O que esperar do COPOMO Banco Central do Brasil deve manter a Selic inalterada nesta quarta-feira, no maior patamar em quase duas décadas. A mensagem é clara: o ciclo de juros altos ainda está longe de terminar, e os investidores começam a se conformar com a ideia de que o custo do dinheiro continuará elevado por mais tempo do que se imaginava.
Sob a liderança de Gabriel Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve preservar a taxa básica em 15% pelo terceiro encontro consecutivo segundo a maior parte das opiniões do mercado. O consenso reflete uma virada de percepção: não se trata mais de quando os cortes começarão, mas por quanto tempo o Banco Central vai segurar as rédeas.
Nos bastidores, a visão é que Galípolo e seus colegas do conselho ainda estão desconfortáveis com a inércia inflacionária. Programas sociais e estímulos fiscais do governo ampliam a pressão sobre os gastos públicos, e qualquer sinal de afrouxamento prematuro poderia reacender a inflação.
Mesmo que o BC reconheça uma melhora marginal nas expectativas de preços, o tom seguirá restritivo. A maior questão é se isso abrirá caminho para um corte em dezembro. Os dados até permitem essa hipótese, mas acreditamos que o BC evitará sinalizar qualquer movimento antes que a inflação esteja claramente dentro da meta.
Economia resiliente, mas custo alto
O mercado de trabalho continua aquecido: a criação formal de empregos superou as projeções em setembro, e o desemprego segue em 5,6%, um dos menores níveis históricos. Essa resiliência, paradoxalmente, dá margem para o BC manter o aperto por mais tempo.
Desde o início do ciclo, o Banco Central elevou a Selic sete vezes seguidas, somando 4,5 pontos percentuais de alta, antes de interromper o movimento em junho. O objetivo era observar os efeitos do aperto sobre o custo de vida e, por enquanto, os resultados começam a aparecer.
A inflação de meados de outubro ficou em 4,94% em 12 meses, o menor nível desde o início de 2025. As projeções para 2025 a 2028 recuaram levemente, sinalizando que a trajetória caminha na direção certa.
Para o Índice Bovespa a decisão já está no preço, o mercado buscou máxima histórica no dia do COPOM e sobe mais de 25% no ano. A oportunidade está em setores de exportação e empresas dolarizadas (papel e celulose, mineração, proteína), que tendem a se beneficiar de eventual desvalorização cambial e desaceleração doméstica. Do outro lado da moeda, um BC mais duro mantém o real relativamente forte, já que o diferencial de juros com os EUA segue alto. Isso atrai carry trade via USDJPY, mas não garante fluxo de capital para a bolsa.
Cautela até 2026
Ainda assim, a mensagem do Copom deve ser firme: a convergência da inflação à meta vem antes de qualquer afrouxamento. A ideia de um corte antecipado perde força a cada nova reunião.
Em outras palavras, o Brasil pode conviver com juros de dois dígitos por boa parte de 2026. E, para um mercado que se acostumou a sonhar com cortes rápidos, a realidade é que o Banco Central agora está sob um novo comando, mas o mesmo pragmatismo não parece disposto a correr riscos.
Gfauth
Títulos americanos — deve ser daqui para baixoO mercado americano começa esse setembro no ritmo de corte de juros com dados macroeconômicos justificando o corte, e com um certo cenário de softlanding, olhando para a foto de hoje - minha opinião, e a confirmação disso está no preço do Título do Tesouro de 10 anos que atingiu o seu menor valor desde o liberation day (2 de Abril).
Para recapitular, quando o Trump veio a púpito mostrar quais seriam as tarifas, o mercado pirou. Nos primeiros dois dias após 2 de abril, 3 e 4, o mercado de títulos caiu, mas na fatídica segunda-feira 07, os treasuries subiram para ficar um bom tempo em preços altos. Neste dia, o T10 particularmente subiu 5% em variação diária, o que é bem expressivo para um ativo de segurança.
Isso é importante lembrar porque agora o título de 10 anos voltou ao mesmo nível de preço do dia 2 de abril - 6 meses depois.
Corte em setembro é base. Futuros de Fed funds apontam corte de 25 bps como cenário principal, com chance não nula de 50 bps após o payroll fraco. O preço do ouro já denuncia uma antecipação desse corte, reiterando mais ainda o embasamento do corte.
Mais de um corte em 2025 está no preço implícito (casas como BofA falam em dois cortes). Isso é consistente com a queda das taxas longas. Por isso, inclusive, devemos agora olhar mais para os cortes de outubro e dezembro.
A queda nos títulos reflete início de ciclo de afrouxamento + desaceleração de atividade; 30 anos carrega prêmio de prazo >10 anos (emissão/supply e incerteza de inflação de mais longo prazo).
