Volume
SGML O que o volume pode nos ensinar. Antes de mais nada, gostaria de dizer que esse crescimento de volume das últimas semanas tem me despertado a atenção, principalmente o volume da semana do rompimento da LTB. O que isso está nos mostrando ? ( O tempo vai nos dizer )
Sigma Lithium é uma produtora de lítio com sede no Canadá e operações no Brasil. O lítio é essencial para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, e a demanda global cresceu nos últimos anos, o que reforça a importância do segmento em que a empresa atua.
No gráfico semanal, o ativo esteve em tendência de baixa desde julho de 2023 até aproximadamente junho de 2025. Depois disso o preço passou a se movimentar dentro de um range entre cerca de $4,50 e $7,00 até novembro de 2025. O rompimento da linha de tendência de baixa ocorreu acompanhado de uma única semana com volume excepcionalmente alto. Após essa barra de forte volume, as semanas seguintes retornaram ao volume histórico. Logo após o rompimento o preço encontrou resistência que coincide com a média de 200 períodos e permanece lateralizado há quatro candles, incluindo o atual.
Para considerar a retomada da alta com mais convicção, seria importante que o preço se mantivesse acima da região de $12,50 junto de aumento de volume. Como o candle semanal ainda não fechou, o cenário continua em observação e uma análise complementar no diário pode ajudar quem busca mais precisão.
Disclaimer : Esta análise tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Faça sempre sua própria avaliação antes de investir.
EURUSD LongFibo + 4H 200 EMA + Volume Profile. EURSD vinha trabalhando em uma tendência de alta. Deixou uma vela grande de alta, fora de uma região de suporte - normalmente o fundo dessas velas é tomado. Deixei a long posicionada em uma região de extrema confluência. Caso siga reto para cima, ficarei de fora.
Liquidez Institucional no NEAR/USDTA análise do par NEAR/USDT foi conduzida a partir dos princípios do Inner Circle Trading (ICT), desenvolvidos por Michael Huddleston. Identificou-se o rompimento da Buy-Side Liquidity (BSL), movimento que sinaliza uma possível coleta de liquidez por parte de participantes institucionais.
Inicialmente, o manejo de risco foi estruturado com um stop mais amplo, mas, conforme o preço evoluiu em direção ao alvo, houve ajustes no stop loss e realização de parciais, transformando o trade em uma operação executável e fluida. Essa adaptação dinâmica exemplifica a lógica matemática e o rigor metodológico transmitido por Huddleston, que considera a liquidez como o verdadeiro motor do preço.
A observação do comportamento do preço nas regiões de liquidez demonstra que “Institutional order flow reveals intent at extremes, not in the middle” (HUDDLESTON, 2016, p. 23). O deslocamento em direção ao Order Block (OB) de quatro horas, aliado ao rompimento da BSL, confirma que a estrutura atual pode estar associada a uma manipulação intencional para gerar liquidez, e não necessariamente a um movimento de continuação da tendência.
Essa leitura se fundamenta em princípios de fluxo institucional, permitindo que o trader ajuste posições de forma a maximizar a assimetria risco-retorno e manter a operação dentro da lógica estabelecida pelo modelo ICT.
Referência
HUDDLESTON, Michael J. ICT Mentorship Core Content: 2016-2018. Inner Circle Trader, 2016.
WIN 5M: Acumulação/DistribuiçãoEssa ideia mostra a minha opinião sobre o ativo, é um estudo para debate e não deve ser usado como entrada. Só opere quando o seu trade system der o sinal.
No gráfico de 5 minutos do WIN, formou uma pernada de baixa no dia 02/09/25, rompeu essa pernada de alta, não chegou no alvo de 61,8% de sua projeção, retraiu 100% deixando uma baita divergência no indicador Acumulação/Distribuição, no dia 03/09 tocou o fundo na zona da trap e subiu dando uns pontinhos, no dia 04/09 (no início do dia) tocou novamente a linha do fundo projetado, na zona da trap e subiu até quase chegar ao alvo, no dia 05/09 chegou no alvo de 61,8% e foi até 161,8% (261,8% na ferramenta da retração), formou vários topos ali e poderá chegar na linha de 300% (400% na ferramenta usada).
O indicador Acumulação/Distribuição só é eficaz quando o preço mostra a intensão de seguir para aquela direção, o rompimento de topo de uma pernada de baixa como essa (COM ALVO NÃO ATINGIDO), COM CANDLE VERDE NO MEIO DELA SENDO ROMPIDO, em uma tendência clara de baixa, gera uma garantia de alta, a divergência do indicador dá a coragem e só resta entrar e esperar o stop (geralmente no fechamento abaixo do fundo projetado) ou o alvo... kkk... que tá lá, ainda não foi atingido.
Essa divergência era gritante, era mandatória a compra nesses fundos.
Dólar Futuro (WDO) – Retorno à ConsolidaçãoO dólar futuro volta a trabalhar em uma região de consolidação bem definida, mostrando perda momentânea de direcionalidade após o movimento de queda recente. O preço está se equilibrando dentro da faixa de 5.448,5 a 5.405,5, que passa a ser a principal área de interesse para o curto prazo.
🔑 Pontos de Referência
5.432,0 é o preço de equilíbrio da faixa.
Acima desse nível, o fluxo tende a se mostrar mais comprador, buscando primeiro a resistência em 5.450,0. Caso consiga rompê-la com convicção, o dólar pode mudar o panorama para alta e avançar em direção a 5.478,0 – 5.508,0 – 5.525,5.
Abaixo de 5.432,0, o fluxo volta a ser vendedor, com alvo inicial em 5.405,5. A perda desse suporte significa romper as mínimas do ano, o que muda a estrutura do mercado para uma tendência de baixa, sem referências de preços relevantes em datas recentes.
🎯 Estratégias na Consolidação
Enquanto o preço permanecer dentro da faixa 5.448,5 ↔ 5.405,5, o mercado opera em lateralidade, com oportunidades de trades curtos nos extremos:
5.448,5 funciona como resistência relevante, onde podem surgir operações de venda contra o fluxo.
5.405,5 é o suporte mais forte, onde há espaço para buscar compras contra o fluxo, apostando em repiques de curto prazo.
Esse tipo de cenário exige disciplina nos stops e operações rápidas, já que a consolidação costuma ser marcada por falsos rompimentos e absorção de ordens institucionais.
✅ Em resumo: o dólar volta para uma zona de briga, onde a consolidação entre 5.448,5 e 5.405,5 deve prevalecer até que algum dos extremos seja rompido com força, definindo a próxima tendência.
Relatório Técnico – WINV25 (Mini Índice Futuro)Relatório Técnico – WINV25
🔹 Ponto de Referência
138.405 (linha vermelha pontilhada) atua como divisor de forças.
Acima → mercado favorece o fluxo comprador.
Abaixo → mercado favorece o fluxo vendedor.
🔹 Suportes e Resistências Fortes (linhas laranjas)
140.925 (resistência) → nível de oferta relevante, capaz de segurar o preço e gerar contra tendência.
