O que esperar do COPOMO Banco Central do Brasil deve manter a Selic inalterada nesta quarta-feira, no maior patamar em quase duas décadas. A mensagem é clara: o ciclo de juros altos ainda está longe de terminar, e os investidores começam a se conformar com a ideia de que o custo do dinheiro continuará elevado por mais tempo do que se imaginava.
Sob a liderança de Gabriel Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve preservar a taxa básica em 15% pelo terceiro encontro consecutivo segundo a maior parte das opiniões do mercado. O consenso reflete uma virada de percepção: não se trata mais de quando os cortes começarão, mas por quanto tempo o Banco Central vai segurar as rédeas.
Nos bastidores, a visão é que Galípolo e seus colegas do conselho ainda estão desconfortáveis com a inércia inflacionária. Programas sociais e estímulos fiscais do governo ampliam a pressão sobre os gastos públicos, e qualquer sinal de afrouxamento prematuro poderia reacender a inflação.
Mesmo que o BC reconheça uma melhora marginal nas expectativas de preços, o tom seguirá restritivo. A maior questão é se isso abrirá caminho para um corte em dezembro. Os dados até permitem essa hipótese, mas acreditamos que o BC evitará sinalizar qualquer movimento antes que a inflação esteja claramente dentro da meta.
Economia resiliente, mas custo alto
O mercado de trabalho continua aquecido: a criação formal de empregos superou as projeções em setembro, e o desemprego segue em 5,6%, um dos menores níveis históricos. Essa resiliência, paradoxalmente, dá margem para o BC manter o aperto por mais tempo.
Desde o início do ciclo, o Banco Central elevou a Selic sete vezes seguidas, somando 4,5 pontos percentuais de alta, antes de interromper o movimento em junho. O objetivo era observar os efeitos do aperto sobre o custo de vida e, por enquanto, os resultados começam a aparecer.
A inflação de meados de outubro ficou em 4,94% em 12 meses, o menor nível desde o início de 2025. As projeções para 2025 a 2028 recuaram levemente, sinalizando que a trajetória caminha na direção certa.
Para o Índice Bovespa a decisão já está no preço, o mercado buscou máxima histórica no dia do COPOM e sobe mais de 25% no ano. A oportunidade está em setores de exportação e empresas dolarizadas (papel e celulose, mineração, proteína), que tendem a se beneficiar de eventual desvalorização cambial e desaceleração doméstica. Do outro lado da moeda, um BC mais duro mantém o real relativamente forte, já que o diferencial de juros com os EUA segue alto. Isso atrai carry trade via USDJPY, mas não garante fluxo de capital para a bolsa.
Cautela até 2026
Ainda assim, a mensagem do Copom deve ser firme: a convergência da inflação à meta vem antes de qualquer afrouxamento. A ideia de um corte antecipado perde força a cada nova reunião.
Em outras palavras, o Brasil pode conviver com juros de dois dígitos por boa parte de 2026. E, para um mercado que se acostumou a sonhar com cortes rápidos, a realidade é que o Banco Central agora está sob um novo comando, mas o mesmo pragmatismo não parece disposto a correr riscos.
Além da Análise Técnica
Quando o Progresso Anda para Trás?A UniQure N.V. sofreu uma queda catastrófica de 75% em suas ações em novembro de 2025, após uma reversão inesperada da FDA em relação à sua terapia gênica para a doença de Huntington, AMT-130. Apesar de ter recebido a designação de Terapia Inovadora e a designação de Terapia Avançada em Medicina Regenerativa, a empresa soube em uma reunião pré-BLA que a FDA agora considera seus dados de Fase I/II, que se basearam em controles externos do banco de dados de história natural Enroll-HD, insuficientes para aprovação. Isso contradisse orientações regulatórias anteriores e forçou a UniQure a abandonar sua submissão planejada para o 1º trimestre de 2026, destruindo imediatamente bilhões em capitalização de mercado e tornando obsoletas as projeções de receita de curto prazo.
A reversão regulatória reflete uma instabilidade mais ampla no Centro de Avaliação e Pesquisa de Biológicos da FDA (CBER), onde rotatividade de liderança e mudanças filosóficas criaram incerteza sistêmica em todo o setor de terapia gênica. A nova liderança do CBER, particularmente o Diretor Vinay Prasad, favorece padrões de evidência tradicionais em vez de vias aceleradas que dependem de endpoints substitutos ou controles externos. Esse endurecimento de políticas invalida estratégias de desenvolvimento que empresas de biotecnologia perseguiram com base em garantias regulatórias anteriores, demonstrando que designações de avanço não garantem mais a aceitação de designs de ensaios inovadores.
As consequências financeiras se estendem além do colapso imediato de valuation da UniQure. Cada ano de atraso regulatório erode a exclusividade de patentes. As patentes do AMT-130 expiram em 2035, destruindo diretamente o valor presente líquido. Análises sugerem que um atraso de três anos poderia tornar 33-66% das terapias para doenças raras não lucrativas, e a UniQure agora enfrenta a perspectiva de financiar ensaios controlados randomizados caros enquanto opera com margens de lucro negativas e receitas em declínio. As únicas hedges viáveis da empresa envolvem buscar aprovação por meio de reguladores europeus (EMA) ou da MHRA do Reino Unido, onde filosofias regulatórias podem se mostrar mais acolhedoras.
Este caso serve como um alerta crítico para todo o setor de terapia gênica: vias de aprovação acelerada estão se contraindo, ensaios de braço único usando controles externos enfrentam escrutínio aumentado, e acordos regulatórios anteriores carregam confiabilidade decrescente. Investidores agora devem precificar prêmios de risco regulatório significativamente mais altos nas avaliações de biotecnologia, particularmente para empresas dependentes de ativos únicos e metodologias de ensaios inovadoras. A experiência da UniQure confirma que, no investimento em biotecnologia, a previsibilidade regulatória, não apenas a inovação científica, determina a viabilidade comercial.
Temores de Bolha da IA e “Shutdown” nos EUA Impulsionam Ouro
Os preços do ouro subiram nas primeiras horas de negociação desta quarta-feira, beneficiando de uma maior procura por ativos de refúgio e aproximando-se do importante nível dos 4.000 dólares. Os investidores regressaram ao metal precioso a meio da semana, impulsionando uma recuperação num contexto de crescente aversão ao risco nos mercados financeiros. Os receios de uma bolha provocada pela inteligência artificial continuam a dominar a atenção dos investidores, à medida que um número crescente de vozes influentes alerta para a possibilidade de uma correção significativa nos preços das ações. Outro fator de apoio ao ouro é o atual “shutdown” do governo dos Estados Unidos, que impede a divulgação de alguns dados económicos importantes, aumentando a incerteza. No entanto, o potencial de valorização do metal precioso permanece limitado pela força do dólar norte-americano. A postura restritiva do presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, continua a lançar dúvidas sobre a probabilidade de um corte nas taxas de juro em dezembro. Estas incertezas têm sustentado o dólar e feito subir os rendimentos das obrigações do Tesouro, pressionando o metal precioso. Neste contexto, os investidores estarão atentos à divulgação dos dados de emprego ADP e do índice PMI dos serviços dos Estados Unidos, previstos para mais tarde hoje, que poderão fornecer novos indícios sobre o estado da economia norte-americana e influenciar as expectativas de cortes das taxas de juro da Fed — e, consequentemente, os preços do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Morning Call - 05/11/2025 - Realização ou Recessão?Agenda de Indicadores:
10:00 – BRA – PMI do Setor de Serviço
10:15 – USA – Variação de Empregos Privados ADP
11:45 – USA – PMI de Serviços S&P Global
12:00 – USA – PMI de Serviços ISM
12:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto DoE
13:00 – USA – Fed de Nova York publica o Relatório de Crédito e Dívida das Famílias nº 03, um panorama atualizado das tendências de empréstimos e endividamento das famílias, incluindo dados sobre hipotecas, empréstimos estudantis, cartões de crédito e financiamentos de veículos.
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros
Agenda de Autoridades:
10:00 – BRA – Teleconferência de apresentação dos dados do Itaú
Balanços USA:
Pré-Market: NYSE:NVO NYSE:MCD NYSE:LMND
After-Market: NASDAQ:QCOM NYSE:IONQ NASDAQ:ARM
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Novo Horário: A B3 ampliará o horário de funcionamento a partir de hoje, acompanhando o fim do horário de verão em Nova York. O mercado à vista passará a operar das 10h às 17h55, enquanto o mercado futuro de câmbio funcionará das 9h às 18h30.
