Brent cai abaixo dos $80 com tréguas entre EUA e Irão
Os preços do petróleo Brent caíram no início da negociação desta quarta-feira, prolongando o impulso das sessões recentes e descendo abaixo do nível dos $80, atingindo um mínimo de três meses. O principal fator por detrás desta movimentação têm sido as notícias em torno de um acordo de paz entre os EUA e o Irão. As duas partes deverão formalizar a sua intenção de pôr fim à guerra com a assinatura de um memorando de entendimento na sexta-feira. Entretanto, há relatos de que o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz aumentou, refletindo um abrandamento das restrições, e gerando expectativas crescentes de que uma reabertura total possa ocorrer após sexta-feira. A confirmar-se, este cenário permitirá, após algum tempo, a normalização da oferta proveniente da região. Neste contexto, espera-se que os preços do petróleo se mantenham próximos dos níveis atuais até que a próxima fase do processo seja confirmada na sexta-feira, após o que poderá haver margem para novas descidas em direção aos níveis pré-guerra.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Petroleo
Ouro Sobe com Otimismo Geopolítico e Queda do Petróleo
O preço do ouro registou uma ligeira subida no arranque da sessão europeia desta sexta-feira, ultrapassando os 4.500 dólares. Notícias divulgadas pela imprensa apontam para uma elevada probabilidade de os Estados Unidos e o Irão prolongarem o atual cessar-fogo por 60 dias, o que desencadeou uma queda dos preços do petróleo e reduziu as expectativas de novas subidas das taxas de juro. O Brent atingiu mínimos de várias semanas, negociando abaixo dos 93 dólares por barril, num contexto de esperança de que as perturbações no Golfo Pérsico possam aliviar e de que possa surgir um caminho realista para uma normalização plena. As negociações entre os Estados Unidos e o Irão aumentaram o otimismo de que poderá eventualmente ser alcançado um acordo de longo prazo. Espera-se que a redução dos custos energéticos alivie as pressões inflacionistas, diminuindo as expectativas mais agressivas em torno da Reserva Federal, que recentemente têm apoiado o dólar norte-americano e as yields das Treasuries, ao mesmo tempo que pressionam o metal precioso. Neste contexto, os investidores continuarão a acompanhar de perto os desenvolvimentos relacionados com o impasse em curso no Estreito de Ormuz. Qualquer progresso substancial que reforce a perspetiva de normalização no Golfo Pérsico poderá abrir espaço para novas quedas nos preços da energia, aliviando as preocupações com a inflação e reduzindo as expectativas de aperto monetário adicional por parte dos bancos centrais, uma dinâmica que poderá apoiar os preços do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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S&P 500 sobe com expectativas de acordo EUA–Irão
O S&P 500 sobe no arranque desta segunda-feira, negociando nos 6.610 pontos, após a Reuters ter avançado que está a ser negociado um cessar-fogo entre os EUA e o Irão, mediado pelo Paquistão. O “acordo de Islamabad”, como está a ser designado, implicaria um compromisso por parte do Irão de não desenvolver armas nucleares, em troca de uma redução das sanções internacionais. Esta é apenas a mais recente tentativa de desescalada e os investidores estarão atentos à reação de ambas as partes ao longo do dia. Durante o fim de semana prolongado, as hostilidades continuaram e o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ataques de larga escala caso o Irão não aceite um cessar-fogo até terça-feira.
Henrique Valente – ActivTrades
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Análise Técnica e Macroeconômica Petróleo BRENT e WTI (03.04.26)Petróleo BRENT (Gráfico Diário):
- Futuros do Petróleo Brent ainda em forte tendência de alta. A cotação da commodity segue tendo como principal drive o conflito USA x Irã. Após atingir alvo de 161,8% de Fibonacci, ativo fez uma curta correção até a retração de 38,2% da última pernada de alta (indicando ainda sua forte tendência de alta), movimento que também se caracteriza como um “halt” na MM20 e no alvo de 100%.
- Próximo Alvo (200% projeção de Fibonacci) = US$122,59
- Gráfico Semanal:
Petróleo WTI (Gráfico Diário):
- Mesmo comportamento do Brent, ou seja, tendência de alta forte caracterizada pelo preço formando topos e fundos ascendentes, médias de curto prazo e longo prazo alinhadas e ascendentes. Ativo dando continuidade à sua movimentação de alta após fazer um “halt” na retração de 50% da alta prévia em confluência com a MM20 ascendente.
- Próximo Alvo (200% projeção de Fibonacci) = US$122,74
MACROECONOMIA E GEOPOLÍTICA:
- Petróleo WTI supera BRENT em meio a choque geopolítico, mas o que isso significa? O mercado de petróleo voltou a operar sob forte estresse nesta quinta-feira (2), depois que o presidente Trump disse que o país manteria os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra. Os preços dispararam, e o petróleo WTI fechou o pregão sendo negociado acima do Brent. A cotação do WTI acima do BRENT é um movimento incomum, já que o BRENT tradicionalmente carrega um prêmio por refletir melhor o mercado global.
À primeira vista, a inversão do spread poderia sugerir uma mudança na dinâmica dos preços do petróleo. Mas essa inversão deve ser interpretada com cautela. O movimento não indica uma mudança estrutural no equilíbrio dos benchmarks, mas sim um fenômeno predominantemente técnico decorrente da rolagem de contratos.
O preço do WTI fechou cotado a US$112/bbl. Enquanto o Brent fechou a US$109. O detalhe a ser observado na comparação dos dois benchmarks é que eles não estavam sendo negociados com o mesmo vencimento. O contrato do BRENT expirou em 31 de março (conforme regra da ICE). Com isso, o BRENT de referência já era o contrato de Junho, enquanto o WTI ainda era negociado no contrato de maio (um vencimento mais curto e, portanto, mais sensível a choques imediatos de oferta).