O título de 30 anos não perdeu a região relevante de 4,75% (ainda) pois carrega toda a incerteza de longo prazo, bem como o peso das tarifas que ainda têm uma precificação incerta, se será derrubada ou se ficar em vigor.
Sobretudo, o que é importante vermos aqui é que olhando para a curva longa (10 e 30), o 10 está precificando mais rápido o otimismo, e o sinal do título de 30 anos reflete um otimismo real e duradouro. Isso quer dizer que por enquanto o investidor grande está cautelosamente otimista.
A febre da gestão passiva — pirmiero contato com ETFsUm ETF, ou Exchange Traded Fund, é um fundo de investimento que replica um índice de mercado, como por exemplo o Ibovespa ou o S&P 500, e é negociado na bolsa como se fosse uma ação. Ele funciona de forma simples: o gestor do fundo monta uma carteira com os ativos que compõem o índice que está sendo replicado. Assim, ao comprar uma cota do ETF, o investidor está adquirindo uma fração dessa carteira diversificada.
Prós e Contras
A principal vantagem dos ETFs é a diversificação instantânea, já que com uma única aplicação é possível se expor a dezenas ou centenas de ativos. Além disso, eles têm custos baixos em comparação com fundos de gestão ativa, são acessíveis a qualquer investidor e possuem liquidez diária, permitindo comprar e vender no mercado em tempo real.
Por outro lado, os ETFs não contam com gestão ativa, ou seja, não tentam superar o índice, apenas o replicam. Além disso, os dividendos pagos pelas empresas da carteira não são distribuídos diretamente ao investidor; normalmente, são reinvestidos no próprio fundo. Há ainda custos indiretos e o chamado tracking error, que representa a diferença entre o desempenho do ETF e o do índice de referência.
ETFs conhecidos no Brasil
O BOVA11 é o ETF mais tradicional da bolsa brasileira. Ele acompanha o Ibovespa, principal índice da B3, e funciona como uma porta de entrada para quem quer investir de forma ampla no mercado local. Com ele, o investidor adquire, de uma só vez, participação em empresas como Vale, Petrobras, Itaú e Ambev. Sua liquidez é altíssima, o que o torna útil não apenas para quem quer investir no Brasil, mas também para traders e estratégias mais táticas. A principal crítica é que o Ibovespa tem uma composição distorcida, concentrada em poucos setores.
O SMAL11 acompanha o índice de small caps, empresas menores e com maior potencial de crescimento na bolsa. Ele é mais volátil que o BOVA11, mas também oferece maior potencial de valorização em ciclos positivos da economia. Empresas menores tendem a reagir de forma mais intensa a mudanças no cenário macroeconômico, tanto para cima quanto para baixo. É indicado para quem busca crescimento de capital e aceita oscilações maiores no curto prazo.
O IVVB11 é um dos ETFs mais populares do Brasil e replica o S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Investir nele é como comprar uma fatia das gigantes americanas, como Apple, Microsoft, Amazon e Google, tudo isso em reais e pela B3. Além de oferecer diversificação internacional, ele protege contra a desvalorização do real, já que o fundo é dolarizado. É ideal para quem quer ter exposição ao mercado americano de forma simples e eficiente, com uma das menores taxas de administração entre os ETFs disponíveis.
Não podemos esquecer do HASH11, que oferece exposição ao universo das criptomoedas, seguindo um índice que inclui ativos como Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais relevantes. Ele foi criado para trazer o mercado cripto para dentro da B3, de forma regulada e com mais segurança para o investidor tradicional. Como qualquer produto ligado a cripto, sua volatilidade é extremamente alta e os movimentos de preço são intensos, tanto nas altas quanto nas quedas. Serve como uma aposta estratégica de longo prazo para quem entende os riscos envolvidos e quer alocar uma pequena parte da carteira em ativos alternativos.
Para quem quer investir lá fora o mais quente e nervoso é o QQQ, oficialmente chamado de Invesco QQQ Trust, é um dos ETFs mais negociados do mundo e replica o Nasdaq-100, índice que reúne as 100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq. Em outras palavras, é uma aposta direta e concentrada nas maiores empresas de tecnologia e inovação dos Estados Unidos.
E pra quem prefere menos emoção tem renda fixa também. O XFIX11 replica o IMA-B, índice de títulos públicos federais atrelados à inflação, como as NTN-Bs. É uma forma prática de se proteger contra a perda do poder de compra no longo prazo, já que os papéis rendem IPCA mais uma taxa real. Ele é especialmente útil para quem está pensando em aposentadoria, fundos previdenciários ou simplesmente quer travar o valor do dinheiro em prazos longos. O risco fica por conta da marcação a mercado, que pode gerar volatilidade no curto prazo mesmo em um produto teoricamente mais conservador.
