"ITUB4-ITAÚ-RELATÓRIO TÉCNICO" 4º TRIM ESTÁ AI?Análise Estratégica e Financeira do Itaú Unibanco: O Ciclo de Performance Superior e Transformação Estrutural (2024-2025)A análise do desempenho financeiro do Itaú Unibanco no biênio 2024-2025 revela uma instituição que atingiu um novo patamar de eficiência e rentabilidade, consolidando-se como a principal referência do setor bancário brasileiro e da América Latina. O período em questão é caracterizado por uma resiliência notável diante de um cenário macroeconômico complexo, marcado por taxas de juros reais elevadas e uma profunda transformação tecnológica. A trajetória do lucro líquido recorrente gerencial, que evoluiu de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre de 2024 para R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025, evidencia não apenas o crescimento nominal, mas uma melhora qualitativa nos fundamentos da operação.1 Esta performance sustenta-se sobre três pilares fundamentais: a expansão seletiva da carteira de crédito com foco em garantias, a disciplina rigorosa na gestão de custos operacionais e a otimização da margem financeira com clientes através de uma gestão de passivos eficiente.Evolução dos Resultados Financeiros e LucratividadeO ciclo iniciado em 2024 consolidou o Itaú Unibanco como o banco de maior lucro na história do sistema financeiro nacional, em termos ajustados pela inflação.1 O fechamento do ano de 2024 com um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 41,4 bilhões representou uma alta de 16,2% em relação aos R$ 35,6 bilhões registrados no ano anterior, refletindo a capacidade da instituição em extrair valor em diferentes ciclos econômicos.1 A continuidade desse ritmo foi observada nos primeiros nove meses de 2025, onde o lucro acumulado de R$ 34,5 bilhões superou em 13,1% o resultado do mesmo período de 2024, sinalizando que os motores de crescimento permanecem ativos e eficientes.6Série Histórica do Lucro Líquido e Variações TrimestraisA tabela abaixo detalha a progressão trimestral do lucro líquido recorrente gerencial ao longo dos sete trimestres analisados, evidenciando o crescimento sequencial e a estabilidade das variações, o que sugere uma gestão previsível e controlada dos fluxos de receita e despesa.PeríodoLucro Líquido Recorrente GerencialVariação vs. Trimestre Anterior1T24R$ 9,8 bilhões+3,9%2T24R$ 10,1 bilhões+3,1%3T24R$ 10,7 bilhões+6,0%4T24R$ 10,9 bilhões+2,0%1T25R$ 11,1 bilhões+2,2%2T25R$ 11,5 bilhões+3,4%3T25R$ 11,9 bilhões+3,2%O aumento consistente do lucro trimestre a trimestre é sustentado por uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) que iniciou 2024 em 21,9% e atingiu 23,3% no terceiro trimestre de 2025.2 Este patamar de rentabilidade é significativamente superior ao custo de capital próprio, gerando valor econômico substancial para os acionistas. A análise do ROE demonstra que, enquanto o banco expandiu seu patrimônio via retenção de lucros, a capacidade de gerar retorno sobre esse capital adicional não apenas se manteve, como se expandiu, indicando uma alocação de capital extremamente disciplinada.10Composição da Margem Financeira e Receitas de ServiçosA margem financeira total, que somou R$ 112,4 bilhões em 2024 (alta de 8,0%), foi o principal motor da lucratividade.1 Dentro dessa linha, a margem com clientes desempenhou um papel central, crescendo 7,1% em 2024 e mantendo um ritmo de 11,0% de alta anualizada no 3T25.4 O mecanismo de crescimento da margem com clientes baseia-se no aumento do volume médio da carteira e na melhoria da rentabilidade com passivos, compensando as pressões pontuais sobre os spreads de crédito decorrentes da maior seletividade em linhas de varejo.9Simultaneamente, a margem financeira com o mercado apresentou uma trajetória de recuperação ao longo de 2025. Após períodos de volatilidade em 2024, o banco revisou suas projeções para esta linha no 3T25, elevando o guidance anual para um intervalo entre R$ 3,0 bilhões e R$ 3,5 bilhões.3 Esse ajuste reflete um desempenho superior nas operações de tesouraria e na gestão de ativos e passivos (ALM), beneficiando-se das oscilações na curva de juros e da gestão estratégica de caixa.9As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias também contribuíram para o resultado consolidado, totalizando R$ 49,2 bilhões ao final de 2024.5 Embora o crescimento anual tenha sido moderado (+2,2% em 2024), essas receitas oferecem uma base estável de fluxo de caixa que não consome capital regulatório, essencial para a manutenção dos índices de solvência. Em 2025, o crescimento em segmentos como cartões, seguros e assessoria financeira (investment banking) ajudou a compensar a queda em tarifas de conta corrente, fruto da estratégia do banco em ampliar benefícios para aumentar o engajamento da base de clientes.9Dinâmica da Carteira de Crédito e Gestão de RiscoA gestão da carteira de crédito do Itaú Unibanco no período 2024-2025 exemplifica uma abordagem técnica de controle de riscos em um ambiente de inadimplência sistêmica desafiadora. A carteira total cresceu 15,5% em 2024, atingindo R$ 1,359 trilhão, e continuou sua expansão em 2025, alcançando R$ 1,402 trilhão em setembro.1 A estratégia focou na substituição de linhas de maior risco por modalidades com garantias reais, reduzindo a volatilidade do custo de crédito.Segmentação e Foco em Linhas ColateralizadasA análise detalhada da carteira no terceiro trimestre de 2025 revela as prioridades estratégicas da instituição. O crédito imobiliário foi o grande destaque, com um crescimento anual de 15,2%, totalizando R$ 137,1 bilhões.14 Esta linha é considerada estratégica por possuir baixa inadimplência, longo prazo de maturação e forte potencial de fidelização do cliente (cross-selling).Segmento da Carteira (Brasil)Saldo 3T25 (R$ bilhões)Variação Anual (3T25 vs 3T24)Pessoas Físicas456,4+6,5%Micro, Pequenas e Médias Empresas278,4+7,5%Grandes Empresas437,7+9,4%Total Brasil1.172,5+7,8%No segmento de pessoas jurídicas, o banco apresentou uma aceleração relevante. A carteira de Grandes Empresas cresceu 9,4%, impulsionada pela demanda por capital de giro e operações estruturadas no mercado de capitais.6 Já o segmento de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) cresceu 7,5%, com foco em linhas amparadas por programas governamentais, como o FGI, que oferecem garantias que mitigam o risco de crédito.4Qualidade dos Ativos e Custo de CréditoA disciplina na concessão de crédito refletiu-se nos indicadores de inadimplência. O índice de atrasos acima de 90 dias (NPL 90) encerrou 2024 em 2,4% e manteve uma trajetória de queda ou estabilidade em 2025, fixando-se em 1,9% no terceiro trimestre deste último ano.3 Este patamar é o mais baixo entre os grandes bancos de varejo do Brasil, conferindo ao Itaú uma vantagem competitiva significativa em termos de necessidade de provisionamento.O custo de crédito apresentou uma redução nominal de 6,6% em 2024, resultado da melhoria dos modelos de score e da recuperação de créditos anteriormente baixados para prejuízo.1 Em 2025, o banco manteve o custo do crédito controlado, com o índice de custo do crédito sobre a carteira caindo para 2,6% no 3T25.15 Esse controle rigoroso permitiu que o banco absorvesse os impactos da inflação e dos juros altos sobre a capacidade de pagamento dos clientes sem comprometer o lucro líquido.Eficiência Operacional e a Transformação para o Modelo DigitalO índice de eficiência consolidado do Itaú Unibanco, situado em 39,5% no final de 2024 e mantido no 3T25, é um dos mais baixos (melhores) da indústria bancária global.2 Esse indicador reflete a capacidade do banco em gerar receitas crescentes enquanto mantém seus custos core sob controle estrito, crescendo abaixo da inflação acumulada no período.Racionalização da Estrutura Física e Expansão TecnológicaA estratégia de eficiência do banco baseia-se em uma dualidade: a redução da presença física tradicional e o investimento massivo em infraestrutura digital e inteligência artificial. Em 2024, o Itaú fechou 219 agências físicas no Brasil.12 Essa tendência intensificou-se em 2025, com o fechamento de mais 287 unidades nos doze meses encerrados em setembro.6 Este movimento não é apenas uma redução de custos, mas uma resposta à mudança de comportamento do consumidor, que migrou massivamente para canais digitais.Em contrapartida, as despesas com tecnologia cresceram significativamente, com alta de 17,3% em termos anuais no 3T25.9 O banco está em processo de migração de seus sistemas para a nuvem e utiliza inteligência artificial para otimizar desde o atendimento ao cliente até a detecção de fraudes e modelos de precificação de risco. A mudança do perfil de colaboradores reflete essa transformação: a área de tecnologia viu seu quadro crescer 12,5% em 2024, enquanto as áreas operacionais tradicionais foram reduzidas.12Gestão do Capital Humano e ProdutividadeA transformação digital impactou diretamente o quadro de funcionários. Ao final de setembro de 2025, a holding contava com 83.609 empregados no Brasil, uma redução de 3.254 postos de trabalho em doze meses.6 No entanto, a produtividade por colaborador aumentou. A relação de clientes por bancário saltou de 967 em 2019 para 1.149 no final de 2024, demonstrando que a tecnologia permitiu ao banco escalar sua operação com uma estrutura mais enxuta e eficiente.16As despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 7,5% em 2024 e 9,6% no acumulado de 2025.5 Esse aumento deve-se em grande parte aos reajustes previstos em convenção coletiva e à contratação de profissionais de alta qualificação em tecnologia, cujas remunerações são superiores à média operacional. Mesmo com esse aumento nominal, a cobertura dessas despesas pelas receitas de prestação de serviços permanece em patamares elevados (142,3% em 2025), garantindo que a estrutura administrativa seja plenamente sustentada pelas receitas de tarifas.6Análise Comparativa e Posição no Mercado BancárioA performance do Itaú Unibanco destaca-se de forma acentuada quando comparada aos seus principais concorrentes diretos no mercado brasileiro — Bradesco, Santander