Esse desalinhamento de vencimentos ocorre em um momento de forte backwardation na curva do petróleo, ou seja, os preços para entrega imediata ficam relativamente acima dos preços dos contratos mais longos (em cenários de risco elevado, o prêmio pelos barris disponíveis no curto prazo tende a se intensificar). Na prática, significa que o contrato de maio incorpora um prêmio maior. Portanto, trata-se de uma diferença de prazo, não de fundamento estrutural.
- Expectativa de acordo no Estreito de Ormuz impulsiona ativos de risco: a solução externada pelo Trump em seu discurso instando os aliados da OTAN a assumirem a responsabilidade por garantir o fluxo através do Estreito de Hormuz não foi ruim. “Os países do mundo que recebem o petróleo através do Estreito devem cuidar dessa passagem”. O Irã está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego através do Estreito de Ormuz. E, na minha opinião, o Irã também tem interesse do petróleo fluir, precisa de dinheiro. E, hoje, o petróleo iraniano têm prêmio positivo sendo negociado com um prêmio em relação ao preço de referência global do petróleo bruto Brent pela primeira vez desde 2022, conforme matéria da Bloomberg “Preços do petróleo iraniano atingem um prêmio pela primeira vez desde 2022”. Ou seja, reforça o argumento de que o Irã tbm possui interesse na reabertura do Estreito de Ormuz. O que de fato não seria uma questão ruim para o Irã e, para o mundo, que precisa de petróleo (Europa, Ásia etc.). Para os USA, tbm seria uma questão favorável pois, respalda mais ainda o discurso vitorioso do governo Trump. Assim, as tensões geopolíticas, em teoria, tenderiam a se aluviar. Porém, o constante aumento da tensão do conflito e a imprevisibilidade dos seus players ainda podem gerar volatilidade e imprevisibilidade.
IBOV realidade bateu a porta, o que vem?IBOV realidade bateu a porta, o que vem?
⚠️ Riscos e desafios
Inflação persistente: combustíveis e energia podem manter pressão até o fim do ano.
Credibilidade do BC: se cortar juros cedo demais, pode perder confiança do mercado.
Atividade econômica: juros altos por mais tempo reduzem crédito e consumo, afetando crescimento.
📌 Conclusão
O choque do petróleo trouxe de volta o fantasma da inflação e mudou o jogo da política monetária. O mercado, que esperava cortes consistentes na Selic, agora se vê diante da possibilidade de nenhum corte adicional em 2026. Para o Brasil, isso significa crescimento mais fraco, crédito caro e pressão sobre famílias e empresas.
Os mercados globais reagiram com forte volatilidade após Donald Trump declarar o fim da trégua no conflito no Oriente Médio. O petróleo voltou a superar os US$ 100 por barril, bolsas de tecnologia caíram e investidores recalibraram expectativas diante do risco de prolongamento da guerra.
📉 Impactos imediatos nos mercados
Petróleo Brent: voltou a ultrapassar a marca simbólica de US$ 100/barril, impulsionado pela escalada da guerra e pela paralisação parcial do fluxo de energia no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Bolsa de Valores: ações de tecnologia sofreram quedas expressivas, refletindo o temor de juros mais altos e menor apetite por risco.
Moedas emergentes: oscilações intensas frente ao dólar, com investidores buscando ativos considerados mais seguros.
⚖️ Contexto político e geopolítico
Trump havia sinalizado anteriormente que havia negociações com o Irã, o que chegou a aliviar os mercados e derrubar o preço do petróleo.
Ontem, porém, a narrativa mudou: ele afirmou que não há cessar-fogo e que os EUA podem retomar ataques pontuais contra o Irã.
Essa mudança brusca de discurso aumentou a percepção de risco e trouxe instabilidade para os investidores.
Análise Técnica Petróleo BRENT e Petróleo WTI (24.03.2026)Petróleo BRENT (Gráfico Diário):
- Bolsas recuam, enquanto petróleo dispara e dólar sobe, com Irã resistente a negociar acordo de paz. As bolsas americanas ampliaram queda no final do pregão (Dow Jones -0,21%; S&P500 -0,37%; Nasdaq -0,70%), reagindo ao avanço do petróleo (Brent +3,71%, a US$ 103,80 e WTI +3,45%, a US$91,91), que por sua vez reflete as notícias de que o Irã segue resistente nas negociações de um acordo de paz. Segundo a Bloomberg, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão perdendo a paciência com o Irã e consideram entrar em guerra.
- Futuros do Petróleo ainda em forte tendência de alta negociados acima da faixa dos U$100,00, apesar de terem realizado uma leve correção nos últimos dias.
- Próximo Alvo (200% projeção de Fibonacci) = US$120,59
Petróleo WTI (Gráfico Diário):
- Próximo Alvo (200% projeção de Fibonacci) = US$122,74
MACROECONOMIA E GEOPOLÍTICA:
- Indicadores econômicos divulgados hoje foram os PMi’s (preliminares) é o indicador de mais alta frequência que o mercado dispõe para medir a atividade econômica. Lembrando que este é um “soft data” e não um “hard data”. Teoricamente os BC’s não olham com a mesma atenção os soft datas como olham os dados oficiais dos hard datas. PMI’s do mundo inteiro USA, Zona Euro, Alemanha, mostrando a mesma sinalização = perda de crescimento econômico principalmente nos serviços e alta da inflação. Ademais, os PMIS Globais apresentaram um sincronismo ao reflexo do choque do petróleo. A dúvida agora é como os BC’s ao redor do mundo irão reagir. Ressalto novamente, o mercado pode olhar esses dados e compará-los com as projeções que o mundo falava (antes da guerra) = crescimento de 3,5% e inflação de 2,5% – 2,7% caindo devagar e, agora, se depara com a possibilidade de um crescimento econômico anualizado em torno de 1,0% e inflação acelerando de volta para os 4,0%. Não afirmo que essa seja a realidade mas, novamente alerto o risco crescente da economia mundial estar entrando em um cenário de estagflação.
