Agenda de Indicadores:
BRA – O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do TCU, Vital do Rego, participam de seminário na Câmara sobre arcabouço fiscal.
9:00 – BRA – Vendas no Varejo
10:30 – USA – Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego
10:30 – USA – Balança Comercial
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 30 anos
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLF2026
Copom Mantém Cautela e Segue Sem Sinalizar Corte em Janeiro
O Copom manteve a taxa Selic em 15%, conforme amplamente esperado, e o comunicado divulgado após a reunião reforçou uma postura conservadora, sem qualquer indicação de que o ciclo de cortes possa começar já no encontro de 28 de janeiro.
A mensagem central permaneceu praticamente inalterada. O Comitê descreve um ambiente de expectativas desancoradas, projeções de inflação ainda elevadas, atividade econômica mais resiliente e pressões persistentes no mercado de trabalho. Diante desse quadro, reforça a necessidade de manter a política monetária em “patamar significativamente contracionista por um período bastante prolongado” — mantendo o “bastante”, que o mercado monitora de perto.
O comunicado também preservou o alerta de que o Copom “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste” caso julgue apropriado, deixando explícito que o viés segue hawkish.
Apesar do tom rígido, o Banco Central reconheceu alguns pontos que jogam a favor de uma postura menos restritiva adiante. O texto menciona o PIB do 3º trimestre, que mostrou estagnação do consumo e desaceleração dos serviços, indicando perda de ímpeto da economia, um fator tipicamente dovish. O conjunto de novas projeções de inflação também vai nessa direção:
IPCA 2T/2027 (Horizonte relevante): projeção recua de 3,3% para 3,2%, muito próximo da meta de 3%.
IPCA 2025: revisado de 4,6% para 4,4%, agora abaixo do teto da meta (4,5%).
IPCA 2026: queda de 3,6% para 3,5%.
Dólar projetado para 2025: baixa de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Essas revisões reforçam a percepção de que a inflação está convergindo, ainda que de forma gradual.
Estados Unidos

Os futuros das ações de Nova York —
USA500,
USATEC,
USAIND e
USARUS — operam em queda nesta quinta-feira, pressionados pelo desempenho fraco do setor de tecnologia após o balanço decepcionante da Oracle e pela crescente percepção de que o Federal Reserve poderá interromper o ciclo de cortes de juros.
No mercado de juros, os contratos futuros de Fed Funds apontam para cerca de 80% de probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto parte dos traders passa a enxergar abril como o mês mais provável para um eventual reinício das reduções.
Balanço da Oracle Decepciona e Ação Despenca no Pré-Market
As ações da Oracle recuam quase 11% no pré-market em Nova York, após a companhia divulgar um balanço que frustrou as expectativas, apesar do lucro reportado ter vindo acima do consenso.
No segundo trimestre, a Oracle apresentou um lucro ajustado de US$ 2,26 por ação, superando com folga os US$ 1,64 esperados. Porém, esse resultado foi impulsionado por um ganho extraordinário de US$ 2,7 bilhões antes dos impostos, decorrente da venda de sua participação na desenvolvedora de chips Ampere Computing.
A receita total somou US$ 16,06 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção média de US$ 16,21 bilhões, reforçando a percepção de desaceleração.
No entanto, o que realmente provocou a forte reação negativa foi o anúncio de que os investimentos de capital (capex) para o ano fiscal de 2026 devem ser US$ 15 bilhões maiores que os US$ 35 bilhões estimados em setembro. Esse salto no capex, combinado a uma projeção de lucro e receita futura abaixo do esperado, sinaliza que o pesado investimento para competir no mercado de computação em nuvem com IA não está se traduzindo em rentabilidade no ritmo que Wall Street esperava.
Na prática, a Oracle está gastando muito mais para tentar ganhar escala em IA e cloud, mas a conversão disso em lucro parece mais lenta, colocando em dúvida a capacidade da empresa de acompanhar rivais como Microsoft, Amazon e Google.

