Morning Call - 31/10/2025 - Amazon Dispara 12%Agenda de Indicadores:
BRA – Encerramento dos Contratos Futuros de Dólar – Novo Contrato: MinDolZ2025
9:00 – BRA – Taxa de Desemprego
10:45 – USA – PMI de Chicago
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta (Prévia do 4Tri)
Agenda de Autoridades:
10:30 – USA – Lorie Logan, do Fed de Dallas (Não Vota), faz discurso de abertura da conferência de pesquisa "O Cenário em Evolução do Financiamento Bancário", organizada pelo Fed de Dallas.
11:00 – BRA – Coletiva de Imprensa do Resultado Trimestral da Vale
13:00 – USA – Raphael Bostic, do Fed de Atlanta (Não Vota), e Beth Hammack, do Fed de Cleveland (Não Vota), participam de um debate na conferência de pesquisa "O Cenário em Evolução do Financiamento Bancário", organizada pelo Fed de Dallas.
Balanços:
USA: Pré-Market: $ NYSE:CVX NYSE:XOM NYSE:ABBV
BRA: Pré-Market: BMFBOVESPA:GOAU4
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Vale: A mineradora apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre, com lucro líquido de US$ 2,69 bilhões, superando a estimativa de US$ 1,99 bilhão. O desempenho reflete forte geração de caixa, maior eficiência operacional e contenção de custos, impulsionados pela alta do minério de ferro. A empresa também avançou na redução de despesas relacionadas a Brumadinho.
Gerdau: A siderúrgica registrou lucro ajustado de R$ 1,09 bilhão no trimestre, 9% acima das projeções de mercado. A companhia anunciou a distribuição de R$ 555,2 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,28 por ação, com data ex em 11 de novembro.
Estados Unidos
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — avançam em direção às máximas históricas, impulsionados pelos resultados positivos da Amazon e da Apple, que reacenderam o otimismo em torno do setor de tecnologia. O índice de volatilidade VIX ($ACTIVTRADES:USAVIXV2025) opera em leve queda, refletindo um cenário de menor aversão ao risco.
Câmbio: O índice dólar (DXY) permanece próximo das máximas de três meses, sustentado pela incerteza sobre o ritmo de novos cortes de juros pelo Federal Reserve. O iene japonês registra forte desvalorização na semana, pressionado por fatores políticos, comerciais e de política monetária.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 31 dias, sem data clara para encerrar.
Apple: A companhia superou as expectativas de lucro e receita no terceiro trimestre, embora as vendas do iPhone tenham ficado abaixo do esperado, impactadas pela conturbada relação comercial EUA e China. Apesar disso, a empresa projetou um quarto trimestre acima das estimativas de mercado, prevendo aceleração no crescimento da receita impulsionada pela temporada de festas de fim de ano e pela demanda por serviços e dispositivos premium, como os novos AirPods com tradução simultânea.
Amazon: As ações da Amazon disparam 12% no pré-market, adicionando mais de US$ 300 bilhões em valor de mercado, após a empresa divulgar receita recorde em sua divisão de computação em nuvem (AWS). A companhia tem convertido investimentos em inteligência artificial em ganhos de produtividade e novas fontes de receita, o que deve sustentar o crescimento futuro. No varejo online, o avanço é mais moderado, refletindo a fragilidade da confiança do consumidor.
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em baixa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — com exceção do IBEX 35 ACTIVTRADES:ESP35 da Espanha, e o FTSE MIB ACTIVTRADES:ITA40 da Itália, com os traders analisando resultados trimestrais mistos e dados de inflação da região. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas em 2%, pela terceira reunião consecutiva, sinalizando uma economia mais resiliente.
A maior instituição financeira da Dinamarca, divulgou lucro líquido ligeiramente acima das expectativas, o que impulsionou suas ações em mais de 2% nas bolsas europeias.
IPC da Zona do Euro: Os dados de inflação mostraram leve aceleração dos preços, embora o impacto nos ativos da região tenha sido limitado, com os traders mantendo a perspectiva estável para os juros do BCE.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos encerraram o terceiro mês consecutivo em alta, com destaque para o Nikkei TVC:NI225 , que registrou a maior valorização mensal desde 1990, impulsionado pelas expectativas de um novo pacote de estímulo fiscal no Japão.
Na variação diária, o Nikkei TVC:NI225 liderou os ganhos, subindo 2%, enquanto o Kospi TVC:KOSPI da Coreia do Sul avançou 0,5%, renovando máximas históricas.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — recuaram até 1,7%, após dados mostrarem que a atividade industrial contraiu no ritmo mais rápido em seis meses, em outubro.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO fechou estável, com os traders avaliando o impacto da aceleração dos preços no setor industrial (IPP) sobre as perspectivas de política monetária do RBA.
Criptoativos
As criptomoedas operam em alta nesta sessão, com o Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD e o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD subindo perto de 2%. Apesar do movimento positivo, ambos os ativos seguem em consolidação nas últimas semanas, refletindo falta de catalisadores relevantes e cautela dos traders diante do cenário macroeconômico global.
Commodities
As commodities metálicas — ouro ACTIVTRADES:GOLD , prata $ACTIVTRADES:SILVE e cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — recuam moderadamente, refletindo a valorização do dólar e a cautela dos traders diante das incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Fed.
Os preços do petróleo também operam em leve baixa, com o Brent ACTIVTRADES:BRENT e o WTI ACTIVTRADES:LCRUDE sob pressão antes da reunião da OPEP+, marcada para domingo. A expectativa é de um possível anúncio de aumento de 137 mil barris por dia na produção a partir de dezembro.
Análise Fundamentalista
A média móvel de 50 semanas do Bitcoin pode sinalizar um cami...A média móvel de 50 semanas do Bitcoin pode sinalizar um caminho para US$ 150.000
O Bitcoin tem se mantido consistentemente acima de sua média móvel de 50 semanas desde março de 2023. Cada vez que o mercado tentou quebrar abaixo, os compradores entraram rapidamente, mantendo a tendência de alta intacta.
Essa média móvel se tornou um indicador-chave que define a estrutura de alta mais ampla do Bitcoin. Enquanto o preço permanecer acima dela, o foco permanecerá potencialmente em novos recordes, com a próxima meta importante projetada entre US$ 140.000 e US$ 150.000.
Essa perspectiva está alinhada com a do cofundador da MicroStrategy, Michael Saylor, que espera que o Bitcoin alcance US$ 150.000 até o final de 2025. Ele descreveu 2025 como o ano mais transformador até agora para o setor de ativos digitais. De acordo com Saylor, a meta de US$ 150.000 também reflete o consenso entre os analistas de ações que cobrem tanto a MicroStrategy quanto o ecossistema mais amplo do Bitcoin.
Decisão de Juros do Banco Central Europeu (BCE)O Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva nesta quinta-feira, sustentando um raro período de estabilidade, marcado por inflação controlada e crescimento moderado, mesmo diante das tensões nas relações comerciais globais.
As principais taxas deverão permanecer em seus níveis atuais: 2,15% para empréstimos, 2,0% para depósitos e 2,4% na taxa overnight utilizada pelos bancos.
Após reduzir os juros em dois pontos percentuais até junho deste ano, o BCE tem optado pela cautela, sinalizando que não há pressa em ajustar novamente a política monetária, já que a inflação permanece dentro da meta de 2%.
A presidente Christine Lagarde deve reforçar, em sua coletiva, uma postura dependente de dados, mantendo a porta aberta para cortes adicionais caso o cenário de crescimento perca tração. O mercado, por sua vez, precifica uma probabilidade moderada de nova redução em 2026, refletindo um ambiente de política monetária mais estável.
Desde a última reunião, os indicadores econômicos da zona do euro têm sido consistentes com o cenário projetado pelo BCE — de crescimento modesto, porém estável, e inflação próxima da meta.
Os índices PMIs mais recentes mostraram aceleração na atividade empresarial, enquanto o sentimento econômico na Alemanha vem melhorando, impulsionado pela dissipação gradual das incertezas sobre tarifas comerciais e amplo pacote de gastos do governo.
Apesar disso, sinais de fragilidade persistem. A indústria manufatureira continua pressionada, as exportações para os Estados Unidos caíram de forma acentuada, e há indícios crescentes de dumping por parte da China, que tem direcionado excedentes de produção ao mercado europeu.
As projeções internas do BCE apontam que a inflação pode ficar levemente abaixo da meta em 2026, mas tende a retomar força em 2027. A autoridade monetária já indicou que poderá tolerar desvios temporários em relação ao alvo, desde que as expectativas permaneçam ancoradas.
Na reunião de dezembro, o BCE divulgará suas novas projeções macroeconômicas até 2028, oferecendo uma visão mais clara sobre o ritmo de normalização da política monetária e o balanço de riscos entre crescimento e inflação.
A instabilidade pode ser uma classe de ativos?ETFs de Aeroespacial e Defesa (A&D) mostraram desempenho notável em 2025, com fundos como XAR alcançando 49,11% de retorno no ano até agora. Esse aumento segue a diretiva do presidente Trump em outubro de 2025 para retomar os testes de armas nucleares dos EUA após uma moratória de 33 anos, uma mudança de política decisiva em resposta a demonstrações recentes de armas russas. O movimento sinaliza a formalização da Competição entre Grandes Potências em uma corrida armamentista sustentada e intensiva em tecnologia, transformando os gastos com A&D de discricionários para estruturalmente obrigatórios. Os investidores agora veem as apropriações de defesa como garantidas, criando o que os analistas chamam de um "prêmio de instabilidade" permanente nas avaliações do setor.
