Tensões Globais Sustentam Recuperação do Ouro
Os preços do ouro subiram no início desta quarta-feira, atingindo o nível mais alto da última semana perto dos $3.050. Os ganhos do metal precioso refletem o aumento da turbulência nos mercados acionistas, que está a reduzir o apetite pelo risco e a impulsionar a procura por ativos de refúgio. A desvalorização do dólar norte-americano durante a noite também contribuiu para esta valorização. Devido à correlação inversa entre o ouro e o dólar, a queda da moeda norte-americana continua a favorecer o metal. A volatilidade observada esta semana deverá prolongar-se no curto prazo. A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo — que pode alargar-se a outras nações ainda sem resposta às tarifas unilaterais impostas pelos EUA — cria um cenário de elevada incerteza. É difícil prever uma resolução ou antecipar resultados. Os traders continuarão a reagir rapidamente às manchetes, que continuam a moldar o sentimento do mercado. Neste contexto, com a Reserva Federal sob pressão e os receios de recessão a aumentar nos EUA — onde se antecipam quatro cortes nas taxas de juro — a procura pelo ouro como refúgio deverá manter-se firme. Do ponto de vista técnico, a próxima resistência está em torno dos $3.055. Uma quebra acima deste nível poderá abrir caminho para uma subida até aos $3.100.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
EUA
Ouro Recupera Terreno com Queda do Dólar e Crescente Incerteza
Os preços do ouro recuperaram o patamar dos 3.000 dólares nas primeiras negociações de terça-feira, enquanto os investidores continuam inquietos com a guerra comercial em curso e reagem à queda do dólar durante a noite. Crescem os receios de uma recessão nos EUA, o que está a levar os mercados a antecipar cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal mais agressivos do que os inicialmente previstos. Muitos já esperam quatro cortes de 25 pontos base ao longo do ano, uma perspetiva que está a pressionar o dólar. Após duas sessões de valorização, o dólar perdeu terreno esta manhã, o que acabou por apoiar os preços do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos. A pressão anterior sobre o ouro resultou da necessidade de alguns gestores de carteiras liquidarem posições longas em ouro para cobrir chamadas de margem nas suas posições em ações. No entanto, com alguma estabilização nos mercados acionistas, essas vendas forçadas abrandaram. Com a incerteza a continuar a dominar os mercados financeiros e as opções de política monetária da Reserva Federal a tornarem-se cada vez mais limitadas, o metal precioso poderá ter margem para continuar a subir.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Trump Ameaça Mais Tarifas à China e Pressiona Fed a Cortar JurosA crise comercial que se desenrola entre os Estados Unidos e a China ganhou novos contornos quando o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou adicionar mais 50% às tarifas já impostas sobre produtos chineses. Caso o governo de Pequim não reverta o recente aumento de 34% até 8 de abril de 2025, as tarifas dos EUA atingiriam um total de 104%, uma cifra capaz de agravar ainda mais o conflito entre as duas maiores economias do planeta. Em meio a esse cenário de tensão, a Casa Branca foi obrigada a desmentir o rumor de uma trégua de 90 dias nas taxações, classificando a informação como “Fake News” e reafirmando que não pretende conceder qualquer suspensão temporária.
Enquanto o mercado absorvia as incertezas, a União Europeia procurou oferecer uma saída ao propor a eliminação mútua de tarifas para bens industriais, inspirada em negociações anteriores que não avançaram. Porém, a ameaça de uma nova escalada tarifária gerou instabilidade em Wall Street, com os índices acionários vacilando entre altas e quedas impulsionadas por especulações sobre uma possível renegociação ou mesmo recuos pontuais. Num movimento de alerta, grandes bancos internacionais passaram a promover discussões emergenciais, preocupados com a volatilidade e a possibilidade de uma crise econômica mais profunda.
Em paralelo, vozes do setor empresarial também se manifestaram. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, advertiu que qualquer aumento significativo de tarifas pode pressionar ainda mais a inflação, encarecendo não só os bens importados como também os produzidos localmente, cujo custo de insumos tende a subir. Ele enfatizou a fragilidade da economia norte-americana, destacando que a desaceleração do crescimento, já presente em alguns indicadores, tende a se agravar. Nesse mesmo clima de cautela, corporações de vários segmentos adotaram estratégias de proteção. A Apple, por exemplo, avalia expandir a fabricação de iPhones na Índia para reduzir a dependência da China, ao passo que a montadora Stellantis promete amparar financeiramente seus fornecedores impactados pelas oscilações de custos.
A movimentação não se restringe aos setores de tecnologia e automotivo: empresas aéreas e de logística seguem acompanhando de perto as possíveis ramificações de uma taxação acentuada, sobretudo depois de a Boeing firmar um acordo para evitar o julgamento civil sobre o acidente envolvendo a Ethiopian Airlines. Essa resolução, embora não esteja ligada diretamente às tarifas, reflete o anseio por maior estabilidade num momento em que cada novo fator de risco pode abalar o equilíbrio dos mercados.