- Bloomberg = “PMI da Zona do Euro cai para o nível mais baixo dos últimos 10 meses, alertando para estagflação.”
- Bloomberg = “Crescimento da atividade empresarial dos USA arrefece com aumento de preços devido à guerra no Irã.”
- Assim como nos PMI da Zona do Euro nos USA o indicador que veio abaixo do esperado e apresentou o pior desempenho também foi o de serviços.
- Em um cenário de estagflação, o mercado busca por segurança direcionando seu capital para ativos mais defensivos como: energia (commodity), consumo discricionários, utilities que é o que está subindo no mundo atualmente.
- Em resumo, mercado permanece volátil e sem direcionamento. Com o primeiro dado de atividade econômica de mais alta frequência (que é a pesquisa dos gerentes de compra) dando o primeiro sinal de que a economia pode realmente desacelerar e a inflação aumentar.
- Chamo atenção novamente sobre a real eficácia de um ajuste na política monetária pois, no cenário atual com a economia desacelerando, como um BC irá cortar juros com uma inflação de “4,0%”?, ou, como ele irá subir juros com um crescimento de “1%”, mercado de trabalho desacelerando e problemas de crédito?
IBOV - AÇOES:
• PETR4 = ainda em forte tendência de alta, após atingir alvo de 200% a R$47,34 fez um halt na MME9 e retomou movimentação de alta. OBV = confirmando tendência de alta.
• PRIO4 = apesar da alta forte apresentada no 1T/26, ativo ainda se encontra em tendência de alta sem indicação de reversão. No momento, acabou de atingir alvo de 200% a R$68,59.
Análise Técnica e Macroeconômica do PETRÓLEO (16.03.2026)Petróleo BRENT (Gráfico DIÁRIO):
• Contratos Futuros do Petróleo Brent ainda negociados acima dos US$100,00/barril . Preços do Brent ainda em patamares mais mais altos refletindo os fortes ataques que os USA fizeram na principal ilha exportadora do Irã (Ilha de Kharg,). Nas duas últimas semanas o preço do barril de petróleo já subiu 40%. O movimento ocorre em meio às contínuas ameaças do presidente Trump em atacar a infraestrutura de exportação da commodity do Irã na Ilha de Kharg, caso o país continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz (o território é considerado estratégico por responder por cerca de 90% da exportação de petróleo do Irã).
- Próximo Alvo (100% projeção de Fibonacci) = US$120,89
Petróleo BRENT (Gráfico SEMANAL):
MACROECONOMIA E GEOPOLÍTICA:
• O conflito no Oriente Médio entra na terceira semana, sem negociações diplomáticas e sob a ameaça de Trump de atacar o Irã “com muita força” nos próximos dias - esvaziando a previsão de que a guerra acabaria “em breve”. O Pentágono estima mais a quatro a seis semanas para completar a missão. Porém, por hora, não vemos perspectivas do final da guerra.
• The Wall Street Journal (manchete) = "Trump deve anunciar uma coalisão internacional para escoltar navios petroleiros através do Estreito de Ormuz." Trump também alerta que a OTAN "enfrentará um futuro muito sombrio se os aliados não ajudarem os EUA no conflito contra o Irã."
• Preços do petróleo acima do nível de US$100,00 impactam fortemente no custo do frete marítimo (um importante drive). Análises de alguns bancos já indicam a possibilidade do preço do Brent futuro na casa dos US$120 dólares.
• Este tipo de "shock" no petróleo, principalmente, caso se estenda por um período mais longo tem um caráter estaglaflacionário. Estávamos em um período de recuperação econômica, e esse conflito pode gerar um período de estagflação . Porque tem um impacto importante na inflação mas, ao mesmo tempo, devido a imprevisibilidade econômica e, elevados riscos geopolíticos, promove uma desaceleração mais forte da atividade econômica. Afetando a economia mundial e impactando principalmente os países desenvolvidos. Os quais, certamente serão pressionados por um aumento da inflação levando a um menor crescimento econômico mundial. Fator que contesta a eficácia de ajustes na política monetária, no caso, um corte de juros para tentar conter esse choque inflacionário.
• A retomada logística da movimentação do petroleo através do estreito tenderia a fazer o preço do petróleo a ir diminuindo tendendo a normalizar essa crise econômica internacional. Isso dependerá fundamentalmente de quanto tempo o Estreito de Ormuz ainda ficara fechado. Uma liberação mais rápida ajudaria. Se a situação se prolongar, pode ter um efeito muito pior ao que estamos vendo.
• BRASIL = a decisão do Governo Federal em taxar as impostações de petróleo pode causar um efeito contrário ao esperado. Reforçando o aumento da inflação e ajudando a caminharmos para uma estagflação.
• A perspectiva de uma ofensiva mais prolongada, que consolida o petróleo acima dos US$100 e pressiona a inflação, desperta especulações de última hora de que o COPOM limite o corte da Taxa Selic na próxima quarta-feira ou até mesmo opte por uma pausa. O FED, que também se reúne na quarta-feira ("Super-Quarta"), pode adiar para o 4T/2026 o início do ciclo de desaperto, antes esperado para junho.
IBOVESPA - AÇOES:
• PETR4 = ainda em forte tendência de alta, não apresentando triggres técnicos de uma reversão.
• PRIO4 = apesar da alta forte apresentada no 1T/26, ativo ainda encontra-se em tendência de alta sem indicação de reversão.
