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Dólar recua com mercados precificando desaceleração do aperto do Fed a partir de dezembro

O dólar recuava em relação às principais moedas nesta terça-feira, com alguma expectativa de que o Federal Reserve sinalizará um ritmo mais lento de aperto monetário na próxima reunião para avaliar o impacto de suas altas de juros até agora na economia.

Os investidores esperam amplamente que o Fed eleve sua taxa de juros em 75 pontos-base esta semana, para uma faixa de 3,75% a 4,00%, o quarto aumento consecutivo dessa magnitude.

Mas, para dezembro, futuros atrelados à taxa básica do Fed precificam uma probabilidade de 57% de um aumento menor, de 50 pontos-base, em meio a sugestões de autoridades do banco central norte-americano de potencialmente desacelerar o ritmo de aperto monetário. (FEDWATCH)

A probabilidade de desaceleração do aperto caiu, no entanto, em relação à chance de aproximadamente 70% calculada na sexta-feira passada.

O Banco da Inglaterra também se reunirá esta semana e deve realizar um aumento de juros de 75 pontos-base também. Os operadores esperam que o banco central britânico desacelere e aumente os juros em 50 pontos-base em dezembro (BOEWATCH) .

Às 11:39 (de Brasília), o índice do dólar DXY --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,21%, a 111,310.

Às 11:39 (de Brasília), o dólar caía 0,51%, a 147,95 ienes USDJPY.

A libra GBPUSD subia 0,4%, para 1,1505 dólar, depois de cair mais de 1% na segunda-feira.

Às 11:39 (de Brasília), o euro EURUSD subia 0,15%, a 0,9898 dólar.

O índice do dólar sobe mais de 15% este ano, com o Fed elevando os juros agressivamente, esmagando outras moedas e aumentando a pressão sobre a economia global.

Os investidores, portanto, ficaram animados com os discursos e entrevistas de algumas autoridades do Fed que sugeriram que o banco central pode realizar aumentos menores após sua reunião de quarta-feira.

Os mercados também foram lembrados de que a inflação global permanece teimosamente alta na segunda-feira, quando dados mostraram que os preços da zona do euro subira mais rapidamente no ano até outubro.

(Reportagem de Gertrude Chavez-Dreyfuss em Nova York e Harry Robertson em Londres)

((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))

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