Análise Aprofundada da Gerdau (GGBR4) e Projeção da TendênciaAnálise Aprofundada da Gerdau (GGBR4) e Projeção da Tendência para o Final do 3º Trimestre de 2025
1. Resumo Executivo
O presente relatório detalha uma análise aprofundada da Gerdau S.A. (GGBR4), examinando seu desempenho financeiro e operacional consolidado e por segmento entre o 1º trimestre de 2024 (1T24) e o 2º trimestre de 2025 (2T25). A análise considera a influência de tarifas e medidas comerciais, além de uma avaliação comparativa com pares do setor. O cenário que emerge é um de dualidade estratégica, onde a Operação de Negócio (ON) América do Norte atua como um baluarte de resiliência e crescimento, compensando um ambiente de mercado severamente desafiador no Brasil, que é impactado por uma sobreoferta global e um nível recorde de importações. A gestão da Gerdau tem demonstrado uma disciplina financeira notável, mantendo um balanço sólido e implementando uma estratégia de alocação de capital que é, em muitos aspectos, contracíclica, direcionando investimentos significativos para projetos de longo prazo no Brasil, mesmo diante das dificuldades atuais.
A projeção para o 3T25 e o final de 2025 aponta para uma tendência de recuperação gradual e sustentada. Essa tendência é impulsionada, em grande parte, pela performance robusta da América do Norte e pela maturação incipiente de projetos estratégicos no Brasil. O preço de fechamento de R$16,68 em 25/09/2025, objeto desta análise, é avaliado como conservador, pois reflete uma percepção de mercado que pode estar subvalorizando o potencial de crescimento de longo prazo da companhia. Analistas de mercado, em sua maioria, convergem em um preço-alvo mais elevado para o final de 2025, sugerindo um potencial de valorização que ainda não foi totalmente refletido no preço atual das ações.
2. Análise Financeira Consolidada: Tendência de 2024 a 2T25
O desempenho consolidado da Gerdau no período de 2024 a 2T25 revela uma empresa que, apesar de enfrentar um macroambiente adverso e volátil, conseguiu manter a sua estabilidade financeira e dar continuidade à sua estratégia de longo prazo.
Receita Líquida e Vendas de Aço
A Receita Líquida consolidada da Gerdau demonstrou uma resiliência notável ao longo do período. Após um desempenho de R16,21bilho~esno1T24 ,areceitacresceusequencialmente,alcanc\candoR17,38 bilhões no 3T24 e se estabilizando em torno de R$17,5 bilhões no 2T25.3 O volume de vendas de aço acompanhou essa tendência, registrando 2,7 Mt no 1T24, 2,8 Mt no 3T24, e 2,8 Mt no 2T25.1 Este padrão demonstra a capacidade da companhia de manter o volume de vendas e a receita, mesmo em um cenário de sobreoferta global de aço.1 A flutuação da receita em Reais é, em parte, um reflexo do efeito cambial da conversão dos resultados da Operação América do Norte, que é o principal pilar de rentabilidade da companhia.1
EBITDA Ajustado e Rentabilidade
O EBITDA Ajustado da Gerdau oscilou no período, mas sua base demonstrou-se sólida. Após um valor de R2,81bilho~esno1T24eumaquedaparaR2,62 bilhões no 2T24, o EBITDA ajustado se recuperou para R3,02bilho~esno3T24,antesdefecharoanode2024emR2,39 bilhões.1 A recuperação sequencial em 2025 é notável, com o EBITDA Ajustado subindo de R
2,40bilho~esno1T25paraR2,56 bilhões no 2T25.1 A margem EBITDA, no entanto, foi pressionada por um cenário de custos elevados e preços de venda mais baixos, caindo de 17,4% no 1T24 para 15,8% no 2T24.2 A recuperação da rentabilidade em 2025 é um reflexo da capacidade da empresa de se ajustar e otimizar suas operações, com o Lucro Líquido Ajustado subindo 14% no 2T25 em relação ao 1T25.1 O EBITDA anual consolidado de 2024 foi de R$10,8 bilhões.1
Fluxo de Caixa e Alocação de Capital
A Gerdau demonstrou uma disciplina estratégica na alocação de capital. O Fluxo de Caixa Livre (FCL) teve um ponto de inflexão importante no 2T24, tornando-se positivo em R89milho~es,revertendooresultadonegativodeR-610 milhões do trimestre anterior.1 No entanto, os trimestres subsequentes viram um aumento nos investimentos em CAPEX e, consequentemente, um FCL negativo, de R$-1.252 milhões no 1T25 e R$-773 milhões no 2T25.1 O CAPEX de R
6,2bilho~esem2024eoplanodeR6,0 bilhões para 2025, com foco em manutenção e competitividade, são o principal motor desses resultados de fluxo de caixa.1 Essa alocação de capital é um elemento central da estratégia da companhia, que visa fortalecer sua posição de mercado a longo prazo.