135.900 (suporte) → nível de demanda forte, onde podem ocorrer reações compradoras mesmo em tendência de baixa.
Essas regiões funcionam como barreiras técnicas, onde o preço tende a consolidar ou buscar pullbacks.
🔹 Cenário de Alta
Manutenção acima de 138.405 sustenta a leitura compradora.
Rompimento e fechamentos consistentes acima de 140.925 configuram tendência forte de alta, com projeção para máximas históricas.
🔹 Cenário de Baixa
Perda de 138.405 abre espaço para teste direto em 135.900.
Rompendo 135.900 para baixo, confirmamos tendência de baixa, liberando espaço para quedas mais longas.
🔹 Conclusão
O mercado trabalha em uma zona de definição.
138.405 é o ponto de polaridade.
140.925 / 135.900 são suportes e resistências fortes, capazes de gerar pullbacks contra a tendência.
Os próximos fechamentos nesses níveis devem guiar o fluxo dominante.
ALTA APÓS DISTRIBUIÇÃO UK100Após lateralização de meses, vemos aumento substancial do volume por candle em m15 e movimentos fortes de preço (manipulação) . Plotando uma vwap ancorada no volume temos nosso nível de stop loss, e projetamos o trade para as LTAs vermelhas que também serviram na tomada de decisão (região saudável de trade)
O Renascimento da Guerra do Ópio**17 de julho de 2025**
**O Renascimento da Guerra do Ópio – As Drogas, os Bancos e o Tabuleiro Global do Século XXI**
A Guerra do Ópio não terminou em 1842. Ela apenas mudou de endereço, de bandeira e de molécula. Sai o ópio bruto, entra o fentanil sintético. Saem os cargueiros da Companhia das Índias Orientais, entram os containers refrigerados com selos de farmoquímicos chineses. Mas a essência da guerra continua: vender dependência para controlar mercados. Viciar para dominar. Negociar com o sofrimento alheio e cobrar juros com base na dor.
No século XIX, o Império Britânico enfrentava um rombo comercial com a China. Comprava chá, seda e porcelana, mas os chineses não queriam saber dos produtos britânicos. O ouro e a prata estavam fluindo para o Oriente. A resposta britânica foi a criação industrial de uma epidemia. Plantaram papoulas em larga escala em Bengala, refinaram ópio em fábricas especializadas, distribuíram através de redes comerciais estruturadas e viciaram milhões de chineses. A Companhia Britânica das Índias Orientais liderava essa operação com apoio direto do Parlamento. Os lucros eram lavados por bancos como Baring Brothers e mais tarde consolidados na fundação do HSBC, criado justamente para servir as finanças britânicas em Hong Kong, um entreposto tomado à força após a Primeira Guerra do Ópio.
O tratado de Nanquim, assinado em 1842, é o marco da humilhação chinesa. Os britânicos impuseram à dinastia Qing a cessão de Hong Kong, a abertura de cinco portos ao comércio europeu, tarifas assimétricas e extraterritorialidade jurídica. Era a legalização da dominação pela dependência. A China, um império milenar, foi reduzida a vassala comercial sob o peso de contratos assinados à sombra do vício.
Mais de 180 anos depois, os papéis mudaram, mas a estrutura permanece. A China, agora industrializada e soberana, controla boa parte da produção global de ingredientes farmacêuticos ativos — os IFAs. Em especial, aqueles utilizados na fabricação de antibióticos, anestésicos, imunossupressores e opioides. Estima-se que 80% dos IFAs usados nos Estados Unidos sejam importados da China ou da Índia. Em muitos casos, como no paracetamol injetável, a concentração é ainda mais extrema: **uma única planta industrial chinesa abastece quase todo o Ocidente**.
Quando o mundo parou em 2020 por conta da pandemia, a cadeia de suprimentos mostrou seu calcanhar de Aquiles. Países desenvolvidos descobriram que não produziam nem o mais básico. Máscaras, luvas, seringas e remédios comuns estavam todos concentrados em territórios estratégicos que podiam, a qualquer momento, fechar as torneiras. E fecharam. A Índia, em março de 2020, bloqueou a exportação de 26 medicamentos essenciais. A China reduziu entregas em vários setores, priorizando o mercado interno. Os EUA correram para acionar leis de guerra e incentivar a reindustrialização de emergência. Tarde demais. Décadas de desmonte produtivo não se revertem em meses.
Enquanto isso, uma outra droga se infiltrava no coração do império: o fentanil. Fabricado a partir de precursores químicos muitas vezes enviados da China para o México, onde cartéis transformam o insumo em produto final e cruzam a fronteira com os EUA. A substância é 50 a 100 vezes mais potente que a morfina, facilmente sintetizável, barata e invisível ao olho nu. Em 2024, o fentanil foi responsável por mais de 75 mil mortes nos Estados Unidos. As maiores vítimas são jovens brancos da classe trabalhadora, especialmente em regiões industrialmente devastadas como Ohio, Pensilvânia e Kentucky.
Não é uma guerra convencional, mas o efeito é militar: desmobilização populacional, colapso da produtividade, aumento da insegurança pública e do gasto estatal com saúde, previdência e repressão. A epidemia de opioides nos EUA se assemelha à crise do ópio na China imperial. A diferença é que, desta vez, não há invasor externo declarando guerra — há um circuito logístico sofisticado, com etapas legais e ilegais, envolvendo empresas multinacionais, bancos, farmacêuticas, cartéis e governos omissos ou coniventes.
Do outro lado do tabuleiro, a Índia avança como uma potência farmacêutica. Empresas como Sun Pharma, Cipla e Dr. Reddy’s exportam remédios genéricos para mais de 150 países. Em muitos casos, são os únicos fornecedores de princípios ativos para doenças crônicas em países da África e da América Latina. A dependência é tamanha que qualquer instabilidade política ou climática na região pode provocar desabastecimentos em escala continental. Essa centralização de poder não é acidental — ela foi construída com incentivos fiscais, transferência de tecnologia e abandono estratégico da indústria nacional por parte do Ocidente.
Nos bastidores, grandes gestoras de ativos como BlackRock, Vanguard e State Street detêm participações cruzadas nas farmacêuticas, empresas de logística, redes hospitalares e até mesmo plataformas de dados médicos. O mesmo capital que lucra com o tratamento da dor é o que especula sobre a escassez futura de medicamentos. O mesmo fundo que investe em empresas que controlam a produção também tem fatias em seguradoras de saúde e empresas funerárias.
Essa engrenagem financeira, que no século XIX passava por navios da Royal Navy e escritórios da East India Company, hoje passa por contratos de fornecimento, lobbies regulatórios e estruturas corporativas opacas. O lucro continua vindo da dependência — só que agora ela é tratada como política industrial e não como tráfico.
A geopolítica do século XXI será travada nas farmácias, não nas trincheiras. O país que dominar a biotecnologia, os IFAs, os chips de monitoramento de saúde e as rotas de distribuição médica terá poder comparável ao de um detentor de arsenal nuclear. Um embargo farmacêutico tem o mesmo impacto de uma bomba: paralisa, amedronta, desestabiliza.
