Baú da Fidelidade: SBT e Caixa Econômica entram em superapp de Web3 que dá criptomoeda de graça
Nesta quarta, 03, no estádio do Pacaembu, durante um evento promovido pela Wibx e Minu.co Fernando Fischer, superintendente de negócios do SBT, anunciou que o Grupo Silvio Santos vai lançar o “Baú da Fidelidade” um programa de interatividade que fará parte do ecossistema do superapp “Bora”, plataforma que transforma pontos de programas de fidelidade em tokens digitais e experiências exclusivas.
Além do SBT, a Caixa Econômica Federal também fechou parceria com a Bora e assim vai migrar seu programa de pontos e fidelidade para o app. Além disso, mais de 30 empresas, como a 9aoCubo, entre outras, que já eram clientes da Minu também participam do projeto.
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A iniciativa do Bora nasce da joint venture entre a Minu.co, referência em marketing de recompensas, e a Wibx. A proposta central é simples: permitir que os brasileiros utilizem seus pontos de fidelidade, entre outros programas de interatividade, em uma unica plataforma.
De acordo com o anúncio, a tecnologia blockchain dá sustentação ao sistema e garante que cada ponto seja tokenizado, convertendo-se em um ativo digital com utilidade imediata.
Durante o evento, o empresário Roberto Justus destacou o impacto dos programas de fidelidade e da ascensão da mídia de influência no mercado publicitário brasileiro.
Ele ressaltou ainda a força da transformação digital no setor de comunicação e o papel dos influenciadores nesse processo.
Para Justus, a credibilidade é o ativo mais valioso que um influenciador pode entregar.
Como o app vai funcionar?
Hoje, milhões de pessoas acumulam pontos em cartões de crédito e bancos, mas muitas não conseguem usá-los de maneira significativa. A Bora pretende mudar esse cenário. Com o novo modelo, o usuário poderá transformar pontos em tokens e trocá-los por experiências únicas, desde ingressos para shows até benefícios em games e produtos variados.
O rapper Ice Blue, integrante dos Racionais MC’s, destacou a importância da internet e de novas plataformas digitais para democratizar o acesso à música e aproximar a periferia de oportunidades antes restritas.
O artista também ressaltou a relação de confiança da periferia com programas de fidelidade e recompensas, explicando a desconfiança natural desse público diante de ofertas “gratuitas”.
Para ele, a plataforma Bora surge como resposta a essa necessidade de inclusão, valorizando os influenciadores genuínos da comunidade.
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Pedro Alexandre dos Santos, CEO da Wibx, destaca que o objetivo é criar uma camada emocional para os pontos, permitindo que eles sejam convertidos em experiências que o dinheiro não compra. Ele reforça que a ideia é facilitar o uso da tecnologia Web3, sem exigir conhecimento técnico do usuário.
O diferencial está também no conceito de marketing de recompensas. Além dos pontos tradicionais, os usuários poderão ganhar tokens ao interagir diretamente com marcas dentro da plataforma.
No conselho da Bora, estão nomes de peso do mercado, como Roberto Justus, também sócio do projeto, e executivos de instituições como BTG Empiricus, SBVC, Nest Investiment, Hi Partners e Mastercard. Essa diversidade mostra a confiança do mercado no potencial da plataforma.
Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), o setor de programas de fidelidade registrou 330 milhões de usuários cadastrados no primeiro trimestre deste ano e faturou R$ 5,8 bilhões. Esse ambiente de crescimento explica por que bancos e empresas estão buscando novas formas de engajar clientes.
Airdrop
A Bora foi desenvolvida com apoio do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e a expectativa é realizar mais de 900 milhões de transações em um ano e movimentar cerca de R$ 15 bilhões em cinco anos. Esse ritmo pretende acelerar a adoção da blockchain no cotidiano dos brasileiros.
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Além do setor financeiro, a plataforma atua em outros segmentos por meio do Wibx Hub, ecossistema que conecta artistas, fãs e marcas. Nesse modelo, o fã pode engajar ouvindo música, compartilhando conteúdo e recebendo tokens em troca, que depois são usados em experiências reais.
Para os idealizadores, a proposta funciona como um airdrop do mundo real. O usuário interage, recebe tokens gratuitamente e utiliza em um ambiente de economia digital prática.