Wall Street recupera e atenções voltam-se para o NFP
As bolsas norte-americanas registaram uma forte recuperação na quinta-feira, depois das declarações de tom mais dovish de Christopher Waller sobre as perspetivas da inflação. O governador da Reserva Federal admitiu apoiar a manutenção das taxas de juro em setembro, caso o relatório CPI da próxima semana confirme o abrandamento da inflação. Estas declarações reduziram de cerca de 63% para praticamente 50% a probabilidade atribuída pelo mercado a uma subida das taxas. O S&P 500 avançou 1,06%, o Nasdaq 1,40% e o Dow Jones 1,18%, enquanto as yields dos títulos do Tesouro recuaram e o ouro valorizou cerca de 2%. Esta reação acabou por se sobrepor à publicação de um ISM Services mais forte do que o esperado. O índice subiu de 54,1 para 55,4 pontos, superando o consenso de 54,3, com a atividade e as novas encomendas a revelarem uma procura robusta. No entanto, o emprego permaneceu em contração e os preços continuaram a acelerar. As atenções voltam-se agora para o relatório do emprego norte-americano, que será publicado hoje no início da tarde. O consenso aponta para a criação de 56 mil postos de trabalho em agosto, após uma perda de 23 mil em julho, e para a manutenção da taxa de desemprego nos 4,1%. Um resultado substancialmente acima do esperado poderá voltar a reforçar as expectativas de uma subida das taxas de juro em setembro.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Reservafederal
Mercados atentos ao ISM e ao emprego norte-americano
As bolsas norte-americanas recuperaram ligeiramente, depois de três dias consecutivos de perdas, enquanto os futuros do Nasdaq avançam cerca de 80 pontos esta manhã. Hoje será publicado o ISM Services, um dos principais indicadores da atividade económica nos Estados Unidos. O consenso aponta para uma ligeira subida de 54,1 para 54,2 pontos, mantendo-se confortavelmente acima dos 50 pontos que separam a expansão da contração no setor. À medida que se aproxima a próxima reunião da Reserva Federal, marcada para 15 e 16 de setembro, os dados económicos deverão assumir uma importância crescente, especialmente num contexto de menor utilização de forward guidance pelo novo presidente da Fed. Os investidores deverão procurar pistas sobre a direção e a dimensão de futuras alterações das taxas de juro. As atenções estarão hoje centradas no ISM e, sobretudo, no relatório do emprego norte-americano, que será publicado na sexta-feira.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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Nvidia impulsiona bolsas antes de Jackson HoleAs bolsas norte-americanas recuperaram na sessão de quinta-feira, impulsionadas pelos resultados da Nvidia. As ações da empresa subiram 8,7%, depois de ter apresentado receitas e lucros acima das expectativas e previsões que reforçaram a confiança na continuidade do investimento em inteligência artificial. O movimento estendeu-se a outras empresas do setor tecnológico e levou o Nasdaq a avançar 1,57%, enquanto o S&P 500 ganhou 0,72%. Ainda assim, a subida não foi generalizada, com a maioria dos restantes setores a terminar a sessão em terreno negativo. Hoje, as atenções estarão voltadas para o discurso de Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole. Apesar da inflação continuar acima do objetivo da Reserva Federal, não é provável que o presidente do banco central dê indicações claras sobre a decisão de setembro. Warsh tem evitado comprometer-se antecipadamente com uma determinada trajetória para os juros e deverá manter um tom moderado, reconhecendo os riscos inflacionistas sem defender diretamente uma subida. Neste cenário, o discurso poderá gerar alguma volatilidade momentânea, mas dificilmente alterará de forma significativa as expectativas do mercado.
