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Ações sobem e dólar cai após dados de emprego nos EUA

As ações mundiais subiam nesta sexta-feira, enquanto o dólar se afastava de uma máxima em 24 anos ante o iene, após dados mostrarem que o mercado de trabalho dos EUA está começando a afrouxar, amenizando temores sobre aumentos agressivos das taxas de juros pelo Federal Reserve.

Os empregadores dos EUA contrataram mais trabalhadores do que o esperado em agosto, mas o crescimento moderado dos salários e um aumento na taxa de desemprego para 3,7% podem aliviar a pressão para que o Fed entregue um terceiro aumento da taxa de juros de 75 pontos-base neste mês.

O rali dos mercados de ações ajudava o índice global MSCI IACWI a subir 1,2%. Na semana, no entanto, o índice caminha para queda de 1,9%, o que marcaria sua terceira semana consecutiva de perdas.

Novos bloqueios na China já haviam alimentado preocupações com o crescimento global, e os altos custos de energia como resultado da guerra na Ucrânia estão pesando na Europa.

O dólar, beneficiado pelo aumento das taxas de juros, atingiu uma nova máxima em 24 anos em relação ao iene, a 140,80 ienes USDJPY, provocando um alerta do ministro das Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, de ação "apropriada" para conter a volatilidade.

Os preços do petróleo recuperavam parte das perdas recentes com expectativas de que a Opep+ discuta cortes de produção em uma reunião em 5 de setembro, embora a preocupação com as restrições à Covid-19 da China e o fraco crescimento global continuem limitando os ganhos.

Às 12:24 (de Brasília), o índice S&P 500 SPX ganhava 1,05%, a 4.008,37 pontos, enquanto o Dow Jones DJI subia 1,07%, a 31.995,68 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite IXIC avançava 1,15%, a 11.920,59 pontos.

O índice pan-europeu STOXX 600 SXXP subia 2,03%, a 415,93 pontos.

No mercado de câmbio, o índice do dólar DXY --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,58%, a 108,950.

O euro EURUSD tinha alta de 0,86%, a 1,0030 dólar, que ao mesmo tempo cedia 0,14%, a 140,00 ienes USDJPY.

A libra GBPUSD apreciava 0,35%, a 1,1582 dólar, que por sua vez perdia 0,26%, a 0,9794 franco suíço USDCHF.

O dólar australiano AUDUSD, muitas vezes tido como uma "proxy" de demanda por risco, valorizava-se 0,91%, a 0,6847 dólar norte-americano.

Na renda fixa, o rendimento do Treasury de dez anos US10Y --referência global para decisões de investimento-- caía 4,70 pontos-base, a 3,2177%.

A taxa do título de cinco anos (US5YT=RR) recuava 9,10 pontos-base, a 3,3186%.

O yield do Treasury de dois anos (US2YT=RR) --que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha queda de 9,80 pontos-base, a 3,4243%.

O retorno do papel de 30 anos (US30YT=RR) mostrava decréscimo de 0,80 ponto-base, a 3,3662%.

A diferença entre os rendimentos dos Treasuries de dez e dois anos (US2US10=RR) --vista como um indicador de expectativas econômicas-- subia 5,22 pontos-base, a -20,85 pontos-base.

O spread entre as taxas dos títulos de 30 e cinco anos (US5US30=RR) aumentava 8,58 pontos-base, a 4,49 pontos-base.

Já entre as commodities, o petróleo Brent BRN1! subia 1,58 dólar, ou 1,71%, a 93,94 dólares por barril. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) CL1! avançava 1,36 dólar, ou 1,57%, a 87,97 dólares por barril.

O ouro à vista GOLD ganhava 1,14%, a 1.715,37 dólares a onça troy.

No universo das criptomoedas, o bitcoin BTCUSD subia 0,99%, a 20.328,00 dólares. O ether ETHUSD avançava 3,13%, a 1.635,30 dólares.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447757))

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