Saúde Financeira e Alavancagem
A alavancagem da companhia, medida pela Dívida Líquida/EBITDA, manteve-se em patamares baixos e saudáveis, variando de 0,32x no 3T24 para 0,85x no 2T25.1 Esse aumento na alavancagem em 2025 reflete a estratégia da empresa de financiar seus projetos de crescimento e alongar o perfil de vencimento de sua dívida. No 2T25, a empresa reforçou sua liquidez com a emissão de bonds no valor de US
650milho~esededebe^nturesdeR1,4 bilhão, o que garante os recursos necessários para a execução de sua estratégia de crescimento de longo prazo.1 A estabilidade do EBITDA consolidado em 2025, em um contexto de mercado brasileiro extremamente volátil e com margens pressionadas, não é acidental. Esse desempenho é um testemunho da eficácia da diversificação geográfica, com a performance robusta e previsível da Operação América do Norte atuando como um baluarte para o grupo e compensando o desempenho mais fraco do Brasil. Isso é corroborado pelo fato de que a América do Norte foi responsável por 61% do EBITDA consolidado no 2T25.1
📊 Resumo Financeiro Trimestral (R$ milhões)
🔹 Receita Líquida Consolidada A empresa manteve uma trajetória de crescimento estável:
1T24: R$ 16.210
2T24: R$ 16.616
3T24: R$ 17.378
4T24: R$ 16.822
1T25: R$ 17.375
2T25: R$ 17.526 📈 Tendência positiva, com leve oscilação no final de 2024.
💰 EBITDA Ajustado Indicador de desempenho operacional:
Pico em 3T24 com R$ 3.016
Queda no 4T24 (R$ 2.391), mas recuperação gradual em 2025 📉 Oscilação indica desafios operacionais no fim de 2024.
📈 Lucro Líquido Ajustado
3T24 foi o melhor trimestre: R$ 1.432
Queda acentuada no 4T24: R$ 666
Recuperação em 2025, chegando a R$ 864 no 2T25 💡 Lucro ainda abaixo do pico, mas em trajetória de recuperação.
🏗️ CAPEX (Investimentos)
Forte aumento no 4T24: R$ 2.396
Mantém patamar elevado em 2025 🔧 Indica foco em expansão e modernização.
📉 Dívida Líquida / EBITDA (LTM)
Melhor índice em 3T24: 0,32x
Crescimento da alavancagem em 2025, chegando a 0,85x ⚠️ Atenção ao aumento da dívida em relação ao desempenho operacional.
💸 Fluxo de Caixa Livre
Forte geração no 3T24: R$ 2.974
Queda nos trimestres seguintes, com valores negativos em 1T25 e 2T25 🚨 Sinal de pressão no caixa, possivelmente devido ao alto CAPEX.
3. Análise Detalhada por Segmento Operacional
A performance consolidada da Gerdau é um resultado direto da dinâmica de cada um de seus principais mercados, com contrastes evidentes entre os segmentos.
