Preços do Ouro Recuam, Mas Mantêm-se Acima dos $3.200
Os preços do ouro recuaram ligeiramente nas negociações desta quarta-feira de manhã, anulando os ganhos da sessão anterior, mas mantendo-se confortavelmente acima do patamar dos $3.200. A progressiva redução das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continua a alimentar o otimismo dos investidores, incentivando uma maior apetência pelo risco e reduzindo a procura por ativos de refúgio, como o ouro. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano enfraqueceu face às principais divisas, após a divulgação de dados de inflação ligeiramente abaixo do esperado na terça-feira. As expectativas quanto ao rumo da política monetária da Reserva Federal mantêm-se praticamente inalteradas, com o consenso do mercado a apontar para dois cortes nas taxas de juro até ao final do ano. O primeiro deverá ocorrer após o verão. No plano geopolítico, há esperanças de que as conversações diretas entre a Rússia e a Ucrânia possam abrir caminho para um cessar-fogo, embora as tensões no Médio Oriente se mantenham elevadas. Neste cenário, o ouro enfrenta alguma pressão devido ao aumento do apetite pelo risco nos mercados. No entanto, o suporte acima dos $3.200 deverá manter-se firme, numa conjuntura em que a incerteza continua a ser a palavra-chave, tanto em relação às negociações comerciais como aos desenvolvimentos geopolíticos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro
Ouro recupera enquanto investidores aguardam dados dos EUA
O preço do ouro registou uma ligeira recuperação nas primeiras horas de negociação desta terça-feira, compensando parte das perdas da sessão anterior. Na segunda-feira, o metal precioso sofreu uma queda significativa após o anúncio de um acordo temporário entre a China e os Estados Unidos para uma redução substancial das tarifas sobre as importações mútuas. Este entendimento contribuiu para aliviar os receios de abrandamento económico global, impulsionando o apetite pelo risco nos mercados financeiros e favorecendo os ativos de risco em detrimento dos chamados ativos refúgio, como o ouro.
Hoje, os mercados mostram-se mais contidos, com os investidores a adotar uma postura de expectativa antes da divulgação, ainda durante o dia, dos dados da inflação nos Estados Unidos. As previsões apontam para uma taxa de inflação ainda bem acima do objetivo de 2% definido pela Reserva Federal. Se tal se confirmar, ganha força a perspetiva de que a Fed manterá as taxas de juro inalteradas durante o verão, com o primeiro corte a surgir apenas em setembro.
Em paralelo, sinais positivos em alguns dos principais focos de tensão geopolítica — nomeadamente na Ucrânia e na região da Caxemira — contribuem igualmente para reduzir a procura por ouro como ativo de proteção.
Num contexto marcado por um aparente reaproximar entre Washington e Pequim, um dólar mais forte e um arrefecimento das tensões internacionais, o ouro poderá continuar sob alguma pressão. Ainda assim, a perceção de que a atual estabilidade dos mercados poderá ser temporária tende a manter algum suporte para o metal precioso.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro cai quase 2% com regresso do apetite pelo risco
O preço do ouro recuou cerca de 2% nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira, após o anúncio de um acordo entre a China e os Estados Unidos para a redução mútua de tarifas durante um período de 90 dias. A notícia foi bem recebida pelos investidores, que reagiram com uma maior procura por ativos de risco, impulsionando os mercados acionistas a nível global. Esta trégua temporária entre as duas maiores economias do mundo reduz a probabilidade de uma recessão nos EUA e melhora as perspetivas para a economia global, diminuindo, assim, o apelo do ouro enquanto ativo de refúgio. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano voltou a ganhar força, apoiado pelo otimismo em torno do acordo tarifário provisório e pela postura restritiva da Reserva Federal em relação às taxas de juro, manifestada na semana passada. A correlação inversa entre o dólar e o ouro contribuiu para acentuar as perdas no metal precioso. A pressionar ainda mais o ouro esteve o abrandamento das hostilidades entre a Índia e o Paquistão, bem como o aumento das expectativas de uma evolução positiva no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com sinais de que ambos os países poderão avançar para negociações diretas. Neste contexto, o preço do ouro poderá continuar a corrigir em baixa e vir a testar a linha de suporte na zona dos 3.200 dólares.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Fechamento da SEMANA 10/5ATIVOS: BTCUSD, OURO, SPX, NDX, DJI, NI225, HSI, SXXP, IBOV, IFIX, PETR4, VALE3, ITUB4, BBAS3, SANB11, BBDC4, ABEV3, CCTY3
Olá amigo trader ! Olá amigo investidor ! Olá amigo ÁGUIA !
Semana com SUPER QUARTA, as decisões foram bem "telegrafadas", sem surpresas: Manutenção nos EUA e alta de 0,5 p.p na SELIC.
Bolsas americanas apresentaram leve queda na semana e sugerem formação de topo.
Destaque foi para a valorização do Bitcoin.
O setor de bancos foi muito bem na semana.
Temos também a inacreditável valorização de RDVC City (CCTY3), mais de 2000% !
Vejam em detalhes a análise em vídeo.
Impacto do Discurso de Powell no XAU/USD
1. Sumário Executivo:
Em 7 de Maio de 2025, a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) anunciou a sua decisão de manter as taxas de juro inalteradas, uma medida amplamente esperada pelos mercados financeiros. Esta decisão ocorreu num contexto de incerteza económica persistente, fortemente influenciada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O discurso do Presidente da Fed, Jerome Powell, que se seguiu ao anúncio, foi cuidadosamente analisado pelos investidores em busca de pistas sobre a futura trajetória da política monetária. O impacto imediato no par cambial XAU/USD (ouro cotado em dólares americanos) foi relativamente moderado, com os preços do ouro a registarem ligeiras quedas ou a consolidarem-se. As tensões comerciais e as expectativas do mercado desempenharam um papel crucial na forma como o discurso de Powell foi recebido e interpretado pelos participantes do mercado.
