Globe NYSE (GL) - Operação estruturada de Compra - Long OnlyIIIaí pessoal, blz? Aqui, Thiago Chess!
Estava eu verificando as ações mais negociadas no mercado Americano quando me deparei com a Globe Life caindo -60%, logo fui apurar o longo prazo (mensal) da empresa, se estava em tendência de alta se ligarmos um ponto A a um ponto B, conforme minha estratégia .CHESS.
Tudo nos conformes, apesar da notícia pontual que afetou a empresa. Calculei os riscos e achei pertinente assumir uma posição de compra até os níveis de (1.618) realizando parciais ao longo do caminho conforme o preço for atingindo níveis superiores do Fibobacci. Além de fracionar o capital pra cobrir uma possível nova entrada no nível (5.618) do Fibo.
Tags: Ações Americanas, Nyse, Stocks, Análise Técnica, Fibonacci, Tendência de Alta.
USA
"#EWZ- PRECIFICA MOMENTO DO BRASIL"Em dia em que ocorreu a decisão da nossa taxa de juros o EWZ precificou o sentimento do investidor estrangeiro em relação a bolsa brasileira.
No dia de hoje a queda ainda existe em menor magnitude, mas temos que observar qual será o rumo a ser tomado na abertura do pregão.
"IBOV SE CONTRARIAR O CONSENSO PODE ACONTECER NO MÉDIO PRAZO""IBOV SE CONTRARIAR O CONSENSO PODE ACONTECER ISTO"- pensando de forma contrária a tudo aquilo que no momento se mostra seria inusitado se o principal índice da bolsa brasileira fizesse isto, isto o que?
"Buscar ainda uma nova máxima no médio prazo"
. Há um consenso que a qualquer momento iremos buscar as mínimas. Mas na história do mercado financeiro muitas surpresas já se fizeram presentes.
Já ouvi muitas vezes que "bolsa não é PIB".
E também que a bolsa nem sempre reflete aquilo que a economia do pais está passando. Então pegando carona nestes fatos vi no gráfico algo que no mínimo iria surpreender a todos.
"#GERDAU-#GOAU4-RESILIÊNCIA MOMENTANEA""#GERDAU-#GOAU4-RESILIÊNCIA MOMENTANEA"
O Mercado de Aço em Abril de 2024: Uma Análise da Demanda e Cotação nos EUA e China
Introdução
O mercado de aço é uma peça fundamental na engrenagem da economia global, sempre em constante mutação. À medida que nos aproximamos de 2024, é essencial examinar as tendências e desafios que moldarão o setor nos próximos anos.
Mercado Americano de Aço
Nos Estados Unidos, prevê-se um aumento na demanda por aço no setor da construção civil, impulsionado pelo crescimento contínuo da população global e pelo desenvolvimento de infraestruturas essenciais. A indústria siderúrgica está intrinsecamente ligada ao comércio internacional, onde as relações comerciais, tarifas e políticas comerciais entre países desempenham um papel crucial na determinação dos preços e na disponibilidade do aço globalmente.
Em termos de cotação, os preços do aço devem sofrer um ajuste de cerca de 20% ao longo de abril. Esse movimento será sustentado pela demanda externa, especialmente se as usinas enfrentarem dificuldades nas vendas internas.
Mercado Chinês de Aço
Na China, a situação é mais complexa. O país exportou 90 milhões de toneladas de aço, sendo o Brasil o sétimo principal destino desses embarques. A entrada de aço estrangeiro, principalmente chinês, tem gerado preocupações em diversos países.
A demanda interna por aço na China tem sido afetada pela crise no setor imobiliário, que responde por cerca de um terço do consumo doméstico de aço. Espera-se que estímulos econômicos abrangentes, desde a construção de habitações e edifícios comerciais até programas de infraestrutura e setores industriais, impulsionem o consumo de aço.
Quanto à cotação, o preço do aço bruto fabricado na China sofreu uma queda de 14,9%, para 67,4 milhões de toneladas, em comparação com o ano anterior. No entanto, as usinas siderúrgicas chinesas retomaram a produção com vigor em janeiro.
Conclusão
À medida que avançamos para 2024, a indústria do aço está se preparando para enfrentar esses desafios e aproveitar as oportunidades que se apresentam, mantendo sua posição crucial na economia global. A busca por práticas sustentáveis e inovações tecnológicas será fundamental para o sucesso contínuo do setor siderúrgico.
“Título do Tesouro Americano de 10 Anos: Impacto e Implicações"Juros Americanos e a Economia Aquecida: Uma Análise
A economia dos Estados Unidos é uma força motriz global. Com a maior economia do mundo, cada movimento econômico que os Estados Unidos fazem tem efeitos imediatos nos mercados globais. Um desses movimentos é a alteração das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
Taxas de Juros e a Economia
As taxas de juros têm um papel crucial na economia. Elas são uma ferramenta que o Fed usa para controlar a inflação e estimular ou desacelerar a economia2. Quando as taxas de juros sobem, o custo do dinheiro aumenta. Isso pode desacelerar o consumo e o investimento, o que, por sua vez, pode desacelerar a economia.
No entanto, a economia americana tem mostrado resiliência notável. Apesar das taxas de juros mais altas, a economia continua aquecida3. Isso é um testemunho da força subjacente da economia dos EUA.
Setores Impulsionando o Crescimento
Vários setores estão impulsionando o crescimento contínuo. O aumento das taxas de juros pode ser benéfico para o setor financeiro, pois os bancos podem cobrar mais pelos empréstimos. Além disso, setores como tecnologia e saúde continuam a se expandir rapidamente, impulsionando o crescimento econômico.
Impacto Global
O aumento das taxas de juros nos EUA não afeta apenas a economia doméstica. Tem um impacto global. As taxas de juros mais altas nos EUA podem atrair investidores globais, fortalecendo o dólar americano. No entanto, isso pode colocar pressão sobre as economias emergentes, especialmente aquelas com dívidas denominadas em dólares.