Petróleo estabiliza perto dos 90 dólares
Os preços do ouro registaram uma ligeira subida no início da sessão de terça-feira, mas permanecem abaixo dos 5.200 dólares. Apesar da guerra em curso no Irão, que aumentou o risco geopolítico e desencadeou uma subida acentuada dos preços da energia, trazendo a inflação novamente para o centro das atenções, o metal de refúgio tem tido dificuldade em consolidar ganhos desde o início do conflito. O aumento dos preços da energia e o seu impacto inflacionista reduziram as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, fortalecendo o dólar norte-americano e pressionando em alta as yields das obrigações do Tesouro dos EUA, o que, por sua vez, tem penalizado o ouro. Ao mesmo tempo, as fortes perdas nos mercados acionistas também exerceram pressão sobre o metal precioso, já que muitos investidores foram obrigados a vender ouro para satisfazer requisitos de margem noutras posições. Esta semana, o apetite pelo risco regressou após declarações do Presidente dos Estados Unidos que apontam para a possibilidade de o conflito começar a diminuir de intensidade no curto prazo. Os fluxos de investimento para as ações, numa altura em que muitos investidores veem uma oportunidade para “comprar na queda”, têm limitado o potencial de valorização do metal precioso, que ainda assim beneficiou da perda de fôlego do dólar. Neste contexto, os traders de ouro estão a evitar assumir posições de grande dimensão, aguardando maior clareza tanto sobre os desenvolvimentos relacionados com a guerra no Irão como sobre importantes dados de inflação nos Estados Unidos, cuja divulgação está prevista para esta semana.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Motivos pelos quais vendo petróleo contrato MaioNos últimos anos, o petróleo é central no debate macro principalmente por afetar diretamente a inflação de combustíveis e, não por acaso, ser fator de preocupação nas decisões políticas.
O preço do petróleo WTI orbita a casa dos US$ 65 por barril, enquanto a curva futura projeta um declínio gradual ao longo dos próximos anos, caminhando para algo próximo de US$ 57–58 no horizonte mais longo. O gráfico da curva futura indica que estamos em backwardation mesmo com toda a tensão no radar.
Backwardation é, em essência, prêmio de escassez no curto prazo. O mercado paga mais pelo barril hoje do que pelo barril de amanhã. Isso normalmente reflete oferta apertada, risco geopolítico latente ou estoques abaixo da média. Embora eu acredite que temos os três fatores, essa é a estrutura de quem ainda carrega incerteza imediata.
A principal incerteza é os conflitos no Oriente Médio, mas há uma mensagem adicional embutida na inclinação negativa da curva: o mercado não acredita que essa tensão vá persistir. A partir de 2027–2028, os contratos começam a precificar um ambiente mais confortável, com expansão marginal da oferta e talvez crescimento global menos vigoroso. Em outras palavras, o prêmio de curto prazo não vira tendência estrutural. Essa configuração produz alguns efeitos práticos relevantes:
Primeiro, o carrego é positivo para quem está comprando no curto prazo. Em backwardation, rolar posição tende a gerar ganho implícito, ao contrário do que ocorre em contango. Isso sustenta estratégias táticas e reforça o apetite especulativo enquanto o aperto durar.
Segundo, empresas produtoras enfrentam um dilema clássico de hedge. Travar preços longos significa aceitar valores estruturalmente menores que o preço a vista. Muitas optam por proteger fluxo de caixa no curto prazo e deixar parte da exposição aberta mais à frente, uma aposta implícita de que o mercado pode estar subestimando riscos — e aqui mora o risco de estar vendido em petróleo.
Terceiro, para economias dependentes de importação, o cenário ainda impõe pressão inflacionária no presente, mesmo que o mercado aposte em alívio gradual. A política monetária olha para o preço corrente, não para a promessa de queda em 2032.
Se houver choque adicional de oferta, seja por conflito, interrupção logística ou disciplina mais rígida de produção (OPEC+ reduzindo produção e guardando estoque), a backwardation pode se acentuar e deslocar a curva para cima como um todo. Se, ao contrário, a demanda global desacelerar de forma mais abrupta, o ajuste virá primeiro pelo spot, achatando a estrutura e favorecendo a venda no petróleo nos níveis atuais.
Penso que para os próximos 60 dias (próximos à expiração de maio), o mercado deve normalizar. Não acho que o caso do Irã tenha sido estressante vis-à-vis o que vimos de atuação na Venezuela, e ruído para cima é oportunidade, e o preço do barril operando acima de 75 dólares o barril complica a visão que sustentei neste texto.
Petr4 - atenção para o gráfico semanal, alta de 60%O gráfico semanal de petr4 chama atenção para o eventual rompimento do topo.
Petr4 - atenção para o gráfico semanal, alta de até 60% em movimentos anteriores.
Se repararmos o gráfico em datas anteriores, veremos comportamentos semelhantes, onde o preço cria uma congestão e após romper, tem uma alta expressiva.
O primeiro movimento
O primeiro movimento nos mostra que após rompida a congestão, o preço tem um pico de alta de aproximadamente 30% (variação de aproximadamente 8,67 pontos) . Tudo isso descontando os pagamentos de dividendos.
Entre o rompimento do movimento até seu topo, foram aproximadamente 280 dias
O segundo movimento
Já o segundo movimento é ainda mais agressivo. Tão logo que o preço de petr4 rompe a congestão, vemos um rali de alta de praticamente 60% (variação de aproximadamente 16,14 pontos) , já descontando os dividendos.
É com certeza um super movimento de alta.
