Análise Fundamentalista
O Futuro do Cacau: Doce Mercadoria ou Safra Amarga?O mercado global de cacau enfrenta turbulências significativas, impulsionado por uma complexa interação de fatores ambientais, políticos e econômicos que ameaçam a estabilidade dos preços e o fornecimento futuro. A mudança climática representa um grande desafio, com padrões climáticos imprevisíveis na África Ocidental, que elevam o risco de doenças e impactam diretamente os rendimentos, como indicado por relatos de agricultores e estudos científicos mostrando reduções significativas na produtividade devido ao aumento das temperaturas. Agricultores alertam para a possível destruição das colheitas dentro de uma década, sem apoio significativo e medidas de adaptação.
Pressões geopolíticas acrescentam outra camada de complexidade, particularmente em relação ao preço pago ao produtor em Gana e na Costa do Marfim. O debate político em Gana centra-se nas pressões para dobrar os pagamentos aos agricultores, visando cumprir promessas de campanha e combater o contrabando fronteiriço incentivado pelos preços mais altos na vizinha Costa do Marfim. Essa disparidade evidencia a situação econômica precária de muitos agricultores e as implicações para a segurança nacional da produção de cacau não lucrativa.
As vulnerabilidades da cadeia de suprimento, incluindo árvores envelhecidas, prevalência de doenças como o vírus do inchaço dos brotos (Swollen Shoot Virus) e o histórico de baixos investimentos devido aos preços reduzidos, contribuem para uma diferença significativa entre o rendimento potencial e o real. Embora projeções recentes indiquem um possível superávit para 2024/25 após um déficit recorde, as restrições à polinização continuam sendo um obstáculo fundamental, com estudos confirmando que os rendimentos muitas vezes são limitados pela polinização natural insuficiente. Ao mesmo tempo, os preços elevados estão reduzindo a demanda dos consumidores e forçando os fabricantes a considerar a reformulação de produtos, refletido na queda dos números de moagem de cacau globalmente.
Enfrentar esses desafios requer uma abordagem multifacetada focada na sustentabilidade e resiliência. Iniciativas que promovam uma compensação mais justa aos agricultores, contratos de longo prazo, práticas agroflorestais e melhor gestão do solo são cruciais. A colaboração aprimorada em toda a cadeia de valor, combinada com o apoio governamental a práticas sustentáveis e ao cumprimento de novas regulamentações ambientais, é essencial para enfrentar a atual volatilidade e garantir um futuro estável para a produção de cacau e os milhões que dela dependem.
ETH - ANÁLISEO que falar do ethereum? Segunda maior Market Cap do mercado, tecnologia mais usada em para desenvolver smart contracts entre suas outras milhões de funcionalidades.
Vemos o preço de ETH performar de forma negativa desde dezembro de 2024, o que não é surpreendente pois todo mercado foi varrido com todas as notícias e esse banho de água fria que o presidente trump trouxe em relação às criptos em sua posse o que pegou todos de surpresa (até os investidores) pois todos pensavam que por termos um presidente pro-cripto, o mercado todo ia explodir, o que não foi o caso, até mesmo para o mercado tradicional.
Vemos o preço do ETH tendo sua pior performance e em patamares que não víamos desde 2023, mesmo com o BTC tendo atingindo novas máximas, ETH não conseguiu romper a barreira dos 4.000 quando estamos na euforia em novembro, Com sua dominância em patamares antes vistos só em 2019 (7%).
Aí fica a pergunta para os investidores: Ethereum morreu?
Será mesmo?...
Vamos aqui a alguns fatos:
Vimos o ETF de ETH sendo aprovado em julho do ano passado, com o valor de ETF subindo constantemente e chegando a um valor cumulativo de cerca 68b de dólares no dia de hoje.
Ethereum domina mais de 50% de todo mercado de DEFI (Finanças descentralizadas) ou também o futuro das finanças.
Ethereum domina mais de 75% do Market share de RWA (20% são da zkScync uma Layer-2 da ETH) um mercado que teve um boom em 2024 e ainda está em seu início em compensação ao seu surreal potencial (Rwa ou Real-World Assets são como o próprio nome introduz, ativos que temos no mundo real que são tokenizados e trazidos para a blockchain, é como se você tivesse um pintura é você quisesse trazer ela para o mundo digital como sua representação, podendo ser negociadas, usadas como garantia e até mesmo integradas a protocolos de defi.
Ethereum domina mais de 80% do mercado de NFT, muito falado em 2021 e hoje ainda não voltaram para a graça do povo, mas que tem muito valor.
Isso foi para vocês terem uma base do tanto que o Ethereum é importante e primordial para o mundo cripto.
Sim, o preço no momento não retrata o tanto que o ethereum tem de funcionalidades no mercado, mas eu tenho uma pergunta a te fazer, se você não acreditar no ethereum com o tudo que eu te falei acima, em que mais você vai confiar?
Em relação ao gráfico não temos muito a comentar, rompeu para baixo de uma cunha descendente, abaixo das médias e com pouco volume, veríamos algum tipo volatilidade e melhor cenário para o ETH acima da região dos 2.000 onde passamos por todos esse período na região de 4.000 e 2.000 USDT (Lateralização se olharmos no gráfico de períodos maiores)
Ouro atinge recorde à medida que o Polymarket inverte a cham...Ouro atinge recorde à medida que o Polymarket inverte a chamada do Fed
O Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou que a política tarifária do Presidente Donald Trump provavelmente alimentará uma inflação mais alta e um crescimento econômico lento.