Conclusão
A economia americana continua a mostrar força, apesar do aumento das taxas de juros. Isso é um testemunho da resiliência da economia e da eficácia das políticas do Fed. No entanto, é importante monitorar de perto os desenvolvimentos, pois as mudanças nas taxas de juros podem ter efeitos de longo alcance, tanto em casa quanto no exterior.
Bradesco #BBDC4 se segura na LTA do canal Bradesco #BBDC4 se segura na LTA do canal - o ativo divulga resultado do 1º trimestre no incio de maio e não há grandes expectativas nele e sim no Guidance . Caso perca a região da base do canal tem potencial máximo de queda de 6%. Na melhor das hipóteses elevação de pequenas magnitudes poderia mantê-lo dentro do canal.
"#TITULO AMERICANO DE 10 ANOS-#US10Y NO LIMITE DA VIRADA""#TITULO AMERICANO DE 10 ANOS-#US10Y NO LIMITE DA VIRADA"- o título está em uma região que vai falar se as taxas de juros americanos vão ser reduzidos ou não.
Se não tiver esta redução o titulo vai bater novamente os 4,50% e as bolsas mundiais devem sofrer grandes correções.
O cenário está estranho pois sempre que sai um dado mais fraco da economia americana , acaba saindo outros mais mostrando o contrário.
O range de trabalho no gráfico vai falar segue o jogo ou não.
Para o Brasil seria ótimo se o #US10Y viesse a sentir a resistencia em 4,32% e que venha a buscar o suporte em 4,05% para destravar a nossa bolsa e liberar o BC brasileiro para continuar a redução da selic.
"#Petróleo #BZ1! hasteamento de bandeira precisa de #PCE""Fique atento ao Petróleo: Formação de Bandeira em Progresso #BZ1! O petróleo tem demonstrado um forte impulso comprador recentemente. A divulgação do Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos, prevista para amanhã, pode ser um fator decisivo.
Se os dados do PCE forem favoráveis, isso pode confirmar a formação de uma bandeira no gráfico do petróleo, potencialmente levando a um rompimento que poderia impulsionar o preço na direção da região de 90 dólares. Por outro lado, se os dados não sustentarem o impulso comprador, o movimento pode ser abortado, fazendo com que o preço recue para a região de 81 dólares.
É importante lembrar que, embora a análise técnica possa fornecer insights valiosos, ela não garante resultados futuros. Portanto, os investidores devem sempre considerar uma variedade de fatores e realizar sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento."
"Momento de Atenção ao Bitcoin no curto prazo""Momento de Atenção ao #BTCUSD no curto prazo"- o ativo ganhou força compradora com o advento dos ETFs , e agora no curto prazo vive momento de instabilidade motivado por realização de lucro e dados econômicos que indiquem uma inflação ainda com muita resiliência.
Normalmente os dados econômicos tem se mostrado um a favor da inflação e outro contra. Se hoje dia 02/04/2024 tivermos dados que confirmem uma inflação de certa forma com muita força será primeira vez, na grande maioria das vezes acabamos tendo dados neutros e descompassados.
Febre do Ouro: A Ascensão Meteórica de 10% e o Enigma EconômicoA recente escalada no preço do ouro, que viu um aumento impressionante de 10% em apenas 16 dias, pode estar refletindo uma série de fatores complexos e interligados que vão além das flutuações típicas do mercado. Aqui estão alguns pontos que podem estar sendo “precificados” pelo ouro:
Geopolítica Conturbada: O ouro é tradicionalmente visto como um ativo de refúgio seguro em tempos de incerteza geopolítica. Com tensões crescentes em várias regiões do mundo, investidores podem estar buscando segurança no metal precioso.
Expectativas de Política Monetária: A economia americana está prestes a divulgar dados significativos que podem influenciar as decisões futuras do Federal Reserve (Fed) sobre as taxas de juros. Há um receio palpável de que os juros não sejam reduzidos este ano, o que poderia afetar a atratividade de ativos renda fixa em comparação ao ouro.
Movimentação Atípica do Mercado: O comportamento atual do ouro pode estar sinalizando que o mercado está antecipando eventos ou informações ainda não conhecidos pelo público em geral. Isso pode incluir desenvolvimentos econômicos inesperados ou mudanças nas políticas monetárias que ainda não foram divulgadas.
Dinâmica de Oferta e Demanda: A oferta física de ouro pode estar enfrentando restrições, enquanto a demanda permanece robusta, impulsionando os preços para cima.
Dinâmica do Dólar: O ouro é cotado em dólares, e qualquer desvalorização da moeda americana pode fazer com que o ouro se torne mais barato para compradores em outras moedas, aumentando assim a demanda e o preço.
O fim de semana iminente adiciona uma camada extra de incerteza, pois os mercados estarão fechados e os investidores podem estar ajustando suas posições para se protegerem contra qualquer notícia inesperada que possa surgir durante esse período.
Em resumo, o ouro está agindo como um barômetro para uma variedade de preocupações econômicas e geopolíticas. Se houver fatores desconhecidos em jogo, como sugere minha ideia, eles poderiam revelar-se em breve e justificar a recente alta do ouro. Por enquanto, os investidores parecem estar adotando uma abordagem cautelosa, priorizando a preservação do capital diante de um cenário global incerto.
O padrão “W”é um sinal positivo para #JBSS3Padrão “W”: O padrão “W” é um sinal técnico que pode indicar uma reversão de tendência. Se a ação da JBS realmente está formando esse padrão, é um sinal positivo.
Resistência em 23,81: A resistência em 23,81 é um ponto crítico. Se a ação conseguir romper essa barreira, pode abrir espaço para ganhos adicionais.
Upside de 9%: Se a resistência for superada, você espera um movimento de alta de aproximadamente 9%. Isso é uma estimativa interessante para os investidores.
Região de 25,30: Antes de atingir o alvo de 23,81, a ação precisa passar pela região de 25,30. Essa área também é importante para observar possíveis reações do mercado.
