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Ações latino-americanas recuam; peso chileno supera desempenho de pares

As ações brasileiras lideravam as perdas entre as bolsas da América Latina nesta quarta-feira, depois que a Vale VALE3 reduziu sua previsão de produção de minério de ferro para 2022, enquanto o peso chileno saltava pelo quarto dia consecutivo, resistindo a um dólar mais firme.

O índice da moeda norte-americana contra uma cesta de moedas DXY subia 0,2%, a 106,92, depois de ter saltado para 109,29 na semana passada, nível que não era visto desde setembro de 2002.

A força do dólar diante do aumento dos juros nos Estados Unidos e temores sobre o crescimento global provocaram um tombo das moedas latino-americanas, que perdem quase 2% no mês.

Mas o peso chileno USDCLP apresentava ganhos pelo quarto pregão consecutivo, negociado a 915 por dólar, na esteira de uma intervenção do banco central no mercado de câmbio na semana passada. A moeda local avança quase 15% desde então.

Também apoiando a moeda do país andino, os preços do cobre, principal produto da pauta de exportação do Chile, saltavam quase 2%.

Balanços corporativos fortes nos Estados Unidos impulsionaram o apetite ao risco e aliviaram alguns temores de recessão mais cedo nesta sessão, mas novas incertezas sobre a crise na Ucrânia e o fornecimento de gás para a Europa azedaram o humor do mercado.

O real (BRBY) caía 0,3% no dia, em meio a negociações instáveis. O Ibovespa IBOV tinha perdas de 0,7%, pressionado por queda de 3% da Vale VALE3, que reduziu a previsão de produção de minério em 2022.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723))

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