2. Contexto Económico e de Mercado em 7 de Maio de 2025:
Posição da Política Monetária da Reserva Federal: A expectativa generalizada era de que as taxas de juro se manteriam inalteradas. A meta para a taxa dos fundos federais situava-se entre 4,25% e 4,5%. Esta foi a terceira reunião consecutiva em que as taxas foram mantidas no mesmo nível , após três cortes de taxas efetuados no final do ano anterior. Existiam expectativas no mercado de futuros cortes nas taxas de juro, com alguns analistas a preverem o início desses cortes já em Julho de 2025. Adicionalmente, os Republicanos estavam a trabalhar numa proposta de lei para estender as principais disposições da Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017. A manutenção das taxas de juro pela Fed refletia uma abordagem cautelosa face à incerteza económica, particularmente no que diz respeito à inflação e ao impacto das tarifas comerciais. A antecipação de futuros cortes de taxas por parte do mercado sugeria uma expectativa subjacente de potencial abrandamento económico.
Estado da Economia dos EUA: O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA contraiu 0,3% no primeiro trimestre de 2025. No entanto, o crescimento do emprego em Abril de 2025 foi robusto, com a criação de 177.000 postos de trabalho. A taxa de desemprego manteve-se estável num nível baixo, em torno de 4,2%. A inflação permaneceu algo elevada, acima da meta de 2% da Fed, situando-se em cerca de 2,4% ou 2,6% no índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) core. A confiança económica dos consumidores tinha diminuído. O índice PMI revelou o nível geral de atividade económica no setor manufatureiro. Este cenário económico apresentava um quadro misto: forte crescimento do emprego, mas contração do PIB e inflação persistente. Esta divergência criou uma situação complexa para as decisões de política monetária da Reserva Federal. A queda na confiança dos consumidores, apesar do crescimento do emprego, poderia indicar preocupações subjacentes sobre o futuro.
Tensões Comerciais EUA-China: As tarifas impostas pelo Presidente Trump sobre as importações chinesas (potencialmente até 145%) e de outras nações geraram uma incerteza significativa. Existiam preocupações de que as tarifas pudessem levar a escassez de oferta e a um aumento da inflação , bem como de que pudessem abrandar o crescimento económico e causar perdas de empregos. Foram antecipadas ou iniciadas negociações comerciais entre os EUA e a China, gerando algum otimismo, mas também incerteza. A guerra comercial era um fator dominante, criando um dilema para a Fed: abordar a potencial inflação decorrente das tarifas ou apoiar o abrandamento do crescimento. O sentimento do mercado era provavelmente muito sensível a quaisquer comentários de Powell sobre o comércio. A antecipação de conversações comerciais introduziu um elemento de esperança que poderia atenuar a procura de ouro como ativo de refúgio seguro.
3. Principais Destaques do Discurso de Jerome Powell:
Powell confirmou a decisão amplamente esperada de manter a taxa dos fundos federais inalterada. Ele enfatizou o aumento da incerteza em torno das perspetivas económicas, particularmente devido à situação comercial. Powell reiterou o compromisso da Fed com o seu duplo mandato de máximo emprego e preços estáveis, notando os riscos crescentes tanto para o aumento do desemprego quanto para o aumento da inflação. Ele reconheceu que as tarifas eram maiores e mais abrangentes do que o previsto anteriormente e poderiam levar tanto a uma inflação mais alta quanto a um crescimento mais lento. Powell sinalizou que a Fed permaneceria dependente dos dados e paciente, aguardando para ver o impacto das tarifas na economia antes de considerar quaisquer ajustes na política monetária. Apesar de reconhecer a contração do PIB, Powell apontou para a continuidade de uma atividade económica sólida e um mercado de trabalho forte. Ele observou que a inflação permanecia algo elevada, acima da meta da Fed. Powell afirmou que o Comité estaria preparado para ajustar a orientação da política monetária, conforme apropriado, caso surgissem riscos que pudessem impedir a concretização dos seus objetivos. O discurso de Powell transmitiu uma mensagem de cautela e vigilância. A Fed estava claramente preocupada com os riscos duplos representados pela guerra comercial, mas ainda não estava pronta para se desviar da sua abordagem de esperar para ver. A ênfase na dependência dos dados sugeriu que futuros movimentos de política dependeriam da evolução dos dados económicos em resposta às tarifas.
4. Reação Imediata do Mercado ao Discurso de Powell:
Índice do Dólar Americano (DXY): O índice do dólar americano (DXY) registou um aumento modesto ou manteve-se relativamente estável após o anúncio e o discurso de Powell. Algumas fontes indicaram um ligeiro aumento (0,32% mais alto) , enquanto outras notaram que estava a negociar de forma amplamente estável a marginalmente mais alta. O DXY estava perto de uma mínima de cinco dias antes do anúncio. A resiliência do dólar sugere que o tom cauteloso de Powell e a ênfase em aguardar mais dados não enfraqueceram significativamente a moeda. Isto poderia ser interpretado como o mercado a considerar credível a posição da Fed e a não inclinar-se para cortes de taxas imediatos que normalmente enfraqueceriam o dólar.
Yields das Obrigações do Tesouro: Os yields das obrigações de referência do Tesouro a 10 anos diminuíram ligeiramente (por exemplo, em 2 pontos base, para 4,267%). As obrigações a 2 anos foram fixadas em 3,783%. A ligeira diminuição nos yields das obrigações do Tesouro poderia refletir alguma antecipação por parte dos participantes do mercado de potenciais futuros cortes de taxas, caso o impacto económico das tarifas se agrave. No entanto, o movimento não foi drástico, sugerindo que não havia uma forte convicção imediata em nenhuma das direções.