Fechamento abaixo do dia 22/03: Se houver um fechamento abaixo do preço de fechamento do dia 22/03, isso pode indicar uma mudança na dinâmica e merece atenção.
Lembre-se de acompanhar os movimentos da JBSS3 de perto e ajustar sua estratégia conforme novas informações surgirem. Boa sorte com suas análises e investimentos
#BOASAFRA-#SOJA3 MOSTRA TOPO MOMENTANEO"#BOASAFRA-#SOJA3 MOSTRA TOPO MOMENTANEO - o ativo vem de um movimento gráfico altista belíssimo e agora na região de 18,30 começa a mostrar um pouco de cansaço que poderia gerar uma realização em 17,49 região e suporte. A busca na região de 16,40 já viraria correção.
Pelo lado da alta, uma boa expectativa para o 1º tri de 2024 poderia jogar o ativo para a região de 19,23.
"Alívio dos Vendidos: MGLU3 Após 4º Tri O Que Vem Agora?"Magazine Luiza: Os Investidores Vendidos aliviam suas Posições e colocam o lucro no bolso Após Resultados do 4º Trimestre - O Que Esperar Agora?"
Após a divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2023, os investidores que haviam apostado contra as ações da Magazine Luiza (#MGLU3) tiveram o dia 19/03/2024 para realizar seus lucros e respirar aliviados. Inicialmente, a expectativa do mercado era de que as ações permaneceriam estáveis ou subiriam timidamente após os resultados. No entanto, o que se viu foi uma intensa aceleração das posições vendidas logo nos primeiros 10 minutos de pregão.
A impressão geral é de que uma grande parte dos investidores vendidos aliviaram suas posições e agora o ativo deve seguir seu curso normal de ajuste após o último balanço. Entretanto, a varejista enfrenta ainda a incerteza da "super quarta-feira", com decisões de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, o que pode representar um obstáculo adicional.
Apesar disso, considerando as condições normais do mercado, um movimento altista nos próximos dias ainda não pode ser descartado.
#MagazineLuiza #ResultadosFinanceiros #DecisõesDeJuros #MercadoFinanceiro
"#Gasoline sobe 30% em 4 meses""#Gasoline sobe 30% em 4 meses"- vem de forte recuperação desde o dia 13 de dezembro de 2023.
Mostrando que o movimento ainda não terminou podendo atingir $ 2,61.
O momento ficou favorável nos três primeiros meses e para certificar a manutenção nestes níveis de preços como sempre o Macro ajudou bastante.
"USIMINAS-#USIM5 O RESULTADO FEZ BEM"Após a divulgação de resultados no dia 27 de outubro o mercado gostou e premiou o ativo até o momento com + 15% . Uma realização de lucro no dia de amanhã seria saudável antes do feriado , para depois nos próximos dias buscar o objetivo final de médio prazo que é trabalhar acima de 7,00 reais. Pelo lado da baixa se visitar os 6,25 fica abortado qualquer movimento altista no curto prazo.
"#DXY SE FORTALECE PEGANDO CARONA NO #CPI""#DXY SE FORTALECE PEGANDO CARONA NO #CPI"- hoje o dólar se fortalece pegando carona no #CPI, a estabilização pode vir quando for divulgado outros dados durante a semana caso venham contradizer o divulgado hoje. Mas até então devemos ver um dólar que de momento estará mostrando certa resiliência diante dos pares.
"#BITCOIN-#BTCUSD-NÃO ESQUECEU OS 50.000 DÓLARES""#BITCOIN-#BTCUSD-NÃO ESQUECEU OS 50.000 DÓLARES"- o ativo está recebendo capital advindo da renda fixa americana e parte pequena do ouro. Os 50.000 dólares pode estar sendo patrocinado pelo evento "ETF nos Estados Unidos".
Como o ativo é bastante volátil e não tem vergonha disto, uma frustração no ETF btc americano pode quebrar a expectativa e retardar o movimento.
O título de 10 anos americano pode fornecer liquidez para a cripto , que caso venha a cair rendimento em torno de 3,700 % pode acelerar o movimento.
"#VXEWZ VS #IBOV MOSTRA QUE AINDA NÃO HÁ PÂNICO""#VXEWZ VS #IBOV MOSTRA QUE AINDA NÃO HÁ PÂNICO"- No momento não há medo no mercado em relação a bolsa brasileira , seguindo o indicador que mostra quando há uma corrida a proteção , é "POR ENQUANTO" , variações de mercado.
Mas estaremos sempre monitorando para ver se a boca de jacaré formada continua aberta e não vai fazer o movimento para querer fechar.
"#SANTOS BRASIL-#STBP3-PREPARA PARA FAZER TOPO HISTÓRICO""#SANTOS BRASIL-#STBP3-PREPARA PARA FAZER TOPO HISTÓRICO"- O ativo faz movimentação gráfica muito sólida. Sobe mais que 30% após Outubro de 2023. E agora prepara impulso para vencer o atual TH em 10,15 e pulara para 10,69. Inaugurando outro Topo Histórico.
Pelo lado da baixa, caso precise realizar mais forte tem em 9,17 um forte suporte para usar.
Mas como já tenta na região de 9,80 há 4 pregões , o viés é de alta.
"#GOL-#GOLL4-TEM POTENCIAL DE QUEDA NA REGIÃO DE 1,91""#GOL-#GOLL4-TEM POTENCIAL DE QUEDA NA REGIÃO DE 1,91"- A empresa está passando por muitas transformações e o papel perdeu o triângulo que projeta quedas maiores que tivemos até agora. A região de 1,91 seria 100% da projeção de queda. No momento respira em 2,65 em um repique realizado. Mas qualquer frustração será motivo para novas quedas.
Tradução para o português da entrevista do Powell Transcrição em português da entrevista de Scott Pelley com o Sr. Powell que foi ao ar no domingo, 4 de fevereiro de 2024, no 60 Minutes da CBS. Esse artigo é uma reprodução e a fonte original pode ser obtida aqui .