e Banco do Brasil — especialmente no que tange à consistência do retorno e à qualidade da carteira de crédito.O Turnaround do Bradesco vs. a Consistência do ItaúO Bradesco enfrentou um período de reestruturação profunda em 2024 e 2025, tentando recuperar a rentabilidade perdida em safras de crédito anteriores. No 3T25, o Bradesco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões, com um ROE de 14,7%.17 Embora o resultado indique uma recuperação (alta anual de 18,8% no lucro), os números ainda estão distantes do patamar de 23,3% de ROE do Itaú.10A inadimplência acima de 90 dias do Bradesco situou-se em 4,1% no 3T25, patamar muito superior aos 1,9% do Itaú.10 Esta diferença é o mecanismo central que explica a disparidade de lucros: enquanto o Itaú consegue reverter provisões ou manter custos baixos de risco, o Bradesco ainda precisa provisionar volumes elevados para cobrir perdas no varejo massificado.18Santander Brasil: Seletividade e Recuperação de MargensO Santander Brasil adotou uma postura de extrema seletividade em 2024, o que resultou em uma contração ou baixo crescimento da carteira de crédito em comparação ao mercado. No 3T25, o banco reportou lucro de R$ 4,0 bilhões e ROE de 17,5%.20 O Santander conseguiu melhorar sua eficiência operacional e reduzir custos, atingindo um índice de eficiência de 37,5% no 3T25, mas sua carteira de crédito cresceu apenas 3,8% no ano, refletindo a estratégia de evitar segmentos de risco até que o cenário macroeconômico seja mais claro.21A Crise do Agronegócio no Banco do BrasilO Banco do Brasil (BB), tradicionalmente o líder em rentabilidade devido à sua exposição ao agronegócio, sofreu um revés significativo em 2025. O lucro líquido ajustado no 3T25 foi de R$ 3,8 bilhões, uma queda drástica de 60% frente ao ano anterior.24 O ROE do BB desabou de 21,1% no 3T24 para apenas 8,4% no 3T25.24O principal driver dessa deterioração foi a crise na qualidade do crédito rural, com a inadimplência no agro saltando de 1,97% para 5,34% em um ano.26 Problemas climáticos e queda nos preços internacionais de commodities forçaram o banco a elevar sua projeção de custo de crédito para o intervalo de R$ 59 bilhões a R$ 62 bilhões em 2025.26 Esse cenário realça a resiliência do Itaú, que, ao possuir uma carteira mais diversificada e menor exposição proporcional ao risco agro direto, conseguiu atravessar o período sem choques de provisionamento.Indicador (3T25)Itaú UnibancoBradescoSantander BrasilBanco do BrasilLucro Líquido (R$ bi)11,96,24,03,8ROE (%)23,3%14,7%17,5%8,4%NPL 90 dias1,9%4,1%3,4%4,9%Eficiência39,5%~50,0%37,5%n/aCenário Macroeconômico e Impactos na Estratégia BancáriaA condução da política monetária pelo Banco Central do Brasil foi um fator determinante para os resultados do setor em 2024 e 2025. A resiliência da inflação e a volatilidade do câmbio mantiveram a Taxa Selic em níveis restritivos.A Selic em 15% e o Spread BancárioEm novembro de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano.28 Para o Itaú Unibanco, esse patamar elevado de juros tem um impacto positivo imediato na margem com passivos e na remuneração do capital próprio. Entretanto, ele limita o apetite por crédito de longo prazo e pressiona o custo de crédito dos clientes mais alavancados. A estratégia do banco de migrar para o crédito imobiliário e grandes empresas em 2025 foi um mecanismo de defesa contra esse cenário de juros "higher for longer".9As projeções de mercado indicam que o ciclo de queda da Selic deve se iniciar apenas no primeiro trimestre de 2026, com uma trajetória de redução gradual até 12,75% ao final daquele ano.29 Esta perspectiva de juros ainda elevados por vários meses garante a manutenção de margens financeiras robustas para o Itaú no curto prazo, permitindo que a instituição continue gerando capital orgânico de forma acelerada.11Inflação e Atividade EconômicaO IPCA encerrou 2025 com projeção de 4,3%, enquanto o PIB apresentou um crescimento resiliente de 2,2%.29 Esse ambiente de crescimento moderado com inflação sob controle relativo favorece o setor bancário, pois permite a expansão real das carteiras sem gerar os choques de inadimplência típicos de períodos de recessão. A estabilidade das expectativas de inflação para 2026 (3,8%) sugere que o Banco Central terá espaço para flexibilizar a política monetária, o que deve impulsionar o mercado de capitais e as receitas de assessoria financeira do banco.29Gestão de Capital, Dividendos e Retorno ao AcionistaA robusta geração de lucros do Itaú Unibanco permitiu uma política de remuneração aos acionistas extremamente generosa no período, aliada à manutenção de índices de capital acima das exigências regulatórias.Solvência e Índice de BasileiaO Capital Principal (CET1) do banco atingiu 13,5% em setembro de 2025, um aumento de 40 pontos-base em relação ao trimestre anterior.11 Esse nível de capital é considerado muito sólido e fornece ao banco a flexibilidade necessária para realizar aquisições estratégicas, expandir a carteira de crédito ou aumentar o payout de dividendos sem comprometer a estabilidade financeira.Distribuição de Resultados e BonificaçõesEm 2024, o banco anunciou a distribuição de R$ 15 bilhões em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP), o que representou cerca de 69,4% do resultado recorrente do ano.1 Além disso, foi realizada uma bonificação de ações na proporção de 1 para 10, aumentando a liquidez dos papéis no mercado.1 Em 2025, a tendência de pagamentos trimestrais e extraordinários continuou, com destaque para a recompra de ações no montante de R$ 3 bilhões, visando a capitalização via cancelamento de ações em tesouraria e o aumento da participação relativa de cada acionista remanescente.1Tipo de ProventoValor/ProporçãoData de Referência (Exemplo)Dividendos 2024R$ 1,25093 por açãoMarço 2025 1JCP 2024R$ 0,33344 por açãoMarço 2025 1Bonificação10% (1:10)Março 2025 1Dividendos EspeciaisUSD 0,00321 por ADROutubro 2026 33Sustentabilidade e Estratégia ESG para 2026O Itaú Unibanco tem integrado critérios Ambientais, Sociais e de Governança (ESG) em sua estratégia central, vendo esses fatores não apenas como conformidade, mas como uma vantagem competitiva e uma ferramenta de mitigação de risco de longo prazo.Finanças Sustentáveis e Crédito VerdeO banco projeta para 2026 a manutenção e ampliação de instrumentos financeiros sustentáveis, como os green bonds e sustainability-linked bonds.34 No agronegócio, o banco foca na prateleira "ESG Agro", que incentiva práticas como a utilização de bioinsumos e energia solar, áreas que já movimentaram mais de R$ 5 bilhões.34 Esta abordagem é fundamental para mitigar os riscos de crédito associados a mudanças climáticas, que, como visto no caso do Banco do Brasil, podem causar volatilidade severa nos resultados.Inclusão e Impacto SocialA transformação digital também tem sido utilizada como ferramenta de inclusão. Embora o fechamento de agências físicas seja um ponto de atrito com sindicatos e parte da população mais idosa, o banco tem investido em interfaces digitais acessíveis e em educação financeira.6 O aumento da base para mais de 100 milhões de clientes em 2025 demonstra o alcance da plataforma digital do banco em camadas da população que anteriormente tinham dificuldade de acesso ao sistema bancário tradicional.6Perspectivas Futuras e Projeções para 2026Ao olhar para 2026, o cenário para o Itaú Unibanco permanece construtivo, embora existam riscos no radar, especialmente relacionados à dinâmica fiscal brasileira e à transição de comando no Banco Central.Drivers de Crescimento e Preço-AlvoAnalistas de mercado mantêm uma visão otimista para as ações do banco (ITUB4). O preço-alvo médio para o final de 2026 situa-se entre R$ 45,00 e R$ 48,50, refletindo a expectativa de continuidade no crescimento dos lucros e manutenção do ROE acima de 20%.35 Os catalisadores para 2026 incluem:Ganhos de Eficiência Adicionais: A maturidade dos investimentos em nuvem e IA deve reduzir ainda mais o custo de servir, permitindo que o banco seja competitivo mesmo contra fintechs.11Retomada do Mercado de Capitais: Com o início da queda da Selic em 2026, espera-se um aumento no volume de IPOs e emissões de dívida, favorecendo o Itaú BBA.29Qualidade de Crédito Resiliente: O foco em crédito imobiliário e empresas de alto rating deve manter a inadimplência sob controle, permitindo que o banco cresça sua carteira sem choques de PDD.3Riscos e DesafiosOs principais riscos identificados para 2026 residem na esfera política e macroeconômica. Uma deterioração da percepção fiscal poderia forçar o Banco Central a manter juros altos por mais tempo que o esperado, o que acabaria por asfixiar o crescimento do crédito e elevar a inadimplência no varejo. Além disso, a competição com bancos digitais e a implementação plena do Open Finance continuam pressionando as receitas de serviços e exigindo investimentos constantes em inovação para manter a fidelidade do cliente.2ConclusõesO Itaú Unibanco atravessou o período de 2024 e 2025 consolidando uma posição de dominância técnica no setor financeiro brasileiro. A capacidade de entregar lucros recordes (R$ 41,4 bilhões em 2024 e R$ 34,5 bilhões nos 9M25) enquanto reduz sua estrutura física e melhora seus indicadores de risco demonstra uma gestão de excelência.1 A instituição não apenas reagiu às mudanças do mercado, como a digitalização e os juros altos, mas as utilizou para fortalecer seu balanço e aumentar o retorno ao acionista.Enquanto pares como o Banco do Brasil sofreram com crises setoriais e outros como o Bradesco ainda buscam recuperar sua rentabilidade histórica, o Itaú demonstrou um nível de consistência que o coloca como a principal escolha estratégica (top pick) para investidores no setor. A rentabilidade de 23,3% e o índice de eficiência de 39,5% no 3T25 são os testemunhos de um modelo de negócio que equilibra escala, tecnologia e prudência bancária.3 Para 2026, a instituição está posicionada para colher os frutos de uma potencial flexibilização monetária, apoiada em uma base de capital robusta e em uma carteira de crédito de alta qualidade.
