Tarifas de Trump com Efeito Limitado nos Mercados
O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas entre 25% e 40% sobre importações de 14 países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, com entrada em vigor a 1 de agosto. A reação dos mercados foi contida, apesar de um pico de volatilidade após o anúncio, e esta manhã os principais índices bolsistas já recuperaram das quedas registadas ontem.
Esta resposta tímida dos mercados deve-se ao facto de Trump ter afirmado que o prazo é “firme, mas não 100% firme”, bem como ao ceticismo generalizado face à atual política comercial dos EUA. Tendo em conta prazos anteriores e tarifas já estabelecidas, os mercados já se habituaram a uma certa margem interpretativa em relação aos anúncios do presidente americano.
Na Europa, o euro continua a ser um dos grandes beneficiários da perda relativa de confiança nos EUA, a subir 40 pontos base esta manhã. Os responsáveis europeus continuam a apontar esta quarta-feira como prazo para as negociações comerciais, mas, face ao adiamento aplicado aos restantes países, não surpreenderia que a UE viesse também a beneficiar da extensão até 1 de agosto.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Tarifas
Euro em Alta com Expectativas de Corte de Juros nos EUA
O euro valorizou face ao dólar norte-americano nas primeiras horas da sessão de quinta-feira, aproximando-se novamente dos máximos de vários anos atingidos no início da semana. Esta dinâmica é, em grande parte, impulsionada por uma narrativa centrada no dólar, à medida que os investidores aumentam as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal num futuro próximo. Estas expectativas foram reforçadas na quarta-feira, após a divulgação dos dados de emprego do sector privado nos EUA, que — pela primeira vez em mais de dois anos — revelaram uma queda no número de postos de trabalho, sinalizando uma perspectiva negativa para a economia norte-americana. Neste contexto, os negociadores de Forex estarão atentos à divulgação de mais dados de emprego Americanos (Non-Farm Payrolls) relativos a junho, agendada para hoje. O consenso entre os analistas aponta para números que confirmem o arrefecimento do mercado laboral nos EUA. Caso tal se verifique, este cenário poderá exercer uma pressão adicional sobre o dólar e impulsionar o euro para a região dos 1,20 — um nível que a moeda única não atinge há quatro anos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Dólar Recupera de Mínimos na Abertura da Sessão Europeia
O índice do dólar norte-americano recuperou esta manhã de mínimos de mais de três anos, no arranque da sessão europeia. O índice, que mede o desempenho do dólar face a um cabaz de moedas principais, registou uma queda de aproximadamente 11% desde o início do ano. Esta tendência reflete o esmorecimento do chamado “Excecionalismo Americano” — uma expressão usada nos últimos anos para descrever uma dinâmica de mercado global em que os ativos dos EUA se destacavam como os grandes vencedores, aparentemente imunes aos ventos contrários enfrentados noutras geografias. Neste contexto, a aprovação ontem da “Big Beautiful Bill” pelo Senado norte-americano poderá ser mais um passo para agravar os desequilíbrios fiscais da maior economia do mundo e contribuir para um maior afastamento dos investidores em relação aos ativos dos EUA. Ao mesmo tempo, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal a curto prazo continuam a penalizar o dólar, aumentando a pressão descendente sobre a moeda.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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U
Índice do Dólar Afunda com Receios Sobre a Independência da Fed
O índice do dólar caiu para o nível mais baixo dos últimos três anos nas primeiras horas da sessão de quinta-feira. Este índice, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz de seis principais divisas, acumula uma perda superior a 10% desde o início do ano — reflexo do enfraquecimento da principal moeda de reserva mundial face aos seus pares. A mais recente queda ocorreu após o testemunho de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA, durante o qual o presidente da Reserva Federal afastou a hipótese de um corte nas taxas já em julho. No entanto, reconheceu que o impacto inflacionista das tarifas impostas pela administração norte-americana poderá ser de curta duração — comentário que aumentou as apostas dos mercados num eventual corte de juros ainda durante o verão. Em paralelo, cresce a especulação em torno do desagrado de Donald Trump relativamente a Powell e da possibilidade de o substituir por alguém cujas posições sobre política monetária estejam mais alinhadas com as do Presidente. Um cenário deste tipo comprometeria a credibilidade do banco central, levantando dúvidas sobre a sua independência — uma dinâmica que poderá provocar nova desvalorização do dólar, à medida que os mercados ajustam expectativas a uma Fed mais “submissa” e dovish, e a um enfraquecimento da confiança institucional.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