SCOTT PELLEY, CBS NEWS/60 MINUTOS: Vou começar com isso. A inflação está morta?
PRESIDENTE DA RESERVA FEDERAL JEROME POWELL: Eu não iria tão longe assim. O que posso dizer é que a inflação caiu realmente no ano passado e de forma bastante acentuada nos últimos seis meses. Estamos fazendo bons progressos. O trabalho não está concluído e estamos muito empenhados em garantir que restauramos totalmente a estabilidade de preços em benefício do público.
PELLEY: Mas a inflação vem caindo continuamente há 11 meses.
POWELL: Certo.
PELLEY: Você evitou uma recessão. Por que não cortar as taxas agora?
POWELL: Bem, temos uma economia forte. O crescimento prossegue a um ritmo sólido. O mercado de trabalho está forte: 3,7% de desemprego. E a inflação está caindo. Com a economia forte desta forma, sentimos que podemos abordar cuidadosamente a questão de quando começar a reduzir as taxas de juro.
E, você sabe, queremos ver mais evidências de que a inflação está caindo de forma sustentável para 2%. Temos alguma confiança nisso. Nossa confiança está aumentando. Queremos apenas um pouco mais de confiança antes de darmos esse passo muito importante desde o início da redução das taxas de juro.
PELLEY: O que você está olhando?
POWELL: Basicamente, queremos ver mais dados bons. Não é que os dados não sejam bons o suficiente. É que há realmente seis meses de dados. Queremos apenas ver mais dados bons nesse sentido. Não precisa ser melhor do que vimos, nem tão bom. Só precisa ser bom. E então, esperamos ver isso. E é por isso que quase todas as pessoas no Comité Federal de Mercado Aberto acreditam que será apropriado reduzirmos as taxas de juro este ano.
Pelley: Quando?
POWELL: Bem, isso dependerá dos dados. Você sabe, o melhor que podemos fazer é pesar o risco de agir cedo demais e o risco de agir tarde demais e tomar esse julgamento em tempo real. Então essa hora está chegando, eu diria, com base no que esperamos. O tipo de coisas que nos faria querer avançar mais cedo seria se víssemos fraqueza no mercado de trabalho ou se víssemos a inflação a descer de forma realmente persuasiva. O tipo de coisas que nos faria querer avançar mais tarde seria se a inflação fosse mais persistente, por exemplo.
PELLEY: Qual é o perigo de mudar cedo demais?
POWELL: O perigo de avançar demasiado cedo é que o trabalho não esteja totalmente concluído e que as leituras realmente boas que tivemos nos últimos seis meses acabem por não ser um verdadeiro indicador da direção da inflação. Não achamos que seja esse o caso. Mas o mais prudente a fazer é esperar algum tempo e ver se os dados continuam a confirmar que a inflação está a descer para 2% de forma sustentável.
PELLEY: Agir demasiado cedo provocaria novamente a inflação.
POWELL: Você poderia. Ou você pode simplesmente interromper o progresso. Acredito que é mais provável que, se você agir muito cedo, veja a inflação se estabilizando em algum lugar bem acima da nossa meta de 2%. Portanto, pensamos que podemos ter cuidado ao tomar esta decisão apenas por causa da força que estamos a ver na economia.
PELLEY: E qual é o perigo de agir tarde demais?
POWELL: Se você agir tarde demais, a política será muito rígida. E isso poderá facilmente pesar sobre a atividade económica e sobre o mercado de trabalho.
PELLEY: Fazendo uma recessão.
POWELL: Certo. E temos que fazer isso, temos que equilibrar esses dois riscos. Não existe um caminho fácil, simples e óbvio. Temos de equilibrar o risco de avançar demasiado cedo, o que, como referiu, ou demasiado tarde. E existem riscos diferentes. Achamos que a economia está em um bom lugar. Achamos que a inflação está caindo. Queremos apenas ganhar um pouco mais de confiança de que o valor está a descer de forma sustentável em direção ao nosso objetivo de 2%.
PELLEY: Você decepcionou muita gente na quarta-feira.
POWELL: Estamos muito focados em nosso trabalho, sabia? Estamos concentrados na economia real e em fazer o que é certo para a economia e para o povo americano a médio e longo prazo. E não posso exagerar a importância de restaurar a estabilidade de preços, com o que quero dizer que a inflação é baixa e previsível e as pessoas não têm de pensar nisso na sua vida quotidiana. Na sua vida económica quotidiana, a inflação não é algo de que se fale. Foi onde estivemos durante 20 anos. Queremos voltar a isso e acho que estamos no caminho certo para isso. Nós só queremos ter certeza disso.
PELLEY: Por que sua taxa alvo é de 2%?
POWELL: Então, ao longo das últimas décadas, os bancos centrais de todo o mundo adoptaram – os bancos centrais das economias avançadas adoptaram uma meta de 2%. Por que não é zero, eu acho, é a questão. E a razão é que 2% é porque as taxas de juros sempre incluem uma estimativa da inflação futura.
Se essa estimativa for de 2%, isso significa que você terá 2% ao mês.
é que você pode cortar as taxas de juros. O banco central terá mais munições e mais poder para combater uma recessão se as taxas forem um pouco mais altas. De qualquer forma, isso se tornou a norma global. E é um equilíbrio bastante estável e parece servir bem ao público.
PELLEY: Você está empenhado em chegar até 2.0 antes de cortar as taxas?
POWELL: Não, não. Não é isso que dizemos, não. Estamos empenhados em devolver a inflação a 2% ao longo do tempo. Eu disse que não esperaríamos chegar aos 2% para cortar as taxas. Na verdade, estamos considerando ativamente agora cortar as taxas e, em uma base de 12 meses, a inflação não está em 2%. Está entre 2-3%. Mas está descendo de uma forma que nos dá algum conforto.
PELLEY: Então, qual é a sua melhor previsão para a inflação neste momento?