Até o momento, não há consenso sobre uma solução definitiva para o embate. Os Estados Unidos mantêm a postura firme de elevar as barreiras sobre produtos chineses se o governo de Pequim não recuar, enquanto a União Europeia busca diálogo para atenuar o embate e evitar uma reação em cadeia que prejudique as trocas comerciais globais. De um lado, cresce a incerteza nos mercados, que oscilam a cada novo anúncio ou boato sobre tarifas e negociações; de outro, empresas e bancos correm para realinhar suas estratégias, buscando saídas que lhes permitam contornar eventuais aumentos de custos e manter a confiança de investidores.
Em última análise, todos os envolvidos no comércio internacional estão atentos aos próximos passos de Trump e ao desenrolar dos diálogos entre Pequim e Washington. Com a possibilidade de uma taxação que beira os 104%, a tensão paira no ar, enquanto grandes instituições buscam sinais de que, no fim das contas, prevalecerá algum tipo de consenso diplomático. Seja como for, a conjuntura se mostra especialmente desafiadora e pede que governos, companhias e investidores mantenham flexibilidade e preparo para atuar em meio a uma tempestade comercial que parece longe de se dissipar.
Ouro Recua Quase 4% Apesar da Fuga ao Risco
Os preços do ouro estão a pairar ligeiramente acima da marca dos 3.000 dólares, recuperando de uma queda durante a sessão asiática, que fez o metal precioso cair abaixo deste nível psicológico chave. As crescentes preocupações sobre o aumento das tensões comerciais afetaram significativamente o sentimento dos investidores, levando a uma venda generalizada de ativos de risco. Isto resultou em perdas em todos os mercados acionistas, com o índice tecnológico Nasdaq a cair mais de 20% desde os máximos, entrando oficialmente em território de ‘bear market’. Ao mesmo tempo, o dólar dos EUA desvalorizou face aos seus principais pares, à medida que os investidores ajustam as suas expectativas, antecipando que a Fed corte os juros de forma mais profunda e rápida do que o previsto, para tentar evitar uma possível recessão nos Estados Unidos. Apesar deste ambiente—tipicamente favorável ao ouro, dado a fuga ao risco e o dólar mais fraco—o metal precioso perdeu quase 4% desde que Donald Trump anunciou a última ronda de tarifas na quarta-feira. Esta queda deve-se principalmente ao facto de gestores de carteiras terem sido forçados a liquidar posições em ouro para cumprir exigências de margem sobre as suas ações. Os mercados estão agora a preparar-se para as consequências de novas medidas retaliatórias contra as tarifas unilaterais dos EUA. A União Europeia deverá responder em seguida, após as contra-medidas assertivas da China anunciadas na sexta-feira.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Euro em Alta com Tarifas e Perspetiva de Estímulos na Europa
O euro disparou para máximos de vários meses face ao dólar dos EUA no início desta quinta-feira, com ganhos de aproximadamente 1,3%. A valorização da moeda única segue-se ao anúncio de Donald Trump sobre um pacote abrangente de tarifas sobre importações de uma extensa lista de países. As tarifas, descritas como recíprocas, incluem uma taxa de 20% sobre bens da UE, que será implementada em duas fases — um primeiro aumento de 10% a 5 de abril, seguido pela aplicação total das taxas recíprocas a 9 de abril. O enfraquecimento do dólar após este anúncio sugere que os investidores veem um risco de crescimento mais significativo para os EUA do que anteriormente antecipado, o que poderá forçar a Reserva Federal a cortar as taxas de juro de forma mais agressiva do que o previsto. Trata-se de uma mudança importante, indicando que os investidores percecionam a principal consequência negativa destas tarifas para os EUA como um crescimento económico mais lento, em vez de uma inflação mais elevada. Entretanto, do outro lado do Atlântico, a perspetiva é diferente. Os traders esperam um aumento dos estímulos fiscais na Europa, o que está a proporcionar apoio adicional à moeda única. Neste contexto, espera-se uma maior volatilidade nos mercados cambiais à medida que as tarifas completas entrem em vigor a 9 de abril, com negociações significativas — e possivelmente novos desenvolvimentos — previstos até à sua implementação.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Dólar em Compasso de Espera Antes das Novas Medidas dos EUA
O Índice do Dólar dos EUA está a negociar de forma estável no início da sessão europeia, mantendo-se dentro da faixa de preços observada na semana passada. O índice, que mede o desempenho do dólar face a um conjunto de principais moedas, reflete o atual sentimento do mercado – antecipação e cautela. Hoje assinala-se o aguardado Dia da Libertação, quando Donald Trump deverá anunciar um vasto pacote de tarifas que afetará todos os parceiros comerciais dos EUA, segundo a crescente especulação. Além disso, os dados do emprego da ADP nos EUA serão divulgados hoje. Neste contexto, é razoável esperar que, a esta hora amanhã, as condições de mercado possam estar bastante diferentes. Espera-se um aumento da volatilidade do dólar dos EUA à medida que os investidores digerem os detalhes do anúncio de Trump. Os pares de moeda que envolvem o dólar deverão registar movimentos, com a severidade das medidas a ser um fator crucial na reação do mercado. Quanto mais drásticas forem as tarifas, maior a probabilidade de o dólar enfraquecer, uma vez que os investidores poderão antecipar um crescimento mais lento nos EUA, potencialmente forçando a Reserva Federal a cortar as taxas de juro mais rapidamente do que o previsto.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Preços do Petróleo WTI Estáveis Após Valorização de 3%