Mercados de Ações: Os mercados de ações dos EUA apresentaram uma reação mista. O Dow Jones Industrial Average registou ganhos (por exemplo, cerca de 0,53% ou 240 pontos). O Nasdaq Composite Index registou perdas (por exemplo, cerca de 0,44% ou 50 pontos). O índice S&P 500 apresentou ligeiras perdas ou manteve-se relativamente estável (por exemplo, uma queda de 0,05% ou 7 pontos acima). O desempenho misto nos mercados de ações sugere que diferentes setores reagiram de forma distinta ao anúncio da Fed. Os ganhos no Dow poderiam refletir otimismo em relação às perspetivas económicas gerais, enquanto as perdas no Nasdaq poderiam indicar preocupações sobre o potencial impacto negativo das tarifas nas empresas de tecnologia ou uma preferência por ativos de refúgio seguro nesse setor.
5. Impacto no XAU/USD:
Movimento de Preços: Os preços do ouro registaram uma ligeira queda ou mantiveram-se relativamente estáveis após o discurso de Powell. Algumas fontes indicaram uma queda superior a 1% para cerca de 3395 dólares , enquanto outras notaram que o ouro se manteve estável em torno de 3380 dólares ou consolidou abaixo dos 3400 dólares. No início do dia, o ouro tinha atingido o seu nível mais alto desde 22 de Abril, antes de enfrentar resistência. A pressão vendedora ressurgiu durante a sessão. A reação moderada ou ligeiramente negativa nos preços do ouro sugere que o discurso de Powell não desencadeou uma fuga significativa para a segurança. A estabilidade do dólar provavelmente contribuiu para isso, assim como o otimismo contínuo em torno de potenciais conversações comerciais entre os EUA e a China, o que poderia reduzir o apelo de ativos de refúgio seguro. O facto de o ouro já ter subido antes do discurso também pode explicar alguma realização de lucros ou consolidação posterior.
Níveis Chave de Suporte e Resistência:
Tabela 1: Níveis Chave de Suporte e Resistência do XAU/USD em 7 de Maio de 2025
Suporte Chave 1
$3358
Suporte Relevante
$3140
Suporte Crítico
$3000
Zona de Suporte
$3350-$3300
Suporte
3392.25
Suporte
3277.60
Suporte
3263.10
Resistência Chave 1
$3434
Resistência Principal
$3400
Zona de Resistência
$3400-$3405
Meta de Subida Imediata
$3434
Resistência
3430.20
Resistência
3444.25
Resistência
3468.30
Máxima Histórica
3500.20
A identificação dos níveis chave de suporte e resistência fornece uma perspetiva técnica sobre os potenciais movimentos de preços. A consolidação desta informação de várias fontes numa tabela torna-a facilmente compreensível para o leitor. A tabela ajuda a entender a gama dentro da qual o XAU/USD estava a negociar e os potenciais pontos de rutura.
6. Influência das Tensões Comerciais EUA-China:
O papel do ouro como ativo de refúgio seguro significou que as tensões comerciais em curso tinham sido um fator de suporte significativo para o seu preço. No entanto, as notícias de potenciais ou em curso conversações comerciais entre os EUA e a China pareciam ter atenuado alguma da procura de ouro como refúgio seguro. Os comentários de Powell sobre os impactos negativos das tarifas (inflação mais alta, crescimento mais lento) poderiam ter reforçado as preocupações sobre as perspetivas económicas, potencialmente fornecendo algum suporte subjacente ao ouro, apesar do otimismo em relação às conversações comerciais. Apesar de algum alívio das tensões com as conversações comerciais, a incerteza fundamental em torno do futuro das relações comerciais entre os EUA e a China provavelmente impediu uma venda significativa de ouro. O impacto das tensões comerciais no XAU/USD foi complexo. Embora geralmente apoiem o ouro devido ao seu estatuto de refúgio seguro, quaisquer desenvolvimentos positivos nas negociações comerciais poderiam reduzir esta procura. Os comentários cautelosos de Powell sobre os efeitos económicos negativos das tarifas provavelmente forneceram um contrapeso ao otimismo em relação às conversações comerciais.
7. Previsões de Especialistas e Análise Técnica:
Vários analistas mantiveram uma perspetiva geralmente otimista para o ouro a médio e longo prazo, citando fatores como as compras dos bancos centrais e os receios mais amplos de uma guerra tarifária. No período imediatamente anterior e posterior ao discurso de Powell, alguns analistas previram uma consolidação nos preços do ouro. As previsões destacaram níveis de suporte em torno de 3358, 3350 e 3300 dólares, e níveis de resistência em torno de 3434 e 3400 dólares. Alguns analistas sugeriram que uma recuperação bem-sucedida a partir do suporte poderia levar a um teste de níveis de resistência mais altos, enquanto uma quebra abaixo do suporte poderia desencadear novas quedas. A Bloomberg Intelligence esperava que Powell adotasse um tom hawkish, o que poderia potencialmente aumentar a pressão vendedora sobre o XAU/USD. Por outro lado, quaisquer sinais dovish de Powell poderiam reforçar as expectativas de futuros cortes de taxas e apoiar os preços do ouro. As previsões de especialistas geralmente alinhavam-se com a reação observada do mercado de consolidação. A antecipação de um tom potencialmente hawkish de Powell pode ter limitado qualquer movimento ascendente significativo no ouro, enquanto o sentimento de alta subjacente e a incerteza comercial impediram uma queda acentuada. A análise técnica forneceu níveis de preços específicos a serem monitorizados para potenciais ruturas ou quebras.
8. Conclusão:
A Reserva Federal decidiu manter as taxas de juro inalteradas, num contexto de incerteza económica e tensões comerciais entre os EUA e a China. O discurso de Powell adotou uma postura cautelosa e dependente dos dados, reconhecendo os riscos duplos de inflação e desemprego decorrentes das tarifas. O impacto imediato no XAU/USD foi relativamente moderado, com os preços do ouro a registarem ligeiras quedas ou a consolidarem-se. As influências concorrentes do otimismo em relação às conversações comerciais (que atenuaram a procura de refúgio seguro) e das preocupações com os efeitos económicos negativos das tarifas (que apoiaram o ouro) contribuíram para esta reação. Em suma, o discurso de Powell, embora não tenha desencadeado uma reação drástica do mercado no XAU/USD, reforçou a incerteza prevalecente e o foco do mercado nos próximos dados económicos e desenvolvimentos comerciais para determinar a direção futura.