Falando no Clube Econômico De Chicago na quarta-feira, Powell disse: "Os mercados estão lutando com muita incerteza, e isso significa volatilidade."Seus comentários foram rapidamente refletidos nos mercados, com o Dow caindo 1,7%, o S&P 500 caindo 2,3% e o Nasdaq caindo 3,4%. Enquanto isso, o ouro estendeu sua alta para um novo recorde de US $3.337.
O que pode não ser incerto é a próxima decisão de taxa do Fed. De acordo com dados do Polymarket, há agora uma chance de 89% de o Federal Reserve manter as taxas estáveis em sua reunião de maio—acima dos 69% há apenas um mês.
A Polymarket também está precificando as chances de Powell ser substituído por Trump por um diretor mais servil este ano em 17% (o que provavelmente poderia aumentar as chances de um corte de taxa em Maio).
Com tarifa de 245% dos Estados Unidos na China, ouro explodeA tensão comercial entre Estados Unidos e China voltou ao centro das atenções dos mercados globais após declarações contundentes do presidente norte-americano Donald Trump, sinalizando a possibilidade de tarifas de até 245% sobre produtos chineses, em resposta a uma série de medidas retaliatórias implementadas por Pequim. A decisão de intensificar a guerra tarifária não apenas reacendeu o apetite por ativos de proteção como também colocou pressão renovada sobre as projeções de crescimento global, num momento em que o mundo já demonstrava sinais de desaceleração econômica.
Trump justificou a medida com base em supostos riscos à segurança nacional, alegando que a dependência dos EUA em relação à importação de minerais processados críticos e seus derivados tornaria o país vulnerável. Paralelamente, a Casa Branca anunciou uma investigação formal para avaliar os impactos dessa dependência estratégica, sobretudo no contexto da cadeia de suprimentos global. A China, por sua vez, respondeu com aumento nas tarifas sobre produtos norte-americanos e com novas restrições à exportação de terras raras, metais essenciais à fabricação de componentes eletrônicos e tecnologias de ponta. O movimento é considerado por analistas como um passo deliberado para afetar setores estratégicos da economia americana, incluindo energia, tecnologia e defesa.
Esse cabo de guerra tarifário trouxe implicações imediatas. Segundo estimativas internas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o fluxo comercial bilateral entre as duas maiores economias do planeta já apresenta retração estimada de 80%, uma cifra que escancara não apenas a magnitude do conflito, mas também o risco de fragmentação da economia global em blocos comerciais distintos, guiados por afinidades geopolíticas em detrimento da lógica de eficiência econômica.
O impacto dessa escalada tarifária já começou a se refletir nos indicadores macroeconômicos. A agência Fitch Ratings publicou uma atualização extraordinária do seu relatório trimestral Global Economic Outlook, revisando para baixo as previsões de crescimento global. A estimativa de expansão da economia mundial em 2025 foi reduzida em 0,4 ponto percentual, enquanto China e Estados Unidos tiveram suas projeções revisadas negativamente em 0,5 ponto percentual cada. A Fitch classificou esse cenário como o mais fraco desde 2009, excluindo os anos diretamente afetados pela pandemia. Essa revisão não só reflete os danos de curto prazo nas cadeias produtivas, como também antecipa uma mudança estrutural nos padrões de consumo, investimento e fluxo de capitais internacionais.
Em meio a esse cenário de incerteza, o ouro voltou a brilhar como ativo de proteção por excelência. O XAU/USD alcançou a marca histórica de US$ 3.333,10 por onça na tarde desta quarta-feira em Nova York, estabelecendo um novo recorde nominal. A forte valorização reflete não apenas o temor de uma recessão global, mas também as expectativas de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais flexível nos próximos meses, especialmente diante da combinação entre desaceleração econômica e instabilidade geopolítica. A curva futura de juros dos Treasuries já precifica cortes de 50 pontos-base até o final do ano, o que favorece ainda mais a demanda por metais preciosos.
É importante destacar que o movimento de alta do ouro ocorre num ambiente de enfraquecimento progressivo do dólar e queda das taxas reais — dois dos principais vetores de valorização do metal. A combinação entre inflação persistente em algumas regiões, crescimento estagnado e aumento da aversão ao risco cria o cenário ideal para que o ouro desempenhe seu papel tradicional como reserva de valor. Além disso, com a confiança do consumidor americano em queda acentuada e os PMIs industriais globais patinando em território contracionista, aumenta a probabilidade de que bancos centrais optem por medidas mais acomodatícias nos próximos trimestres, o que fortalece ainda mais a tese de valorização contínua do ouro.
Olhando para frente, os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China deverão permanecer como vetor central da narrativa macro nos mercados. A falta de previsibilidade nas decisões políticas, somada à ausência de uma solução diplomática concreta, deve manter elevada a volatilidade nos mercados de câmbio, commodities e renda variável. Investidores institucionais e gestores de fundos começam a revisar seus modelos de risco e alocação, ajustando suas carteiras diante de um cenário que combina estagflação, protecionismo e realinhamento geopolítico.
Nesse contexto, o ouro deixa de ser apenas um ativo de hedge e passa a ser encarado como uma âncora estratégica dentro dos portfólios globais. A narrativa da "desdolarização silenciosa" ganha força, impulsionada pela diversificação das reservas internacionais por parte de bancos centrais asiáticos e do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, setores ligados à mineração e infraestrutura crítica podem ganhar protagonismo diante da corrida por autonomia estratégica e resiliência industrial, especialmente entre os países do G7.