Os preços do petróleo WTI estão estáveis no início das negociações de terça-feira, mantendo-se acima dos 71 dólares, após terem valorizado quase 3% na sessão anterior. A recente subida do crude foi impulsionada pela percepção de um maior risco de disrupções no abastecimento, depois de Trump ter ameaçado impor tarifas secundárias aos compradores de petróleo russo e iraniano. No entanto, a subida de ontem parece ter perdido força. Para já, as interrupções no abastecimento permanecem apenas teóricas e, até que as tarifas entrem em vigor, países como a China e a Índia deverão continuar a comprar petróleo à Rússia e ao Irão. Além disso, os traders estão a aguardar com expectativa o “Dia da Libertação”, quando os EUA se preparam para impor uma vaga de tarifas aos seus parceiros comerciais — uma medida amplamente vista como uma ameaça ao crescimento económico global e que poderá afetar a futura procura de petróleo.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Renova Máximos Históricos com Aversão ao Risco nos Mercados
Os preços do ouro atingiram um novo máximo histórico no início desta segunda-feira, à medida que os mercados reabrem com o mesmo espírito com que encerraram na sexta-feira — marcado por uma mudança significativa para ativos de refúgio. Os investidores estão cada vez mais preocupados com o potencial impacto das tarifas de Donald Trump, temendo que estas políticas conduzam a um crescimento fraco, maior inflação, redução do comércio internacional e um ambiente global menos previsível. Como resultado, os ativos de risco, como as ações, têm vindo a sofrer, com os investidores a encerrar posições e a procurar refúgio em instrumentos como o ouro. Ao mesmo tempo, o dólar dos EUA permanece sob pressão, dado que os receios de uma desaceleração económica nos EUA alimentam as expectativas de que a Reserva Federal volte a cortar as taxas de juro em breve. Esta dinâmica oferece um suporte adicional ao preço do ouro, devido à correlação inversa entre os dois ativos. Neste contexto, a perspetiva de curto prazo para o metal precioso mantém-se positiva.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
S&P 500 em 2025: O Que Está Por Trás dos Movimentos RecentesO S&P 500 é, sem dúvida, o termômetro mais usado para medir a saúde dos mercados financeiros dos Estados Unidos — e, por tabela, do mundo. Composto por 500 das maiores empresas listadas nas bolsas americanas, ele concentra gigantes como Apple, Microsoft, Amazon e muitas outras.
Mas o que está acontecendo por trás das recentes oscilações do S&P 500? Como a economia, os lucros corporativos e o comportamento dos investidores estão moldando o futuro do índice? E, principalmente, o que esperar daqui para frente?
Neste artigo, vamos responder a essas perguntas com uma análise aprofundada, mas acessível, baseada nos dados e visões mais atuais do mercado.
A inflação está desacelerando — mas não está vencida
Depois de anos de inflação acelerada, os preços começam a dar sinais de alívio nos Estados Unidos. Ainda assim, o índice segue acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed). Esse "meio-termo" exige cautela: ainda não há espaço para comemorar, mas também não se fala mais em novas altas de juros.
Os juros podem cair — mas só se a economia deixar
O Fed pausou o ciclo de alta e está de olho nos próximos dados. Se a inflação continuar caindo, cortes de juros são esperados ainda em 2025. Isso anima o mercado de ações, já que juros mais baixos geralmente valorizam ativos de risco. Mas, se a economia mostrar fraqueza ou a inflação voltar a subir, tudo pode mudar.
Os Estados Unidos ainda não entraram em recessão, mas o ritmo da economia está mais lento. Novas tarifas comerciais e cortes nos gastos públicos adicionam risco ao crescimento. O tão desejado “pouso suave” parece possível, mas está longe de ser garantido.
Lucros ainda crescem, mas a confiança diminuiu
As empresas do S&P 500 fecharam 2024 com bons resultados. Mas para 2025, os analistas já começaram a revisar para baixo suas projeções. Os lucros devem crescer, mas a um ritmo mais moderado, especialmente com custos maiores à vista.
Embora ainda estejam em níveis altos, as margens de lucro enfrentam desafios: tarifas, custos trabalhistas e crédito caro. Empresas mais eficientes vão sobreviver melhor. Outras podem ver sua rentabilidade escorrer entre os dedos.
O S&P 500 está caro. O índice é negociado com múltiplos de lucro bem acima da média histórica. Isso não quer dizer que ele vá cair — mas significa que há pouco espaço para erro. Qualquer decepção pode ser suficiente para acionar uma correção.
Menos euforia, mais espera
A empolgação dos últimos anos deu lugar a uma postura mais conservadora. Investidores estão preferindo manter dinheiro em caixa ou alocar em ativos mais defensivos, como ações de setores básicos e fundos de renda fixa.
Perspectivas para o S&P 500: O Que Vem Pela Frente?
O que vai acontecer com o S&P 500 em 2025? A resposta vai depender da combinação entre política monetária, lucros corporativos e confiança do investidor. Com base nas análises mais recentes, podemos imaginar três cenários:
1. Otimista: o “pouso suave” funciona
Inflação recua, juros caem e os lucros continuam subindo. O índice poderia renovar máximas, com potencial de valorização de até 10% ao longo do ano.