Os fundamentos financeiros que sustentam essa perspectiva são substanciais. O orçamento de defesa do AF 2026 aloca US$ 87 bilhões apenas para modernização nuclear, um aumento de 26% no financiamento para programas críticos como o bombardeiro B-21, o ICBM Sentinel e submarinos da classe Columbia. Grandes contratantes estão relatando resultados excepcionais: a Lockheed Martin estabeleceu um backlog recorde de US$ 179 bilhões enquanto elevava sua perspectiva para 2025, criando efetivamente certeza de receita plurianual que funciona como um título de longa duração. Em 2023, os gastos militares globais atingiram US$ 2,443 trilhões, com aliados da OTAN impulsionando mais de US$ 170 bilhões em vendas militares estrangeiras dos EUA, o que estendeu a visibilidade de receita além dos ciclos congressionais domésticos.
A competição tecnológica está acelerando investimentos em hipersônicos, engenharia digital e sistemas de comando e controle modernizados. A mudança para guerra impulsionada por IA, arquiteturas espaciais resilientes e processos de manufatura avançados (exemplificados pela tecnologia de gêmeo digital da Lockheed para o programa de Míssil de Ataque de Precisão) está transformando a contratação de defesa em um modelo híbrido de hardware-software com fluxos de receita de alta margem sustentados. A modernização dos sistemas de Comando, Controle e Comunicações Nucleares (NC3) e a implementação da estratégia de Comando e Controle Conjunto em Todos os Domínios (JADC2) exigem investimentos contínuos e pluridecenais em cibersegurança e capacidades de integração avançadas.
A tese de investimento reflete certeza estrutural: programas de modernização nuclear legalmente mandados são imunes a cortes orçamentários típicos, os contratantes detêm backlogs sem precedentes e a superioridade tecnológica exige P&D de alta margem perpétuo. A retomada dos testes nucleares, impulsionada por sinalização estratégica em vez de necessidade técnica, criou um ciclo auto-realizável que garante despesas futuras. Com escalada geopolítica, certeza macroeconômica por meio de apropriações antecipadas e inovação tecnológica rápida convergindo simultaneamente, o setor de A&D emergiu como um componente essencial de portfólios institucionais, apoiado pelo que os analistas caracterizam como "geopolítica garantindo lucros".
Morning Call - 30/10/2025 - Balanços de Big TechsBalanços:
USA: Pré-Market: NYSE:LLY NYSE:MA
USA: After-Market: NASDAQ:AMZN NASDAQ:AAPL NASDAQ:COIN NASDAQ:MSTR
BRA: After-Market: BMFBOVESPA:VALE3 BMFBOVESPA:ABEV3 BMFBOVESPA:VIVT3 BMFBOVESPA:GGBR4 BMFBOVESPA:MULT3 BMFBOVESPA:GOAU4 BMFBOVESPA:POMO4
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Estados Unidos
Os futuros de Wall Street — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USARUS e VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 — permaneceram estáveis e perto de níveis recordes, enquanto os traders analisavam uma perspectiva moderada de corte de juros nos EUA, uma série de balanços de grandes empresas de tecnologia e um acordo comercial recém-anunciado entre EUA e China .
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 28 dias, sem data clara para encerrar.
Substituto de Powell: Trump deve anunciar ainda este ano o sucessor de Jerome Powell na presidência do Fed, cujo mandato termina em maio de 2026. Entre os cotados estão os atuais governadores do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman; o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett; o ex-governador do Fed, Kevin Warsh; e Rick Rieder, executivo da BlackRock. Hassett e Warsh despontam como favoritos, em parte devido à proximidade pessoal com Trump.
Fed: O presidente Jerome Powell afirmou ontem que as autoridades podem adotar uma postura mais cautelosa caso os dados sobre emprego e inflação continuem escassos. Esses comentários levaram os traders a desfazer algumas apostas de corte de juros para dezembro, reduzindo a probabilidade de 90% no início desta semana para cerca de 70%.
Balanços: A Meta e a Microsoft recuam forte devido a preocupações com o aumento dos gastos em IA. A empresa controladora do Instagram surpreendeu os investidores com uma despesa extraordinária de quase US$ 16 bilhões, que reduziu drasticamente o lucro do terceiro trimestre e sinalizou que os investimentos de capital em 2026 serão "notavelmente maiores". A Microsoft alertou que os investimentos de capital aumentarão este ano, revertendo sua previsão anterior de moderação. Por outro lado, o Google salta mais de 7%, após a forte demanda por inteligência artificial impulsionar resultados trimestrais melhores do que o esperado.
Testes Nucleares: Trump ordenou que os militares dos EUA retomassem os testes de armas nucleares após um intervalo de 33 anos, apontando para os crescentes arsenais da Rússia e da China.
Acordo Comercial: Trump concordou em reduzir as tarifas sobre as importações chinesas para 47%, ante 57%. A tarifa extra de 20% justificada pelo fentanil, cairá para 10%. Os chips mais avançados da Nvidia que sofrem bloqueios de exportação para a China não entraram na negociação.
No lado chinês, Xi Jinping concordou em suspender os controles de exportação sobre terras raras, intensificar o combate ao comércio ilícito de fentanil, retomar as compras de soja e iniciar a compra de energia dos EUA que deve promover um projeto de gasoduto de GNL de US$ 44 bilhões em construção no Alaska.
Os dois países concordaram em suspender a cobrança recíproca de taxas portuárias sobre o transporte marítimo. A pausa nas tarifas deverá durar um ano.
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em baixa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 , ACTIVTRADES:ESP35 e ACTIVTRADES:UK100 — impactados por balanços corporativos e sentimento de realização dos lucros recentes. Entre os balanços, destaque para as gigantes: Volkswagen, Crédit Agrícola, Sociedade Geral, InBev e BBVA.
Ásia/Pacífico
Os índices de ações asiáticos encerraram sem direção única nesta madrugada, com os chineses — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 , Hong Kong HSI:HSI — realizando mesmo diante do acordo comercial firmado com os EUA.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI registrou nova máxima histórica, após detalhes do acordo comercial com os EUA serem divulgados. O país asiático investirá US$ 200 bilhões nos EUA, com um teto anual de US$ 20 bilhões, enquanto os US$ 150 bilhões restantes de sua promessa total de US$ 350 bilhões anunciada no início deste ano serão usados para cooperação na construção naval.
No Japão, o Banco Central manteve as taxas de juros estáveis em 0,5% nesta madrugada, em uma decisão dividida. Dois membros reiteraram suas propostas para elevar a taxa para 0,75%, enquanto que o presidente enviou sinais mais fortes de que um aumento da taxa pode ocorrer em dezembro. No entanto, os traders esperavam um tom ainda mais contracionista do BoJ, o que pressionou o fechamento da curva de juros e a desvalorização do iene. Já o Nikkei TVC:NI225 encerrou próximo da estabilidade.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO recuou 0,5%.
Resumo do mercado de hoje: Fed, ouro e lucros – 29/10/2025O Federal Reserve reduziu as taxas de juros em 25 pontos-base, marcando o nível mais baixo desde 2022. No entanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, sugeriu uma possível pausa em novos cortes nas taxas até o final do ano. Ainda assim, o S&P 500 ganhou 0,2% e o Nasdaq ganhou 1%, ambos atingindo novos recordes.
O ouro permaneceu estável em US$ 3.950 a onça, depois que Powell alertou que um corte nas taxas em dezembro não está garantido. O potencial progresso na estrutura comercial entre os EUA e a China também reduziu um pouco a demanda por refúgios seguros.
Em termos de lucros corporativos, a Microsoft superou as expectativas, mas registrou uma queda de ~2,5% no pregão após o fechamento da bolsa devido a uma ligeira queda na receita de nuvem. A Meta divulgou resultados sólidos, mas caiu ~8% após o fechamento da bolsa, impulsionada por preocupações com despesas de capital. A Alphabet superou as previsões de lucros e receitas, com forte desempenho em Search, YouTube e Cloud, fazendo com que as ações subissem ~5% no pregão após o fechamento da bolsa.
#BTC/USDT (H2) - InstitucionalUpdate de análise profissional
Bitcoin na região dos US$ 111.000 , retornando a um retest em uma resistência de curto prazo rompida no último fim de semana. Temos hoje anúncios do FED que vão impactar diretamente ativos de risco (Ações/Crypto).
Vejo a possibilidade de uma captura de liquidez abaixo mais ampla até os US$ 109.000 - 110.000. Porém se o momento atual tiver muito varejo em posições short neste momento, a volatilidade pode contrariar e a liquidez ser capturada acima a partir deste ponto.
É certo que o Bitcoin está se lateralizando entre US$ 105.000 - 115.000 e capturando liquidez antes de um movimento até próximo a US$ 119.000 - 123.000, onde temos espaço aberto pra movimentação de captura que vemos na análise.
#Bitcoin BINANCE:BTCUSDT
Decisão de Juros do Federal Reserve (Fed)O Federal Reserve deve reduzir os juros em 25 pontos-base na decisão desta quarta-feira, levando a taxa básica para o intervalo entre 3,75% e 4,00%, conforme amplamente precificado pelos mercados.
A paralisação do governo americano, que já dura 29 dias, impediu a divulgação do relatório oficial de emprego de setembro, mas os indicadores disponíveis apontam para um mercado de trabalho mais fraco. O último Payroll, divulgado em agosto pelo BLS, mostrou alta da taxa de desemprego para 4,3%, ante 4,0% em janeiro, quando Trump assumiu a presidência. A saída de estrangeiros da força de trabalho ajudou a conter um aumento mais acentuado no desemprego, enquanto as empresas vêm reduzindo contratações diante do cenário econômico mais incerto.
