Ouro recua com receios inflacionários
Os preços do ouro recuaram nas primeiras horas da sessão de sexta-feira, prolongando a tendência negativa registada na sessão anterior. Depois de o petróleo ter ultrapassado os 100 dólares por barril pela primeira vez desde maio, os receios de inflação intensificaram-se, levando os investidores a reforçarem as apostas de que as taxas de juro permanecerão elevadas durante mais tempo. A aumentar a pressão sobre o metal precioso, os dados do mercado de trabalho norte-americano divulgados na quinta-feira revelaram-se mais fortes do que o esperado, com os novos pedidos de subsídio de desemprego a caírem para o nível mais baixo dos últimos 57 anos, reforçando os argumentos para que a Reserva Federal possa voltar a aumentar as taxas de juro. Finalmente, o Presidente dos Estados Unidos anunciou uma nova ronda de tarifas abrangentes sobre as importações, reacendendo os receios de uma guerra comercial global e reforçando o estatuto do dólar norte-americano como ativo de refúgio. Neste contexto, é provável que o ouro continue sob pressão. Em particular, os investidores continuarão atentos à evolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irão e ao seu impacto nas expectativas de inflação. Quanto mais tempo o conflito persistir na sua fase atual, maior será a probabilidade de as taxas de juro permanecerem elevadas, devido aos preços altos da energia, o que poderá abrir espaço para novas quedas no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Golfo
Brent supera os 97 dólares com escalada no Golfo Pérsico
Os preços do petróleo Brent subiram e atingiram um máximo de várias semanas acima dos 97 dólares por barril nas primeiras horas da sessão de quinta-feira. A mais recente valorização está a ser impulsionada pela escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, numa altura em que os investidores começam a incorporar nos preços não apenas o encerramento temporário do Estreito de Ormuz, mas também a possibilidade de um conflito de maior dimensão no Golfo Pérsico, que poderá comprometer gravemente as infraestruturas de produção e transporte de petróleo e gás da região. À medida que a retórica e os confrontos militares entre as duas partes continuam a intensificar-se, o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz praticamente cessou. Ao mesmo tempo, no Mar Vermelho, os Houthis, apoiados pelo Irão, intensificaram igualmente as suas ações para perturbar a navegação comercial, aumentando as preocupações quanto ao abastecimento global de energia. Neste contexto, os negociadores de petróleo permanecerão atentos à evolução dos esforços diplomáticos para desanuviar o conflito, sendo que qualquer progresso nesse sentido poderá aliviar a pressão sobre os preços do petróleo. Ainda assim, subsiste um risco significativo de que as hostilidades se prolonguem durante um período mais alargado, criando margem para novas subidas do preço do crude.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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