Balanços: Esta semana será intensa em divulgações corporativas, com 43 resultados previstos. Entre os destaques:
Quarta-feira: BMFBOVESPA:ELET3 BMFBOVESPA:EGIE3 BMFBOVESPA:BEEF3 BMFBOVESPA:VIVA3 BMFBOVESPA:BRAV3
Quinta-feira: BMFBOVESPA:PETR4 BMFBOVESPA:SUZB3 BMFBOVESPA:CXSE3 BMFBOVESPA:ENGI11 BMFBOVESPA:LREN3 BMFBOVESPA:SMFT3 BMFBOVESPA:ASAI3 BMFBOVESPA:FLRY3 BMFBOVESPA:COGN3 BMFBOVESPA:MGLU3 BMFBOVESPA:RECV3
Copom: Na reunião marcada para hoje, o COPOM deve manter a taxa Selic em 15%, em uma decisão unânime. No entanto, o foco estará no tom do comunicado, que pode trazer ajustes sutis, mas de grande relevância para as expectativas futuras. Um dos trechos mais observados é o que menciona que “exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. A retirada da palavra “bastante” desse trecho seria interpretada como um sinal de suavização da postura do BC, abrindo espaço para um possível corte da Selic já em janeiro.
Além disso, o BC pode revisar suas projeções de inflação — atualmente em 4,3% para 2025 — para 4,2% ou até 4,1%, refletindo a desaceleração recente dos preços e o câmbio mais favorável. Uma revisão desse tipo reforçaria a percepção de convergência gradual da inflação à meta e aumentaria as apostas em flexibilização monetária no primeiro trimestre.
Itaú: Osegundo maior banco em valor de mercado do Brasil, registrou lucro líquido recorde de R$ 11,876 bilhões no terceiro trimestre, impulsionado pelo crescimento do crédito e pelo avanço das receitas de tarifas, especialmente no segmento de seguros. O resultado representa alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e veio ligeiramente acima das projeções, que estimavam R$ 11,805 bilhões. A qualidade dos ativos permanece sólida, com a inadimplência em níveis historicamente baixos. O índice de atrasos acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável em relação ao trimestre anterior, reforçando a resiliência da carteira de crédito do banco em meio ao cenário de juros elevados.
Estados Unidos
Novo Horário: A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h de Brasília.
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — se recuperam das fortes quedas da madrugada e operam próximos da estabilidade, enquanto os investidores avaliam o risco de uma correção mais ampla no setor de tecnologia. O índice de volatilidade VIX ($ACTIVTRADES:USAVIXV2025) sobe 1,2%, mas segue abaixo dos 20 pontos, indicando cautela, porém sem pânico.
Federal Reserve: As divergências internas no Fed continuam a gerar desconforto nos mercados, especialmente em meio à suspensão dos dados econômicos oficiais provocada pelo shutdown do governo norte-americano. O governador Stephen Miran voltou a defender cortes mais agressivos na taxa de juros, enquanto o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que novas reduções seriam prematuras enquanto a inflação permanecer acima da meta de 2%. Na CME, 72% dos traders ainda apostam em um corte de 25 pontos-base na reunião de 10 de setembro, embora as incertezas tenham aumentado após as declarações conflitantes.
Câmbio: O índice dólar (DXY) mantém-se acima dos 100 pontos pela primeira vez em três meses, refletindo a busca por ativos de proteção e a diminuição das apostas em novos cortes de juros no curto prazo pelo Fed.
Shutdown: A paralisação do governo dos Estados Unidos chega hoje ao 36º dia, tornando-se a mais longa da história, sem sinal de acordo político entre democratas e republicanos.
AMD: A Advanced Micro Devices projetou receita acima das estimativas para o quarto trimestre, apostando na expansão bilionária da infraestrutura de data centers e no crescimento da demanda por chips de inteligência artificial. A companhia destacou investimentos relevantes da OpenAI e do Departamento de Energia dos EUA em sua tecnologia. Ainda assim, as ações caem 3,8% no pré-market de Nova York, refletindo a realização de lucros após altas recentes.
Super Micro Computer: A fabricante de servidores reportou lucro e receita abaixo das expectativas, impactada por atrasos nos cronogramas de entrega de contratos de IA. As ações despencam 8,6% no pré-market.
Europa
Os principais índices europeus — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 e ACTIVTRADES:ITA40 — operam majoritariamente em queda, acompanhando o movimento global de realização de lucros e a avaliação de uma nova rodada de balanços corporativos.
O setor de tecnologia lidera as perdas, após semanas de forte valorização. Em contrapartida, ações de setores defensivos, como alimentos e bebidas, registram ganhos modestos, refletindo a busca por ativos mais seguros em meio à volatilidade recente.
Na agenda monetária, o Banco Central da Suécia (Riksbank) manteve a taxa de juros em 1,75%, conforme amplamente esperado. Amanhã, o Banco da Inglaterra (BoE) anunciará sua decisão de política monetária, com o mercado dividido entre manutenção e corte de 25 pontos-base. Na Alemanha, o Bundesbank deve divulgar ainda esta semana seu relatório anual de estabilidade financeira, trazendo novas avaliações sobre riscos de crédito e solvência do sistema bancário europeu.
Novo Nordisk: As ações da farmacêutica dinamarquesa tiveram pregão volátil, após a empresa reduzir sua projeção de lucro para o ano. A revisão ocorre em meio a uma profunda reestruturação interna, liderada pelo novo CEO, e representa um revés estratégico na tentativa da companhia de reconquistar espaço no competitivo mercado global de medicamentos para obesidade.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos entraram em forte correção nesta quarta-feira, com os investidores enfrentando uma onda intensa de vendas e o salto da volatilidade para os níveis mais altos em meses.
O Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, chegou a despencar mais de 6% durante a madrugada, encerrando o pregão em queda de 2,8%. As ações da SK Hynix recuaram até 9,2%, encerrando com -1,2%, enquanto as da Samsung Electronics fizeram mínima em -7,8%, fechando 4,1% mais baixas.
No Japão, o Nikkei ( TVC:NI225 ) caiu 2,5%, após perder 4% nos piores momentos da sessão. As ações do SoftBank Group despencaram 10%, liderando as perdas. O iene também mostrou alta volatilidade, servindo como porto seguro enquanto os traders analisavam a ata da reunião de setembro do Banco do Japão.
O sentimento de realização foi agravado por temores de uma correção mais ampla em Wall Street, após os CEOs da Morgan Stanley e do Goldman Sachs questionarem a sustentabilidade das avaliações elevadas nas bolsas americanas. As ações que haviam disparado nas últimas semanas sofreram as maiores quedas.
O alerta ecoa a visão recente de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que no mês passado advertiu sobre o risco de uma correção significativa nos próximos seis meses a dois anos.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — mostraram resiliência, com desempenho melhor que o da região. O PMI de serviços veio acima das expectativas, ajudando a conter o pessimismo dos investidores.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO encerrou levemente negativo, pressionado pelas grandes mineradoras.
Criptoativos
O sentimento global de realização voltou a pressionar o mercado cripto nos últimos dois dias, levando a quedas expressivas. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD recuou para próximo dos US$ 100 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD voltou à faixa dos US$ 3,3 mil.
O movimento reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais e a busca por liquidez, em meio à volatilidade das bolsas e à força do dólar. Caso o sentimento de realização se prolongue, as criptomoedas podem aprofundar a correção, especialmente diante da ausência de novos catalisadores de fluxo no curto prazo.
E o Rally? SM Manufatura voltou a contrair em outubro (PMI 48,7), completando 8 meses seguidos abaixo de 50. Serviços seguem sustentando o crescimento.
Apesar das máximas recentes dos índices, o movimento segue concentrado nas grandes empresas, com pouca participação do restante do mercado.
O shutdown nos EUA já está entre os mais longos desde 1980 e pode retirar cerca de 1 p.p. do PIB do 4º tri se durar mais seis semanas, com recomposição parcial no início de 2026.
Rally em construção… ou apenas um alívio puxado pelas gigantes?
Nos preços: tendência ainda positiva, mas sensível aos dados e à resolução do impasse fiscal.
O sucesso econômico da Alemanha é ilusão?O índice de referência DAX 40 da Alemanha subiu 30% no último ano, criando uma impressão de saúde econômica robusta. No entanto, esse desempenho mascara uma realidade preocupante: o índice representa multinacionais diversificadas globalmente, cujas receitas provêm em grande parte de fora do mercado doméstico em dificuldades da Alemanha. Por trás da resiliência do DAX está uma decadência fundamental. O PIB caiu 0,3% no 2º trimestre de 2025, a produção industrial atingiu o nível mais baixo desde maio de 2020 e a manufatura declinou 4,8% em relação ao ano anterior. O setor intensivo em energia sofreu uma contração ainda mais acentuada de 7,5%, revelando que os altos custos de insumos se tornaram uma ameaça estrutural de longo prazo, não um desafio temporário.