Fed sinaliza pausa no ciclo de cortes de juros
Após três cortes consecutivos, o Federal Reserve enviou ontem o sinal mais claro até agora de que pode interromper o ciclo de afrouxamento monetário. A decisão acrescenta incerteza ao cenário de 2026, especialmente em um ambiente de inflação ainda resistente, dados econômicos distorcidos e uma iminente troca na liderança do banco central.
Na reunião desta quarta-feira, o Fed decidiu reduzir a taxa básica em 25 pontos-base, mas em uma votação bastante dividida:
9 votos a favor do corte de 25 pb
2 votos pela manutenção
1 voto defendendo corte de 50 pb
O recado final, porém, foi de que novas reduções não são garantidas. O comunicado e o gráfico de pontos indicam apenas um corte de 25 pb em 2026, o que deixaria a taxa na faixa de 3,25% a 3,50%.
O mercado, por outro lado, segue mais dovish, precificando dois cortes e encerrando 2026 entre 3,00% e 3,25%.
No dot plot, 6 dos 19 membros do Comitê votariam por não cortar na reunião de ontem, e 7 defendem manter a taxa atual em 2026, na faixa de 3,50%–3,75%. A distribuição reforça o racha interno e a perda de consenso dentro do FOMC.
O Fed destacou que parte dos indicadores recentes ainda carrega os efeitos do shutdown de 43 dias ocorrido entre outubro e novembro. A leitura dos próximos dados será crucial para determinar se a economia caminha para uma desaceleração do emprego, ou uma nova pressão inflacionária.
Essa incerteza se combina com a aproximação das eleições de meio de mandato, em que o presidente Donald Trump já pressiona publicamente por cortes mais agressivos.
Trump criticou o corte de ontem e o considerou “pequeno”, afirmando que a redução deveria ter sido maior. Em linha, Kevin Hassett, favorito para suceder Powell em 2026, afirmou na terça-feira que há “bastante espaço” para diminuir ainda mais os juros, o que reforça a expectativa de que a liderança do Fed pode se tornar tema central na política americana.
Comentários:
Brent Schutte, Northwestern Mutual: Sobre a política monetária “é extremamente imprevisível para onde iremos nos próximos seis a nove meses… Estamos vivendo um período atípico, com pressões de ambos os lados do mandato do Fed.”
Alex Morris, F/m Investments: Diante das incertezas, "vocês vão presenciar uma enorme volatilidade financeira entre agora e o final do ano que vem". Neste caso, Morris tem defendido posições em títulos, estendendo o prazo de seus investimentos.
Boa parte dos traders, porém, não vê a possível pausa como um risco imediato, desde que a economia continue resiliente.
Chris Grisanti, MAI Capital: "Espero que NÃO haja cortes nas taxas de juros em 2026, porque isso significaria que a economia está enfraquecendo. Prefiro uma economia sólida e nenhum corte adicional",
Europa

As ações europeias —
GER40,
GERMID50,
EURO50,
FRA40,
ESP35,
UK100,
ITA40 e
SWI20 — operam com desempenho moderado nesta quinta-feira, em um pregão marcado por movimentos assimétricos entre setores.
O segmento de tecnologia recua, refletindo o impacto do balanço fraco da Oracle, que contaminou o sentimento global para empresas ligadas à computação em nuvem e inteligência artificial. Por outro lado, companhias de outros setores apresentam desempenho mais resiliente, mesmo com os traders ajustando as apostas para uma possível manutenção dos juros pelo Federal Reserve em janeiro, após o sinal recente de pausa no ciclo de cortes.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico — Kospi
KOSPI, TWSE 50
TW50, Shenzhen
399001, Hang Seng
HSI, China A50
XIN9, Shanghai
000001 e Nikkei
NI225 — fecharam em baixa nesta quinta-feira, refletindo o tom mais cauteloso após o Federal Reserve indicar uma pausa no ciclo de cortes de juros. O sentimento negativo foi reforçado pelo balanço abaixo das expectativas da Oracle, que voltou a pressionar as ações de tecnologia em toda a região.
