Normalização na distribuíção de preçosAs notícias mais recentes tem empurrado o preço do petróleo para baixo, de volta para a região de trajetória "normal", ou o que defino como região onde o preço opera pela oferta e demanda invés de pela geopolítica.
Vale a pena entendermos como o mercado estava se comportando ao final de 2024 onde temos essa disposição de distribuição de preços (tracejado no gráfico) que correlaciona a média linear do preço e a banda de desvio para cima e para baixo. Tínhamos um cenário de desaceleração do consumo de petróleo e de aumento de preço na tabela da OPEP, ao mesmo passo que tínhamos políticas públicas em vista de produzir mais petróleo nos EUA, um cenário baixista que corroborava com a distribuição de preço.
A medida que o ano foi virando, continuamos a ver impasses importantes das atuais guerras, sem falar de algumas bravatas do Trump em relação a México, Canada e China, o que colocou uma pimentinha no mercado. No alto inverno Americano, vimos uma forte demanda de aquecimento, o que também botou no preço do barril, e botará na medida de inflação de Fevereiro. Com isso tivemos o barril negociando acima de 80 dólares em alguns contratos com menor duration.
A medida que Trump assumiu o poder, falas sobre Gaza e como lidariam com o conflito no Oriente Médio forçaram as lideranças locais a buscarem um desfecho favorável, e assim começa o de escalonamento da guerra, que ainda não acabou. Na mesma temática mas mais recentemente, o governo americano quer acabar com o conflito Russia/Ucrania, o que também causa um reflexo positivo na oferta de petróleo.
A tendência é o preço voltar a ficar próximo ao tracejado central e sofrendo alguns picos dependendo dos anúncios da OPEP e dos estoques da AIE que refletem o consumo e a produção.