Análise de Valuation: Itaú Unibanco (ITUB4)
Esta análise calcula o múltiplo Preço/Lucro (P/L) baseando-se na cotação atual de R$ 39,90 e nos resultados financeiros reportados de 2024 e as projeções para o fecho de 2025.
1. Premissas de Cálculo
Para o cálculo, utilizamos o número aproximado de 9,8 bilhões de ações (total do capital social do Itaú).
Passo A: Lucro por Ação (LPA) 2024 (Realizado)
Lucro Líquido 2024: R$ 41,4 bilhões.
LPA 2024: R$ 41,4 bi / 9,8 bi ações = R$ 4,22 por ação.
Passo B: Lucro por Ação (LPA) 2025 (Projetado/Anualizado)
Lucro 9M25 (9 meses): R$ 34,5 bilhões.
Média Mensal: R$ 3,83 bilhões.
Projeção 12 meses (2025): ~R$ 46,0 bilhões.
LPA 2025 Proj.: R$ 46,0 bi / 9,8 bi ações = R$ 4,69 por ação.
2. Cálculo do P/L (Preço = R$ 39,90)
O índice P/L indica quantos anos o investidor levaria para recuperar o capital investido através do lucro da empresa, caso este fosse constante.
Cenário
Preço (P)
Lucro/Ação (LPA)
Índice P/L
Base 2024 (Retroativo)
R$ 39,90
R$ 4,22
9,45x
Base 2025 (Estimado)
R$ 39,90
R$ 4,69
8,50x
3. Interpretação do Resultado
O que significa um P/L de 8,5x?
Atratividade: Historicamente, o Itaú negociou em janelas de 10x a 12x P/L. Um valor de 8,5x sugere que o ativo está a ser negociado com um desconto em relação à sua média histórica, apesar do lucro recorde.
Yield Implícito: Um P/L de 8,5x equivale a um "earnings yield" (rendimento do lucro) de aproximadamente 11,7% ao ano.
Comparativo: Enquanto o Itaú apresenta P/L de ~8,5x com ROE de 23%, outros grandes bancos brasileiros muitas vezes negociam a múltiplos similares, mas com rentabilidade (ROE) significativamente menor, o que reforça o prémio de qualidade do Itaú.
4. Conclusão
Com a ação a R$ 39,90, o mercado está a pagar cerca de 8,5 vezes o lucro esperado para este ano. Este patamar é considerado saudável para um banco que entrega crescimento de dois dígitos (13,1% no 9M25) e mantém a maior eficiência do setor.
Análise de Atratividade: O Itaú (ITUB4) está barato?
Ao analisar um P/L de 9,69x, não podemos olhar para o número isolado. Precisamos compará-lo com a rentabilidade (ROE) e a eficiência que o banco entrega.
1. O "Raio-X" da Barateza
Indicador
Valor Atual (3T25)
Por que indica "Barato"?
P/L Atual
9,69x
A média histórica de 10 anos do Itaú gira em torno de 11,5x a 12x. Estamos com um desconto de ~15% sobre a média.
ROE
23,3%
É a maior rentabilidade entre os grandes bancos privados. Geralmente, bancos com ROE > 20% deveriam negociar com P/L muito acima de 10x.
Crescimento (Lucro)
+13,1% (9M25)
O lucro cresce a dois dígitos, mas o preço da ação (P) não subiu na mesma proporção que o lucro (L), o que "achata" o P/L.
Eficiência
39,5%
Quanto menor, melhor. Manter este patamar enquanto o lucro sobe é sinal de uma "máquina" muito bem ajustada.
2. P/L vs. Crescimento (PEG Ratio)
Se utilizarmos o conceito de PEG Ratio (P/L dividido pelo crescimento do lucro), temos:
P/L: 9,69
Crescimento esperado: ~13%
PEG Ratio: 0,74
Nota: Na teoria de Peter Lynch, um PEG Ratio abaixo de 1,0 indica que uma empresa está subvalorizada (barata) em relação ao seu crescimento.
3. Comparativo com o Setor (Estimativas)
Banco
P/L Estimado
ROE
Status
Itaú
9,69x
23,3%
O mais eficiente com preço justo.
Bradesco
~10,5x
~15,0%
Mais caro por estar em fase de recuperação.
Banco do Brasil
~4,5x
~21,0%
Mais barato por ser estatal (risco político).
4. Conclusão: Está barata?
Sim, pelos seguintes motivos:
Margem de Segurança: Você está pagando menos de 10 vezes o lucro por um ativo que é o "benchmark" de gestão no Brasil.
Dividendos: Com lucros de R$ 11,9 bi por trimestre (3T25), a capacidade de pagamento de dividendos e JCP aumenta consideravelmente. O Dividend Yield tende a ser muito atraente nesse preço de R$ 39,90.
Série Histórica: Como você bem notou na série de 7 trimestres, o banco não para de crescer. Se o lucro sobe e o preço fica parado ou sobe devagar, a ação fica cada vez mais barata por "gravidade fundamentalista".
Aviso: Esta é uma análise técnica baseada em múltiplos e não constitui recomendação de compra.
Projeção de Valuation: Impacto de Lucro de R$ 12,5 bi no 4T25
Esta simulação considera o cenário otimista onde o lucro líquido recorrente gerencial atinge R$ 12,5 bilhões no último trimestre de 2025.
1. Novo Lucro Acumulado (LTM)
Para o cálculo do P/L atualizado, somamos os três trimestres já realizados de 2025 com a sua projeção para o 4T25:
1T25: R$ 11,1 bilhões
2T25: R$ 11,5 bilhões
3T25: R$ 11,9 bilhões
4T25 (Projeção): R$ 12,5 bilhões
Lucro Total 2025 (Estimado): R$ 47,0 bilhões
2. Novo Lucro por Ação (LPA)
Utilizando a base acionária exata de 11.026.869.192 ações:
$ AMEX:LPA = \frac{R\$ 47.000.000.000}{11.026.869.192} = \mathbf{R\$ 4,26}$$
3. Novo Preço/Lucro (P/L)
Com a cotação mantida em R$ 39,90:
$$P/L = \frac{39,90}{4,26} = \mathbf{9,36x}$$
4. Análise Comparativa e Conclusão
Métrica
Com 3T25 (Real)
Com 4T25 (Projetado R$ 12,5 bi)
Tendência
Lucro Anual
R$ 45,4 bi
R$ 47,0 bi
↑ Alta
LPA
R$ 4,12
R$ 4,26
↑ Alta
P/L
9,69x
9,36x
↓ "Mais Barato"
Insights Estratégicos:
Compressão de Múltiplo: Se o lucro sobe para R$ 12,5 bi e a ação continua em R$ 39,90, o P/L cai para 9,36x. Isso gera o que chamamos de "mola comprimida": o lucro cresce tanto que o preço da ação fica forçado a subir para que o P/L retorne aos níveis históricos saudáveis (acima de 11x).
Rentabilidade Estimada: Com um lucro de R$ 12,5 bi em um único trimestre, o ROE provavelmente romperia a barreira dos 24%, colocando o Itaú em um patamar de rentabilidade raramente visto em bancos desse porte globalmente.
Dividendos: Um lucro anual de R$ 47 bilhões aumenta drasticamente o potencial de dividendos extraordinários, o que costuma ser o gatilho para a valorização da cotação.
Veredito: Se esse lucro se confirmar, a R$ 39,90 a ação estaria extremamente barata, pois o mercado estaria precificando o banco como se ele estivesse estagnado, enquanto os dados mostram uma aceleração de lucros.
Análise de Sensibilidade: O que frustraria o mercado no 4T25?
O Itaú é hoje o "relógio suíço" da B3. O mercado precifica o banco esperando que a eficiência de 39,5% e o ROE de 23,3% continuem a brilhar.
1. Escala de Sentimento do Mercado
Lucro Líquido (4T25)
Impacto no P/L
Sentimento do Mercado
Acima de R$ 12,2 bi
9,4x ou menos
Euforia: Confirma aceleração e pode disparar dividendos extras.
R$ 11,9 bi a 12,1 bi
~9,6x
Neutro/Positivo: Manutenção do crescimento orgânico.