U
Ouro Sobe Antes da Divulgação dos Dados de Inflação dos EUA
Os preços do ouro subiram durante as primeiras horas da sessão europeia desta terça-feira, antecipando a divulgação, ainda hoje, dos dados de inflação nos Estados Unidos. O metal precioso tem registado uma negociação dentro de um intervalo estreito ao longo desta semana, refletindo a influência de forças opostas nos mercados. Por um lado, as tensões geopolíticas e as incertezas em relação às perspetivas económicas globais a longo prazo têm reforçado o apelo do ouro como ativo de refúgio. Por outro, o apetite pelo risco tem aumentado, impulsionado pelo otimismo renovado em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China, que poderão evitar uma guerra comercial em larga escala entre as duas maiores economias do mundo — uma dinâmica que favorece ativos de risco, como as ações, em detrimento do ouro. A acrescentar pressão sobre o metal precioso, os dados do mercado de trabalho norte-americano, divulgados na passada sexta-feira e acima das expectativas, vieram evidenciar a resiliência da economia dos EUA, reduzindo a probabilidade de um corte das taxas de juro pela Reserva Federal no final do verão. Esta leitura sustentou o dólar, cuja valorização tende a penalizar o preço do ouro, devido à correlação inversa entre ambos os ativos. Neste contexto, os investidores estarão atentos à publicação dos dados de inflação norte-americanos referentes ao mês de maio. Os analistas continuam divididos quanto ao momento e à dimensão do impacto das tarifas nos preços. Surpresas em alta poderão reduzir ainda mais as expectativas de cortes nas taxas de juro da Fed, fortalecendo o dólar e gerando potencial de queda para o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Acima dos $3.350 em Clima de Incerteza
Os preços do ouro tocaram máximos de várias semanas antes de recuar, durante as negociações da manhã de terça-feira, mantendo-se atualmente ligeiramente acima do nível dos $3.350. Sinais de fadiga começam a surgir nos mercados financeiros, após um primeiro semestre marcado por elevada volatilidade. Os fatores subjacentes a esta instabilidade mantêm-se praticamente inalterados — incerteza contínua em torno das tarifas globais, tensões geopolíticas elevadas, perspectivas económicas pouco animadoras e crescentes preocupações fiscais nos Estados Unidos. Neste cenário, é expectável que o ouro continue a encontrar suporte acima do patamar dos $3.300. No entanto, o potencial de valorização poderá estar limitado, a curto prazo, por um renovado apetite pelo risco, à medida que os mercados ponderam a possibilidade de que as ameaças tarifárias mais extremas da administração Trump não se concretizem totalmente. Outro fator determinante na trajetória do ouro é o comportamento do dólar norte-americano, que continua intimamente ligado às expectativas sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal. O consenso atual entre os investidores aponta para dois cortes de 25 pontos base nas taxas de juro até ao final do ano. Ainda assim, é pouco provável que haja maior clareza antes do verão, altura em que o impacto económico da incerteza atual poderá começar a refletir-se em menor crescimento e maior inflação. Caso este cenário se confirme, poderá verificar-se um regresso à volatilidade nos mercados durante a segunda metade do ano — um contexto que tenderia a favorecer novas subidas no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro recupera enquanto investidores aguardam dados dos EUA
O preço do ouro registou uma ligeira recuperação nas primeiras horas de negociação desta terça-feira, compensando parte das perdas da sessão anterior. Na segunda-feira, o metal precioso sofreu uma queda significativa após o anúncio de um acordo temporário entre a China e os Estados Unidos para uma redução substancial das tarifas sobre as importações mútuas. Este entendimento contribuiu para aliviar os receios de abrandamento económico global, impulsionando o apetite pelo risco nos mercados financeiros e favorecendo os ativos de risco em detrimento dos chamados ativos refúgio, como o ouro.
