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EDP aposta em parques solares flutuantes off-shore no Sudeste Asiático

A maior 'utility' portuguesa EDP EDP vai 'escalar' os seus parques solares flutuantes 'offshore' no Sudeste Asiático e espera obter uma grande fatia dos 16 gigawatts de energia fotovoltaica, que a região deverá instalar em rios e mares até 2030.

O presidente-executivo da EDP, Miguel Stilwell, disse esta sexta-feira, que o primeiro destes parques, com capacidade de 5 megawatts, lançado no ano passado em Singapura pela sua unidade Sunseap – o quarto maior operador solar do Sudeste Asiático – apresentou “resultados positivos e encorajadores”.

“A EDP vê esta nova tecnologia como um bom 'trigger' para a sua expansão no Sudeste Asiático e já está a avaliar e desenvolver outros projectos na região”, disse Stilwell à Reuters na Conferência dos Oceanos da ONU em Lisboa.

O parque de Singapura, com o tamanho de cinco campos de futebol com 13.300 painéis solares e 30.000 flutuantes, produziu 6,1 GW/hora, o suficiente para abastecer 1.250 residências, no primeiro ano em que operou, que terminou em Março, disse ele.

A subsidiária EDP Renováveis EDPR comprou a Sunseap em Dezembro para ter acesso aos mercados de energia renovável de rápido crescimento na Ásia-Pacífico, onde planeia investir 10 mil milhões de dólares de Singapura (7,19 mil milhões de dólares americanos) até 2030.

O portfólio da Sunseap tinha 5,5 GW de projectos em diferentes fases de desenvolvimento em nove mercados: Camboja, China, Indonésia, Japão, Malásia, Singapura, Taiwan, Tailândia e Vietnam.

A consultoria Rynstad Energy, com sede em Oslo, disse em Outubro que o Sudeste Asiático poderia tornar-se o maior mercado solar flutuante do mundo, especialmente em rios e barragens.

Enquanto apenas 341 MW estavam em construção ou a operar na região, a capacidade alinhada permitiria atingir 6,6 GW em 2025 e 16 GW em 2030, disse Rynstad.

"Acho que podemos obter uma importante, grande, fatia desses 16 GW previstos até 2030 com parques solares flutuantes offshore", disse Stilwell, ao explicar que os mares no Sudeste Asiático são muito mais calmos do que em outras regiões e que a grande quantidade de ilhas protege os parques da ondulação.

A EDP lançou recentemente o maior parque solar flutuante da Europa numa barragem no sul de Portugal.

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