A narrativa que contaram por décadas — de que a globalização era neutra, eficiente e benéfica para todos — desmorona quando se percebe que basta um cano entupido em Xangai para que falte insulina em Chicago. Quando falta morfina num hospital alemão porque o insumo não saiu da fábrica indiana, o mito do “mercado autorregulador” se revela como aquilo que sempre foi: uma cobertura ideológica para o desmonte da soberania produtiva.
A nova Guerra do Ópio já começou. E, como sempre, ela será vencida não por quem tem mais soldados, mas por quem controla a substância que o inimigo não pode viver sem. O que antes foi chá, porcelana e papoula, hoje é dipirona, tramadol e código de barras logístico.
Quem não entender isso será apenas mais um viciado implorando por socorro na porta de um império que não tem pressa.
🦞🦞🦞
Que o véu seja retirado: Médias Móveis Clássicas **17 de julho de 2025**
**TEMA: Por que as Médias Móveis Clássicas Como Referência Não Servem – Uma Visão de Mercado**
por Rafael Lagosta.....
—
Tem muita coisa nesse mercado que ainda é usada só porque “sempre foi assim”. O gráfico tá lá, limpo, o preço vibrando, e alguém vai lá e enfia uma média de 200 períodos como se tivesse acabado de inventar a pólvora. E aí começa o ritual: “o preço tá acima da média, então a tendência é de alta...”. Só que a realidade não tá nem aí pro que a média diz. O preço não respeita média. O preço respeita interesse. Respeita força. Respeita contexto. E média móvel não enxerga nada disso.
A ideia da média móvel nasceu num tempo onde o mercado era outro. Um tempo onde o delay entre informação e ação era grande. Hoje, isso morreu. O mercado virou frequência, fluxo, intenção em tempo real. A média, seja qual for – 9, 21, 50, 200 – é sempre um resumo aritmético do passado. E o passado, aqui, é peso morto. Porque ele não carrega o que realmente move o preço: intenção.
É isso que precisa ser entendido. O preço não se move por causa do que foi. O preço se move por causa do que está sendo feito agora. Um player grande decide desmontar posição, ou montar uma nova, e pronto. O preço estoura, atravessa tudo, ignora médias, ignora resistências, ignora qualquer coisa que não esteja ancorada no real – no fluxo, na agressão, na defesa. Média móvel? Tá atrasada. Tá mostrando o que foi. E mais: tá servindo de isca.
Porque é isso que virou hoje. Uma isca. Os algoritmos sabem onde a maioria das pessoas coloca suas esperanças. Sabem que na média de 21 no gráfico de 1h vai ter gente entrando, saindo, esperando. E aí o que eles fazem? Vão lá, caçam. Rompem a média com violência, geram gatilhos falsos, botam todo mundo na direção errada, e quando a maioria já estopou ou entrou atrasada, invertem.
Isso não é teoria. Isso é o que acontece diariamente. Quem observa fluxo, tape reading, footprint, já viu isso dezenas, centenas de vezes. Média móvel virou ponto de manipulação. E manipulação começa sempre onde há expectativa previsível. E tem algo mais previsível do que a crença coletiva em uma linha que ninguém sabe nem de onde tiraram?
Pensa comigo: se você roda um backtest com cruzamento de médias, como o famoso 9 com 21, em gráfico de 5 minutos, com stop de 0,5% e alvo de 1%, o que você encontra? Um mar de operações em falso rompimento. Um monte de entradas no exato momento em que o movimento real termina. Porque quando a média te dá o sinal, o jogo já foi jogado. É como querer pular no trampolim depois do salto já ter acontecido.
E o pior de tudo é o conforto psicológico. Porque a média funciona como um cobertor emocional. O trader vê que o preço está acima da 200 e respira aliviado. “Estamos em tendência de alta.” Mas o que ele não vê é que o fluxo está sendo absorvido. Que o volume secou. Que o player grande já saiu e deixou ele sozinho ali. A média sorri pra ele, mas o mercado já foi embora.
Isso me lembra o piloto que dirige olhando só pro retrovisor. Ele sabe onde esteve, mas não vê a curva que vem. E aí é batida na certa. O trader que opera por média está sempre atrás. Sempre esperando uma confirmação que nunca vem no tempo certo. Porque a média não mostra intenção. Ela mostra média. Só isso. Soma e divide. Nada mais.
Existe um fetiche bizarro com a “reversão para a média”. É como se o mercado tivesse um desejo natural de retornar à zona de conforto. Mas o mercado não tem conforto. Ele é movido por desequilíbrio. Ele só volta pra média se não houver força. Se houver força, ele rompe e não volta. Quem espera pullback para entrar pode esperar pra sempre. Ou entrar na hora errada, justamente quando a reversão acontece, não pro centro, mas pro outro extremo.
E aí entra o problema central: média não é ferramenta de antecipação. É ferramenta de leitura histórica. E leitura histórica, num mercado que vive de surpresa e assimetria, é quase inútil. Só serve pra decorar gráfico. Só serve pra justificar erro depois: “entrei porque rompeu a média.” Não, você entrou porque foi condicionado a acreditar que uma linha do passado pode te proteger no presente.
O que protege é leitura de contexto. É saber onde está o dinheiro. É ver onde estão os stops. Onde estão os players grandes. O mercado deixa pista. Sempre deixa. Mas nunca vai colocar a resposta dentro de uma função matemática linear. A resposta está nos padrões humanos, nos gatilhos emocionais, na psicologia coletiva. E a média, por mais que se tente sofisticar – seja com EMA, VWAP, KAMA, seja o que for – nunca vai captar isso.
Agora, olha a matemática fria da média simples. Ela é o somatório dos últimos *n* preços, dividido por *n*. Isso gera uma suavização. Mas também gera defasagem. Quanto maior o período, maior o atraso. A média de 200 é como um idoso tentando correr atrás de um jovem de 20. Só chega quando a festa já acabou. E mesmo as médias adaptativas mais modernas ainda olham pro passado. Só tentam reagir mais rápido. Mas não mudam a natureza da informação: ainda é passada.
No gráfico, o preço é como um corpo em movimento. A média é a trilha que ele deixou. Você quer operar o movimento ou a trilha? Porque se estiver seguindo a trilha, está sempre atrasado. Está sempre tentando entender o que já aconteceu, enquanto o jogo já virou do outro lado. E isso custa dinheiro.
No campo prático, basta abrir o book, ver onde estão as ordens grandes. Ver onde há defesa, onde há agressão. Ver o fluxo de ordens, ver a compressão de candles. O movimento começa sempre ali. A média nem piscou ainda, e o movimento já estourou. E você que operou baseado na média tá vendo o preço ir embora, enquanto espera um sinal que só aparece quando já não tem mais prêmio.