POWELL: Acho que o cenário base, a principal expectativa que eu teria, é que a inflação continuará a cair nos primeiros seis meses deste ano, esperamos. Então, olhamos para a inflação em uma base de 12 meses. Esse é o nosso alvo. E os primeiros cinco meses do ano passado foram leituras bastante elevadas.
Eles sairão da janela de 12 meses e serão substituídos por leituras mais baixas. Portanto, espero que você veja as leituras da inflação de 12 meses caindo ao longo deste ano. Vimos as pressões inflacionárias diminuírem por alguns motivos.
Uma delas é a inversão, o desaparecimento destas distorções invulgares relacionadas com a pandemia, tanto para a oferta como para a procura. E a outra é a nossa política mais restritiva, que foi absolutamente essencial para conseguirmos... é parte da história que explica a descida da inflação. Não é toda a história, de longe.
PELLEY: A inflação é uma coisa. Os preços são outra. E eu me pergunto se há alguma razão para acreditar que as pessoas verão os preços das coisas cair?
POWELL: Portanto, os preços de algumas coisas cairão. Outros irão subir. Mas não esperamos ver um declínio no nível geral de preços. Isso não tende a acontecer nas economias, exceto em circunstâncias muito negativas. O que você verá, porém, é a inflação caindo.
As pessoas estão experimentando preços altos. Se pensarmos nas necessidades básicas, coisas como pão, leite, ovos e carnes de vários tipos, se olharmos para trás, os preços são substancialmente mais elevados do que eram antes da pandemia. E assim, pensamos que essa é uma grande razão pela qual as pessoas estão relativamente insatisfeitas com o que de outra forma seria uma economia muito boa.
PELLEY: Mas esses preços não diminuirão antes de algo como uma recessão?
POWELL: Alguns deles irão. Em particular, os fatores que são afetados pelos preços das matérias-primas, como, por exemplo, os preços da gasolina, desceram bastante. Alguns preços de alimentos que incorporam o preço de commodities, grãos e coisas assim podem cair.
Mas o nível geral de preços não cai. Vai flutuar. E alguns bens, bens e serviços irão subir, outros irão diminuir. Mas no geral, no conjunto, o nível de preços não tende a descer, exceto em circunstâncias bastante extremas.
PELLEY: Muitos no setor financeiro esperam que você baixe as taxas sentados em volta desta mesa na sua reunião em março.
POWELL: Portanto, estamos muito focados em fazer a coisa certa para a economia no médio e no longo prazo. É claro que prestamos atenção aos mercados e entendemos o que realmente está acontecendo nos mercados financeiros ao redor do mundo. Faz parte do nosso trabalho.
Mas eu diria que o nosso foco está nos objetivos que o Congresso nos atribuiu, que são o máximo emprego e a estabilidade de preços. E assim, a situação geral, tal como a vemos agora, é que temos um forte crescimento económico. Temos um mercado de trabalho saudável, com desemprego historicamente baixo, e temos uma inflação em queda.
Isto é, esta é uma coleção de coisas muito positiva. Esta é uma boa economia. Há todos os motivos para pensar que continuar a melhorar, desde que não haja eventos em todo o mundo que perturbem isso. E também estamos focados em usar nossas ferramentas para garantir que isso aconteça.
Parte disso é escolher o momento para começar a reduzir a política restritiva. E queremos abordar essa questão com cuidado. É uma decisão muito importante. E eu disse ontem, depois da nossa reunião, depois da nossa reunião do FOMC, que abordaríamos essa questão com cuidado.
PELLEY: A próxima reunião em torno desta mesa que decidirá a direção das taxas de juros será em março próximo. Sabendo o que você sabe agora, um corte nas taxas é mais provável ou menos provável naquele momento?
POWELL: Portanto, a situação mais ampla é que a economia está forte, o mercado de trabalho está forte e a inflação está a descer. E os meus colegas e eu estamos a tentar escolher o ponto certo para começar a reduzir a nossa posição política restritiva.
Essa hora está chegando. Dissemos que queremos estar mais confiantes de que a inflação está a descer para 2%. E eu diria, e disse ontem, que penso que não é provável que esta comissão atinja esse nível de confiança a tempo da reunião de Março.
60 MINUTOS EXTRAS
Jerome Powell: Transcrição completa da entrevista de 60 minutos de 2024
60 minutos extras
4 de fevereiro de 2024 / 19h EST / CBS News
Nota do Editor: Em 1º de fevereiro de 2024, o correspondente do 60 Minutes, Scott Pelley, entrevistou o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na sala da diretoria da sede do Federal Reserve em Washington, D.C. A entrevista de Scott Pelley com o Sr. Powell foi ao ar no domingo, 4 de fevereiro de 2024, no 60 Minutes.
SCOTT PELLEY, CBS NEWS/60 MINUTOS: Vou começar com isso. A inflação está morta?
PRESIDENTE DA RESERVA FEDERAL JEROME POWELL: Eu não iria tão longe assim. O que posso dizer é que a inflação caiu realmente no ano passado e de forma bastante acentuada nos últimos seis meses. Estamos fazendo bons progressos. O trabalho não está concluído e estamos muito empenhados em garantir que restauramos totalmente a estabilidade de preços em benefício do público.
PELLEY: Mas a inflação vem caindo continuamente há 11 meses.
POWELL: Certo.
PELLEY: Você evitou uma recessão. Por que não cortar as taxas agora?
POWELL: Bem, temos uma economia forte. O crescimento prossegue a um ritmo sólido. O mercado de trabalho está forte: 3,7% de desemprego. E a inflação está caindo. Com a economia forte desta forma, sentimos que podemos abordar cuidadosamente a questão de quando começar a reduzir as taxas de juro.
E, você sabe, queremos ver mais evidências de que a inflação está caindo de forma sustentável para 2%. Temos alguma confiança nisso. Nossa confiança está aumentando. Queremos apenas um pouco mais de confiança antes de darmos esse passo muito importante de começar a reduzir as taxas de juro.
PELLEY: O que você está olhando?
