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Vale tudo no mundo turbulento da dívida de mercados emergentes

A euforia com a vacina contra o coronavírus que está varrendo os mercados mundiais alimenta uma corrida louca para a dívida do mundo em desenvolvimento, que está quebrando todos os limites e recordes anteriores e não mostra sinais de desaceleração.

Progresso nas vacinas, o resultado das eleições norte-americanas e a pilha de 15 trilhões de dólares em dívidas com rendimento negativo, principalmente no mundo desenvolvido, significam que quase tudo com uma taxa de juros ainda visível a olho nu está sendo impulsionado.

Como resultado, o Laos, um país com uma das classificações de crédito mais baixas possíveis, conseguiu obter um título de referência esta semana. O Peru, que recentemente passou por três presidentes em pouco mais de uma semana, também vendeu um título de cem anos.

A China e a Coreia do Sul emitiram seus primeiros títulos do governo com rendimento negativo, provando que não é mais apenas à Europa e ao Japão que os investidores pagam para reter dívida, em vez de serem pagos.

"Isso dá uma ideia de quanto os investidores estão tentando extrair até mesmo ganhos mínimos da enorme quantidade de liquidez que os bancos centrais colocaram no sistema e continuarão a fornecer."

Esse frenesi surge num momento em que a crise da Covid-19 continua a causar cicatrizes profundas nas economias em desenvolvimento.

As lacunas orçamentárias devem permanecer em 5,8% do Produto Interno Bruto em média nos mercados emergentes em 2021, prevê o Morgan Stanley, tendo quase dobrado este ano e aumentado a relação dívida/PIB em questão de dois dígitos.

Gráfico: https://tmsnrt.rs/3oYO8hK

Gráfico: https://tmsnrt.rs/2K7kRm0

Duas tendências parecem prestes a se tornar o novo normal -- governos e empresas vendendo dívidas com, primeiro, prazos de pagamento mais longos e, segundo, em suas moedas locais em vez de dólares ou outras denominações de câmbio importantes que os grandes investidores internacionais geralmente preferem.

"Há muito apoio dos bancos centrais, que esperamos que continue, e muita liquidez. Os investidores estão demonstrando real interesse no mercado", disse Stefan Weiler, chefe do Ceemea DCM no JPMorgan.

Thomson Reuters

Gráfico: https://tmsnrt.rs/3gStM6U

Gráfico: https://tmsnrt.rs/3gTRFem

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723))

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