Morning Call - 23/04/2026 - Dólar e Juros Sobem com Petróleo

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Agenda de Indicadores:
9:30 – USA – Pedidos por Seguro-Desemprego
9:30 – USA – Índice de Atividade do Fed de Chicago
10:45 – USA – PMIs (Prévia) (Abril)
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros

Agenda de Balanços:
17:01 – USA – Intel
17:05 – GER – SAP


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLK2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — recuam nesta quinta-feira, refletindo uma pausa no rali recente, à medida que os traders demonstram maior cautela diante da ausência de avanços concretos no conflito entre Estados Unidos e Irã.

O movimento ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, após o Irã apreender dois navios e exigir o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA — medida que permanece em vigor mesmo após a extensão do cessar-fogo anunciada ontem.

Embora o mercado tenha mostrado resiliência nos últimos dias, sustentado por expectativas de desescalada, sinais de fadiga começam a emergir, com episódios pontuais de aversão ao risco enquanto traders aguardam maior clareza sobre o desfecho do conflito.

No mercado de energia, o petróleo Brent volta a superar os US$ 105 por barril, reacendendo preocupações inflacionárias. Para Tiffany Wilding, economista da PIMCO, mesmo com uma eventual normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, os efeitos econômicos da disrupção tendem a persistir. “A recuperação da economia global pode levar tempo após uma das maiores interrupções no fornecimento de petróleo em décadas”, destacou.

Em linha com esse ambiente, o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIKJ2026 avança cerca de 2% na sessão, aproximando-se dos 21 pontos, sinalizando uma leve intensificação na demanda por proteção.

No front corporativo, a temporada de resultados segue oferecendo suporte parcial ao mercado, embora haja questionamentos sobre sua representatividade, já que muitos balanços ainda refletem apenas o início dos impactos do conflito.

Entre os destaques no pré-mercado, as ações da Tesla recuam cerca de 3% após a companhia elevar seu plano de investimentos para mais de US$ 25 bilhões, com foco em inteligência artificial, robótica e semicondutores.

Já a IBM cai 7,3%, pressionada pela desaceleração no crescimento da receita no primeiro trimestre, especialmente no segmento de software. Em contrapartida, a Texas Instruments dispara mais de 10%, após projetar resultados acima das expectativas para o segundo trimestre.

Outros destaques do dia incluem os balanços de Intel e SAP, além da divulgação de dados econômicos relevantes nos Estados Unidos, como os pedidos iniciais de seguro-desemprego e indicadores de atividade industrial, que podem oferecer pistas adicionais sobre os impactos do choque energético na economia.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — recuam nesta quinta-feira, pressionados pelo aumento das tensões envolvendo a navegação no estratégico Estreito de Ormuz, enquanto traders também digerem uma nova rodada de balanços corporativos na região.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 cede cerca de 0,9%. Entre os principais mercados, o CAC 40 FRA40, da França, apresenta leve queda de 0,1%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, recua 0,7%.

Entre os setores, o de energia é o único segmento a sustentar ganhos mais consistentes, avançando cerca de 0,6%, impulsionado pela valorização do petróleo. A maioria dos demais opera no vermelho, refletindo a deterioração do sentimento de risco. Altamente relevante, o setor bancário figura entre as maiores quedas, recuando aproximadamente 1,1%.

Paralelamente, a temporada de resultados corporativos segue no radar, com os mercados avaliando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre receitas, margens e perspectivas das empresas europeias.

Entre os destaques positivos, as ações da Nestlé avançam cerca de 6%, após a companhia manter sua projeção de crescimento orgânico entre 3% e 4% para o ano. Já a L’Oréal dispara 8%, impulsionada por um crescimento de vendas de 6,7% no primeiro trimestre — o ritmo mais forte em dois anos.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

As bolsas da Ásia-Pacífico recuaram nesta quinta-feira, afastando-se de suas máximas históricas, à medida que a nova alta dos preços do petróleo reforçou a percepção de fragilidade no apetite por risco em meio à incerteza sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã.

O Nikkei NI225, do Japão, e o TWSE 50 TW50, de Taiwan, recuaram 0,8% cada, refletindo a realização de lucros após a sequência recente de ganhos. No Japão, os dados econômicos trouxeram um contraponto positivo: o PMI manufatureiro apontou expansão no ritmo mais forte em quatro anos em abril, com empresas acelerando a produção diante de preocupações com gargalos de oferta ligados às tensões geopolíticas.

No noticiário corporativo, o SoftBank avançou 3,9%, após informações de que a companhia estaria contratando um novo empréstimo de US$ 10 bilhões para financiar projetos relacionados à OpenAI, indicando continuidade na expansão de investimentos em inteligência artificial.

Na contramão do movimento regional, o Kospi KOSPI, da Coreia do Sul, subiu 0,9% e renovou máxima histórica, sustentado por dados de crescimento econômico acima do esperado no primeiro trimestre. A Samsung Electronics, de grande peso no índice, avançou mais de 3%, após atingir novo recorde intradiário.

Na China continental e em Hong Kong, os índices China A50 XIN9, Shanghai 000001, Shenzhen 399001 e Hang Seng HSI oscilaram entre leves perdas e quedas de até 1%, pressionados principalmente pelo setor de tecnologia.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO recuou 0,6%, com a maior parte dos setores no campo negativo, enquanto o segmento de energia foi o único a registrar alta, beneficiado pela valorização do petróleo.

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