3.1. Operação América do Norte: O Pilar da Rentabilidade
A América do Norte tem sido o principal motor de crescimento da Gerdau. No 2T25, o volume de vendas de aços longos foi de 1.256 mil toneladas, um aumento de 2,2% em relação ao 1T25, com a Receita Líquida crescendo 4,2% para R9,14bilho~es. Arentabilidadedosegmentofoinotaˊvel,comoEBITDAdisparandoparaR1,64 bilhão, um crescimento de 36,5% em relação ao trimestre anterior, e a margem EBITDA se expandindo para 17,9%.1 A utilização da capacidade se manteve em patamares robustos, com a aciaria e os laminados operando a 86% e 89%, respectivamente.1
A forte performance é atribuída à demanda resiliente do setor de construção não-residencial e de infraestrutura. A carteira de pedidos (backlog) se manteve em patamares elevados, com uma média de 75 dias no 2T25, o que indica uma demanda contínua e saudável.1 A expansão do "metal spread" (a diferença entre o preço de venda e o custo da sucata) e a redução das importações, em função da reaplicação de tarifas comerciais como a Seção 232 nos Estados Unidos, também contribuíram significativamente para a rentabilidade do segmento.1
3.2. Operação Brasil: O Desafio das Importações e a Estratégia de Otimização
O mercado brasileiro tem enfrentado um cenário extremamente competitivo. A taxa de penetração de aço importado atingiu um recorde histórico de 26% no 2T25, um aumento de 3,9 pontos percentuais em relação ao 2T24.1 Esse volume recorde de importações, proveniente principalmente da China, tem gerado uma intensa pressão sobre os preços no mercado doméstico, impactando negativamente os volumes de vendas e as margens do segmento.1 O EBITDA do segmento Brasil foi de R$854 milhões no 2T25, uma queda de 2,4% em relação ao 1T25, e a margem EBITDA recuou de 14,6% para 12,0%.1
Em resposta a esse cenário desafiador, a Gerdau implementou iniciativas de otimização e redução de custos, incluindo a hibernação de unidades em 2024, que geraram custos não recorrentes no 2T24.1 A empresa também está focada em projetos estratégicos de CAPEX para aumentar sua competitividade a longo prazo. O
start-up da expansão de bobinas a quente na unidade de Ouro Branco ocorreu no 1T25, com um potencial de geração de EBITDA de aproximadamente R400milho~es. Aleˊmdisso,oprojetodeMinerac\ca~oMiguelBurnier,comprevisa~ode∗start−up∗no4T25eumpotencialdeEBITDAdeaproximadamenteR1,1 bilhão, está com 72% de avanço físico.1
Essa alocação de capital em projetos de longo prazo no Brasil, mesmo em um ambiente de mercado desfavorável, é uma demonstração de confiança nos fundamentos de demanda do país (construção civil, indústria automotiva) e na eventual superação das distorções causadas pelas importações. A Gerdau está optando por absorver a pressão de custos e margens no curto prazo para se posicionar com uma vantagem competitiva sustentável no futuro.
🏭 Desempenho Operacional – 1T25 e 2T25
🌎 América do Norte 🔹 Volume de Vendas:
1T25: 1.229 mil toneladas
2T25: 1.256 mil toneladas 📦 Crescimento leve, mas consistente.
🔧 Utilização da Aciaria:
1T25: 81%
2T25: 86% 🔥 Alta eficiência na produção de aço.
🌀 Utilização de Laminados:
1T25: 86%
2T25: 89% 📈 Operação quase no limite da capacidade.
💰 EBITDA:
1T25: R$ 1.198 milhões
2T25: R$ 1.635 milhões 🚀 Forte crescimento operacional.
📊 Margem EBITDA:
1T25: 13,7%
2T25: 17,9% 💎 Margem robusta, refletindo boa rentabilidade.
🇧🇷 Brasil 🔹 Volume de Vendas:
1T25: 1.340 mil toneladas
2T25: 1.356 mil toneladas 📦 Mantém liderança em volume.
🔧 Utilização da Aciaria:
Ambos os trimestres: 73% ⚙️ Estabilidade, mas abaixo da América do Norte.
🌀 Utilização de Laminados:
1T25: 57%
2T25: 60% 📉 Capacidade ociosa ainda elevada.
💰 EBITDA:
1T25: R$ 877 milhões
2T25: R$ 854 milhões 📉 Leve queda, sinal de pressão nos custos.
📊 Margem EBITDA:
1T25: 14,6%
2T25: 12,0% ⚠️ Redução na rentabilidade.
4. Influência de Tarifas e Medidas Comerciais
A política comercial global exerce uma influência decisiva no desempenho da Gerdau em seus diferentes segmentos.
No Brasil, a importação de aço tem sido o principal obstáculo. A taxa de penetração de aço importado escalou de 18,5% em 2024 para 26% no 2T25 1, um volume considerado um recorde histórico. A Gerdau tem expressado publicamente a ineficácia do atual sistema de cota-tarifa e a urgência por aprimoramentos, como a implementação de uma salvaguarda emergencial e maior celeridade nos processos de antidumping.1 A lentidão na resposta governamental a essa questão representa um risco explícito para a sustentabilidade do mercado doméstico, sendo um fator de incerteza para a operação brasileira.1
Em forte contraste, as operações da Gerdau na América do Norte se beneficiam diretamente de um ambiente mais protecionista. A reaplicação de tarifas como a Seção 232 nos Estados Unidos e outras políticas comerciais favoráveis têm reduzido o nível de importações na região. Esse cenário permite que a Gerdau se beneficie de um mercado mais equilibrado, com margens e preços mais saudáveis.1
Existe uma interconexão entre as políticas de tarifas dos EUA e a pressão de mercado no Brasil. Ao restringir o acesso ao mercado norte-americano, o excesso de aço de outros países, principalmente a China, é redirecionado para mercados menos protegidos como o brasileiro. O relatório da Gerdau para o 2T25 explicita o risco de "novos recordes de importação caso não haja aprimoramento nos mecanismos de defesa comercial" no Brasil.1 Isso demonstra que o protecionismo em uma região pode gerar um efeito cascata em outra, e a diversificação geográfica da Gerdau é o mecanismo estratégico para mitigar esse risco sistêmico.