Embora o Fed ainda considere o mercado de trabalho relativamente equilibrado, autoridades reconhecem que as empresas podem recorrer a demissões por conta das preocupações com o crescimento e com as tarifas comerciais — tendência já refletida nas recentes demissões da Amazon NASDAQ:AMZN e evidenciado na alta dos pedidos de seguro-desemprego em diversos estados. Esses dados estaduais, não são impactados pelo shutdown e servem como termômetro da atividade e do emprego.
No front inflacionário, o relatório de preços ao consumidor (CPI) de setembro, divulgado por ordem da Casa Branca, mostrou que a inflação subiu menos que o esperado, com a moderação dos preços de moradia compensando a alta dos combustíveis e bens importados sujeitos a tarifas.
A combinação de inflação mais controlada e sinais de fraqueza no mercado de trabalho reforçou as apostas de corte de juros hoje e novamente na reunião de 10 de dezembro, em linha com as últimas projeções do Fed.
Na declaração apresentada às 15h, os traders estarão atentos às divergências entre os dirigentes sobre o ritmo dos cortes e um possível anúncio de fim do programa de aperto quantitativo (QT) — o que marcaria o encerramento da redução do balanço patrimonial e representaria uma mudança relevante na gestão de liquidez.
Balanço do Fed:
Entre os votos esperados, Stephen Miran, indicado por Trump, deve defender um corte mais agressivo de 50 pb, enquanto membros mais cautelosos quanto à inflação tendem a preferir estabilidade. Já a vice-presidente de Supervisão, Michelle Bowman, deve se opor ao fim do QT, argumentando que as reservas bancárias — hoje em torno de US$ 6,6 trilhões — ainda são elevadas.
Caso o shutdown termine nas próximas semanas, o Fed teria tempo hábil para incorporar novos dados antes da última reunião do ano, ajustando suas projeções econômicas e de política monetária com base em um cenário mais atualizado.
O software pode vencer guerras e transformar o comércio?A Palantir Technologies emergiu como uma força dominante em inteligência artificial, alcançando crescimento explosivo por meio de seu posicionamento único na interseção de segurança nacional e transformação empresarial. A empresa reportou seu primeiro trimestre de um bilhão de dólares com crescimento de vendas de 48% ano a ano, impulsionado por um aumento inédito de 93% na receita comercial dos EUA. Esse desempenho decorre da arquitetura de Ontologia proprietária da Palantir, que resolve o desafio crítico de unificar fontes de dados díspares em organizações, e de sua Plataforma de Inteligência Artificial (AIP), que acelera o deployment por meio de sessões intensivas de bootcamp. O fosso tecnológico da empresa é reforçado por proteções de patentes estratégicas e uma impressionante pontuação de 94% na Regra de 40, sinalizando eficiência operacional excepcional.
A entrenchment de defesa da Palantir fornece uma vantagem competitiva formidável e fluxos de receita garantidos. A empresa garantiu um contrato do Exército Vantage de US$ 618,9 milhões e implantou o Sistema Maven Smart para o Corpo de Fuzileiros Navais, posicionando-se como infraestrutura essencial para a estratégia de Comando e Controle Conjunto em Todos os Domínios do Pentágono. Esses sistemas aprimoram a tomada de decisões no campo de batalha, com oficiais de targeting processando 80 alvos por hora versus 30 sem a plataforma. Além das forças dos EUA, a Palantir apoia operações da OTAN, auxilia a Ucrânia e faz parceria com o Ministério da Defesa do Reino Unido, criando uma rede global de contratos governamentais de alto margem e longo prazo entre aliados democráticos.
Apesar de alcançar lucratividade com margens operacionais de 26,8% e manter US$ 6 bilhões em caixa com praticamente nenhuma dívida, a Palantir negocia a valuations extremas de 100 vezes a receita e 224 vezes os lucros forward. Com 84% dos analistas recomendando Manter ou Vender, o mercado permanece dividido sobre se o prêmio é justificado. Touros argumentam que a valuation reflete a transformação da Palantir de contratante governamental de nicho para provedora de infraestrutura de IA crítica, com analistas projetando crescimento potencial de receita de US$ 4,2 bilhões para US$ 21 bilhões. O sucesso da empresa em nove domínios estratégicos — da modernização militar à análise de saúde — sugere que ela construiu uma "plataforma institucionalmente requerida" que poderia justificar precificação premium sustentada.
A tese de investimento depende, em última análise, de se as vantagens estruturais da Palantir — sua tecnologia proprietária de integração de dados, entrenchment de defesa e adoção comercial acelerada — podem sustentar a trajetória de crescimento exigida por sua valuation. Embora a complexidade da plataforma exija customização pesada e limite a escalabilidade imediata em comparação com concorrentes mais simples, a taxa de crescimento comercial de 93% valida a demanda empresarial. Investidores devem equilibrar o posicionamento tecnológico e estratégico inegável da empresa contra o risco de valuation, com qualquer desaceleração no crescimento provavelmente desencadeando compressão significativa de múltiplos. Para investidores de longo prazo dispostos a enfrentar volatilidade, a Palantir representa uma aposta na dominância de infraestrutura de IA em domínios militares e comerciais.
Morning Call - 29/10/2025 - Nvidia alcança US$ 5 TrilhõesAgenda de Indicadores:
10:45 – CAD – Decisão de Taxa de Juros BoC
11:00 – USA – Vendas Pendentes de Moradias
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
Agenda de Autoridades:
11:45 – CAD – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoC, Tiff Macklem
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell
Balanços:
USA: Pré-Market: NYSE:CAT NYSE:BA NYSE:VZ
USA: After-Market: NASDAQ:MSFT NASDAQ:META NASDAQ:GOOGL NASDAQ:SBUX NASDAQ:MELI NYSE:CMG NYSE:NOW
BRA: Pré-Market: BMFBOVESPA:SANB11
BRA: After-Market: BMFBOVESPA:BBDC4
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Estados Unidos
Os futuros de ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USARUS e VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 — operam nas máximas históricas, com os traders aguardando a decisão de juros do Fed e balanços das Big Techs.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 28 dias, sem data clara para encerrar.
Substituto de Powell: Trump deve anunciar ainda este ano o sucessor de Jerome Powell na presidência do Fed, cujo mandato termina em maio de 2026. Entre os cotados estão os atuais governadores do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman; o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett; o ex-governador do Fed, Kevin Warsh; e Rick Rieder, executivo da BlackRock. Hassett e Warsh despontam como favoritos, em parte devido à proximidade pessoal com Trump.
Nvidia: As ações da empresa avançam mais de 3% no pré-mercado de Nova York, elevando o valor de mercado da companhia para acima de US$ 5 trilhões. Ontem, o CEO da empresa anunciou que a Nvidia construirá sete supercomputadores para o Departamento de Energia dos EUA, além de revelar que a companhia já possui cerca de US$ 500 bilhões em encomendas para seus chips de inteligência artificial.
Microsoft: A companhia firmou ontem um acordo que permite à OpenAI se reestruturar como uma empresa de benefício público, garantindo à gigante tecnológica uma participação de 27% na criadora do ChatGPT.
Balanços: Com 180 empresas do índice S&P 500 já tendo divulgado resultados, estima-se que os lucros do terceiro trimestre tenham aumentado 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as projeções iniciais do mercado.
Juros / Fed: O Federal Reserve deve anunciar hoje um corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros, movimento amplamente precificado pelos mercados. Mais relevante que o próprio corte, porém, será o encerramento do programa de aperto quantitativo (QT) — decisão que representa uma mudança significativa na gestão de liquidez e sinaliza o fim da redução do balanço patrimonial do Fed, medida que vinha drenando liquidez do sistema financeiro.
O foco dos traders, também estará na coletiva de imprensa de Jerome Powell, que poderá indicar o ritmo e a extensão dos próximos cortes. O mercado busca sinais sobre se o Fed pretende iniciar um ciclo mais prolongado de flexibilização monetária ou apenas realizar um ajuste técnico diante da desaceleração econômica e manutenção da inflação próximo a 3%.
As apostas atuais apontam para mais um corte adicional na reunião de 10 de dezembro de 2025, e uma taxa terminal na faixa de 3% a 3,25% em junho de 2026.
Balanço do Fed:
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em alta — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — enquanto o IBEX 35 ACTIVTRADES:ESP35 da Espanha, e o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 do Reino Unido, atingem novas máximas históricas. Os balanços corporativos continuam sendo o principal catalisador dos mercados na região.
Mercedes-Benz: As ações da montadora alemã saltam mais de 6%, após a companhia reportar margens acima das expectativas em seu principal segmento de automóveis.
UBS: O banco suíço cai 1%, mesmo após divulgar um aumento de 74% no lucro líquido do terceiro trimestre, superando as projeções do mercado.
Deutsche Bank: As ações do banco alemão sobem 2,5%, com resultado trimestral 7% acima do lucro do ano anterior, contrariando as expectativas de queda.
Ásia/Pacífico
Os índices de ações da região asiática encerraram a sessão desta madrugada em alta, com destaque para o Nikkei TVC:NI225 , que saltou mais de 2% e atingiu um novo recorde histórico acima dos 51 mil pontos. O movimento reflete o otimismo renovado com os laços comerciais entre os EUA e países da região, além das expectativas de um novo corte de juros pelo Federal Reserve.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI avançou 1,7%, marcando nova máxima histórica.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 e China A50 FTSE:XIN9 — subiram entre 0,5% e 2%, impulsionados por expectativas positivas sobre o comércio global. O mercado de Hong Kong HSI:HSI permaneceu fechado devido a feriado.
Já na Austrália, o ASX ASX:XJO recuou 1%, reagindo à alta inesperada da inflação, que avançou 3,2% no terceiro trimestre — o maior aumento em mais de um ano — reduzindo as apostas em cortes de juros pelo RBA.
