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Ações e moedas latino-americanas caem sob peso de dólar forte e temor de recessão

As ações da América Latina atingiram mínimas em mais de 20 meses nesta quinta-feira e as moedas caíam em relação ao dólar, devido a crescentes preocupações de que os ciclos agressivos de aperto monetário pelos principais bancos centrais prejudiquem o crescimento econômico e desencadeiem uma recessão.

O peso chileno USDCLP chegou ao fim da tarde em forte queda de 3,8%, indo durante o pregão a uma nova mínima recorde de 1.060,55 por dólar, com analistas atribuindo a fraqueza à percepção de que o aumento de 75 pontos-base dos juros pelo banco central na quarta-feira foi insuficiente para estabilizar a moeda.

O banco central chileno disse que mais altas seriam necessárias para combater a inflação em espiral.

Pesando ainda mais sobre a moeda, os preços do principal produto da pauta de exportação do Chile, o cobre HG1!, caíram outros 2% e já acumulam um tombo de 34% desde março, devido a um dólar mais forte e à medida que a Covid-19 na China reforça preocupações de demanda.

As divisas de México USDMXN e Colômbia USDCOP, países exportadores de petróleo, oscilavam, com o peso mexicano em queda de 0,5% e a moeda colombiana perto da estabilidade.

Nesta quinta-feira, as ações latino-americanas (.MILA00000PUS) chegaram a cair quase 3%, para uma mínima em mais de 20 meses.

As moedas (.MILA00000CUS) recuavam 1% e perdiam quase 2,7% na semana.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447757))

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