5. Múltiplos e Comparação com Pares do Setor
A avaliação da Gerdau (GGBR4) deve ser analisada à luz de sua disciplina financeira e seu posicionamento estratégico em relação aos seus pares.
A Gerdau apresenta um perfil de alavancagem extremamente saudável e conservador para um setor de uso intensivo de capital. A relação Dívida Líquida/EBITDA de 0,85x no 2T25 é um patamar baixo, apesar de ter aumentado em relação aos trimestres anteriores devido aos investimentos.8 A Gerdau negocia com um P/L de aproximadamente 10,3x, enquanto o P/S é de 0,51x, o que sugere uma avaliação atrativa.10
Em comparação com concorrentes nacionais, o contraste é evidente. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) apresenta um nível de alavancagem significativamente maior, com uma relação Dívida Líquida/EBITDA de 6,10x, o que a coloca em uma posição de maior risco financeiro.12 A Usiminas (USIM5), por sua vez, tem um perfil que sugere um múltiplo de avaliação mais baixo devido às altas exigências de investimento e ao Fluxo de Caixa Livre negativo projetado para o futuro próximo.13
A análise de pares internacionais reforça a dinâmica regional. A Nucor (NUE), um dos maiores players da América do Norte, reportou um sólido EBITDA de US$1,30 bilhão e um aumento na utilização de capacidade para 85% no 2T25 14, validando a tese de que o mercado norte-americano goza de boa saúde. A Ternium (TX) também teve um desempenho robusto no 2T25, impulsionado pela alta nos preços do aço no México.15
Há uma lacuna entre a percepção de risco do mercado e o valor fundamental da Gerdau. Apesar dos múltiplos favoráveis e da forte recomendação de compra por analistas, com preços-alvo entre R20,00eR23,00 para o final de 2025 16, a ação GGBR4 negocia a um preço significativamente inferior. Essa diferença sugere que o mercado pode estar supervalorizando os desafios do Brasil e subvalorizando a performance consistente da América do Norte e o potencial de longo prazo dos projetos de CAPEX. A disciplina financeira da Gerdau em um setor conhecido por seus ciclos de alta alavancagem é um diferencial que justifica a confiança dos analistas em uma reavaliação futura da ação.
📊 Comparativo de Múltiplos Financeiros – Gerdau, CSN e Usiminas
🏢 Gerdau (GGBR4) 🔹 P/E (Preço/Lucro): 10.3x 📈 Valorização moderada em relação ao lucro. 🔹 Dívida Líquida/EBITDA: 0.85x 💼 Alavancagem controlada. 🔹 Dividend Yield (TTM): 3.53% 💸 Retorno razoável ao acionista. 🔹 Dívida Bruta: R$ 18,1 bilhões (2T25) 📉 Dívida sob controle. 🔹 EV/EBITDA: n/a ❓ Informação não disponível.
🏗️ CSN (CSNA3) 🔹 P/E (Preço/Lucro): n/a ❓ Sem dados disponíveis. 🔹 EV/EBITDA: 5.13x 📊 Valorização mais agressiva frente ao EBITDA. 🔹 Dívida Líquida/EBITDA: 6.10x ⚠️ Alavancagem elevada, exige atenção. 🔹 Dividend Yield (TTM): 10.09% 💰 Excelente retorno ao acionista. 🔹 Dívida Bruta: R$ 52,64 bilhões (último dado) 📉 Nível de endividamento bastante alto.
🏭 Usiminas (USIM5) 🔹 P/E (Preço/Lucro): 10.3x 📈 Valorização semelhante à Gerdau. 🔹 EV/EBITDA: 3.0x (estimado para 2026) 🔮 Expectativa de bom desempenho futuro. 🔹 Dívida Líquida/EBITDA: 0.50x ✅ Alavancagem muito baixa. 🔹 Dividend Yield (TTM): n/a ❓ Sem dados disponíveis. 🔹 Dívida Bruta: n/a ❓ Informação não divulgada.