A escalada da guerra comercial, longe de ser um episódio pontual, parece se consolidar como um novo capítulo da ordem econômica global — uma era em que o protecionismo, a fragmentação e a busca por segurança estratégica definem os rumos da política internacional e dos mercados. E, nesse novo tabuleiro, o ouro reafirma seu papel histórico como refúgio, símbolo de confiança e reserva de valor em tempos de turbulência.
Ouro Ultrapassa os 3.300 Dólares com Fuga Global ao Risco
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Núcleo mensal das vendas no varejo dos Estados Unidos Enquanto o mercado espera uma leve alta nas vendas do varejo, eu como analista macroeconômico, sigo com um viés mais conservador:
🧠 Acredito em uma possível surpresa negativa nesse dado, por três fatores claros observados previamente no comportamento dos consumidores:
🔻 A Expectativa do Consumidor de Michigan caiu -18%
🔻 O Índice de Confiança do Consumidor recuou -15,28%
🔻 E os setores varejistas acumulam queda de -9,73% nos últimos meses
Esses dados não são ruídos. Eles indicam que o consumidor americano está perdendo fôlego,
diminuindo seu apetite de consumo, e cada vez mais cauteloso diante de juros futuros altos, tarifas do Trump e incertezas globais.
📉 Além disso, o DXY acumula queda de cerca de 9%, o que reforça o sinal de fragilidade do dólar frente ao cenário externo — mesmo assim, o consumo interno não tem reagido como deveria.
🛡️ Com isso, o mercado pode buscar ativos de proteção.
Quando o risco aumenta e o consumo dá sinais de fraqueza, o fluxo tende a migrar pra ativos considerados seguros — como Dólar, Ouro, Franco Suíço, e até moedas de países que não retaliaram os EUA e foram menos afetados pelas novas tarifas.
📌 O cenário atual é de cautela. E onde há cautela, há busca por proteção.
Esse movimento pode reforçar a força do dólar no curto prazo.
💬 Mesmo que o número de hoje venha acima, o contexto macro aponta que a força do consumo está enfraquecendo.
#Macroeconomia #VarejoEUA #ConfiançaDoConsumidor #TradingView #Underdogs #DólarFuturo #ConsumoUSA #DXY
Chips sob Pressão: Que Sombras Pairam sobre o Caminho da Nvidia?Embora a Nvidia continue sendo uma força dominante na revolução da IA, sua trajetória impressionante enfrenta crescentes pressões geopolíticas e da cadeia de suprimentos. As recentes restrições de exportação dos EUA, direcionadas às vendas do avançado chip de IA H20 para a China, resultaram em uma significativa perda de US$ 5,5 bilhões e na perda de acesso a um mercado crucial. Essa ação, motivada por preocupações com a segurança nacional no contexto da crescente rivalidade tecnológica entre EUA e China, destaca os riscos financeiros e estratégicos enfrentados diretamente pela gigante dos semicondutores.
Em resposta a esse ambiente volátil, a Nvidia está iniciando uma diversificação estratégica de sua capacidade de fabricação. A empresa lidera uma iniciativa de investimento de grande escala, que pode chegar a US$ 500 bilhões, para construir infraestrutura de IA e capacidades de produção de chips dentro dos Estados Unidos. Isso envolve colaborações críticas com parceiros estratégicos, como a TSMC no Arizona, a Foxconn no Texas e outros, com o objetivo de aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos e lidar com as complexidades das tensões comerciais e possíveis tarifas.
Apesar dessas medidas proativas, as operações principais da Nvidia continuam fortemente dependentes da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) para a produção de seus chips mais avançados, principalmente em Taiwan. Essa concentração expõe a Nvidia a riscos significativos, especialmente considerando a sensibilidade geopolítica da ilha. Um conflito que interrompa as fábricas da TSMC em Taiwan poderia desencadear uma escassez catastrófica de semicondutores no mundo todo, paralisando a produção da Nvidia e causando devastadoras repercussões econômicas globais, estimadas em trilhões de dólares. Navegar com sucesso por esses riscos interligados de mercado, da cadeia de suprimentos e geopolíticos é o desafio crítico que definirá o futuro da Nvidia.
Decisión de BOC-operando con la incertidumbre
Los mercados se inclinan por poco a que el Banco de Canadá no recorte las tasas este miércoles. Los mercados estaban valorando un 58% de posibilidades de pausa a partir del viernes de la semana pasada. Con los operadores divididos casi uniformemente, es posible la volatilidad a corto plazo en USD/CAD.
Si bien el Banco había señalado previamente que "procedería con cuidado" en futuros recortes de tasas, esa orientación se produjo antes de los mayores riesgos vinculados a los anuncios arancelarios del "Día de la Liberación" de EE.UU.
Desde un punto de vista técnico, hay señales tempranas de que el par puede estar formando un fondo a corto plazo. Si el BOC mantiene las tasas estables, el USD/CAD podría retomar su promedio móvil de 200 días, abriendo la puerta a un movimiento hacia la resistencia cerca de 1.4100.
Cenário Macroeconómico Continua a Favorecer o Ouro
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
EUR/USD em espera com decisão do BCE no radarNo radar dos investidores esta semana está a reunião do Banco Central Europeu (BCE), marcada para quinta-feira. A expectativa majoritária é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, refletindo uma tentativa da autoridade monetária de proteger a economia da Zona do Euro dos ventos contrários que continuam ganhando força.