Os ETFs são ferramentas versáteis, acessíveis e eficientes para diversificar investimentos com simplicidade e baixo custo. Permitem exposição a diferentes mercados — Brasil, Estados Unidos, renda fixa, small caps, tecnologia, cripto e até ao mundo inteiro — por meio de um único ativo negociado em bolsa. Cada ETF tem uma função estratégica específica e pode compor portfólios de todos os perfis, desde os mais conservadores até os mais arrojados. Entender suas características é o primeiro passo para montar uma carteira mais inteligente, moderna e alinhada aos seus objetivos.
Último rebalanceamento de Nasdaq reduz o peso de GoogleOs índices que compõem o mercado acionário sofrem modificações periodicas para manter o índice equilibrado, preservar a representatividade e cumprir regras de diversificação. No caso de Nasdaq isso é feito trimestralmente, balanceando os setores e ações de maior peso. Consequentemente essas modificações são relevantes para os investidores entenderem o que será mais relevante para a valorização do benchmark.
A mais recente modificação ( a modificação trimestral ) foi feita dia 31/03/2025 trazendo novamente um antigo player ao top 10 ações mais pesadas e rebaixando o google em seu lugar.
No primeiro TRI ainda tinhamos as duas ações da Aplhabet (Google) e tinhamos a Costco como a menos pesada de todas. Para esse segundo trimestre, Alphabet foi rebaixada e no lugar de GOOG foi adicionada Netflix à frente do Tesla. Tesla perdeu mais de 1% de peso na composição do índice.
Também podemos observar que as 3 maiores de tecnologia, Microsoft, Aple e Nvidia também perderam um pouco de peso, indicando uma diluição na concentração.
Analisando os setores, a redução marginal de exposição em Tecnologia abre espaço para o índice aumentar exposição a sertores mais defensivos, como Telecomunicações, Consumo Básico e Cuidados Médicos. Vale ressaltar aqui que o tema do índice é Tecnologia, então esse setor sempre será dominante.
Porque os índices fazem rebalanceamentos?
Existem muitos motivos do porque balancear, tanto estratégicos como regulatórios.
Primeiro existe a necessidade de evitar uma concentração excessiva, embora a concentração de Nasdaq ainda seja de mais de 50% em tecnologia, sendo considerado um índice desbalanceado. A mesma discução circunda o Índice Ibovespa, que contém uma concentração alta em Vale, Petrobras e 3 bancos maiores. Referência .
Os índices são criados para representar um setor ou a economia de maneira proporcional. Quando algumas ações se valorizam muito mais que outras, elas inflacionam artificialmente o índice, o que deturpa a realidade do mercado. É necessário preservar a representatividade do índice.
Existem também regras de diversificação de índices de referência. O Nasdaq-100 segue regras de composição determinadas por reguladores e contratos com ETFs e fundos. A principal e que mais importa é o limite de concentração 5/48. Se empresas com peso individual superior a 4,5% somarem mais de 48% do índice, a Nasdaq obriga um rebalanceamento especial. Nenhuma empresa pode ter peso superior a 24% (na prática, esse é o teto absoluto).
Porque isso importa?
Traders e investidores que investem em Nasdaq ou ETFs deste ativo precisam saber a concentração da exposição que tem. Um investidor mais diversificado deveria optar por índices mais diluídos, como por exemplo o S&P500 que é, ou deveria ser muito mais balanceado com outras empresas alem das 7 magníficas.
Índices temáticos também podem ser relevantes, tais como o Russel2000 para quem tem apetite para investir em small-caps.
De qual risco você precisa se proteger?Uma semana, sem dúvida, catastrófica para os mercados financeiros, onde vimos o conceito de risk-off na prática. De maneira simples e resumida, risk-off ocorre quando o mercado quer fugir do risco e busca proteção para suas carteiras em ativos considerados seguros. O oposto disso é o risk-on .
Vimos uma queda substancial em praticamente todos os mercados de risco, como ações, commodities, moedas e criptos. Particularmente, só vi os títulos subindo expressivamente, além de algumas moedas de proteção, como CME:6J1! e CME:6S1! . Isso me faz refletir: ao que o dólar protege? Ao que o Bitcoin protege? Todos os ativos têm seus prós e contras, e é isso que quero abordar hoje.
Título de 10 anos dos EUA
Este é o ativo principal que usarei como base de comparação com os demais. Ele é seguro porque é garantido pelo governo americano, tem um rendimento previsível e pode ter um duration mais curto, dependendo do tipo do título. Possui alta liquidez e serve para proteger os investidores de crises governamentais.