Diálogo EUA-China Pressiona Ouro
Os preços do ouro recuaram nas primeiras negociações desta quarta-feira, caindo abaixo dos 3.400 dólares à medida que se iniciava a sessão europeia. Esta queda surge após o metal precioso ter atingido um máximo de várias semanas na sessão anterior. O anúncio de futuras negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, previstas para o fim de semana na Suíça, reduziu a procura por ativos considerados refúgios seguros, como o ouro. A perspectiva de um novo diálogo entre as duas maiores economias do mundo — em contraste com a troca de tarifas a que temos assistido — animou o sentimento dos mercados e aumentou o apetite pelo risco entre os investidores. No entanto, o potencial de queda para o ouro permanece limitado, sustentado pelas persistentes tensões geopolíticas e pela incerteza económica global. As atenções do mercado voltam-se agora para a conclusão da reunião deste mês da Reserva Federal dos EUA. Embora seja amplamente esperado que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, os investidores estarão atentos à declaração de política monetária e à conferência de imprensa subsequente, em busca de pistas sobre a trajectória futura das taxas. Qualquer indicação nesse sentido poderá provocar movimentos no dólar norte-americano e, consequentemente, impactar o preço do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro sobe forte e ainda pode ir mais longeO ouro está em alta acelerada, acumulando mais de 4% de valorização em apenas dois pregões. A combinação de riscos geopolíticos — que vão desde as turbulências cambiais na Ásia até a escalada militar de Israel em Gaza — está reativando a busca dos investidores por proteção. O preço do metal já encosta nos US$ 3.380, próximo das máximas recentes, com analistas apostando que o próximo alvo seja o recorde histórico de US$ 3.500. E, sinceramente, não parece uma aposta ousada diante do que está por vir.
Nos Estados Unidos, a administração Trump volta a tensionar os mercados com promessas vagas sobre um acordo comercial que “estaria por vir”, enquanto aumenta a pressão para mostrar resultados concretos. O secretário de comércio chegou a citar um acordo com uma das dez maiores economias do mundo, mas, como de costume, sem prazos ou detalhes. Esse ruído alimenta a incerteza, ao mesmo tempo em que moedas asiáticas começam a valorizar com força frente ao dólar — como foi o caso do dólar taiwanês — abrindo espaço para um possível efeito dominó que enfraqueça o próprio dólar como moeda de reserva segura. Se isso acontecer, o ouro tende a brilhar ainda mais.
Na Europa, o impensável aconteceu: o parlamento alemão não conseguiu aprovar o nome do chanceler Friedrich Merz na primeira sessão, criando um vácuo político sem precedentes na principal economia do bloco. Esse impasse se soma à inquietação global, tornando o ambiente ainda mais fértil para o ouro se destacar como o porto seguro da vez. E com os rendimentos dos títulos americanos começando a perder força, até o fluxo institucional parece estar virando a chave. O mercado está sentindo essa virada — e o ouro, mais uma vez, está se posicionando como o termômetro mais sensível da nossa ansiedade coletiva.
Dentro da visão da análise técnica, observamos um fluxo comprador ativo e otimista, mas com barreiras técnicas relevantes no caminho. O rompimento da região dos 3.403 pode abrir espaço para um novo topo histórico em torno de 3.519, com base na projeção aritmética do pivotamento inicial do movimento. No entanto, uma perda do suporte em 3.333 pode sinalizar reversão de tendência no curto prazo, trazendo cautela para os compradores.
Ouro Sobe com Tensões Geopolíticas e Antes da Decisão da Fed
Os preços do ouro subiram durante a manhã de terça-feira, tocando brevemente um máximo de duas semanas. A procura pelo metal precioso mantém-se forte, uma vez que os investidores continuam inquietos com as políticas tarifárias erráticas dos Estados Unidos e com os receios persistentes de que a guerra comercial entre Washington e Pequim possa desencadear uma desaceleração económica global. A sustentar os preços do ouro estão também as tensões geopolíticas persistentes e o enfraquecimento contínuo do dólar norte-americano. Até agora, esta semana, o dólar perdeu ainda mais terreno face às principais moedas, apesar da divulgação de dados positivos do índice PMI dos serviços dos EUA na segunda-feira. A desvalorização do dólar — que tende a favorecer os preços do ouro, devido à correlação inversa entre os dois ativos — resulta da contínua redução, por parte dos investidores globais, da sua exposição a ativos denominados em dólares. Neste contexto, todas as atenções estarão voltadas para a decisão da taxa de juro da Reserva Federal, marcada para amanhã, e para a declaração de política monetária que a acompanha, seguida da habitual conferência de imprensa de Jerome Powell. Apesar de ser amplamente esperado que o banco central mantenha as taxas inalteradas, os investidores estarão atentos a quaisquer sinais sobre o possível percurso de cortes nas taxas por parte da Fed — pistas que poderão influenciar tanto o dólar como o preço do ouro.
Ricardo Evangelista - ActivTrades
Fechamento primeira semana de MAIOATIVOS: OURO, BITCOIN, DJI, SPX, NDX, SXXP, HSI, NI225, IBOV, IFIX, PETR4, VALE3, BBAS3, ITUB4, SANB11, BBDC4, ABEV3
Olá amigo trader ! Olá amigo investidor ! Olá amigo ÁGUIA !
Notamos que IBOV apresentou resiliência frente às "trumpalhadas", agora está em região de topo, testando resistência e máxima histórica.
As bolsas mundiais em uníssono esboçam reação, uma correção positiva.