POWELL: Basicamente, queremos ver mais dados bons. Não é que os dados não sejam bons o suficiente. É que há realmente seis meses de dados. Queremos apenas ver mais dados bons nesse sentido. Não precisa ser melhor do que vimos, nem tão bom. Só precisa ser bom. E então, esperamos ver isso. E é por isso que quase todas as pessoas do Comitê Federal de Mercado Aberto acreditam que será apropriado reduzirmos as taxas de juros este ano.
Pelley: Quando?
POWELL: Bem, isso dependerá dos dados. Você sabe, o melhor que podemos fazer é pesar o risco de agir cedo demais e o risco de agir tarde demais e tomar esse julgamento em tempo real. Então essa hora está chegando, eu diria, com base no que esperamos. O tipo de coisas que nos faria querer avançar mais cedo seria se víssemos fraqueza no mercado de trabalho ou se víssemos a inflação a descer de forma realmente persuasiva. O tipo de coisas que nos faria querer avançar mais tarde seria se a inflação fosse mais persistente, por exemplo.
PELLEY: Qual é o perigo de mudar cedo demais?
POWELL: O perigo de avançar demasiado cedo é que o trabalho não esteja totalmente concluído e que as leituras realmente boas que tivemos nos últimos seis meses acabem por não ser um verdadeiro indicador da direção da inflação. Não achamos que seja esse o caso. Mas a coisa mais prudente a fazer é esperar algum tempo e ver se os dados continuam a confirmar que a inflação está a descer para 2% de forma sustentável.
PELLEY: Agir demasiado cedo provocaria novamente a inflação.
POWELL: Você poderia. Ou você pode simplesmente interromper o progresso. Acredito que é mais provável que, se você agir muito cedo, veja a inflação se estabilizando em algum lugar bem acima da nossa meta de 2%. Portanto, pensamos que podemos ter cuidado ao tomar esta decisão apenas por causa da força que estamos a ver na economia.
PELLEY: E qual é o perigo de agir tarde demais?
POWELL: Se você agir tarde demais, a política será muito rígida. E isso poderá facilmente pesar sobre a actividade económica e sobre o mercado de trabalho.
PELLEY: Fazendo uma recessão.
POWELL: Certo. E temos que fazer isso, temos que equilibrar esses dois riscos. Não existe um caminho fácil, simples e óbvio. Temos de equilibrar o risco de avançar demasiado cedo, o que, como referiu, ou demasiado tarde. E existem riscos diferentes. Achamos que a economia está em um bom lugar. Achamos que a inflação está caindo. Queremos apenas ganhar um pouco mais de confiança de que o valor está a descer de forma sustentável em direção ao nosso objetivo de 2%.
PELLEY: Você decepcionou muita gente na quarta-feira.
POWELL: Estamos muito focados em nosso trabalho, sabe? Estamos concentrados na economia real e em fazer o que é certo para a economia e para o povo americano a médio e longo prazo. E não posso exagerar a importância de restaurar a estabilidade de preços, com o que quero dizer que a inflação é baixa e previsível e as pessoas não têm de pensar nisso na sua vida quotidiana. Na sua vida económica quotidiana, a inflação não é algo de que se fale. Foi onde estivemos durante 20 anos. Queremos voltar a isso e acho que estamos no caminho certo para isso. Nós só queremos ter certeza disso.
PELLEY: Por que sua taxa alvo é de 2%?
POWELL: Então, ao longo das últimas décadas, os bancos centrais de todo o mundo adoptaram – os bancos centrais das economias avançadas adoptaram uma meta de 2%. Por que não é zero, eu acho, é a questão.
PELLEY: Uma das maiores incorporadoras imobiliárias da China acabou de falir e me pergunto como você vê a economia chinesa.
POWELL: A economia chinesa está a enfrentar alguns desafios agora, obviamente. E o crescimento desacelerou. Eles escaparam – afastaram-se de um modelo de crescimento liderado pelo mercado. Agora é mais sobre as empresas estatais. E ainda está muito associado a investimentos imobiliários e coisas assim. E você está vendo - você está vendo problemas em torno de imóveis comerciais lá.
Portanto, a questão é: "Quanto isso importa para os Estados Unidos?" Você sabe, nós temos - nossas relações econômicas com a China são importantes, mas consistem principalmente na compra de produtos manufaturados chineses. Portanto, o nosso sistema financeiro não está profundamente interligado com o deles.
Nossos sistemas econômicos, você sabe, nossos sistemas de produção não estão profundamente interligados com os deles. Portanto, desde que o que aconteça na China não conduza a perturbações significativas na economia ou no sistema financeiro, então as implicações para os Estados Unidos - podemos senti-las um pouco, mas não deverão ser tão grandes.
PELLEY: Quão grande é a ameaça de um ataque cibernético ao sistema bancário americano?
POWELL: Portanto, os bancos americanos, o governo e todas as pessoas que apoiam o sistema bancário estão muito focados em ataques cibernéticos. É um risco meio diferente, sabe? Os riscos tradicionais são maiores: você faz empréstimos inadimplentes ou os depositantes decidem retirar seu dinheiro do banco e coisas assim.
Isto é muito diferente. E, vocês sabem, muita atenção e muitos gastos e trabalho são dedicados à proteção das instituições financeiras, não apenas dos bancos, mas dos serviços públicos do mercado financeiro, de todos os tipos de empresas financeiras - para tentar garantir que isso não aconteça. Você tem que travar essa batalha todos os dias. Isso nunca vai acabar. E então acho que estamos realmente comprometidos em fazer exatamente isso.
PELLEY: O Fed está fazendo o suficiente para ajudar esses bancos?
POWELL: Acho que temos um papel. Nós temos um papel. Não desempenhamos o papel principal, mas temos um papel junto aos bancos que supervisionamos e regulamos para garantir que eles tenham boas defesas cibernéticas em vigor. Então, sim, desempenhamos um papel. Muitas partes do governo desempenham um papel nisso. E os próprios bancos investem enormes quantias de dinheiro em proteção cibernética.