Criptoativos
As criptomoedas são negociadas perto da estabilidade. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD voltou para próximo dos US$ 113 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD permanece em US$ 4 mil.
Commodities
As commodities metálicas — o ouro ACTIVTRADES:GOLD , a prata $ACTIVTRADES:SILVE e o cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — sobem até 2%, realizando um pouco das fortes quedas das sessões anteriores.
Os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE registram ganhos moderados. A OPEP+ deve aprovar neste fim de semana um novo aumento de 137 mil barris por dia na produção a partir de dezembro, marcando o terceiro ajuste positivo consecutivo dentro de sua estratégia de retomada gradual da oferta.
Ouro Recupera Acima dos $4.000 Antes da Decisão da FedOs preços do ouro subiram nas primeiras horas de negociação desta quarta-feira, recuperando terreno acima do nível dos 4.000 dólares. O metal precioso tinha estado sob pressão, tendo chegado a recuar cerca de 12% em relação ao máximo histórico atingido na semana passada, devido à melhoria do apetite pelo risco nos mercados financeiros, que desviou fluxos do tradicional refúgio de segurança representado pelo ouro. Esta mudança foi impulsionada pela crescente esperança de que os Estados Unidos e a China consigam evitar uma guerra comercial, após o acordo relativo a um enquadramento para o entendimento. No entanto, o movimento corretivo parece ter perdido força, à medida que os investidores concentram a sua atenção na reunião de política monetária da Reserva Federal, que termina hoje. É amplamente esperado que o banco central confirme um corte de 25 pontos base na taxa de juro e mantenha uma orientação dovish na sua declaração de política e nas suas projeções futuras. Neste contexto, e com a expectativa de um novo corte de taxas na reunião de dezembro, o dólar norte-americano poderá perder força caso as previsões se confirmem — um desenvolvimento que beneficiaria o ouro, dada a correlação inversa entre o preço dos dois ativos. O metal precioso é também sustentado pela persistente turbulência geopolítica, em particular pelo aparente agravamento das relações entre a Rússia e os Estados Unidos. Ainda assim, o potencial de valorização do ouro deverá continuar limitado pelo otimismo em torno das questões comerciais.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Decisão de Juros do Banco do Canadá (BoC)O Banco do Canadá (BoC) deve cortar a taxa de juros em 25 pontos-base nesta quarta-feira (29), levando-a para 2,25%, em resposta à desaceleração econômica e ao aumento do desemprego.
Os dados mais recentes mostram que a economia canadense cresce 1,2% ao ano, enquanto a taxa de desemprego subiu para 7,1%. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço, automóveis e madeira canadenses vêm corroendo a demanda e reduzindo os níveis de emprego no país. Embora as empresas não esperem um agravamento dessas restrições, o sentimento segue fraco, com carteiras de pedidos limitadas e baixa intenção de contratação.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu todas as negociações comerciais com o Canadá, o que pressiona ainda mais as perspectivas de crescimento.
O BoC possui mandato único: manter a inflação próxima do ponto médio de sua meta de 1% a 3%. Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu acima do esperado, para 2,4%, enquanto o núcleo da inflação avançou para 2,7%, levando parte do mercado a defender a manutenção dos juros.
Mesmo assim, a maioria dos economistas aposta em um corte de 0,25 p.p., diante do baixo crescimento e do mercado de trabalho enfraquecido.
Atualmente, a curva de juros precifica 82% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base na reunião de hoje, o que levaria a taxa para 2,25%, nível considerado o limite inferior da faixa neutra — em que a política monetária não estimula nem restringe o crescimento.
Para 2026, o mercado vê 60% de chance de manutenção da taxa nesse patamar.
O Banco do Canadá divulgará sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, 29 de outubro, às 10h45 (horário de Brasília), juntamente com o Relatório Trimestral de Política Monetária, que trará novas projeções para crescimento e inflação.
Sentimento em relação ao dólar muda, de acordo com o MSO Morgan Stanley informa que o dólar americano pode voltar a ter uma tendência positiva pela primeira vez em meses.
O banco afirma que isso se deve ao aumento da incerteza política no exterior, particularmente no Japão e na França, o que pode estar enfraquecendo o apelo relativo dos ativos não denominados em dólares.
Essa postura pode sugerir um potencial de alta de curto prazo para o dólar em relação às principais moedas. Embora isso possa ser difícil de perceber nos gráficos no momento. Nos gráficos, o EURUSD permanece limitado abaixo de 1,17 após uma recuperação modesta, mostrando hesitação perto de uma zona de resistência importante. O USDJPY diminuiu em relação às altas recentes em torno de 153, mas potencialmente continua a manter uma estrutura de forte tendência de alta, consistente com a força mais ampla do dólar.
No entanto, o Morgan Stanley também alerta que qualquer deterioração nos dados econômicos dos EUA pode reverter essa previsão, já que os mercados provavelmente precificariam cortes adicionais nas taxas do Federal Reserve.
Ouro: Fim da Tendência ou Oportunidade de Compra na Baixa?Este artigo não é relevante para o público residente em Portugal ou no Brasil.
O ouro finalmente perdeu um pouco do seu brilho após uma alta de sete semanas que levou os preços acima de $4.300. O metal agora caiu abaixo de $4.000, e o mercado questiona se esta é uma correção de rotina ou o início de algo mais significativo.
Rali Excessivo Encontra Condições Globais Mais Calmas
O recuo do ouro ocorre à medida que o apetite por risco se fortalece e os traders realizam lucros após uma corrida especulativa que muitos consideraram insustentável. Os preços subiram mais de 27% em apenas sete semanas, alimentados pelo entusiasmo do varejo, compra por bancos centrais e uma onda de momentum especulativo. Um movimento desse tipo raramente dura para sempre, e a combinação de uma melhoria no sentimento de risco e um cenário geopolítico mais calmo tirou o calor do mercado.
Junto com o otimismo em torno da extensão da trégua comercial entre EUA e China, as tensões no Oriente Médio também esfriaram nas últimas semanas, reduzindo ainda mais a demanda por portos seguros tradicionais. Os investidores estão migrando de volta para ações e ativos de maior rendimento, enquanto o ouro começou a desfazer parte do prêmio de porto seguro construído no início do ano. No entanto, mesmo com o aumento da pressão de curto prazo, a confiança de longo prazo permanece intacta, com grandes bancos como HSBC e Bank of America mantendo metas de $5.000 para 2026.
Quando um Recuo se Torna Algo Mais
A questão agora é quando um recuo deixa de ser uma pausa para respirar e começa a se parecer com algo maior. A resposta reside no momentum, na magnitude e no que se pode chamar de capacidade de recuperação, e, no momento, o ouro está sob pressão nestes três aspectos. A liquidação começou com uma vela de baixa de ampla faixa que deu o tom, seguida por uma lateralização que não conseguiu atrair compradores de dip, e então uma renovada explosão de momentum de baixa. Juntos, esses movimentos resultaram em um declínio de 10% em relação às máximas da tendência.
Os seguidores de tendência estarão escaneando o gráfico em busca de suporte estrutural, mas olhar para a esquerda revela um problema. Não há muito em que se apoiar até a área de 3.400 a 3.500, deixando a porta aberta para uma retração mais profunda e potencialmente mais prolongada enquanto o mercado trabalha para compensar seu excesso anterior.
Claro, isso pode mudar rapidamente se os compradores entrarem com convicção. Velas de alta com pavios grandes seguidas por compras decisivas sugeririam que a tendência de alta se reafirmou, mas, por enquanto, o ouro parece vulnerável a uma fraqueza adicional. Após uma escalada tão espetacular, o metal finalmente parece pronto para um teste de realidade, e o recuo pode ter mais a percorrer antes que a próxima perna de alta comece.
Gráfico de Velas Diário do Ouro
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O Caos Global é uma Mina de Ouro para a Defesa?A General Dynamics apresentou resultados excepcionais no terceiro trimestre de 2025, com receita atingindo US$ 12,9 bilhões (aumento de 10,6% em relação ao ano anterior) e EPS diluído disparando para US$ 3,88 (aumento de 15,8%). A estratégia de crescimento de duplo motor da empresa continua a impulsionar o desempenho: seus segmentos de defesa capitalizam o rearmamento global obrigatório impulsionado por tensões geopolíticas crescentes, enquanto a Gulfstream Aerospace aproveita a demanda resiliente de indivíduos de alto patrimônio líquido. O segmento Aeroespacial sozinho cresceu a receita em 30,3%, com margem operacional expandindo 100 pontos base, entregando recordes de entregas de jatos à medida que as cadeias de suprimentos se normalizaram. A margem operacional atingiu 10,3% no geral, com fluxo de caixa operacional atingindo US$ 2,1 bilhões — 199% dos lucros líquidos.
O portfólio de defesa garante visibilidade de receita por décadas por meio de programas estratégicos, notadamente o programa de submarinos da classe Columbia de US$ 130 bilhões, que representa a prioridade máxima de aquisição da Marinha dos EUA. A General Dynamics European Land Systems capturou um contrato de € 3 bilhões da Alemanha para veículos de reconhecimento de próxima geração, capitalizando os gastos recordes em defesa europeus que atingiram € 343 bilhões em 2024 e projetados para € 381 bilhões em 2025. A divisão de Tecnologia fortaleceu sua posição com US$ 2,75 bilhões em contratos recentes de modernização de TI, implantando capacidades de IA, aprendizado de máquina e cibersegurança avançada para infraestrutura militar crítica. O portfólio de 3.340 patentes da empresa, com mais de 45% ainda ativos, reforça seu fosso competitivo em propulsão nuclear, sistemas autônomos e inteligência de sinais.