2. Neutro: mercado anda de lado
A economia desacelera sem grandes sustos. Os lucros crescem pouco, e o S&P 500 fica em um intervalo estreito, sem grandes altas ou quedas.
3. Pessimista: tarifa demais, crescimento de menos
Um cenário de recessão leve ou prolongada pode surgir se tarifas se espalharem, o consumo cair e os lucros derreterem. Nesse caso, quedas acima de 20% não estariam fora do radar.
Para os investidores, especialmente os pequenos, o recado é simples: prepare-se para a volatilidade, mas não abandone o mercado. Aproveite para estudar, rever sua carteira e diversificar. A melhor estratégia em tempos de incerteza é manter a disciplina e o foco no longo prazo.
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Claro! Aqui está um disclaimer conciso e apropriado para o final do artigo:
Disclaimer:
As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente educacional e não constituem recomendação de compra ou venda de ativos. O mercado financeiro envolve riscos, e cada investidor deve tomar suas decisões com base em seu próprio perfil, objetivos e, preferencialmente, com orientação de um profissional qualificado.
Ouro Atinge Novos Máximos com Anúncio de Novas Tarifas
Os preços do ouro atingiram novos máximos nas primeiras negociações de sexta-feira, impulsionados pela crescente procura por ativos de refúgio, à medida que os ativos de risco, como as ações tecnológicas dos EUA, anularam os modestos ganhos registados no início da semana. A rotação para o ouro foi desencadeada pelo ressurgimento das tensões comerciais, depois de a administração dos EUA anunciar, na quarta-feira, tarifas de 25% sobre todas as importações de automóveis. Caso se confirme, esta medida poderá ter um impacto significativo na economia global, agravando as perspetivas de crescimento e reforçando a atratividade de ativos de refúgio, como o ouro.
Neste contexto, o dólar dos EUA desvalorizou face às principais moedas, com os mercados a desconsiderarem os dados positivos do PIB divulgados na quinta-feira e a concentrarem-se nas incertezas geradas pela política comercial da Casa Branca.
Este cenário intensificou a especulação de que a Reserva Federal terá pouca alternativa senão retomar os cortes nas taxas de juro em breve — uma dinâmica reforça o apoio aos preços do ouro, devido à sua correlação inversa com o dólar.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Segue em Alta com Anúncio de Novas Tarifas Comerciais
Os preços do ouro subiram ligeiramente no arranque da sessão europeia, mantendo-se próximos dos máximos semanais. Os ganhos foram impulsionados por renovadas preocupações sobre o impacto económico das políticas comerciais da administração dos EUA, aumentando o apelo do ouro como ativo de refúgio. As expectativas de que a Reserva Federal retome os cortes nas taxas de juro no início do verão, juntamente com o recuo do dólar dos EUA dos máximos de várias semanas, deram um apoio adicional ao metal precioso. No entanto, a valorização permanece limitada, uma vez que o compromisso de Pequim em introduzir estímulos ao crescimento fomenta um maior apetite pelo risco, enquanto a subida dos rendimentos das obrigações do Tesouro dos EUA pesa sobre o ouro, que não gera juros. Neste contexto, é provável que os preços do ouro permaneçam dentro de um intervalo, com suporte acima do nível psicológico dos 3.000 dólares e resistência nos máximos históricos atingidos na semana passada. Os traders já estão focados na divulgação dos dados PCE dos EUA amanhã, o principal indicador de inflação da Fed, que poderá influenciar as expectativas em torno da política monetária do banco central e impactar os preços do ouro.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Mercado Petrolífero Avalia Acordo no Mar Negro e Tarifas
Os preços do petróleo bruto mantêm-se estáveis no início da sessão europeia, oscilando ligeiramente abaixo dos 70 dólares por barril. Após ganhos acentuados nas últimas sessões, o mercado encontrou resistência. A notícia de um acordo de não-agressão no Mar Negro entre a Rússia e a Ucrânia, combinado com o apoio dos EUA ao levantamento parcial de sanções sobre as exportações russas, abriu espaço para a retoma da oferta de petróleo russo. No entanto, esse potencial aumento de fornecimento não provocou uma queda significativa nos preços. A ameaça dos EUA de impor tarifas de 25% aos países que comprem petróleo da Venezuela gerou receios de disrupção no abastecimento global, num momento em que a oferta se prepara para recuar em 200.000 barris por dia, devido à interrupção das operações da Chevron no país sul-americano no final de maio.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Conjuntura Mantém-se Favorável para os Preços do Ouro
Os preços do ouro subiram ligeiramente no início desta terça-feira e espera-se que se mantenham acima do nível psicológico dos 3.000 dólares, com os traders a verem qualquer queda de preços como uma oportunidade de compra, mas com o potencial de valorização limitado por um aumento no apetite pelo risco, criando resistência em torno dos recentes máximos de 3.056 dólares. Expectativas de novos cortes nas taxas de juros pela Fed e as preocupações com uma desaceleração económica nos EUA continuam a sustentar os preços. Ao mesmo tempo, as esperanças de tarifas comerciais menos assertivas dos EUA, o otimismo sobre um possível acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia e os novos planos de estímulo da China estão a fomentar um maior apetite pelo risco, pressionando os preços do ouro. Embora uma queda abaixo dos 3.000 dólares seja improvável no curto prazo, essa dinâmica de suporte e resistência deverá manter os preços do ouro dentro de uma faixa relativamente estreita.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Política Monetária dos EUA em Foco: FOMCApós o FOMC manter os juros inalterados, o Fed reforçou o tom vigilante sobre a inflação, indicando que o ciclo de aperto pode já ter terminado, mas não confirmou cortes no curto prazo. Isso reforça um cenário de incerteza e consolidação nos mercados.