R$ 11,5 bi a 11,8 bi
~9,8x
Frustração Leve: Estagnação sequencial (lucro menor que o 3T25).
Abaixo de R$ 11,0 bi
> 10,2x
Pânico/Venda: Indica aumento de inadimplência ou perda de margem.
2. Os 3 Fatores de Frustração (O que observar além do lucro)
Mesmo que o lucro venha em R$ 12 bi, o mercado pode se frustrar se:
A. Aumento da Inadimplência (NPL)
O Itaú tem a melhor carteira do setor. Se o índice de atrasos acima de 90 dias subir significativamente, o mercado temerá que os lucros de 2026 sejam menores devido à necessidade de maiores provisões (PCLD).
B. Queda no ROE
O ROE de 23,3% é o grande troféu do banco. Se esse número cair para a casa dos 21%, os investidores podem entender que o banco atingiu o seu "tecto" de rentabilidade e começarão a vender as ações para buscar oportunidades com maior potencial de recuperação (como o Bradesco, caso este apresente uma viragem).
C. Orientação (Guidance) para 2026
O Itaú costuma divulgar suas projeções para o ano seguinte junto com o resultado do 4T. Se o banco projetar um crescimento de carteira ou de margem financeira muito modesto para 2026, o preço da ação pode sofrer, mesmo com um lucro recorde no 4T25.
3. Conclusão: O "Número do Medo"
O lucro que realmente frustraria o mercado seria qualquer valor abaixo de R$ 11,5 bilhões.
Isso significaria que o banco regrediu ao patamar do 2T25, quebrando a escada de crescimento trimestral. Nesse cenário, o P/L de 9,69x deixaria de ser visto como "barato" e passaria a ser visto como "condizente com uma empresa que parou de crescer".
Dica de Monitoramento: Fique atento ao dia 04/02/2026 (data do resultado no seu calendário). O mercado reagirá nos primeiros 15 minutos de pregão após a abertura.
Juros
CEAB3 ARRISCADO! mas pode dar 15% no famoso repique"CEAB3 ARRISCADO! mas pode dar 15% no famoso repique"
CEAB3 – Trade arriscado, mas com potencial de repique de até 15%
- Contexto técnico:
O papel vinha consolidando logo abaixo da máxima histórica, mas perdeu duas formações em caixote, o que projetou quedas mais fortes. A pressão vendedora ganhou intensidade no pregão de hoje, acelerando o movimento de correção.
- Cenário atual:
A entrada de uma venda avassaladora trouxe volatilidade e aumentou o risco da operação. No entanto, o ativo já se encontra em região de sobrevendido em alguns indicadores, o que abre espaço para um possível respiro.
- Oportunidade de repique:
Caso surja um candle sinalizador de fundo (como um martelo ou engolfo de alta), pode se iniciar um repique técnico com upside estimado em 15%. Esse movimento seria caracterizado como uma correção dentro da tendência maior de baixa.
- Gestão de risco:
- Stop deve ser bem definido, abaixo do último fundo.
- O trade exige disciplina, pois o risco é elevado.
- O alvo deve ser parcial, com realização progressiva para proteger ganhos.
- Interpretação estratégica:
Este é um trade de oportunidade, não de tendência. O investidor precisa estar ciente de que se trata de uma operação contra o fluxo predominante, buscando apenas capturar o repique técnico.
O ativo consolidou um pouco abaixo da máxima histórica quando iniciou a perda de duas figuras em forma de caixote projetando-o para quedas maiores . Hoje com o movimento já em andamento sofreu um revés entrando uma venda avassaladora .
Vejo possibilidade de um respiro nos preços. Este repique pode ter upside de 15%. Mas precisamos de um candle sinalizador de fundo para início do movimento.
É um trade de alto risco mas possível de ser feito.
WTI em baixa com sinais fracos de Pequim
Os preços do petróleo WTI recuaram no início da negociação desta quinta-feira. As perdas foram impulsionadas por uma ligeira valorização do dólar norte-americano, que tende a pressionar os preços do crude, e por renovadas preocupações em torno da procura chinesa por importações de petróleo. O dólar tem estado recentemente sob pressão devido a expectativas cada vez mais acomodatícias relativamente à trajetória das taxas de juro da Reserva Federal, uma dinâmica que é, em geral, favorável aos preços do petróleo, que são denominados em dólares e tendem a mover-se em sentido inverso à moeda norte-americana. No entanto, comentários feitos ontem por responsáveis sénior da Reserva Federal, apelando à cautela quanto ao ritmo de cortes das taxas de juro, deram algum suporte ao dólar, exercendo pressão descendente sobre o preço do barril. Em simultâneo, dados económicos recentemente divulgados na China revelaram vendas a retalho e produção industrial abaixo do esperado, alimentando preocupações quanto à procura por parte do maior importador mundial de crude. Neste contexto, poderá haver margem para novas quedas nos preços do petróleo, embora as perdas devam ser limitadas pelas ameaças à oferta decorrentes do bloqueio imposto pelos Estados Unidos às exportações de petróleo da Venezuela.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Ouro Mantem Tendencia Altista com Fed Mais Dovish
Os preços do ouro subiram e atingiram um máximo de várias semanas nas negociações da manhã de sexta-feira, ultrapassando o nível dos 4.300 dólares. O metal precioso está a encontrar suporte na fraqueza do dólar norte-americano, que na quinta-feira caiu para o valor mais baixo das últimas sete semanas. A moeda americana encontra-se sob pressão, à medida que a perspetiva para a Reserva Federal se torna cada vez mais dovish, em meio a sinais de desaceleração económica, pressão política por parte da Casa Branca para baixar juros e ao reconhecimento, por parte do presidente Jerome Powell, no final da reunião desta semana, de que o mercado laboral dos EUA enfrenta riscos significativos em baixa. O ouro continua a beneficiar desta dinâmica devido à correlação inversa entre os dois ativos. Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica na Ucrânia e as fissuras cada vez mais visíveis na aliança transatlântica estão a reforçar o apelo de refúgio seguro do metal precioso. Neste contexto, o caminho de menor resistência para o ouro continua a ser em sentido ascendente, com os investidores atentos aos discursos públicos agendados para esta sexta-feira por membros sénior do FOMC.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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Pressao Sobre o Dolar Aumenta Apos Decisao Dividida da Fed
O dólar norte-americano caiu durante as últimas 24 horas, perdendo mais de meio por cento face a um cabaz de outras divisas principais. A quedas seguiu-se à conclusão da reunião do FOMC da Reserva Federal que, como amplamente esperado, resultou num corte de 25 pontos base na taxa de juro. A decisão não foi unânime, com alguns responsáveis da Fed a adotarem uma postura hawkish e a votarem contra a redução dos custos do crédito. Falando após o anúncio, Jerome Powell salientou riscos significativos em baixa no mercado laboral dos EUA, mantendo em aberto a possibilidade de novos cortes em 2026. Após as suas declarações, os mercados monetários passaram a incorporar expectativas de pelo menos mais um corte de juros no próximo ano, embora os traders considerem improvável que tal aconteça na reunião de janeiro. Este cenário mantém o caminho de menor resistência para o dólar inclinado para a desvalorização, sendo que quaisquer dados económicos dececionantes poderão aprofundar as perdas da moeda. Neste contexto, os investidores estarão atentos à divulgação, ainda hoje, dos pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA. Um número abaixo do esperado poderá ajudar a limitar as perdas do dólar, enquanto um aumento de novos requerentes acima da leitura anterior poderá reforçar a perspetiva dovish para a Fed e exercer maior pressão sobre a moeda norte-americana.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro desliza antes dos dados da inflação
Os preços do ouro recuaram ligeiramente nas primeiras negociações de quarta-feira e estão atualmente a manter-se ligeiramente acima dos 4.200 dólares. O metal precioso encontra-se numa trajetória descendente esta semana, tendo registado quedas em todas as sessões até agora. Isto acontece numa altura em que os investidores otimistas em relação ao ouro permanecem cautelosos antes da divulgação de importantes dados económicos, incluindo o relatório do índice PCE desta sexta-feira. Sendo a medida de inflação preferida da Reserva Federal, a leitura do PCE deverá influenciar as expectativas quanto ao rumo das taxas de juro da Fed, o que, por sua vez, afetará o dólar norte-americano e, em última análise, os preços do ouro, devido à correlação inversa entre os dois ativos. Entretanto, as esperanças de uma resolução a curto prazo para a guerra na Ucrânia dissiparam-se, e as tensões voltam a aumentar, particularmente após as recentes ameaças do Presidente russo de um conflito com a Europa. Neste contexto, marcado por uma perspetiva negativa para o dólar e por uma instabilidade geopolítica crescente que reforça o apelo do ouro como ativo de refúgio, poderá haver margem para uma recuperação dos preços do metal precioso, sobretudo se os próximos dados económicos confirmarem um arrefecimento da economia americana e uma estabilização da inflação. Um cenário desta natureza tenderia a resultar numa maior fraqueza do dólar e em novos ganhos para o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro pressionado pelo apetite pelo risco
