Morning Call - 10/03/2026 - Dólar e Juros caem. Ações sobem

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Agenda de Indicadores:
10:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Vendas de Casas Usadas
13:00 – USA – Perspectiva Energética de Curto Prazo da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 3anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026


Dario Durigan deve assumir o Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou sua saída do cargo para a próxima semana, abrindo caminho para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão ocorre em um momento delicado para o governo do presidente Lula, diante da perda de competitividade do candidato petista nas pesquisas eleitorais.

Levantamento recente do Datafolha, divulgado no fim de semana, mostra o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, praticamente isolado na liderança da disputa estadual, com 44% das intenções de voto, contra 31% de Haddad. Em simulações de segundo turno, Tarcísio aparece vencendo todos os adversários testados.

Com a saída de Haddad, o atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, é o principal nome cotado para assumir o comando do Ministério da Fazenda. A expectativa é que o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, passe a ocupar o posto de número dois da pasta.

A eventual mudança manteria a continuidade técnica na equipe econômica, já que Durigan atua como braço direito de Haddad desde o início do atual governo e participou diretamente da formulação das principais medidas fiscais e tributárias apresentadas pela equipe econômica.


Estados Unidos

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Os futuros dos índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em alta moderada nesta terça-feira, após a forte recuperação observada na sessão anterior. O movimento ocorre em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra no Oriente Médio poderia “terminar em breve”, o que ajudou a reduzir momentaneamente a aversão ao risco nos mercados.

A sinalização contribuiu para pressionar os preços do petróleo Brent BRENT novamente abaixo de US$ 100 por barril, aliviando os temores de um novo choque inflacionário global e de um eventual endurecimento das políticas monetárias nas principais economias.

Nesse ambiente, o índice de volatilidade $ACTIVTRADES:USAVIXH2026, frequentemente chamado de “termômetro do medo” de Wall Street, recuou para 23,5 pontos, após ter tocado brevemente 30 pontos na sessão anterior.

Ainda assim, o cenário geopolítico permanece tenso. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitirá a exportação de “um litro de petróleo” do Oriente Médio caso os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel continuem. Em resposta, Trump advertiu que Washington retaliará com muito mais força caso Teerã tente interromper o fluxo de petróleo da região.

“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos da América o atingirão vinte vezes mais fortemente do que o atingiram até agora”, declarou o presidente americano.

Com ostraders desmontando parcialmente posições defensivas, o dólar $ACTIVTRADES:USDINDH2026 perde força frente às principais moedas globais. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do governo dos EUA — com destaque para US02Y — também recuam, movimento que favorece a recuperação dos metais preciosos, como o ouro GOLD e a prata $ACTIVTRADES:SILVE.

A semana promete ser decisiva para os mercados. Os traders acompanham uma agenda carregada de indicadores nos Estados Unidos, incluindo dados de vagas de emprego JOLTS, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve — e a segunda estimativa do PIB trimestral, que podem ajudar a calibrar as expectativas para a trajetória dos juros americanos.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — sobem com força nesta terça-feira, impulsionados por um renovado otimismo de que o conflito no Oriente Médio possa terminar mais cedo do que o inicialmente previsto. A perspectiva de redução das tensões ajuda a aliviar temores inflacionários ligados ao petróleo e reforça a expectativa de que o Banco Central Europeu não precise endurecer sua política monetária, enquanto o Banco da Inglaterra poderia ganhar espaço para retomar cortes de juros.

O índice EURO50 salta quase 3%, recuperando parte das perdas após ter encerrado a sessão anterior no nível mais baixo em mais de dois meses.

Entre os setores, o financeiro lidera os ganhos, com avanço próximo de 4%, sustentando a recuperação do mercado. Na direção oposta, as empresas de energia recuam cerca de 1,2%, acompanhando a forte queda nos preços do petróleo após sinais de possível distensão geopolítica.

No campo corporativo, as ações da Volkswagen avançam cerca de 2% depois que a montadora alemã indicou expectativa de recuperação nas margens após um ano desafiador em 2025.

Já a construtora britânica Persimmon dispara 8,5% após divulgar resultados acima das estimativas, com receita e lucro ajustado antes dos impostos superando as expectativas para o exercício fiscal de 2025.

Os traders também aguardam novas sinalizações de política monetária. Estão programados para 13h30 (horário de Brasília) comentários da presidente do BCE, Christine Lagarde, e do vice-presidente da instituição, Luis de Guindos.


Ásia/Pacífico

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As bolsas da Ásia-Pacífico registraram forte recuperação nesta terça-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra no Oriente Médio poderia “terminar em breve”. A declaração ajudou a pressionar os preços do petróleo para baixo, aliviando temporariamente os temores de inflação global elevada e de alta de juros nas principais economias.

Com a confiança dos traders se estabilizando após as quedas da sessão anterior, o índice Kospi KOSPI da Coreia do Sul liderou os ganhos, saltando 6,6% antes de reduzir parte da alta. O avanço foi tão intenso que a Bolsa de Seul chegou a acionar o mecanismo de sidecar, que suspende temporariamente negociações automáticas quando os contratos futuros se movem de forma abrupta — neste caso, após uma alta superior a 5%.

No Japão, o índice Nikkei NI225 avançou 2,9%, enquanto em Taiwan o TWSE 50 TW50 subiu 2,1%, ambos impulsionados principalmente pelas ações dos setores de tecnologia e industrial.

Na China e em Hong Kong, os índices Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Shanghai 000001 e Hang Seng HSI avançaram até 2,1%, sustentados por dados comerciais mais fortes do que o esperado.

Segundo dados alfandegários, as exportações da China cresceram 21,8% em fevereiro, bem acima da projeção de 7,1%, impulsionadas pela forte demanda por eletrônicos. As importações também surpreenderam, avançando 19,8%, contra expectativa de 6,3%. Com isso, o superávit comercial do país nos dois primeiros meses do ano atingiu US$ 213,6 bilhões, colocando a economia chinesa a caminho de superar o recorde de US$ 1,2 trilhão registrado no ano passado.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO subiu 1,1%, sustentado principalmente pelas mineradoras e empresas do setor financeiro, em meio ao alívio temporário das tensões no mercado de energia global.

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