PELLEY: E qual é o seu nível de confiança?
POWELL: É dia após dia. Quero dizer, este é o tipo de risco que... estamos bem cientes disso, é claro. E tende a evoluir. E, você sabe, os atacantes estão sempre melhorando o seu jogo, e os defensores têm que melhorar o seu jogo o tempo todo.
E você precisa continuar investindo e se manter atualizado ou progredir. Isso nunca vai parar. Então, nunca haverá um momento em que você possa respirar e pensar: “Sim, conseguimos”. Será apenas uma corrida para manter e proteger essas instituições. E então, é isso que estamos fazendo. É isso que temos feito há vários anos. E continuaremos fazendo isso.
PELLEY: Panorama geral, qual você diria que é a maior ameaça à economia mundial hoje?
POWELL: Acho que, no curto prazo, apontaria os riscos geopolíticos. Assim, a economia global está agora a recuperar da pandemia. Em todo o mundo, estamos vendo a inflação cair. E - mas aquilo em que as pessoas estão focadas é simplesmente enorme - há uma guerra em curso na Ucrânia. Há uma guerra acontecendo no Oriente Médio. E há problemas, problemas potenciais na Ásia.
E então, todas essas coisas representam riscos. Neste momento, os efeitos sobre os Estados Unidos são menores. Penso que a Europa sente a guerra na Ucrânia muito mais diretamente do que nós e sentirá, como sabem, os desvios de navios em torno do Cabo - em torno do Cabo Horn. Isso irá afetar muito mais a Europa do que a nós.
Mas acho que essas coisas no curto prazo. Mas no geral, você sabe, as pessoas têm escrito ultimamente, aumentando as suas estimativas de crescimento global. Este ano começou a parecer um ano melhor, mas, novamente, esses são alguns dos riscos no curto prazo.
PELLEY: Você é mais otimista do que pessimista?
POWELL: Na economia global? Em termos gerais, sim, sujeito a esses riscos. A questão será: "Será que esses riscos se transformam em algo que é na verdade um grande problema económico?" Isso ainda não aconteceu. Pode ser o preço do petróleo. Poderia ser apenas a propagação do conflito e o golpe que isso representaria para a confiança do público. Mas ainda não vemos isso. É um risco. É um risco real e do qual estamos cientes.
PELLEY: Qual você diria que é o fator mais importante para o futuro da prosperidade americana?
POWELL: Único fator mais importante? Bem, com sua permissão, vou citar duas coisas. Uma delas é que penso que precisamos apenas de lembrar que temos esta economia dinâmica, inovadora, flexível e adaptável. Mais do que outros países. E esta é a grande razão pela qual a nossa economia tem funcionado tão bem.
Na verdade, o crédito por tudo isto é a economia dos Estados Unidos, as famílias e empresas que passaram por isso. Então, o que as pessoas fizeram quando a pandemia chegou? Eles iniciaram negócios em números recordes. Esse é o tipo de coisa que, ao longo do tempo, levou a uma maior produtividade, que é o que leva a padrões de vida mais elevados. Então, acho que precisamos lembrar que isso é algo tão bom que temos e comemorar isso.
A outra coisa que vou salientar, relativamente aos Estados Unidos, é que, nesta função, passo bastante tempo em fóruns internacionais, basicamente com outros chefes de bancos centrais e também com outras autoridades económicas. E há um desejo real de liderança americana.
Na verdade, desde a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos têm sido a nação indispensável no apoio e defesa da democracia, dos acordos de segurança e dos acordos económicos. Temos sido a voz principal nisso. E está claro que o mundo quer isso. E eu gostaria que os Estados Unidos soubessem, que as pessoas nos Estados Unidos soubessem, que isso beneficiou enormemente o nosso país. É muito benéfico para a nossa economia ter esse papel. E eu apenas - espero que isso continue.
PELLEY: Para se envolver com o mundo?
POWELL: Para estar noivo. Nosso envolvimento com o mundo é enormemente benéfico para nosso país. E é, você sabe, ser o apoiante e defensor da democracia, o líder das democracias - e em torno dos acordos de segurança e dos acordos económicos, temos sido uma voz crítica. E eu apenas - espero que isso continue para o benefício das pessoas que servimos.
PELLEY: Você está em seu segundo mandato como presidente. E eu me pergunto qual seria o seu legado.
POWELL: Eu diria apenas - estou muito focado em fazer o trabalho todos os dias até não estar mais fazendo o trabalho. Isso é tudo que você realmente pode fazer. Tantas coisas estão fora do seu controle. Então, acho que quero - quando olho para trás, quero poder dizer que dei o meu melhor e que tomei as decisões certas pelos motivos certos.
Algumas coisas não vão dar certo. Algumas coisas são. Mas, em última análise, se você tomou as decisões certas pelos motivos certos em tempo real e deu o seu melhor, é isso que me permitirá sentir, olhar para trás e sentir que fiz o melhor que pude.
PELLEY: Eu diria que a maioria das pessoas não esperava que fosse possível uma aterragem suave. E ainda assim, você parece ter conseguido.
POWELL: Bem, ainda não, eu diria. Não estou preparado para dizer isso ainda. Ainda temos trabalho a fazer sobre isso. Mas sim, é um resultado historicamente incomum. E acho que muitos fatores contribuíram para isso. Mas, você sabe, não estou contando isso.
PELLEY: Um acompanhamento, senhor presidente, à nossa linha de questões bancárias. Você parece confiante nos bancos e, ainda assim, no Banco do Vale do Silício, o segundo maior fracasso da história dos EUA. O Fed perdeu isso?
POWELL: Então, sim, nós fizemos. E eu diria desta forma. Você sabe, isso aconteceu e vimos imediatamente que precisávamos fazer melhor. Por isso, passámos muito tempo a trabalhar em formas de tornar a supervisão mais eficaz e também de adaptar a regulamentação a um contexto mais moderno, em que uma corrida aos bancos pode acontecer muito mais rapidamente do que há 20 anos. Então, nós aceitamos isso imediatamente. E sim.
