Morning Call - 18/02/2026 - Ibovespa deve abrir pressionado!

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Agenda de Indicadores:
Feriado de Ano Novo Lunar na China, Hong Kong, Indonésia, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul
BRA – Feriado de Quarta-feira de Cinzas (B3 abre às 13h)
BRA – Vencimento dos contratos futuros do Ibovespa - Bra50 J 2026
10:30 – USA – Construção de Casas Novas
10:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
11:15 – USA – Produção Industrial
13:00 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
13:00 – BRA – Abertura da B3
14:00 – BRA – Boletim Focus
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Leilão de T-Bond de 20 anos
16:00 – USA – Ata da última reunião do Fed
18:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

Agenda de Autoridades:
9:35 – USA – Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão do Fed (Vota), participa de debate perante o Exchequer Club.


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026

Vencimento dos contratos futuros do Ibovespa - Bra50 J 2026


Estados Unidos

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Os futuros dos índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em alta nesta quarta-feira, com recuperação das ações de tecnologia à medida que diminuem as preocupações mais imediatas sobre a disrupção causada pela inteligência artificial. O mercado agora volta suas atenções para a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, em busca de sinais sobre a trajetória dos juros.

Em dia de vencimento do contrato futuro do VIX $ACTIVTRADES:USAVIX, o índice recua cerca de 1 ponto e volta a ser negociado próximo dos 20 pontos, indicando leve redução na demanda por proteção.

Nas últimas semanas, Wall Street foi pressionada por receios de que o rápido avanço das ferramentas de IA pudesse impactar as margens em setores como software, serviços financeiros e transporte. Além disso, investidores passaram a exigir evidências mais concretas de que os elevados investimentos em IA estão se traduzindo em crescimento efetivo de receita e lucro.

No pré-mercado, as megacaps lideram a recuperação. A Nvidia sobe 1,9% após anunciar um contrato para fornecer milhões de chips de IA atuais e futuros à Meta. A Amazon avança 1,6%, enquanto Meta e Microsoft registram ganhos de cerca de 0,7% cada, em movimento amplo de recomposição no setor de tecnologia.

A ata da reunião de janeiro do Federal Reserve — quando os juros foram mantidos inalterados — será divulgada às 16h (horário de Brasília). Segundo Aaron Hill, da FP Markets, com o mercado já precificando nova pausa no próximo encontro, os traders buscarão pistas sobre por quanto tempo a autoridade monetária poderá manter as taxas estáveis.

De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, o mercado atribui aproximadamente 63% de probabilidade a um corte de pelo menos 25 pontos-base na reunião de junho — a primeira vez em que as chances superam 50%.

Entre as falas recentes de dirigentes do Fed, o tom segue cauteloso. A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a inflação precisa cair de forma sustentada antes da retomada do ciclo de flexibilização, destacando que os preços continuam acima da meta de 2% e que ainda há preocupação quanto aos impactos da IA no mercado de trabalho. Ela estimou que cerca de 75 pontos-base de cortes seriam necessários para atingir o nível neutro.

O diretor do Fed, Michael Barr, declarou que, diante das condições atuais, provavelmente será apropriado manter os juros estáveis por “algum tempo”, ressaltando o risco de inflação persistentemente acima da meta.

Já Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, afirmou que “vários outros” cortes podem ocorrer ao longo do ano caso o processo de desinflação seja retomado, mas reforçou que precisa ver evidências claras de convergência para a meta de 2%.

Na sexta-feira, o mercado acompanhará o relatório de despesas de consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação preferido do Fed, que poderá oferecer novos sinais sobre a dinâmica de preços e os próximos passos da política monetária.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — avançam nesta quarta-feira, sustentados principalmente pelos setores de defesa e bancário. O mercado também repercute resultados corporativos e notícias envolvendo a liderança do Banco Central Europeu (BCE).

O setor de defesa sobe cerca de 2%, com destaque para a BAE Systems, que avança quase 2,6% após reportar lucro operacional anual acima do esperado. A forte demanda global elevou sua carteira de pedidos a um recorde de US$ 113,4 bilhões, reforçando a visibilidade de receitas nos próximos anos.

O segmento também ganhou impulso após reportagem indicar que a Alemanha estuda adquirir uma participação minoritária na KNDS, fabricante franco-alemã do tanque Leopard, antes da planejada abertura de capital ainda este ano — movimento que sinaliza apoio governamental estratégico à indústria de defesa.

No campo político-monetário, o Financial Times noticiou que Christine Lagarde pode deixar a presidência do Banco Central Europeu antes das eleições presidenciais francesas de 2027. Analistas do Danske Bank avaliam que eventual mudança na liderança teria impacto limitado na condução da política monetária, dado o histórico de equilíbrio entre membros mais “hawkish” e mais “dovish” no conselho do BCE.

Entre os destaques corporativos, a Glencore sobe 3,2% após anunciar a devolução de US$ 2 bilhões aos acionistas, mesmo com lucro ligeiramente menor no período.

Na ponta negativa, a Bayer recua 8,6% depois de anunciar um acordo de até US$ 7,25 bilhões para encerrar dezenas de milhares de processos relacionados ao herbicida Roundup.

Já a holandesa IMCD despenca 14% após resultados trimestrais abaixo das expectativas, enquanto a suíça Straumann avança 7,7% com projeções otimistas para os próximos trimestres.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os principais mercados acionários da Ásia permaneceram fechados nesta terça-feira devido ao feriado do Ano Novo Lunar, que suspendeu as negociações na China, Hong Kong, Cingapura, Indonésia, Taiwan e Coreia do Sul.

No Japão, o índice Nikkei NI225 avançou 1%, interrompendo uma sequência de quatro sessões consecutivas de queda. O movimento foi impulsionado por ações de empresas vistas como potenciais beneficiárias do compromisso do país de investir US$ 550 bilhões em projetos nos Estados Unidos.

Na véspera, o presidente Donald Trump anunciou três projetos avaliados em US$ 36 bilhões em território americano, que contarão com financiamento japonês: uma instalação de exportação de petróleo no Texas, uma fábrica de diamantes industriais na Geórgia e uma usina termelétrica a gás natural em Ohio.

Esses investimentos marcam os primeiros desdobramentos concretos do acordo bilateral que reduziu tarifas sobre importações japonesas para 15%.

O ministro do Comércio do Japão, Ryohei Akazawa, afirmou que empresas como a Mitsubishi Electric (+2,9%), a Noritake (+6%) e a Asahi Diamond Industrial (+9%) demonstraram interesse nos projetos.

Outras companhias ligadas à cadeia industrial também registraram ganhos, como a TDK (+6,7%), e as fabricantes de cabos de fibra óptica Fujikura e Furukawa Electric, ambas com alta próxima de 4%.

No mercado de crédito, o Ministério das Finanças japonês estima que o país precisará elevar a emissão anual de títulos públicos em cerca de 28% nos próximos três anos, diante do aumento dos custos de financiamento da dívida. O volume adicional pode alcançar cerca de US$ 248 bilhões a partir do ano fiscal que se inicia em abril de 2029.

Na Austrália, o ASX 200 XJO avançou 0,5%, em um pregão marcado por rotação setorial entre empresas.

No mercado cambial, o dólar neozelandês recuou após o banco central sinalizar que a política monetária deverá permanecer acomodatícia por mais tempo, visando sustentar a recuperação econômica.

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