Porém, esse título tem um dono: o governo. Sua volatilidade e seus rendimentos podem ser altamente afetados por decisões políticas e econômicas dos Estados Unidos, como as do FOMC, além de riscos inflacionários, desvalorização do dólar e impostos.
Ouro
O ouro é o ativo de proteção mais antigo. Por sua característica deflacionária, seu preço não sofre degradação, protegendo contra a inflação. É o clássico ativo buscado em momentos de incerteza ou crise, justamente por ser independente de governos e possuir ampla liquidez.
Todavia, ele não gera renda passiva, não paga cupom nem dividendo, mas sim impõe custos de armazenamento, segurança e transporte. Além disso, por ser um ativo físico, pode ser taxado por governos.
No gráfico abaixo, vemos a relação entre o Tesouro de 10 anos dos EUA e o ouro. É possível observar como, recentemente, o título variou amplamente em 1% a.a., enquanto o ouro acumulou valor ao longo do tempo.
Dólar, Iene e Franco
O dólar é a moeda do mundo: aceito globalmente, tem alta demanda em crises e se fortalece em ciclos de aperto monetário (como o atual). No entanto, é totalmente dependente da política econômica dos Estados Unidos, assim como o título de 10 anos.
Já o iene e o franco suíço são moedas relevantes porque, historicamente, pertencem a países com baixa inflação, política de neutralidade e mercados suficientemente líquidos, além de apresentarem baixa volatilidade. O iene, em particular, é amplamente utilizado no carry trade , onde investidores tomam capital a juros baixos no Japão para aplicá-lo em mercados com rendimentos superiores.
O ponto fraco dessas moedas é sua baixa taxa de valorização ou juros excessivamente baixos – às vezes até negativos. O dólar tem sido a principal moeda de reserva mundial por décadas. Mesmo em tempos de incerteza, o dólar ainda se mantém como uma escolha dominante, o que o diferencia de moedas como o iene ou o franco suíço.
No gráfico, observamos a correlação na busca por segurança em moedas como iene e franco, juntamente com os títulos de 10 anos, enquanto o dólar perde força. Em situações em que tanto o título americano quanto o dólar são impactados por uma crise, a fuga ocorre para moedas fora da esfera de controle dos Estados Unidos.
Bitcoin
Assim como o ouro, o Bitcoin é escasso e limitado por sua regra imutável no blockchain. Além disso, é descentralizado, sem controle de governos ou empresas, o que lhe confere potencial para proteger contra a desvalorização de moedas ou até mesmo riscos sistêmicos, graças à sua capacidade de ser transacionado peer-to-peer.
Diferentemente do ouro, o Bitcoin não impõe custos de armazenamento e transporte, além de oferecer um alto nível de segurança e transparência em uma rede aberta.
No entanto, alguns desafios dificultam sua adoção como reserva de valor. O Bitcoin é altamente volátil, podendo tanto valorizar significativamente quanto sofrer quedas expressivas no curto e médio prazo. Não gera renda passiva, juros ou dividendos, e sua custódia deve ser feita pelo próprio investidor para garantir maior segurança. É possível armazená-lo em terceiros, mas isso implica riscos adicionais, como ataques hackers e dependência da infraestrutura e da cibersegurança do provedor escolhido.
Embora o Bitcoin tenha uma volatilidade exacerbada, ele ainda não passou por uma crise econômica global profunda. Isso poderia gerar discussões sobre sua maturidade como reserva de valor. Durante a crise de 2008, por exemplo, o ouro foi tradicionalmente considerado uma proteção e foi amplamente valorizado naquele momento onde um ativo de segurança não negociando em mercado aberto global, os Imóveis, depreciaram muito.
No gráfico abaixo, destaco momentos do último ano em que o título de 10 anos e o Bitcoin apresentaram correlação negativa. Isso significa que o mercado vendeu Bitcoins para comprar títulos de 10 anos como forma de proteção.
Entendeu melhor para que serve cada ativo de segurança negociado no mercado aberto? Assim, você pode diversificar melhor sua carteira e estar preparado para qualquer tipo de intempérie econômica.
Eu não tenho dúvidas que fui sucinto em cada assunto, há muito mais para discutir, mas por hoje, fica essa reflexão.
Você sabia que da pra apostar na eleição dos EUA?É isso mesmo, existem tokens desenhados para fazer operações de hedge ou até mesmo especular em cima das eleições dos Estados Unidos através de criptomoedas DeFi.
