Blockchain pode ajudar CVM a evitar episódios como o do Banco Master, diz especialista
Resumo da notícia: CVM amplia lupa após escândalo do Banco Master, enquanto blockchain oferece soluções. Autarquia diz que criou grupos de trabalho e trilhas para implementar melhorias de procedimentos internos. Leandro Baccari avalia que o episódio expõem fragilidades estruturais do sistema atual e reforça um dos grandes potenciais da tecnologia blockchain. Após a liquidação do Banco Master, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelou esta semana que a autarquia federal está aprimorando seus procedimentos internos. O que, para o especialista Leandro Baccari, exalta a tecnologia blockchain. Projeto de criação de reserva de Bitcoin entra em pauta na Câmara dos Deputados O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central (BC) por suspeita de fraude financeira, quando o dono do banco, Daniel Vorcado, foi preso no aeroporto de Guarulhos. Ele, que estava em liberdade provisória, acabou preso pela segunda vez no início deste mês durante nova fase da Operação Compliance Zero, trazendo à tona novos elementos levantados pela Polícia Federal (PF) de envolvimento do banqueiro com políticos e, inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em participação no Congresso do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (Ibrademp), em São Paulo, a diretora da CVM Marina Copola, sem citar o Banco Master ou Vorcaro, disse que a autarquia já está se movimentando. Preço do Bitcoin hoje, 11/03/2026: BTC não aguenta a pressão e volta a cair para US$ 69 mil Segundo ela, há muita coisa que a instituição pode olhar internamente para fazer um diagnóstico, acrescentando que a CVM criou grupos de trabalho e trilhas para implementar melhorias de procedimentos internos. Startup brasileira anuncia aporte de R$ 22 milhões voltado a IA para farmácias Por sua vez, o CEO da DeFiBank, fintech brasileira focada na conexão entre os mercados tradicional e de criptomoedas, acredita que o principal problema em casos como o do Banco Master é a falta de transparência. Brasil desacelera, mas segue recuperação global dos fundos de criptomoedas Na avaliação dele, esse tipo de episódio acaba reforçando justamente um dos grandes potenciais da tecnologia blockchain: a transparência e a rastreabilidade dos dados. Em modelos de tokenização de ativos ou mecanismos de reporte on-chain, as informações ficam registradas de forma pública, auditável e praticamente imutável, reduzindo significativamente o risco de omissão, manipulação ou distorção de dados. Sangue frio: 85% dos holders de Bitcoin não venderam durante a queda deste ano Enquanto isso, o Banco Central anunciou a liberação do ambiente de testes para o envio do documento C212, que obriga as exchanges e todos os prestadores de serviços de ativos virtuais a reportar diariamente determinadas operações com criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.