Entre o rompimento do movimento até seu topo, foram aproximadamente 268 dias
Caso ocorra a repetição do movimento
Caso ocorra a repetição do movimento, podemos esperar um movimento de alta expressivo para petr4, tendo como alvos os seguintes:
- primeiro alvo = 41,00 (aproximadamente 30% de alta a partir do rompimento)
- segundo alvo = 48,50 (aproximadamente 50% de alta a partir do rompimento)
Perceba que os alvos têm uma variação percentual menor que os seus respectivos movimentos a serem replicados, isso porque o preço já está mais elevado, e consequentemente a variação percentual diminui.
Lembrando que esse conteúdo não é uma recomendação de compra ou venda de ativos. Sempre faça sua própria análise antes de tomar qualquer decisão de investimento.
WTI Pressiona em Baixa Perante Risco de Aumento da Oferta Global
Os preços do petróleo WTI caíram na abertura da sessão de segunda-feira, prolongando o ímpeto negativo da semana anterior. A descida do preço do crude reflete as expectativas de um crescimento mais lento da procura futura, numa altura em que a incerteza económica continua a limitar o optimismo. Ao mesmo tempo, o recente plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Ucrânia que, se implementado, poria fim às sanções impostas à Rússia que têm restringido as suas exportações de crude, está a influenciar o sentimento do mercado. Continua longe de estar garantido que o plano, na sua forma actual, seja aceite por Kiev e pelos seus aliados europeus. No entanto, a posição firme assumida pela administração norte-americana ao tentar fazer avançar a proposta está a ser interpretada pelos traders como um sinal de que o petróleo russo poderá regressar aos mercados mainstream. Este cenário aumentaria uma oferta global já abundante e criaria margem para novas quedas nos preços.
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Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
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L
WTI Recupera Ligeiramente, mas Ainda Perto das Mínimas Recentes
Os preços do petróleo WTI registaram uma ligeira recuperação nas primeiras horas da sessão de quarta-feira, mantendo-se, no entanto, próximos dos mínimos de várias semanas atingidos na sessão anterior. O preço do barril caiu mais de 15% face ao máximo de 78 dólares registado na segunda-feira, à medida que os receios em torno da oferta se foram dissipando, impulsionados pela crescente esperança de um fim ao confronto armado entre Israel e o Irão. Durante mais de uma semana, os preços do crude subiram devido à incorporação de um prémio de risco, motivado pelo receio de que o Irão encerrasse o Estreito de Ormuz — uma passagem estratégica por onde circula cerca de 25% do transporte marítimo mundial de petróleo. Com esse cenário a parecer cada vez mais improvável, os mercados respiraram de alívio, levando os preços a recuar para um valor ligeiramente acima dos 65 dólares — praticamente o mesmo nível registado antes do ataque de Israel ao Irão, a 13 de junho. Com os receios relativos à oferta a esmorecerem, os operadores voltam agora a focar-se na conjuntura económica global, procurando antecipar os níveis de procura futura. O impacto das tarifas na inflação e no crescimento económico mundial permanece incerto, o que dificulta a previsão da procura. Neste contexto, o testemunho de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, perante o Congresso dos EUA, deixou a impressão de que o banco central norte-americano não deverá cortar as taxas de juro em julho. Esta perceção penalizou as expectativas de procura e, consequentemente, pressionou em baixa o preço do barril.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
L
Petróleo Recua na Abertura da Sessão Europeia
Os preços do petróleo WTI recuaram com a abertura da sessão europeia desta quarta-feira, corrigindo parte dos ganhos registados na véspera, quando atingiram máximos de várias semanas. A queda deveu-se à reação dos investidores a um anúncio da administração norte-americana, que indicou um prazo de duas semanas para tomar uma decisão sobre uma eventual intervenção dos Estados Unidos no conflito em curso entre Israel e o Irão. Este adiamento por parte da Casa Branca faz lembrar episódios anteriores durante a presidência de Donald Trump, em que as pressões dos mercados influenciaram decisões de política tarifária — fenómeno que alguns apelidaram de “TACO”. Uma intervenção militar direta dos EUA neste conflito teria consequências geopolíticas imprevisíveis e poderia perturbar gravemente o fornecimento de petróleo a partir do Golfo Pérsico. Um cenário desse tipo provocaria, muito provavelmente, uma fuga acentuada de ativos de risco, levando a quedas nos mercados acionistas e podendo impulsionar o preço do petróleo para níveis acima dos 100 dólares por barril. Apesar da subida superior a 20% nos preços do WTI desde o início de junho, os mercados ainda não incorporaram totalmente o risco de uma intervenção americana ou de uma guerra regional alargada. Neste contexto, espera-se volatilidade no mercado petrolífero, à medida que os investidores acompanham de perto os acontecimentos — em especial quaisquer sinais provenientes de Washington sobre a posição da administração relativamente a uma eventual ação militar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Brent reverte tendência com padrão técnico e cenário geopolíticoBrent reverte tendência com padrão técnico e cenário geopolítico: projeções apontam alvos em US$ 80 e US$ 88.
Petróleo tipo Brent sinaliza possível continuidade de alta após confirmação de figura técnica clássica. Tensão entre Irã e Iraque reforça impulso altista da commodity.
LONDRES – O petróleo tipo Brent, referência global entre as commodities energéticas, apresentou um movimento técnico significativo nas últimas semanas, reforçando expectativas de valorização no curto e médio prazo. Após formar um padrão de reversão conhecido como Ombro-Cabeça-Ombro Invertido (OCOI), a commodity rompeu a linha de pescoço na região dos US$ 71,91 e confirmou o início de uma nova tendência de alta.
Com base nas projeções de Fibonacci, o primeiro alvo técnico em 61,8% (US$ 75,52) já foi atingido, validando o padrão e abrindo caminho para níveis superiores. O segundo alvo, correspondente a 100% da projeção (US$ 80,14), e o terceiro, em 161,8% (US$ 88,21), são agora os próximos pontos no radar dos investidores.