São os instrumentos de Swap que são encontrados nas plataformas de Decentralized Finance, como a Uniswap. Normalmente, esses tokens dos candidatos (Harris e Trump) operam na rede do Ethereum através do Wrapped Ethereum, que é um token ERC-20 que representa o Ethereum (ETH) em uma forma "embrulhada", tornando-o totalmente compatível com o padrão ERC-20 da blockchain Ethereum. Complexo? Vou explicar.
O que é ERC-20?
A rede ERC-20 é um padrão técnico usado para criar e emitir contratos inteligentes na blockchain Ethereum. Ele define uma lista de regras que um token deve seguir para ser considerado um token ERC-20. Essa padronização é fundamental para a interoperabilidade dos tokens dentro do ecossistema Ethereum, permitindo que diferentes aplicativos e contratos interajam de maneira consistente.
O que é Wrapped Ethereum?
Como mencionei acima, o WETH é um token ERC-20 que representa o Ethereum (ETH) em uma forma compatível com o padrão ERC-20 da blockchain Ethereum. Esse token é essencial em protocolos DeFi como Uniswap, Aave ou Compound, onde a maioria dos ativos é baseada no padrão ERC-20. Usar WETH permite que o Ethereum interaja facilmente com esses protocolos e participe de pools de liquidez ou pares de negociação.
O WETH surge quando os usuários "embrulham" seu ETH enviando-o para um contrato inteligente que devolve uma quantidade equivalente de WETH. Este processo é reversível, permitindo que o WETH seja "desembrulhado" de volta para ETH a qualquer momento.
Agora que já entendemos o mecanismo por trás, fica mais palpável entender como funcionam os tokens Harris e Trump negociados por WETH.
Entendendo os tokens da eleição.
O preço de ativos como o HARRISWETH e o TRUMPWETH (uma combinação de Kamala Harris e Wrapped Ether ou Trump e Wrapped Ether) se move com base em vários fatores comuns no mercado de finanças descentralizadas (DeFi) e criptomoedas.
A lei que regula todos os mercados, sejam eles centralizados ou descentralizados, é a oferta e a demanda, e nesse ativo não é diferente. O preço é influenciado pela disponibilidade de liquidez em pools como a Uniswap. Quando há pouca liquidez ou grandes ordens de compra/venda, o preço pode variar drasticamente devido à oferta limitada. Mas existem outros fatores que, no caso em especial, criam demanda pelo ativo.
O sentimento de mercado talvez seja o mais pujante aqui. Ativos especulativos veem mudanças rápidas de preço com base em emoções de mercado, como medo e ganância. Para um ativo como esse, que contém o nome de uma figura política (Donald Trump), qualquer notícia ou percepção pública relacionada pode afetar a demanda. Isso faz parte da cultura meme no ambiente de criptomoedas.
É importante ressaltar que o desempenho do WETH como ativo único também influencia o preço desse ativo. Afinal, é um par de tokens negociados; se o gráfico do Ethereum sofre alguma influência e perde força, isso impacta diretamente os preços do WETH e pode valorizar naturalmente os pares Harris ou Trump.
No curto prazo, isso pode ser apenas uma brincadeira, mas esse é um ativo real e reflete reais oportunidades de negócio, podendo servir de proteção para participantes do mercado que buscam proteger-se de um governo específico, ou até mesmo premiar aqueles que desejam especular a favor ou contra algum candidato específico. Os tokens tendem a se valorizar conforme o resultado da eleição, podendo o token contrário "virar pó", perdendo completamente o valor.
Como todo investimento, é importante tomar decisões sustentadas por fundamentos, buscando o prêmio de risco naquela operação — se houver. Com um olhar agnóstico. Trabalhar por fanatismo não é o melhor dos caminhos.
Há um bom ditado: " amigos são amigos, negócios à parte ".
O que é o Índice Dólar (DXY)Hoje gostaria de falar um pouco sobre o Índice Dólar, também conhecido como DXY, para que você possa entender a importância desse índice.
O que é o DXY?
Este índice é uma medida ponderada do valor do dólar americano em relação a uma cesta de moedas estrangeiras importantes. O DXY é amplamente utilizado como uma referência para avaliar a força ou fraqueza do dólar americano em relação a outras moedas globais.