Ouro por sua vez marcou topo e disparou venda pelo "Pinocchio Bar".
Os bancos estão nadando de braçada com os juros nas alturas, Banco do Brasil e Itaú-Unibanco em topos históricos.
AMBEV sugere uma marcação de TOPO.
IFIX também testando máximas históricas.
Vejam em detalhes a análise em vídeo.
Raio-X do Ouro (XAU/USD) 02/05/2025Fala, pessoal. Seguinte…
Eu parei pra analisar com mais calma o cenário do ouro (XAU/USD) e vou compartilhar com vocês o meu Raio-X de hoje (2 de maio de 2025). Bem direto, como se a gente estivesse trocando ideia num café. Bora?
Tem uma leve maioria apostando na queda: 53% short contra 47% long.
Quando eu vejo isso, penso: o mercado tá dividido, mas a maioria ainda espera um recuo. Só que… já reparou como o ouro adora contrariar essa maioria?
Os algoritmos ainda estão cantando compra forte. O Barchart mostra um “Strong Buy” com 88% de indicadores a favor da alta. Só um detalhe: o oscilador de 20 dias mostra uma leve pressão de venda — ou seja, talvez role uma respirada antes da próxima pernada de alta.
O ouro caiu quase 2% no início da semana, a maior queda desde fevereiro.
Mas olha só: já recuperou 0,5% e os futuros subiram mais de 1,3%.
Pra mim, isso é aquele famoso “quem piscou, perdeu”. Vários estrategistas tavam de olho nesse pullback como oportunidade.
O pessoal grande tá otimista:
• JP Morgan projeta ouro a US$ 3.675 ainda esse ano e US$ 4.000 até meados de 2026.
• ANZ também subiu a régua: previsão de US$ 3.600 pro fim do ano.
Forte demanda de investidores e bancos centrais comprando igual louco.
A China entrou pesado nos ETFs, comprando 29,1 toneladas só em abril (até a metade do mês!).
Só que do outro lado, alguns fundos globais realizaram lucro e teve a primeira saída líquida desde janeiro.
Ou seja, entrada forte de um lado, saída pontual do outro. Mas o saldo, na minha leitura, ainda é positivo.
Tá claro que o ouro ainda tem lenha pra queimar, mas com um toque de cautela.
No mais, me conta aí:
Você tá posicionado em XAU/USD? Tá esperando cair mais? Ou já tá comprado desde antes?
Vamos trocar essa ideia aqui nos comentários.
O Que Está Mexendo com o Ouro Agora?O mercado de ouro tem experimentado oscilações significativas nos últimos dias, refletindo a complexidade do cenário econômico global. Após atingir um recorde histórico de US$ 3.500 por onça na semana passada, o preço do ouro recuou para cerca de US$ 3.260, antes de se estabilizar em torno de US$ 3.300. Essa volatilidade é resultado de uma combinação de fatores, incluindo tensões comerciais entre Estados Unidos e China, expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve e mudanças na demanda por ouro na China.
Recentemente, houve sinais de possível distensão nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O Secretário de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, mencionou conversas diárias com a China sobre tarifas, o que inicialmente reduziu a demanda por ativos considerados seguros, como o ouro . No entanto, a China negou oficialmente a existência de negociações tarifárias em andamento, o que mantém um nível de incerteza no mercado .
As expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve têm influenciado o preço do ouro. Investidores aguardam dados econômicos importantes dos EUA, como o relatório de empregos e indicadores de inflação, que serão divulgados ainda nesta semana. Esses dados podem oferecer mais clareza sobre a direção da política monetária do Fed e, por conseguinte, impactar o mercado de ouro . A demanda por barras e moedas de ouro aumentou 29,81% . Essa mudança no perfil de consumo pode refletir uma maior busca por ouro como reserva de valor.
Apesar das recentes oscilações, o ouro continua sendo visto como uma proteção eficaz contra a inflação e as incertezas geopolíticas. Para os investidores, o cenário atual exige atenção e cautela. Acompanhar de perto os desdobramentos econômicos e políticos será essencial.
Atualmente, o ouro está operando dentro de uma faixa lateral ampla. Recentemente, houve uma quebra de uma linha de tendência de baixa (LTB), o que poderia indicar um possível movimento de alta. No entanto, a presença dessa faixa lateral ampla sugere cautela, pois o preço pode apresentar movimentos erráticos dentro desse intervalo.
