Oferta e Demanda
Reversão do Movimento Micro/Continuação do MacroNesta semana, o bitcoin quebrou o canal de baixa que havia formado para corrigir o desequilíbrio do movimento macro, após o Trump Trade do fim do ano passado (eleições EUA).
Depois de identificadas as regiões de demanda importantes para reação do preço, o mercado decidiu reagir mais rápido, antes mesmo de chegar naquela zona onde seria de grande interesse institucional, o otimismo em relação as negociações entre EUA e China surgiu de um afrouxamento por parte do presidente americano, que decidiu suspender as taxas de importação sob vários setores por um período de 90 dias.
Mais um motivo foi a continuação da desacelaração de mercado dos EUA, de acordo com os resultados de inflação apresentados na última semana, que traz mais força para o FED cortar juros em junho.
Esta quebra do canal poderá ser formatada no que chama-se de Rally Base Rally , segundo o método que utilizo para minhas análises técnicas, ICT . Repetindo mais uma vez o que aconteceu no ano anterior, exatamente entre os dias 06/11/23(rally), 07/11/23 a 09/11/23(base) até enfim dia 10/11/23.
Outro indicador que está sendo útil há muito tempo, por vantagem de ser “atrasado” e assim nos dá a oportunidade de antecipar o movimento, é a Liquidez Global M2(destacada em amarelo), que ilustra o crescimento anual da oferta global de dinheiro (M2) dos principais bancos centrais do mundo. A medida M2 inclui dinheiro em espécie, depósitos em contas correntes e poupança, contas de mercado monetário e depósitos.
Enquanto o fluxo dessas moedas aumenta em direção a criptos, o bitcoin tende a manter a dominância por ser o inverso delas, deflacionar em relação ao tempo.
A duvida que fica é, seria apenas um falso otimismo em relação a geopolítica mundial, isto é, uma manipulação para continuação do movimento negativo micro ou realmente uma mudança de característica( CHoCH ) a favor do movimento altista macro que elevaria o bitcoin de volta e acima dos $100.000?
Regiões de Demandas no BitcoinProjetado Fibonacci na mínima de 2018 em $3.2k até a máxima atingida em novembro de 2021 a $69k , foi notado regiões de extrema importância onde o preço tende a reagir fortemente.
De acordo com as projeções macroeconômicas como guerra comercial e possível recessão ou estagflação na maior economia do mundo (EUA) neste ano, é visto que, o ponto mais próximo a se destacar é a região dos 67K-$72k (DEMAND ZONE 2) , onde o preço se manteve resistente em 2023 e também deixou um Order Block importantíssimo antes de Donald Trump ser eleito em 2024; que desde então, facilitou acesso à investimentos em ETF's de algumas criptomoedas como XRP, SOL, ETH, ADA, entre outras, e também assinou um termo que impossibilita os EUA de vender seus Bitcoins, o que fortalece ainda mais a ideia de moeda de reserva, ou "ouro digital".
Outro destaque são os canais paralelos de baixa que se repetem, assim como foi em 2024, está acontecendo em 2025 com um pouco mais de volatilidade por conta da geopolítica mundial, corrigindo o movimento estrondoso de alta pós eleição americana.
De uma maneira geral, ao somar os pessimismos de 2025, há possibilidade do preço acessar uma zona de demanda ainda mais abaixo em $50k (DEMANDA ZONE 1) , que foi marcada pela quebra da bolsa do Japão, chamada de "Black Monday".
No momento desta ideia, aguardam-se ansiosamente os seguintes episódios:
1) Mudança estratégica do FED de QT para QE ;
2) Solução da guerra tarifária por parte dos EUA e China;
3) Probabilidade de recessão/estagflação dos EUA.
Desconto ou Armadilha? A Arquitetura Institucional no TOTAL2Não consegui trazer uma leitura na última semana, porque estou participando o The Leap 2025 , e isso tem consumido muito tempo de tela. Mas hoje fui surpreendido por um de meus alarmes no principal gráfico das altcoins, então decidi que não podia mais esperar.
O colapso estrutural recente no gráfico do Total2 — que representa o valor de mercado agregado de todos os criptoativos, excluindo o Bitcoin — foi interpretado por grande parte do varejo como um sinal de pânico, fuga e retração sistêmica. No entanto, sob a ótica do modelo de atuação do capital institucional delineado por Huddleston (2022), esse tipo de movimentação configura, com elevada probabilidade, um cenário de redistribuição algorítmica, onde a indução de medo é instrumentalizada como vetor de transferência de liquidez.
