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Gastos do consumidor nos EUA têm alta sólida em outubro e pedidos de auxílio-desemprego caem

Os gastos do consumidor norte-americano aumentaram solidamente em outubro, enquanto a inflação moderou, dando à economia um forte impulso no início do quarto trimestre, à medida que navega em um ambiente de juros altos.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, saltaram 0,8% após um aumento não revisado de 0,6% em setembro, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira. O crescimento de outubro ficou em linha com as expectativas dos economistas.

Os gastos no mês passado foram impulsionados por ganhos salariais em meio à resiliência do mercado de trabalho, reembolsos de impostos na Califórnia que renderam até 1.050 dólares para algumas famílias em cheques de estímulo e ajustes de custo de vida para beneficiários de cupons de alimentação.

O Federal Reserve está no meio de o que se tornou o ciclo de aumento de juros mais intenso desde a década de 1980, enquanto luta contra a inflação alta, elevando os riscos de uma recessão no próximo ano. O chair do Fed, Jerome Powell, disse na quarta-feira que o banco central norte-americano pode reduzir o ritmo de seus aumentos de juros "já em dezembro".

Essa intenção foi apoiada por uma moderação na tendência de inflação no mês passado. O índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% após avançar na mesma margem em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice de preços PCE aumentou 6,0%, após avançar 6,3% em setembro.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços PCE subiu 0,2%, após alta de 0,5% em setembro. O chamado núcleo do índice de preços do PCE subiu 5,0% na comparação anual em outubro, após aumentar 5,2% em setembro.

O Fed acompanha os índices de preços do PCE para sua meta de inflação de 2%. Outras medidas de inflação têm mostrado sinais de desaceleração. O índice anual de preços ao consumidor aumentou menos de 8% em outubro pela primeira vez em oito meses.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 16 mil, para dado ajustado sazonalmente de 225 mil na semana encerrada em 26 de novembro.

Embora parte do aumento tenha refletido uma alta nas demissões no setor de tecnologia, os pedidos também tendem a ser voláteis no fim do ano, já que as empresas fecham temporariamente ou retardam as contratações. No geral, as reivindicações permanecem em linha com os níveis pré-pandêmicos. Economistas previam 235 mil pedidos de seguro-desemprego para a última semana.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))

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