Recuo dos EUA Nas Tarifas Impulsiona o Ouro
O preço do ouro registou uma ligeira valorização com a abertura da sessão europeia, recuperando parte das perdas da véspera — um movimento que reforça a zona de suporte em torno dos 3.300 dólares. As perdas do dia anterior seguiram-se a uma mudança abrupta de posição por parte de Washington, com os Estados Unidos a recuarem em algumas tarifas aplicadas à China e o Presidente Trump a voltar atrás nas declarações que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal — desenvolvimentos que anteriormente haviam agitado os mercados. Esta inversão repentina levou a uma rápida reorientação dos investidores para ativos de maior risco, impulsionando uma forte recuperação dos principais índices bolsistas a nível global. Com o regresso do apetite pelo risco, os ativos tradicionais de refúgio, como o ouro, foram penalizados, tendo muitos investidores aproveitado para realizar mais-valias. Contudo, a queda abaixo dos 3.300 dólares foi de curta duração. No início da sessão de quinta-feira, o ouro recuperou terreno, com os investidores a interpretarem o recuo como uma oportunidade de compra. O apelo do metal precioso enquanto valor-refúgio continua a atrair investidores, num ambiente de negociação dominado pela incerteza. As mudanças rápidas e imprevisíveis na política dos EUA dificultam o planeamento económico de longo prazo, contribuindo para um clima de maior cautela nos mercados e inclinando os riscos para o preço do ouro no sentido ascendente.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Cai 6% Após Máximos com Retorno do Apetite pelo Risco
O preço do ouro recuou nas primeiras horas da sessão europeia, à medida que o apetite pelo risco voltou a ganhar força nos mercados. Depois de atingir um novo máximo histórico e testar a importante barreira psicológica dos 3.500 dólares, o metal precioso caiu momentaneamente abaixo dos 3.300 dólares esta manhã — uma descida de 6% desde o pico registado ontem até ao mínimo de hoje. O atual clima de incerteza tem provocado uma acentuada volatilidade nos mercados, impulsionada por decisões erráticas e reviravoltas inesperadas na política da administração norte-americana. As duas últimas sessões ilustram bem esta dinâmica. Na véspera, os investidores reagiram com nervosismo às declarações do Presidente Trump, que foram interpretadas como uma ameaça à independência da Reserva Federal, minando a confiança nos ativos norte-americanos. Em resposta, registou-se uma venda generalizada de ações, obrigações do Tesouro e dólares, com os fluxos de capital a dirigirem-se para o ouro. Contudo, mais tarde nesse mesmo dia, Trump recuou, negando publicamente qualquer intenção de demitir o presidente da Fed. Esta declaração, aliada aos comentários do Secretário do Tesouro dos EUA, que colocou em causa a lógica da guerra comercial com a China, contribuiu para restaurar a confiança dos investidores. A inversão do sentimento deu origem a uma recuperação dos ativos de risco, enquanto a realização de mais-valias pressionou o preço do ouro em baixa. Num contexto de crescente pessimismo económico e incerteza, o nível dos 3.300 dólares começa agora a afirmar-se como uma zona de suporte relevante — com potencial para desencadear movimentos de compra sempre que os preços recuam abaixo desse patamar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro: Entre recordes, tensão política e o peso de um tuíteO ouro sempre teve um papel curioso na história: quando tudo parece desmoronar, é ele quem as pessoas procuram. Um refúgio. Uma âncora. E nos últimos tempos, não tem sido diferente. O metal precioso vinha em disparada, embalado por incertezas globais, guerras comerciais e um cenário político cada vez mais imprevisível. Até que… algo mudou.
Nesta terça-feira, o ouro cravou um novo marco: US$ 3.500 a onça. Um número histórico. Mas bastou uma declaração — não de um presidente do banco central, mas do Secretário do Tesouro dos EUA — para que o fôlego começasse a falhar. Scott Bessent disse o que muitos queriam ouvir: talvez as tensões entre EUA e China estejam perto de um ponto de inflexão. Talvez o impasse comercial esteja com os dias contados.
Esse “talvez” foi o suficiente para mudar o jogo. O mercado, que vinha apostando pesado no medo, resolveu respirar. E quando isso acontece, o ouro perde espaço. O preço caiu para a região de US$ 3.390. Nada de pânico. Apenas uma pausa. Uma realização. Mas cheia de significado.
O contexto político americano também adiciona suas próprias cores a esse quadro. Donald Trump voltou a mirar suas críticas em Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. Chamou-o de “Sr. Tarde Demais”, pediu sua saída, questionou sua autoridade. Um movimento que não apenas agita o noticiário, mas que também balança as bases da autonomia monetária dos Estados Unidos. E quando a política flerta com o controle do Fed, o mercado ouve — e reage.
No pano de fundo, os gráficos contavam uma história silenciosa. Pavios longos, médias móveis se curvando, um suporte técnico por perto. Quem lê gráficos sabe: quando o preço hesita no topo, é porque há dúvidas. E o investidor odeia dúvida.
Mas não se engane: o ouro não saiu de cena. Ainda é um protagonista. Ainda carrega nas costas o peso das incertezas e o brilho da segurança. Só não está mais correndo sozinho. Agora, ele observa, avalia, espera o próximo capítulo.
Porque, no fim das contas, não é só o preço que sobe ou desce. É o sentimento do mundo que pulsa por trás de cada movimento.
Ouro atinge novo recorde com incertezas políticas nos EUAO preço do ouro atingiu um novo máximo histórico no início da sessão de terça-feira, mantendo-se agora ligeiramente abaixo dos 3.500 dólares. O apelo de valor-refúgio do metal precioso continua a atrair investidores inquietos com as políticas comerciais erráticas da administração norte-americana e, mais recentemente, com as tentativas de interferência na independência da Reserva Federal — incluindo a pressão para cortes imediatos nas taxas de juro e alegadas discussões sobre a possível substituição do presidente do banco central. Um dos principais motivos pelos quais os ativos norte-americanos têm dominado os mercados financeiros globais nas últimas décadas é a perceção de estabilidade e boa governança. No entanto, os acontecimentos recentes começaram a desgastar essa reputação, levando a uma saída de capitais dos EUA. Num contexto de enfraquecimento do dólar — que, curiosamente, ocorre em paralelo com a descida dos rendimentos das obrigações do Tesouro — e de incerteza económica e geopolítica, não surpreende que o preço do ouro esteja a subir. Apesar de tecnicamente parecer sobrecomprado, poucos traders se atreveriam a apostar contra o ouro no atual ambiente de elevada incerteza e perda de confiança nos ativos norte-americanos — o que sugere que poderá ainda haver margem para novas valorizações.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Com tarifa de 245% dos Estados Unidos na China, ouro explodeA tensão comercial entre Estados Unidos e China voltou ao centro das atenções dos mercados globais após declarações contundentes do presidente norte-americano Donald Trump, sinalizando a possibilidade de tarifas de até 245% sobre produtos chineses, em resposta a uma série de medidas retaliatórias implementadas por Pequim. A decisão de intensificar a guerra tarifária não apenas reacendeu o apetite por ativos de proteção como também colocou pressão renovada sobre as projeções de crescimento global, num momento em que o mundo já demonstrava sinais de desaceleração econômica.