No entanto, ventos contrários operacionais significativos persistem no segmento Naval. O programa da classe Columbia enfrenta um atraso de 12-16 meses, com a primeira entrega agora prevista entre o final de 2028 e início de 2029, impulsionado pela fragilidade da cadeia de suprimentos e escassez de mão de obra especializada. Entregas tardias de componentes principais forçam trabalhos de construção complexos fora de sequência, enquanto a base industrial de defesa luta com lacunas críticas de habilidades em soldadores certificados nucleares e engenheiros especializados. A gestão enfatiza que o próximo ano será pivotal para impulsionar melhorias de produtividade e recuperação de margens nas operações navais.
Apesar dos desafios de curto prazo, o portfólio equilibrado da General Dynamics a posiciona para desempenho superior sustentado. A combinação de gastos de defesa não discricionários, superioridade tecnológica em sistemas estratégicos e geração robusta de fluxo de caixa livre fornece resiliência contra volatilidade. O sucesso em estabilizar a base industrial de submarinos determinará a trajetória de margens de longo prazo, mas a profundidade estratégica e a capacidade de geração de caixa da empresa suportam a geração contínua de alfa em um ambiente global cada vez mais incerto.
Morning Call - 28/10/2025 - UnitedHealth Puxa Dow JonesAgenda de Indicadores:
11:00 – USA – Confiança do Consumidor
11:00 – USA – Venda de Casas Novas
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 7 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto API
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed
Balanços:
USA - Pré-Market: NYSE:UNH NYSE:UPS NASDAQ:SOFI NASDAQ:PYPL NYSE:MSCI
USA - After-Market: NYSE:V NASDAQ:BKNG NASDAQ:EA
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Estados Unidos
Os futuros de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USARUS e VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 — operam próximos da estabilidade, com os traders aguardando a decisão de juros do Fed e balanços das Big Techs.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 28 dias, sem data clara para encerrar.
Substituto de Powell: Trump deve anunciar ainda este ano o sucessor de Jerome Powell na presidência do Fed, cujo mandato termina em maio de 2026. Entre os cotados estão os atuais governadores do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman; o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett; o ex-governador do Fed, Kevin Warsh; e Rick Rieder, executivo da BlackRock. Hassett e Warsh despontam como favoritos, em parte devido à proximidade pessoal com Trump.
Balanços: Até o momento, cerca de 85% das empresas que divulgaram resultados superaram as expectativas de lucro e receita. Nesta semana, as atenções se voltam para os 'Sete Magníficos' — Microsoft NASDAQ:MSFT , Alphabet NASDAQ:GOOGL , Apple NASDAQ:AAPL , Amazon NASDAQ:AMZN e Meta Platforms NASDAQ:META — que precisam apresentar números fortes para justificar suas elevadas avaliações de mercado.
Qualcomm NASDAQ:QCOM : As ações da companhia dispararam 11% na véspera, após o anúncio de dois novos chips de inteligência artificial voltados para data centers.
Amazon NASDAQ:AMZN : A maior varejista online do mundo iniciou um plano de reestruturação que prevê o corte de cerca de 30 mil empregos corporativos a partir de hoje, em uma iniciativa voltada à redução de custos.
UnitedHealth NYSE:UNH : A maior seguradora de saúde dos EUA superou as expectativas de lucro e receita, elevando sua previsão de lucro anual após manter os custos médicos sob controle.
UnitedHealth: A maior seguradora de saúde dos Estados Unidos superou as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo controle eficiente dos custos médicos. A companhia também elevou sua projeção de lucro anual.
Europa
Os principais índices europeus operam próximos da estabilidade — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — enquanto o espanhol Ibex ACTIVTRADES:ESP35 registra nova máxima histórica. Apesar do fluxo positivo de compra de ações, os balanços corporativos mistos seguem sendo o principal fator de influência sobre os mercados na região.
Novo Horário: A Europa iniciou o horário de inverno neste domingo, atrasando os relógios em uma hora. As Bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Milão e Lisboa agora operam das 5h às 13h30 (horário de Brasília). Nos Estados Unidos, o horário de verão termina no próximo domingo.
Ásia/Pacífico
Em visita no Japão, o presidente americano Donald Trump e a PM Sanae Takaichi assinaram um acordo para reforçar o fornecimento de minerais essenciais e terras raras, buscando reduzir o domínio da China em algumas áreas de componentes eletrônicos essenciais.
Os dois governos também divulgaram uma lista de projetos conjuntos nas áreas de energia, inteligência artificial e defesa, nos quais as empresas japonesas estão visando investimentos de até US$ 400 bilhões.
Tóquio prometeu fornecer US$ 550 bilhões em investimentos estratégicos, empréstimos e garantias dos EUA no início deste ano como parte de um acordo para obter alívio das tarifas de importação punitivas de Trump.
USD/CNH: O dólar atingiu uma nova mínima de um mês frente ao yuan chinês, cotado a 7,0959. Derek Halpenny, do MUFG, comentou: 'Se um acordo (EUA e China) for fechado com base nos detalhes divulgados até então, o yuan tem espaço para mais ganhos. Melhores condições de risco e alguma melhora nas expectativas de crescimento global devem resultar no enfraquecimento do dólar americano, à medida que os investidores buscam melhores perspectivas em outras moedas.'
Criptoativos
Assim como outros ativos de risco, as criptomoedas também são negociadas perto da estabilidade. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD voltou para próximo dos US$ 115 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD permanece em US$ 4,1 mil.
Commodities
As commodities metálicas — o ouro ACTIVTRADES:GOLD , a prata $ACTIVTRADES:SILVE e o cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — recuam até 2% nesta sessão. Segundo Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, o preço do ouro pode cair para cerca de US$ 3.500 por onça até o fim de 2026.
Os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE também registram forte queda, de até 2%, após as altas recentes. A OPEP+ deve aprovar neste fim de semana um novo aumento de 137 mil barris por dia na produção a partir de dezembro, marcando o terceiro ajuste positivo consecutivo dentro de sua estratégia de retomada gradual da oferta.
J.D. Vance e as consequências da sucessão para o mercado A ascensão repentina de J.D. Vance à Presidência pode marcar uma mudança dramática para os mercados financeiros se ele romper com a postura de seu atual chefe sobre como governar uma economia.
Antes de ser escolhido como vice-presidente de Trump, Vance era conhecido por sua oposição aos monopólios corporativos. No passado, ele criticou o poder de empresas como Google, Apple e Amazon, pedindo a aplicação de leis antitruste. Uma mudança repentina para um governo liderado por Vance poderia derrubar os mercados que precificaram o apoio contínuo aos “Sete Magníficos”, que impulsionaram grande parte do desempenho recente do S&P 500. No entanto, a longo prazo, a divisão dos participantes dominantes pode estimular uma maior inovação (e potenciais ganhos com ações), à medida que os participantes estabelecidos perdem sua capacidade de adquirir e enterrar a concorrência emergente.
Enquanto isso, uma das tendências marcantes do segundo mandato de Trump tem sido a queda significativa do dólar americano. Uma mudança na liderança, especialmente uma menos inclinada a políticas isolacionistas e ao aumento da dívida nacional, poderia potencialmente fortalecer o dólar no curto prazo. O ouro também pode ser afetado e atingir um nível de preço de médio prazo abaixo de US$ 4.000.
Uma pulseira pode ler sua mente antes de se mover?A Wearable Devices Ltd. (NASDAQ: WLDS) está pioneirando uma mudança radical na interação humano-computador por meio de sua tecnologia proprietária de interface de entrada neural. Diferente de interfaces cérebro-computador invasivas ou sistemas básicos de reconhecimento de gestos, as pulseiras Mudra Band e Mudra Link da empresa decodificam sinais neuromusculares sutis no pulso, permitindo que os usuários controlem dispositivos digitais por intenção em vez de toque físico. O que distingue a WLDS de concorrentes como as soluções de eletromiografia de superfície (sEMG) da Meta é sua capacidade patenteada de medir não apenas gestos, mas forças físicas quantificáveis, incluindo peso, torque e pressão aplicada, abrindo aplicações muito além da eletrônica de consumo para controle de qualidade industrial, ambientes de realidade estendida (XR) e sistemas de defesa críticos.
O valor estratégico da empresa não reside nas vendas de hardware, mas em sua evolução planejada para uma plataforma de inteligência de dados neurais. A WLDS está executando uma rota de quatro fases que transita da adoção do consumidor (Fases 1-2) para monetização de dados por meio de seu Modelo de Potencial de Ação de Unidade Motora Grande (LMM), uma plataforma de biossinais de aprendizado contínuo esperada para lançamento até 2026. Esse conjunto de dados proprietário, gerado de milhões de interações de usuários, posiciona a WLDS para oferecer serviços de licenciamento de alta margem para OEMs e clientes empresariais, particularmente em monitoramento de saúde preditivo e análises cognitivas. Com parcerias incluindo Qualcomm e TCL-RayNeo, a empresa está construindo a infraestrutura para o que visualiza como a plataforma de interação neural padrão da indústria.
No entanto, a WLDS opera em um mercado definido por potencial extraordinário e risco substancial de execução. O mercado global de interfaces cérebro-computador deve atingir US$ 6,2 bilhões até 2030, mas as receitas atuais de interfaces neurais sem fio permanecem modestas em uma estimativa de US$ 1,5 bilhão até 2035, sugerindo uma oportunidade massiva não explorada ou barreiras significativas de adoção. A operação enxuta de 26-34 pessoas da empresa, receita de US$ 522.000 em 2024 e volatilidade extrema de ações (Beta: 3.58, faixa de 52 semanas: US$ 1.00-US$ 14.67) destacam seu perfil de estágio inicial. O sucesso depende inteiramente de converter a adoção do consumidor nos dados de biossinais proprietários necessários para treinar a plataforma LMM, que por sua vez deve provar valor suficiente para comandar acordos de licenciamento empresarial em escala.