Hoje, os mercados mostram-se mais contidos, com os investidores a adotar uma postura de expectativa antes da divulgação, ainda durante o dia, dos dados da inflação nos Estados Unidos. As previsões apontam para uma taxa de inflação ainda bem acima do objetivo de 2% definido pela Reserva Federal. Se tal se confirmar, ganha força a perspetiva de que a Fed manterá as taxas de juro inalteradas durante o verão, com o primeiro corte a surgir apenas em setembro.
Em paralelo, sinais positivos em alguns dos principais focos de tensão geopolítica — nomeadamente na Ucrânia e na região da Caxemira — contribuem igualmente para reduzir a procura por ouro como ativo de proteção.
Num contexto marcado por um aparente reaproximar entre Washington e Pequim, um dólar mais forte e um arrefecimento das tensões internacionais, o ouro poderá continuar sob alguma pressão. Ainda assim, a perceção de que a atual estabilidade dos mercados poderá ser temporária tende a manter algum suporte para o metal precioso.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Sobe com Tensões Geopolíticas e Antes da Decisão da Fed
Os preços do ouro subiram durante a manhã de terça-feira, tocando brevemente um máximo de duas semanas. A procura pelo metal precioso mantém-se forte, uma vez que os investidores continuam inquietos com as políticas tarifárias erráticas dos Estados Unidos e com os receios persistentes de que a guerra comercial entre Washington e Pequim possa desencadear uma desaceleração económica global. A sustentar os preços do ouro estão também as tensões geopolíticas persistentes e o enfraquecimento contínuo do dólar norte-americano. Até agora, esta semana, o dólar perdeu ainda mais terreno face às principais moedas, apesar da divulgação de dados positivos do índice PMI dos serviços dos EUA na segunda-feira. A desvalorização do dólar — que tende a favorecer os preços do ouro, devido à correlação inversa entre os dois ativos — resulta da contínua redução, por parte dos investidores globais, da sua exposição a ativos denominados em dólares. Neste contexto, todas as atenções estarão voltadas para a decisão da taxa de juro da Reserva Federal, marcada para amanhã, e para a declaração de política monetária que a acompanha, seguida da habitual conferência de imprensa de Jerome Powell. Apesar de ser amplamente esperado que o banco central mantenha as taxas inalteradas, os investidores estarão atentos a quaisquer sinais sobre o possível percurso de cortes nas taxas por parte da Fed — pistas que poderão influenciar tanto o dólar como o preço do ouro.
Ricardo Evangelista - ActivTrades
Petróleo WTI recua com perspetivas económicas em deterioração
Os preços do petróleo WTI caíram na abertura do mercado, sendo negociados abaixo dos 56 dólares por barril. O crude tem sido pressionado pelo agravamento das perspetivas para a economia global, em grande parte devido às disputas comerciais iniciadas pelo Presidente Trump, que levaram a uma revisão em baixa das expectativas de procura. Neste contexto, o anúncio por parte da OPEP+ de um aumento planeado da produção exerceu uma pressão adicional sobre os preços. Aumentar a oferta numa altura em que se espera uma quebra da procura conduz, normalmente, a uma descida dos preços — e é precisamente isso que estamos a observar hoje. Por outro lado, a turbulência geopolítica no Médio Oriente — que voltou a intensificar-se no fim de semana, quando rebeldes Houthi no Iémen, apoiados pelo Irão, lançaram um míssil em direção a Israel — poderá levar a uma nova escalada e limitar as perdas no preço do petróleo.
Ricardo Evangelista - ActivTrades
L
Petróleo Reage a Sinais de Retoma nas Relações Comerciais
Os preços do crude WTI subiram no início da sessão de sexta-feira, aproximando-se da marca dos 60 dólares por barril.
O mercado do petróleo tem estado sob pressão nas últimas semanas, à medida que os investidores começaram a incorporar nos preços os efeitos das políticas comerciais dos Estados Unidos e do agravamento do conflito comercial com a China — uma disputa que se prevê venha a travar a atividade económica e, consequentemente, a reduzir a procura por petróleo.
Simultaneamente, há também pressão do lado da oferta, com especulações de que a OPEP+ poderá antecipar os aumentos de produção previamente planeados.