🌍 Fundamentos em Detalhe
Dados recentes mostram que:
A atividade econômica nos EUA segue aquecida, com o GDP e os PMIs sinalizando crescimento estável, embora em desaceleração.
O consumidor americano ainda mostra força, com dados de Retail Sales e Personal Spending positivos, sustentando o consumo — base da economia americana.
Já o mercado de trabalho, apesar de um leve enfraquecimento no ritmo de contratações, segue resiliente, com NFP, Unemployment Rate e Average Hourly Earnings ainda dentro de um patamar forte o suficiente para manter o Fed atento.
📌 Com isso, o cenário continua sendo de juros elevados por mais tempo, o que fortalece o dólar e limita os avanços do euro — ainda mais em um ambiente de crescimento frágil na Europa.
📐 Técnica: Triângulo Ascendente com Alvo e Invalidação Definidos
O gráfico de 1H mostra o EUR/USD dentro de um triângulo ascendente ainda em formação, com resistência marcada na região de 1.08515 (Fibonacci 1.618). A estrutura sugere acúmulo de pressão — mas sem confirmação de rompimento até agora.
📌 Invalidação do padrão: caso o preço perca a zona de 1.07899 (Fibo 2.618) com força, o triângulo será invalidado — abrindo espaço para movimento de continuação da tendência de baixa.
📉 Nesse cenário, o próximo alvo técnico seria a projeção de 4.236, em 1.06909, região que coincide com zona de suporte e pode atrair compradores institucionais.
💡 Esse tipo de consolidação gráfica costuma preceder movimentos explosivos — e, nesse caso, o gatilho pode vir de novos dados macroeconômicos ou de discursos do Fed e BCE nos próximos dias.
⚠️ Disclaimer:
Este conteúdo tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Operar no mercado financeiro envolve riscos. Sempre avalie seu perfil e consulte profissionais autorizados antes de tomar decisões.
Ouro Acima dos 3.000 Dólares com Melhora no Apetite pelo Risco
Os preços do ouro mantêm-se estáveis nesta abertura dos mercados europeus, cerca de 1% abaixo dos máximos da semana passada, mas confortavelmente acima do nível psicológico dos 3.000 dólares. Houve uma melhoria no apetite pelo risco nos mercados financeiros, após relatos de que a administração dos EUA poderá ser menos agressiva do que inicialmente temido na aplicação de tarifas recíprocas, o que aliviou as preocupações sobre o pior cenário para o comércio global. Entretanto, a recuperação do dólar dos EUA, que se seguiu à reunião da Fed da semana passada, parece ter perdido força — um desenvolvimento positivo para os otimistas do ouro. Neste contexto, os preços do ouro deverão manter-se estáveis no curto prazo, sustentados acima do nível dos 3.000 dólares.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Dólar Regista Ganhos Modestos Antes da Reunião da Fed
O índice do dólar dos EUA, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um conjunto de principais divisas, registou uma ligeira valorização nas primeiras negociações de quarta-feira. Os ganhos modestos do dólar refletem a postura cautelosa dos traders antes da conclusão da reunião de política monetária da Reserva Federal, esta tarde. Apesar da expectativa generalizada de que as taxas de juro permaneçam inalteradas, os investidores querem perceber qual será a orientação do banco central para a política futura. Dados económicos recentes apontam para um abrandamento económico nos EUA, aumentando as expectativas de que a Fed corte três vezes as taxas em 2025, a partir de junho ou julho. A grande questão é se Jerome Powell vai adoptar um tom acomodatício, reforçando essas expectativas, ou se a atenção se voltará para as tarifas de Trump e o seu potencial impacto na inflação. A posição da Fed sobre este tema será determinante para a trajetória do dólar no curto prazo.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Tesla (TSLA) se Aproxima de um Ponto Crítico: O Fim da Onda 5? A Tesla (TSLA) continua em forte tendência de baixa e está atingindo uma zona crucial de Fibonacci, próxima à extensão de 2.618, na região de 217 USD. Esse nível, teoricamente, marca o fim dos movimentos impulsivos normais dentro da teoria das Ondas de Elliott. Mas será que o mercado respeitará essa estrutura? 🤔
📊 Estrutura da Onda de Elliott e Fibonacci
Até o momento, observamos a formação de uma onda impulsiva de baixa, com o preço já tendo atingido a extensão de 1.618 (284,40 USD) e agora testando 2.618 (217,27 USD). Esse é um nível onde, estatisticamente, grandes impulsos costumam se esgotar, dando espaço para correções.
No entanto, o cenário da Tesla pode ser diferente. A empresa enfrenta desafios em seus fundamentos, como queda na demanda, competição crescente e dificuldades operacionais. Se os fundamentos não melhorarem, a pressão vendedora pode se intensificar, empurrando o preço para novas mínimas.