A WLDS representa uma aposta calculada na convergência de IA, computação vestível e neurotecnologia, uma empresa que poderia estabelecer a infraestrutura fundamental para interação sem toque em setores de XR, saúde e defesa, ou lutar para preencher a lacuna entre capacidade tecnológica e validação de mercado. Seus contratos militares e portfólio robusto de IP cobrindo capacidades de medição de força fornecem credibilidade técnica, mas o caminho para adoção ubíqua de plataforma (Fase 4) requer execução impecável em semeadura de consumidores, acumulação de dados e conversão B2B, uma jornada de múltiplos anos sem garantia de chegada.
Morning Call - 25/10/2025 - Ibov: Lula Encontra com TrumpAgenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
11:00 – USA – Vendas de Casas Novas
11:00 – USA – Índice de Atividade das Empresas Fed Dallas
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 2 anos
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 5 anos
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Lula e Trump: Os dois presidentes se reuniram ontem à noite na Malásia, em um encontro marcado por trocas de elogios e avanços nas negociações comerciais. Os Estados Unidos devem revisar, nas próximas semanas, as tarifas adicionais de 40%.
Eleições 2026: O encontro com Trump deve ter efeito positivo nas pesquisas eleitorais a favor de Lula, provocando divisão dentro da direita, que apostava em um afastamento entre Brasil e Estados Unidos.
IPCA-15: A leitura bem abaixo do esperado reforçou as apostas de que o Copom poderá iniciar o ciclo de cortes da Selic em janeiro. A precificação na curva de juros subiu para 67%, ante 63% na véspera.
Petrobras BMFBOVESPA:PETR4 : A estatal divulgou na sexta-feira à noite o relatório de produção e vendas do 3º trimestre. A produção média atingiu 3,144 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta anual de 17,3%. A China se manteve como principal destino das exportações, respondendo por 53% do total.
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Câmbio ACTIVTRADES:MINDOLX2025 : O Banco Central anunciou que realizará na segunda-feira (27) leilões simultâneos de venda à vista de dólares e de swap cambial reverso, ambos no montante de US$ 1 bilhão. A operação é considerada neutra em termos de exposição cambial e não deve gerar impacto direto sobre o câmbio.
Estados Unidos
Os futuros de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — avançam para novas máximas históricas, enquanto que o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 recua para a mínima de duas semanas.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 27 dias, com expectativa de que um acordo possa ser alcançado nesta próxima semana.
Bessent: Em entrevista ontem pela manhã, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a tarifa adicional de 100% sobre a China está "fora da mesa", assim como a "ameaça" de controles de exportação de terras raras. "Não vou me antecipar aos dois líderes que se encontrarão na quinta-feira, mas posso dizer que tivemos dois dias de negociação muito bons". Bessent também afirmou que espera uma compra "substancial" de soja americana pelos chineses. "Nossos produtores ficarão extremamente felizes com esse acordo, que irá equilibrar o mercado de soja entre os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil."
Agenda: Trump executa diversos compromissos bilaterais na Malásia hoje. Amanhã o presidente segue para Tóquio, para reunião com a primeira-ministra, Sanae Takaichi. A expectativa é de que o Japão e os Estados Unidos assinem um acordo para trabalhar em conjunto em Inteligência Artificial (IA). Na quarta, Trump segue para a Coréia do Sul, onde tem encontro marcado com Xi Jinping.
Canadá: No sábado, Trump ameaçou encerrar as negociações comerciais com o Canadá e disse que pretende aumentar as tarifas sobre importações de produtos do país em mais 10%, após um comercial usar um discurso do ex-presidente Ronald Reagan para criticar as tarifas dos Estados Unidos.
Balanços: Mais de 170 empresas apresentam seus resultados ao longo da semana, entre elas, 5 das 7 magníficas: Microsoft NASDAQ:MSFT , Apple NASDAQ:AAPL , Alphabet NASDAQ:GOOGL , Amazon NASDAQ:AMZN e Meta NASDAQ:META .
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em alta — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — com exceção do britânico FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 e do suíço SMI $ACTIVTRADES:SWI20. Apesar do fluxo global de compra de ações, as notícias corporativas continuam determinando os índices na região.
Novo Horário: A Europa iniciou o horário de inverno neste domingo, atrasando os relógios em uma hora. As Bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Milão e Lisboa agora operam das 5h às 13h30 (horário de Brasília). Nos Estados Unidos, o horário de verão termina no próximo domingo.
Ásia/Pacífico
A expectativa de corte de juros pelo Fed e o avanço nas negociações comerciais impulsionaram os índices asiáticos e os futuros de Nova York, que abriram a semana com forte gap de alta neste domingo.
No Japão, o Nikkei TVC:NI225 ultrapassou pela primeira vez a marca histórica de 50.000 pontos, refletindo o otimismo com um possível acordo de cooperação em Inteligência Artificial (IA) entre Japão e Estados Unidos.
Na China, os principais índices — Shanghai ( SSE:000001 ), Shenzhen ( SZSE:399001 ), China A50 ( FTSE:XIN9 ) e Hang Seng ( HSI:HSI ) — registram fortes altas, após negociadores chineses e norte-americanos estruturarem um acordo para suspender tarifas e flexibilizar os controles de exportação de terras raras, antes do encontro entre Trump e Xi Jinping marcado para quinta-feira.
USD/CNH: Em meio ao otimismo dos traders, o yuan chinês atingiu a máxima em mais de um mês frente ao dólar, cotado a 7,1091. Antes da abertura dos mercados, o Banco Popular da China fixou a taxa média oficial em 7,0881 por dólar, superando a estimativa da Reuters, de 7,1146. Derek Halpenny, do MUFG, comentou: 'Se um acordo for fechado com base nos detalhes divulgados hoje, o yuan tem espaço para mais ganhos. Melhores condições de risco e alguma melhora nas expectativas de crescimento global devem resultar no enfraquecimento do dólar americano, à medida que os investidores buscam melhores perspectivas em outras moedas.'
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI superou pela primeira vez o nível de 4.000 pontos, liderando os ganhos na região com alta de 2,57%. Na Austrália, o ASX ASX:XJO avançou de forma moderada, também renovando máxima histórica.
Criptoativos
As criptomoedas avançaram com força neste fim de semana, impulsionadas pelo aumento do apetite por risco diante das expectativas de corte de juros pelo Fed e do otimismo com novos acordos comerciais. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD voltou a superar os US$ 115 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD ultrapassou os US$ 4,1 mil.
Commodities
O ouro ACTIVTRADES:GOLD e a prata $ACTIVTRADES:SILVE recuam no início da semana, à medida que os traders migram para ativos de maior risco diante do cenário comercial mais favorável. O cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 , por se tratar de uma commodity metálica industrial, avança mais de 1%.
Os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE registram queda moderada nesta segunda-feira, após fortes ganhos na semana anterior. Durante a madrugada, o ministro do Petróleo do Iraque afirmou estar em negociações com a OPEP+ para ampliar a cota de produção do país, atualmente em 5,5 milhões de barris por dia.
USIMINAS-USIM5 QUE PREJUIZO FOI ESTE?USIMINAS-USIM5 QUE PREJUIZO FOI ESTE?
