Ouro sobe com inflação abaixo do esperado, incerteza geopolítica
Os preços do ouro atingiram um novo máximo histórico nas primeiras negociações de quarta-feira, aproximando-se do nível dos 4.650 dólares. Desde o início do ano, o metal precioso acumula ganhos superiores a 7%, sustentados por expectativas dovish em relação à política monetária da Reserva Federal e pelo aumento das tensões geopolíticas. As preocupações com uma eventual interferência política que possa comprometer a independência da Fed têm também contribuído para a tendência de subida. Os ganhos mais recentes surgem na sequência da divulgação, na terça-feira, dos dados de inflação dos EUA, que ficaram abaixo das expectativas e reforçaram as perspetivas de cortes das taxas de juro, com um número crescente de negociadores a esperar três cortes em 2026. Este cenário cria pressão sobre o dólar norte-americano, apoiando o ouro devido à correlação inversa entre os dois ativos. Entretanto, os riscos geopolíticos mantêm-se elevados, com o mais recente agravamento da situação no Irão a gerar novas preocupações e a reforçar ainda mais o apelo do metal precioso enquanto ativo de refúgio. Esta procura é igualmente sustentada pelos riscos para a independência da Reserva Federal, à medida que a pressão política por parte da Casa Branca continua a intensificar-se. Neste contexto, a perspetiva para os preços do ouro mantém-se inclinada para novas subidas.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
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IRAO
Pressões sobre a Fed Reforçam o Apelo do Ouro
Os preços do ouro mantêm-se próximos dos máximos históricos alcançados na sessão anterior, sustentados por uma combinação de fatores. Entre estes destacam-se as preocupações de que a independência da Reserva Federal possa vir a ser comprometida, na sequência do que é amplamente interpretado como uma pressão de cariz político sobre o seu presidente, no contexto de ameaças pouco claras de uma acusação criminal relacionada com alegadas irregularidades. Estes desenvolvimentos podem acabar por minar a confiança dos investidores nos ativos norte-americanos. Um apoio adicional ao metal precioso resulta das expectativas cada vez mais dovish em relação ao percurso das taxas de juro da Reserva Federal, impulsionadas por sinais de abrandamento da economia, pela pressão política para a redução das taxas e pela perspetiva de ser nomeado, em maio, um Chairman mais alinhado com a Casa Branca. Por fim, com as tensões geopolíticas a permanecerem elevadas e o mais recente agravamento da situação envolvendo o Irão a gerar novas preocupações, o apelo do ouro enquanto ativo de refúgio continua a reforçar-se. Neste enquadramento, subsiste margem para novos ganhos nos preços do ouro, embora no curto prazo esses ganhos possam ser condicionados pela prudência dos investidores antes da divulgação de dados económicos relevantes dos EUA, incluindo a inflação e as vendas a retalho, bem como por recentes declarações de teor mais restritivo por parte de responsáveis de topo da Reserva Federal.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Petróleo Sobe com Agravamento do Conflito no Médio Oriente
Os preços do petróleo WTI subiram nas primeiras horas da sessão de terça-feira, mantendo-se acima dos 70 dólares por barril no arranque dos mercados europeus. A valorização reflete o aumento das tensões geopolíticas, após uma nova escalada no conflito entre Israel e o Irão, com os ataques israelitas a intensificarem-se e a visarem edifícios públicos em Teerão. Relatos recentes apontam para uma possível abertura das autoridades iranianas à negociação de um cessar-fogo, alimentando esperanças de uma desescalada. Tal cenário ajudaria a dissipar os receios do mercado relativamente à possibilidade mais grave: o encerramento do Estreito de Ormuz, que comprometeria a circulação de mercadorias, incluindo petróleo, a partir do Golfo Pérsico. Apesar de a reação dos investidores continuar, para já, contida, os ganhos registados hoje nos preços do crude evidenciam um clima de incerteza. O desenrolar da situação pode provocar perturbações significativas não só no comércio global de petróleo, mas também no equilíbrio geopolítico mundial. Em caso de nova escalada, o preço do barril poderá registar aumentos bastante mais acentuados.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Ouro Sobe na Ásia, mas Recua com Apetite pelo Risco
O preço do ouro subiu no arranque da sessão asiática desta segunda-feira, atingindo um máximo de várias semanas acima dos 3.450 dólares, antes de inverter a tendência e cair para níveis abaixo do fecho de sexta-feira. Os ganhos iniciais foram impulsionados pelo aumento da procura por ativos de refúgio, na sequência do agravamento das tensões geopolíticas, com Israel e o Irão a trocarem vagas de ataques com mísseis. No entanto, apesar da gravidade da escalada entre os dois rivais regionais, a reação dos mercados foi relativamente contida. Os futuros acionistas registaram ganhos nas primeiras horas da sessão asiática, com o apetite pelo risco a regressar rapidamente e a anular os ganhos iniciais do ouro. Neste contexto, a atenção dos investidores continuará centrada nas negociações comerciais em curso, que permanecem como fator determinante para as perspetivas da economia global. Em paralelo, os mercados estarão também atentos à reunião da Reserva Federal agendada para esta semana e à decisão sobre as taxas de juro. Embora seja amplamente esperado que os juros se mantenham inalterados, os investidores seguirão com atenção a declaração pós-reunião e a conferência de imprensa, em busca de pistas sobre a orientação da política monetária no curto prazo. Qualquer alteração nas expectativas — que atualmente apontam para um corte de 25 pontos base em setembro, seguido de uma nova descida antes do final do ano — poderá influenciar o desempenho do dólar norte-americano e, por consequência, afetar o preço do ouro, dada a correlação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo em Alta com Escalada das Tensões no Médio Oriente