E isso nos leva a uma reflexão maior: por que ainda usamos conceitos tão ultrapassados em um mercado que exige inovação a cada segundo? Talvez porque seja mais fácil se esconder atrás de um indicador do que assumir a responsabilidade de enxergar o real. Talvez porque o trader precise de conforto, e a média oferece isso. Uma ilusão de segurança. Um abraço falso.
Mas o mercado não perdoa ilusão. Ele recompensa ousadia. Recompensa quem vê o que ninguém vê. Quem percebe o deslocamento de liquidez, quem sente a mudança de comportamento, quem entende que o gráfico é só a superfície. O jogo está por baixo. Está no invisível. Está na intenção.
E é aqui que entra o debate que precisa ser feito. O mercado evoluiu. As ferramentas, nem tanto. E nós, como operadores, precisamos fazer escolhas: seguir fórmulas antigas, que nos fazem sentir seguros mas nos deixam pobres, ou enfrentar o vazio da tela limpa, da análise viva, da leitura crua do agora. Porque o agora é tudo. O passado pode ser bonito, mas não paga o boleto.
A média serve pra estudar, não pra operar. Serve pra entender comportamento geral, não pra tomar decisão. Quem ainda opera seguindo cruzamento de média, ou esperando o preço encostar nela pra entrar, está vivendo um mercado que já não existe. E o preço cobra. Cobra com stops, com frustração, com a sensação constante de estar sempre entrando atrasado ou saindo cedo demais.
O caminho é claro: abandonar a bengala. E começar a andar com os próprios olhos. O preço fala. O volume grita. O fluxo desenha. Mas você só ouve se largar os velhos hábitos. Se tiver coragem de ver o que realmente está acontecendo, e não o que uma curva do passado está te mostrando.
É isso. O mercado não é lugar de superstição. É lugar de percepção. De decisão. E de coragem. Quem quiser ficar preso à média, que fique. Quem quiser ver o mercado como ele é, precisa aprender a operar sem ela. Porque média é conforto. Mas o lucro mora no desconforto.
—
**Reflexão final para debate**
A questão não é só técnica. É cultural. Por que tanta gente insiste em manter indicadores que claramente não entregam mais vantagem? O que existe por trás disso é um apego à estrutura, ao método, à sensação de estar “certo” mesmo quando se está perdendo. É medo do vazio da tela sem nada. Mas esse vazio é a liberdade. A chance de ver com clareza.
Por isso, o debate precisa ir além da análise técnica. Ele precisa tocar na filosofia do trader. Na coragem de romper com o antigo. Na humildade de admitir que não sabe. E na disposição de ver o mercado como ele é: brutal, veloz, sem perdão. Quem aceitar isso, evolui. Quem não aceitar, segue preso à média. Literalmente.
Vamos que Vamos ..
.... parte 2
BTC ValorizaçãoO BTC já corrigiu o suficiente para formar uma base de preço no gráfico diário. Agora está pronto para dar continuidade ao movimento de alta, especialmente após o rompimento do canal de baixa.
Caso ocorra uma nova correção, ela deve ser saudável e não pode retornar para dentro do canal rompido , para manter a estrutura de alta intacta.
O rompimento da região dos 118.648,86 deve vir acompanhado de aumento no volume comprador , confirmando a continuidade do movimento.
Além disso, as médias do Setup Precioso já cruzaram para alta no gráfico de 15 minutos , o que traz mais confiança para quem já está posicionado.
SMTO3 - Ondas de Elliot - Possível fim da correção?📍 Ativo: SMTO3 — Gráfico Mensal
📈 Ferramentas utilizadas: Ondas de Elliott, Volume Profile, Price Action
—
🔍 Contexto técnico
No gráfico mensal, é possível identificar um padrão completo de ondas de Elliott , com a formação clássica 1–2–3–4–5 seguida pela correção A–B–C .
Atualmente, o preço parece estar no final da onda C , sugerindo o possível fim da correção e início de um novo ciclo impulsivo.
—
📊 Confluência com Volume Profile
Além da estrutura de Elliott, o preço se encontra exatamente sobre uma região de forte suporte revelada pelo volume profile , com concentração significativa de volume negociado no passado.
Essa confluência entre estrutura de preço (onda C) e suporte por volume aumenta a probabilidade de reação positiva do preço nos próximos períodos .
—
📌 Interpretação
Caso essa zona seja defendida, podemos ver o início de um novo movimento impulsivo. O padrão técnico é claro e oferece uma leitura com base tanto em estrutura quanto em comportamento institucional, observável pelo volume.
—
Análise com fins educacionais. Não constitui recomendação de compra ou venda.
CSAN3 em suporte histórico — possível ponto de Reversão📍 Ativo: CSAN3 — Gráfico Mensal
📈 Ferramentas utilizadas: Volume Profile, Análise de Volume por Candle
—
🔍 Contexto técnico
O preço de CSAN3 está testando uma região de suporte importante , ainda não tocado anteriormente , o que pode gerar uma forte defesa por parte dos players institucionais.
Esse suporte foi identificado com base em uma concentração de volume relevante entre ago/2016 e jan/2019 , revelada pelo volume profile .
—
📊 Observações de volume
Ao se aproximar dessa zona, o ativo apresentou aumento expressivo de volume em um candle mensal, sugerindo possível absorção e início de uma reversão.
O preço ainda permanece sobre a região de suporte , o que oferece uma janela de entrada técnica com bom controle de risco.
—
🎯 Setup de trade
- Entrada: atual — suporte ainda não rompido
- Stop Loss: abaixo da mínima do candle de reação, próximo de 6,20 (perda do suporte)
- Alvo: zona de resistência marcada pelas próximas concentrações de volume, em torno de 13,00
- Risco x Retorno: -20% / +70% ≈ 3,5:1
—
📌 Interpretação
Caso haja reação ao suporte, o preço pode subir rapidamente devido à área de baixo volume acima da atual região de preço , o que costuma representar “vazio de liquidez” e permitir movimentos mais agressivos.
Esse tipo de estrutura é comum em zonas de reversão no gráfico mensal e pode estar sinalizando uma nova fase de alta, caso a defesa do suporte se confirme.
—
Análise com fins educacionais. Não se trata de recomendação de compra ou venda.
SUZB3 reage a suporte — possível gatilho de compra📍 Ativo: SUZB3 — Gráfico Diário
📈 Ferramentas utilizadas: Volume Profile, Análise de Volume por Candle, Price Action, Wyckoff
—
🔍 Contexto técnico
Após um movimento de baixa, SUZB3 encontrou suporte em uma região de forte concentração de volume , revelada pelo volume profile — essa área foi formada ao longo de aproximadamente 4 meses , marcada com o retângulo verde. Essa região também é considerada um padrão de acumulação de acordo com teoria e Wyckoff, servindo atualmente como suporte.
Desde que atingiu essa zona, o preço consolidou lateralmente por cerca de 2 meses , trabalhando em cima desse suporte e com aumento de volume. Seguindo os ensinamentos de wyckoff, essa lateralizaçao atual pode configurar uma nova acumulação de menor tamanho.