Entre sexta-feira, 4 de abril, e a manhã desta segunda-feira, 7 de abril, uma combinação de vetores macroeconômicos contribuiu para acentuar a narrativa de aversão ao risco nos mercados globais. A divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (Nonfarm Payrolls) superou as expectativas, apresentando uma criação de 303 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego recuou para 3,8%. Tal surpresa fortaleceu imediatamente o índice do dólar (DXY), ao mesmo tempo em que reduziu a expectativa de cortes iminentes de juros por parte do Federal Reserve. Em resposta, os mercados de ativos de risco — especialmente os digitais — reagiram com retrações abruptas, reforçadas por liquidações em cascata. No entanto, como ensina Huddleston (2022, p. 109), “quando estamos na zona de desconto ou o algoritmo exige liquidez do lado do vendedor, prevemos preços mais elevados” .
A dominância do Bitcoin (BTC.D), que atingiu 63% no fim de semana, forneceu uma leitura adicional crucial. Este tipo de estresse na distribuição relativa entre BTC e altcoins tende historicamente a coincidir com zonas de exaustão do fluxo dominante, o que, por sua vez, antecede redistribuições setoriais em direção aos ativos de menor capitalização. A observação de que o Total2 realizou uma varredura abaixo de níveis de liquidez externa visíveis, e reagiu com absorção imediata de volume, reforça a leitura de que o evento correspondeu a uma ação deliberada do algoritmo institucional, conforme descrito por Woods (2022, p. 4): “o mercado é movido pela liquidez, não pela oferta e demanda. A liquidez determina todos os topos e fundos do mercado” .
É precisamente nesse tipo de ambiente — em que a volatilidade se transforma em ruído emocional e a liquidez passiva é consumida — que o Smart Money se reposiciona. O trader que compreende a natureza fractal da liquidez e a lógica de atuação institucional não vê essas quedas como falência estrutural, mas sim como a construção de um novo equilíbrio. Em sintonia com os princípios da teoria dos PD Arrays descritos na mentoria de Huddleston (2022, p. 116): “as entradas do ICT são maioritariamente entradas sobre liquidez interna e saídas sobre liquidez externa. Depois de entender onde o HTF deseja chegar, você pode enquadrar suas configurações em um prazo menor” .
Nesse sentido, a recente movimentação do Total2 não representa o fim de um ciclo, mas sim o início de um novo. A manipulação algorítmica dos níveis de medo foi apenas a primeira etapa de uma transição. O algoritmo extraiu o que precisava: liquidez. E agora, como em ciclos anteriores, é razoável projetar que os alvos de médio-longo prazo estejam localizados nos níveis premium anteriormente violados, esperando apenas por uma estrutura de continuidade para ativação.
A dinâmica observada no gráfico do Total2 após a liquidação do último final de semana não apenas confirma a hipótese de redistribuição institucional como também oferece uma estrutura clássica de entrada técnica para operações de longo prazo. A varredura de liquidez externa, localizada logo abaixo de mínimas anteriores visíveis em timeframes diários, coincide com um ponto de inflexão de alta relevância algorítmica: a transição entre zona de desconto e a retomada de estrutura de alta via Market Structure Shift. Este comportamento está previsto no modelo de Huddleston (2022, p. 115), que afirma: “quando o mínimo é violado isso injeta liquidez do lado do vendedor no mercado – normalmente emparelhado com compradores de dinheiro inteligente” .
Logo após essa absorção, o Total2 iniciou um processo de consolidação com compressão de range em zona de discount. Este tipo de movimentação, quando enquadrado com precisão dentro de um High Time Frame PD Array, configura uma oportunidade estatisticamente favorável de longo prazo. A retração até níveis de FVG anterior, mapeada a partir do movimento de alta iniciado em outubro de 2023, encontrou confluência com o fechamento formado durante a aceleração institucional de fevereiro de 2024. De acordo com Huddleston (2022, p. 116), “quando sabemos que o período de tempo mais elevado é altista, nossa mente muda para: ‘bem, onde estão os limites de venda que eles pretendem?’” — uma questão que neste momento encontra resposta nos topos formados entre novembro de 2023 e janeiro de 2024.
A ausência de continuidade baixista, mesmo diante de um ambiente macroeconômico avesso ao risco, sugere que o fundo recente é, na verdade, um Judas Swing — isto é, um movimento de engano proposital orquestrado para desalojar participantes mal posicionados antes da verdadeira direção ser revelada. Esse padrão é amplamente documentado na literatura de Huddleston, especialmente em sua análise de sessões intertemporais e zonas de manipulação.
Portanto, a leitura técnica e macro convergem: o Total2 não está em colapso, mas em realinhamento. O comportamento do preço é compatível com o estágio final de uma liquidity sweep, e a presença de gaps institucionais não mitigados acima do preço atual sugere que o próximo deslocamento significativo será direcional e impulsivo. O alvo mais imediato situa-se no retorno ao nível de consequent encroachment dos Fair Value Gaps deixados entre US$ 730 bilhões e US$ 750 bilhões em capitalização, o que representaria uma expansão de aproximadamente 20% a partir do patamar atual.