Trump justificou a medida com base em supostos riscos à segurança nacional, alegando que a dependência dos EUA em relação à importação de minerais processados críticos e seus derivados tornaria o país vulnerável. Paralelamente, a Casa Branca anunciou uma investigação formal para avaliar os impactos dessa dependência estratégica, sobretudo no contexto da cadeia de suprimentos global. A China, por sua vez, respondeu com aumento nas tarifas sobre produtos norte-americanos e com novas restrições à exportação de terras raras, metais essenciais à fabricação de componentes eletrônicos e tecnologias de ponta. O movimento é considerado por analistas como um passo deliberado para afetar setores estratégicos da economia americana, incluindo energia, tecnologia e defesa.
Esse cabo de guerra tarifário trouxe implicações imediatas. Segundo estimativas internas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o fluxo comercial bilateral entre as duas maiores economias do planeta já apresenta retração estimada de 80%, uma cifra que escancara não apenas a magnitude do conflito, mas também o risco de fragmentação da economia global em blocos comerciais distintos, guiados por afinidades geopolíticas em detrimento da lógica de eficiência econômica.
O impacto dessa escalada tarifária já começou a se refletir nos indicadores macroeconômicos. A agência Fitch Ratings publicou uma atualização extraordinária do seu relatório trimestral Global Economic Outlook, revisando para baixo as previsões de crescimento global. A estimativa de expansão da economia mundial em 2025 foi reduzida em 0,4 ponto percentual, enquanto China e Estados Unidos tiveram suas projeções revisadas negativamente em 0,5 ponto percentual cada. A Fitch classificou esse cenário como o mais fraco desde 2009, excluindo os anos diretamente afetados pela pandemia. Essa revisão não só reflete os danos de curto prazo nas cadeias produtivas, como também antecipa uma mudança estrutural nos padrões de consumo, investimento e fluxo de capitais internacionais.
Em meio a esse cenário de incerteza, o ouro voltou a brilhar como ativo de proteção por excelência. O XAU/USD alcançou a marca histórica de US$ 3.333,10 por onça na tarde desta quarta-feira em Nova York, estabelecendo um novo recorde nominal. A forte valorização reflete não apenas o temor de uma recessão global, mas também as expectativas de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais flexível nos próximos meses, especialmente diante da combinação entre desaceleração econômica e instabilidade geopolítica. A curva futura de juros dos Treasuries já precifica cortes de 50 pontos-base até o final do ano, o que favorece ainda mais a demanda por metais preciosos.
É importante destacar que o movimento de alta do ouro ocorre num ambiente de enfraquecimento progressivo do dólar e queda das taxas reais — dois dos principais vetores de valorização do metal. A combinação entre inflação persistente em algumas regiões, crescimento estagnado e aumento da aversão ao risco cria o cenário ideal para que o ouro desempenhe seu papel tradicional como reserva de valor. Além disso, com a confiança do consumidor americano em queda acentuada e os PMIs industriais globais patinando em território contracionista, aumenta a probabilidade de que bancos centrais optem por medidas mais acomodatícias nos próximos trimestres, o que fortalece ainda mais a tese de valorização contínua do ouro.
Olhando para frente, os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China deverão permanecer como vetor central da narrativa macro nos mercados. A falta de previsibilidade nas decisões políticas, somada à ausência de uma solução diplomática concreta, deve manter elevada a volatilidade nos mercados de câmbio, commodities e renda variável. Investidores institucionais e gestores de fundos começam a revisar seus modelos de risco e alocação, ajustando suas carteiras diante de um cenário que combina estagflação, protecionismo e realinhamento geopolítico.
Nesse contexto, o ouro deixa de ser apenas um ativo de hedge e passa a ser encarado como uma âncora estratégica dentro dos portfólios globais. A narrativa da "desdolarização silenciosa" ganha força, impulsionada pela diversificação das reservas internacionais por parte de bancos centrais asiáticos e do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, setores ligados à mineração e infraestrutura crítica podem ganhar protagonismo diante da corrida por autonomia estratégica e resiliência industrial, especialmente entre os países do G7.
A escalada da guerra comercial, longe de ser um episódio pontual, parece se consolidar como um novo capítulo da ordem econômica global — uma era em que o protecionismo, a fragmentação e a busca por segurança estratégica definem os rumos da política internacional e dos mercados. E, nesse novo tabuleiro, o ouro reafirma seu papel histórico como refúgio, símbolo de confiança e reserva de valor em tempos de turbulência.
Ouro Ultrapassa os 3.300 Dólares com Fuga Global ao Risco
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Cenário Macroeconómico Continua a Favorecer o Ouro
Os preços do ouro subiram ligeiramente nas primeiras negociações na Europa, mantendo-se em torno do nível dos 3.220 dólares. O metal precioso continua a encontrar apoio face à persistente incerteza em torno das tarifas comerciais globais. O mais recente desenvolvimento — com o Presidente dos EUA a sinalizar um possível alívio temporário nas tarifas de importação, desta vez com foco na indústria automóvel — acrescenta uma nova camada de complexidade à situação. Normalmente, este tipo de notícia tenderia a aumentar o apetite pelo risco e a desviar o interesse do ouro. No entanto, neste caso, parece apenas estar a limitar o seu potencial de valorização, com o ouro a continuar a atrair investidores devido às preocupações persistentes em torno do conflito comercial entre os EUA e a China.
Entretanto, as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal estão a alimentar a fraqueza do dólar norte-americano. Este cenário, aliado a uma queda nas yields das obrigações do Tesouro após a dinâmica atípica dos mercados na semana passada, está a sustentar o valor do metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro continua a ser de valorização, com os investidores a concentrarem agora a sua atenção na divulgação dos dados de vendas a retalho nos EUA, prevista para amanhã. Estes dados poderão oferecer mais pistas sobre a saúde da economia norte-americana e ajudar a moldar as expectativas do mercado quanto ao futuro da política monetária da Fed.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Efeitos do recuo de Trump no MercadoATIVOS: IBOV, NDX, SPX, DJI, SXXP, NI225, HSI, PETR4, VALE3, BBAS3, ITUB4, BBDC4, SANB11, ABEV3, BHIA3, TSLA, NVDA
Olá amigo trader ! Olá amigo investidor ! Olá amigo ÁGUIA !