Henrique Valente – ActivTrades
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Investidores aguardam discurso de Warsh em Jackson Hole
O índice do dólar norte-americano registou uma ligeira subida nas primeiras horas da sessão de quinta-feira, prolongando a dinâmica positiva da sessão anterior. Na quarta-feira, foram divulgados os dados de julho do PCE, a medida de inflação preferida da Reserva Federal, que ficaram, de um modo geral, em linha com as expectativas do mercado. Como resultado, as apostas de que a Fed manterá as taxas de juro inalteradas na reunião de setembro permaneceram estáveis nos 64%, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. No entanto, as yields dos títulos do Tesouro norte-americano de curto prazo registaram uma subida moderada, proporcionando algum suporte ao dólar. Os investidores estão agora a direcionar a sua atenção para o Simpósio de Jackson Hole e, em particular, para o discurso do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, na sexta-feira. Warsh já deixou claro que prefere uma menor utilização de indicações sobre a orientação futura da política monetária, pelo que o seu desafio será tranquilizar os mercados de que o banco central continua empenhado em controlar a inflação, sem se comprometer com um rumo de atuação predeterminado. Neste contexto, o seu discurso será acompanhado de perto pelos investidores, uma vez que poderá alterar as expectativas quanto à evolução das taxas de juro e influenciar a trajetória do dólar norte-americano.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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U
Ouro recua antes das atas da Fed
Os preços do ouro registaram uma queda no início da negociação europeia, prolongando a fase de consolidação iniciada na sessão anterior. Depois do tom construtivo observado no final da semana passada, o metal precioso encontra-se agora numa fase de consolidação antes da divulgação das últimas atas da reunião do FOMC, que deverão proporcionar uma maior clarificação sobre a visão dos responsáveis da Reserva Federal norte-americana relativamente à inflação, às condições do mercado laboral e ao grau de divergência de opiniões dentro do comité sob a nova liderança de Kevin Warsh. Entretanto, um reacendimento das hostilidades no Golfo Pérsico, após relatos de que o Irão terá atacado navios nas proximidades do Estreito de Ormuz, voltou a colocar as preocupações com a inflação no centro das atenções e deu suporte ao dólar norte-americano. A moeda norte-americana tinha enfraquecido face às principais divisas na sequência do relatório de emprego dececionante divulgado na semana passada, mas a recente recuperação do dólar está agora a criar um obstáculo adicional para o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Dow Jones em máximos após publicação do NFP
O Dow Jones encerrou a sessão de quinta-feira em máximos históricos e está agora a negociar perto dos 52.900 pontos. O relatório do emprego dos EUA, publicado ontem ao início da tarde, mostrou um mercado de trabalho muito mais arrefecido do que o antecipado, o que reduziu a pressão sobre a Fed para subir juros no curto prazo. As expectativas de uma subida de juros em setembro caíram para cerca de 55% depois do relatório. A economia norte-americana criou apenas 57.000 empregos em junho, contra os 110.000 esperados, enquanto os dados de abril e maio foram revistos em baixa em 74.000 empregos. Apesar da descida da taxa de desemprego para 4,2%, a taxa de participação caiu para 61,5%, o nível mais baixo desde março de 2021, sinalizando uma redução da força de trabalho. Os investidores continuam otimistas em relação à economia norte-americana, mas têm reduzido, ao longo da última semana, a exposição ao setor tecnológico em favor de outros setores com valorizações menos exigentes.
Henrique Valente – ActivTrades
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Dólar recua antes dos dados do mercado laboral dos EUA
O índice do dólar norte-americano, que mede o desempenho da moeda face a um cabaz das principais divisas internacionais, registava uma ligeira queda no início da sessão europeia. Os investidores mostram-se cautelosos antes da divulgação, mais tarde hoje, do relatório norte-americano non-farm payrolls, um dos indicadores mais aguardados do calendário económico para os mercados cambiais. O consenso aponta para a criação de cerca de 110.000 postos de trabalho em maio, enquanto a taxa de desemprego deverá manter-se inalterada nos 4,3%. A resiliência da economia norte-americana, em conjunto com as pressões inflacionistas resultantes da subida dos preços da energia na sequência do conflito entre os EUA e o Irão, sustentou a valorização do dólar face às restantes principais moedas nos últimos meses e levou a uma revisão significativa das expectativas para a política monetária da Reserva Federal, eliminando as apostas em cortes das taxas de juro. Os mercados atribuem agora uma elevada probabilidade a um único aumento de 25 pontos base este ano. Os dados do mercado laboral divulgados hoje poderão reforçar essa perspetiva, caso superem as expectativas, ou, se desapontarem, levar os investidores a reavaliarem o cenário, podendo prolongar as perdas registadas pelo dólar no início da sessão.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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U
Ouro cai para mínimos de 2026 abaixo dos 4.000 dólares