O setor automotivo exemplifica a crise mais profunda da Alemanha. Fabricantes outrora dominantes estão perdendo a transição para veículos elétricos, com a participação de mercado europeia na China despencando de 24% em 2020 para apenas 15% em 2024. Apesar de liderar os gastos globais em P&D com €58,4 bilhões em 2023, as montadoras alemãs permanecem presas no nível 2+ de autonomia, enquanto concorrentes buscam soluções de direção totalmente autônoma. Esse atraso tecnológico decorre de regulamentações rigorosas, processos de aprovação complexos e dependências críticas de materiais de terras raras chineses, onde interrupções no fornecimento poderiam desencadear perdas de €45-75 bilhões e colocar em risco 1,2 milhão de empregos.
As rigidezes estruturais da Alemanha agravam esses desafios. A fragmentação federal em 16 estados paralisa os esforços de digitalização, com o país classificando-se abaixo da média da UE em infraestrutura digital, apesar de iniciativas ambiciosas de soberania. A nação atua como âncora fiscal da Europa, contribuindo com €18 bilhões líquidos para o orçamento da UE em 2024, mas esse ônus limita a capacidade de investimento doméstico. Enquanto isso, as pressões demográficas persistem, embora a imigração tenha estabilizado a força de trabalho; migrantes altamente qualificados consideram partir de forma desproporcional, ameaçando transformar uma solução demográfica em fuga de cérebros. Sem uma reforma radical para simplificar a burocracia, redirecionar P&D para tecnologias disruptivas e reter talentos de topo, o descompasso entre o DAX e a economia fundamental da Alemanha só se ampliará.
Nasdaq em ligeira correção após semanas de ganhos.
O Nasdaq recua cerca de 1,5%, negociando em torno dos 25.620 pontos, após várias semanas de ganhos consecutivos impulsionados pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. O sector tecnológico, em especial o círculo de empresas ligadas à OpenAI, tem sido o principal motor desta valorização. Contudo, as avaliações extremamente elevadas começam a gerar desconforto entre investidores que temem sinais de exuberância excessiva. A Palantir apresentou ontem resultados trimestrais que superaram as expectativas de Wall Street, levando a uma valorização superior a 3% e a um rácio preço/vendas de 80x, ilustrando bem a magnitude do rally nas tecnológicas. No final da semana, será publicado o relatório de empregos não-agrícolas nos EUA, um dado relevante para a próxima decisão da Fed sobre as taxas de juro, agendada para o início de dezembro.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Morning Call - 04/11/2025 - VIX dispara 6%. Entenda melhorAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Produção Industrial
10:30 – USA – Balança Comercial
12:00 – USA – Encomendas à Indústria
14:00 – USA – PIB do Fed de Atlanta
18:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Agenda de Autoridades:
8:35 – USA – Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão do Fed (Vota), participa do debate "Supervisão Bancária e Política Monetária" na Conferência Internacional de Bancos Santander 2025, em Madri, Espanha.
Balanços:
USA: Pré-Market: NYSE:UBER NYSE:SPOT NYSE:PFE
USA: After-Market: NASDAQ:AMD NASDAQ:SMCI
BRA: Pré-Market: BMFBOVESPA:KLBN11
BRA: After-Market: BMFBOVESPA:ITUB4 BMFBOVESPA:EMBR3F BMFBOVESPA:RADL3 BMFBOVESPA:CMIN3 BMFBOVESPA:PRIO3 BMFBOVESPA:CSNA3
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Novo Horário: A B3 ampliará o horário de funcionamento a partir de hoje, acompanhando o fim do horário de verão em Nova York. O mercado à vista passará a operar das 10h às 17h55, enquanto o mercado futuro de câmbio funcionará das 9h às 18h30.
Balanços: Esta semana será intensa em divulgações corporativas, com 43 resultados previstos. Entre os destaques:
Terça-feira: Itaú e Klabin
Quarta-feira: Eletrobras
Quinta-feira: Suzano, Lojas Renner, Magazine Luiza e Petrobras
Copom: Na reunião marcada para quarta-feira, o consenso é unânime em apontar para a manutenção da taxa Selic em 15%, mas o foco recai sobre o tom do comunicado. Apesar da recente melhora nas expectativas de inflação e dos primeiros sinais de perda de fôlego na atividade econômica, o BC deve preservar um discurso prudente, reforçando o comprometimento com a convergência da inflação à meta. A autoridade monetária tende a evitar sinalizações antecipadas, buscando preservar credibilidade em um ambiente de incertezas fiscais e externas. No cenário mais otimista, parte do mercado projeta o início da flexibilização em janeiro, enquanto as casas mais conservadoras apostam em movimento apenas em março.
Estados Unidos
Novo Horário: A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h de Brasília.
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — caem até 2% nesta terça-feira, refletindo um movimento global de realização de lucros e redução de exposição a ativos de risco. Neste cenário, o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 salta mais de 6%, com os traders voltando a buscar proteção no mercado de opções.
Fed: As divergências entre membros do Fed voltaram a gerar incômodo nos mercados, especialmente diante da suspensão dos dados econômicos oficiais por causa do shutdown do governo. O governador Stephen Miran voltou a defender cortes mais profundos nos juros, enquanto o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, expressou preocupação com novas reduções enquanto a inflação seguir acima da meta de 2%.
Na semana passada, o Fed reduziu a taxa básica, mas Jerome Powell sinalizou que pode ter sido o último corte do ano. Agora, as apostas na CME apontam 67,3% de probabilidade de novo corte em dezembro, contra 90,5% há uma semana.
Câmbio: O índice dólar (DXY - ACTIVTRADES:USDINDZ2025 ) ultrapassou os 100 pontos pela primeira vez em três meses, sustentado pela redução das apostas em novos cortes de juros do Fed no curto prazo. A moeda americana chegou a 154,48 ienes ACTIVTRADES:USDJPY , maior nível desde 13 de fevereiro, e a US$ 1,1498 por euro ACTIVTRADES:EURUSD , o mais forte desde 1º de agosto. No entanto, esses ganhos se dissiparam no fim da madrugada, com investidores buscando refúgio em ienes e euros diante da queda das bolsas globais.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 35 dias, igualando o recorde histórico de duração.
Amazon NASDAQ:AMZN : As ações da Amazon subiram 4% ontem, após o anúncio de um acordo de US$ 38 bilhões com a OpenAI, criadora do ChatGPT, para integração de serviços em nuvem.
Balanços: A temporada segue com foco principal nas empresas de tecnologia, como a Advanced Micro Devices NASDAQ:AMD e Super Micro Computer NASDAQ:SMCI .
Palantir Technologies: A Palantir reportou lucro e receita acima do esperado no terceiro trimestre e projetou um quarto trimestre ainda mais forte. A rápida adoção de soluções de IA vem impulsionando a demanda por seus serviços de análise de dados em empresas e órgãos públicos. As ações atingiram recorde histórico ontem, subindo mais de 100% no ano. A ação negocia a um P/L projetado de 246,2, um múltiplo sete vezes superior ao da Nvidia (33,3). No pré-market de Nova York, a ação cai cerca de 7%.
Europa
Os principais índices europeus — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 e ACTIVTRADES:ITA40 — recuam nesta terça-feira, atingindo o nível mais baixo em mais de duas semanas. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais, enquanto os investidores avaliam uma nova rodada de balanços corporativos e reajustam posições diante da incerteza macroeconômica.
Na agenda monetária, o Banco Central da Suécia (Riksbank) anuncia sua decisão sobre juros na quarta-feira, e o Banco da Inglaterra (BoE) fará o mesmo na quinta-feira, com o mercado dividido entre manutenção e corte de 25 pontos-base. Na Alemanha, o Bundesbank deve divulgar ainda esta semana seu relatório anual de estabilidade financeira, trazendo novas avaliações sobre o sistema bancário e os riscos de crédito na região.
British Petroleum : A BP reportou lucro e receita acima das expectativas no terceiro trimestre, conseguindo minimizar parcialmente a redução dos preços do petróleo e seus derivados. Ainda assim, as ações recuaram, acompanhando o sentimento negativo global e o ajuste de risco no setor de commodities.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos recuaram de suas máximas históricas nesta madrugada, com traders realizando lucros após as fortes altas recentes lideradas pelo setor de tecnologia. O Kospi TVC:KOSPI da Coreia do Sul, foi o destaque negativo, caindo 2,4%, após o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do país mostrar aceleração da inflação em outubro, o que aumentou as apostas de política monetária mais restritiva e pressionou a bolsa local.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — recuaram até 1,7%, acompanhando o movimento regional de correção após semanas de valorização.
A bolsa de Tóquio TVC:NI225 também encerrou em baixa de 1,7% na reabertura pós-feriado, após o PMI industrial de outubro repetir o desempenho de setembro, em linha com as expectativas, indicando atividade ainda moderada.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO caiu 0,9%, após o Banco Central da Austrália (RBA) manter a taxa básica em 3,6%, como amplamente esperado. O comunicado reforçou uma postura cautelosa diante da inflação persistentemente elevada, sinalizando que ainda não há espaço para cortes de juros no curto prazo.