—
📊 Observações de volume
Nos últimos candles, é possível observar diversos volumes acima da média , indicando possível entrada de players institucionais .
O candle atual rompe a faixa superior desses candles e do range que se formou calçado no suporte, acionando um possível gatilho de compra técnica .
—
🎯 Trade setup
- Entrada: rompimento do range e dos candles de alto volume
- Stop Loss: abaixo do fundo recente / perda do suporte
- Alvo projetado: próxima concentração relevante de volume, com base no segundo volume profile traçado
- Risco x Retorno: -10% de stop / +14% de potencial gain
—
📌 Interpretação
A leitura atual sugere que a consolidação em cima do suporte pode ter servido como fase de absorção , e o aumento de volume pode confirmar o início de um movimento de alta.
Caso o candle atual feche com força e acima dessa zona de congestão, pode acionar stop de vendidos e chamar novas compras, acelerando o preço.
—
Esta análise tem caráter educacional e não constitui recomendação de investimento.
Análise Estrutural BTC/USDT – Redistribuição InstitucionalO atual comportamento do BTC/USDT revela uma dinâmica clássica de redistribuição institucional, orquestrada com precisão cirúrgica e sustentada por uma tríade analítica robusta: a estrutura wyckoffiana, os princípios de liquidez e blocos de ordens de Huddleston, e os sinais de volume característicos da VSA.
Após alcançar a máxima em $111.980, o preço executou o que Richard D. Wyckoff definiu como “Upthrust After Distribution” (UTAD), um rompimento falso acima da resistência estrutural que visa a captura de liquidez compradora remanescente – um mecanismo típico da Fase C em um ciclo de redistribuição (WYCKOFF, 1931, p. 137).
Esse UTAD não apenas confirma a exaustão da demanda institucional, como também valida a leitura de Huddleston sobre liquidez de lado comprador (Buy Side Liquidity) sendo explorada para posicionamento de grandes players no lado oposto. Como reforça o próprio ICT: “os pools de liquidez atuam como imãs para ordens, servindo de isca antes da inversão programada” (HUDDLESTON, 2023, p. 115).
A seguir, a quebra da estrutura em $107.500 marca a transição para a Fase D da redistribuição, caracterizada por entrega direcional do ativo. O comportamento subsequente do volume, conforme observado na VSA, indica clara predominância da oferta: picos de volume no topo, sem progressão de preço, seguidos de candles com fechamentos fracos e volume decrescente — contexto que remete diretamente ao conceito de “No Demand” e “Effort versus Result” (CUSTÓDIO, 2019, p. 114).
No que diz respeito à leitura institucional da liquidez, a rejeição da região acima de $107.500 atua como uma resposta à manipulação algorítmica que visa esvaziar a liquidez disponível antes da movimentação real. Michael Huddleston descreve esse processo como “reconhecimento de zonas premium para gerar falsas expectativas e redirecionar o fluxo para zonas de desconto” (HUDDLESTON, 2022, p. 291). Isso reflete a migração para níveis inferiores onde desequilíbrios (Fair Value Gaps) e ordens limitadas (Sell-to-Buy) residem, representando a base técnica para absorção institucional.
Wyckoff, por sua vez, já postulava que “o volume é o fio condutor do movimento real, e sua anomalia em regiões críticas indica intenção profissional” (WYCKOFF, 1931, p. 82). No caso atual, a ausência de continuidade após a UTAD revela precisamente essa anomalia, confirmando a tese de redistribuição em andamento.
Essa integração metodológica expõe uma verdade inescapável: o mercado não se move de forma randômica, mas através de uma engenharia de liquidez destinada a transferir risco dos menos informados para os mais preparados.
O papel do trader de elite é, portanto, identificar os ciclos de absorção, manipulação e entrega, reconhecendo que “o preço apenas visita liquidez antes de inverter para entregar valor” (HUDDLESTON, 2023, p. 116).
Neste contexto, zonas inferiores de liquidez — representadas por ranges não mitigados e velas de reversão com volume crescente — surgem como áreas de potencial defesa institucional. Elas não devem ser interpretadas como suporte clássico, mas como áreas-alvo de reequilíbrio onde o comportamento institucional volta a agir para preencher a curva de valor.
Em suma, esta análise não busca prever o futuro do preço, mas descrever, com base em evidência objetiva e validação técnica, o comportamento dos participantes que realmente movem o mercado.
Michael J. Huddleston, ao desenvolver os Smart Money Concepts (SMC), foi explícito ao afirmar que o mercado não é um ambiente neutro de oferta e demanda espontâneas, mas sim um ecossistema projetado para atender às necessidades operacionais do capital institucional. Um dos pilares mais centrais da sua tese é o entendimento de que o preço é deliberadamente manipulado — ou, nas palavras dele, “desenhado” — para preencher ordens de grande escala, o que inevitavelmente implica sacrificar os interesses do varejo, que opera com ordens pequenas, imprevisíveis e economicamente irrelevantes no contexto institucional. Citando diretamente Huddleston:
“O mercado não é construído para preencher ordens pequenas, como as de traders de varejo. Isso seria economicamente inviável e logisticamente caótico. O preço é impulsionado por liquidez — e a liquidez reside onde há concentração de ordens . Os algoritmos que controlam o movimento do mercado estão programados para buscar essas zonas. Eles são projetados para varrer áreas onde o varejo deposita sua fé: rompimentos, topos iguais, fundos visíveis. Essas áreas não são apenas onde o preço ‘decide’ ir — são onde o algoritmo encontra justificativa para executar ordens de grande volume. Por isso, não é coincidência que a maioria dos traders de varejo esteja constantemente no lado errado da liquidez: suas ordens são parte do combustível usado para mover o preço até onde o dinheiro institucional pode ser realmente posicionado ” (HUDDLESTON, 2022, p. 291).
Esse trecho é elucidativo em vários níveis. Primeiro, ele desfaz a ilusão de que o mercado seja um reflexo puro da ação de preço, validando a crítica de Richard D. Wyckoff à leitura superficial de candles sem considerar intenção institucional. Segundo, ele integra a lógica algorítmica ao processo de construção do preço, reforçando a ideia de que a manipulação é parte do modelo operacional do mercado, e não uma exceção a ser evitada.
Em termos operacionais, isso exige do trader a inversão completa de perspectiva: ao invés de buscar confirmação por padrões gráficos ou indicadores, a leitura deve partir do pressuposto de que a maioria dos sinais visíveis ao público são armadilhas projetadas para servir de liquidez para o real posicionamento institucional.
Portanto, compreender que o preço é “projetado para preencher grandes ordens, e não pequenas” é aceitar que o sucesso no mercado não virá da tentativa de prever o movimento, mas de entender por que ele se move — e, mais precisamente, para quem ele se move.