🛑 Dois Cenários no Radar
✅ Cenário 1 - Repique: Se houver reação compradora e rejeição nessa zona, podemos ver um movimento corretivo (A-B-C), levando o preço de volta à região de 284-300 USD.
❌ Cenário 2 - Continuação da Queda: Se o suporte em 217 USD for perdido, as extensões seguintes de Fibonacci projetam alvos ainda mais baixos, entre 165-170 USD, e até mesmo 140-150 USD em um cenário mais extremo.
📌 Conclusão
A Tesla está em um ponto técnico decisivo. Se fosse um movimento puramente técnico, estaríamos perto do fim da tendência de baixa. No entanto, o mercado pode continuar pressionando o preço para baixo se os fundamentos não acompanharem uma recuperação.
🔍 Atenção redobrada para os próximos movimentos! A reação do preço nesta região dirá muito sobre o futuro da TSLA.
📈 Você acha que Tesla pode reverter ou ainda tem espaço para cair mais? Comente abaixo! ⬇️
📢 Disclaimer: Esta análise é apenas para fins educacionais e não constitui recomendação de investimento. O mercado financeiro envolve riscos, e cada investidor deve conduzir sua própria pesquisa antes de tomar decisões. 🚨
USD/CAD: Guerra Comercial EUA-Canadá Pode Impactar o CâmbioContexto Econômico: EUA x Canadá
As relações comerciais entre Estados Unidos e Canadá vivem momentos de tensão. As recentes disputas tarifárias envolvendo produtos agrícolas, automóveis e aço geraram impactos significativos no sentimento dos investidores, refletindo diretamente no mercado de câmbio. O USD/CAD, um dos pares mais sensíveis a essas questões comerciais, apresenta agora movimentos que podem indicar oportunidades claras de negociação.
Neste cenário de incerteza econômica bilateral, uma análise técnica detalhada com Ondas de Elliott pode fornecer clareza sobre os próximos movimentos do USD/CAD.
📌 Análise Técnica (Ondas de Elliott) para USD/CAD
No gráfico atual do USD/CAD, identificamos uma estrutura técnica clássica que sugere um movimento impulsivo recente possivelmente concluído. O preço, após atingir níveis importantes, mostra sinais claros de que uma correção está prestes a acontecer.
🎯 Alvos projetados (correção descendente):
1º Alvo: 1.618 Fibonacci
2º Alvo: 2.618 Fibonacci
3º Alvo: 4.236 Fibonacci
🚨 Ponto de Invalidação:
O cenário de correção baixista será invalidado caso o preço ultrapasse a máxima recente que originou essa contagem. Neste caso, é necessária a reavaliação do cenário.
⚠️ Aviso Importante (Disclaimer):
As informações contidas nesta publicação têm caráter estritamente educacional e não representam recomendação direta de compra ou venda de qualquer ativo financeiro.
NASDAQ em Ponto Crítico Durante Temporada de Earnings Análise MTG (Macro Técnica Global) do Dia - NASDAQ(10/10/2024)
Ativo em Foco:
Nasdaq 100 Index – O índice continua navegando por um cenário de alta volatilidade, com investidores atentos ao impacto de dados econômicos dos EUA, ao movimento de políticas monetárias globais e à temporada de resultados das grandes empresas de tecnologia.
Análise Macro:
Os mercados globais têm respondido de forma sensível a uma série de fatores macroeconômicos, com o cenário de inflação e a postura do Federal Reserve (Fed) no centro das atenções.
O mais recente relatório de inflação dos EUA mostrou que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em setembro, superando a expectativa de 0,1%, e atingindo uma alta anual de 2,4%, levemente acima dos 2,3% esperados. Esse dado reforça as preocupações sobre a manutenção de pressões inflacionárias e cria um ambiente de incerteza sobre os próximos passos do Fed.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho, que havia mostrado sinais de resiliência, apresentou um aumento nos pedidos de seguro-desemprego para 258.000, o maior número desde junho de 2023.
Essa divergência entre inflação elevada e enfraquecimento do mercado de trabalho traz à tona o conceito de "soft landing" (pouso suave) que o Fed busca alcançar, evitando uma recessão, mas controlando a inflação. Contudo, com os dados recentes, a narrativa de um "não pouso" voltou a ganhar tração, à medida que os temores de uma recuperação inflacionária permanecem no horizonte.
As expectativas sobre as decisões do Federal Reserve em sua próxima reunião também são voláteis. Atualmente, os traders estão precificando uma chance de 15% de que o Fed não mexa nas taxas de juros em novembro, conforme a ferramenta CME FedWatch.
Na semana anterior, essa probabilidade era zero, o que revela a rapidez com que as expectativas de mercado podem mudar à medida que novos dados econômicos são divulgados. Esse cenário afeta diretamente o desempenho dos índices de tecnologia, como o NASDAQ, que é sensível a alterações na política monetária, dado o impacto das taxas de juros sobre o valuation dessas empresas.
Além disso, a atenção também está voltada para o evento de robótica da Tesla (TSLA) nesta semana, que pode trazer volatilidade para o setor de tecnologia como um todo. A Tesla, uma das principais ações do índice, está pronta para anunciar novos avanços em seus projetos de robotáxis, o que pode influenciar a percepção de inovação no setor e impulsionar o índice de tecnologia, dependendo das novidades apresentadas.