ELLEY: Uma corrida aos bancos acontecendo mais rápido do que poderia acontecer há 20 anos por causa das comunicações que estão disponíveis hoje?
POWELL: Sim.
PELLEY: Ele pega fogo.
POWELL: Sim, com as redes sociais, e também com o banco, havia uma proporção muito elevada de depositantes não segurados que realmente pensavam que tinham um motivo para fugir. Então, foi muito incomum - era um conjunto de características compartilhadas por um número muito pequeno de bancos, um número muito pequeno de bancos.
Não era todo o sistema. Foram apenas esses - mas penso que olhamos para trás e dizemos: "A supervisão deveria ter sido mais eficaz, e também precisamos de o fazer, precisamos de encontrar regulamentos que estejam sempre em vigor." Precisam de ser melhores em garantir que os bancos tenham liquidez adequada e liquidez adequada, tendo em conta quais são as suas fontes de financiamento. Neste caso, os depósitos não segurados representavam mais de 90% de todos os seus depósitos.
PELLEY: Você fez mudanças desde então? E se sim, quais são eles?
POWELL: Nós temos. Portanto, estamos fazendo mudanças constantes na supervisão para torná-la mais eficaz. E na verdade estamos trabalhando em propostas agora no lado regulatório. Você sabe, queremos acertar isso. Queremos aprender as lições certas e acertar.
E assim, estamos trabalhando nessas propostas do lado regulatório. E acho que lançaremos coisas este ano para consideração, sabe? Quando fazemos uma regra, a enviamos para comentário. E então lemos esses comentários e tentamos chegar a um bom lugar.
PELLEY: A próxima pergunta complementar, senhor presidente, é sobre a estabilização do mercado de trabalho de que falávamos anteriormente. Quais são os fatores importantes que fizeram com que o mercado de trabalho se estabilizasse?
POWELL: Um deles foi apenas o retorno dos trabalhadores. Como mencionei, vários milhões de pessoas simplesmente deixaram a força de trabalho por qualquer motivo. Muitos deles não queriam voltar aos seus antigos empregos por causa da COVID ou porque simplesmente não queriam. Eles seguiram em frente com suas vidas.
Portanto, havia uma escassez desesperadora de trabalhadores. E o que aconteceu é que esperávamos que as pessoas voltassem ao mercado de trabalho em 2022. A maioria não o fez. E então pensamos: “Bem, talvez isso não aconteça”.
E então, aconteceu em 2023. Tivemos uma combinação de aumento da participação na força de trabalho de trabalhadores em idade produtiva, e também tivemos com isso, tivemos uma retomada da imigração. Portanto, não houve realmente nenhuma ou muito pouca rede de imigração durante a pandemia.
Mas em 2023, vimos a imigração regressar aos níveis que seriam normais antes da pandemia. E essas duas coisas juntas fizeram uma diferença real na oferta de trabalho. Então, é realmente uma história de abastecimento. Essa é a principal coisa que eu apontaria.
PELLEY: Por que a imigração foi importante?
POWELL: Porque, você sabe, os imigrantes chegam e tendem a trabalhar a uma taxa igual ou superior à dos não imigrantes. Os imigrantes que vêm para o país tendem a estar na força de trabalho num nível ligeiramente superior ao dos nativos americanos. Mas isso se deve em grande parte à diferença de idade. Eles tendem a ser mais jovens.
PELLEY: Por que a imigração é tão importante para a economia?
POWELL: Bem, em primeiro lugar, a política de imigração não é tarefa do Fed. A política de imigração dos Estados Unidos é realmente importante e está muito em discussão neste momento, e isso não é da nossa conta. Não definimos a política de imigração. Não comentamos sobre isso.
Direi, porém, que ao longo do tempo a economia dos EUA beneficiou da imigração. E, francamente, apenas no último ano, uma grande parte da história do regresso ao equilíbrio do mercado de trabalho é o regresso da imigração a níveis que eram mais típicos da era pré-pandemia.
PELLEY: O país precisava dos trabalhadores.
POWELL: Sim. E então, é isso que está acontecendo.
PELLEY: Quando é que olharemos para trás e compreenderemos plenamente o que aconteceu à economia nos últimos anos?
POWELL: Então, estamos claramente fazendo progressos para superar isso agora. Você sabe, eu diria que pela primeira vez a inflação está caindo. O mercado de trabalho está se normalizando. O crescimento está retornando. A composição da demanda está voltando ao que era.
Então, estamos chegando lá. Mas acho que os últimos pedaços de normalização provavelmente levarão alguns anos. E isso não é grande coisa. Apenas continuar a normalização do mercado de trabalho e da economia. Provavelmente levará mais alguns anos.
E então, estaremos olhando para trás, e acho que estive relutante em tentar tirar as grandes lições até que, porque elas teriam mudado, sabe? O que pensávamos que estávamos aprendendo há dois anos, olharíamos para trás e diríamos completamente diferente agora.
Há dois anos, não tínhamos visto - há três anos, não tínhamos visto a inflação subir. A última vez que estivemos juntos foi em abril de 21, eu acho, e isso foi pouco antes da chegada do grande aumento da inflação. Então, acho que precisamos deixar isso acontecer, e acho que aprenderemos melhor essas lições a partir de alguns anos.
PELLEY: Você parece estar dizendo que dias brilhantes estão por vir.
POWELL: Bem, eu diria desta forma. A economia está forte. O mercado de trabalho está forte. A inflação está caindo. Não há razão para que isso não possa continuar. Vamos tentar usar nossas ferramentas para dar à economia – para continuar a melhorar à medida que a inflação cai. Daremos todas as chances para fazer isso. Esse é o nosso plano. Não temos uma bola de cristal perfeita sobre o futuro e coisas podem acontecer. Mas penso que a economia está numa boa situação e há todos os motivos para pensar que pode melhorar.
PELLEY: Obrigado mais uma vez, Sr. Presidente.
POWELL: Obrigado.
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