resolução CVM no 20/2021 conforme previsto no art. 3o, inc. I. O conteúdo deste estudo não é garantia ou promessa de desempenho real, pois dados e retornos passados não são garantia de resultado futuro. Importante ressaltar que operar no mercado financeiro envolve riscos e não há nada que possa garantir rentabilidade.






