A Europa ainda sente os efeitos de um crescimento estagnado, inflação abaixo da meta e uma indústria que não consegue ganhar tração. Esses fatores, por si só, já justificariam um afrouxamento monetário. No entanto, o agravante vem de fora: as recentes reviravoltas na política comercial dos Estados Unidos.
Desde que o governo Trump voltou atrás em novas tarifas para determinados produtos, o dólar perdeu força — o que, em teoria, alivia a pressão sobre o euro. Mas o problema vai além do câmbio: a constante instabilidade nas decisões da Casa Branca mina a previsibilidade global, freia investimentos e aumenta a aversão ao risco.
Com isso, o BCE se vê num dilema: estimular a economia sem parecer excessivamente reativo aos ruídos geopolíticos. A decisão desta semana não será apenas sobre números — será um sinal de como o BCE pretende equilibrar política monetária e credibilidade em um cenário de incertezas crescentes.
Um corte na taxa de juros do BCE, caso se confirme, tende a pressionar o euro para baixo. Isso porque juros mais baixos reduzem o retorno dos ativos denominados em euro, tornando a moeda menos atrativa para investidores globais. Em um cenário de diferencial de juros crescente entre Europa e EUA — mesmo com o Federal Reserve mais cauteloso — o fluxo tende a favorecer o dólar, ao menos no curto prazo.
No entanto, o mercado de câmbio é movido não apenas por decisões, mas por expectativas. E boa parte do corte já está precificada. Portanto, o que realmente fará preço será o tom do comunicado do BCE e qualquer sinalização sobre os próximos passos: será esse o último corte? Ou virão mais?
Se o BCE adotar uma postura ainda mais dovish (favorável a estímulos), o euro pode perder força de forma mais consistente. Por outro lado, se o banco central surpreender com uma mensagem mais neutra ou até levemente hawkish (mais cautelosa com novos cortes), o euro pode se recuperar — especialmente num ambiente em que o dólar também está vulnerável por causa da política comercial americana.
O momento é de atenção redobrada: o EUR/USD pode sair da zona de congestão atual com força, dependendo da combinação entre narrativa do BCE, dados econômicos europeus e a reação dos yields americanos.
Do ponto de vista técnico, o gráfico do EUR/USD apresenta uma formação em "flâmula", típica de consolidação após um movimento de alta. Essa estrutura, delimitada entre os níveis de Fibonacci 1,618 e 2,618, sugere que o mercado está em compasso de espera — um momento de respiro após a força compradora recente.
Contudo, a lógica por trás da flâmula é de continuidade da tendência anterior. Ou seja: caso o par rompa a parte superior dessa formação, o movimento altista poderia ganhar novo fôlego, mirando níveis como 2,618 e até 4,236 na projeção de Fibonacci — pontos que indicam alvos ambiciosos para o euro frente ao dólar.
Por outro lado, se houver rompimento pela base da flâmula, esse padrão técnico será invalidado. Nesse caso, o EUR/USD pode acelerar para baixo, com o nível de 1,11207 como possível destino.
O Café Continuará Sendo um Luxo Acessível?Os preços globais do café estão enfrentando uma alta significativa, impulsionada principalmente por severas limitações de oferta nas principais regiões produtoras do mundo. Condições climáticas desfavoráveis, especialmente secas e chuvas irregulares ligadas às mudanças climáticas, comprometeram a capacidade de produção no Brasil (o maior produtor de arábica) e no Vietnã (o maior produtor de robusta). Como resultado, as previsões de rendimento das safras foram reduzidas, os volumes de exportação estão diminuindo e as preocupações com as colheitas futuras estão crescendo, exercendo pressão direta sobre os preços dos grãos de arábica e robusta em todo o mundo.
Complicando ainda mais a situação estão as dinâmicas de mercado instáveis e as perspectivas futuras conflitantes. Enquanto os estoques recentes de robusta estão reduzidos, os estoques de arábica registraram uma alta temporária, enviando sinais conflitantes. Os dados de exportação também são inconsistentes, e as previsões de mercado divergem significativamente – alguns analistas preveem déficits crescentes e estoques historicamente baixos, especialmente para a arábica, enquanto outros projetam excedentes crescentes. Fatores geopolíticos, incluindo tensões comerciais e tarifas, agravam ainda mais o cenário, impactando os custos e possivelmente reduzindo a demanda dos consumidores.
Essas pressões convergentes resultam diretamente em maiores custos operacionais para empresas em toda a cadeia de valor do café. Torrefadoras enfrentam custos que dobraram para os grãos verdes, forçando cafeterias a aumentar os preços das bebidas para manter a viabilidade diante de margens já apertadas. Esse aumento sustentado de custos está impactando os hábitos de consumo, possivelmente levando a uma preferência por cafés de qualidade inferior e reduzindo os prêmios de preço anteriormente obtidos pelos produtores de cafés especiais. A indústria enfrenta uma incerteza significativa, lidando com a possibilidade de que esses preços elevados representem um novo padrão, e não um pico temporário.
BTC - SEMANALVimos uma retomada do mercado após a pausa nas tarifas do Trump, mas ainda falta um catalisador forte para o BTC realmente decolar. China e EUA seguem sem acordo — uma negociação pode ser o próximo gatilho.
