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Soldados de Israel matam palestina na Cisjordânia

Soldados israelenses mataram uma palestina na Cisjordânia ocupada neste domingo, disse o Ministério da Saúde palestino. Os militares israelenses disseram que a mulher correu em direção aos soldados que estavam em um posição perto de Belém e não cumpriu ordem e tiros de advertência para parar.

"Quando a suspeita continuou se aproximando, os soldados dispararam contra a parte inferior do corpo da suspeita", disseram os militares, acrescentando que nenhuma arma foi encontrada com a mulher e que o assassinato está sendo investigado.

O Ministério da Saúde palestino disse que a mulher, na casa dos 40 anos, foi declarada morta no hospital.

Mais de 20 palestinos foram mortos pelas forças israelenses desde janeiro, enquanto os palestinos relataram um aumento na violência de colonos israelenses na Cisjordânia.

Em declarações públicas neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, disse que não haverá restrições às forças de segurança para impedir o que ele descreveu como uma "nova onda de terrorismo".

O primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, condenou o assassinato da mulher, dizendo que considera Israel "totalmente responsável pelas consequências desse crime hediondo".

Hussein al-Sheikh, um funcionário do alto escalão palestino, disse que a expansão de assentamentos israelenses em terras ocupadas que os palestinos reivindicam para a formação de um Estado e as visitas de israelenses de extrema-direita ao complexo da mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém levaram a uma escalada nas tensões.

Al-Aqsa, em uma parte de Jerusalém que Israel capturou junto com a Cisjordânia na guerra de 1967, tem sido um foco de violência, muitas vezes durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que começou na semana passada.

(Por Maayan Lubell em Jerusalém e Nidal al-Mughrabi em Gaza)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))

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