A compreensão do Homem Composto — conceito fundacional no método de Richard D. Wyckoff — é a síntese da leitura institucional do mercado: uma metáfora operativa que une manipulação, acumulação, entrega e psicologia coletiva sob a forma de um único operador imaginário, mas onipresente. Segundo Wyckoff, o Homem Composto representa as forças coordenadas do grande capital — bancos, fundos e instituições — que operam com informação, liquidez e paciência suficientes para induzir o comportamento da massa, apenas para operar contra ele no momento de maior desequilíbrio emocional. Nas palavras diretas de Wyckoff:
“Todas as flutuações do mercado e em todos os papéis devem ser estudadas como se resultassem da operação de um só homem. Suponha que ele entra no mercado com o objetivo de comprar toda a ação que puder, ao menor preço possível. Suas ações devem ser estudadas, e os operadores devem ser capazes de interpretar o motivo de cada movimento, como se esse 'Homem Composto' estivesse manipulando o mercado para seu próprio lucro” (WYCKOFF, 1931, p. 22).
Essa citação é estrutural. Ela não trata apenas de uma técnica de análise, mas de uma epistemologia de mercado. O Homem Composto ensina que o preço não é consequência, mas narrativa: uma sequência de eventos aparentemente caóticos, mas que obedecem à lógica de um operador racional, estratégico e manipulador. Na prática, integrar a visão de Huddleston sobre design algorítmico da liquidez com o arquétipo do Homem Composto de Wyckoff é aceitar que o mercado age com intenção — não moral, mas operacional — e que entender essa intenção é o único caminho para o trader que deseja deixar de ser liquidez para se tornar agente.
É neste ponto que a tese se fecha: tanto Huddleston quanto Wyckoff, ainda que separados por quase um século, convergem na ideia de que o mercado não é um lugar justo, mas um teatro de manipulação probabilística, onde apenas quem lê o script pode sobreviver. Portanto, estude profundamente, questione as narrativas e sempre faça sua própria diligência — Do Your Own Research (DYOR).
Brent como catalisador no pós-tarifas de TrumpVolto a escrever depois de um hiato aqui no TradingView. Participarei agora em junho do THE LEAP patrocinado pela Trade Station, e hoje trago um dos ativos que sempre opero pela alta liquidez e passos mais tímidos no tempo de curto prazo. O Brent como catalisador de um movimento mais explosivo no mercado pode ser real, pela desconto e pela lógica das estruturas de mercado.
Em 28 de maio de 2025, a Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos bloqueou as chamadas “tarifas do Dia da Libertação” , propostas pelo ex-presidente Donald Trump. O plano visava a imposição de tarifas de 10% sobre quase todas as importações e aumentos adicionais para países com superávits comerciais frente aos EUA, como China e União Europeia. A proposta foi embasada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, sob a justificativa de uma “emergência econômica nacional” (REUTERS, 2025).
Contudo, a corte considerou que a justificativa extrapolava os limites constitucionais, uma vez que o poder de regular o comércio internacional reside exclusivamente no Congresso. Segundo a decisão judicial, “a administração não demonstrou base jurídica suficiente para justificar medidas dessa envergadura sob o pretexto de emergência econômica” (BARRON’S, 2025).
Economistas como Pin (2025) explicam que “as tarifas distorcem os fluxos de comércio, penalizam o consumidor doméstico e aumentam a ineficiência sistêmica do mercado internacional” . Em estudo econométrico sobre redes comerciais globais, Pujolas e Rossbach (2024) concluem que “medidas protecionistas fundamentadas em déficits comerciais frequentemente resultam em deterioração do bem-estar agregado, inclusive para o país que as impõe” . Apesar dessa reação, a reversão judicial injetou um novo ânimo no mercado, que agora considera improvável a institucionalização de políticas tarifárias generalizadas no curto prazo. Isso reorienta o fluxo de capitais para ativos de risco e melhora a previsibilidade no médio prazo.
O cenário de instabilidade política, como de praxe, levou investidores inexperientes a liquidarem posições em pânico. Contudo, conforme Richard Wyckoff previu ao desenvolver sua metodologia, “enquanto o público em geral entra em pânico, o Composite Man está silenciosamente acumulando” (WYCKOFF, 2005, p. 31). Isso se confirma no atual comportamento do petróleo Brent, que vem apresentando uma formação técnica extremamente relevante no gráfico semanal.
Nas últimas semanas, o ativo executou uma varredura de liquidez histórica — movimento conhecido como sweep — entre USD 68 e USD 72 por barril, região que havia sustentado suporte por vários anos. A dinâmica remete à Fase C da acumulação Wyckoffiana, onde ocorre o spring ou shakeout, momento em que o Composite Man absorve a liquidez final dos vendedores antes da reversão. Complementando essa estrutura, observam-se padrões claros de Volume Spread Analysis (VSA). Após o sweep, surgem candles com grande volume na base da movimentação, seguidos por barras com baixo volume de oferta e recuperação rápida, caracterizando um clássico Stopping Volume, seguido de sinais de No Supply — ou seja, ausência de venda real, restando apenas liquidação técnica e emocional do varejo.
Como ressaltam Tharp (2006) e Douglas (2000), “o momento de entrar no mercado é quando a maioria das pessoas está insegura ou com medo” , justamente porque é nessa zona que os institucionais atuam. Para Douglas (2000, p. 98), “os mercados são construídos sobre a percepção, não sobre os fatos — e quem domina essa percepção, domina o fluxo de capital” .
Com o recuo do protecionismo no curto prazo, observamos ajustes relevantes em ativos macroeconômicos:
O ouro sofre pressões de baixa, dada a redução da aversão a risco global.
O índice do dólar (DXY) estabiliza e ganha tração, fruto da previsibilidade institucional e repatriação de capital.
O Nasdaq 100 volta a operar próximo às máximas históricas, impulsionado pela confiança renovada em um ambiente de livre mercado.
O Brent, por sua vez, demonstra a mais clara oportunidade técnica, reunindo elementos de Wyckoff, VSA e análise estrutural em zona de desequilíbrio.
A conjuntura atual oferece uma janela privilegiada de entrada para investidores que entendem o papel do ciclo institucional nos mercados. A leitura clássica de Wyckoff, aliada à análise quantitativa recente, sugere que “os grandes movimentos do mercado começam quando poucos estão prestando atenção e se encerram quando todos já estão posicionados” (WYCKOFF, 2005, p. 45).
Portanto, enquanto os ruídos políticos e jurídicos alimentam a volatilidade, é na estrutura silenciosa do gráfico semanal que se revela a verdadeira intenção institucional. Se a leitura estiver correta, o petróleo Brent poderá não apenas recuperar as mínimas recentes, como iniciar um rally expressivo, com potenciais implicações para inflação, energia e política monetária global posteriormente, o que implica em um swingtrade possivelmente.
Referências:
BARRON’S. Trump's 'Liberation Day' Tariffs Are Illegal, U.S. Trade Court Rules. 28 maio 2025.
DOUGLAS, Mark. Trading in the zone: master the market with confidence, discipline and a winning attitude. New York: Prentice Hall Press, 2000.
PIN, Paolo. Network Effects of Tariffs. arXiv preprint arXiv:2504.04816, 2025.