Os preços do petróleo WTI dispararam nas primeiras horas da sessão de sexta-feira, atingindo os níveis mais altos desde janeiro, antes de cederem parte dos ganhos e estabilizarem acima dos 72 dólares por barril. A forte subida do crude surge na sequência dos ataques surpresa de Israel a instalações nucleares iranianas e do assassinato de figuras militares e científicas de topo do Irão. Teerão respondeu com o lançamento de drones de ataque, num claro agravamento das tensões que há muito se vinham acumulando entre os dois países. Esta escalada poderá evoluir para uma guerra em grande escala, com consequências imprevisíveis para a região do Golfo. Trata-se de um cenário que preocupa particularmente os operadores do mercado petrolífero. Um conflito no Golfo poderá perturbar o tráfego numa das principais rotas marítimas do mundo e interromper o fornecimento de petróleo proveniente de uma região responsável por cerca de um quarto da produção global. Neste contexto tenso, é provável que os participantes do mercado permaneçam extremamente atentos, com uma elevada volatilidade e potencial para novas subidas de preços nos próximos dias.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Preços do Petróleo WTI Caem com aumento da oferta
Os preços do petróleo WTI recuaram nas negociações desta quinta-feira de manhã, mantendo-se ligeiramente acima dos 60 dólares por barril. O mercado continua atento às negociações em curso entre Washington e Teerão, que visam alcançar um acordo para pôr fim ao programa nuclear iraniano. As notícias desta manhã sobre o agendamento de uma nova ronda de conversações entre as duas partes contribuíram para a pressão descendente sobre os preços, já que o sentimento dos investidores tinha vindo a ser afetado por rumores de um possível ataque israelita às instalações nucleares do Irão. Caso tal ataque se concretize, é provável que as negociações sejam interrompidas, o que agravaria a instabilidade na região e dificultaria significativamente o regresso total do petróleo iraniano aos mercados internacionais. A pressionar ainda mais os preços está o mais recente relatório sobre os inventários de petróleo bruto nos Estados Unidos, que revelou um aumento superior a um milhão de barris. Paralelamente, as notícias de que os países da OPEP+ poderão prolongar os atuais limites de produção contribuem igualmente para o cenário de sobre oferta. Neste contexto — marcado pela perspetiva de uma oferta abundante e pela incerteza persistente quanto à evolução da economia global e das previsões de procura — os preços do petróleo deverão continuar sob pressão no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo WTI recua com perspetiva de possível acordo com Irão
Os preços do petróleo WTI recuaram nas primeiras horas de negociação desta quinta-feira, prolongando a tendência negativa iniciada na sessão anterior. O principal fator por detrás das perdas desta manhã é a crescente expectativa de um excesso de oferta no mercado.
Este sentimento foi reforçado pelas declarações de Donald Trump, feitas esta quinta-feira, nas quais afirmou que um acordo com o Irão, relativo ao programa nuclear do país do Médio Oriente, está próximo. Caso se confirme, tal entendimento poderá levar ao levantamento das sanções sobre as exportações de petróleo de Teerão, permitindo o seu regresso aos mercados internacionais.
A pressionar ainda mais o preço do barril estão os dados mais recentes sobre os inventários de crude nos Estados Unidos, que superaram largamente as previsões dos analistas. Foi registado um aumento de 3,5 milhões de barris na última semana, elevando as reservas totais do país para cerca de 442 milhões de barris.
Neste contexto, com as perspetivas de oferta a superarem a procura, os preços do petróleo poderão continuar sob pressão no curto prazo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Petróleo Acima dos $70, mas Riscos Continuam a Pesar
Os preços do petróleo bruto mantiveram-se estáveis no início desta terça-feira, depois dos ganhos moderados da sessão anterior, mantendo-se ligeiramente acima dos 70 dólares por barril. Os ganhos recentes ocorreram na sequência das sanções impostas pelos EUA a operadores de transporte marítimo ligados às exportações de petróleo iraniano, numa tentativa da administração norte-americana de pressionar a principal fonte de receita do Irão e impedir que o seu adversário no Médio Oriente adquira armas nucleares. No entanto, a valorização do petróleo foi modesta e não é provável que indique uma mudança de trajetória. A tendência para os preços do petróleo continua a ser de queda, com incerteza sobre a procura futura de petróleo, à medida que a ameaça de tarifas dos EUA lança uma sombra sobre o crescimento económico global. Ao mesmo tempo, as negociações em curso para um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia podem levar a um alívio das sanções sobre as exportações de petróleo russas, aumentando a oferta—um cenário que colocaria ainda mais pressão sobre os preços do petróleo.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades







