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BRF suspende uso de máscara em fábrica no Paraná, cita queda em casos de Covid

A processadora de carne suína e de aves BRF BRFS3 suspenderá o uso obrigatório de máscaras faciais em uma de suas unidades a partir de domingo, de acordo com um memorando interno visto pela Reuters, devido a uma queda nos casos de Covid-19.

A BRF não respondeu imediatamente a questionamentos sobre a medida, que se aplica aos trabalhadores de sua fábrica de frangos de Carambeí, no Paraná.

Um representante do sindicato de Carambeí confirmou o plano, que cita uma melhora nos indicadores da Covid-19, bem como decretos estaduais e municipais que permitem a retirada das máscaras.

Enquanto isto, outros grandes frigoríficos no Brasil não mudaram a sua política.

A JBS JBSS3, maior produtora de carne do mundo, disse em comunicado à Reuters que "mantém inalterados os protocolos para prevenção contra a Covid-19, incluindo o uso de máscaras, em suas unidades industriais".

A Aurora, terceira maior companhia de aves e suínos no país, também mantém o uso de máscaras "nas principais plantas industriais, pois essas são unidades que exportam para países que exigem o uso da máscara".

A Marfrig MRFG3 disse que, em 100% das unidades da empresa no Brasil, os colaboradores utilizam máscara facial (face shield) para proteção contra Covid-19 em conjunto com máscara cirúrgica tripla camada nas áreas quentes e PPF2 nas áreas frias.

A China, que suspendeu seletivamente a compra de carne do Brasil e de outros países devido a preocupações com a Covid a partir do início da pandemia, continua a aplicar medidas rigorosas para conter a propagação do coronavírus.

A fábrica da BRF em Carambeí está autorizada a exportar produtos de frango para Hong Kong, Egito e África do Sul, entre outros, segundo o site do Ministério da Agricultura.

O uso de máscaras faciais em Carambeí continuará sendo obrigatório para trabalhadores em grupos de risco, incluindo maiores de 60 anos ou indivíduos imunossuprimidos, informa o memorando da BRF.

O sindicato de Carambeí disse, citando informações da BRF, que a medida estaria em linha com um Termo de Ajuste de Conduta nacional assinado entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho.

O Ministério Público do Trabalho no Paraná não respondeu de imediato a pedidos de comentários.

Quando as infecções por coronavírus começaram a se alastrar pelos frigoríficos brasileiros em 2020, algumas empresas, incluindo a BRF, assinaram acordos com procuradores do trabalho em diferentes Estados com o objetivo de melhorar a proteção dos trabalhadores.

((Tradução Redação São Paulo))

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