Os preços do ouro caíram nas primeiras negociações de terça-feira e estão atualmente a negociar ligeiramente acima dos 4.200 dólares. Verificou-se um ressurgimento do apetite pelo risco nos mercados financeiros, refletido nos ganhos observados nos futuros dos índices acionistas. Esta dinâmica é negativa para o metal precioso, que tende a apresentar melhor desempenho em períodos de aversão ao risco. A acrescentar pressão estão também as perspetivas crescentes de uma solução para a guerra na Ucrânia, que têm reduzido os fluxos de refúgio para o ouro. No entanto, o potencial de queda permanece limitado devido às expectativas cada vez mais dovish em relação à Reserva Federal. Responsáveis séniores do FOMC têm feito declarações públicas que deixam a porta aberta para cortes de juros em dezembro e além, contribuindo para a fraqueza do dólar norte-americano e apoiando os preços do ouro devido à correlação inversa entre os dois ativos. Neste contexto, os traders estarão atentos à divulgação dos importantes dados do PCE no final da semana. Sendo o indicador de inflação preferido pela Fed, poderá ajudar a consolidar as expectativas de cortes de juros e definir a perspetiva para o preço do ouro no curto e médio prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Dólar recupera após surpresa positiva nos dados laborais
O dólar norte-americano subiu face às principais moedas nas negociações de sexta-feira de manhã, prolongando o movimento positivo observado na sessão anterior. Depois de três dias consecutivos no vermelho no início da semana, o Índice do Dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a um cabaz de outras divisas de referência, começou a recuperar na quinta-feira e encontra-se atualmente ligeiramente abaixo da marca dos 100 pontos. Este movimento de recuperação foi impulsionado sobretudo pela divulgação dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, que ficaram abaixo das previsões. No entanto, apesar desta melhoria, o caminho de menor resistência para o dólar continua a apontar para uma tendência descendente. Os investidores têm vindo a aumentar as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal em dezembro, ao mesmo tempo que começam a prever pelo menos mais três reduções no custo do crédito ao longo de 2026. Com a perceção de uma desaceleração económica a ganhar força nos mercados, e com a administração norte-americana a abertamente exercer pressão política sobre o banco central para baixar ainda mais as taxas, a perspetiva para o dólar norte-americano no médio e longo prazo permanece negativa.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro a caminho do quarto mês de ganhos
Os preços do ouro subiram antes de perderem esses ganhos e encontram-se agora ligeiramente acima dos 4.150 dólares. O metal precioso mantém-se a caminho de fechar o quarto mês consecutivo em alta, continuando a beneficiar da persistente incerteza económica e turbulência geopolítica, bem como das expectativas de cortes nas taxas por parte da Fed — fatores que pressionam o dólar norte-americano e favorecem o ouro, dado a correlação inversa entre ambos os ativos. As apostas do mercado num corte de taxas da Reserva Federal em dezembro têm oscilado significativamente, à medida que declarações públicas mais cautelosas de membros seniores do FOMC alternam com posições mais dovish. Esta dinâmica foi influenciada pelos dados económicos referentes a setembro recentemente divulgados nos EUA, que saíram piores do que o esperado e contribuíram para consolidar as expectativas de cortes de taxas em dezembro e nos meses seguintes. Neste contexto, o caminho de menor resistência para o preço do metal continua a ser em direção a novos ganhos, com potencial para mais valorização até ao final do ano.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
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Futuros sobem apesar da hesitação com a Nvidia
Os principais índices americanos seguem em alta na manhã desta quarta-feira. Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq sobem 0.22% e 0.34%, respetivamente. Os investidores estão a atribuir uma maior probabilidade a um corte de juros da Fed já em dezembro, após várias intervenções de alguns membros do Fed, o que tem alimentado o apetite pelo risco. Em contrapartida, a Nvidia ontem caiu 2.59%, após a notícia de que a Meta poderá optar por chips da Google para os seus centros de dados. As reações voláteis do mercado aos desenvolvimentos recentes reforçam o nervosismo dos investidores em relação à sustentabilidade do rali nas tecnológicas e evidenciam a crescente dependência do desempenho dos índices americanos em relação à Nvidia.
Henrique Valente – Analista, ActivTrades
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O fim do shutdown promete avalanche de dadosDesde o início desta semana, venho lendo notícias sobre o acordo alcançado entre democratas e republicanos. O Senado aprovou, na noite de segunda-feira, um projeto de lei para reabrir o governo, e a Câmara dos Deputados deve aprová-lo o quanto antes. Em seguida, o projeto seguirá para o presidente Donald Trump, que deverá assiná-lo.
Essa foi a paralisação mais longa da história, e Kevin Hassett, da Casa Branca, afirmou que alguns dados econômicos que deveriam ter sido coletados em outubro podem nunca ser registrados, dificultando a obtenção de uma visão abrangente sobre a saúde da economia americana.
Órgãos estatísticos, como o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) e o Departamento do Censo, não conseguiram coletar dados durante a paralisação, o que torna certos relatórios, especialmente aqueles que dependem de métodos manuais de coleta, particularmente vulneráveis.
Há um risco crescente de que o BLS não consiga publicar o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, um dos principais indicadores de inflação. Economistas também demonstram preocupação com a pesquisa domiciliar que produz a taxa de desemprego. O problema está em como as agências — que já enfrentavam falta de pessoal antes da paralisação — irão priorizar os relatórios pendentes, considerando que novembro já está em andamento. Economistas e investidores se preparam para uma avalanche de dados quando as operações forem retomadas, já que as agências terão de conciliar o calendário de relatórios atrasados com os futuros.
Olhando para os dados anteriores ao shutdown, o mercado de trabalho mostra aumento no desemprego e redução na folha de pagamentos:
A inflação do setor de serviços registrou nova mínima no último dado divulgado, em setembro:
Ao observar as probabilidades implícitas nas opções do FOMC, ainda há uma chance substancial de corte de juros em dezembro mesmo após Powell ter adotado um tom mais hawkish em sua última fala:
Hassett mencionou que o PIB pode ser impactado, mas que esse efeito tende a ser superado no futuro. Os dados de PMI seguem um padrão constante ao longo do ano com a manufatura em contração e o setor de serviços em expansão, o que tem mantido a economia relativamente estável.
As próximas semanas devem esclarecer melhor o rumo da economia. O ativo que observo para esse movimento é o juro, cujo valor de face está em trajetória de valorização desde o Liberation Day. A ideia é estar posicionado para os próximos dados econômicos, que devem confirmar a continuidade da desaceleração, porém em ritmo sustentável, coerente com o cenário de soft landing.
Os juros de 10 anos devem encerrar o ano próximo da máxima anual, em torno de 114 dólares. Cortes em 2026 ainda não estão precificados. As opções indicam que o juro deve permanecer estável em janeiro e março, com probabilidades de retomada dos cortes apenas em abril.
O risco de baixa surge caso os dados sinalizem o temido higher for longer , cenário em que minha visão para os juros deixaria de se sustentar.
"BTG PACTUAL , solidez, diversificação e excelência"I. Desempenho Financeiro Consolidado 💰
💵 Lucro Líquido Ajustado: R$ 4,5 bilhões (+42% a.a.) ◦ LTM 3T25: R$ 12,1 bilhões
📊 Receita Total: R$ 8,8 bilhões (+37% a.a. / +6% vs 2T25) ◦ LTM 3T25: R$ 30,7 bilhões
🏆 ROAE Ajustado: 28,1% (melhor que o trimestre anterior)
⚡ Eficiência Operacional: Índice ajustado em 34,1% (recorde histórico de eficiência)
II. Balanço Patrimonial e Capital 🏦
📈 Ativos Totais: R$ 685 bilhões (+4,4% vs 2T25)
💎 Patrimônio Líquido: R$ 65,6 bilhões (+16,6% a.a.)
🛡️ Índice de Basileia: 15,5%
📉 VaR Médio: 0,30% do PL médio
💸 Funding Desgarantido: R$ 308 bilhões (+20% a.a.)
💧 Liquidez (LCR): 168,5%
III. Métricas de Clientes e Ativos 👥📂
💰 Net New Money (NNM): R$ 83 bilhões no 3T25 / R$ 296 bilhões LTM
🏢 Portfólio de Crédito: R$ 247 bilhões (+17,4% a.a.) ◦ PME: R$ 29 bilhões
📈 AuM/AuA: R$ 1,2 trilhão (+19% a.a.)
🔒 AuC: R$ 2,3 trilhões (+25% a.a.)
IV. Destaques por Área de Negócio 🚀
🏦 Corporate Lending & Business Banking: ◦ Receita recorde: R$ 2,15 bilhões (+2,2% vs 2T25) ◦ Lançamento do BTG Pay 💳
💼 Investment Banking: ◦ Receita: R$ 643 milhões ◦ #1 em ECM no Brasil 🥇
📊 Asset Management: ◦ Receita recorde: R$ 747,5 milhões (+23,3% a.a.) ◦ Captações líquidas: R$ 33,5 bilhões
👑 Wealth Management & Personal Banking: ◦ Receita recorde: R$ 1,36 bilhões
🤝 Participations: ◦ Receita: R$ 324,8 milhões ◦ Inclui Banco Pan, Too Seguros e Pan Corretora
V. Outros Destaques 🌍✨
🌱 Sustentabilidade (ESG): ◦ R$ 4,9 bilhões em agricultura regenerativa ◦ Parceria IFC: até US$ 1 bi até 2028 ◦ Acordo AIIB: US$ 160 milhões para infraestrutura climática
🏦 Aquisição: HSBC Bank (Uruguay) S.A. por US$ 175 milhões
🎯 Frase que melhor descreve o BTG Pactual
"ROAE de 28,1%, superando o desempenho do trimestre anterior e reafirmando a solidez, diversificação e excelência da nossa franquia."
Essa frase traduz o espírito do BTG Pactual: sólido, diversificado e sempre em busca de excelência 🚀🔥.
O que esperar do COPOMO Banco Central do Brasil deve manter a Selic inalterada nesta quarta-feira, no maior patamar em quase duas décadas. A mensagem é clara: o ciclo de juros altos ainda está longe de terminar, e os investidores começam a se conformar com a ideia de que o custo do dinheiro continuará elevado por mais tempo do que se imaginava.