Criptoativos
A piora no sentimento global também estimula movimentos de realização de lucros entre as criptomoedas, com o Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD e o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD recuando entre 2% e 3%. O enfraquecimento do apetite por risco reflete o ajuste mais amplo nos mercados globais, diante da alta do dólar e da aversão crescente a ativos voláteis.
Commodities
Apesar do aumento da aversão global ao risco, os ativos considerados seguros, como o ouro ACTIVTRADES:GOLD e a prata ACTIVTRADES:SILVER , não registram entrada de capital. Já o cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 apresenta forte contração, acompanhando o recuo das commodities industriais, mais sensíveis às perspectivas de atividade econômica e demanda global.
Os preços do petróleo — Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE — caem mais de 1%, uma vez que os mercados interpretaram a decisão da OPEP+ de suspender os aumentos de produção no primeiro trimestre como um sinal de excesso de oferta no mercado global de energia. A leitura reforça o sentimento de cautela entre traders e pressiona o desempenho das petrolíferas nas bolsas internacionais.
EURUSD | EM DISTRIBUIÇÃO? PMI reforça divergência macroVoltamos com os posts!
Nesta análise que fiz há algumas semanas — antes mesmo do rompimento da fase distributiva — o cenário já apontava fraqueza estrutural do euro.
Hoje, o quadro está mais claro: os dados desta segunda-feira reforçam a resiliência industrial dos EUA frente à fragilidade europeia.
• 🇪🇺 Zona do Euro: O PMI Industrial ficou em 50,0, indicando estagnação da atividade e ausência de impulso para retomada. A Alemanha marcou 49,6, ainda em contração. O discurso do BCE permanece dovish, refletindo preocupação com o crescimento fraco.
• 🇺🇸 Estados Unidos: O PMI Industrial S&P Global subiu para 52,5, e o ISM Industrial manteve-se em 48,7, com destaque para o índice de preços em 58,0, apontando pressões inflacionárias persistentes.
• O contraste entre uma Europa parada e uma América ainda aquecida reforça o diferencial de política monetária pró-dólar, mantendo o USD como ativo preferido no curto prazo.
Sera que #InWyckoffWeTrust ?
BTC/USDT COMPRADORES ACORDANDO ?Tudo bem pessoal ? Estariam os compradores acordando ?
Segue uma nova análise SMC com minha visão sobre os players institucionais dentro do atual cenário. BTC/USDT TIME FRAME 1HORA
Podemos notar que os vendedores empurraram ordens de venda goela abaixo dos compradores sem piedade alguma, conseguindo a virada estrutura SWING H1 que estava a favor dos compradores, retiraram também a mínima da semana anterior atingindo o DOL drain on Liquidity (DRENO DE LIQUIDEZ) do lado oposto, foi uma boa demonstração de força dos vendedores, mas sempre é preciso tomar lucros, algum folego e reabastecer para seguir a tendência de baixa.
Ainda não temos pânico de venda generalizado e a região de 100k é um suporte monstro de compradores. Ao meu ver ainda existe contexto comprador para o BTC ir até a região de 120k rebalancear algumas ineficiências que foram deixadas antes de um possível Bear Market, mas opiniões não nos ajudam muito, precisamos de fato é seguir o fluxo do dinheiro institucional que tudo ficará bem.
Na últimas duas semanas o volume negociado dentro da faixa de preço de (107k-116k) foi bem intenso, contudo o volume de liquidez drenado na renovação das estruturas Swing H1 foi pequeno, muito aquém do que era esperado se compararmos com o volume das negociações. Dentro deste range(107k-116k) não houve grandes institucionais liquidados, provavelmente o “stop loss” deles estão bem longe destas regiões.
É notável que tanto na virada da estrutura de Swing H1 pelos compradores e também logo após a retomada da mesma estrutura pelos vendedores, houve pouco volume de stops, sugestionando me que podemos estar dentro de um range acumulador 107k-115k uma espécie de (ping-pong) atraindo mais traders de varejo, aumentando a liquidez nesta faixa de preços antes de uma massiva liquidação que será realizada pelos institucionais seja ela de alta ou de baixa.
Contudo como o preço drenou uma liquidez externa, a expectativa agora é que o preço suba para capturar alguma liquidez interna da estrutura swing de H1 e na ausência desta liquidez interna, ela terá de ser criada.
Os times frames das estruturas fractais estão de seguinte forma:
Semanal - Tendência de alta (zona de equilíbrio)
Diário - Tendência de alta (mitigando zona de demanda compradora)
4 horas - Tendência de baixa (mitigando zona oferta vendedora)
1 hora - Tendência de baixa (mitigando zona oferta vendedora)
15 minutos - Tendência de alta (zona de equilíbrio)
5 minutos -Tendência de baixa (mitigando zona demanda compradora)
1 minuto - Tendência de baixa (mitigando zona de demanda compradora)
Pontos a favor do trade temos:
1- Compra a favor dos fractais do diário e semanal;
2- Compra na região de desconto da estrutura swing H1;
3- Estrutura swing 5 minutos comprada;
4- Estrutura Swing H1 com pouca liquidez interna;
5- Mercado criando liquidez interna no fractal de h1, máxima do dia anterior “PDH” rompida, tendência vigente do dia está de alta, contudo não tivemos um ganho de liquidez para a ponta compradora;
6- Dreno de liquidez semanal atingido pelos vendedores;
7- Nenhuma liquidez interna da estrutura SWING H1 foi consumida após a retomada pelos vendedores;
8- Últimas pernadas de venda estão lisas, sem liquidez interna.
9- Topo duplo na estrutura Swing de 5 minutos (muita liquidez acima deste topo duplo e um possível sinal falso de venda).
Pontos contra o trade temos:
1- Estrutura Swing de 1 hora de vendida;
2- Fractal de 1 hora de vendido (fluxo vendido em 1 hora);
3- Formação de liquidez de alta resistência no Order Block interno de 1 hora (iBoS);
4- Fechamento da do candle semanal restando poucas horas;
5- Volume baixo de negociações, muitos traders de varejo e poucos institucionais;
6- PDL muito perto do preço, muitos stops de varejo nesta região;
8- NÃO TEMOS UM GANHO DE LIQUIDEZ... PRECISAMOS DE UM GANHO DE LIQUIDEZ PARA OS COMPRADORES!
9- Temos ainda muita liquidez de baixa Resistência abaixo do PDL e também abaixo do Order block da estrutura swing de 5 minutos;
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Análise passo a passo para abrir um trade comprador dentro do contexto atual:
Olhando o gráfico é possível notar que os compradores estão tentando reverter o fractal de 1 Hora a favor deles, contudo na primeira tentativa dos compradores já dento do order block da última estrutura iBoS, os vendedores mostraram sua força defendendo fortemente a região, os compradores foram agredidos e o fluxo em 5 minutos realinhou para venda criando ainda uma liquidez de alta resistência, mas é notável que temos ineficiências acima deste ponto e muita liquidez de baixa resistência aguardando para ser capturada em time frame maiores.
Vendedores e Compradores 90% das vezes fazem entre duas e três tentativas de rompimento.
No BTC/USDT já tivemos duas tentativas de rompimento, sendo que na segunda vez foi deixado um topo duplo com os compradores conseguindo reestabelecer o fluxo de ordens a favor deles, agora podemos começar a 3º tentativa dos compradores em romper a região já que temos a estrutura swing 5 minutos comprada novamente. Os compradores estão lentamente mitigando a região do fractal de 1 Hora e aparentemente retomaram o controle conseguindo reverter o iCHoCH estrutural de 5 minutos que estava vendido para alta, sinalizando assim a fraqueza da ponta vendedora e retomando o fluxo de ordens para o lado comprador, o problema é que o fluxo foi virado dentro do Order Block da última estrutura iBoS de 1 hora e a mesma não tinha liquidez interna e o pior é que não tivemos um ganho de liquidez para os compradores (falta combustível para ter uma impulsão).
Estamos em região de desconto da estrutura swing H1, nestas regiões o interesse dos compradores é maior que o dos vendedores. Os institucionais ainda não tem um ponto de entrada decente, é preciso um stop hunting dos traders de varejo gerando um ganho de liquidez e uma entrada de compra absorvendo estes stops.
PDL concentra muitos stops do varejo então acredito que esse seja nosso stop hunting, o ganho de liquidez que falta para o lado comprador ganhar força, a minha expectativa é que após a violação do PDL, inicie a mitigação do Order block da estrutura swing de 5minutos que esta de alta, neste nível os institucionais começam a comprar forte.
****** NECESSÁRIO CONFIRMAÇÃO DESTE VIÉS OBSERVANDO A REAÇÃO DO PREÇO EM TIME FRAME DE 1 MINUTO ASSIM QUE O PREÇO CHEGAR EM 109.300, TIME FRAME DE 1 MINUTO PRECISA CONFIRMAR A ENTRADA DE COMPRA , PRECISA HAVER INTERESSE DOS INSTITUCIONAIS ******
A IBM está construindo um império criptográfico inquebrável?A IBM posicionou-se na interseção estratégica entre computação quântica e segurança nacional, aproveitando sua dominância em criptografia pós-quântica para criar uma tese de investimento convincente. A empresa liderou o desenvolvimento de dois dos três algoritmos criptográficos pós-quânticos padronizados pelo NIST (ML-KEM e ML-DSA), tornando-se efetivamente o arquiteto da segurança resistente a quânticos global. Com mandatos governamentais como o NSM-10 exigindo que sistemas federais migrem até o início dos anos 2030, e a ameaça iminente de ataques "colha agora, descriptografe depois", a IBM transformou urgência geopolítica em um fluxo de receita garantido com margens altas. A divisão quântica da empresa já gerou quase US$ 1 bilhão em receita cumulativa desde 2017 — mais de dez vezes o de startups quânticas especializadas —, demonstrando que o quântico é um segmento de negócios lucrativo hoje, não apenas um centro de custo de P&D.
O fosso de propriedade intelectual da IBM reforça ainda mais sua vantagem competitiva. A empresa detém mais de 2.500 patentes relacionadas a quânticos globalmente, superando substancialmente as cerca de 1.500 da Google, e garantiu 191 patentes quânticas apenas em 2024. Essa dominância em IP garante receita futura de licenciamento, à medida que concorrentes inevitavelmente precisarão de acesso a tecnologias quânticas fundamentais. No front de hardware, a IBM mantém uma roadmap agressiva com marcos claros: o processador Condor de 1.121 qubits demonstrou escala de fabricação em 2023, enquanto pesquisadores alcançaram recentemente uma descoberta entrelaçando 120 qubits em um estado "gato" estável. A empresa visa o deployment do Starling, um sistema tolerante a falhas capaz de executar 100 milhões de portas quânticas em 200 qubits lógicos, até 2029.
O desempenho financeiro valida o pivô estratégico da IBM. Os resultados do 3T 2025 mostraram receita de US$ 16,33 bilhões (alta de 7% ano a ano) com EPS de US$ 2,65, superando as previsões, enquanto as margens de EBITDA ajustadas expandiram 290 pontos base. A empresa gerou um recorde de US$ 7,2 bilhões em fluxo de caixa livre acumulado no ano, confirmando sua transição bem-sucedida para serviços de software e consultoria de alta margem. A parceria estratégica com a AMD para desenvolver arquiteturas de supercomputação quântico-cêntricas posiciona ainda mais a IBM para entregar soluções integradas em exaescala para clientes governamentais e de defesa. Analistas projetam que o P/E forward da IBM possa convergir com pares como Nvidia e Microsoft até 2026, implicando apreciação potencial do preço da ação para US$ 338-362, representando uma tese dupla única de lucratividade comprovada hoje combinada com opcionalidade quântica de alto crescimento validada amanhã.
Morning Call - 03/11/2025 - Otimismo Global PrevaleceAgenda de Indicadores:
USA – Novo Horário de Negociação: Abertura de NY às 11:30 de Brasília
Japão – Feriado do Dia da Cultura
Rússia – Feriado do Dia da Unidade Popular
8:25 – BRA – Boletim Focus
10:00 – BRA – PMI Industrial
11:45 – USA – PMI Industrial S&P Global
12:00 – USA – PMI Industrial ISM
Agenda de Autoridades:
Mary Daly, do Fed de São Francisco (Não Vota), participa de uma conversa moderada no evento organizado pelo Fórum Club de Palm Beaches.
Balanços:
USA: After-Market: NASDAQ:PLTR
BRA: After-Market: BMFBOVESPA:BBSE3 BMFBOVESPA:TIMS3
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Novo Horário: A B3 ampliará o horário de funcionamento a partir de hoje, acompanhando o fim do horário de verão em Nova York. O mercado à vista passará a operar das 10h às 17h55, enquanto o mercado futuro de câmbio funcionará das 9h às 18h30.
Balanços: Esta semana será intensa em divulgações corporativas, com 43 resultados previstos. Entre os destaques:
Segunda-feira (hoje): TIM BMFBOVESPA:TIMS3 e BB Seguridade BMFBOVESPA:BBSE3 (após o fechamento)
Terça-feira: Itaú BMFBOVESPA:ITUB4 e Klabin BMFBOVESPA:KLBN3
Quarta-feira: Eletrobras BMFBOVESPA:ELET6
Quinta-feira: Suzano BMFBOVESPA:SUZB3 , Lojas Renner BMFBOVESPA:LREN3 , Magazine Luiza BMFBOVESPA:MGLU3 e Petrobras BMFBOVESPA:PETR4
Copom: Na reunião marcada para quarta-feira, o consenso é unânime em apontar para a manutenção da taxa Selic em 15%, mas o foco recai sobre o tom do comunicado. Apesar da recente melhora nas expectativas de inflação e dos primeiros sinais de perda de fôlego na atividade econômica, o BC deve preservar um discurso prudente, reforçando o comprometimento com a convergência da inflação à meta. A autoridade monetária tende a evitar sinalizações antecipadas, buscando preservar credibilidade em um ambiente de incertezas fiscais e externas. No cenário mais otimista, parte do mercado projeta o início da flexibilização em janeiro, enquanto as casas mais conservadoras apostam em movimento apenas em março.
Estados Unidos
Novo Horário: A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h de Brasília.
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — avançam modestamente neste início de semana, com o setor de tecnologia liderando os ganhos. O índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 recua mais de 1%, refletindo um cenário de menor aversão ao risco.
Câmbio: O índice dólar (DXY - ACTIVTRADES:USDINDZ2025 ) retorna para próximo dos 100 pontos, sustentado pela incerteza quanto ao ritmo de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, especialmente na reunião de dezembro. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que “outro corte em dezembro não é uma certeza”, contrariando a visão predominante entre traders de que a decisão já estava praticamente tomada. Na CME, as apostas em corte de juros caíram para 68%, ante quase 100% na semana passada.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano chega hoje ao 34º dia, ainda sem perspectiva de acordo entre republicanos e democratas para reabertura total das agências federais.
Balanços: Após uma temporada de resultados mista entre as grandes empresas, que destacou o interesse dos traders em retorno sobre os investimentos em infraestrutura de IA, o foco desta semana recai novamente sobre o setor de tecnologia. Entre as empresas que divulgam resultados nos próximos dias estão: Advanced Micro Devices (AMD) NASDAQ:AMD , Qualcomm NASDAQ:QCOM , Palantir Technologies NASDAQ:PLTR , Uber NYSE:UBER e McDonald’s NYSE:MCD .
Europa
Os principais índices europeus — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 e ACTIVTRADES:ITA40 — iniciaram a semana com ganhos generalizados. O DAX ACTIVTRADES:GER40 lidera as valorizações, subindo 1%, impulsionado por resultados corporativos positivos e melhora no sentimento industrial.
O setor automotivo se destaca entre os principais índices, após balanços melhores que o esperado de Mercedes-Benz XETR:MBG , Volkswagen XETR:VOW3 e Porsche XETR:P911 . Amanhã será a vez da Ferrari MIL:RACE divulgar seus resultados, seguida pela BMW XETR:BMW na quarta-feira. As ações da Renault EURONEXT:RNO disparam quase 4%, após o diretor de crescimento da companhia anunciar a estratégia de parcerias globais para produção e venda conjunta de veículos.
Na política monetária, o Banco Central da Suécia (Riksbank) anunciará sua decisão sobre juros na quarta-feira, enquanto o Banco da Inglaterra (BoE) apresentará sua política na quinta-feira, com o mercado dividido entre manutenção e corte de 25 pontos-base. Na Alemanhã, o Bundesbank (BC), divulgará seu relatório anual de estabilidade financeira ainda nesta semana.
Entre os indicadores econômicos, os PMIs industriais da zona do euro reforçaram sinais de recuperação da atividade manufatureira, sustentando o tom positivo nos mercados regionais.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos encerraram a sessão desta madrugada em alta, com investidores ainda repercutindo os acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e países da região. O destaque ficou para o Kospi TVC:KOSPI da Coreia do Sul, que subiu 2,8% e renovou máxima histórica.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — avançaram até 1%, mesmo após novos dados de atividade industrial indicarem contração do setor manufatureiro. O PMI industrial caiu para 50,6 pontos, abaixo dos 50,9 esperados e dos 51,2 registrados em setembro. Já o índice oficial divulgado na sexta-feira mostrou que a atividade industrial recuou para 49,0, o nível mais baixo em seis meses.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO teve desempenho mais modesto, fechando levemente positivo, à espera da decisão de política monetária do RBA, que será anunciada amanhã. O banco central australiano deve manter os juros em 3,6%, após dados de inflação acima do esperado reduzirem as apostas em cortes.
No Japão, o Nikkei TVC:NI225 não operou nesta sessão devido a feriado local.
Criptoativos
As criptomoedas operam dentro de uma consolidação nas últimas semanas, como Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD e o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD caindo entre 2 e 4%.
As criptomoedas seguem dentro de uma consolidação no gráfico diário, com o Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD e o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD recuando entre 2% e 4%. O movimento reflete a falta de catalisadores relevantes e a cautela dos traders diante das máximas históricas em ativos de risco nos últimos meses.
Commodities
As commodities metálicas — ouro ACTIVTRADES:GOLD , prata $ACTIVTRADES:SILVE e cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — operam sem direção única e próximas da estabilidade, refletindo a valorização do dólar e a cautela dos traders diante das incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Fed.
Os preços do petróleo apresentam leve movimento de alta — Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE — após a OPEP+ confirmar no domingo em aumentar a produção em 137.000 barris por dia em dezembro, o mesmo que em outubro e novembro. No entanto, o grupo decidiu adiar os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano, o que aliviou os crescentes temores de um excesso de oferta, mas dados fracos da atividade industrial na Ásia limitaram os ganhos.
"Devido à sazonalidade, além de dezembro, os oito países também decidiram suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março de 2026", afirmou o grupo em comunicado.
Global Review e Comentário Técnico Semanal 01/11/25Fechamento de mês é o momento de fazer o Global Review, onde analiso os principais mercados do mundo e em busca de um panorama abrangente. Compreender o big picture traz insights para ajudar nos desdobramentos de curto prazo.
Também faço o comentário técnico semanal, onde observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
Demanda por farelo de soja não é estruturalA soja segue no centro da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Maior importadora mundial da oleaginosa, a potência asiática evitou em grande parte a soja americana nesta safra, com as primeiras compras conhecidas ocorrendo apenas no fim de outubro, o equivalente a dois carregamentos.
O boicote tem sido custoso para os produtores norte-americanos, que dependem da China para escoar grande parte de sua produção. Pequim, em contrapartida, intensificou as compras de soja de países sul-americanos, como Brasil e Argentina, aproveitando a safra abundante e a competitividade cambial.
Esse movimento não é novo. Durante a guerra comercial de 2018–2019, a China também reduziu drasticamente as importações dos EUA, em resposta às tarifas impostas por Donald Trump. Desde então, vem diversificando sua base de fornecedores, buscando reduzir a dependência de um rival geopolítico de uma commodity essencial à sua segurança alimentar. O Brasil, hoje maior produtor global, tornou-se o principal beneficiário, com expansão acelerada da área plantada e da capacidade de esmagamento.
Nos bastidores, o que sustenta o apetite chinês não é apenas a soja em si, mas o farelo subproduto usado como principal insumo na ração animal. A recuperação da produção de suínos e aves após a peste suína africana elevou a demanda por ração e, consequentemente, pelo farelo. Isso ampliou o crush rate (a taxa de esmagamento da soja) ao longo de 24-25, impulsionando a margem das indústrias que compram grão para transformar em farelo e óleo.
Quando o crush rate sobe, as processadoras passam a disputar soja no mercado físico, o que tende a sustentar ou elevar o preço do grão, mesmo em contextos de safra abundante. No entanto, o equilíbrio é delicado e no momento vemos o reflexo da recomposição da demanda com o acordo entre EUA e China.
A divergência entre farelo e óleo mostra uma demanda assimétrica com o setor de ração sustentando preços enquanto o energético afunda. Isso indica que a alta da soja não está ancorada em fundamentos industriais sólidos, mas em um choque temporário de subproduto. Se o óleo não reagir, o movimento de alta do farelo tende a perder força e o preço da soja, mesmo com contratos futuros em leve valorização, pode voltar a se ajustar para reequilibrar o crush.
Em janeiro, os produtores americanos enfrentarão forte concorrência para garantir compradores chineses, já que o Brasil deve inundar o mercado com mais uma safra recorde. Essa dependência maior do Brasil traz riscos à China: custos logísticos mais altos, exposição a choques climáticos e menor previsibilidade de embarques.
A demanda chinesa por cargas americanas pode voltar a níveis mais próximos da normalidade se a meta de 25 milhões de toneladas se confirmar. Ainda assim, o volume ficaria abaixo do pico registrado após o acordo comercial da “Fase Um”, quando as exportações americanas atingiram 34,2 milhões de toneladas na safra 2020–21.
No curto prazo, o eixo do mercado de soja passa menos pelo comércio bilateral e mais pelo valor do farelo e pela margem de esmagamento e pelo calendário econômico. São esses dois indicadores e não apenas os embarques que ditam o pulso da demanda real e, por consequência, o preço global da soja.
Hora de o cotista entender o jogo e realizar parte do lucro31 de outubro de 2025
Ibovespa em 151 mil pontos —
Chegar aos 151 mil pontos não é apenas uma marca gráfica no Ibovespa, é o retrato de um ciclo completo de confiança, liquidez e narrativa que se desenrolou ao longo de meses, talvez anos. Quando o mercado financeiro nacional alcança esse patamar, o que se vê não é sorte nem coincidência, mas o reflexo de um conjunto coordenado de fatores: o crescimento dos lucros corporativos, uma política monetária mais branda, a entrada consistente de capital estrangeiro e, sobretudo, a euforia que contagia quando os grandes gestores passam a falar em um “novo ciclo de alta estrutural”. Nesse ambiente, o cotista, aquele que confia seu dinheiro ao fundo, começa a sentir que faz parte de uma elite que está vencendo. Ele se vê dentro de um comboio de vencedores, como se estivesse no vagão de luxo de um trem que parece não ter fim, avançando sobre os trilhos da bonança. É justamente nesse ponto que o jogo muda de natureza, e onde a maturidade financeira precisa falar mais alto que o entusiasmo coletivo.
Quando o índice atinge um número simbólico como os 151 mil pontos, especialmente sendo esse o alvo máximo projetado por boa parte dos analistas, o recado está dado: o consenso foi precificado. E o consenso no mercado é, quase sempre, o último estágio antes da reversão. Quando todos acreditam que a alta é segura, é porque todos já compraram. E se todos já compraram, quem será o novo comprador capaz de empurrar os preços ainda mais para cima? É nesse ponto que a probabilidade matemática de ganhos futuros começa a diminuir. Não porque os ativos tenham se tornado ruins, mas porque a relação risco-retorno se inverteu silenciosamente.
Pego um exemplo simples: imagine um fundo de ações que valorizou 25% nos últimos 12 meses. É uma performance excelente, sem dúvida. Mas por trás desse número está um fato que poucos cotistas percebem — a maior parte do movimento já foi capturada. Os gestores começaram a montar posições quando o Ibovespa estava entre 118 e 130 mil pontos, comprando bancos, elétricas e commodities em bons preços. A subida até os 151 mil representa o lucro consolidado dessas posições. Se o cotista resgata agora, ele transforma esse lucro em capital realizado. Se não o faz, ele passa a depender de um novo ciclo comprador — algo que, nesse ponto do mercado, começa a rarear à medida que a euforia dá lugar à saturação.
Os fundos operam com janelas de reavaliação constantes, ajustando portfólios e comparando desempenhos em relação aos benchmarks. Quando o índice alcança níveis amplamente esperados, os gestores reduzem o beta das carteiras — ou seja, diminuem a exposição direcional e começam a migrar para posições mais defensivas ou mesmo para o caixa. Isso significa que o dinheiro que empurrava o mercado começa a sair devagar, como um rio que perde força antes de secar. O cotista, que vê sua cota subir no extrato, não percebe que a maré está mudando. É como estar num barco ainda em movimento, movido apenas pela inércia, sem notar que o vento virou.
É exatamente nesse momento que entra o discernimento do investidor que não quer ser o último a sair do baile. Realizar parte do lucro — algo entre 20% e 30% — não é pessimismo, é inteligência de ciclo. O mercado é como uma colheita: quando os frutos amadurecem, você não arranca tudo, mas também não os deixa apodrecer no pé esperando que cresçam além da natureza. Todo ciclo de alta carrega dentro de si o germe da correção. O que muitos chamam de topo é, na verdade, o início da transição.
Matematicamente, os ciclos de mercado seguem uma lógica muito parecida com os modelos de crescimento biológico. A curva é sigmoide: acelera no início, estabiliza no meio e desacelera no topo. Entre 145 mil e 151 mil pontos, o Ibovespa se encontra nessa fase de saturação. Estatisticamente, a chance de uma correção entre 8% e 12% é muito maior do que a de uma continuação direta até 160 mil. Essa leitura é puramente probabilística, fria, sem emoção.
A história confirma esse comportamento. Em 2008, o Ibovespa rompeu 73 mil pontos e o Brasil era o “queridinho dos emergentes”. Fundos multimercados batiam recordes, e o discurso dominante era o mesmo que se ouve agora: “entrou numa nova era”. Pouco depois, o índice caiu para 37 mil. Em 2019, com o topo em 119 mil pontos e fundos de ações explodindo em captação, o mesmo otimismo tomou conta do mercado. Então veio março de 2020, e a realidade devolveu tudo o que o excesso de confiança havia acumulado. O padrão é cíclico porque o mercado é feito de gente, e gente é cíclica por natureza. O excesso de confiança sempre precede a reversão.
O investidor que preserva capital é aquele que entende o valor da pausa. Realizar lucro não é desistir, é respeitar o tempo. O longo prazo só existe quando se entende a importância dos curtos prazos que o compõem. Deixar o dinheiro “lá e esquecer” só funciona quando o fundo também respeita o timing do mercado. Muitos gestores, pressionados por rankings e captações, acabam mantendo exposição apenas para não ficarem atrás da concorrência, o que cria um desalinhamento: o gestor quer preservar reputação, enquanto o cotista quer preservar patrimônio.
Realizar parte do lucro agora é um ato de lucidez e domínio próprio. Não se trata de sair do mercado, mas de converter o lucro em solidez. Esse capital pode ser redirecionado para uma reserva, aplicado em ativos de renda fixa com spreads interessantes ou guardado em liquidez, pronto para aproveitar oportunidades futuras. O jogo de quem sobrevive é o jogo de alternar ataque e defesa com precisão.
O mercado é um campo de batalha, e cada ponto conquistado no índice é uma trincheira. Chegar a 151 mil é estar no topo do morro — a vista é ampla, mas a exposição também. O inimigo invisível, a reversão, te enxerga com clareza. Recuar 10% nesse ponto é estratégia, não covardia. Quem sobrevive no mercado é o que sabe quando atacar e quando proteger posição.
O componente psicológico pesa ainda mais. Nesses momentos, o cérebro ativa o viés de confirmação. Você começa a buscar notícias e argumentos que confirmem a continuidade da alta e ignora os alertas. As manchetes reforçam a sensação de segurança: “Brasil atrai fluxo estrangeiro”, “inflação sob controle”, “reformas estruturais no radar”. Tudo isso é real, mas o mercado não se move pelo noticiário, e sim pelo fluxo. E o fluxo já dá sinais de redistribuição: saídas graduais de capital estrangeiro, fundos institucionais reduzindo exposição e aumento expressivo na compra de puts, a proteção clássica do investidor profissional.
Esses sinais não aparecem gritando, mas sussurram. A volatilidade implícita começa a subir, os spreads de crédito se abrem, o dólar volta a respirar. São sintomas clássicos de que o ciclo está mudando. Quem tem sensibilidade sente o cheiro antes da virada.
Realizar lucro, no fundo, é o exercício da impermanência aplicada ao dinheiro. O capital precisa fluir, assim como a energia. Esperar o topo máximo é uma tentativa de congelar o tempo, e o tempo não congela. A sabedoria está em reconhecer o ponto em que a abundância começa a se transformar em risco disfarçado. Quando se entende isso, o controle deixa de ser do mercado e passa a ser seu.
O momento dos 151 mil pontos é histórico, sem dúvida, mas também revelador. Ele mostra o quanto o investidor brasileiro amadureceu, e ao mesmo tempo expõe o quanto ainda é guiado pela euforia coletiva. A verdade é direta: lucro só existe quando é realizado. Todo o resto é número na tela.
A atitude racional agora é simples e estratégica: reequilibrar, tirar parte do lucro, proteger o capital e aguardar a próxima onda com serenidade. O mercado não recompensa quem acerta o topo, ele recompensa quem sabe sair antes que o topo vire abismo.
Assinado,
Rafael Lagosta
Morning Call - 31/10/2025 - Amazon Dispara 12%Agenda de Indicadores:
BRA – Encerramento dos Contratos Futuros de Dólar – Novo Contrato: MinDolZ2025
9:00 – BRA – Taxa de Desemprego
10:45 – USA – PMI de Chicago
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta (Prévia do 4Tri)
Agenda de Autoridades:
10:30 – USA – Lorie Logan, do Fed de Dallas (Não Vota), faz discurso de abertura da conferência de pesquisa "O Cenário em Evolução do Financiamento Bancário", organizada pelo Fed de Dallas.
11:00 – BRA – Coletiva de Imprensa do Resultado Trimestral da Vale
13:00 – USA – Raphael Bostic, do Fed de Atlanta (Não Vota), e Beth Hammack, do Fed de Cleveland (Não Vota), participam de um debate na conferência de pesquisa "O Cenário em Evolução do Financiamento Bancário", organizada pelo Fed de Dallas.
Balanços:
USA: Pré-Market: $ NYSE:CVX NYSE:XOM NYSE:ABBV
BRA: Pré-Market: BMFBOVESPA:GOAU4
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Vale: A mineradora apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre, com lucro líquido de US$ 2,69 bilhões, superando a estimativa de US$ 1,99 bilhão. O desempenho reflete forte geração de caixa, maior eficiência operacional e contenção de custos, impulsionados pela alta do minério de ferro. A empresa também avançou na redução de despesas relacionadas a Brumadinho.
Gerdau: A siderúrgica registrou lucro ajustado de R$ 1,09 bilhão no trimestre, 9% acima das projeções de mercado. A companhia anunciou a distribuição de R$ 555,2 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,28 por ação, com data ex em 11 de novembro.
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — avançam em direção às máximas históricas, impulsionados pelos resultados positivos da Amazon e da Apple, que reacenderam o otimismo em torno do setor de tecnologia. O índice de volatilidade VIX ($ACTIVTRADES:USAVIXV2025) opera em leve queda, refletindo um cenário de menor aversão ao risco.
Câmbio: O índice dólar (DXY) permanece próximo das máximas de três meses, sustentado pela incerteza sobre o ritmo de novos cortes de juros pelo Federal Reserve. O iene japonês registra forte desvalorização na semana, pressionado por fatores políticos, comerciais e de política monetária.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 31 dias, sem data clara para encerrar.
Apple: A companhia superou as expectativas de lucro e receita no terceiro trimestre, embora as vendas do iPhone tenham ficado abaixo do esperado, impactadas pela conturbada relação comercial EUA e China. Apesar disso, a empresa projetou um quarto trimestre acima das estimativas de mercado, prevendo aceleração no crescimento da receita impulsionada pela temporada de festas de fim de ano e pela demanda por serviços e dispositivos premium, como os novos AirPods com tradução simultânea.
Amazon: As ações da Amazon disparam 12% no pré-market, adicionando mais de US$ 300 bilhões em valor de mercado, após a empresa divulgar receita recorde em sua divisão de computação em nuvem (AWS). A companhia tem convertido investimentos em inteligência artificial em ganhos de produtividade e novas fontes de receita, o que deve sustentar o crescimento futuro. No varejo online, o avanço é mais moderado, refletindo a fragilidade da confiança do consumidor.
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em baixa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — com exceção do IBEX 35 ACTIVTRADES:ESP35 da Espanha, e o FTSE MIB ACTIVTRADES:ITA40 da Itália, com os traders analisando resultados trimestrais mistos e dados de inflação da região. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas em 2%, pela terceira reunião consecutiva, sinalizando uma economia mais resiliente.
A maior instituição financeira da Dinamarca, divulgou lucro líquido ligeiramente acima das expectativas, o que impulsionou suas ações em mais de 2% nas bolsas europeias.
IPC da Zona do Euro: Os dados de inflação mostraram leve aceleração dos preços, embora o impacto nos ativos da região tenha sido limitado, com os traders mantendo a perspectiva estável para os juros do BCE.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos encerraram o terceiro mês consecutivo em alta, com destaque para o Nikkei TVC:NI225 , que registrou a maior valorização mensal desde 1990, impulsionado pelas expectativas de um novo pacote de estímulo fiscal no Japão.
Na variação diária, o Nikkei TVC:NI225 liderou os ganhos, subindo 2%, enquanto o Kospi TVC:KOSPI da Coreia do Sul avançou 0,5%, renovando máximas históricas.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — recuaram até 1,7%, após dados mostrarem que a atividade industrial contraiu no ritmo mais rápido em seis meses, em outubro.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO fechou estável, com os traders avaliando o impacto da aceleração dos preços no setor industrial (IPP) sobre as perspectivas de política monetária do RBA.
Criptoativos
As criptomoedas operam em alta nesta sessão, com o Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD e o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD subindo perto de 2%. Apesar do movimento positivo, ambos os ativos seguem em consolidação nas últimas semanas, refletindo falta de catalisadores relevantes e cautela dos traders diante do cenário macroeconômico global.
Commodities
As commodities metálicas — ouro ACTIVTRADES:GOLD , prata $ACTIVTRADES:SILVE e cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — recuam moderadamente, refletindo a valorização do dólar e a cautela dos traders diante das incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Fed.
