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Euro despenca para mínimas de duas décadas por crise de energia

O euro atingiu uma nova mínima de duas décadas nesta terça-feira em meio a preocupações renovadas de que um choque de energia irá manter a inflação elevada, tornando quase certa uma recessão na Europa.

O iuan da China enfraqueceu para o menor nível em dois anos, enquanto a libra tocou brevemente seu ponto mais fraco desde março de 2020.

Os dados de atividade empresarial da Europa não foram tão ruins quanto se temia, tirando o euro da mínima de 20 anos atingida mais cedo na sessão, a 0,99005 dólar EURUSD.

Às 7:55 (de Brasília), o euro EURUSD caía 0,19%, a 0,9922 dólar, mantendo-se abaixo de dólar.

"O que estamos tentando descobrir é quanto da movimentação do euro é causada pela liquidez baixa e quanto é causada por fluxos", disse Kenneth Broux, estrategista de câmbio do Société Générale.

"Mas é claro que o aumento dos preços do gás ontem é uma má notícia para todos."

Os preços do gás por atacado no Reino Unido e na Holanda subiram acentuadamente na segunda-feira, enquanto a perspectiva de manutenção no principal gasoduto russo para a Europa provocava nervosismo no mercado.

A Rússia interromperá o fornecimento de gás natural para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 por três dias no final do mês, o mais recente lembrete do estado precário do fornecimento de energia do continente.

Ondas de calor no continente já pressionaram o fornecimento de energia e crescem as preocupações de que qualquer interrupção durante os meses de inverno pode ser devastador para a atividade comercial.

A libra GBPUSD recuou para nova mínima de dois anos e meio 1,1718 dólar, enquanto o iene japonês USDJPY chegou a 137,24 por dólar depois de ter atingido o nível mais baixo em um mês de 137,705.

Oo dólar australiano AUDUSD subia 0,04%, a 0,6878 dólar norte-americano. Já o iuan da China USDCNY foi ao menor patamar em quase dois anos de 6,8666 por dólar.

O índice do dólar DXY --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,06%, a 109,060.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2984))

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