Mais importante: o FED está pronto para injetar liquidez e possivelmente cortar os juros, diante dos acontecimentos recentes. Isso tende a fazer com que investidores busquem preservar patrimônio em ativos descentralizados e com menor risco. Se isso acontecer, pode ser um enorme catalisador e levar os preços a novos topos.
Tocamos um suporte fortíssimo em 76K e reagimos até a região das médias de 200 — ainda uma resistência pesada. Se rompermos a LTB/canal de baixa, o próximo alvo pode ser entre 93K e 108K, onde ficamos mais de 100 dias em consolidação.
Por enquanto, seguimos no impasse, reféns do Trump e do FED.
Gerenciem seu patrimônio com cuidado. Não alavanquem em momentos de incerteza. Qualquer tweet ou notícia pode mudar tudo.
Se o mercado cair, suas posições não podem te tirar do jogo.
GERENCIAMENTO DE RISCO É TUDO.
A Eficiência Pode Derrubar os Titãs da IA?O Google entrou estrategicamente na próxima fase da competição por hardware de IA com o Ironwood, sua sétima geração de Unidade de Processamento Tensorial (TPU). Além da aceleração geral de IA, o Google projetou o Ironwood especificamente para inferência – a tarefa crítica de executar modelos de IA treinados em escala. Esse foco estratégico sinaliza um investimento na "era da inferência", na qual o custo e a eficiência na implementação da IA, e não apenas seu treinamento, tornam-se fatores decisivos para adoção corporativa e lucratividade. Isso posiciona o Google em competição direta com gigantes como NVIDIA e Intel.
O Ironwood oferece avanços significativos em poder computacional e, mais importante, em eficiência energética. Seu maior diferencial competitivo pode ser o desempenho otimizado por watt, com teraflops impressionantes e largura de banda de memória consideravelmente maior que a geração anterior. O Google afirma que o chip quase dobra a eficiência energética, resolvendo desafios operacionais críticos, como consumo de energia e custos em implantações de IA em larga escala. Esse foco na eficiência, combinado com mais de uma década de integração vertical no design das TPUs, resulta em um sistema integrado de hardware e software altamente otimizado, capaz de oferecer vantagens substanciais em custo operacional total.
Ao priorizar a eficiência na inferência e aproveitar seu ecossistema integrado – que inclui rede, armazenamento e softwares como o sistema de execução Pathways – o Google busca conquistar uma fatia significativa do mercado de aceleradores de IA. O Ironwood é posicionado não apenas como um chip, mas como o motor dos modelos avançados do Google, como o Gemini, e a base para sistemas de IA complexos e multiagentes no futuro. Essa estratégia abrangente desafia diretamente o domínio da NVIDIA e as ambições crescentes da Intel em IA, sugerindo que a batalha pela liderança em infraestrutura de IA está se intensificando em torno da economia da implementação.
Decisão do BCE sombreada pelo risco pautal Os mercados acompanharão de perto a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juro a 17 de Abril, com expectativas de um sétimo corte consecutivo nas taxas.
Apesar dessa expectativa, o euro subiu para uma alta de três anos em relação ao dólar americano na semana passada, à medida que os traders continuaram a se afastar dos ativos dos EUA.
O índice do dólar caiu 4% desde os anúncios tarifários do "Dia da Libertação" do Presidente Trump em 2 de abril, caindo abaixo do nível chave 100 também.
Nesta fase, os participantes no mercado procurarão quaisquer sinais sobre a forma como o BCE poderá responder aos potenciais efeitos colaterais das medidas tarifárias do Presidente Trump. Embora possam surgir algumas orientações em torno de políticas já anunciadas, o risco de mais imprevisibilidade continua a ser elevado.
Trump sendo Trump, talvez seja improvável que tenhamos visto o último de seus anúncios tarifários indutores de volatilidade. Isso pode pesar ainda mais sobre o dólar, corroendo a confiança na moeda de reserva mundial.
DXY promete perder o nível chave de 100ptsA última vez que vimos o Índice Dólar ameaçando perder a região de 100pts foi em Julho de 2023, e desde então se manteve forte frente todas as demais moedas do mundo.
Nos últimos dois anos, o fluxo global de capital esteve fortemente direcionado aos EUA, impulsionando a valorização do dólar. Fatores como a recessão na Europa, riscos institucionais na China e sanções sobre a Rússia deixaram os EUA como porto seguro dominante. Esse movimento inflacionou índices como o S&P 500, Nasdaq e o grupo das Magnificent 7 .
É consenso do mercado esperar na próxima temporada de balanços, ouvirmos dos representantes das empresas o pessimismo instalado na economia Americana, principalmente decorrente a taxação exacerbada pelo Trump.
Os sinais de reversão são convincentes, fim de ciclo. Capitais estão retornando aos países de origem, particularmente à Europa, ao Japão e à Suíça. As moedas desses países têm se valorizado frente ao dólar, enquanto moedas emergentes seguem pressionadas por suas particularidades locais.
Moedas como o euro, iene e franco suíço têm mostrado desempenho superior recentemente. Isso se deve tanto ao fluxo de capital como à busca por ativos considerados seguros em tempos de incerteza. O iene japonês e o franco suíço, por exemplo, são tradicionalmente vistos como refúgios e tendem a ganhar valor nesses ciclos.
Mas isso já era esperado e entendido por muitos players de câmbio, que acompanham atentamente a perda do nível chave do DXY como indicativo de enfraquecimento estrutural do dólar.
