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Bolsas têm dificuldades e petróleo cai com temores sobre juros e recessão

As ações mundiais tentavam uma recuperação morna nesta quarta-feira após uma sequência de três dias de perdas, mas a inflação persistente, que fazia os bancos centrais de ambos os lados do Atlântico se prepararem para aumentar os custos dos empréstimos novamente no próximo mês, mantinha os investidores nervosos.

Wall Street perdia algum ímpeto nesta manhã depois de abertura em alta, enquanto os preços do petróleo bruto nos Estados Unidos afundavam pelo segundo dia seguido, com preocupações de que o aperto da política monetária em todo o mundo prejudique a demanda e atrapalhe a economia global.

O índice de ações mundial da MSCI IACWI tinha pouca alteração no dia e cai 18% no ano, com a guerra na Ucrânia, o aumento dos preços da energia e o aumento das taxas de juros afetando ativos de risco.

As notícias econômicas permaneciam sombrias, com dados mostrando que a atividade econômica na China, a segunda maior economia do mundo, estendeu seu declínio neste mês após novas infecções pela Covid-19, as piores ondas de calor em décadas e dificuldades no setor imobiliário.

A inflação da zona do euro para agosto atingiu outra máxima recorde, superando as expectativas e solidificando a perspectiva de um forte aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu em 8 de setembro.

Às 12:11 (de Brasília), o índice S&P 500 SPX ganhava 0,08%, a 3.989,53 pontos, enquanto o Dow Jones DJI caía 0,37%, a 31.674,76 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite IXIC avançava 0,11%, a 11.896,10 pontos.

O índice pan-europeu STOXX 600 SXXP caía 0,63%, a 417,15 pontos.

O rendimento do Treasury de dez anos US10Y --referência global para decisões de investimento-- subia 0,60 ponto-base, a 3,1156%.

O yield do Treasury de dois anos (US2YT=RR) --que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha queda de 2,80 pontos-base, a 3,4377%.

A diferença entre os rendimentos dos Treasuries de dez e dois anos (US2US10=RR) --vista como um indicador de expectativas econômicas-- subia 2,40 pontos-base, a -32,4 pontos-base.

No mercado de câmbio, o índice do dólar DXY --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,13%, a 108,620.

O euro EURUSD tinha alta de 0,33%, a 1,0045 dólar, que ao mesmo tempo cedia 0,09%, a 138,67 ienes USDJPY.

A libra GBPUSD devolvia 0,21%, a 1,1631 dólar, que por sua vez ganhava 0,06%, a 0,9745 franco suíço USDCHF.

O dólar australiano AUDUSD, muitas vezes tido como uma "proxy" de demanda por risco, valorizava-se 0,06%, a 0,6855 dólar norte-americano.

Já entre as commodities, o petróleo Brent recuava 2,61 dólares, ou 2,63%, a 96,70 dólares por barril , às 12:11 (de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos (WTI) caía 1,29 dólar, ou 1,41%, a 90,35 dólares por barril.

O ouro à vista GOLD perdia 0,26%, a 1.719,09 dólares a onça troy.

No universo das criptomoedas, o bitcoin BTCUSD subia 0,59%, a 19.936,00 dólares. O ether ETHUSD avançava 1,21%, a 1.541,80 dólares.

(Reportagem de Huw Jones)

((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075))

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