A cesta de moedas que compõe o DXY é ajustada periodicamente, mas hoje incluí as seguintes moedas:
Euro (EUR CME:6E1! ): Com uma ponderação significativa, já que o euro é a segunda moeda de reserva mais importante do mundo;
Iene japonês (JPY CME:6J1! ): O Japão é uma das principais economias do mundo, tornando o iene uma moeda importante para a cesta;
Libra esterlina britânica (GBP CME:6B1! ): O Reino Unido é uma das principais economias e centros financeiros globais;
Dólar canadense (CAD CME:6C1! ): O Canadá é um importante parceiro comercial dos Estados Unidos, e o dólar canadense é incluído na cesta;
Coroa sueca (SEK CME:SEK1! ): A Suécia é uma economia desenvolvida e é representada no DXY;
O objetivo do DXY é fornecer uma medida objetiva do desempenho do dólar americano em relação a essas moedas, com base em taxas de câmbio ponderadas. Quando o DXY aumenta, isso geralmente indica que o dólar americano está se fortalecendo em relação a essas moedas estrangeiras, e quando o DXY diminui, isso sugere que o dólar está enfraquecendo em relação a elas.
Os traders, investidores e analistas financeiros acompanham de perto o DXY, pois ele fornece insights sobre a saúde econômica dos Estados Unidos e seu impacto nas relações comerciais internacionais. Movimentos significativos no DXY podem afetar os preços das commodities, o comércio internacional e os mercados financeiros em todo o mundo.
É muito comum operadores de Dólar Real, tanto na bolsa Brasileira operando BMFBOVESPA:DOL1! quanto no estrangeiro operando FX_IDC:USDBRL prestarem a atenção e fazerem correlação com esse índice. Por isso, se você gosta de operar dólar, entender o funcionamento e acompanhar o DXY é fundamental.
Operando B3 pelo TradingViewAlguns já sabem, a Órama Investimentos agora está disponível no TradingView, roteando ordens para a B3. 🤩
Para saber mais sobre a abertura de conta, acesse o blog do TradingView: www.tradingview.com
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Dimencionando multigráficos na telaUHu!
Agora da para customizar o tamanho do seus gráficos no multigráficos, colocando maior destaque na informação que é deveras mais importante para você. Eu falo um pouco no vídeo sobre a ferramenta multigráficos e as sincronizações. Além disso, eu mostro como é uma janela de correlações em multigráficos com exemplificando como manusear o dimensionamento das telas. Por fim, eu mostro minha tela operacional e como essa simples atualização mudou minha visão do que acontece no nosso dolão de cada dia.
A importância do calendário econômicoSe você não conhece o calendário econômico está provavelmente perdendo oportunidades no mercado. Oportunidades de operar ou até mesmo de preservar o seu capital.
Os eventos no calendário econômico são os responsáveis pelos maiores momentos de volatilidade do mercado há anos, principalmente quando se trata de dados de Emprego, Juros e Inflação Americana, e o melhor de tudo, eles tem data e hora marcada para acontecer. Conhecer os indicadores é o primeiro passo para estar bem preparado para operar o mercado financeiro, mas entende-los e interpreta-los é o caminho para se tornar um Trader profissional.
Veja minha breve explicação dos momento de volatilidade que tem hora marcada no mercado.
Como eu olho para gráficos de RenkoPovo pediu e eu trouxe! Vídeo continuação falando sobre como eu uso o gráfico de Renko para operar o intraday. Alguns insights interessantes sobre lateralização e tendência, além de dicas de configuração no TradingView.
O renko é espetacular para quem busca operar amplitude de preço, encontrando pontos de compra e venda em extremidades, pois retira totalmente o ruído e independe de tempo para dar um gatilho para entrar no mercado.
Espero ter ajudado.
Grande abraço!
Como acessar dados do BACEN no TradingViewJá dizia meu professor de contabilidade, sopinha de minhoca, molinho molinho.
Você pode acessar a página de catálogo do Quandl aqui: Catálogo do QUANDL para pesquisa
Aqui está a lista de observação com os dados do BACEN que eu mencionei no vídeo. Para tê-la, clique em "fazer uma cópia": br.tradingview.com
Banco Central do Brasil disponibiliza uma base de dados estatísticos sobre a economia Brasileira em sua plataforma SGS (que convenhamos é 0 UX). A plataforma QUANDL é um projeto da NASDAQ para compilar e vender os dados disponibilizados por terceiros, embora tenham muitos dados gratuitos, o foco do site é ser um marketplace.
Dados estatísticos do BACEN são imprescindíveis para quem está olhando para o mercado tanto no curto quanto no longo prazo. Se você não consegue entender e projetar a situação do seu país, como você pode confiar que a bolsa (economia) desse país vai bem?
Quer um exemplo? Ta com dúvida porque as ações do varejo estão caindo tanto? Talvez está faltando informação na sua análise!
Analise como um profissional, procure entender os drivers do mercado e as bases da economia, assim você fica mais seguro na tomada e manutenção de posição.
Espero ter ajudado. Grande abraço!
