Ouro recua antes da divulgação da inflação PCE
O preço do ouro recuou face ao máximo de vários meses atingido na sessão anterior, quando ficou muito próximo dos 4.700 dólares. A procura pelo metal precioso tem aumentado desde que o Tesouro norte-americano lançou medidas destinadas a estabilizar o mercado obrigacionista, através do reforço das compras de títulos de dívida de longo prazo. Como resultado, as yields dos títulos do Tesouro caíram, reduzindo o custo de oportunidade associado à detenção de ouro, um ativo que não gera rendimento. Ao mesmo tempo, o conflito entre os Estados Unidos e o Irão parece estar a entrar numa nova fase, com o confronto militar a dar lugar à pressão económica. Até ao momento, os mercados financeiros têm reagido favoravelmente a esta evolução, que contribuiu para a descida dos preços do petróleo e para o abrandamento dos receios inflacionistas, levando também a uma redução das apostas numa subida das taxas de juro pela Reserva Federal ainda este ano. Esta dinâmica tem mantido o dólar norte-americano sob pressão face às restantes principais moedas, aumentando a atratividade do ouro para os compradores que utilizam outras divisas. Perante este cenário, os investidores estarão particularmente atentos à divulgação dos dados da inflação PCE nos Estados Unidos, prevista para mais tarde durante o dia. O PCE é a medida de inflação preferida da Reserva Federal, pelo que uma leitura surpreendente poderá alterar as expectativas relativamente à trajetória das taxas de juro do banco central. Um valor acima do esperado poderá fortalecer o dólar e pressionar o ouro, enquanto uma leitura inferior às expectativas terá, provavelmente, o efeito contrário, criando maior potencial de valorização para o metal precioso.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Estreitodeormuz
Brent recua enquanto investidores acompanham Ormuz
Os preços do petróleo Brent registaram uma ligeira descida nas primeiras horas da sessão de terça-feira, mantendo-se pouco acima dos 91 dólares por barril. A recuperação do dólar norte-americano face ao mínimo de vários meses atingido no final da semana anterior permitiu um ligeiro recuo do preço do petróleo, que é denominado na moeda norte-americana. Ao mesmo tempo, a reação do mercado às mais recentes sanções dos Estados Unidos contra o Irão tem sido relativamente moderada, com os investidores a interpretarem o recurso crescente de Washington à pressão económica como um sinal de redução do risco imediato de uma nova escalada militar e da possibilidade de danos mais generalizados nas infraestruturas energéticas da região. No entanto, o potencial para uma descida mais acentuada dos preços do petróleo permanece limitado, uma vez que o Estreito de Ormuz continua a operar bastante abaixo dos níveis anteriores à guerra. Neste contexto, os investidores continuarão atentos à evolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Os riscos associados a novas perturbações poderão tornar-se cada vez mais significativos, à medida que os inventários globais são reduzidos por vários meses de limitações no fornecimento proveniente do Golfo Pérsico, região que normalmente representa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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B
Ouro abranda após subida acima dos 4.500 dólares
Os preços do ouro estão a negociar em baixa esta manhã, recuando face aos ganhos registados na sessão anterior, quando o metal precioso ultrapassou temporariamente os 4.500 dólares. A descida parece estar a ser motivada sobretudo pela realização de mais-valias, enquanto as atas da última reunião da Reserva Federal também geraram alguma cautela entre os investidores. O documento revelou que os responsáveis do banco central continuam preocupados com a inflação e não excluem novas subidas das taxas de juro. Apesar das perdas de hoje, este movimento parece corresponder mais a uma correção de curto prazo do que ao início de uma tendência descendente mais ampla. A decisão do Tesouro norte-americano de aumentar as recompras de títulos de dívida com maturidades mais longas está a exercer pressão descendente sobre as yields, enfraquecendo o dólar e criando um ambiente favorável ao ouro. Perante este cenário, a evolução do ouro nas próximas semanas dependerá, em grande medida, das expectativas em relação à política monetária da Reserva Federal e dos desenvolvimentos no Golfo Pérsico. Dados económicos norte-americanos mais fracos, uma maior desvalorização do dólar e taxas de rendibilidade mais baixas poderão permitir que os preços se consolidem acima dos 4.500 dólares. No entanto, a continuação da instabilidade no Estreito de Ormuz poderá manter os custos da energia elevados, reacender as preocupações com a inflação e reforçar os argumentos a favor de taxas de juro mais altas, limitando o potencial de valorização do metal precioso.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Wall Street recupera apesar de incerteza no Médio Oriente
Os índices americanos recuperaram algum fôlego no início desta semana, apesar de o sentimento de mercado continuar contido. O S&P 500 e o Nasdaq beneficiam da estabilização das ações tecnológicas, em particular dos semicondutores, depois da pressão sentida nas últimas sessões. A geopolítica continua a dominar o enquadramento. A pausa nos ataques entre Israel e Irão reduziu a pressão imediata sobre o petróleo e permitiu algum alívio nos ativos de risco. Ainda assim, a incerteza permanece elevada, sobretudo enquanto persistirem riscos para o abastecimento energético e para as rotas de transporte no Médio Oriente. Ao mesmo tempo, o interesse em torno da estreia em bolsa da SpaceX, prevista para 12 de junho, mostra que o apetite por grandes histórias de crescimento continua vivo, mesmo num contexto de juros elevados e maior instabilidade geopolítica. Esse entusiasmo, aliado a resultados fortes, ajuda a explicar a resiliência de parte do setor tecnológico. O mercado continua disposto a comprar quedas em tecnologia, mas permanece vulnerável a qualquer deterioração geopolítica. Enquanto os juros se mantiverem elevados e o conflito no Médio Oriente não tiver uma solução mais sólida, a margem para complacência é limitada.
Henrique Valente – ActivTrades
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Ouro recua com mercados atentos ao emprego nos EUA
Os preços do ouro recuavam no arranque da sessão europeia, mantendo-se abaixo dos 4.500 dólares. O conflito entre os Estados Unidos e o Irão continua envolto em incerteza, com sinais contraditórios a deixarem os investidores cautelosos quanto às perspetivas de um acordo a curto prazo que permita a normalização do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz. A recente troca de ataques militares reacendeu os receios de que um impasse prolongado possa manter o Estreito encerrado, alimentandas expectativas de uma inflação mais elevada e de políticas monetárias mais restritivas por parte dos bancos centrais. Estas expectativas têm apoiado o dólar norte-americano e mantido as yields das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados, criando um fator adverso para o metal precioso, que não oferece rendimento. Neste contexto, os investidores estarão particularmente atentos à divulgação, ainda hoje, dos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, incluindo o muito acompanhado relatório Non-Farm Payrolls. Os mercados antecipam mais uma leitura sólida, refletindo a resiliência da maior economia do mundo. Assim, quaisquer sinais inesperados de enfraquecimento poderão pressionar o dólar e dar suporte aos preços do ouro.
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