Morning Call - 15/05/2026 - Juros e Dólar Disparam! Ações Recuam

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Agenda de Indicadores:
USA – Vencimento de Opções
9:00 – BRA – Crescimento do Setor de Serviços (Março)
9:30 – USA – Índice Empire State de Atividade Industrial
10:15 – USA – Produção Industrial (Abril)

Agenda de Autoridades:
11:15 – USA – Jeffrey Schmid, do Fed de Kansas City (Não Vota), fala sobre "Inovação em pagamentos e serviços bancários comunitários" antes da "Conferência sobre o futuro dos bancos" organizada pelo Federal Reserve Bank de Kansas City
14:00 – USA – Beth Hammack, do Fed de Cleveland (Vota), faz comentários de abertura antes das conversas virtuais sobre Banco Central: "O Caso pela Independência do Banco Central" organizado pelo Federal Reserve Bank de Cleveland e seu Centro de Pesquisa de Inflação
14:00 – USA – Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão do Fed (Vota), faz comentários de abertura na "Conferência sobre o Futuro dos Bancos" organizada pelo Federal Reserve Bank de Kansas City - Vídeo Pré-Gravdo
18:45 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), participa de discussão moderada antes do evento organizado pela Conference of Business Economists, em Nova York
20:00 – USA – Michael Barr, Governador do Fed (Vota), fala sobre "Balanço" no evento do Money Marketeers FOMC


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em forte queda nesta sexta-feira, pressionados pela disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, em meio ao aumento das preocupações com inflação elevada decorrente da guerra no Oriente Médio.

O rendimento do Treasury de 10 anos atingiu 4,54%, o maior nível desde junho de 2025, enquanto o rendimento do título de 2 anos voltou a superar o patamar de 4%.

Os mercados passaram a precificar aproximadamente 40% de probabilidade de que o Federal Reserve volte a elevar a taxa de juros até dezembro deste ano.

O movimento reflete o aumento das preocupações com os impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã, especialmente após a forte alta dos preços da energia e o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz.

Segundo Ipek Ozkardeskaya: “Quanto mais a guerra no Oriente Médio se prolonga, mais os preços da energia sobem, alimentando as expectativas de inflação e os custos de empréstimo.”

A analista acrescentou que muitos investidores em tecnologia continuam ignorando esse risco, sustentados pelo forte entusiasmo em torno da inteligência artificial e pelos lucros robustos do setor.

Nas últimas semanas, o otimismo com IA e semicondutores havia conseguido neutralizar parcialmente os temores relacionados à inflação e ao conflito no Oriente Médio, mantendo os principais índices próximos de recordes históricos.

Entretanto, a combinação de petróleo elevado, juros mais altos e desaceleração econômica volta a pressionar os ativos de risco nesta sessão.

Os investidores também acompanharam o encerramento da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, que terminou sem avanços relevantes após discussões envolvendo comércio, tarifas, Taiwan e o conflito com o Irã.

Entre os destaques corporativos do pré-mercado, as ações da Applied Materials recuam 2,8%, apesar da companhia ter projetado receita e lucro ajustado acima das expectativas de Wall Street para o terceiro trimestre.

Já os papéis da Dexcom sobem cerca de 2% após a fabricante de dispositivos médicos anunciar mudanças em seu conselho de administração em conjunto com o investidor ativista Elliott Investment Management.

O setor aéreo também opera pressionado pela disparada do petróleo. As ações da Delta Air Lines, United Airlines e Southwest Airlines recuam entre 1,3% e 1,5%, enquanto a Alaska Air Group cai cerca de 1,8%.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — despencam nesta sexta-feira, pressionados principalmente pelos setores de tecnologia e materiais, enquanto o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã deteriora o apetite por risco, eleva os preços da energia e reacende temores de desaceleração econômica global.

No encerramento de sua visita à China, Donald Trump afirmou que sua paciência com o Irã “está se esgotando” e declarou que Xi Jinping concorda que Teerã não deve desenvolver armas nucleares e precisa reabrir o Estreito de Ormuz.

Os rendimentos globais dos títulos soberanos avançam fortemente, enquanto os contratos do petróleo Brent retornam para a região de US$ 112 por barril.