Sob a liderança de Gabriel Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve preservar a taxa básica em 15% pelo terceiro encontro consecutivo segundo a maior parte das opiniões do mercado. O consenso reflete uma virada de percepção: não se trata mais de quando os cortes começarão, mas por quanto tempo o Banco Central vai segurar as rédeas.
Nos bastidores, a visão é que Galípolo e seus colegas do conselho ainda estão desconfortáveis com a inércia inflacionária. Programas sociais e estímulos fiscais do governo ampliam a pressão sobre os gastos públicos, e qualquer sinal de afrouxamento prematuro poderia reacender a inflação.
Mesmo que o BC reconheça uma melhora marginal nas expectativas de preços, o tom seguirá restritivo. A maior questão é se isso abrirá caminho para um corte em dezembro. Os dados até permitem essa hipótese, mas acreditamos que o BC evitará sinalizar qualquer movimento antes que a inflação esteja claramente dentro da meta.
Economia resiliente, mas custo alto
O mercado de trabalho continua aquecido: a criação formal de empregos superou as projeções em setembro, e o desemprego segue em 5,6%, um dos menores níveis históricos. Essa resiliência, paradoxalmente, dá margem para o BC manter o aperto por mais tempo.
Desde o início do ciclo, o Banco Central elevou a Selic sete vezes seguidas, somando 4,5 pontos percentuais de alta, antes de interromper o movimento em junho. O objetivo era observar os efeitos do aperto sobre o custo de vida e, por enquanto, os resultados começam a aparecer.
A inflação de meados de outubro ficou em 4,94% em 12 meses, o menor nível desde o início de 2025. As projeções para 2025 a 2028 recuaram levemente, sinalizando que a trajetória caminha na direção certa.
Para o Índice Bovespa a decisão já está no preço, o mercado buscou máxima histórica no dia do COPOM e sobe mais de 25% no ano. A oportunidade está em setores de exportação e empresas dolarizadas (papel e celulose, mineração, proteína), que tendem a se beneficiar de eventual desvalorização cambial e desaceleração doméstica. Do outro lado da moeda, um BC mais duro mantém o real relativamente forte, já que o diferencial de juros com os EUA segue alto. Isso atrai carry trade via USDJPY, mas não garante fluxo de capital para a bolsa.
Cautela até 2026
Ainda assim, a mensagem do Copom deve ser firme: a convergência da inflação à meta vem antes de qualquer afrouxamento. A ideia de um corte antecipado perde força a cada nova reunião.
Em outras palavras, o Brasil pode conviver com juros de dois dígitos por boa parte de 2026. E, para um mercado que se acostumou a sonhar com cortes rápidos, a realidade é que o Banco Central agora está sob um novo comando, mas o mesmo pragmatismo não parece disposto a correr riscos.
"IBOV pode lateralizar mas ainda não interrompe a tendência""IBOV 🔻pode lateralizar mas ainda não interrompe a tendência"
A proximidade da temporada de resultados do terceiro trimestre é um momento estratégico no mercado. E os grandes players sabem disso muito bem.
📊 Por que isso importa agora:
Movimentos antecipados: Investidores institucionais costumam se posicionar antes da divulgação dos balanços, apostando em empresas que devem surpreender positivamente.
Volatilidade aumentada: A expectativa de resultados pode gerar oscilações fortes, especialmente em ações com histórico de surpresas ou guidance revisado.
Setores com potencial: Bancos, varejo, energia e tecnologia são setores que tradicionalmente mostram volatilidade nessa época — seja por resultados operacionais ou por sinalizações sobre o fim de ano.
🔍 O que observar:
Margens e guidance: Empresas que mantêm ou elevam projeções para o 4º trimestre tendem a atrair fluxo.
Revisões de analistas: Fique atento às revisões de preço-alvo e recomendação — elas costumam antecipar o movimento dos grandes fundos.
Volume e opções: Aumento de volume e movimentação em derivativos pode indicar posicionamento institucional.
🧭 Cenário geral:
A tensão entre EUA e China, somada à derrota do governo brasileiro na MP do IOF, aumentou a aversão ao risco e pressionou o mercado
qui estão os principais destaques que influenciaram a queda do Ibovespa na sexta-feira, 10 de outubro:
🔻 Setores que mais pesaram:
Saúde: Ações como Hapvida estiveram entre os piores desempenhos do dia.
Siderurgia: Empresas do setor também puxaram o índice para baixo, refletindo preocupações com demanda global e preços de commodities.
📈 Contraponto positivo:
Ambipar e Aura Minerals se destacaram com alta, ajudando a limitar as perdas do índice.
Esses movimentos refletem um cenário de cautela, com investidores reagindo a fatores externos (como queda em Wall Street e no petróleo) e internos (como incertezas fiscais)
Prata Rompe a Barreira dos 50 Dólares
A prata ultrapassou ontem os 50 dólares por onça, atingindo o nível mais alto de sempre e quebrando uma resistência simbólica que há muito funcionava como teto psicológico no mercado. O movimento reflete uma combinação de forte procura industrial, sobretudo ligada a painéis solares e eletrónica, e uma componente especulativa significativa, alimentada por expectativas de cortes de juros e receios de inflação persistente. A escalada tem sido amplificada pela escassez no mercado físico, que está a provocar um “short squeeze” entre traders com posições curtas. O rali da prata contrasta com a ligeira correção do ouro, indicando que parte do capital especulativo está a migrar para o metal mais volátil em busca de ganhos adicionais. Do ponto de vista técnico, a superação dos 50 dólares por onça representa um potencial ponto de viragem. Uma consolidação acima desse nível poderá abrir espaço para nova valorização. No entanto, com o preço em território recorde e as posições longas já muito concentradas, qualquer mudança no sentimento macro ou fortalecimento do dólar pode desencadear uma realização rápida de lucros. Apesar da valorização acentuada nas últimas semanas, a prata não é tão inelástica como o ouro. Se os preços permanecerem elevados por um período prolongado, novos projetos de extração poderão tornar-se economicamente viáveis, e a reciclagem de prata industrial e joalharia tende a aumentar, aliviando gradualmente a pressão sobre a oferta.
Henrique Valente – Analista, ActivTrades
Como a eleição no Japão pode afetar o mercado brasileiro?Essa segunda-feira tivemos uma surpresa política importante no Japão; a candidata Sanae Takaichi está emergindo como potencial Primeira Ministra. A visão de Takaichi é de afrouxamento dos títulos e enfraquecimento da moeda (Iene).
A moeda japonesa caiu cerca de 2% em relação aos seus pares do G-10 até agora nesta semana, com os investidores apostando que a postura pró-estímulo de Takaichi resultaria em um cronograma mais lento para o aperto da política monetária do Banco do Japão. Aumentos tardios podem muito bem atrair os investidores de volta à estratégia conhecida como carry trade (carrego), na qual tomam emprestado o iene, que é uma moeda que tem baixo rendimento, e compram moedas como o real brasileiro ou o dólar australiano, que oferecem retornos mais elevados.
rendimentos dos títulos japoneses (custo de carrego)
O resultado das eleições levou o USDJPY à beira da mínima de seis meses, enquanto os títulos desvalorizaram devido à preocupação de que Takaichi libere mais gastos do governo e incite a inflação. Muitos participantes do mercado também observam que ela já criticou as medidas do Banco do Japão para aumentar as taxas de juros e pode defender um aperto monetário mais lento caso assuma o cargo.
Caso o Banco do Japão opte por reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros de 0,5% do país (já entre as mais baixas do mundo), isso tranquilizará os potenciais traders de carry trade de que o iene continuará sendo uma fonte barata de financiamento.
E o que isso tem a ver com o Brasil?
Isso não necessariamente tem a ver com o Ibovespa, mas deve favorecer a apreciação do Real frente ao Dólar visto que o Brasil é um dos juros reais mais atrativos do mundo no momento.
Explicando de maneira prática, o player que faz carry contraí uma dívida no Japão, onde terá um juro de aproximadamente 1%, e traz esse dinheiro para o Brasil, assim alocando em ativos que pagam de forma "segura" um bom juro real. Essa operação não é o tipo de coisa que o varejo faz e incorre em riscos no Brasil, no Japão e nos EUA (afinal tudo vira dólar). Normalmente, a operação conta com cobertura em pares FX e eventualmente DI, o que também reduz o tamanho do prêmio do carry.
O reflexo indireto é o valor da nossa moeda caindo, assim retirando a pressão inflacionária e eventualmente revivendo setores sensíveis da bolsa, fazendo com que o lucro das exportadoras caia marginalmente, forçando uma rotação para setores pró-ciclo podendo então acender a fagulha da mudança de fluxo da RF para a RV.
Só é importante lembrar que isso não é imediato, nem milagroso, mas sim paradoxo. A redução da inflação leva à redução dos juros e consequentemente à redução do juro real e a uma redução da atratividade do trade de carrego.