Bolsas americanas reagem positivamente com o recuo de Trump, este movimento já era esperado, tivemos uma FAKE NEWS e depois a confirmação que os EUA iriam "adiar" o tarifaço para vários países.
Ouro nas alturas.
Petrobras afundadando !
Vejam em detalhes a análise em vídeo.
Tensões Globais Sustentam Recuperação do Ouro
Os preços do ouro subiram no início desta quarta-feira, atingindo o nível mais alto da última semana perto dos $3.050. Os ganhos do metal precioso refletem o aumento da turbulência nos mercados acionistas, que está a reduzir o apetite pelo risco e a impulsionar a procura por ativos de refúgio. A desvalorização do dólar norte-americano durante a noite também contribuiu para esta valorização. Devido à correlação inversa entre o ouro e o dólar, a queda da moeda norte-americana continua a favorecer o metal. A volatilidade observada esta semana deverá prolongar-se no curto prazo. A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo — que pode alargar-se a outras nações ainda sem resposta às tarifas unilaterais impostas pelos EUA — cria um cenário de elevada incerteza. É difícil prever uma resolução ou antecipar resultados. Os traders continuarão a reagir rapidamente às manchetes, que continuam a moldar o sentimento do mercado. Neste contexto, com a Reserva Federal sob pressão e os receios de recessão a aumentar nos EUA — onde se antecipam quatro cortes nas taxas de juro — a procura pelo ouro como refúgio deverá manter-se firme. Do ponto de vista técnico, a próxima resistência está em torno dos $3.055. Uma quebra acima deste nível poderá abrir caminho para uma subida até aos $3.100.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
Ouro em queda: o que está por trás do movimento e o que esperar A cotação do ouro, não passou ilesa pela recente onda de aversão ao risco que tomou conta de diversas classes de ativos. Nos últimos dias, o metal chegou a recuar mais de 5%, surpreendendo aqueles que costumam apostar em sua resiliência. Mas o que explica essa desvalorização repentina e o que pode acontecer nas próximas semanas?
Por que o ouro está caindo?
Venda de posições para cobrir perdas
Em momentos de pânico nos mercados, é comum que investidores se vejam obrigados a vender ativos mais líquidos para compensar prejuízos em outros setores — especialmente em ações. O ouro, mesmo considerado um ativo defensivo, sofre nessas horas. Exemplo disso é o maior ETF de ouro do mundo, que registrou saídas de 9,4 toneladas em apenas dois dias, ajudando a intensificar a pressão vendedora.
A pressão de venda derrubou a cotação para patamares consideravelmente baixos, rompendo suportes importantes e chamando ainda mais a atenção de vendedores de curto prazo. Quando um nível psicológico é quebrado, a volatilidade tende a aumentar, pois traders especulativos enxergam oportunidades de lucro rápido tanto na queda quanto em possíveis repiques de preço.
O que pode reacender o interesse no metal?
Perspectiva de cortes de juros nos EUA
Os futuros do Fed sinalizam a possibilidade de redução de até 100 pontos-base na taxa de juros ao longo do ano. Se isso acontecer, a atratividade do ouro tende a melhorar. Juros mais baixos costumam enfraquecer o dólar e reduzir o retorno de aplicações de renda fixa, elementos que, historicamente, favorecem a demanda pelo metal precioso.
Compras do Banco Central da China (PBoC)
Em março, o PBoC anunciou sua quinta aquisição mensal consecutiva de ouro. Embora tenha sido uma compra modesta — menos de três toneladas, menor que em meses anteriores — o simples fato de manter um padrão de compras indica que o país continua interessado em diversificar suas reservas. É possível que, com uma eventual estabilização nos preços, o apetite por ouro volte a ganhar força, tanto na China quanto em outros grandes bancos centrais.
Enquanto persistirem as incertezas sobre a saúde da economia global, o preço do ouro pode ter movimentos bruscos, tanto para baixo quanto para cima. Quem observa o metal com foco especulativo deve estar atento a anúncios de política monetária e variações de fluxo nos grandes ETFs.
Em resumo, a queda recente do ouro pode ser encarada como um reflexo da turbulência generalizada nos mercados, em que a necessidade de liquidez leva investidores a vender inclusive ativos defensivos. Por outro lado, a expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e as aquisições contínuas de certos bancos centrais apontam para um possível retorno de interesse pelo metal no futuro próximo. A palavra-chave, entretanto, é volatilidade — e, para quem acompanha o ouro de perto, essa dinâmica deve continuar influenciando os preços no horizonte imediato.
Ouro Recupera Terreno com Queda do Dólar e Crescente Incerteza
Os preços do ouro recuperaram o patamar dos 3.000 dólares nas primeiras negociações de terça-feira, enquanto os investidores continuam inquietos com a guerra comercial em curso e reagem à queda do dólar durante a noite. Crescem os receios de uma recessão nos EUA, o que está a levar os mercados a antecipar cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal mais agressivos do que os inicialmente previstos. Muitos já esperam quatro cortes de 25 pontos base ao longo do ano, uma perspetiva que está a pressionar o dólar. Após duas sessões de valorização, o dólar perdeu terreno esta manhã, o que acabou por apoiar os preços do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos. A pressão anterior sobre o ouro resultou da necessidade de alguns gestores de carteiras liquidarem posições longas em ouro para cobrir chamadas de margem nas suas posições em ações. No entanto, com alguma estabilização nos mercados acionistas, essas vendas forçadas abrandaram. Com a incerteza a continuar a dominar os mercados financeiros e as opções de política monetária da Reserva Federal a tornarem-se cada vez mais limitadas, o metal precioso poderá ter margem para continuar a subir.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades






