Análise Técnica:
O gráfico de 1 hora do NASDAQ mostra um movimento dentro de um canal ascendente, com suporte localizado em 19.872,34 (61,8% de Fibonacci) e resistência em 20.276,67 (0,618 de Fibonacci). Atualmente, o índice está lutando para manter-se acima dos 20.011,28, o que indica um ponto de decisão para o próximo movimento.
O IST mostra um enfraquecimento no momentum de alta, enquanto o estocástico sugere uma leve divergência em relação aos preços, apontando para uma possível correção de curto prazo antes de uma nova tentativa de alta. A EMA de 34 e 144 períodos está abaixo do preço, fornecendo suporte dinâmico.
Alvos de Alta: Se o NASDAQ romper acima de 20.276,67, o próximo alvo será 20.713,59 (nível de 1.618 de Fibonacci), onde uma forte resistência pode ser encontrada.
Alvos de Baixa: Caso o índice perca o suporte de 19.872,34, há uma boa chance de testar o próximo suporte em 19.660,00.
Juntando Tudo:
O NASDAQ está em um ponto crítico, com um viés de alta a médio prazo, embora o momentum esteja enfraquecendo no curto prazo. A sustentabilidade do movimento dependerá da capacidade do preço de manter-se acima de 20.011,28 e, eventualmente, romper a resistência em 20.276,67. Operadores devem monitorar atentamente os níveis de suporte e resistência mencionados, e a decisão do Fed sobre as taxas de juros pode ser um gatilho importante para definir a direção.
Disclaimer: Esta análise reflete as opiniões dos analistas e não constitui uma recomendação de compra ou venda. O mercado financeiro envolve riscos significativos, e cada investidor deve considerar suas próprias circunstâncias antes de tomar decisões. A FinFocus é um research de valores mobiliários credenciado pela APIMEC e regulamentado pela CVM por meio da Resolução 20. Ganhos passados não são garantia de ganhos futuros.
S&P 500 em AlertaAnálise MTG (Macro Técnica Global) do Dia - S&P 500 (01 de Outubro)
1. Ativo em Foco: S&P 500 (Gráfico de 1 hora)
2. Especialistas: Igor Silva e Vitor Ferreira (CNPI 8791) e Igor Silva
3. Análise Macro
O cenário macroeconômico atual está marcado por uma escalada nas tensões geopolíticas, especialmente entre o Irã e Israel. Essa situação elevou a aversão ao risco entre os investidores, resultando em quedas significativas nos principais índices dos EUA, incluindo o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq. Além disso, uma greve portuária na Costa Leste e na Costa do Golfo dos Estados Unidos está interrompendo metade do fluxo de transporte marítimo do país, adicionando mais incerteza ao cenário econômico.
No âmbito doméstico dos EUA, o mercado de trabalho continua mostrando sinais de força. O relatório JOLTS indicou um aumento nas vagas de emprego para 8,04 milhões em agosto, superando as estimativas dos economistas. Isso sugere que a economia americana ainda está aquecida, embora a atividade manufatureira tenha mostrado sinais de desaceleração, com o índice do ISM marcando 47,2 em setembro, abaixo das expectativas.
Os traders estão atentos à política monetária do Federal Reserve. Embora haja uma expectativa de cortes nas taxas de juros, os dados robustos do mercado de trabalho sugerem que o Fed pode adiar essa decisão. Os próximos passos do Fed serão cruciais para determinar a direção dos mercados. Além disso, comentários recentes de membros do Fed, incluindo Jerome Powell, indicam uma possível redução em até 50 pontos-base até o final do ano, dependendo do comportamento dos gastos do consumidor e do crescimento da renda.
A situação global, aliada a um mercado de trabalho interno estável, adiciona complexidade ao cenário, tornando os próximos dias críticos para os investidores avaliarem o impacto desses eventos nos mercados.
4. Análise Técnica: No gráfico de 1 hora, o S&P 500 rompeu um retângulo, sinalizando uma mudança de tendência. O preço está abaixo da média móvel de 144 períodos (linha laranja), indicando uma possível pressão de venda mais forte. As projeções de Fibonacci foram traçadas e destacam níveis de suporte em 127,20% (5.684,86) e 161,80% (5.662,14), que podem atuar como alvos para os especuladores que estão vendidos e zonas de interesse para os compradores.
O oscilador na parte inferior do gráfico mostra uma divergência dando início ao movimento, seguido de um breakout sugerindo a força da tendência de baixa.
5. Juntando Tudo: O rompimento do retângulo, somado ao cenário macroeconômico de instabilidade, contribui para a pressão de venda no S&P 500. Os níveis de suporte identificados pelas extensões de Fibonacci (5.684,86 e 5.662,14) são pontos críticos a serem monitorados. Se os preços não conseguirem se estabilizar nesses níveis, o movimento de baixa pode se estender.
Disclaimer: Este conteúdo é apenas para fins educacionais e informativos. Não constitui recomendação de investimento. Operar no mercado financeiro envolve riscos. Vitor Ferreira é credenciado pela APIMEC sob o número 8791. Resultados passados não garantem resultados futuros.