O setor foi destaque entre as quedas. No Japão, as ações do SoftBank Group despencaram 7,69%, liderando as perdas no Nikkei. Em Taiwan, a TSMC recuou 2,3%, enquanto na Coreia do Sul a SK Hynix caiu 3,7%, em meio ao enfraquecimento do apetite por empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
A única exceção positiva no continente foi a Austrália: o índice ASX
XJO fechou em leve alta, apoiado pela taxa de desemprego que permaneceu estável em 4,3%, contrariando a expectativa de deterioração no mercado de trabalho local.
BRA – O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do TCU, Vital do Rego, participam de seminário na Câmara sobre arcabouço fiscal.
9:00 – BRA – Vendas no Varejo
10:30 – USA – Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego
10:30 – USA – Balança Comercial
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 30 anos
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Copom Mantém Cautela e Segue Sem Sinalizar Corte em Janeiro
O Copom manteve a taxa Selic em 15%, conforme amplamente esperado, e o comunicado divulgado após a reunião reforçou uma postura conservadora, sem qualquer indicação de que o ciclo de cortes possa começar já no encontro de 28 de janeiro.
A mensagem central permaneceu praticamente inalterada. O Comitê descreve um ambiente de expectativas desancoradas, projeções de inflação ainda elevadas, atividade econômica mais resiliente e pressões persistentes no mercado de trabalho. Diante desse quadro, reforça a necessidade de manter a política monetária em “patamar significativamente contracionista por um período bastante prolongado” — mantendo o “bastante”, que o mercado monitora de perto.
O comunicado também preservou o alerta de que o Copom “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste” caso julgue apropriado, deixando explícito que o viés segue hawkish.
Apesar do tom rígido, o Banco Central reconheceu alguns pontos que jogam a favor de uma postura menos restritiva adiante. O texto menciona o PIB do 3º trimestre, que mostrou estagnação do consumo e desaceleração dos serviços, indicando perda de ímpeto da economia, um fator tipicamente dovish. O conjunto de novas projeções de inflação também vai nessa direção:
IPCA 2T/2027 (Horizonte relevante): projeção recua de 3,3% para 3,2%, muito próximo da meta de 3%.
IPCA 2025: revisado de 4,6% para 4,4%, agora abaixo do teto da meta (4,5%).
IPCA 2026: queda de 3,6% para 3,5%.
Dólar projetado para 2025: baixa de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Essas revisões reforçam a percepção de que a inflação está convergindo, ainda que de forma gradual.
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York —
No mercado de juros, os contratos futuros de Fed Funds apontam para cerca de 80% de probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto parte dos traders passa a enxergar abril como o mês mais provável para um eventual reinício das reduções.
Balanço da Oracle Decepciona e Ação Despenca no Pré-Market
As ações da Oracle recuam quase 11% no pré-market em Nova York, após a companhia divulgar um balanço que frustrou as expectativas, apesar do lucro reportado ter vindo acima do consenso.
No segundo trimestre, a Oracle apresentou um lucro ajustado de US$ 2,26 por ação, superando com folga os US$ 1,64 esperados. Porém, esse resultado foi impulsionado por um ganho extraordinário de US$ 2,7 bilhões antes dos impostos, decorrente da venda de sua participação na desenvolvedora de chips Ampere Computing.
A receita total somou US$ 16,06 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção média de US$ 16,21 bilhões, reforçando a percepção de desaceleração.
No entanto, o que realmente provocou a forte reação negativa foi o anúncio de que os investimentos de capital (capex) para o ano fiscal de 2026 devem ser US$ 15 bilhões maiores que os US$ 35 bilhões estimados em setembro. Esse salto no capex, combinado a uma projeção de lucro e receita futura abaixo do esperado, sinaliza que o pesado investimento para competir no mercado de computação em nuvem com IA não está se traduzindo em rentabilidade no ritmo que Wall Street esperava.