Neste contexto, não surpreende que os preços estejam a recuperar dos mínimos recentes, impulsionados por um crescente optimismo em torno de uma possível resolução do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China. Sendo os dois maiores consumidores de petróleo do mundo, qualquer abrandamento das tensões entre ambos deverá melhorar as perspetivas para a procura global de crude e poderá abrir caminho para novas subidas nos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Recuo dos EUA Nas Tarifas Impulsiona o Ouro
O preço do ouro registou uma ligeira valorização com a abertura da sessão europeia, recuperando parte das perdas da véspera — um movimento que reforça a zona de suporte em torno dos 3.300 dólares. As perdas do dia anterior seguiram-se a uma mudança abrupta de posição por parte de Washington, com os Estados Unidos a recuarem em algumas tarifas aplicadas à China e o Presidente Trump a voltar atrás nas declarações que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal — desenvolvimentos que anteriormente haviam agitado os mercados. Esta inversão repentina levou a uma rápida reorientação dos investidores para ativos de maior risco, impulsionando uma forte recuperação dos principais índices bolsistas a nível global. Com o regresso do apetite pelo risco, os ativos tradicionais de refúgio, como o ouro, foram penalizados, tendo muitos investidores aproveitado para realizar mais-valias. Contudo, a queda abaixo dos 3.300 dólares foi de curta duração. No início da sessão de quinta-feira, o ouro recuperou terreno, com os investidores a interpretarem o recuo como uma oportunidade de compra. O apelo do metal precioso enquanto valor-refúgio continua a atrair investidores, num ambiente de negociação dominado pela incerteza. As mudanças rápidas e imprevisíveis na política dos EUA dificultam o planeamento económico de longo prazo, contribuindo para um clima de maior cautela nos mercados e inclinando os riscos para o preço do ouro no sentido ascendente.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai 6% Após Máximos com Retorno do Apetite pelo Risco
O preço do ouro recuou nas primeiras horas da sessão europeia, à medida que o apetite pelo risco voltou a ganhar força nos mercados. Depois de atingir um novo máximo histórico e testar a importante barreira psicológica dos 3.500 dólares, o metal precioso caiu momentaneamente abaixo dos 3.300 dólares esta manhã — uma descida de 6% desde o pico registado ontem até ao mínimo de hoje. O atual clima de incerteza tem provocado uma acentuada volatilidade nos mercados, impulsionada por decisões erráticas e reviravoltas inesperadas na política da administração norte-americana. As duas últimas sessões ilustram bem esta dinâmica. Na véspera, os investidores reagiram com nervosismo às declarações do Presidente Trump, que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal, minando a confiança nos ativos norte-americanos. Em resposta, registou-se uma venda generalizada de ações, obrigações do Tesouro e dólares, com os fluxos de capital a dirigirem-se para o ouro. Contudo, mais tarde nesse mesmo dia, Trump recuou, negando publicamente qualquer intenção de demitir o presidente da Fed. Esta declaração, aliada aos comentários do Secretário do Tesouro dos EUA, que colocou em causa a lógica da guerra comercial com a China, contribuiu para restaurar a confiança dos investidores. A inversão do sentimento deu origem a uma recuperação dos ativos de risco, enquanto a realização de mais-valias pressionou o preço do ouro em baixa. Num contexto de crescente pessimismo económico e incerteza, o nível dos 3.300 dólares começa agora a afirmar-se como uma zona de suporte relevante — com potencial para desencadear movimentos de compra sempre que os preços recuam abaixo desse patamar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro atinge novo recorde com incertezas políticas nos EUAO preço do ouro atingiu um novo máximo histórico no início da sessão de terça-feira, mantendo-se agora ligeiramente abaixo dos 3.500 dólares. O apelo de valor-refúgio do metal precioso continua a atrair investidores inquietos com as políticas comerciais erráticas da administração norte-americana e, mais recentemente, com as tentativas de interferência na independência da Reserva Federal — incluindo a pressão para cortes imediatos nas taxas de juro e alegadas discussões sobre a possível substituição do presidente do banco central. Um dos principais motivos pelos quais os ativos norte-americanos têm dominado os mercados financeiros globais nas últimas décadas é a perceção de estabilidade e boa governança. No entanto, os acontecimentos recentes começaram a desgastar essa reputação, levando a uma saída de capitais dos EUA. Num contexto de enfraquecimento do dólar — que, curiosamente, ocorre em paralelo com a descida dos rendimentos das obrigações do Tesouro — e de incerteza económica e geopolítica, não surpreende que o preço do ouro esteja a subir. Apesar de tecnicamente parecer sobrecomprado, poucos traders se atreveriam a apostar contra o ouro no atual ambiente de elevada incerteza e perda de confiança nos ativos norte-americanos — o que sugere que poderá ainda haver margem para novas valorizações.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Ultrapassa os 3.300 Dólares com Fuga Global ao Risco
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Cenário Macroeconómico Continua a Favorecer o Ouro
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
E se a guerra comercial levar os EUA a uma estagflação?A guerra comercial tarifária entre Trump, dos EUA, e Xi, da China, se amplia a cada dia, trazendo volatilidade e incerteza para os mercados. No momento atual, não há consenso sobre o que o futuro nos reserva.
