Morning Call - 24/02/2026 - Dólar Dispara Contra Iene

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Agenda de Indicadores:
10:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Arrecadação Federal
12:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
12:00 – USA – Índice de Manufatura de Richmond
13:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
15:00 – USA – Leilão de T-Note de 2 anos
18:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

Agenda de Autoridades:
10:00 – USA – Austan Goolsbee, do Fed de Chicago (Não Vota), discursa e participa de uma sessão de perguntas e respostas moderada na 42ª Conferência de Política Econômica da Associação Nacional de Economia Empresarial, intitulada "O Grande Realinhamento: Navegando na Inteligência Artificial"
11:00 – USA – Raphael Bostic, do Fed de Atlanta (Não Vota), participa de uma conversa sobre política monetária, perspectivas econômicas e reflexões pessoais antes do evento organizado pela Marketplace
11:00 – USA – Susan Collins, do Fed de Boston (Não Vota), faz o discurso de abertura da conferência "Disrupção Impulsionada pela Tecnologia: Moldando o Futuro das Finanças e Pagamentos", realizada no Banco da Reserva Federal de Boston
17:15 – USA – Thomas Barkin, do Fed de Richmond (Não Vota), e a Susan Collins, do Fed de Boston (Não Vota), participam de um painel de discussão na conferência "Disrupção Impulsionada pela Tecnologia: Moldando o Futuro das Finanças e Pagamentos" no Federal Reserve Bank de Richmond
23:00 – USA – Presidente Donald Trump, profere o tradicional discurso sobre o Estado da União


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026


Estados Unidos

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Os futuros dos índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em leve alta nesta terça-feira, ensaiando recuperação após a forte correção registrada na véspera. A sessão anterior foi marcada por incertezas comerciais e por novas dúvidas sobre os impactos da inteligência artificial em setores tradicionais da economia, incluindo o financeiro.

O sentimento dos traders também foi pressionado por uma análise pessimista da Citrini Research, que alertou para possíveis efeitos disruptivos da IA sobre o mercado de trabalho americano. O relatório traça um cenário em que trabalhadores de maior renda — e, consequentemente, com maior capacidade de consumo — poderiam ser substituídos por sistemas automatizados, abrindo espaço para um choque econômico de grandes proporções.

Nesse ambiente, o índice de volatilidade VIX USAVIXH2026 conhecido como o “termômetro do medo” de Wall Street, retornou à região dos 21 pontos, refletindo aumento na demanda por proteção via opções atreladas ao S&P 500.

No campo monetário, os contratos futuros de Fed Funds indicam a precificação de dois cortes de juros de 25 pontos-base neste ano — o primeiro em 29 de julho e o segundo em 28 de outubro — sinalizando expectativa de flexibilização gradual da política do Federal Reserve.

As atenções se voltam agora para o balanço da Nvidia, previsto para amanhã. A companhia, atualmente a mais valiosa do mundo, ocupa posição central na tese de expansão da inteligência artificial e pode ditar o tom do mercado para o setor de tecnologia nas próximas semanas.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam em queda nesta terça-feira. O movimento reflete a cautela dos traders diante de um ambiente comercial novamente incerto, além da pressão vinda de Wall Street após a retomada das preocupações com a disrupção provocada pela inteligência artificial.

A nova tarifa geral anunciada pelo presidente Donald Trump, que entra em vigor hoje, reacendeu dúvidas sobre a estabilidade dos acordos comerciais firmados no ano passado. O cenário elevou o nível de incerteza global e reduziu o apetite por risco nos mercados europeus.

Nesse contexto, o Parlamento Europeu decidiu adiar pela segunda vez a votação do acordo comercial fechado entre Estados Unidos e União Europeia, ampliando as indefinições sobre o futuro das relações comerciais transatlânticas.

O setor bancário lidera as perdas, com recuo médio de cerca de 2%, acompanhando a onda de vendas observada em Nova York na segunda-feira. Traders voltaram a questionar o impacto potencial de novos modelos de IA sobre estruturas de negócios tradicionais, o que tem afetado principalmente instituições financeiras e empresas mais expostas à intermediação e serviços.

Apesar do viés negativo predominante, alguns resultados corporativos trouxeram alívio pontual. A Edenred avançou 1,4% após divulgar números operacionais de 2025 acima das estimativas, impulsionados pelo crescimento das vendas e pelos primeiros efeitos de seu plano de redução de custos e ganho de eficiência.

Já a Forvia subiu 2,2% depois de projetar margem operacional entre 6% e 6,5% em 2026, sinalizando melhora gradual na rentabilidade da fornecedora de autopeças.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

As bolsas asiáticas se estabilizaram nesta terça-feira após um início de sessão volátil, em meio a uma nova rodada de vendas em Wall Street ligada ao setor de inteligência artificial, o que reduziu temporariamente o apetite por risco. O ambiente também segue pressionado pela incerteza em torno da política tarifária do presidente Donald Trump e pelas tensões geopolíticas em curso.

Em Taiwan e na Coreia do Sul, o movimento foi positivo. O TWSE 50 TW50 e o Kospi KOSPI renovaram máximas históricas, com altas de 2,6% e 2,1%, respectivamente. Os ganhos foram liderados por empresas de tecnologia: a TSMC avançou 3,4%, a Samsung Electronics subiu 3,6% e a SK Hynix saltou 5,7%, refletindo o fluxo contínuo para o setor de semicondutores.

Na China continental, os índices Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Shanghai 000001 registraram ganhos moderados no retorno do feriado prolongado. O avanço ocorreu mesmo após Pequim fixar a taxa diária de referência do yuan no nível mais forte em quase três anos e manter as taxas básicas de juros de 1 e 5 anos inalteradas em 3% e 3,5%, respectivamente, pelo nono mês consecutivo.

A próxima semana deve ser marcada por atenção redobrada ao setor de tecnologia. A DeepSeek prepara o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial, movimento que pode gerar volatilidade nos mercados, especialmente entre fabricantes de chips e empresas ligadas à infraestrutura de IA.

A tensão aumentou após um alto funcionário do governo de Donald Trump afirmar que a startup chinesa teria obtido acesso de forma ilegal ao chip de IA mais avançado da Nvidia, o Blackwell. Segundo a autoridade, o episódio pode configurar violação dos controles de exportação impostos pelos Estados Unidos para restringir o acesso da China a semicondutores de última geração.

Em contraste, o Hang Seng HSI, de Hong Kong, recuou 1,8%, com poucas empresas encerrando no campo positivo, em um movimento de realização após altas recentes.

Também retomando as negociações após o feriado, o Nikkei NI225, de Tóquio, avançou 0,9%. O desempenho foi parcialmente limitado por quedas nos setores financeiro e de serviços de tecnologia, enquanto outros segmentos apresentaram ganhos mais consistentes.

No mercado cambial, o iene japonês recuou quase 1% frente ao dólar após a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmar no Parlamento que uma moeda fraca traz tanto vantagens quanto desvantagens para a economia. A declaração ocorreu após reportagem indicar que autoridades americanas estariam dispostas a coordenar uma intervenção cambial conjunta a pedido de Tóquio no mês passado.

Segundo Carol Kong, estrategista do Commonwealth Bank of Australia, “o mercado interpretou as falas como um sinal de maior tolerância das autoridades japonesas à desvalorização do iene”.

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Na Austrália, o ASX 200 XJO encerrou em alta de 0,3%, em uma sessão de desempenho misto entre os setores.

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