Entende-se que os fluxos de dinheiro devem normalizar, repatriando capital e investindo localmente já vimos uma performance interessante em DAX e Stoxx50 esse ano, e eventualmente no horizonte realocar em países emergentes que melhor se posicionam frente a guerra comercial.
Deu a louca na renda fixa americanaPoisé, semana cheia de emoções, e talvez vimos um dos movimentos mais disruptivos em treasury recentemente que pode ter relação com fuga de capital dos EUA, visto a alta no Iene/Dolar e Euro/Dolar, mas vou começar pelo básico.
Os títulos americanos são basicamente pré fixados e pagam cupom semestral, isto é, quando você compra, você está atrelado aquela taxa de rendimento (yield) e recebera um pagamento semestral definido pela regra do tesouro (cupom). Caso seja familiar para você, é como nossa NTN-B.
Ativos de renda fixa tem uma volatilidade em seus preços um tanto previsível, principalmente se tratando de títulos públicos, mas cuidado, pois eventos macro-econômicos ou geopolíticos afetam a percepção de risco de estar apostando naquele país.
O que aconteceu com os Treasuries?
A percepção de risco dos investidores veio com o tarifaço do Trump, fazendo que os participantes do mercado percebecem um risco endógeno no futuro dos Estados Unidos cortando os laços completamente com a China.
Os títulos de longo prazo são mais sensíveis a fatores macro e consequentemtente mais voláteis, e vimos no dia 07/04 o mercado precificando risco país nos EUA. O que ninguem esperava era que veriamos um aumento de risco de contraparte no mercado de títulos. Os fundos que arbitram esse mercado precisaram estopar posições alavancadas o que ocasionou um movimento forte e direcional por falta de colateral.
Mas o mercado de renda fixa não era livre de risco?
Não existe mercado livre de risco. Até em casa você corre risco.
Títulos longos, como os de 30 anos, naturalmente incorporam um risco maior que os de curto prazo, uma vez que consideram um horizonte mais incerto e sujeito a eventos imprevistos. O investidor que compra um papel de 30 anos está, na prática, apostando na estabilidade do país por três décadas, um intervalo em que muita coisa pode mudar. Já os títulos de 10 anos têm uma previsibilidade relativamente maior.
E qual a chance de um colapso no mercaod de títulos?
Marignal, para ficar o pé no chão.
A hipótese de um colapso generalizado do mercado de treasuries é considerada improvável. Há interesses econômicos significativos, como os detentores estrangeiros Japão e China, que juntos somam quase US$ 2 trilhões em títulos e que atuam como “âncora de estabilidade” para o sistema. Um colapso significaria prejuízo bilionário para esses países, tornando implausível a ideia de que a China despejaria seus títulos apenas por retaliação política. Tal narrativa é besteira de influencer.
Adicionalmente, o próprio Tesouro e o FED possuem capacidade de intervenção por meio de compras emergenciais e operações de swap, como foi observado no episódio do SVB, onde o resgate girou entre US$ 400 e 500 bilhões. O balanço do FED caiu de US$ 9 trilhões para cerca de US$ 6,7 trilhões, demonstrando ainda haver espaço para ação.
É para se preocupar?
Sempre. Um colapço no mercado de titulos é, nessa imagem do momento, não realista — e isso é apenas a minha opinião.
No mais, já vemos a Casa Branca voltando atrás com medidas de tarifação recíprocra, dando pausa de 90 dias, e esse final de semana um ordem de redução nas tarifas específicas sobre Smartphones. O passo atrás é um alívio importante ao meu ver e em breve deve-se precificar um executivo dos EUA menos arrojado.
Mercado deve recuperar após nova pausa de tarifasComentário sobre os ativos $sp500USD, NASDAQ:TLT , TVC:GOLD , TVC:US10Y , NASDAQ:AAPL , TVC:VIX , $CRYPTO:BTCUSD.
Trump anunciou exceção de tarifas para vários produtos vindos da China em mais um capítulo b1zarr0 dessa guerra comercial que parece não ter sentido nenhum a não ser o de criar oportunidades de insider trading .
Assim o mercado deve ter uma aberturas hoje dos futuros em modo de euforia e pode continuar num rally para os próximos dias. Se Trump estabilizar a situação o rally deve continuar mas uma realização/correção seria normal e poderia puxada apenas pelo impacto que as brincadeira das tarifas já causou na economia.
A Rede Decodificada... Tenho certeza de que estamos vivendo um dos momentos mais intrigantes da história dos criptoativos, onde a instabilidade inerente dá lugar a uma estrutura cada vez mais institucionalizada e previsível — sem perder a essência selvagem que marcou suas origens. Hoje, quero compartilhar minha visão sobre esse percurso, partindo do ponto de equilíbrio especulativo e mergulhando nas implicações que a consolidação e a interconectividade das redes trarão nos próximos anos.
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A Faixa de Preço e o Ponto de Equilíbrio
Ao observar o intervalo entre **65k e 92k dólares**, faço um exercício simples: uma média que chega a aproximadamente **78,50 USD**. Este valor, para mim, não é apenas uma referência matemática, mas o pivô onde os grandes players institucionais começarão a desenhar suas estratégias com produtos derivados. Imagine uma espécie de “corredor de precificação”, onde o preço precisa se mover, mas sem sair da pista, garantindo liquidez e controle de risco para aqueles que operam com alavancagem.