Na prática, a Oracle está gastando muito mais para tentar ganhar escala em IA e cloud, mas a conversão disso em lucro parece mais lenta, colocando em dúvida a capacidade da empresa de acompanhar rivais como Microsoft, Amazon e Google.
Fed sinaliza pausa no ciclo de cortes de juros
Após três cortes consecutivos, o Federal Reserve enviou ontem o sinal mais claro até agora de que pode interromper o ciclo de afrouxamento monetário. A decisão acrescenta incerteza ao cenário de 2026, especialmente em um ambiente de inflação ainda resistente, dados econômicos distorcidos e uma iminente troca na liderança do banco central.
Na reunião desta quarta-feira, o Fed decidiu reduzir a taxa básica em 25 pontos-base, mas em uma votação bastante dividida:
9 votos a favor do corte de 25 pb
2 votos pela manutenção
1 voto defendendo corte de 50 pb
O recado final, porém, foi de que novas reduções não são garantidas. O comunicado e o gráfico de pontos indicam apenas um corte de 25 pb em 2026, o que deixaria a taxa na faixa de 3,25% a 3,50%.
O mercado, por outro lado, segue mais dovish, precificando dois cortes e encerrando 2026 entre 3,00% e 3,25%.
No dot plot, 6 dos 19 membros do Comitê votariam por não cortar na reunião de ontem, e 7 defendem manter a taxa atual em 2026, na faixa de 3,50%–3,75%. A distribuição reforça o racha interno e a perda de consenso dentro do FOMC.
O Fed destacou que parte dos indicadores recentes ainda carrega os efeitos do shutdown de 43 dias ocorrido entre outubro e novembro. A leitura dos próximos dados será crucial para determinar se a economia caminha para uma desaceleração do emprego, ou uma nova pressão inflacionária.
Essa incerteza se combina com a aproximação das eleições de meio de mandato, em que o presidente Donald Trump já pressiona publicamente por cortes mais agressivos.
Trump criticou o corte de ontem e o considerou “pequeno”, afirmando que a redução deveria ter sido maior. Em linha, Kevin Hassett, favorito para suceder Powell em 2026, afirmou na terça-feira que há “bastante espaço” para diminuir ainda mais os juros, o que reforça a expectativa de que a liderança do Fed pode se tornar tema central na política americana.
Comentários:
Brent Schutte, Northwestern Mutual: Sobre a política monetária “é extremamente imprevisível para onde iremos nos próximos seis a nove meses… Estamos vivendo um período atípico, com pressões de ambos os lados do mandato do Fed.”
Alex Morris, F/m Investments: Diante das incertezas, "vocês vão presenciar uma enorme volatilidade financeira entre agora e o final do ano que vem". Neste caso, Morris tem defendido posições em títulos, estendendo o prazo de seus investimentos.
Boa parte dos traders, porém, não vê a possível pausa como um risco imediato, desde que a economia continue resiliente.
Chris Grisanti, MAI Capital: "Espero que NÃO haja cortes nas taxas de juros em 2026, porque isso significaria que a economia está enfraquecendo. Prefiro uma economia sólida e nenhum corte adicional",
Europa
As ações europeias —
O segmento de tecnologia recua, refletindo o impacto do balanço fraco da Oracle, que contaminou o sentimento global para empresas ligadas à computação em nuvem e inteligência artificial. Por outro lado, companhias de outros setores apresentam desempenho mais resiliente, mesmo com os traders ajustando as apostas para uma possível manutenção dos juros pelo Federal Reserve em janeiro, após o sinal recente de pausa no ciclo de cortes.
Ásia/Pacífico
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Os mercados da Ásia-Pacífico — Kospi
O setor foi destaque entre as quedas. No Japão, as ações do SoftBank Group despencaram 7,69%, liderando as perdas no Nikkei. Em Taiwan, a TSMC recuou 2,3%, enquanto na Coreia do Sul a SK Hynix caiu 3,7%, em meio ao enfraquecimento do apetite por empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
A única exceção positiva no continente foi a Austrália: o índice ASX
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