Essa não é uma análise para o operador reativo. É uma leitura reservada àquele que compreende que a liquidez não é um evento, mas uma arquitetura. E nessa arquitetura, os pavores do varejo são as janelas de entrada do Smart Money. Portanto, a leitura que se impõe é a de um movimento intencional, arquitetado por algoritmos de alta frequência e operado em cima de Liquidity Pools visíveis ao longo de semanas. O medo induzido pelo payroll, amplificado pela valorização do dólar e pela reavaliação das expectativas de política monetária, foi a ferramenta. O resultado, uma reestruturação silenciosa de posições institucionais.
Se o padrão histórico se mantiver — como tantas vezes já ocorreu —, este ciclo de medo marcará o ponto de inflexão para um novo movimento direcional de longo prazo. Os alvos estão traçados: Fair Value Gaps não mitigados, consequent encroachment nos níveis de premium e, acima de tudo, a convergência estrutural de um novo ciclo de liquidez.
Portanto, os eventos macroeconômicos que catalisaram a liquidação do Total2 entre sexta e domingo, embora inicialmente interpretados como destrutivos, já começam a ser recontextualizados por indicadores de fluxo e sentimento. Conforme reportado pela CoinDesk Brasil (2025), fundos institucionais voltaram a registrar entradas líquidas, enquanto o mercado antecipa com otimismo a aprovação do ETF à vista de Ethereum e demonstra sinais claros de retomada técnica. Esses vetores, somados à varredura de liquidez recente e à exaustão do domínio do Bitcoin, sugerem que o movimento atual é menos um colapso e mais um reposicionamento arquitetado.
A liquidez foi drenada, o ruído foi absorvido, e a estrutura está madura para impulsão. A próxima fase, como tantas outras documentadas no histórico do Smart Money, é a aceleração assimétrica para os níveis de premium. Quem entendeu a manipulação, já está posicionado. Quem ainda busca confirmação, chegará atrasado.
Referências bibliográficas:
HUDDLESTON, Michael J. ICT Mentorship 2022. Tradução para o português. LumiTraders, 2023. p. 109, 113, 115, 116, 295.
WOODS, David. ICT Institutional SMC Trading. 1. ed. 2022. p. 4.
CNBC. U.S. added 303,000 jobs in March, smashing expectations as unemployment dips to 3.8%. Disponível em: www.cnbc.com Acesso em: 07 abr. 2025.
REUTERS. Dollar climbs, Treasury yields jump after strong U.S. payrolls data. Disponível em: www.reuters.com Acesso em: 07 abr. 2025.
COINGLASS. Crypto market liquidations exceed $800 million after U.S. payrolls surprise. Disponível em: www.coinglass.com Acesso em: 07 abr. 2025.
COINDESK. Fundos institucionais voltam a registrar entrada líquida após sequência de saídas. CoinDesk Brasil, São Paulo, 7 abr. 2025. Disponível em: www.coindesk.com Acesso em: 7 abr. 2025.
COINDESK. ETF de Ethereum à vista deve receber sinal verde da SEC até fim de abril, dizem fontes próximas. CoinDesk Brasil, São Paulo, 7 abr. 2025. Disponível em: www.coindesk.com Acesso em: 7 abr. 2025.
COINDESK. Mercado cripto começa semana com recuperação e investidores apostam em reversão. CoinDesk Brasil, São Paulo, 7 abr. 2025. Disponível em: www.coindesk.com Acesso em: 7 abr. 2025.
SOLUSD | Possível AltaBoa noite!
Estou analisando o gráfico de Solana, utilizando a Teoria de Elliott em conjunto com conceitos de SMC.
O mercado parece estar se direcionando para uma região de alta demanda. Como podemos observar no gráfico, a POI coincide a POC , que se estende desde uma estrutura de continuação de alta anterior. O preço do ativo está atualmente nessa região. Além disso, o mercado está formando uma correção em Flat irregular.
A expectativa é que o mercado capture a liquidez dos dois fundos nivelados, marcados com $$$. Após essa captura, aguardamos à entrada de força compradora para surfar a Onda 5 com possível alvo 1 no topo da flat."
Eficiência Algorítmica e Cash Institucional A estrutura técnica atual de ATA/USDT apresenta uma configuração de execução institucional clássica, com base nos conceitos desenvolvidos por Michael J. Huddleston (ICT) e alinhada à lógica algorítmica que governa os movimentos do Smart Money . O gráfico mostra que a zona de liquidez externa ( External Range Liquidity , ERL), representada por um Fair Value Gap comprador, foi recentemente tocada. Essa região, ao ser violada, permitiu a absorção de ordens passivas de venda (sell stops), cumprindo a função primária do algoritmo institucional: executar liquidez de baixa resistência no extremo do range, provocando um desequilíbrio controlado.
Como estabelecido por Huddleston (2022, p. 114) , as zonas de ERL não são utilizadas como gatilhos de entrada, mas sim como pontos de coleta de liquidez — “as entradas do Smart Money não ocorrem onde há consenso; elas ocorrem depois que a liquidez é colhida” . Portanto, o toque no FVG inferior representa o fim da fase de manipulação e o início da realocação institucional, marcada pelo reposicionamento técnico em faixas de preço mais seguras.