Uma das teses é que o efeito colateral de tamanha disfunção nas cadeias de suprimento seja a estagflação. Estagflação é quando a economia está estagnada (sem crescer, com desemprego alto) e, ao mesmo tempo, há inflação (preços subindo). Isso é um problema porque, normalmente, quando a economia está parada, os preços não sobem — as pessoas estão comprando menos, as empresas vendendo menos, então os preços tendem a cair ou ficar estáveis.
O prognóstico atual dos Estados Unidos é de uma economia forte, resiliente, com desemprego baixo e inflação em queda. Todavia, como já mencionei, o tarifaço pode levar a economia a desacelerar a tal ponto que os insumos para produzir bens e serviços no país sejam prejudicados por causa do choque na oferta, enquanto o consumo se mantém constante por conta dos salários ainda elevados.
Esses efeitos econômicos ainda não estão presentes de forma clara. O salário ainda está em crescimento, o PIB ainda está na média, e o desemprego ainda está baixo. Mas isso pode mudar rápido.
Bom, tudo mais constante nesse cenário, como resolver?
Aí o jogo complica. Estagflação é um dos piores cenários possíveis porque combina o que há de mais ingrato: economia parada e preços subindo. Se isso não bastasse, as ferramentas tradicionais de política monetária se contradizem nesse contexto.
Se você sobe os juros para segurar a inflação, piora a estagnação. Se você baixa os juros para estimular o crescimento, piora a inflação. É um beco sem saída clássico.
Então, o que se faz? Normalmente, o banco central escolhe o “mal menor” no curto prazo — e isso costuma significar atacar a inflação primeiro, mesmo que doa no crescimento. Ou seja, sim, ainda se usa alta de juros, mas com muito mais cautela, dosando no conta-gotas e sempre em conjunto com políticas fiscais ou estruturais que estimulem a produtividade, o investimento e o emprego.
Na prática, para combater a estagflação de verdade, só política monetária não dá conta. Tem que haver uma articulação maior entre governo e Banco Central, mexendo em imposto, subsídio, reforma, mercado de trabalho…
Nos anos 70, os Estados Unidos enfrentaram um combo explosivo: uma crise energética combinada com erro de política econômica. Foi o famigerado Choque do Petróleo, em 1973.
A OPEP (grupo dos países produtores de petróleo) cortou drasticamente a produção e impôs um embargo ao petróleo vendido para os EUA e outros países ocidentais. O preço do petróleo quadruplicou, e tudo que dependia de energia ficou mais caro (logística, transporte, produção...).
No lado da economia, havia desemprego crescente e uma confiança do consumidor muito frágil por conta do choque do petróleo. Como sempre, o FED demorou para agir. Para compensar o atraso, baixaram os juros e imprimiram mais moeda — o que só piorou a inflação e não resolveu o problema do crescimento.
A resolução veio quando o presidente do FED, Paul Volcker, subiu os juros para 20%, gradativamente. Isso causou uma recessão forte, mas eliminou a inflação sem deixar vestígios.
Mas por que eu estou te contando essa historinha? Porque estagflação nlão se resolve com "meia medida". E o Powell é muito dovish para enfrentar essa de frente e, cá entre nós, acho que ele nem quer.
