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Airbus alivia pressão sobre fornecedores, mas mantém metas de produção, dizem fontes

A Airbus AIR está discretamente aliviando a pressão sobre os fornecedores para que se comprometam com um aumento acentuado da produção para 75 jatos de fuselagem estreita por mês até meados da década, em meio a dificuldades na cadeia de suprimentos, disseram fontes do setor.

Oficialmente, a empresa continua com a meta de alcançar produção de 75 jatos de fuselagem estreita por mês em 2025. Em julho, a companhia adiou em seis meses, para o início de 2024, uma meta provisória de 65 jatos da família A320 por mês, citando problemas na cadeia de suprimentos.

É provável que a empresa reafirme ambas as metas de produção em uma reunião com investidores no final desta semana, disseram fontes do setor.

Mas à medida que mais fornecedores alertam sobre a escassez de peças e mão de obra, a Airbus reconheceu nos bastidores os desafios de atingir a meta mais alta até 2025, mesmo mantendo a de 65 por mês --atualmente são 50 ou mais--, disseram as fontes.

Os pedidos de planos detalhados de como os fornecedores chegarão aos 75 estão "ficando silenciosos", disse uma fonte aeroespacial sênior à Reuters.

"A meta de produção mensal da família A320 de 75 unidades para 2025 permanece inalterada", afirmou um porta-voz da Airbus nesta quarta-feira.

Greg Hayes, presidente-executivo da Raytheon Technologies RTX, maior fornecedora aeroespacial do mundo, questionou na semana passada a meta.

"Se você der uma olhada nas projeções para a Airbus, achamos que a Airbus em 2025 terá 65 (em um mês). E Guillaume (Faury, presidente-executivo da Airbus) pode falar em 75, mas nós achamos que 65 é viável", disse ele em uma conferência do Morgan Stanley.

Outros dizem que a meta final é alcançável, mas não antes de 2026.

"Haverá solavancos ao longo do caminho. Eles podem chegar a 75 (por mês), mas não necessariamente até 2025", disse à Reuters o presidente-executivo da BOC Aviation 2588, Robert Martin.

Muito dependerá de os fabricantes conseguirem resolver as dificuldades da cadeia de suprimentos no próximo ano, disse ele.

"Mas então temos um problema diferente: potencialmente há um problema de demanda, que é o que acontece na Europa em particular."

O porta-voz da Airbus disse na quarta-feira que as decisões de produção da empresa seguem "análise da demanda global" e uma avaliação do ecossistema industrial.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447500))

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