A entrada principal ocorre acima da ERL, dentro de uma zona marcada como IRL ( Internal Range Liquidity ), após um claro padrão de Sweep + SSL + Retorno ao OB . Esse comportamento técnico é a representação precisa do Risk-Optimized Entry , ou seja, entrada com risco assimétrico favorável, dentro do bloco de ordem otimista ( Order Block ) validado. Em termos práticos, essa entrada ocorre dentro do novo range interno estabelecido após a manipulação, onde o preço já foi patrocinado pela presença institucional. Como afirma Huddleston (2022, p. 116) , “a estrutura interna pós-manipulação representa o ponto mais eficiente para execução técnica com patrocínio institucional e baixa resistência à expansão” .
Corroborando essa tese, observamos que o BTC.D (dominância do Bitcoin) atingiu a marca de 62%, indicando uma clara migração de liquidez para o ativo principal. Esse comportamento é típico dos ciclos de redistribuição institucional: primeiro ocorre a concentração de capital em BTC para absorver liquidez do mercado, e posteriormente, o excedente é redistribuído para ativos satélites, como ATA. Esse cenário sugere um ciclo de reaceleração para altcoins, desde que a estrutura de entrada já esteja formada e validada.
Atualmente, este ativo está sendo acompanhado em um swing trade de meses, com foco na fase de acumulação contínua (AC) . A posição está sendo metodicamente construída e refinada ao longo do tempo, com reposicionamentos progressivos sempre que há disponibilidade de liquidez relevante em zonas de IRL. Essa abordagem respeita o princípio da construção escalonada de posição, característico do comportamento institucional — onde o operador não busca antecipar o mercado, mas sim acompanhar a entrega algorítmica em sincronia com a liquidez disponível.
A projeção de movimento segue a cadência algorítmica do Power of 3 , conceito central de Huddleston (2022, p. 108) : Acumulação → Manipulação → Distribuição . A acumulação foi executada anteriormente, a manipulação ocorreu com o toque na ERL e, agora, a distribuição começa a se estruturar a partir das zonas de IRL. Os alvos seguem a sequência esperada de entrega institucional: primeiro, a zona de IRL superior (~0,094), posteriormente, a região de B2S Orders (~0,14), e finalmente, a entrega nas FVG Sell Orders superiores (~0,18 até 0,25), onde é esperada uma nova coleta de liquidez antes de qualquer redistribuição ou reversão macro.
Em termos wyckoffianos, a estrutura também é coerente com as fases clássicas: a acumulação ocorreu na lateralização de longo prazo; a manipulação se manifesta na Spring (varredura de mínimas e recuperação), e a distribuição inicia-se agora, com um markup institucional ancorado em expansão algorítmica. O papel do Homem Composto é visível na forma como o preço foi entregue na zona de risco mínimo, e como a liquidez está sendo administrada com precisão para construção de rally de baixa resistência ( Wyckoff, 2019, p. 83 ).
Conclui-se, portanto, que esta não é uma operação tática, mas sim estratégica : a posição está sendo construída por fases, alinhada ao comportamento do Smart Money , respeitando os ciclos de absorção, patrocínio e entrega. O operador que entende essa dinâmica sabe que a execução não ocorre em um único ponto, mas ao longo de uma estrutura progressiva de liquidez. Por isso, acompanhar o movimento institucional requer paciência, refinamento contínuo e consistência interpretativa. Em ATA/USDT, essa entrega está em andamento — e o operador de elite sabe que a liquidez é o terreno onde se constrói a vantagem.
Referências
EFICIÊNCIA ALGORÍTMICA E REPOSICIONAMENTO INSTITUCIONAL EM ATA/USDT . 2025. Análise dissertativa inédita.
HUDDLESTON, Michael J. ICT Mentorship 2022 – Guia Completo de Smart Money Concepts . São Francisco: Inner Circle Trader, 2022. p. 108-116.
WYCKOFF, Richard D. Guia Prático do Método Wyckoff: Preço e Volume . São Paulo: Wyckoff Academy, 2019. p. 83.
Fluxo de Liquidez e Impacto nas AltcoinsA relação entre a dominância do Bitcoin (BTC.D) e a capitalização de mercado das altcoins (TOTAL2) é um dos indicadores mais importantes para compreender o fluxo de liquidez no mercado de criptomoedas. A BTC.D, atualmente em 61,29%, sinaliza um momento de forte preferência institucional pelo Bitcoin, enquanto o TOTAL2, posicionado em 1,1 trilhões de dólares, revela fraqueza estrutural no mercado de altcoins. Essa configuração sugere que os grandes players estão direcionando capital para o Bitcoin, reduzindo exposição em ativos alternativos.
A dominância do Bitcoin representa a porcentagem do mercado total de criptomoedas que está alocada no BTC, e um aumento nesse indicador reflete uma migração de capital das altcoins para o ativo principal. Essa tendência ocorre, muitas vezes, em momentos de incerteza ou de busca por maior segurança no mercado. Conforme argumenta Ammous (2023, p. 189), “o Bitcoin se diferencia das demais criptomoedas por sua liquidez e robustez, sendo o principal ativo de reserva dentro do ecossistema digital” . A VWAP da BTC.D, situada em 52,55%, confirma que a dominância do Bitcoin tem se sustentado acima de seus níveis médios de liquidez, reforçando a tese de que o mercado está favorecendo a alocação no ativo principal.
Enquanto isso, a capitalização de mercado das altcoins, excluindo o Bitcoin, caiu para 1,1 trilhões de dólares, permanecendo abaixo da VWAP de 1,05 trilhões de dólares. Esse comportamento demonstra que o mercado de altcoins está perdendo força e liquidez, reforçando a migração de capital para o BTC. Antonopoulos (2024, p. 232) explica que “a dinâmica do mercado de criptomoedas segue ciclos de dominância do Bitcoin, nos quais a redução do apetite por risco empurra os investidores para o ativo mais consolidado e seguro do setor” . O Money Flow Profile em TOTAL2 sugere que há resistência significativa entre 1,4 trilhões e 1,6 trilhões de dólares, um nível onde grandes ordens institucionais podem estar posicionadas. A incapacidade do TOTAL2 de recuperar esses níveis confirma que o fluxo de liquidez está predominantemente concentrado no BTC.
A análise do indicador The Willy, que mede condições extremas de sobre compra e sobre venda, indica que a BTC.D está em -60,27%, sinalizando um possível esgotamento da alta. Em contraste, o mesmo indicador registra -30,19% para TOTAL2, mostrando que o mercado de altcoins ainda pode sofrer mais pressão antes de apresentar uma recuperação significativa. Essa leitura reforça a importância de monitorar as zonas críticas de liquidez para antecipar possíveis reversões ou continuidades de tendência.
Diante desse cenário, há três possibilidades principais para o mercado. A primeira é que a BTC.D continue sua trajetória ascendente e rompa acima dos 63%, o que indicaria uma dominância ainda maior do Bitcoin e uma nova onda de desvalorização para as altcoins. A segunda hipótese é uma rejeição dessa faixa, levando a um retorno do fluxo de capital para as altcoins, especialmente se o TOTAL2 conseguir recuperar a VWAP de 1,05 trilhões de dólares. A terceira possibilidade é um cenário de lateralização da BTC.D e estabilização do TOTAL2, indicando um equilíbrio temporário na estrutura de liquidez.
A rotação de liquidez entre Bitcoin e altcoins é um fenômeno recorrente no mercado de criptomoedas e segue padrões que podem ser analisados por meio de indicadores técnicos e do comportamento institucional. Ammous (2023, p. 274) destaca que “os grandes investidores não operam com base na especulação de curto prazo, mas sim na captura de liquidez e na eficiência dos ciclos de mercado” . A dominância do Bitcoin, portanto, não apenas reflete o interesse dos investidores no ativo principal, mas também funciona como um termômetro da confiança geral no setor. A perda de liquidez das altcoins em momentos de alta da BTC.D é um sinal clássico de aversão ao risco , levando ao reequilíbrio de carteiras em direção ao Bitcoin.
A movimentação da BTC.D acima dos 60% e a fraqueza estrutural no TOTAL2 são indicativos claros de uma mudança na dinâmica do mercado. O fluxo de capital tende a seguir para onde há maior segurança e previsibilidade, e nesse momento, a estrutura de liquidez favorece o Bitcoin. Como Antonopoulos (2024, p. 211) observa, “a transição da liquidez entre altcoins e Bitcoin é um reflexo do amadurecimento do mercado e da priorização da segurança em momentos de incerteza macroeconômica” . A análise dessas variáveis permite aos traders e investidores uma melhor compreensão dos ciclos de mercado e a construção de estratégias alinhadas à dinâmica do fluxo de liquidez.
O atual nível de sobrevenda no mercado de altcoins, evidenciado pelo indicador The Willy em -30,19% para o TOTAL2, reforça a tese de que grande parte desses ativos está sendo negociada em níveis deprimidos, longe de suas avaliações fundamentais. Em momentos como este, investidores menos experientes tendem a liquidar posições de forma irracional, enquanto players institucionais e capital de Smart Money acumulam discretamente. Como explica Ammous (2023, p. 315), “o verdadeiro valor de um ativo não se manifesta no curto prazo, mas sim quando o mercado retorna à racionalidade e reconhece sua utilidade real” . A dinâmica de ciclos do mercado cripto demonstra que a recuperação do setor de altcoins não ocorre de forma isolada, mas sim em momentos estratégicos de transição de liquidez, quando a dominância do Bitcoin começa a reverter e investidores buscam oportunidades de maior risco com melhor relação risco-recompensa. Contudo, o erro mais comum entre traders é entrar no mercado somente quando o movimento já está evidente, ignorando o princípio fundamental da contra cultura financeira, onde a acumulação deve ocorrer antes da reversão e não no meio dela. Como destaca Antonopoulos (2024, p. 287), “o mercado recompensa aqueles que entendem os fundamentos e sabem onde posicionar capital antes da movimentação institucional” .
Além disso, a dominância do Bitcoin abaixo de 50% historicamente tem sido um indicador de um ambiente favorável para as altcoins, pois sugere um deslocamento de capital em busca de ativos de maior beta e potencial de valorização. No entanto, quando o BTC.D está acima deste nível e em tendência de alta, como ocorre atualmente em 61,29%, qualquer tentativa de montar posições expressivas em altcoins da TOP 100 pode resultar em um alto custo de oportunidade e drawdowns significativos. Ammous (2023, p. 321) argumenta que “a liquidez segue um fluxo direcional e não pode ser forçada antes do tempo certo; a alocação eficiente ocorre quando há um suporte macroeconômico para o capital especulativo migrar” . Isso significa que, enquanto a estrutura macro do Bitcoin for dominante, a concentração de capital deve priorizar ativos com maior segurança e liquidez, adiando a alocação em altcoins para um momento mais oportuno. A contra cultura do mercado financeiro ensina que investidores bem-sucedidos não buscam sinais de confirmação, mas sim posicionamento antecipado baseado em leitura estrutural. Assim, a espera por um deslocamento de BTC.D para abaixo de 50% antes de uma alocação significativa em altcoins não é apenas uma escolha técnica, mas um princípio fundamental para operar em conformidade com o fluxo de liquidez global do mercado cripto.
Antonopoulos (2024, p. 356) destaca a importância do Do Your Own Research (DYOR) como um princípio fundamental para investidores no mercado de criptomoedas, enfatizando que a tomada de decisão deve ser baseada em conhecimento e não em especulação impulsiva:
“No ecossistema das criptomoedas, a informação é descentralizada e muitas vezes assimétrica, o que significa que os investidores que dependem exclusivamente de opiniões externas ou sinais superficiais do mercado estão fadados a operar em desvantagem. DYOR não é apenas um conselho, mas uma necessidade estrutural para aqueles que desejam construir uma base sólida de entendimento e autonomia na tomada de decisões financeiras.”
Referências
AMMOUS, Saifedean. The Fiat Standard: The Debt Slavery Alternative to Human Civilization. New York: Wiley, 2023.
ANTONOPOULOS, Andreas M. Mastering Bitcoin: Unlocking Digital Cryptocurrencies. 3. ed. Sebastopol: O’Reilly Media, 2024.
Confirmação da tese de Wyckoff e Huddleston (VSA & FVG)O artigo anterior destacou a relevância das estruturas de liquidez e do volume financeiro no Bitcoin, evidenciando a manipulação estratégica das instituições e a relação direta entre absorção de liquidez e deslocamento do preço. Agora, com novos dados em mãos, é possível afirmar que a tese foi validada na prática . O Bitcoin reagiu precisamente às zonas de liquidez previstas, retornando aos Fair Value Gaps (FVGs) antigos, absorvendo ordens e demonstrando uma forte recuperação impulsionada pelo volume institucional.
A análise técnica confirmou que a região entre $77.200 e $85.000 atuava como um ponto crítico de sustentação do preço, conforme discutido anteriormente. O preço reverteu exatamente dentro dessa faixa, confirmando a presença de ordens institucionais e reforçando a validade do modelo Smart Money, conforme proposto por Huddleston (2022). Entre os principais pontos que validam essa leitura, destacam-se o teste de FVGs antigos, onde o preço retornou a zonas de liquidez previamente destacadas e encontrou suporte antes de iniciar um novo deslocamento altista, o aumento significativo no volume financeiro, com volumes diários superiores a 100K BTC, indicando a entrada massiva de players institucionais, e a divergência no Cumulative Volume Delta (CVD), que evidenciou absorção institucional.
Segundo Wyckoff (1910, p. 67), "os grandes operadores não se preocupam apenas com o preço, mas sim com a liquidez disponível para suas operações" , uma afirmação que se comprova ao observar que a defesa das zonas de FVG e a acumulação de liquidez institucional seguem padrões recorrentes na dinâmica do Bitcoin. Grandes players precisam de uma estrutura eficiente para construir posições sem gerar deslocamentos abruptos que prejudiquem suas operações. Nesse contexto, a liquidez é o fator determinante para a tomada de decisões institucionais, uma vez que a movimentação do preço dentro dessas áreas confirma que não há deslocamento sem um evento de liquidez relevante.