Essa faixa não surge por acaso. Ela reflete a tensão e o equilíbrio entre a força de venda de grandes instituições e a demanda especulativa, muitas vezes silenciosa, que vai se acumulando. Em termos práticos, esse intervalo representa o “ponto de equilíbrio especulativo” — um valor teórico que oferece a base para uma estabilização à medida que o mercado se amadurece e integra cada vez mais produtos financeiros sofisticados.
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A Domesticação dos Ativos e a “Cerca Invisível”
Com o aumento dos ETFs e o crescimento dos produtos derivados, estamos testemunhando um movimento natural de domesticação do que antes era um ativo selvagem. Essa domesticação não é apenas uma resposta à demanda por estabilidade; ela cria uma espécie de “cerca invisível” em torno da volatilidade. Quando os produtos estruturados entram em cena, o mercado deixa de ser um campo aberto de incertezas para transformar-se num ambiente de probabilidades delimitadas.
Para mim, isso lembra o teatro das possibilidades, onde cada instrumento financeiro atua como um agente que restringe e, ao mesmo tempo, amplifica as variações de preço. Essa dinâmica é fundamental para que os grandes players possam operar com a segurança necessária, mesmo que o ativo subjacente, o Bitcoin, mantenha sua essência revolucionária.
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A Lei de Metcalfe e o Valor das Redes
A **Lei de Metcalfe** sempre me fascinou pelo modo como ela sintetiza a ideia de que o valor de uma rede aumenta de forma exponencial, não apenas pela quantidade de usuários, mas pela qualidade e intensidade das interações. Em uma rede com 10 usuários, o valor pode ser medido como 10², ou seja, 100. Se essa base cresce e se conecta com outros participantes, o impacto é multiplicado.
No contexto atual do Bitcoin, vejo um cenário onde os efeitos de Metcalfe começam a se materializar. Ainda que o ativo seja, na prática, mais "detido" do que "usado" no dia a dia, o simples aumento da base de investidores — especialmente os institucionais — já vai impulsionar seu valor de mercado. O verdadeiro salto acontecerá quando o Bitcoin não for apenas um ativo passivo, mas um elemento integrado em sistemas de pagamento, contratos inteligentes e colaterais em operações mais complexas.
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Cenários de Expansão para 2025–2027
Em uma perspectiva para os próximos dois anos, tenho delineado três cenários de expansão que me parecem verossímeis
1. **Consolidação da Base de Rede**
- **Faixa de preço**: Aproximadamente 75k a 85k USD.
- Aqui, os ETFs e os produtos derivados dominam a liquidez, criando zonas estáveis de valor.
- O crescimento da rede ocorre principalmente por meio de expansões em camadas secundárias, como as soluções de segunda camada (Lightning Network) e outros instrumentos DeFi.
- **Risco:** Apesar da formalização, pode haver uma estagnação na adoção real, deixando o ativo como um veículo para investimentos passivos.
2. **Interoperabilidade e Expansão do Valor Relacional**
- **Faixa de preço**: Entre 110k e 180k USD.
- Nessa fase, o valor do Bitcoin é impulsionado não somente pelo aumento do número de usuários, mas também pela profundidade das conexões entre eles.
- O ativo começa a atuar como colateral real em diferentes ecossistemas, interagindo com Ethereum, stablecoins e outras plataformas.
- **Catalisador:** A integração com sistemas de pagamento de grandes players, ampliando o alcance e a densidade relacional.
3. **Ruptura Geopolítica e Disparo Acelerado**
- **Faixa de preço**: Acima de 250k USD.
- Um cenário de ruptura, seja por uma instabilidade geopolítica ou uma crise financeira sistêmica, pode acelerar dramaticamente a adoção.
- A migração de usuários é impulsionada não por ideologia, mas pela necessidade de proteção contra riscos emergentes.
- **Consequência:** Esse cenário pode transformar o Bitcoin em uma âncora secundária do novo sistema financeiro, reconfigurando a ordem global de reservas monetárias.
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O Papel dos Derivativos e a Nova Ordem Financeira
É impossível ignorar como os derivativos têm remodelado a forma como interagimos com o mercado. Cada contrato, cada ETF, cada swap é uma peça na construção de uma infraestrutura que visa reduzir os riscos associados à extrema volatilidade. O resultado é um mercado que se torna, progressivamente, menos caótico e mais previsível — mas sempre com um potencial oculto, esperando o momento certo para se revelar em toda a sua força.
Ao adotar produtos financeiros derivados, os investidores institucionais não estão apenas buscando lucros; estão também criando uma rede de segurança que transforma a aleatoriedade em uma ciência de probabilidade. É nesse espaço que a verdadeira alquimia financeira acontece: transformamos volatilidade em uma ferramenta de gestão e previsão, dando espaço para que o mercado se comporte de forma mais racional, mesmo que sempre carregue uma veia de insaciável imprevisibilidade.
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O Caminho Adiante: Entre o Algoritmo e a Intuição
Se há algo que aprendi nesse percurso, é que por trás de cada gráfico, cada contrato e cada movimento especulativo, existe uma camada mais profunda de códigos — não apenas matemáticos, mas também comportamentais. As redes, com toda a sua complexidade, abrigam uma lógica que vai além do numerário. Elas são a síntese das interações humanas, das conexões digitais e das certezas e incertezas que compõem o nosso mundo.
Em resumo, o Bitcoin e os demais criptoativos estão, cada vez mais, sendo transformados de um ativo marginal e volátil em um elemento central de uma nova ordem financeira. Essa jornada de domesticação, impulsionada tanto pela lógica dos derivativos quanto pelo imperativo da conectividade em rede (como nos ensina Metcalfe), é um claro indicativo de que o futuro é um laboratório em constante evolução.