Os preços do petróleo também operam em leve baixa, com o Brent ACTIVTRADES:BRENT e o WTI ACTIVTRADES:LCRUDE sob pressão antes da reunião da OPEP+, marcada para domingo. A expectativa é de um possível anúncio de aumento de 137 mil barris por dia na produção a partir de dezembro.
Bitcoin: Estamos Diante de um Novo Ciclo?Olá, amigos do TradingView!
Ao ler esse título, muitos provavelmente esperam que eu fale sobre um ciclo estendido ou algo parecido, que dessa vez será diferente, que os institucionais vão sustentar o mercado e que não teremos uma correção tão profunda.
Mas, sinceramente, é difícil pensar dessa forma. Essa é justamente a narrativa mais recorrente em todo final de ciclo, com gatilhos diferente, mas sempre justificando uma mudança estrutural.
Durante esse ciclo de alta, minhas análises sempre se basearam em estruturas de tempo e de preço, e esses continuam sendo os principais pilares da minha leitura de mercado.
Caso ainda não tenha lido, deixo abaixo dois dos estudos que me conduziram até aqui:
Se você ainda não viu esses estudos, talvez não perceba que meu foco é sempre seguir o plano.
Nesses dois estudos acreditava que entre Setembro e Outubro teriamos um ponto de inflexão, e isso pode ter acontecido, agora estando certo ou não o meu foco é medir a exposição, nesse momento estar muito exposto me parece um erro, então vou focar majoritariamente em estruturas corretivas. Sim, sei que ainda existem possibilidades de vermos os preços acima da ATH, porém a ação dos preços até aqui me mostram que isso vem se tornando cada vez menos provavel.
Aproveite o possivel novo ciclo que pode estar prestes a começar, e siga o plano!
Me diz ai, qual sua leitura sobre o Bitcoin nesse momento👇🏻
Padrão Perigoso de Wyckoff no Ethereum1️⃣ Cenário geral
Após as falas de Jerome Powell, o mercado reduziu drasticamente as expectativas de novos cortes de juros nos EUA — de quase 100% para cerca de 55%–60%. Essa mudança esfriou a disposição a ativos extremamente voláteis no curto prazo e levou à reprecificação dos criptoativos, afetando diretamente o Ethereum, que havia subido forte com a expectativa de liquidez maior.
2️⃣ Situação técnica
O Ethereum perdeu o suporte dos US$ 4.200, que antes havia se tornado um ponto de sustentação importante, e agora opera na casa dos US$ 3.816, em tendência clara de baixa. Alem disso, as médias móveis de 20 e 50 períodos estão inclinadas para baixo e o RSI já sinalizou zona de sobrecompra anterior, o que abre espaço para novas quedas.
3️⃣ Próximos níveis de atenção
O preço pode fazer um repique até a região de US$ 3.850–3.900, antes de possivelmente retomar a queda. Cremos que o proximo suporte imediato está em US$ 3.675.
Caso tenhamos um fechamento no diário abaixo desse suporte, o nível crucial é US$ 3.380, formando o início de um Padrão de Wyckoff, que não seria nada bom. Por outro lado, se reagir nesse ponto e voltar acima de US$ 4.200, o padrão de baixa pode ser invalidado, abrindo espaço para um novo movimento de alta rumo a US$ 6.000–7.000.
Todavia, se rompermos e fecharmos abaixo de US$ 3.380 (gráficos diário e semanal), isso seria muiyo ruim. podendo confirmar um padrão de Wyckoff, projetando o ativo para US$ 2.200–2.300 — o que caracterizaria uma tendência de bear market.
4️⃣ Fatores externos
O comportamento do Ethereum também depende do cenário macroeconômico:
1. Próximas declarações de Powell e expectativas de juros.
2. Relações geopolíticas entre EUA, China e Europa.
3. Indicadores de emprego e sentimento de risco global.
4. Indicadores de venda dos chamados detentores de longo prazo, entre outros.
Um cenário mais otimista, com juros em queda e menor tensão geopolítica, poderia impulsionar o Ethereum. Já a manutenção do pessimismo e do aperto monetário reforçaria a tendência de baixa.
⚠️ Aviso importante
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo. Não se trata de recomendação de compra ou venda de ativos. Cada investidor é inteiramente responsável por suas decisões e deve sempre considerar seu perfil de risco e estratégia pessoal.
USD/JPY POSSÍVEL VENDA EM 4 HORASAnalisando o gráfico dentro do conceito SMC, o par USD/JPY esta em uma zona de oferta de H4, a estrutura de 4 horas, 15 minutos e 1 minuto estão de alta, contudo foram tomados dois importantes ponto de liquidez (PWH 152.608) e (PDH 152.800), o mercado deve encontrar alguma reação vendedora nesta região.
O último nível de liquidez interna é 153.000, nível psicológico onde o mercado deve reagir com agressão vendedora.
A entrada de confirmação de baixo risco seria na perda do nível 152.450 onde aconteceria a quebra de estrutura de 15 minutos.
CAD/JPY - POSSÍVEL REVERSÃO EM 4 HORASAnalisando o par em questão dentro do conceito SMC, podemos notar que o preço esta se aproximando de uma importante região vendedora, contudo ainda temos os compradores no controle da situação dentro dos time frames maiores.
Os players conseguiram fazer uma quebra de estrutura iChoCh do fractal de 4 horas porém deixaram topos iguais na região, caracterizando uma armadilha para os vendedores de varejo, estes topos iguais ainda tem muita liquidez disponível para ser capturada pelos grandes players antes de uma queda mais abrupta. Os topos iguais EQH devem ser levados como liquidez e a zona de oferta de 4 horas acima deste topos deverá ser mitigada para depois iniciar uma possível agressão vendedora.
O correto é aguardar um novo iCHoCH quebra de estrutura de venda do fractal de 4 horas após a a mitigação da zona de oferta para confirmar o trade de venda.
Os times frames das estruturas fractais estão de seguinte forma:
Semanal - Tendência de alta (mitigando zona de oferta vendedora)
Diário - Tendência de alta (mitigando zona de oferta vendedora)
4horas - Tendência de baixa (mitigando zona de oferta vendedora, mas temos nova zona de oferta acima dos topos iguais EQH *zona de oferta da estrutura swing*)
15 minutos - Tendência de baixa (mitigando imbalance FVG)
5 minutos -Tendência de Baixa (mitigando imbalance FVG)
1 minuto - Tendência de alta (mitigando zona de oferta compradora)
Foram tomados importantes pontos de liquidez pelos compradores (PWH. 108.826 e PDH 109.217), então a possibilidade de uma correção de venda do preço aumenta demais nos ranges menores 4 horas, 1 hora, 15 minutos.
Decisão de Juros do Banco Central Europeu (BCE)O Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva nesta quinta-feira, sustentando um raro período de estabilidade, marcado por inflação controlada e crescimento moderado, mesmo diante das tensões nas relações comerciais globais.
As principais taxas deverão permanecer em seus níveis atuais: 2,15% para empréstimos, 2,0% para depósitos e 2,4% na taxa overnight utilizada pelos bancos.
Após reduzir os juros em dois pontos percentuais até junho deste ano, o BCE tem optado pela cautela, sinalizando que não há pressa em ajustar novamente a política monetária, já que a inflação permanece dentro da meta de 2%.
A presidente Christine Lagarde deve reforçar, em sua coletiva, uma postura dependente de dados, mantendo a porta aberta para cortes adicionais caso o cenário de crescimento perca tração. O mercado, por sua vez, precifica uma probabilidade moderada de nova redução em 2026, refletindo um ambiente de política monetária mais estável.
Desde a última reunião, os indicadores econômicos da zona do euro têm sido consistentes com o cenário projetado pelo BCE — de crescimento modesto, porém estável, e inflação próxima da meta.
Os índices PMIs mais recentes mostraram aceleração na atividade empresarial, enquanto o sentimento econômico na Alemanha vem melhorando, impulsionado pela dissipação gradual das incertezas sobre tarifas comerciais e amplo pacote de gastos do governo.
Apesar disso, sinais de fragilidade persistem. A indústria manufatureira continua pressionada, as exportações para os Estados Unidos caíram de forma acentuada, e há indícios crescentes de dumping por parte da China, que tem direcionado excedentes de produção ao mercado europeu.
As projeções internas do BCE apontam que a inflação pode ficar levemente abaixo da meta em 2026, mas tende a retomar força em 2027. A autoridade monetária já indicou que poderá tolerar desvios temporários em relação ao alvo, desde que as expectativas permaneçam ancoradas.
Na reunião de dezembro, o BCE divulgará suas novas projeções macroeconômicas até 2028, oferecendo uma visão mais clara sobre o ritmo de normalização da política monetária e o balanço de riscos entre crescimento e inflação.






