Os dados de inflação divulgados nesta semana tanto nos Estados Unidos quanto na Europa reforçaram a percepção de que os efeitos da guerra no Oriente Médio já começam a aparecer de forma mais intensa sobre os preços ao consumidor e ao produtor.

Segundo Daniel von Ahlen: “Quanto mais tempo o fechamento do estreito persistir, mais difícil será para os mercados ignorarem os impactos reais dos preços elevados da energia sobre a economia global.”

Os mercados monetários seguem precificando mais de duas altas de juros pelo Banco Central Europeu neste ano, sendo a primeira amplamente esperada para junho.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer também enfrenta pressão política interna após aliados de um rival sinalizarem possível contestação à sua liderança.

Entre os setores, o índice europeu de materiais recua cerca de 4,3%, acompanhando a queda dos preços dos metais, enquanto o setor de tecnologia despenca aproximadamente 3% após duas sessões consecutivas de forte valorização.

As fabricantes de semicondutores ASML, ASM International, BE Semiconductor Industries e Aixtron registram perdas entre 3,4% e 7,3%.

O setor bancário europeu também opera pressionado, com queda próxima de 2%. No Reino Unido, as ações do Barclays e do Lloyds Banking Group recuam 3% e 2,8%, respectivamente.

Entre outros destaques corporativos, as ações da LVMH caem 1,4% após o conglomerado anunciar a venda da marca Marc Jacobs.

Já a Stellantis perde cerca de 2% após firmar um acordo de aproximadamente US$ 1,16 bilhão com a chinesa Dongfeng Motor Corporation para produção de veículos das marcas Peugeot e Jeep.

Na contramão do mercado, as ações da Technoprobe dispararam 35% após a companhia revisar para cima suas projeções financeiras para 2026.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico registraram forte movimento de realização nesta sexta-feira, após a cúpula de dois dias entre Donald Trump e Xi Jinping terminar sem avanços significativos nas principais áreas de tensão entre Estados Unidos e China.

Os principais índices da China continental e de Hong Kong — Shanghai 000001, Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI — recuaram até 2%, à medida que o entusiasmo recente com ações de tecnologia deu lugar a preocupações com inflação global e possíveis aumentos de juros nos Estados Unidos ainda neste ano.

A reunião entre Trump e Xi incluiu discussões sobre comércio, Taiwan e a guerra envolvendo o Irã, mas terminou sem anúncios considerados transformacionais pelos mercados.

Segundo Nick Twidale, parte dos traders esperava avanços comerciais mais robustos:
“Talvez o mercado estivesse esperando algum grande acordo comercial ou anúncio mais amplo, e, sob essa ótica, a reunião acabou sendo decepcionante.”

O representante comercial americano, Jamieson Greer, afirmou que ainda não foi definida a extensão da atual trégua comercial prevista para expirar no final do ano, embora tenha confirmado acordos relacionados à compra chinesa de produtos agrícolas e carne bovina dos EUA.

Para Cliff Zhao, o encontro teve caráter mais diplomático do que estratégico: “Esta não foi uma reunião voltada para uma redefinição completa das relações EUA-China.”

Já Lynn Song destacou que os mercados continuam focados em possíveis avanços ligados ao Irã e Taiwan, observando que “as ações falarão mais alto que as palavras”.

Trump também afirmou que a China concordou em comprar 200 aeronaves da Boeing — número considerado abaixo das expectativas iniciais do mercado, que especulava um acordo próximo de 500 aeronaves.

Na Coreia do Sul, o Kospi KOSPI liderou as perdas na região, despencando mais de 6%, pressionado principalmente pelas gigantes de tecnologia.

As ações da Samsung Electronics caíram 8,6% após o sindicato da empresa confirmar a manutenção de uma greve de 18 dias prevista para começar em 21 de maio, envolvendo mais de 45 mil trabalhadores.

No Japão, o índice Nikkei NI225 recuou 2%, refletindo a realização de lucros após a forte recuperação recente.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 fechou 1,8% menor, enquanto que o ASX 200 XJO da Austrália, conseguiu encerrar próximo da estabilidade, sustentado principalmente pela alta das mineradoras.

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