ReutersReuters

Chefe da OEA é investigado por relacionamento com funcionária

Luis Almagro, chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA), confirmou na sexta-feira que enfrenta uma investigação interna sobre um relacionamento amoroso com uma funcionária, mas negou que possa ter violado as políticas de ética da organização.

As declarações de Almagro, no final da cúpula anual da OEA nesta semana em Lima, seguiram uma reportagem da Associated Press que descreveu um relacionamento consensual de "longa duração" com uma mulher nascida no México duas décadas mais jovem que ele.

"Minha equipe e eu estamos muito tranquilos, porque sempre tomamos as medidas cabíveis para que nenhuma situação venha a descumprir as regras (da OEA)", disse Almagro em entrevista coletiva.

"Nunca fui supervisor de nenhuma pessoa com quem tive um relacionamento, nunca a promovi e nunca aumentei seu salário de forma alguma."

A mulher, que não foi identificada, está de licença não remunerada desde junho, disse a AP.

Almagro, que lidera a OEA desde 2015, atuou anteriormente como ministro das Relações Exteriores em seu país natal, o Uruguai. Ele está separado de sua esposa, acrescentou a AP.

Na noite de sexta-feira, o embaixador do Peru na OEA, Harold Forsyth, disse estar ciente do relacionamento, mas negou que houvesse qualquer irregularidade.

"O que eu sei é que ele tem um relacionamento com uma mulher que trabalha na OEA", disse Forsyth ao Canal N.

As acusações vieram apenas algumas semanas depois que o Banco Interamericano de Desenvolvimento demitiu o presidente Mauricio Claver-Carone após denúncias de que ele tinha um relacionamento com uma subordinada. Ele nega as acusações.

As diretrizes de ética da OEA dizem que os funcionários não devem ter relacionamentos íntimos quando isso puder interferir no desempenho de suas funções ou "desfavorecem outras pessoas no local de trabalho".

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))

Join for free to get the full story
News unlock banner