PUJOLAS, Pau; ROSSBACH, Jack. Trade Wars with Trade Deficits. arXiv preprint arXiv:2411.15092, 2024.
REUTERS. US court blocks Trump's sweeping tariffs, citing overreach of authority. 28 maio 2025.
THARP, Van K. Trade your way to financial freedom. New York: McGraw-Hill, 2006.
WYCKOFF, Richard D. The Richard D. Wyckoff Method of Trading and Investing in Stocks. New York: Fraser Publishing Company, 2005.
Fluxo Minguante Indica Fraqueza do BitcoinNão negocie com base nessa análise. Ela não é recomendação de investimento. Ela pode estar errada. Negocie por sua conta e risco.
Primeiro lugar acho que eu nunca operei venda a descoberto no bitcoin (short selling) seja via contratos futuros ou outro instrumento e acho que não é nada inteligente fazer short selling no bitcoin dado os riscos de cobertura desde tipo de operação. Então se há uma recomendação nesta análise é que não opere venda a descoberto no bitcoin. Não a vale o risco.
No entanto, aumentar ou diminuir exposição é o nosso dever como traders. Vejo a possibilidade do bitcoin voltar a cair aqui. Os motivos técnicos são apenas 2:
Ondas de Elliott
tipo de análise altamente subjetiva e que pode ser ambígua mas que tem me feito acertar mais ou menos os últimos movimentos do bitcoin, desde que seja uma análise bem feita por um analista experiente. Nesta contagem que estou avaliando no momento poderíamos ver uma nova perna de baixa no bitcoin que seria uma onda C pra baixo.
Análise de Volume
Aqui o principal motivo técnico. O volume financeiro está minguante há meses, indicando que o mercado em geral não está enxergando a queda dos últimos meses como a melhor oportunidade de compra ainda. Óbvio que isso pode vir a mudar daqui pra frente (e por isso não venderia nunca apenas diminuiria a exposição) mas esse é o cenário atual: Volume minguante indicado apetite de compra igualmente minguante.
Cenário macro
Outro motivo pelo qual o bitcoin pode enxergar novas quedas são as incertezas macroeconômicas causadas pela confusa guerra tarifária que podem trazer recessão econômica e consequentemente escassez de liquidez para o mercado. O Bitcoin se saiu muito bem no mês em que a crise de tarifas piorou mas ainda assim a liquidez sempre se impõe.
Alvos
Acho que não seria absurdo o BItcoin voltar para 76k dólares pelo menos. No pior cenário poderíamos ver o bitcoin revisitar a dezena dos 60k dólares. O stop desse viés de baixa é 98k dólares!
Especial: Volume do S&P500Mercado entrando em modo de pânico? É o que o volume pode estar indicando. Mas isso pode ser boa notícia. Explico.
Durante grandes crashes o mercado tem máximas de volume. O pânico acontece como uma explosão: rápido e destrutivo. A análise de volume aqui indica que estamos com volume somente comparável com 2020 o que indica que estamos entrando no campo do pânico e de incerteza máxima no mercado. Mas isso pode está indicando que estamos próximos do máximo pânico o que normalmente pode marcar um fundo.
Pontos-Chave aqui
-Tarifas podem desaparecer do mesmo jeito que surgiram: da noite para o dia.
-O governo trump costuma fazer anúncios no domingo de maneira bem questionável do ponto de vista de compliance.
-Podemos ver ainda mais alguns dias de pânico mas em algum momento o mercado vai retomar a alta.
-Depois de tantas quedas certamente estamos mais perto do fundo do que antes. Cada dia de queda é um dia mais próximo do fundo final.
Conclusão
Não estou dizendo que estamos no fundo agora (muito menos que você deve comprar ou vender aqui). Só estou trazendo a tona que o volume atual já indica pânico e pânico dura pouco. Mais pânico pode acontecer mas não vai ser pra sempre. Estejamos alertas aos sinais. Lembrando que eu sou um permabear então uma visão otimista de um permabear é sempre relevante.
Confirmação da tese de Wyckoff e Huddleston (VSA & FVG)O artigo anterior destacou a relevância das estruturas de liquidez e do volume financeiro no Bitcoin, evidenciando a manipulação estratégica das instituições e a relação direta entre absorção de liquidez e deslocamento do preço. Agora, com novos dados em mãos, é possível afirmar que a tese foi validada na prática . O Bitcoin reagiu precisamente às zonas de liquidez previstas, retornando aos Fair Value Gaps (FVGs) antigos, absorvendo ordens e demonstrando uma forte recuperação impulsionada pelo volume institucional.
A análise técnica confirmou que a região entre $77.200 e $85.000 atuava como um ponto crítico de sustentação do preço, conforme discutido anteriormente. O preço reverteu exatamente dentro dessa faixa, confirmando a presença de ordens institucionais e reforçando a validade do modelo Smart Money, conforme proposto por Huddleston (2022). Entre os principais pontos que validam essa leitura, destacam-se o teste de FVGs antigos, onde o preço retornou a zonas de liquidez previamente destacadas e encontrou suporte antes de iniciar um novo deslocamento altista, o aumento significativo no volume financeiro, com volumes diários superiores a 100K BTC, indicando a entrada massiva de players institucionais, e a divergência no Cumulative Volume Delta (CVD), que evidenciou absorção institucional.
Segundo Wyckoff (1910, p. 67), "os grandes operadores não se preocupam apenas com o preço, mas sim com a liquidez disponível para suas operações" , uma afirmação que se comprova ao observar que a defesa das zonas de FVG e a acumulação de liquidez institucional seguem padrões recorrentes na dinâmica do Bitcoin. Grandes players precisam de uma estrutura eficiente para construir posições sem gerar deslocamentos abruptos que prejudiquem suas operações. Nesse contexto, a liquidez é o fator determinante para a tomada de decisões institucionais, uma vez que a movimentação do preço dentro dessas áreas confirma que não há deslocamento sem um evento de liquidez relevante.
Além disso, observa-se que acumulação e distribuição ocorrem de forma estratégica. O fluxo de ordens indica que as instituições estavam absorvendo liquidez dos traders de varejo antes de um deslocamento direcional, enquanto o aumento expressivo no volume reforça a tese de que os institucionais estavam estruturando suas operações com base na absorção de liquidez. Eventos anteriores, como o rompimento dos $74K em novembro de 2024, quando 100K BTC foram negociados, evidenciam que volumes elevados acompanham mudanças estruturais significativas no mercado. Segundo Douglas (2001, p. 87), "o mercado recompensa aqueles que operam contra a multidão, absorvendo o pânico e distribuindo na euforia" . Essa absorção de liquidez, visível nos níveis de Fair Value Gap, é um indicativo claro da atuação do Smart Money.
