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Indonésia investiga caso de corrupção em exportações de óleo de palma

Autoridades da Indonésia abriram um caso de corrupção ligado à emissão de licenças de exportação de óleo de palma, nomeando quatro suspeitos, incluindo um funcionário do Ministério do Comércio e executivos de empresas de óleo de palma, disse o procurador-geral nesta terça-feira.

A ação ocorre num momento em que o governo da Indonésia, que é o maior produtor mundial de óleo de palma, enfrenta pressão para controlar a disparada dos preços do óleo de cozinha.

Entre o final de janeiro e meados de março, as autoridades restringiram as exportações de óleo de palma e seus derivados, exigindo que as empresas atendessem à demanda doméstica antes de serem autorizadas a exportar.

"Nós conduzimos uma investigação e encontramos fortes indícios de crime de corrupção relacionado à emissão de licenças de exportação de óleo de palma", disse o procurador-geral Sanitiar Buhanuddin em um comunicado televisionado.

Há evidências de que licenças de exportação foram emitidas para empresas que ainda não haviam cumprido os requisitos para atender o fornecimento local, disse ele.

O procurador-geral disse que, entre os suspeitos, estavam um diretor-geral de comércio internacional do Ministério do Comércio e funcionários de três empresas - Permata Hijau Group, PT Wilmar Nabati Indonesia e Musim Mas.

O ministro do Comércio, Muhammad Lutfi, disse em comunicado que sua pasta apoia o processo legal em andamento.

"O Ministério do Comércio também está pronto para fornecer qualquer informação necessária no processo de aplicação da lei".

Representantes das empresas Wilmar e Musim Mas se recusaram a comentar imediatamente, enquanto a Pertama Hijau não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Por Bernadette Christina Munthe)

((Tradução Redação São Paulo))

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