ANÁLISE PROFUNDA DOS RESULTADOS DA USIMINAS NO 3T25: IMPAIRMENT, RISCO REGULATÓRIO E RESILIÊNCIA DE CAIXAI. SÍNTESE EXECUTIVA: O RESULTADO CONTÁBIL VS. A REALIDADE OPERACIONALO terceiro trimestre de 2025 (3T25) da Usiminas – Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. – foi caracterizado por uma marcante dissociação entre os resultados apresentados na Demonstração do Resultado (DRE) e a performance subjacente operacional e de liquidez da Companhia. Enquanto o balanço e a geração de caixa se fortaleceram significativamente, o Lucro Líquido foi revertido em um prejuízo bilionário, o pior registrado pela Companhia desde 2017.1O Prejuízo Líquido Consolidado atingiu $(R\$3.503)$ milhões no 3T25, revertendo o lucro líquido de R$ 128 milhões apurado no trimestre imediatamente anterior (2T25).2 Este resultado negativo não foi impulsionado por um declínio na performance de curto prazo ou por problemas de liquidez, mas sim pela contabilização de um evento não recorrente de aproximadamente $R\$3.6$ bilhões.1Os componentes desta perda não recorrente são de natureza puramente contábil e não afetam o caixa da empresa no período.1 O valor total do ajuste resultou da soma de uma perda por Impairment (desvalorização) de ativos operacionais no montante de $R\$2.226$ milhões e um ajuste negativo de $R\$1.4$ bilhão referente à avaliação de recuperabilidade de Ativos Fiscais Diferidos.2 Este ajuste é uma manifestação formal da reavaliação de longo prazo sobre a capacidade futura de geração de caixa dos ativos, principalmente na unidade de Siderurgia, frente a um ambiente competitivo estruturalmente deteriorado.Em contraste direto com o prejuízo contábil, a performance operacional recorrente e a gestão financeira demonstraram notável robustez. O EBITDA Ajustado Consolidado foi de $R\$434$ milhões no 3T25, representando um crescimento de 6,4% em relação aos $R\$408$ milhões registrados no 2T25.1 Se o efeito contábil de $R\$3.6$ bilhões fosse excluído, o Lucro Líquido Recorrente (Pro Forma) do trimestre seria positivo, estimado em cerca de $R\$123$ milhões.4Do ponto de vista financeiro, o trimestre foi um destaque de excelência em gestão de capital. A Companhia registrou o maior Fluxo de Caixa Livre (FCF) dos últimos dois anos, totalizando $R\$613$ milhões positivos, impulsionado por uma expressiva redução no Capital de Giro.1 Consequentemente, a Dívida Líquida apresentou uma redução acentuada de 69% em relação ao 2T25, encerrando o período em $R\$327$ milhões. Este resultado levou o índice de alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM) ao patamar de 0,16x, o mais baixo desde o final de 2023.1O evento contábil bilionário, portanto, não sinaliza uma crise operacional ou de liquidez de curto prazo, mas sim uma formalização do pessimismo quanto ao ambiente de mercado de longo prazo, particularmente a pressão sobre preços e volumes causada pela persistente competição desleal de importações.II. ANATOMIA DO EVENTO NÃO RECORRENTE DE R$ 3,6 BILHÕESO prejuízo líquido reportado no 3T25 é predominantemente um reflexo da aplicação do princípio contábil da recuperabilidade de ativos, conforme estabelecido pelo CPC 01 (Redução ao Valor Recuperável de Ativos) e a norma internacional IAS 36 (Impairment of Assets). A administração foi obrigada a realizar um teste de impairment devido aos indicadores de mercado que sinalizavam a possibilidade de o valor contábil dos ativos exceder seu valor recuperável.5A Aplicação do Teste de Recuperabilidade (Impairment)O gatilho primário para a realização desta reavaliação de longo prazo foi a deterioração acelerada das condições concorrenciais no mercado de aços planos no Brasil.4 A presença contínua de volumes recordes de importações de aço em condições de competição desleal forçou a Companhia a revisar as projeções de fluxo de caixa futuro descontado (Valor em Uso) para suas Unidades Geradoras de Caixa (UGCs).O Impairment de Ativos, totalizando $R\$2.226$ milhões 2, representa a diferença entre o valor contábil dos ativos de longo prazo e seu valor recuperável revisado. Este ajuste reflete que o valor econômico futuro esperado da principal unidade de negócios da Companhia, a Siderurgia, é inferior ao seu custo histórico registrado no balanço.Esta desvalorização é uma admissão formal e auditada de que as premissas de precificação e volume de vendas de longo prazo para os ativos da Siderurgia foram significativamente reduzidas. A perda de valor não está ligada a falhas na gestão operacional corrente – que, como será detalhado, demonstra melhorias – mas sim a um risco externo crônico: a ineficácia regulatória em proteger o mercado local. O impairment funciona como um sinal poderoso para o mercado e os formuladores de políticas de que a capacidade de capitalização e a viabilidade de longo prazo da indústria nacional estão sendo corroídas pela concorrência predatória.Ajuste de Ativos Fiscais Diferidos (AFD)O segundo componente significativo da perda contábil foi o ajuste negativo de $R\$1.4$ bilhão na recuperabilidade dos Ativos Fiscais Diferidos.1Os AFDs representam créditos fiscais que só podem ser realizados se a empresa gerar lucro tributável suficiente no futuro. O Lucro (Prejuízo) Líquido acumulado no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2025 (9M25) foi de $(R\$3.038.716)$ mil no consolidado.3 Quando a Companhia realiza um impairment em seus ativos operacionais, isso implica uma redução nas projeções de rentabilidade futura (Valor em Uso da UGC). Consequentemente, a probabilidade de realizar integralmente esses créditos fiscais diminui.A baixa dos AFDs segue, portanto, a lógica da desvalorização dos ativos operacionais. Se a projeção de rentabilidade é comprometida pela pressão de mercado, a certeza da realização dos créditos fiscais também deve ser reavaliada para ser conservadora.Performance Recorrente (Pro Forma)É essencial isolar a performance operacional recorrente da Companhia, excluindo estes lançamentos de natureza não monetária.
📊 Resultados 3T25 Simplificados (R$ Milhões)
💰 Receita Líquida: R$ 6.604,2M (estável vs. 2T25 📆)
🧮 Lucro Bruto: R$ 446,5M (leve queda 📉)
⚙️ Lucro Operacional: R$ 156,5M (recuperação após ajustes 🔧)
🚫 Impairment de Ativos: R$ 2.226,3M (ajuste não recorrente 🛠️)
💸 Resultado Financeiro: R$ -89,6M (vs. +R$ 145,4M no 2T25 💱)
🧾 IR e CS (estimado): R$ 54,5M (impacto positivo 💡)
📉 Lucro Líquido: R$ 122,9M (virada positiva 🔄)
📊 EBITDA Ajustado: R$ 434,0M (crescimento consistente 📈)
A análise pro forma demonstra que, desconsiderando os ajustes de desvalorização e impostos diferidos, a Companhia teria reportado um Lucro Líquido de aproximadamente $R\$123$ milhões, um valor que está em linha com o resultado do 2T25 ($R\$128$ milhões) e que reflete a resiliência operacional alcançada no período.2III. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL RECORRENTE (EX-IMPAIRMENT)Apesar dos ventos contrários do mercado e do ajuste contábil, o desempenho operacional medido pelo EBITDA ajustado e pela eficiência de custos demonstrou melhora sequencial no 3T25.Análise Consolidada e de CustosO EBITDA Ajustado Consolidado atingiu $R\$434$ milhões, o que representa um aumento de 6,4% em relação ao trimestre anterior (2T25: $R\$408$ milhões).1 Esta performance positiva foi sustentada por um aumento no volume de vendas em ambos os segmentos de Aço e Minério de Ferro, acompanhado por uma significativa melhoria na eficiência de custos da Siderurgia.3A Companhia conseguiu registrar uma redução de 3% no Custo dos Produtos Vendidos por tonelada (CPV/t).3 Este resultado é crítico, pois indica que os ganhos de eficiência resultantes da reforma e do ramp-up do Alto-Forno 3 em Ipatinga, que estava em andamento desde o final de 2023 3, estão se materializando na estrutura de custos. Os menores preços das matérias-primas também contribuíram para a queda do CPV/t, compensando os efeitos negativos de Preço/Mix de vendas que foram observados.3Segmento SiderurgiaA unidade de Siderurgia, a mais exposta à competição desleal, demonstrou capacidade de sustentar volumes e eficiência. O volume de vendas de aço (1.104 kt) cresceu 2% em relação ao 2T25.3 As vendas no Mercado Interno, segmento mais rentável, alcançaram 991 mil toneladas, um aumento de 2,3% T/T, sinalizando uma demanda resiliente por parte dos clientes da Usiminas.2 A Receita Líquida do segmento manteve-se estável, alcançando $R\$6.6$ bilhões.2O esforço para reduzir o CPV/t na Siderurgia representa a capitalização dos investimentos estratégicos realizados ($R\$2.7$ bilhões no Alto-Forno 3).3 O momento em que a Companhia atinge a eficiência máxima de produção, com custos mais baixos, coincide com a formalização da desvalorização de seus ativos. Esta situação demonstra que a maximização da eficiência interna está sendo neutralizada pela predação de preço no mercado doméstico, transformando o impairment em um custo do ambiente de mercado desprotegido.Segmento Mineração (MUSA)O segmento de Mineração, operado pela Mineração Usiminas S.A. (MUSA), atuou como um fator de estabilidade e crescimento do resultado recorrente. O volume de vendas de Minério de Ferro atingiu 2,5 milhões de toneladas no 3T25, o maior volume trimestral desde o 4T21.3A Receita Líquida/t na Mineração aumentou, impulsionada pelos maiores preços internacionais de referência (IODEX 62% Fe CFR China) e pela aplicação de menores descontos por qualidade.2 O EBITDA Ajustado da Mineração alcançou $R\$130$ milhões, um aumento de 13% em relação ao trimestre anterior (2T25: $R\$115$ milhões), com margem de 14%.2 A Mineração, atuando em um mercado de commodity global, contrasta com a Siderurgia, onde a perda de valor está concentrada nos ativos de transformação expostos à concorrência desleal.IV. CONTEXTO MACRO E RISCO COMPETITIVO: O FUNDAMENTO DO IMPAIRMENTO registro da perda por desvalorização não é um evento isolado, mas sim a manifestação contábil da persistente e crescente crise de competição desleal que afeta a indústria siderúrgica brasileira, atuando como o principal risco estrutural de longo prazo.Escalada da Competição DeslealA Usiminas tem reiterado sua preocupação com o volume excessivo de importações, principalmente de aço de origem chinesa, que chega ao Brasil em condições de dumping e afeta diretamente a precificação e os volumes de venda no mercado interno.4O volume importado de aços planos cresceu 33,1% nos nove primeiros meses de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024.4 A Companhia considera que o sistema de cotas-tarifa