Com base na metodologia Optimal Trade Entry (OTE) de Huddleston, o BTC está configurado para uma continuação de alta, com projeções mirando alvos acima de $120K. No entanto, alguns fatores ainda devem ser monitorados, como a defesa da VWAP , que determinará a sustentação da tendência de alta, e o comportamento da dominância do BTC (BTC.D), que pode sinalizar uma eventual rotação de capital para altcoins. Além disso, eventos macroeconômicos e o impacto dos ETFs sobre a demanda por Bitcoin também são elementos fundamentais na estrutura de liquidez do mercado.
O mercado de criptomoedas continua sendo um ambiente altamente manipulado, onde as instituições operam contra traders desinformados. A habilidade de interpretar corretamente o fluxo de ordens e a absorção de liquidez é o diferencial entre aqueles que dominam a dinâmica do mercado e aqueles que são varridos pelos grandes players. Como destaca Huddleston (2022, p. 59), "o mercado se move de forma eficiente entre regiões de desequilíbrio; entender onde está o desequilíbrio é compreender o próximo movimento do preço" .
A tese apresentada no artigo anterior foi confirmada. O BTC retornou às zonas de liquidez identificadas, absorveu ordens institucionais e apresentou um movimento de recuperação impulsionado pelo volume financeiro. Essa dinâmica reforça que o verdadeiro motor do mercado não é o preço, mas sim a liquidez, fator determinante para a tomada de decisão dos grandes operadores. Como ressalta Williams (2011, p. 104), "quando o mercado passa por uma transformação estrutural, os antigos padrões de volatilidade deixam de ser confiáveis, pois novos fluxos de capital começam a ditar a direção do preço" . O sucesso no mercado dependerá da capacidade de leitura da atuação institucional e da disciplina em seguir uma estratégia racional, conforme reforça Douglas (2001, p. 123): "A habilidade de permanecer disciplinado e seguir uma estratégia racional é o diferencial entre os que prosperam e os que são eliminados pelo mercado" .
Diante desse cenário, a paciência e a precisão na leitura dos fluxos institucionais são fundamentais. Como sempre, Do Your Own Research (DYOR).
Referências
DOUGLAS, Mark. Trading in the Zone: Master the Market with Confidence, Discipline, and a Winning Attitude. New York: Prentice Hall, 2001.
HUDDLESTON, M.J. The ICT Mentorship Core Content. 2022.
WYCKOFF, Richard. Studies in Tape Reading. New York: Ticker Publishing Co., 1910.
WILLIAMS, Larry. Long-Term Secrets to Short-Term Trading. New York: Wiley, 2011.
Análise do Mercado de Bitcoin com Base em Wyckoff e ICTA presente análise visa interpretar a atual estrutura de mercado do Bitcoin, correlacionando conceitos de Wyckoff e Inner Circle Trader (ICT) à leitura do Smart Volume Indicator, bem como à dinâmica de liquidez presente no gráfico. Conforme destaca Wyckoff (1910), o comportamento do volume e a interação entre oferta e demanda são determinantes para compreender as fases do mercado. No contexto atual, observam-se sinais de compressão de volume, baixa volatilidade e potenciais zonas de liquidez abaixo do preço corrente, o que sugere um período de decisão antes de um deslocamento significativo.
O Smart Volume Indicator, conforme exibido na imagem, apresenta um volume classificado como LOW (0.17x), indicando que a atividade de negociação está abaixo da média. Wyckoff (1931) argumenta que períodos de baixo volume podem representar absorção por parte de institucionais, preparando o mercado para um movimento direcional. Além disso, a compressão de volume encontra-se inativa, enquanto a volatilidade registra contração extrema (0%), condição na qual, segundo Huddleston (ICT, 2022), o mercado frequentemente antecede uma movimentação expressiva para busca de liquidez.
Ademais, a presença de Fair Value Gaps (FVGs) em regiões inferiores do gráfico sugere que o preço pode buscar liquidez antes de uma eventual retomada da tendência primária. ICT (2022) explica que as FVGs representam desequilíbrios no fluxo de ordens, os quais frequentemente são revisitados pelo preço para serem preenchidos antes da continuação da tendência dominante. Paralelamente, a marcação de Order Blocks (OB) e Breaker Blocks na região de suporte reforça a hipótese de que as instituições podem estar acumulando ordens nesse nível, validando uma possível estrutura de reacumulação. Segundo Wyckoff (1931), um IOMM pode indicar um Spring (padrão de reacumulação), no qual as instituições buscam liquidez abaixo dos suportes antes de iniciar um movimento ascendente.
A análise do fluxo institucional sugere dois possíveis cenários. Caso o preço atinja as FVGs marcadas e reaja com um spike de volume acima de 2x o threshold, isso poderá confirmar um movimento de markup, validando a absorção institucional e a continuidade da tendência de alta. Por outro lado, se o preço perder os níveis de suporte sem aumento significativo de volume, pode-se interpretar a situação como um movimento de redistribuição, em que as instituições utilizam a estrutura atual para distribuir suas posições antes de uma queda mais acentuada. ICT (2022) destaca que a ausência de absorção de ordens em regiões críticas pode levar o preço a testar suportes mais profundos, possivelmente na região dos 70k.
Diante desses fatores, a melhor abordagem neste momento é monitorar as reações do preço nas FVGs e OBs, observando possíveis picos de volume como validação de absorção institucional. Caso o mercado registre um rompimento acima de 97k com volume baixo, deve-se considerar a possibilidade de uma falha de alta (UTAD - Upthrust After Distribution, segundo Wyckoff, 1931), o que indicaria uma possível reversão.
Em suma, a estrutura atual do Bitcoin ainda se encontra em fase de decisão, com forte contração de volume e volatilidade, o que reforça a tese de um movimento iminente. A interpretação final dependerá do comportamento do volume nos próximos deslocamentos, validando, assim, se a atual consolidação representa um Spring (reacumulação) ou uma redistribuição para continuação da baixa. Como destaca Wyckoff (1931), "o volume sempre precede o preço", sendo essencial acompanhar a resposta do mercado em relação às zonas de liquidez identificadas.
Coloquei alarmes no Trading View na faixa dos 87k e 120k, o que me mostra tanto uma captura de liquidez abaixo em região de FVG e uma possível quebra de estrutura, buscando a continuação de alta. Enquanto isso, sigo acumulando forte nas altcoins, devido a busca de liquidez nos preços em regiões de Sell to Buy fortíssima (algumas até renovando ATL), devido a dominância do BTC.D se mostrar em um cenário de alta. Quanto mais baixo for o preço dos ativos, maior deve ser a demanda, lei matemática simples e que muitos ainda negligenciam.
Entretanto, mesmo que eu esteja acumulando em certas altcoins desde 2021, é sempre bom lembrar DYOR.
Referências
HUDDLESTON, M. J. ICT Mentorship Notes. Inner Circle Trader, 2022.
WYCKOFF, R. D. Studies in Tape Reading. New York: Richard D. Wyckoff, 1910.
WYCKOFF, R. D. The Richard D. Wyckoff Method of Trading and Investing in Stocks. New York: Wyckoff Associates, 1931.






