6. Projeção e Tendência da Ação GGBR4 para o 3º Trimestre de 2025 e Final de 2025
Com base na análise multifacetada, é possível traçar uma projeção para a tendência da ação GGBR4.
A previsão de analistas aponta para um aumento de 5% no EBITDA consolidado no 3T25, para R$2,7 bilhões, em relação ao 2T25.7 Esse crescimento será impulsionado pela América do Norte, que deve continuar com volumes fortes e expansão de margens.1 No Brasil, a pressão das importações deve continuar, mas há uma expectativa de recuperação de margens no 2S25 devido à redução de custos operacionais.1 O
start-up da expansão de bobinas a quente no 1T25 e o avanço da mineração de Miguel Burnier, com previsão de start-up no 4T25, podem gerar um otimismo adicional no mercado, levando o preço das ações a refletir parcialmente o futuro potencial de EBITDA desses projetos.1
O preço de R$ 16,68,comfechamentoem25/09/2025,representaumaavaliac\ca~oconservadoraparaaGerdau.Estevalorestaˊsignificativamenteabaixodoprec\co−alvodeR20,00 da Genial e R23,00daXPInvestimentosparaofinalde2025. Atende^nciaparaaac\ca~ono3T25enofinalde2025eˊdealta,aˋmedidaqueomercadocomec\caaprecificaratesedeinvestimentodelongoprazodaGerdau.Oprec\coatualeˊmaiscompatıˊvelcomumavisa~odecurtoprazoquesuperestimaosriscosdaimportac\ca~onoBrasilena~oatribuivalortotalaosprojetosdecrescimento.Paraqueaac\ca~oatinjaoprec\co−alvodeR23, seria necessária uma valorização de aproximadamente 38%, o que é viável, mas depende da materialização de resultados operacionais mais fortes e de um cenário mais favorável no mercado brasileiro.
A reavaliação da GGBR4 do seu preço atual para os patamares-alvo previstos pelos analistas não é um evento passivo; ela dependerá de catalisadores específicos. Os principais catalisadores seriam: 1) o aumento tangível e reportado do EBITDA proveniente dos projetos de expansão recém-concluídos (Bobinas a Quente e Mineração Miguel Burnier) 1; e 2) uma ação governamental mais decisiva no Brasil para conter as importações de aço, reduzindo o risco do mercado doméstico.1 Enquanto esses catalisadores não se concretizarem, a ação pode continuar a negociar com um prêmio de risco, mesmo com fundamentos sólidos. A principal ameaça a essa tendência de alta seria a manutenção do cenário de importações descontroladas no Brasil, que poderia erodir as margens e a confiança do mercado, e a incerteza macroeconômica global, incluindo a manutenção de altas taxas de juros, que pode impactar a demanda por aço.
7. Conclusão e Perspectivas de Longo Prazo
A Gerdau S.A. demonstrou uma notável capacidade de adaptar-se a um cenário global e doméstico volátil. Sua estratégia de diversificação geográfica, com a Operação América do Norte atuando como um baluarte de rentabilidade, tem sido fundamental para a resiliência dos resultados consolidados. Embora a Operação Brasil enfrente desafios significativos, a disciplina de capital da empresa e os investimentos estratégicos de longo prazo a preparam para um ciclo de mercado mais favorável.
O preço de R$16,68 em 25/09/2025, se mantido, representa uma oportunidade de investimento, dada a diferença para os preços-alvo dos analistas. A tendência futura da GGBR4 dependerá da continuidade da performance na América do Norte e da materialização dos ganhos de eficiência e EBITDA dos projetos de crescimento no Brasil. O mercado, que atualmente precifica o risco, provavelmente começará a precificar o potencial de retorno à medida que a empresa entregar os resultados esperados, tornando a tese de valorização bastante sólida no médio e longo prazo.
Siderurgica
CSNA3 - ANÁLISE GRÁFICA 60M - PROJEÇÃONo gráfico de 60m, CSNA3 rompeu a média de 21 períodos (Rosa) e a LTB (Linha Azul).
Em um cenário positivo, na segunda-feira poderá testar a média de 200 períodos como resistência e posterior recuar até a Média de 21 como suporte, encontrar força compradora e na segunda tentativa romper em busca da M400.