Além disso, observa-se que acumulação e distribuição ocorrem de forma estratégica. O fluxo de ordens indica que as instituições estavam absorvendo liquidez dos traders de varejo antes de um deslocamento direcional, enquanto o aumento expressivo no volume reforça a tese de que os institucionais estavam estruturando suas operações com base na absorção de liquidez. Eventos anteriores, como o rompimento dos $74K em novembro de 2024, quando 100K BTC foram negociados, evidenciam que volumes elevados acompanham mudanças estruturais significativas no mercado. Segundo Douglas (2001, p. 87), "o mercado recompensa aqueles que operam contra a multidão, absorvendo o pânico e distribuindo na euforia" . Essa absorção de liquidez, visível nos níveis de Fair Value Gap, é um indicativo claro da atuação do Smart Money.
Com base na metodologia Optimal Trade Entry (OTE) de Huddleston, o BTC está configurado para uma continuação de alta, com projeções mirando alvos acima de $120K. No entanto, alguns fatores ainda devem ser monitorados, como a defesa da VWAP , que determinará a sustentação da tendência de alta, e o comportamento da dominância do BTC (BTC.D), que pode sinalizar uma eventual rotação de capital para altcoins. Além disso, eventos macroeconômicos e o impacto dos ETFs sobre a demanda por Bitcoin também são elementos fundamentais na estrutura de liquidez do mercado.
O mercado de criptomoedas continua sendo um ambiente altamente manipulado, onde as instituições operam contra traders desinformados. A habilidade de interpretar corretamente o fluxo de ordens e a absorção de liquidez é o diferencial entre aqueles que dominam a dinâmica do mercado e aqueles que são varridos pelos grandes players. Como destaca Huddleston (2022, p. 59), "o mercado se move de forma eficiente entre regiões de desequilíbrio; entender onde está o desequilíbrio é compreender o próximo movimento do preço" .
A tese apresentada no artigo anterior foi confirmada. O BTC retornou às zonas de liquidez identificadas, absorveu ordens institucionais e apresentou um movimento de recuperação impulsionado pelo volume financeiro. Essa dinâmica reforça que o verdadeiro motor do mercado não é o preço, mas sim a liquidez, fator determinante para a tomada de decisão dos grandes operadores. Como ressalta Williams (2011, p. 104), "quando o mercado passa por uma transformação estrutural, os antigos padrões de volatilidade deixam de ser confiáveis, pois novos fluxos de capital começam a ditar a direção do preço" . O sucesso no mercado dependerá da capacidade de leitura da atuação institucional e da disciplina em seguir uma estratégia racional, conforme reforça Douglas (2001, p. 123): "A habilidade de permanecer disciplinado e seguir uma estratégia racional é o diferencial entre os que prosperam e os que são eliminados pelo mercado" .
Diante desse cenário, a paciência e a precisão na leitura dos fluxos institucionais são fundamentais. Como sempre, Do Your Own Research (DYOR).
Referências
DOUGLAS, Mark. Trading in the Zone: Master the Market with Confidence, Discipline, and a Winning Attitude. New York: Prentice Hall, 2001.
HUDDLESTON, M.J. The ICT Mentorship Core Content. 2022.
WYCKOFF, Richard. Studies in Tape Reading. New York: Ticker Publishing Co., 1910.
WILLIAMS, Larry. Long-Term Secrets to Short-Term Trading. New York: Wiley, 2011.
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Bitcoin: Estruturas de Liquidez, Fluxo e Sentimento A complexidade estrutural do mercado de Bitcoin tem se intensificado nos últimos meses, refletindo não apenas a volatilidade inerente ao ativo, mas também a crescente influência institucional sobre o comportamento do preço. A análise do Volume Spread Analysis (VSA) de Wyckoff, aliada à identificação de Fair Value Gaps (FVG), Volume Ancorado e indicadores de fluxo de ordens, revela padrões estratégicos que sugerem uma absorção gradual de liquidez pelos grandes operadores.
Neste estudo, buscamos interpretar os movimentos recentes do Bitcoin sob a ótica dos princípios Wyckoffianos, analisando a correlação entre volume, estrutura de mercado e sentimento dos investidores. Além disso, avaliamos o impacto da crescente participação de ETFs de Bitcoin à vista e o efeito das liquidações de alavancados na formação dos ciclos de preço.
Volume e Estruturas de Liquidez
A análise do volume diário do Bitcoin (1D) revela eventos isolados de ultra high volume (UHV), característicos de deslocamentos estratégicos do mercado por parte dos grandes players. Em 6 de novembro de 2024, o rompimento da resistência de $74K foi acompanhado por um volume expressivo de 100K BTC negociados, seguido de 81,95K BTC em 11 de novembro e 97,49K BTC em 12 de novembro. Durante esse período, o ativo valorizou aproximadamente 20%, alcançando $88.600 em menos de 40 dias.
No entanto, um novo evento de alta liquidez foi observado em 5 de dezembro, quando 100K BTC foram negociados em um movimento que se alinha ao padrão de captura de liquidez do composite man, conforme descrito por Wyckoff. Esse evento culminou na movimentação de 89K BTC em 20 de janeiro de 2025, levando o preço à máxima histórica de $109.588 antes de um sweep de liquidez que atingiu a mínima atual de $86.050,99.