implementado em junho de 2024 (e renovado em 2025) foi ineficaz em conter o problema.3 O registro do impairment atua como um cálculo formal, inserido no balanço, que incorpora o risco de que os preços futuros do aço no Brasil serão permanentemente pressionados por volumes subsidiados, comprometendo a rentabilidade e o Valor em Uso dos ativos a longo prazo.Reconhecimento Oficial da Prática de DumpingA gravidade do cenário foi formalmente reconhecida através das investigações preliminares de antidumping conduzidas pelo governo brasileiro. Esses relatórios preliminares constataram a prática de dumping com margens significativas, chegando a até BMV:US \$624/t$ para laminados a frio e BMV:US \$575/t$ para revestidos.3Embora a prática e o dano à indústria tenham sido comprovados, a administração observa que a não aplicação preliminar de uma medida efetiva de defesa comercial coloca o Brasil na contramão de outras grandes economias. A Usiminas cita o precedente de mercados como Estados Unidos, Europa e México, que têm implementado medidas robustas para garantir um ambiente competitivo justo.4A decisão de efetuar o impairment reflete, portanto, uma incorporação prudente do risco regulatório futuro. A Companhia está contabilmente refletindo a probabilidade de que, sem uma resposta regulatória eficaz, a rentabilidade esperada para a UGC de Siderurgia será cronicamente baixa, levando à baixa do valor contábil dos ativos fixos. Esta baixa não é apenas um ajuste financeiro, mas sim uma sinalização da destruição de valor imposta pela falta de isonomia competitiva.Impactos Amplos na Cadeia de ValorO risco transcende o setor siderúrgico. Setores chave clientes da Usiminas também são impactados por importações excessivas. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicaram que o emplacamento de veículos leves importados cresceu 10,8% nos primeiros nove meses de 2025, em comparação com 2024, enquanto os veículos nacionais cresceram apenas 1,6%.4 Da mesma forma, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) reportou alta acumulada anual de 9,1% nas importações do setor, com um déficit comercial de BMV:US \$12.9$ bilhões em 2025.4 A pressão sobre a cadeia de valor industrial brasileira agrava o cenário, reduzindo a demanda e a capacidade de repasse de preços para o aço.V. ANÁLISE DE LIQUIDEZ E ESTRUTURA DE CAPITALEm um trimestre dominado pelo prejuízo contábil, a gestão da estrutura de capital e da liquidez da Usiminas destacou-se, demonstrando resiliência financeira que mitiga o impacto da baixa de ativos.Geração de Caixa e FCFO Fluxo de Caixa Livre (FCF) alcançou $R\$613$ milhões positivos, o que representa a maior geração de caixa livre em dois anos.1 Este resultado positivo foi primariamente consequência da eficiente gestão e liberação de Capital de Giro, que totalizou uma redução de $R\$586$ milhões no trimestre.4 O FCF é a métrica fundamental de saúde da Companhia, pois prova que o prejuízo contábil, por ser de natureza não monetária, não afeta a capacidade da Usiminas de honrar compromissos, investir ou fortalecer seu balanço.O investimento (CAPEX) totalizou $R\$327$ milhões no 3T25 3, mantendo-se em níveis compatíveis com a manutenção e a continuidade dos investimentos estratégicos, demonstrando que o foco na eficiência operacional está sendo sustentado.Gestão da Dívida e Alavancagem HistóricaA Companhia executou uma gestão de dívida agressiva e bem-sucedida, focada na desalavancagem e no alongamento do perfil de amortização.3 A Dívida Líquida foi drasticamente reduzida em 69% em relação ao 2T25, encerrando o 3T25 em $R\$327$ milhões.1 Esta redução foi reflexo de:Redução da Dívida Bruta: A Companhia realizou o resgate antecipado dos Bonds remanescentes com vencimento em 2026, no valor de BMV:US \$206$ milhões (equivalente a $R\$1.1$ bilhão), utilizando recursos do caixa proveniente de uma emissão de Bonds realizada no início de 2025.3 Além disso, realizou o resgate antecipado da $1^{a}$ Série da $9^{a}$ Emissão de Debêntures no valor de $R\$160$ milhões.3Aumento da Posição de Caixa: O Caixa e Equivalentes de Caixa permaneceu robusto, totalizando $R\$6.036$ milhões.3A alavancagem financeira, medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM (últimos doze meses), caiu para 0,16x (vs. 0,50x no 2T25), atingindo o menor patamar desde o final de 2023.1Tabela 2: Indicadores Chave de Estrutura de Capital (Consolidado - R$ Milhões)
📊 Métricas Financeiras – Evolução Trimestral
🗓️ 3T25 (30/09/2025) 💼 Caixa e Aplicações: R$ 6.036M 📉 Dívida Líquida: R$ 327K 💸 Fluxo de Caixa Livre (FCF): R$ 613K 📊 Alavancagem (DL/EBITDA LTM): 0,16x
🗓️ 2T25 (30/06/2025) 💼 Caixa e Aplicações: R$ 6.744M 📉 Dívida Líquida: R$ 1.046K 💸 Fluxo de Caixa Livre (FCF): R$ 281K 📊 Alavancagem: 0,50x
🗓️ 4T24 (31/12/2024) 💼 Caixa e Aplicações: R$ 5.954M 📉 Dívida Líquida: R$ 937K 💸 FCF: N/A 📊 Alavancagem: 0,58x
O forte posicionamento de caixa e a mínima alavancagem demonstram que a Usiminas priorizou a fortificação do balanço para resistir a um cenário de estresse prolongado no mercado de aço. O balanço robusto, sustentado pela disciplina financeira, foi inclusive citado pela Administração como um fator que poderia possibilitar a deliberação de distribuição de dividendos ainda em 2025, apesar do resultado contábil negativo.1VI. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ESTRATÉGICASO resultado reportado pela Usiminas no 3T25 é uma clara materialização de um risco estratégico e regulatório, e não de uma crise operacional ou de liquidez. O prejuízo líquido de $R\$3.5$ bilhões, impulsionado pelo impairment e pelo ajuste de AFDs (totalizando $R\$3.6$ bilhões), representa um evento não caixa que formaliza a baixa do valor contábil dos ativos de Siderurgia devido à expectativa de rentabilidade futura cronicamente deprimida pela competição desleal e pelo dumping.A análise da performance recorrente, no entanto, revela uma gestão eficiente e resiliente. O EBITDA Ajustado de $R\$434$ milhões (crescimento de 6,4% T/T) e a substancial redução do CPV/t na Siderurgia confirmam que a gestão interna está capitalizando os investimentos estratégicos (exemplo: Alto-Forno 3). O fato de o Lucro Líquido Pro Forma ser positivo ($R\$123$ milhões) evidencia a dissociação entre a contabilidade de longo prazo e a performance de curto prazo.O principal desafio da Companhia permanece no ambiente externo. A Usiminas está atingindo a eficiência máxima de custo em um momento em que essa vantagem é neutralizada pela entrada de aço subsidiado. O impairment atua como um poderoso sinal para os reguladores brasileiros sobre o custo da inação em face do dumping comprovado.3 A confiança da Companhia na aplicação de medidas efetivas de defesa comercial 4 deve ser monitorada, pois a tese de valor de longo prazo da Siderurgia depende intrinsecamente da correção dessas distorções competitivas.Do ponto de vista financeiro, a Usiminas encerrou o 3T25 em uma posição de força defensiva incomparável. O Fluxo de Caixa Livre recorde de $R\$613$ milhões e a alavancagem de 0,16x (Dívida Líquida/EBITDA LTM) 1 asseguram que a Companhia possui a liquidez e a flexibilidade necessárias para atravessar um período prolongado de pressão sobre as margens, mantendo a capacidade de honrar sua dívida e potencialmente remunerar acionistas.Recomenda-se que investidores e analistas mantenham o foco na capacidade de geração de Fluxo de Caixa Operacional e nos indicadores de eficiência de custos (CPV/t), em detrimento do resultado líquido contábil afetado por eventos não recorrentes. A Usiminas está blindada contra o risco de crédito, mas a destrava do valor de longo prazo dos seus ativos de Siderurgia está condicionada à resolução urgente e eficaz do risco regulatório e da competição desleal no mercado brasileiro.
Ouro recua com otimismo renovado nas negociações EUA-China
Os preços do ouro caíram nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira, mantendo-se ligeiramente acima dos 4.030 dólares. Após ter atingido um máximo histórico na semana passada, o metal precioso tem enfrentado ventos contrários gerados por um renovado otimismo em torno do comércio internacional. Esse otimismo decorre dos progressos alcançados nas negociações entre os Estados Unidos e a China, que desanuviaram as tensões e, pelo menos por agora, evitaram o pior cenário possível de tarifas superiores a 100% entre as duas maiores economias do mundo. Este sentimento positivo tem sustentado um maior apetite pelo risco nos mercados financeiros, impulsionando as ações — com os futuros do Nasdaq a atingirem um novo máximo histórico esta manhã — e penalizando o ouro, tradicional refúgio de segurança. Ainda assim, o metal precioso encontra um forte suporte nos níveis atuais, acima do importante limiar psicológico dos 4.000 dólares, sendo que eventuais quedas adicionais deverão ser vistas como oportunidades de compra. O enquadramento macroeconómico continua favorável ao ouro, tendo em conta a persistente turbulência geopolítica e a incerteza económica, bem como as expectativas cada vez mais dovish em relação à Reserva Federal, acentuadas pelos números da inflação norte-americana divulgados na semana passada, que ficaram abaixo do esperado.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
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Trump encerra negociações com Canadá e agrava tensões comerciais
Durante a noite, Donald Trump anunciou o encerramento imediato das negociações comerciais com o Canadá, depois de ter descoberto um anúncio veiculado pela província de Ontário, que incluía um excerto de Ronald Reagan a criticar o uso de tarifas como instrumento de política económica. O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos EUA. Em março, Trump impôs tarifas de 25% sobre as importações canadianas, às quais Ottawa respondeu com tarifas recíprocas de igual valor sobre bens norte-americanos. Segundo Trump, as medidas visavam pressionar o Canadá a reforçar o controlo fronteiriço e o combate ao tráfico de droga. O episódio agrava as preocupações quanto ao risco de uma nova escalada protecionista, num momento em que os investidores já lidam com um ambiente geopolítico incerto. A divulgação dos dados de hoje será determinante para o sentimento de mercado: uma leitura acima do esperado reforçaria as apostas numa política monetária mais restritiva, enquanto uma surpresa em baixa daria novo fôlego à recente valorização dos ativos de risco.
Henrique Valente – ActivTrades
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