A valorização recente também rompeu a média móvel de 200 períodos, um importante divisor de tendência em análises técnicas, que agora atua como suporte dinâmico. O gráfico mostra ainda uma sequência de fundos ascendentes, reforçando a estrutura de recuperação.
Além do aspecto técnico, fatores geopolíticos adicionam combustível à trajetória de alta. As recentes tensões envolvendo Irã e Iraque, regiões-chave para o fornecimento global de petróleo, aumentam o risco percebido de interrupção da oferta. Esse tipo de instabilidade historicamente leva à valorização da commodity, diante da redução da previsibilidade sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
"A combinação entre estrutura técnica de reversão e ambiente externo instável cria um cenário altamente sensível, com possibilidade de avanço dos preços até zonas de resistência mais elevadas, como os US$ 88", afirma um analista de mercado consultado.
Com isso, o Brent reforça sua importância como ativo estratégico em momentos de incerteza, e seu comportamento técnico recente poderá servir de termômetro para decisões no setor energético e nos mercados financeiros.
Investimentos 4YOU - Analista: Guilherme Schrepel
Preços do Petróleo WTI Aliviam após Fortes Ganhos
Após uma valorização superior a 6% na sessão anterior, os preços do petróleo WTI recuaram ligeiramente nas primeiras horas da sessão de quarta-feira, fixando-se um pouco acima dos 74 dólares por barril. As atenções do mercado continuam centradas no conflito em curso entre Israel e o Irão, que poderá vir a comprometer o fornecimento de petróleo a partir do Golfo Pérsico. Este risco para a oferta tem sido um dos principais impulsionadores da recente subida dos preços — uma dinâmica que poderá agravar-se em caso de nova escalada, especialmente se as exportações de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz forem interrompidas. Ainda assim, tendo em conta a gravidade do conflito, a reação dos mercados tem sido, até agora, relativamente contida. Uma possível explicação reside nas previsões de abrandamento da economia global, que estão a pesar sobre as expectativas de procura por petróleo. Outro fator em destaque é a política monetária dos Estados Unidos. A decisão de hoje sobre as taxas de juro por parte da Reserva Federal, bem como a intervenção pública de Jerome Powell que se seguirá, deverão ser acompanhadas de perto pelos operadores de petróleo. Caso o banco central adote um tom mais cauteloso e dovish face aos recentes desenvolvimentos geopolíticos — sinalizando maior predisposição para cortar juros — tal poderá impulsionar as expectativas de crescimento, melhorar as perspetivas para a procura de petróleo e oferecer suporte adicional aos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Petróleo Sobe com Agravamento do Conflito no Médio Oriente
Os preços do petróleo WTI subiram nas primeiras horas da sessão de terça-feira, mantendo-se acima dos 70 dólares por barril no arranque dos mercados europeus. A valorização reflete o aumento das tensões geopolíticas, após uma nova escalada no conflito entre Israel e o Irão, com os ataques israelitas a intensificarem-se e a visarem edifícios públicos em Teerão. Relatos recentes apontam para uma possível abertura das autoridades iranianas à negociação de um cessar-fogo, alimentando esperanças de uma desescalada. Tal cenário ajudaria a dissipar os receios do mercado relativamente à possibilidade mais grave: o encerramento do Estreito de Ormuz, que comprometeria a circulação de mercadorias, incluindo petróleo, a partir do Golfo Pérsico. Apesar de a reação dos investidores continuar, para já, contida, os ganhos registados hoje nos preços do crude evidenciam um clima de incerteza. O desenrolar da situação pode provocar perturbações significativas não só no comércio global de petróleo, mas também no equilíbrio geopolítico mundial. Em caso de nova escalada, o preço do barril poderá registar aumentos bastante mais acentuados.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo em Alta com Escalada das Tensões no Médio Oriente
Os preços do petróleo WTI dispararam nas primeiras horas da sessão de sexta-feira, atingindo os níveis mais altos desde janeiro, antes de cederem parte dos ganhos e estabilizarem acima dos 72 dólares por barril. A forte subida do crude surge na sequência dos ataques surpresa de Israel a instalações nucleares iranianas e do assassinato de figuras militares e científicas de topo do Irão. Teerão respondeu com o lançamento de drones de ataque, num claro agravamento das tensões que há muito se vinham acumulando entre os dois países. Esta escalada poderá evoluir para uma guerra em grande escala, com consequências imprevisíveis para a região do Golfo. Trata-se de um cenário que preocupa particularmente os operadores do mercado petrolífero. Um conflito no Golfo poderá perturbar o tráfego numa das principais rotas marítimas do mundo e interromper o fornecimento de petróleo proveniente de uma região responsável por cerca de um quarto da produção global. Neste contexto tenso, é provável que os participantes do mercado permaneçam extremamente atentos, com uma elevada volatilidade e potencial para novas subidas de preços nos próximos dias.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Petróleo Sobe com Tensões no Médio Oriente e Receios de Oferta
O preço do petróleo bruto WTI atingiu um máximo de dois meses nas negociações da manhã de quinta-feira, antes de recuar ligeiramente face a esses ganhos. As tensões no Médio Oriente reacenderam-se, com relatos a sugerirem que Israel poderá estar a preparar um ataque ao Irão — uma escalada que poderá ameaçar o fornecimento a partir da região mais importante do mundo em termos de produção petrolífera. Os preços também encontraram suporte na mais recente ronda de negociações entre os Estados Unidos e a China. Embora o resultado tenha sido ambíguo, não foi abertamente negativo, o que contribuiu para melhorar as perspectivas quanto à procura global de petróleo. Adicionalmente, os dados mais recentes sobre os inventários nos EUA revelaram uma queda nas reservas de crude superior ao esperado, reforçando os receios sobre um possível aperto na oferta. Neste contexto — marcado por um risco acrescido de interrupções no fornecimento e por uma ligeira melhoria nas projecções de procura — o caminho de menor resistência para os preços do petróleo parece ser ascendente.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Petróleo Sobe com Esperanças de Acordo EUA-China