Os preços do ouro caíram no início da sessão de quarta-feira, descendo abaixo da marca dos 4.000 dólares e negociando perto do mínimo de 2026 atingido na sessão anterior. O metal precioso continua sob pressão devido ao fortalecimento do dólar norte-americano, sustentado pela incerteza em torno das negociações entre os EUA e o Irão e por uma perspetiva mais hawkish para a política monetária da Reserva Federal. Embora o conflito entre os EUA e o Irão esteja atualmente suspenso, continua por resolver, com ambas as partes ainda sem chegarem a acordo sobre os termos de uma paz duradoura. Até lá, os investidores continuam relutantes em excluir a possibilidade de um novo encerramento do Estreito de Ormuz e do consequente impacto sobre os preços da energia e a inflação. Este contexto levou os mercados financeiros a atribuírem uma elevada probabilidade de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro pelo menos uma vez este ano, uma perspetiva reforçada pela resiliência da economia norte-americana. O relatório JOLTS, divulgado na terça-feira, mostrou que o número de ofertas de emprego atingiu o nível mais elevado dos últimos dois anos, antes da divulgação, na quinta-feira, do relatório non-farm payrolls. Um resultado acima das expectativas poderá reforçar a perspetiva de uma Reserva Federal mais hawkish, impulsionando ainda mais o dólar e criando ventos contrários adicionais para o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Iene cai para mínimos de quatro décadas
O iene japonês está a negociar em mínimos de quatro décadas face ao dólar norte-americano, refletindo a crescente divergência nas perspetivas para a política monetária dos dois bancos centrais. Os investidores atribuem agora uma probabilidade de 80% de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro pelo menos uma vez este ano, numa mudança significativa face às expectativas anteriores ao início da guerra entre os EUA e o Irão, que apontavam para dois cortes de juros. Ao mesmo tempo, o Banco do Japão é visto como menos comprometido com um maior aperto da política monetária. Apesar do aumento de 25 pontos base decidido este mês, que elevou a taxa diretora para 1%, as taxas de juro no Japão continuam muito abaixo da taxa neutra estimada, situada em torno de 2%. Além disso, apenas um membro do conselho do Banco do Japão defendeu publicamente novos aumentos das taxas de juro, enquanto o governo continua a privilegiar custos de financiamento baixos, agravando as pressões sobre o iene. Neste contexto, responsáveis japoneses alertaram que uma intervenção no mercado cambial para apoiar a moeda continua a ser uma possibilidade. Embora uma medida desse tipo possa reverter temporariamente parte das perdas recentes do iene, faria pouco para resolver a divergência subjacente nas expectativas dos mercados relativamente à política monetária dos dois países.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Dólar forte e yields elevadas pressionam o ouro
O ouro começou a semana em alta, tendo aberto ligeiramente abaixo dos 4.100 dólares. No entanto, o metal precioso entretanto perdeu algum terreno, uma vez que os investidores permanecem incertos quanto ao progresso das negociações de paz entre os EUA e o Irão. O ouro tem estado sob pressão desde o início do conflito, à medida que os investidores deslocaram o foco para o impacto inflacionista dos preços mais elevados da energia, incorporando a perspetiva de uma reação mais hawkish por parte dos bancos centrais. Esta alteração nas expectativas reforçou o dólar e levou a um aumento das yields das obrigações, criando um vento contrário para o metal precioso. Neste contexto, os investidores continuarão atentos à evolução das negociações entre os EUA e o Irão, com a divulgação dos dados do mercado laboral norte-americano na quinta-feira a surgir como o principal evento de risco para os operadores de ouro esta semana. O nível dos 4.000 dólares está a tornar-se um suporte técnico e psicológico importante, mas um NFP mais forte do que o esperado na quinta-feira poderá desencadear uma quebra sustentada abaixo desse nível.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Consumo forte e inflação elevada marcam sessão nos EUA
Ontem saíram vários dados económicos importantes nos EUA. A leitura geral foi a de uma economia ainda resiliente, mas com inflação persistente. O dado mais relevante foi o PCE, o indicador de inflação preferido da Fed, que subiu 0,4% em maio e acelerou para 4,1% em termos anuais. O core PCE, que exclui energia e alimentos, subiu 0,3% no mês e 3,4% em termos anuais, mantendo a inflação claramente acima do objetivo de 2% da Fed. Ao mesmo tempo, o consumo manteve-se forte: os gastos pessoais subiram 0,7% em maio, acima dos 0,4% de abril, enquanto o rendimento pessoal também aumentou 0,7%. Em termos reais, o consumo avançou 0,3%. O impacto em Wall Street foi misto. Apesar de os dados mostrarem uma economia ainda sólida, a persistência da inflação limita o espaço para uma postura mais dovish por parte da Fed e mantém o dólar próximo de máximos recentes, ainda que a moeda norte-americana tenha aliviado ligeiramente após a divulgação dos dados. O Dow Jones fechou em alta de 0,14%, beneficiando de alguma rotação para setores mais defensivos, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%, penalizado pela fraqueza em algumas grandes tecnológicas, apesar do apoio vindo de alguns semicondutores após resultados positivos no setor.
Henrique Valente – ActivTrades
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Dólar ganha força após reunião da Fed
O índice do dólar norte-americano está a negociar próximo do máximo de 10 semanas atingido na sessão anterior. O índice mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz de outras divisas de referência, e os seus ganhos refletem uma reação bullish dos mercados após a primeira reunião da Reserva Federal presidida por Kevin Warsh. Como era amplamente esperado, o banco central manteve as taxas de juro inalteradas, mas adotou um tom mais restritivo, sem qualquer membro do comité a votar a favor de um corte das taxas. A declaração de política monetária incluiu ainda um forte compromisso com a estabilidade dos preços e referências à solidez da economia. Em essência, a mensagem retida pelos mercados é a de que a Fed considera a inflação um problema que vai para além dos preços da energia e está determinada a não perder o controlo. Como resultado, a grande maioria dos investidores espera agora que o próximo movimento seja uma subida das taxas de juro que ocorrerá antes do final do ano, sendo até possível que aconteça ainda durante o verão. Assim sendo, poderá existir margem para uma valorização adicional do dólar norte-americano.
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