Tensões Globais Sustentam Recuperação do Ouro
Os preços do ouro subiram no início desta quarta-feira, atingindo o nível mais alto da última semana perto dos $3.050. Os ganhos do metal precioso refletem o aumento da turbulência nos mercados acionistas, que está a reduzir o apetite pelo risco e a impulsionar a procura por ativos de refúgio. A desvalorização do dólar norte-americano durante a noite também contribuiu para esta valorização. Devido à correlação inversa entre o ouro e o dólar, a queda da moeda norte-americana continua a favorecer o metal. A volatilidade observada esta semana deverá prolongar-se no curto prazo. A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo — que pode alargar-se a outras nações ainda sem resposta às tarifas unilaterais impostas pelos EUA — cria um cenário de elevada incerteza. É difícil prever uma resolução ou antecipar resultados. Os traders continuarão a reagir rapidamente às manchetes, que continuam a moldar o sentimento do mercado. Neste contexto, com a Reserva Federal sob pressão e os receios de recessão a aumentar nos EUA — onde se antecipam quatro cortes nas taxas de juro — a procura pelo ouro como refúgio deverá manter-se firme. Do ponto de vista técnico, a próxima resistência está em torno dos $3.055. Uma quebra acima deste nível poderá abrir caminho para uma subida até aos $3.100.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Recupera Terreno com Queda do Dólar e Crescente Incerteza
Os preços do ouro recuperaram o patamar dos 3.000 dólares nas primeiras negociações de terça-feira, enquanto os investidores continuam inquietos com a guerra comercial em curso e reagem à queda do dólar durante a noite. Crescem os receios de uma recessão nos EUA, o que está a levar os mercados a antecipar cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal mais agressivos do que os inicialmente previstos. Muitos já esperam quatro cortes de 25 pontos base ao longo do ano, uma perspetiva que está a pressionar o dólar. Após duas sessões de valorização, o dólar perdeu terreno esta manhã, o que acabou por apoiar os preços do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos. A pressão anterior sobre o ouro resultou da necessidade de alguns gestores de carteiras liquidarem posições longas em ouro para cobrir chamadas de margem nas suas posições em ações. No entanto, com alguma estabilização nos mercados acionistas, essas vendas forçadas abrandaram. Com a incerteza a continuar a dominar os mercados financeiros e as opções de política monetária da Reserva Federal a tornarem-se cada vez mais limitadas, o metal precioso poderá ter margem para continuar a subir.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro Recua Quase 4% Apesar da Fuga ao Risco
Os preços do ouro estão a pairar ligeiramente acima da marca dos 3.000 dólares, recuperando de uma queda durante a sessão asiática, que fez o metal precioso cair abaixo deste nível psicológico chave. As crescentes preocupações sobre o aumento das tensões comerciais afetaram significativamente o sentimento dos investidores, levando a uma venda generalizada de ativos de risco. Isto resultou em perdas em todos os mercados acionistas, com o índice tecnológico Nasdaq a cair mais de 20% desde os máximos, entrando oficialmente em território de ‘bear market’. Ao mesmo tempo, o dólar dos EUA desvalorizou face aos seus principais pares, à medida que os investidores ajustam as suas expectativas, antecipando que a Fed corte os juros de forma mais profunda e rápida do que o previsto, para tentar evitar uma possível recessão nos Estados Unidos. Apesar deste ambiente—tipicamente favorável ao ouro, dado a fuga ao risco e o dólar mais fraco—o metal precioso perdeu quase 4% desde que Donald Trump anunciou a última ronda de tarifas na quarta-feira. Esta queda deve-se principalmente ao facto de gestores de carteiras terem sido forçados a liquidar posições em ouro para cumprir exigências de margem sobre as suas ações. Os mercados estão agora a preparar-se para as consequências de novas medidas retaliatórias contra as tarifas unilaterais dos EUA. A União Europeia deverá responder em seguida, após as contra-medidas assertivas da China anunciadas na sexta-feira.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Euro em Alta com Tarifas e Perspetiva de Estímulos na Europa