Os preços do petróleo WTI atingiram um máximo de várias semanas no início da sessão de segunda-feira, tendo entretanto perdido parte dos ganhos e sendo atualmente negociados ligeiramente acima dos 64 dólares por barril. Os mercados mostram-se cada vez mais otimistas quanto à possibilidade de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, na véspera de uma reunião entre altos responsáveis de ambos os países, com o objetivo de abrir caminho a um entendimento entre as duas maiores economias do mundo. A concretização de um acordo poderá melhorar as perspetivas económicas globais e estimular a procura de petróleo, sendo que a recente valorização dos preços assenta em grande medida nestas expectativas. A contribuir para o sentimento positivo está também o enfraquecimento contínuo do dólar norte-americano. As preocupações em torno da situação fiscal dos EUA estão a levar os investidores a antecipar possíveis cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, o que oferece apoio adicional aos preços do petróleo, uma vez que um dólar mais fraco tende a encarecer as matérias-primas cotadas na moeda americana. Neste contexto, com tanto a depender do desfecho das negociações entre os EUA e a China, é expectável que os preços do crude permaneçam altamente sensíveis a qualquer evolução neste dossiê.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Petróleo WTI Caem com aumento da oferta
Os preços do petróleo WTI recuaram nas negociações desta quinta-feira de manhã, mantendo-se ligeiramente acima dos 60 dólares por barril. O mercado continua atento às negociações em curso entre Washington e Teerão, que visam alcançar um acordo para pôr fim ao programa nuclear iraniano. As notícias desta manhã sobre o agendamento de uma nova ronda de conversações entre as duas partes contribuíram para a pressão descendente sobre os preços, já que o sentimento dos investidores tinha vindo a ser afetado por rumores de um possível ataque israelita às instalações nucleares do Irão. Caso tal ataque se concretize, é provável que as negociações sejam interrompidas, o que agravaria a instabilidade na região e dificultaria significativamente o regresso total do petróleo iraniano aos mercados internacionais. A pressionar ainda mais os preços está o mais recente relatório sobre os inventários de petróleo bruto nos Estados Unidos, que revelou um aumento superior a um milhão de barris. Paralelamente, as notícias de que os países da OPEP+ poderão prolongar os atuais limites de produção contribuem igualmente para o cenário de sobre oferta. Neste contexto — marcado pela perspetiva de uma oferta abundante e pela incerteza persistente quanto à evolução da economia global e das previsões de procura — os preços do petróleo deverão continuar sob pressão no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Petróleo vai para 60 o barrilaté abril de 2025, essa é minha aposta.
O meu ponto se sustenta na tese do retorno da China e da perspectiva de superaquecer o mercado de petróleo, após uma sinalização positiva da Arábia Saudita de que poderia aumentar sua produção para suprir a necessidade da China.
A China deve retomar o estímulo ao crescimento e, para tal, invariavelmente consumirá mais petróleo dos seus fornecedores. O aumento da demanda é estrutural e impactará o consumo do óleo no mundo todo, mas principalmente na China. O estímulo não será focado apenas em infraestrutura de moradias, mas em infraestrutura de maneira geral naquele país, além de fomentar outras áreas como a produção industrial de chips e automóveis.
Para conseguir todo esse petróleo sem impactar o preço, a Arábia se dispôs a aumentar a sua produção para captar o máximo de recurso desse momento, visto que a Arábia tem interesse em diminuir sua dependência de um ativo único, como o petróleo.
Sobretudo, o risco anda perto, e estamos no olho do furacão para falar de petróleo, ainda mais com uma tese pró-ciclo de crescimento.
Os riscos de alta
Essa tese faz o petróleo se tornar um ativo de hedge importante nas carteiras de investidores da retomada do crescimento. Tudo que freia ou atrapalha o petróleo são as consequências geopolíticas e climáticas mais recentes.
No momento, vivemos uma questão sensível no Oriente Médio: o conflito entre Israel, Hezbollah e Irã, que juntos trazem preocupação global.
Semana passada, o Irã lançou um ataque contra o território israelense, o que provocou uma volatilidade importante no mercado de energia. Israel, por sua vez, prometeu retaliar e insinuou que atacaria as instalações de extração de petróleo e nucleares do Irã, podendo estressar ainda mais o petróleo. No momento, os EUA e a Europa juntos tentam moderar a potencial resposta do Primeiro-Ministro Netanyahu frente aos ataques sofridos. Incursões no Líbano atrás do grupo Hezbollah continuam, e Israel promete uma guerra longa.
Além disso, a temporada de furacões nos EUA segue atrapalhando operações no Golfo do México, onde a maior parte das instalações petrolíferas offshore atuam. Embora tenhamos visto estoques de petróleo altos nos EUA nesta semana, a parada das produções afeta diretamente o abastecimento, e os potenciais danos e destruição das instalações também atrasam a retomada da produção.
Frente a esses dois riscos de alta, o mercado de petróleo pode ainda ter de $5 a $15 de prêmio de risco acima de 70 dólares, sendo um ativo de hedge para estresse na guerra de Israel ou consequências climáticas.
Aqueles que quiserem operar pró-ciclo devem vender a cada stress vindo do Oriente Médio. O contrato de abril de 2025 opera com basis negativo frente ao contrato vigente, e tem uma correlação de Pearson menor, mas ganhou corpo no último mês e tem um prêmio de risco similar, mas ainda opera em backwardation (quando o basis é negativo frente o contrato atual).