Preços do Ouro Ultrapassam os 3.900 Dólares
Os preços do ouro continuam a sua trajetória ascendente sustentados por fundamentais altamente favoráveis, atingindo um novo máximo histórico nas primeiras horas da sessão de segunda-feira. As expectativas dos investidores de que a Reserva Federal dos EUA realizará mais dois cortes de taxas este ano estão a apoiar o sentimento do mercado, enquanto no Japão, a vitória de um candidato com perfil fiscalmente dovish nas eleições para a liderança partidária — e a sua provável nomeação como próximo primeiro-ministro — reduziu as expectativas de um aperto monetário no curto prazo por parte do Banco do Japão. Ao mesmo tempo, a persistente incerteza geopolítica e económica, combinada com a continuação do encerramento do governo dos EUA, continua a alimentar a procura por ativos de refúgio. A compra técnica, desencadeada pela ultrapassagem do nível dos 3.900 dólares, está também a acrescentar dinamismo ao movimento ascendente. Com o enquadramento macroeconómico a manter-se favorável e os sinais técnicos a reforçarem a tendência bullish, eventuais correções nos preços poderão ser vistas como oportunidades de compra, abrindo caminho a novas valorizações.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
"Assaí (ASAI3) resiliência em seus fundamentos" mas e o 3t2025?🔍 Assaí (ASAI3) em foco: desempenho financeiro no 2T25
No segundo trimestre de 2025, o Assaí apresentou resultados mistos, com sinais de estabilidade em alguns indicadores e leve pressão em outros. Vamos aos destaques:
💰 Valuation em movimento
O P/L (Preço/Lucro) ficou em 17,1x, levemente abaixo do 1T25 (17,4x), indicando uma pequena melhora na lucratividade relativa.
O EV/EBITDA caiu para 6,9x, mostrando que o mercado está atribuindo um valor mais atrativo à geração de caixa da empresa.
Já o P/VP recuou para 3,4x, sugerindo uma leve reprecificação do valor patrimonial 📉.
📉 Endividamento sob controle
A relação Dívida Líquida/EBITDA ficou em 3,17x, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Isso mostra que a alavancagem está sendo mantida dentro de parâmetros aceitáveis, mesmo com o cenário desafiador 💼.
📈 Rentabilidade com nuances
A Margem Bruta subiu para 16,7%, sinalizando eficiência operacional.
A Margem EBITDA Ajustado também cresceu para 5,7%, refletindo controle de custos e ganhos operacionais.
Já a Margem Líquida foi de 1,4%, mas com um detalhe importante: esse número foi inflado por créditos fiscais não recorrentes. Sem esse efeito, a margem ajustada seria de 0,9% ⚠️.
📊 Metodologia e contexto Todos os múltiplos foram calculados com base nos dados Pré-IFRS16, conforme destacado nos relatórios oficiais da companhia. Isso garante uma visão mais fiel da realidade operacional e financeira do Assaí 🧾.
📌 Conclusão O Assaí segue mostrando resiliência em seus fundamentos, com múltiplos de valuation mais atrativos e rentabilidade ajustada em linha com o histórico. A gestão da dívida continua eficiente, e os resultados do 2T25 reforçam a importância de olhar além dos números brutos — especialmente quando há efeitos não recorrentes envolvidos 🔎.
"MAGAZINE LUIZA- MGLU3 FICOU MUITO CARO"📉"MAGAZINE LUIZA-🔸🔸 MGLU3 FICOU MUITO CARO"📉
📊 Magazine Luiza (MGLU3): Entre a Resiliência Operacional e o Desafio dos Juros. Qual o Preço Justo?
Publicado em: 18 de setembro de 2025
Hoje, com as ações do Magazine Luiza (MGLU3) negociadas na casa dos R$ 11,42, muitos investidores se perguntam: qual o real valor da companhia e o que esperar para o futuro? Para responder a essa pergunta, mergulhamos nos dados do mais recente relatório financeiro da empresa — o ITR do segundo trimestre de 2025 — e traçamos cenários para entender o que pode destravar o valor da ação.
📉 Raio-X do 2º Trimestre de 2025: Um Resultado Amargo
O Magazine Luiza enfrentou um trimestre desafiador. Apesar de um leve crescimento na receita, o resultado final foi negativo. Vamos entender o que aconteceu 👇
🔹 Receita Líquida: R$ 9,13 bilhões 🔹 Resultado Financeiro: -R$ 495,6 milhões 🔹 Lucro/Prejuízo Líquido: -R$ 24,4 milhões
📊 Em comparação com o mesmo período de 2024:
🔸 Receita subiu timidamente (de R$ 9,01 bi para R$ 9,13 bi) 🔸 O resultado financeiro piorou (de -R$ 401,1 mi para -R$ 495,6 mi) 🔸 O lucro virou prejuízo (de +R$ 23,6 mi para -R$ 24,4 mi)
💣 O grande vilão? As despesas financeiras, que cresceram 18,9% e engoliram todo o lucro operacional. Isso inclui juros da dívida e custos com antecipação de recebíveis.
💪 Mas nem tudo foi negativo: a empresa mostrou resiliência na geração de caixa operacional, sinal de que o varejo segue forte e eficiente.
📈 Múltiplos e Valuation: Onde Estamos Hoje?
Com a cotação atual de R$ 11,42, o valor de mercado do Magazine Luiza é de aproximadamente R$ 8,44 bilhões. Com base nos últimos 12 meses, os múltiplos são:
P/L (Preço/Lucro): 36,7x
P/VPA (Preço/Valor Patrimonial): 0,76x
EV/EBITDA: 4,11x
🔹 O P/VPA abaixo de 1 indica que a ação está abaixo do valor patrimonial. 🔹 O P/L elevado reflete lucros baixos e voláteis. 🔹 O EV/EBITDA mostra uma geração de caixa mais estável — foco dos analistas.
🚀 Cenários Futuros: O Caminho Para a Valorização
📌 Cenário 1: P/L de 19
Para justificar um múltiplo P/L de 19 com o preço atual, a empresa precisaria entregar um lucro líquido anual de R$ 444,2 milhões — quase o dobro do resultado atual de R$ 229,8 milhões. Esse nível de lucratividade nunca foi atingido em 12 meses.
📌 Cenário 2: Alta Performance
Se a empresa alcançasse R$ 200 milhões de lucro por trimestre (R$ 800 milhões/ano), e o mercado atribuísse um P/L de 20, o preço justo da ação seria R$ 21,65 — um potencial de alta de quase 90%.
📉 Projeção para o 3T25 e Impacto no Preço Justo
Com consumo ainda tímido e juros elevados, projetamos um lucro líquido ajustado entre R$ 5 milhões e R$ 40 milhões.
🔻 Isso reduziria o lucro acumulado dos últimos 12 meses, já que o 3T24 (R$ 102,4 milhões) sairia da base de cálculo.
➡️ Nesse cenário, para um P/L de 20, o preço justo da ação estaria entre R$ 3,58 e R$ 4,53.
🧠 Conclusão
O Magazine Luiza mostra uma operação de varejo resiliente e geradora de caixa, mas enfrenta forte pressão na última linha do balanço devido à estrutura de capital e aos juros altos.
🔑 Gatilho principal para valorização: Queda na taxa Selic, que pode aliviar despesas financeiras e permitir que a força operacional se converta em lucros mais robustos.
⚠️ Aviso Legal: Este relatório é baseado em informações públicas e projeções. Possui caráter analítico e educacional, não constituindo recomendação de compra ou venda de ativos.
"IBOV PODE REALIZAR LUCRO COM COMUNICADO DO BANCO CENTRAL.⚠️ 💥IBOV PODE CAIR !📉💥 DECISÃO DO BANCO CENTRAL BR💥 🇧🇷 PODE MUDAR TUDO!"
💥 SUPER QUARTA: O DIA QUE PODE VIRAR O MERCADO DE CABEÇA PRA BAIXO! Brasil e Estados Unidos tomam decisões cruciais sobre suas taxas de juros. O Banco Central brasileiro pode surpreender, enquanto o Federal Reserve dos EUA sinaliza mudanças que afetam o mundo inteiro. 📉 O Ibovespa está sob pressão, o dólar oscila, e investidores estão em alerta máximo. Entenda os riscos, os cenários e o que esperar das próximas horas. Este vídeo traz uma análise completa, com dados, contexto e projeções para quem quer se proteger ou aproveitar as oportunidades.
Relatório de Análise Macroeconômica e Projeção para a Decisão do Copom
Resumo Executivo
Este relatório apresenta uma análise aprofundada dos mais recentes dados macroeconômicos brasileiros, englobando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de Vendas no Varejo e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. A análise revela um cenário de contrastes significativo, onde a atividade econômica mostra sinais claros de resfriamento, enquanto o mercado de trabalho mantém uma resiliência notável. A inflação, embora em desaceleração no seu índice geral, persiste em segmentos cruciais, como o de serviços. Diante desse quadro de desinflação incompleta e de pressão advindas do mercado de trabalho, a decisão mais voluntária e logicamente consistente para o Comitê de Política Monetária (Copom) é a manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano. A comunicação oficial do Banco Central será o ponto focal da atenção dos mercados, com a expectativa de que a autoridade monetária reforce a necessidade de vigilância e a dependência de dados para ancorar com certeza as expectativas de inflação de longo prazo.
1. Introdução: O Contexto da Reunião do Copom
A economia brasileira se encontra em um ponto de inflexão crítica, com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se inicia em 16 de setembro e terá sua decisão anunciada no dia 17, ocorrendo sob um cenário de sinais macroeconômicos divergentes. Enquanto alguns indicadores, como o de atividade e o de comércio, apontam para a efetividade da política monetária restritiva rompida, outros, em especial os relativos ao mercado de trabalho e à inflação de serviços, sinalizando desafios persistentes para as declarações do processo desinflacionário.
O objetivo deste relatório é integrar os dados dos principais indicadores econômicos para fornecer um panorama coeso e fundamentado. O objetivo é conectar as leituras de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho para projetar, com alto grau de confiança, a decisão de política monetária do Banco Central.
