Morning Call - 05/01/2026 - Exxon e Chevron sobem até 4% e 7%

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Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
12:00 – USA – PMI Industrial ISM
14:00 – USA – PIB do Fed de Atlanta
15:00 – BRA – Balança Comercial

Agenda Corporativa:
USA – discursos dos CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da AMD, Lisa Su, em evento em Las Vegas.


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLF2026


Estados Unidos

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Os futuros das ações de Nova York — USA500, USATEC, USAIND e USARUS — avançam nesta segunda-feira, com o setor de tecnologia liderando os ganhos, enquanto os traders monitoram os desdobramentos geopolíticos após a captura de Nicolás Maduro no fim de semana.

Com o retorno gradual dos investidores após o feriado de Ano Novo, a expectativa é de normalização dos volumes de negociação ao longo da sessão.

O mercado segue atento às repercussões do episódio envolvendo a Venezuela, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que o país poderia ficar sob controle temporário americano, elevando a percepção de risco geopolítico e adicionando volatilidade aos ativos globais.

No campo da política monetária, os traders acompanham a agenda de dados econômicos em busca de sinais sobre o ritmo dos próximos cortes de juros. O destaque da semana será o relatório de emprego, que será divulgado na sexta-feira e pode influenciar diretamente as expectativas para o Federal Reserve.

No fim de semana, a presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson, afirmou que novos cortes de juros podem levar mais tempo para ocorrer, após um ciclo intenso de flexibilização monetária no ano passado. Ainda assim, parte relevante do mercado continua precificando ao menos dois cortes de juros pelo Fed ao longo deste ano, mantendo o tema central para os próximos pregões.


Europa

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As ações europeias — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, ITA40 e SWI20 — operaram majoritariamente em alta nesta segunda-feira, com ganhos nos principais índices do continente, à exceção do FTSE 100 UK100, do Reino Unido, e do CAC 40 FRA40, da França, que são pressionados por uma liquidação no setor de consumo.

O movimento positivo foi impulsionado sobretudo pelos setores de defesa e mineração. Na esteira da captura de Nicolás Maduro na Venezuela, as ações de empresas de defesa chegaram a subir até 8%, atingindo o nível mais alto em cerca de dois meses, refletindo um aumento da percepção de risco geopolítico. Já as mineradoras avançaram até 4%, sustentadas pela alta dos preços dos minérios no mercado internacional.

No noticiário corporativo, a ASML, maior fornecedora global de equipamentos para a fabricação de semicondutores, registrou alta de 3,9% após a corretora Bernstein elevar sua recomendação de “desempenho em linha com o mercado” para “desempenho superior”. A casa também revisou de forma expressiva o preço-alvo da ação, de € 800 para € 1.300.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados acionários da Ásia-Pacífico encerraram esta segunda-feira em forte alta, com destaque para os índices Kospi da Coreia do Sul e TWSE 50 de Taiwan, que renovaram máximas históricas, impulsionados pelo renovado apetite por ativos ligados à inteligência artificial.

Apesar de parte do mercado acompanhar a captura do presidente venezuelano pelos Estados Unidos e as ameaças de ação militar envolvendo Colômbia e México, os traders optaram por ignorar o ruído geopolítico e redirecionaram o foco para o setor de tecnologia, especialmente semicondutores e IA.

Na Coreia do Sul, o Kospi KOSPI avançou 3,4%, sustentado pela forte valorização da Samsung, que subiu 7,5%, enquanto a SK Hynix ganhou 2,8%. No câmbio, autoridades reforçaram o compromisso de estabilizar o won, combatendo desequilíbrios estruturais. O ministro das Finanças, Koo Yun-cheol, acrescentou que o governo pretende oferecer incentivos fiscais para estimular investimentos de longo prazo no mercado acionário doméstico.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 fechou em alta de 2,3%, puxado principalmente pela TSMC, cujas ações dispararam 5,4%. O movimento acompanhou a forte alta do índice de semicondutores dos EUA, que subiu cerca de 4% na abertura de Wall Street na sexta-feira.

No Japão, o Nikkei NI225 subiu quase 3%, registrando o maior avanço em mais de dois meses, impulsionado pelo rali das ações ligadas à indústria de chips. A Advantest, fabricante de equipamentos para testes de semicondutores, saltou 7,8%, enquanto a Tokyo Electron avançou 7,6%.

No mercado de juros, o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou nesta madrugada que seguirá elevando as taxas de juros, desde que a evolução da atividade econômica e da inflação permaneça alinhada às projeções do banco central.

Para Song Zhe, do BNP Paribas: "O investimento em IA nos EUA deve continuar sendo um fator importante para o setor de tecnologia na Ásia, mas o mercado está mudando de 'maiores gastos' para 'melhores retornos'. Ainda vemos uma expansão que levará vários anos: os provedores de hiperescala estão em uma corrida armamentista competitiva, e as limitações de energia, rede e memória tendem a prolongar os ciclos em vez de interrompê-los."

Na China, os principais índices — Shenzhen 399001, Shanghai 000001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI — apresentaram oscilação menor, encerrando o dia em alta moderada.

Na Austrália, o ASX XJO encerrou perto da estabilidade, com as mineradoras compensando a queda nos demais setores.

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