Movimentação do preço
Considerando a retomada de crescimento e investimentos na China, espera-se que o petróleo siga em rota de queda para a região de 60 dólares o barril, um downside de 10 a 15 dólares, visto que, de máxima a mínima, e vice-versa, é o swing médio da movimentação do preço.
Traçando uma regressão linear, tudo mais constante, o preço médio de 60 dólares deve ocorrer próximo de abril do ano que vem, mais de 180 pregões. Consideraria o preço do barril até mesmo abaixo de 50 dólares, mas o prêmio do risco geopolítico está embutido, e na minha análise é de 10 a 15 dólares.
PRIO3: Queda Livre Amplificada por Gap de BaixaO movimento de queda livre em PRIO3 foi significativamente intensificado pela ocorrência de um expressivo gap de baixa. Um gap de baixa é uma área no gráfico de preços onde não houve negociação entre o fechamento de um pregão e a abertura do pregão seguinte, com o preço de abertura sendo consideravelmente inferior ao fechamento anterior. Esse fenômeno geralmente indica um forte sentimento negativo por parte dos investidores e uma pressão vendedora acentuada.
A presença desse gap de baixa reforça a leitura de que o ativo está sob forte pressão e que a região entre o fechamento anterior ao gap e a abertura do pregão seguinte tende a atuar como uma resistência, dificultando uma recuperação rápida dos preços. Para que essa resistência seja superada, seria necessário um volume comprador expressivo e a formação de sinais técnicos de reversão robustos.
A negociação abaixo da média móvel de 200 períodos (MM200), já mencionada na análise anterior, combinada com esse gap de baixa, estabelece um cenário técnico ainda mais desafiador para PRIO3 no curto prazo. A ausência de negociação na faixa do gap sugere uma falta de interesse comprador naquele momento, o que pode levar mais tempo para ser preenchido.
A identificação de compradores na região dos R$ 33,90, embora seja um ponto de observação, precisa ser vista com ainda mais cautela diante da magnitude do gap de baixa. A capacidade dessa demanda em absorver a pressão vendedora e iniciar um movimento de alta significativo é questionável sem confirmações adicionais.
Contexto Macroeconômico:
A magnitude de um gap de baixa como o ocorrido em PRIO3 pode, por vezes, esta relacionada a eventos macroeconômicos significativos (tarifas Trump).
Este evento macroeconômico negativo, fez a deterioração repentina do cenário global gerando uma aversão ao risco generalizada nos mercados que poderá intensificar a pressão vendedora e contribuir para novas quedas.
Conclusão:
A ocorrência de um grande gap de baixa em PRIO3 agrava o cenário técnico de queda livre. Essa formação gráfica demonstra a intensidade do sentimento negativo. Embora a presença de compradores na região de R$ 33,70 seja um ponto a ser monitorado, a superação da resistência criada pelo gap exigirá um esforço comprador considerável e a confirmação de sinais de reversão. Investidores devem redobrar a cautela e aguardar por evidências mais concretas de um possível fundo, acompanhando de perto não apenas a evolução do gráfico, mas também os fatores macroeconômicos e notícias específicas que possam ter contribuído para esse movimento abrupto de baixa. A estratégia de "aguardar" torna-se ainda mais pertinente diante dessa configuração técnica.
Análise Técnica e Macro da PETR4: Um Momento de Alta TensãoObserva-se que compradores demonstraram interesse nessa faixa de preço, o que sugere um suporte nessa região. Contudo, a ausência de confirmações robustas levanta cautela. A perda da LTA e, principalmente, da região de R$ 34,00 pode desencadear um expressivo volume de ordens de stop-loss, impulsionando o ativo para patamares inferiores, com possíveis alvos em regiões de importância em torno de R$ 33,19, R$ 32,56 e R$ 31,55.
A formação da LTA indica uma pressão compradora ascendente, mas a falta de volume e outros indicadores técnicos que corroborem essa tendência impede uma confirmação definitiva. A proximidade de níveis de suporte importantes (LTA e R$ 34,00) caracteriza um momento crucial para o ativo. A reação do preço nesses patamares será determinante para definir o futuro da tendência de curto prazo.
Contexto Macroeconômico e as Tarifas de Trump:
O cenário macroeconômico global exerce influência significativa sobre o preço das commodities, incluindo o petróleo, impactando diretamente a Petrobras. A menção às tarifas de Trump sugere que o mercado está atento às possíveis disfunções no comércio internacional e seus efeitos sobre a demanda global.
As tarifas impostas por Donald Trump, quando em vigor, geraram incertezas e, em alguns casos, impactaram o crescimento econômico global, podendo levar a uma desaceleração da demanda por commodities energéticas. A possibilidade de novas implementações ou alterações nessas tarifas introduz um elemento de volatilidade adicional aos preços do petróleo e, consequentemente, às ações da Petrobras.
Adicionalmente, a referência ao "petróleo caiu bastante" indica uma sensibilidade do mercado a fatores geopolíticos e de oferta e demanda globais. Quedas significativas no preço do petróleo tendem a pressionar as margens e a rentabilidade da Petrobras, refletindo-se no preço de suas ações.
Conclusão:
O momento atual para PETR4 é de altíssimo risco, conforme apontado na análise inicial. A indefinição gráfica, somada às incertezas macroeconômicas relacionadas às tarifas de Trump e à volatilidade do preço do petróleo, exigem extrema cautela por parte dos investidores. A confirmação da perda da região de R$ 34,00 pode abrir espaço para quedas expressivas, enquanto a manutenção do suporte e o surgimento de sinais técnicos de reversão poderiam indicar uma retomada da tendência de alta. Acompanhamento rigoroso dos indicadores técnicos e dos desenvolvimentos no cenário macroeconômico é fundamental para a tomada de decisões estratégicas.






