5 dicas para ser relevante no TradingViewGuia prático e básico para começar a criar análise e ideias que impactam e engajam os traders e investidores da rede. Use e abuse da criatividade mas sempre lembre-se de não violar as regras da casa. Se você tem qualquer dúvida sobre as regras pode acessar aqui br.tradingview.com
Para anunciar com a gente, você deve contatar a nossa equipe: br.tradingview.com
Estou referenciando aqui em baixo 7 FERAS das publicações no TradingView, se liga 👇👇👇
Compartilhando WatchlistsPassando rapidinho nas funcionalidades das listas de observação e na nova funcionalidade de compartilhamento. Agora você pode organizar bonitinho a sua lista com categorias, seções e compartilhar com seus relativos.
Qualquer dúvida me escreve aí embaixo, e me envia suas listas também!
REDUZINDO TEMPO DE EDIÇÃO E PESQUISANesse vídeo trago 2 hacks para reduzir o tempo de edição de ferramentas de desenho através dos modelos pré-selecionados e também mais sobre a administração de desenhos em massa. Para finalizar a cereja do bolo são as teclas de atalho.
Espero que eu possa ter ajudado e contribuído para o seu desenvolvimento. Se tiver alguma dúvida, escreve aí em baixo que eu respondo assim que puder.
Como eu administro vários desenhos no gráficoNão tem segredo, eu uso a ferramenta de Árvore de Objetos. É lá que eu crio pastas e nomes para os desenhos e análises que faço em prazos longos e principalmente no Intraday.
Não perca tempo, veja esse vídeo curto e saiba agora como usar ao máximo a ferramenta do TradingView.
PA + VP — operando caixote do BTCBitcoin testa fundo próximo de 29mil dólares, e vendedores sofrem rejeição com subida rápida. Essa já é a quarta rejeição vendedora demonstrando que sim, há apetite comprador nesse nível de preço.
O fechamento acima de 30mil é muito positivo para compra, pois confirma a defesa vendedora. O fechamento de um Doji ou Spin Top nesse suporte ainda apresenta ameaça vendedora, um fechamento majoritariamente comprado muda o quadro completamente para a compra.
Já o preço fechando abaixo de 30, perdendo padrão Spin top pode ser preocupante e podemos ver em breve um ensaio de rompimento. Até o momento, tivemos um falso rompimento.
A compra seu no fundo motivada pela defesa compradora e região de volume, a ideia é atravessar a região de liquidez deixando uma parcial em 35mil, protegendo a posição de um pullback, essa parcial deve empurrar o preço médio para meados de 29500, preço muito favorável. O alvo final fica em 40mil.
Este é um estudo pessoal e não recomendação de investimento. Negocie pelo seu próprio risco.
Como um topo duplo deve se parecerUm topo duplo é um padrão técnico de reversão e exaustão. Ele acontece sempre no fim de uma tendência de alta e se parece como um M.
Veja o preço vindo de uma tendência saudável (R$5,80), até encontrar grande resistência vendedora. A primeira retração pode parecer uma retração normal da tendência (R$5,50). Porem no segundo teste do topo, os compradores falham no rompimento (R$5,80), e esse vira o ponto ideal para grandes players vendedores montarem posições. Você consegue identificar um topo duplo após a segunda retração sem passar do mesmo topo. A confirmação vem apenas após o rompimento do fundo deixado inicialmente.
É ideal esperar o preço buscar o fundo novamente e confirmar rompimento, a confirmação pode ser dada por price action, indicadores, ou fluxo de volume. O gatilho é na perda do fundo deixado na primeira retração, no exemplo aqui é no suporte psicológico de 5,50. A minha entrada está em 5,44, tentando evitar ser violinado por um falso rompimento.
Agora que você sabe os critérios básicos para se ter um topo duplo, vamos falar do alvo. O alvo de um topo duplo deve ser a distância entre o topo e o fundo. Aqui no exemplo esse valor é marcado pela extensão de Fibonacci aos R$5,2195.
Aqueles que não acharam confiável o rompimento do fundo, podem aguardar o reteste na região do gatilho. Esse reteste nem sempre acontece, mas quando acontece é batata. É a melhor entrada com melhor RxR
Por que isso funciona?
O price action por trás desse movimento sugere que os compradores perderam força contra os vendedores ao atingirem o primeiro topo. Assim que os vendedores tomam o controle do mercado, a primeira retração se forma rapidamente por conta dos stops sendo executados, da realização de quem puxou a tendência de alta até então e de quem está montando posição de venda na região.
A saída do smart money cessa, e rapidamente os touros retomam controle do mercado, porém dessa vez o preço sobe sem grandes volume, com baixa liquidez, ou por dumb money.
