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Ação da Cisco tem mínima em 18 meses com receios por China e Ucrânia

As ações da Cisco (CSCO) caíram nesta quinta-feira à mínima de 18 meses, após a empresa alertar sobre a escassez persistente de componentes, preocupando Wall Street quanto ao impacto das restrições da China à Covid-19 e à crise na Ucrânia.

As ações da empresa caíram cerca de 14% às 15h39 (horário de Brasília), e arrastaram os pares Juniper Networks (JNPR), F5 (FFIV) e Arista Networks (ANET).

Fabricantes com a Cisco, que se beneficiaram com os gastos de empresas para infraestrutura de tecnologia para incorporar o trabalho híbrido, enfrentam escassez de componentes, que piorou desde que o principal centro de fornecimento da China implementou bloqueios rigorosos contra a Covid-19 em abril.

"Todo o setor tem restrições de oferta. Reconhecemos que a Cisco tem uma escala diferente de seus concorrentes, mas ressaltamos que os pares não estão vendo esse nível de interrupção", disse Alex Henderson, analista da Needham.

A Cisco tem uma carteira de pedidos de 15 bilhões de dólares, incluindo 2 bilhões de dólares em softwares que ainda não foram entregues aos clientes. A empresa disse que as taxas de cancelamento foram menores do que nos tempos pré-pandemia.

A empresa sofreu impacto de 200 milhões de dólares após encerrar as operações na Rússia e em Belarus no último trimestre e previu queda de 1% a 5,5% na receita do trimestre atual, em parte devido às importações mais lentas de componentes da China.

((Tradução Redação São Paulo))

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