Como Eleições e Cortes de Juros Afetam a Bolsa dos EUAO mercado financeiro americano, especialmente a bolsa de valores, é altamente sensível a uma série de fatores econômicos, políticos e sociais. Dois dos eventos que frequentemente impactam negativamente o mercado são o período pré-eleitoral nos Estados Unidos e o início de ciclos de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed). Neste artigo, vamos explorar as razões por trás dessas tendências e como elas afetam o comportamento dos investidores.
1. Incerteza Política e Eleições Presidenciais
A Natureza da Incerteza
Historicamente, a incerteza é um dos maiores inimigos dos mercados financeiros. Antes de eleições presidenciais, especialmente quando há uma corrida acirrada entre os candidatos, a incerteza política tende a aumentar. Investidores começam a se preocupar com as possíveis mudanças nas políticas fiscais, regulatórias e comerciais que podem ser implementadas pelo novo governo. As eleições americanas são particularmente impactantes, dado o papel dos EUA como a maior economia do mundo.
Impacto nas Expectativas de Mercado
Durante o período pré-eleitoral, investidores frequentemente adotam uma postura mais cautelosa, evitando grandes movimentos até que o resultado da eleição esteja claro. A volatilidade pode aumentar, resultando em quedas nos índices acionários. Isso ocorre porque os mercados precificam o risco de mudanças significativas nas políticas econômicas. Por exemplo, se um candidato com propostas de aumento de impostos ou maior regulação das empresas estiver bem posicionado, isso pode gerar uma reação negativa do mercado.
Histórico de Quedas
Analisando os dados históricos, é comum observar uma performance mais fraca dos mercados nos meses que antecedem as eleições presidenciais. Isso não significa necessariamente que o mercado sempre cai, mas a volatilidade aumenta e as expectativas de crescimento econômico podem ser ajustadas para baixo, levando a correções temporárias nos preços das ações.
2. A Relação entre Cortes de Juros e a Bolsa de Valores
Expectativas de Cortes de Juros
O Federal Reserve corta juros como uma resposta a condições econômicas deteriorantes, como uma desaceleração econômica ou recessão. Embora cortes de juros sejam frequentemente vistos como positivos para a economia no longo prazo, no curto prazo, eles podem sinalizar para os investidores que há problemas sérios à vista.
Por que a Bolsa Cai com Cortes de Juros?
Quando o Fed começa a cortar juros, isso pode ser interpretado como uma confirmação de que a economia está enfraquecendo. A lógica é que, se a economia estivesse saudável, não haveria necessidade de reduzir os juros. Além disso, cortes de juros afetam as expectativas de lucro das empresas, pois indicam uma possível queda na demanda e crescimento econômico, o que pode resultar em menores receitas e lucros para as empresas.
Ações de Alta Tecnologia e Juros
Outro ponto a considerar é o impacto específico dos cortes de juros em ações de empresas de tecnologia. Essas empresas, que são frequentemente avaliadas com base em suas expectativas de crescimento futuro, podem ver uma pressão nos seus preços das ações quando os juros caem. Embora taxas mais baixas teoricamente reduzam os custos de financiamento e incentivem o investimento, o motivo por trás dos cortes (enfraquecimento econômico) pode pesar mais nas expectativas dos investidores.
Conclusão
Tanto a incerteza política antes das eleições nos EUA quanto os cortes de juros pelo Federal Reserve são fatores que podem contribuir para quedas na bolsa americana. Antes das eleições, a incerteza sobre o futuro político e econômico do país leva os investidores a uma postura de maior cautela, resultando em alta volatilidade e possíveis quedas nos mercados. Da mesma forma, cortes de juros, embora sejam uma tentativa de estimular a economia, geralmente sinalizam problemas econômicos iminentes, o que pode assustar os investidores e pressionar os preços das ações para baixo.
Análise Técnica do XAU/USD: Ouro em Potencial Análise Técnica do XAU/USD (Ouro)
Resumo da Análise:
O ouro está atualmente em uma grande lateralidade, sugerindo uma possível acumulação de energia altista. O alvo primário está na região de 61% da estrutura baseada em Fibonacci. No entanto, a ativação desta tendência altista depende da demanda por ouro, que está influenciada por fatores macroeconômicos, como as taxas de juros nos EUA e a redução das compras de ouro por bancos centrais, como a China.
Cenário Principal:
- Lateralidade Atual: O ouro está se movendo lateralmente, indicando uma possível acumulação de energia para um movimento altista.
- Alvo: 61% da estrutura de Fibonacci.
Fatores de Influência:
- Taxas de Juros nos EUA: As taxas de juros altas nos EUA dificultam a demanda por ouro.
- Compras dos Bancos Centrais: A redução das compras massivas de ouro pela China complica a ativação do movimento altista.
Cenário Técnico Alternativo:
Existe um cenário onde o ouro poderia romper o fundo atual, limpando a liquidez com um falso rompimento antes de subir em direção ao alvo.
- Pivotamento: Este cenário seria anulado a partir do momento em que houver um pivotamento de baixa da média móvel simples de 200 períodos.
Conclusão:
A tendência de alta do ouro depende da ativação de fatores de demanda. Fique atento aos sinais de rompimento falso e à movimentação em relação à média móvel simples de 200 períodos para invalidar os cenários projetados.
Esta análise reflete minha opinião pessoal e não deve ser considerada como uma recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar qualquer decisão de investimento.






