Quando o lado da compra chega no topo (se chegar), os players que já estavam defendendo a posição anteriormente, e os que já realizaram e agora tem interesse em montar posição de venda, conseguem mover o preço com maior facilidade, pela falta de liquidez e amparo da compra institucional.
Análise Técnica
Dólar chegou a testar R$5,875 mas retornou rapidamente para a região de volume notável, por isso considerei ruído o falso rompimento. Após fechar retração no fundo, com ânimos do aumento da SELIC, retomou alta e deixou um belo spin top no segundo topo, na sequencia mostrou um candle de força intensa em pleno dia de rolagem dos contratos futuros.
Pode-se observar que é um candle de força muito semelhante aos que causaram queda antes. Liquidação e stop da galera é o nome disso.
O rompimento de R$5,45 é fundamental para o preço andar. A região de 5,50 e 5,35 é de alta liquidez, é de se esperar uma briga intensa por ali. Saída parcial em R$5,35 e execução da operação em R$5,22.
O stop está muito pessimista no meu ponto de vista, pode ser facilmente violinado, mas para fins didáticos, coloquei o gatilho no rompimento. Eu costumo operar reteste.
Este é um estudo pessoal e não recomendação de investimento. Negocie pelo seu próprio risco.
Como um Cabeça e Ombros deve se parecerAnálise Técnica
Stocks Tesla tem duas regiões de liquidez interessantes, uma no topo e uma no fundo.
A região do fundo está em formação de ombro, cabeça e ombro invertido, isso simboliza o fim da tendência baixista no 4h. O padrão está praticamente formado mas ainda não rompeu.
A projeção do ombro da direita dá alvo em US$844, dentro da segunda região de volume no topo. Já a cabeça projeta o preço para o ATH da ação.
O rompimento da neckline é especialmente importante pela região de baixa liquidez até meados de US$795. Região onde o preço pode correr rápido com baixa resistência vendedora.
CCI imprime momento comprado desde terça-feira dia 30/03, mas o preço ameaça perder momento e postergar o rompimento. Lembrando que o padrão invalida caso o preço avance muito além do que está definido ombro direito.
Quer saber mais sobre o padrão de Ombros e Cabeça?
O padrão de Ombros e Cabeça, também popular "OCO", é provavelmente o padrão menos comum de se ver nos mercados, pois é uma estrutura complexa em sua formação e requer um mercado aquecido, esse padrão representa a disputa entre compradores e vendedores.
Esse também é um padrão de reversão, e ele pode ser encontrado tanto em uma tendência de alta, como em uma tendência de baixa. No caso da tendência de baixa o padrão fica de cabeça para baixo e é chamado de Ombros e Cabeça invertido.
A estrutura desse padrão é de três ondas completas, com impulso e retração. A primeira onda de impulso é o ombro esquerdo, e o fundo da retração será importante para definir a famosa Neckline ou Linha de Pescoço. A segunda onda de impulso, representa a cabeça pois ela rompe o topo anterior (ombro esquerdo), porém retrai até a linha de pescoço sem perder esse suporte.
Nesse momento você começa a entender que sim, pode estar formando um padrão OCO, mas você ainda precisa do ombro direito. O ombro direito normalmente é igual ao esquerdo, tanto em tempo quanto em altura do topo, mas isso pode variar. O padrão valida com o rompimento da linha de pescoço após a formação do ombro direito. O alvo desse padrão é a distância da cabeça e da neckline a partir do rompimento.
Price Action
O Price Action por trás desse movimento é a representação de uma briga pelo controle do mercado, que nesse caso será tomado pelos vendedores.
O preço vem em tendência de alta e performa um novo topo, encontrando resistência vendedora e sofrendo correção de preços. Até aqui temos uma tendência normal.
Os compradores voltam a atuar no suporte formado pela Neckline, como consequência a demanda acaba empurrando o preço acima do topo anterior, mas ao encontrar nova resistência os vendedores se mostram mais fortes e derrubam o preço até o mesmo fundo anterior.
Nesse momento você pode especular que um padrão de OCO está se formando, mas ainda fala o outro ombro para confirmar.
Aqui está o pulo do gato no Price Action, se agora os compradores se mostrarem mais fortes e buscarem o topo anterior, temos o padrão invalidado<, pois ainda há interesse de compra nessa região. A ausência dos compradores é o que você precisa identificar para esse padrão.
Se o mercado sobe com baixo volume e existe muita liquidez vendedora, pode se estimar que o mercado comprador está exausto. Quando os players da venda identificam a exaustão, os vendedores assumem controle total do mercado e derrubam o preço com facilidade pela falta de demanda e liquidez. Dessa vez o suporte não pode segurar.






