2. Análise dos Indicadores Chave: A Radiografia dos Dados Recentes
A avaliação do Comitê de Política Monetária se baseia em um amplo conjunto de informações sobre a evolução da economia brasileira e mundial.1A seguir, um resumo dos últimos dados disponíveis:
📊✨ Resumo dos Últimos Dados Econômicos (2025) ✨📊
🔹 IPCA (Inflação ao consumidor) 📅 Agosto de 2025 📉 Variação mensal: -0,11% 😮 📊 Acumulado 12 meses: 5,13% 🔥💰
🔹 IBC-Br (Atividade Econômica) 📅 Julho de 2025 📉 Variação mensal (ajustada): -0,5% 🧊📉 📈 Acumulado 12 meses: 3,5% 🚀📊
🔹 Vendas no Varejo 🛍️🛒 📅 Julho de 2025 📉 Variação mensal (ajustada): -0,3% 😬📉 📈 Acumulado 12 meses: 2,5% 💼💵
🔹 Taxa de Desocupação 👷♀️👨🏭 📅 Trimestre encerrado em Julho de 2025 📉 5,6% — Mínima histórica desde 2012! 🏆🎯🎉
🔹 Massa Salarial 💸💼 📅 Trimestre encerrado em Julho de 2025 💰 R$ 352,3 bilhões — Recorde histórico! 🤑📈🏅
2.1. Inflação (IPCA): A Desinflação Agregada e as Pressões Persistentes
O IPCA, índice oficial de inflação do país, apresentou uma deflação de -0,11% em agosto de 2025, o que contrasta com a inflação acumulada de 5,13% em 12 meses.2Essa desaceleração do índice geral reflete principalmente a melhoria no comportamento dos preços de alimentos e a deflação nos combustíveis10, que foram impulsionadas por fatores de oferta mais desenvolvidos. Embora essa trajetória agregada seja positiva, ela ainda não representa uma vitória sobre a inflação.
Uma análise mais aprofundada da composição do IPCA revela uma dicotomia. Enquanto os preços de bens e commodities (ligados a choques de oferta e câmbio) estão caindo, a inflação de serviços permanece alta e resiliente.10Essa persistência é uma rotina da demanda interna e está intrinsecamente ligada aos custos de mão de obra. A estabilidade dos preços, para o Banco Central, somente será alcançada quando todas as fontes de pressão inflacionária, especialmente as ligadas à demanda doméstica, estiverem sob controle. A persistência da inflação de serviços sugere que a política monetária, embora eficaz em frear a demanda por bens, ainda não foi suficiente para desaquecer a demanda por serviços, o que representa a "última milha" do processo desinflacionário, geralmente o mais difícil.
2.2. Atividade Econômica (IBC-Br): O Arrefecimento da Demanda
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou uma queda de -0,5% em julho de 2025, na comparação mensal dessazonalizada.3Este resultado marcou o terceiro recuo consecutivo e ficou aquém das expectativas do mercado.11A queda na atividade econômica foi generalizada, com recuos na indústria (-1,1%), agropecuária (-0,8%) e serviços (-0,2%).4
A ampla disseminação da queda por todos os setores é uma evidência concreta de que a política monetária restritiva do Banco Central está funcionando conforme o planejado.11A retração não é um evento isolado, mas um movimento sistêmico de desaceleração da economia, o que é um pré-requisito para a desinflação sustentada. Este dado, por si só, poderia alimentar o debate sobre o início de um ciclo de cortes de juros, mas a sua interpretação deve ser contextualizada com os outros indicadores, particularmente o do mercado de trabalho.
2.3. Vendas no Varejo: O Reflexo da Demanda Contida
As vendas do comércio varejista registraram uma queda de -0,3% em julho, na comparação com junho.5Este é o quarto resultado negativo consecutivo do setor, diminuindo uma "perda de fôlego no curto prazo".5A retração no varejo é o reflexo mais direto do impacto das altas taxas de juros no consumo das famílias. A queda foi mais acentuada em segmentos como tecidos e vestuário (-2,9%) e equipamentos de informática (-3,1%), enquanto até mesmo o setor de hipermercados e produtos alimentícios recuou (-0,3%).5
Esta retração consistente no consumo de bens valida a eficácia da política monetária no controle da demanda agregada. O aumento do custo do crédito e a persistência da inflação elevam o endividamento e inibem as compras, especialmente de bens duráveis e semiduráveis. A queda nas vendas no varejo demonstra que o abertura monetária está alcançando seu objetivo de desaquecer o consumo, mas, conforme observado na análise do IPCA, este efeito ainda não se traduziu na desaceleração da demanda por serviços.
2.4. Mercado de Trabalho (PNAD Contínua): O Ponto de Controvérsia
A taxa de desocupação do trimestre encerrado em julho de 2025 caiu para 5,6%, a menor taxa desde o início da série histórica em 2012.7A população atingiu um novo recorde de 102,4 milhões de pessoas, e a massa salarial real alcançou o maior valor da série histórica, chegando a R$ 352,3 bilhões.7
A força do mercado de trabalho é um fator fundamentalmente pró-inflacionário.14A combinação de desemprego baixo e crescente impulsiona a demanda e aumenta os custos de produção, dificultando o processo de desinflação. A queda na população desalentada demonstra que as pessoas estão, de fato, encontrando emprego, e não abandonando a força de trabalho.7Essa resiliência do emprego e da renda é o principal obstáculo para que o Copom inicie um ciclo de cortes de juros. A política de juros altos precisa ser mantida para que a desaceleração da economia, já visível no IBC-Br e no varejo, finalmente se reflita no mercado de trabalho e, subsequentemente, na inflação de serviços.
Ouro Estabiliza Próximo dos 3.700 Dólares com Dólar em Pausa
O preço do ouro recuou ligeiramente nas primeiras negociações de quarta-feira, mas manteve-se próximo do máximo histórico alcançado na sessão anterior. As pequenas perdas registadas esta manhã estão associadas à tomada de mais-valias após chegar aos 3.700 dólares, bem como a uma recuperação modesta do dólar norte-americano, que recuperou de mínimos de mais de dois meses. Este movimento ocorre na expectativa da decisão da Reserva Federal sobre as taxas de juro, com os investidores que vinham a apostar numa maior fraqueza do dólar a adotarem uma posição de cautela antes do anúncio. É amplamente esperado um corte de 25 pontos base, embora persistam dúvidas quanto às projeções económicas atualizadas e às orientações futuras da Fed, que irão influenciar o desempenho do dólar e dos rendimentos do Tesouro e, por consequência, o preço do ouro. Apesar da pausa de hoje, a tendência mais ampla mostra que, nas últimas semanas, os investidores têm vindo a posicionar-se para uma orientação mais dovish por parte da Fed. Com as tensões geopolíticas e a incerteza económica a sustentarem a procura pelo metal precioso como ativo de refúgio, qualquer confirmação dessa inclinação dovish da Fed que possa emergir da decisão e declarações de hoje poderá reativar a valorização do ouro, com a próxima resistência significativa a surgir no horizonte em torno dos 3.750 dólares.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Ouro Aproxima-se dos $3700 com Desvalorização do Dólar
O preço do ouro atingiu um novo máximo histórico nas primeiras negociações de terça-feira, aproximando-se dos 3.700 dólares. O metal precioso está a ser apoiado pela forte queda do dólar — com o índice que mede o seu desempenho face às principais moedas a recuar para o mínimo de dois meses — e pela descida dos rendimentos das obrigações do Tesouro. A fraqueza do dólar e a queda dos yields, que favorecem a valorização do ouro devido à correlação inversa com este ativo sem rendimento, refletem a mudança das expectativas dos investidores para uma postura mais dovish por parte da Reserva Federal. Os mercados esperam amplamente que a Fed anuncie na quarta-feira um corte de 25 pontos base, embora permaneçam incertezas quanto às orientações futuras e às projeções económicas, numa altura em que os responsáveis pela política monetária procuram equilibrar uma inflação persistentemente elevada com sinais de abrandamento do mercado de trabalho. Neste contexto, os últimos movimentos de mercado sugerem que a maioria dos investidores antecipa uma orientação mais dovish da Fed, visão reforçada pela confirmação, na segunda-feira, por parte do Senado, da nomeação de Stephen Miran — escolhido por Trump — para o conselho da Reserva Federal. Esta dinâmica poderá aumentar a pressão sobre o dólar e os yields das obrigações do Tesouro, criando espaço adicional para ganhos no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Ouro Consolida Perto dos Máximos Históricos
O preço do ouro mantém-se estável nas primeiras negociações desta segunda-feira, próximo do máximo histórico alcançado na semana passada e a consolidar o suporte em torno do nível dos 3.640 dólares. A perspetiva para o metal precioso permanece positiva, com os mercados a esperarem que a Reserva Federal reaja aos sinais recentes de abrandamento do mercado de trabalho norte-americano, anunciando um corte de 25 pontos base — e eventualmente deixando em aberto a possibilidade de novos cortes — na reunião de quarta-feira. Tais medidas pressionariam o dólar em baixa e apoiariam o ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos. A inflação continua também longe de estar controlada — como demonstrou a subida dos preços no consumidor registada na semana passada — e o ouro mantém-se como um ativo de refúgio contra a subida dos preços. A este contexto juntam-se as tensões geopolíticas em curso, a incerteza relacionada com tarifas e os receios de que a interferência política possa comprometer a independência da Reserva Federal. Em conjunto, estes fatores reforçam o apelo do ouro como ativo de refúgio, criando margem para novas valorizações e, potencialmente, uma quinta semana consecutiva de ganhos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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