A presença de volume elevado na parte inferior do range de preços (Sell Side Liquidity) sugere que essa região está sendo defendida pelos operadores institucionais, reforçando a tese de acumulação. Como destaca Richard Wyckoff "O mercado é um reflexo das intenções dos operadores dominantes. Se você não entende como eles pensam, está sempre um passo atrás" , a movimentação do preço não é aleatória, mas sim estruturada para induzir liquidez ao mercado.
Defesa da Zona de Acúmulo
A análise de Fair Value Gaps (FVG) mostra que a região entre $77.200 e $85.000 representa um ponto crítico de sustentação do preço, onde a absorção de ordens tem sido significativa. O Volume Ancorado reforça essa tese ao indicar que essa é a menor faixa de liquidez relevante acima da região dos $69.000. Se o Bitcoin perder esse patamar, poderemos observar uma mudança estrutural de mercado (Change of Character – Choch), com um deslocamento potencial para um bear market. No entanto, os fluxos institucionais advindos dos ETFs à vista sugerem que os grandes players têm interesse na manutenção da tendência primária de alta.
Desde seu lançamento, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA já captaram mais de $15 bilhões em ativos sob gestão, com gigantes como Black Rock e Fidelity liderando esse fluxo. A institucionalização do Bitcoin pode ser um fator determinante na sustentação dos preços, já que a acumulação desses fundos tem ocorrido majoritariamente acima do topo do ciclo passado. Isso reforça a tese de que o mercado está precificando novas máximas no longo prazo.
Indicadores de Sentimento e Fluxo de Ordens
A análise do Volume Cumulativo Delta (CVD) evidencia uma explosão de vendas agressivas, que normalmente são absorvidas pelos grandes players. O Índice de Força Relativa (RSI) está em 29,25%, indicando sobre venda, mas sem força suficiente para impulsionar uma reversão imediata. Paralelamente, o Williams %R está em -82,80%, sugerindo que o ativo está em uma zona historicamente favorável para compra.
Como destaca Mark Douglas "A consistência não vem da tentativa de prever o mercado, mas da habilidade de gerenciar riscos e agir sem hesitação quando a oportunidade está alinhada ao seu plano" , o cenário atual exige disciplina e precisão na gestão de risco. O Net Volume registra -382 BTC, refletindo um momento de desequilíbrio entre compradores e vendedores. Esse fenômeno, combinado à perda da VWAP e da POC do Volume Ancorado, sugere um sentimento de pessimismo no mercado, o que paradoxalmente pode ser interpretado como uma oportunidade de compra para quem busca acumulação de longo prazo.
Nas últimas 48 horas, mais de $1,2 bilhão em posições alavancadas foram liquidadas, contribuindo para a queda do preço até os $86K. Esse tipo de evento geralmente reforça a volatilidade e pode desencadear novos movimentos estratégicos por parte dos institucionais.
Riscos e Oportunidades
Diante desse cenário, a melhor abordagem estratégica é a alocação progressiva nas zonas de FVG abaixo do range atual. A metodologia OTE de Huddleston sugere que essa região representa uma das melhores oportunidades de entrada para o longo prazo, com alvos projetados acima de $120K e um alvo final estimado em $206K. Entretanto, o contexto macroeconômico e a dominância do Bitcoin (BTC.D) em 60% devem ser monitorados de perto. O suporte do TOTAL2 em $1,10T indica que as altcoins ainda mantêm um fluxo de capital relevante, o que pode influenciar a estrutura geral do mercado.
Os movimentos recentes do Bitcoin demonstram um alto grau de manipulação estrutural, com liquidez sendo capturada de forma cirúrgica pelos grandes operadores. Enquanto a perda da VWAP, da POC do Volume Ancorado e os dados do CVD indicam pessimismo, esses mesmos fatores podem ser interpretados como sinais de uma nova acumulação institucional.
A chave para navegar esse ciclo complexo está na leitura precisa dos fluxos institucionais e na disciplina para operar contra a irracionalidade do mercado. Como reforça M.J. Huddleston "O mercado se move de forma eficiente entre regiões de desequilíbrio. Se você entender onde está o desequilíbrio, entenderá o próximo movimento do preço ", a atenção deve estar voltada não para o ruído de curto prazo, mas para a arquitetura invisível do fluxo de ordens.
Em tempos de incerteza, a paciência e a precisão são os maiores aliados do trader. Como sempre, Do Your Own Research (DYOR).
DOUGLAS, Mark. Trading in the Zone: Master the Market with Confidence, Discipline, and a Winning Attitude. New York: Prentice Hall, 2001.
HUDDLESTON, M.J. The ICT Mentorship Core Content. 2022.
WYCKOFF, Richard. Studies in Tape Reading. New York: Ticker Publishing Co., 1910.
WILLIAMS, Larry. Long-Term Secrets to Short-Term Trading. New York: Wiley, 2011.
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