O euro disparou para máximos de vários meses face ao dólar dos EUA no início desta quinta-feira, com ganhos de aproximadamente 1,3%. A valorização da moeda única segue-se ao anúncio de Donald Trump sobre um pacote abrangente de tarifas sobre importações de uma extensa lista de países. As tarifas, descritas como recíprocas, incluem uma taxa de 20% sobre bens da UE, que será implementada em duas fases — um primeiro aumento de 10% a 5 de abril, seguido pela aplicação total das taxas recíprocas a 9 de abril. O enfraquecimento do dólar após este anúncio sugere que os investidores veem um risco de crescimento mais significativo para os EUA do que anteriormente antecipado, o que poderá forçar a Reserva Federal a cortar as taxas de juro de forma mais agressiva do que o previsto. Trata-se de uma mudança importante, indicando que os investidores percecionam a principal consequência negativa destas tarifas para os EUA como um crescimento económico mais lento, em vez de uma inflação mais elevada. Entretanto, do outro lado do Atlântico, a perspetiva é diferente. Os traders esperam um aumento dos estímulos fiscais na Europa, o que está a proporcionar apoio adicional à moeda única. Neste contexto, espera-se uma maior volatilidade nos mercados cambiais à medida que as tarifas completas entrem em vigor a 9 de abril, com negociações significativas — e possivelmente novos desenvolvimentos — previstos até à sua implementação.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Dólar em Compasso de Espera Antes das Novas Medidas dos EUA
O Índice do Dólar dos EUA está a negociar de forma estável no início da sessão europeia, mantendo-se dentro da faixa de preços observada na semana passada. O índice, que mede o desempenho do dólar face a um conjunto de principais moedas, reflete o atual sentimento do mercado – antecipação e cautela. Hoje assinala-se o aguardado Dia da Libertação, quando Donald Trump deverá anunciar um vasto pacote de tarifas que afetará todos os parceiros comerciais dos EUA, segundo a crescente especulação. Além disso, os dados do emprego da ADP nos EUA serão divulgados hoje. Neste contexto, é razoável esperar que, a esta hora amanhã, as condições de mercado possam estar bastante diferentes. Espera-se um aumento da volatilidade do dólar dos EUA à medida que os investidores digerem os detalhes do anúncio de Trump. Os pares de moeda que envolvem o dólar deverão registar movimentos, com a severidade das medidas a ser um fator crucial na reação do mercado. Quanto mais drásticas forem as tarifas, maior a probabilidade de o dólar enfraquecer, uma vez que os investidores poderão antecipar um crescimento mais lento nos EUA, potencialmente forçando a Reserva Federal a cortar as taxas de juro mais rapidamente do que o previsto.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
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Preços do Petróleo WTI Estáveis Após Valorização de 3%
Os preços do petróleo WTI estão estáveis no início das negociações de terça-feira, mantendo-se acima dos 71 dólares, após terem valorizado quase 3% na sessão anterior. A recente subida do crude foi impulsionada pela percepção de um maior risco de disrupções no abastecimento, depois de Trump ter ameaçado impor tarifas secundárias aos compradores de petróleo russo e iraniano. No entanto, a subida de ontem parece ter perdido força. Para já, as interrupções no abastecimento permanecem apenas teóricas e, até que as tarifas entrem em vigor, países como a China e a Índia deverão continuar a comprar petróleo à Rússia e ao Irão. Além disso, os traders estão a aguardar com expectativa o “Dia da Libertação”, quando os EUA se preparam para impor uma vaga de tarifas aos seus parceiros comerciais — uma medida amplamente vista como uma ameaça ao crescimento económico global e que poderá afetar a futura procura de petróleo.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
IBOV figura baixista "M" presente, sim ela projeta 128600 pontosAnálise Técnica - IBOV - 31/03/2025
IBOV: 130.259,54 (-1,25%)
Observa-se a formação de uma figura baixista no topo do movimento. A confirmação da quebra do suporte em 130.250 aciona um gatilho de venda, projetando um alvo de 128.600,00.
As médias móveis (MMs) de 9 e 21 períodos mantêm-se com inclinação ascendente, embora as extremidades estejam voltadas para baixo, sinalizando uma possível perda de força compradora. O índice permanece acima da MM de 200 períodos, o que ainda sugere uma tendência de alta de longo prazo.
Para que o índice se livre do atual momento baixista terciário, será necessário romper a resistência em 133.400.
O dia 01 de abril de 2025 poderá ser um dia perigoso para o IBOV, pois a cautela do mercado aparecerá fazendo o índice perder o suporte e quase 2000 pontos levando-o a 128600.
Não temos sinais por enquanto de defesa da posição .






