E se você me permitir um toque final: a inteligência artificial, as moedas digitais de bancos centrais e o surgimento de novas corporações disruptivas são catalisadores que, somados a esse ecossistema, poderão redefinir, de forma irreversível, a nossa compreensão de risco, valor e, sobretudo, de liberdade financeira.
Estou sempre de olho nas nuances e nos sinais que escapam aos olhos superficiais. Acredito que, ao decodificar esses padrões, revelamos não apenas os fundamentos dos preços, mas também os segredos que movem grandes revoluções institucionais e sociais. Fica a reflexão: até que ponto estamos dispostos a mergulhar nessa matriz de possibilidades?
Espero que essa visão, um verdadeiro mosaico de teoria e prática, inspire você a olhar além dos gráficos e reconhecer a complexa dança de números, redes e intenções que moldam o mercado. Vamos em frente, desvendando o que está por trás de cada valor e cada movimento, com a sabedoria de quem sabe que o real está sempre um passo à frente do aparente.
By Rafael "Lagosta" Diniz 🦞🦞🦞
Risk on e Guerra Tarifária são compatíveis?Publicação é opinião pessoal e não consiste de recomendação de investimento. Não negocie com base nesta publicação e procure um assessor de investimento credenciado.
O mercado reverteu como se o problema que causou o crash, isto as tarifas impostas pela ADM Trump, tivesse desaparecido.
Se não houver nenhuma mudança política, ou seja nenhum acordo importante com Europa e China e/ou pausa nas tarifas para mim os riscos permanecem e acredito que veremos ainda a miníma de 2025 com alvo mínimo em 4746 pontos no S&P500 ( SP:SPX ).
Se houver um acordo importante com Europa e/ou China para reverter tarifas aí sim acho que o fundo foi ontem mesmo (segunda-feira 07/04)o que INVALIDA O VIÉS PESSIMISTA DA ANÀLISE.
Como não dá pra esperar infinitamente coloquei um stop no preço também que daria o stop da análise.
Infelizmente o maior driver disso tudo é a decisão do Presidente dos EUA e de seus assessores, algo que nenhuma análise técnica é capaz de antecipar.
Preço do Ouro Dispara com Tensão entre China e EUA A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos em abril de 2025 impulsionou o preço do ouro a níveis históricos, refletindo a crescente busca por ativos considerados seguros em um ambiente de incerteza econômica global.
Na sexta-feira, 11 de abril, o ouro atingiu um novo recorde de US$ 3.243,82 por onça, superando pela primeira vez a marca simbólica de US$ 3.200. A valorização foi impulsionada por uma combinação de fatores: o aumento das tensões comerciais, a desvalorização do yuan — que alcançou o menor nível frente ao dólar desde 2007 — e a intensificação da demanda física na Ásia.
Na China, os prêmios no mercado físico dispararam de US$ 6–13 para US$ 24–54 por onça em relação ao preço de Londres. O Banco Popular da China (PBoC) também reforçou a tendência, adquirindo ouro pelo quinto mês consecutivo e permitindo que seguradoras aloquem até 1% de seus ativos em ouro, ampliando a demanda institucional.
O conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo deu um novo passo em abril. Os Estados Unidos elevaram as tarifas sobre produtos chineses para 145%, enquanto a China respondeu com aumento de suas tarifas de 84% para 125%, com vigência a partir de 12 de abril.
Essa escalada afetou setores estratégicos — como agricultura, tecnologia e manufatura — e gerou maior volatilidade nos mercados financeiros, aprofundando a percepção de risco global.
O rali do ouro impulsionou ativos ligados ao metal. Entre os principais ETFs, o **SPDR Gold Shares (GLD) avançou 1,76%, fechando a US$ 297,50, enquanto o iShares Gold Trust (IAU) subiu 1,77%, atingindo US$ 60,80.
No setor de mineração, os reflexos foram ainda mais expressivos:
- Barrick Gold Corp. (GOLD)teve alta de 7,48%, cotada a US$ 20,68;
- AngloGold Ashanti Plc. (AU) avançou 9,76%, alcançando US$ 42,60.
Analistas mantêm projeções otimistas para o ouro ao longo de 2025.
- O Goldman Sachs estima que o metal possa chegar a **US$ 3.300** até o fim do ano.
- Já o Macquarie Group projeta um potencial de valorização até US$ 3.500 por onça.
Essas estimativas refletem a percepção de que o ouro continuará sendo um porto seguro diante de tensões geopolíticas, incertezas sobre a política monetária global e possível desaceleração econômica.
Formas de fundo duplo, mas a tendência permanece de baixa?apesar da pressão decorrente das recentes tarifas do Presidente Donald Trump, os analistas da Bernstein observam a relativa resiliência do Bitcoin, particularmente em prazos de curto prazo, onde um padrão de fundo duplo sugere um interesse de alta subjacente. O apelo do 'porto seguro' do Bitcoin pode estar ressoando com os investidores mais do que anteriormente.
No entanto, o gráfico de longo prazo revela que a ação do preço ainda é mantida dentro de uma tendência de baixa de vários meses. Depois de subir brevemente acima de US $ 80.000 em 9 de abril (chegando a US $83.000), o preço recuou, confirmando as perdas da semana passada e aumentando o risco de mais queda.






















