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Moedas latino-americanas caem sem alívio em temores de recessão

As moedas da América Latina caíam acentuadamente nesta quarta-feira, conforme o aumento de temores de recessão e alertas de analistas sobre uma aversão ao risco sustentada levavam investidores a buscar ativos mais seguros.

A ata da última reunião do Federal Reserve mostrou que as autoridades do banco central norte-americano reconheceram que os riscos para o crescimento econômico estão inclinados para pior e, em particular, que a política do Fed poderia ter um impacto maior do que o previsto.

"A perspectiva de uma recessão em ambos os lados do Atlântico está, obviamente, enfraquecendo as moedas dos mercados emergentes", disse Ulrich Leuchtmann, chefe de pesquisa de câmbio e commodities do Commerzbank.

À medida que os preços do cobre recuaram para os menores níveis em 20 meses, o peso chileno USDCLP depreciava 1,2% e atingiu uma mínima histórica de 993,65 por dólar. A moeda está em território de mínima recorde há duas semanas por causa de preocupações com a demanda pelo metal vermelho, bem como uma greve na maior mineradora do Chile, a Codelco.

O sol USDPEN --divisa do segundo maior produtor de cobre do mundo, o Peru-- cedia 0,7% e tocou o menor nível desde que protestos em minas de cobre locais, em meados de janeiro, fizeram a produção do metal cair 11,2% em maio em relação a um ano antes.

As divisas dos países exportadores de petróleo Colômbia USDCOP e México USDMXN também desvalorizavam e o peso colombiano chegou à mínima recorde de 4.390,0 por dólar. O real (BRBY) perdia cerca de 0,6%, para os menores patamares em mais de cinco meses.

((Tradução Redação Brasília))

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