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Klabin vê cenário econômico "preocupante", mas modelo de negócio deve estabilizar resultados

O presidente-executivo da Klabin, Cristiano Teixeira, afirmou nesta quarta-feira que o cenário econômico global preocupa a companhia, mas que o modelo de negócio da empresa é de longo prazo e que a maior fabricante de papel para embalagens do país mantém projetos de investimento.

"O cenário é preocupante, mas temos segurança no modelo defensivo, resiliente, perene e planejado...Não nos distraímos com o curto prazo", afirmou o executivo a analistas e investidores durante evento anual da companhia.

"O ano de 2023 vai ser ótimo para mostrar nossa crença no modelo de negócio e o quanto a área de embalagens vai normalizar o resultado para a Klabin", disse Teixeira. "Na medida que os preços internacionais caem, reduzimos exportações e compra de papel de terceiros e aumentamos nossa capacidade de conversão com preço que garante a estabilidade", afirmou o executivo. Ele acrescentou que o retorno sobre capital investido, conhecido pela sigla Roic, "vai continuar subindo".

Durante o evento, o diretor de celulose da Klabin, Alexandre Nicolini, afirmou que a empresa já tem 90% de sua produção da matéria-prima do papel contratados para 2023, com os 10% restantes sendo aproveitados pela companhia para melhorar o resultado da área.

Em 2023, a Klabin vai duplicar suas operações de exportação de celulose a partir do Porto de Paranaguá (PR), por meio da conexão de fábrica por ferrovia com um novo terminal que será inaugurado no próximo ano, disse Nicolini.

Na área de papel, a construção da nova máquina de papel número 28 está em 70% e o equipamento deverá entrar em operação em 2023, com capacidade para 190 mil toneladas, chegando a 350 mil em 2024. O foco da Klabin para a máquina é o mercado de papelcartão e 100% da capacidade do equipamento serão ocupados pelo produto em 2025 dada a demanda por substituição de plásticos em indústrias como a de alimentos.

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